Durante a 95ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Secretários de Segurança Pública (Consesp), realizada nesta semana em Brasília, o secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, defendeu como prioridade a destinação dos bens apreendidos do tráfico de drogas diretamente aos estados responsáveis pelas apreensões. A proposta integra um pacote com nove anteprojetos de lei aprovados por unanimidade pelos representantes das 27 unidades da federação e já entregue ao relator da Comissão de Justiça e Redação da Câmara, deputado Mendonça Filho (União-PE). Hoje, todo o valor obtido com a venda de bens confiscados em operações de tráfico vai para o Fundo Nacional Antidrogas (Funad), gerido pela União, que repassa os recursos a seu critério. Pela proposta liderada por Mato Grosso do Sul, estado que mais apreende drogas no país, os valores passariam a ser automaticamente destinados aos fundos de segurança pública dos estados quando a apreensão decorrer de atuação de forças estaduais. “Essa é uma medida de justiça. Estados como Mato Grosso do Sul atuam na linha de frente do combate ao narcotráfico, especialmente em áreas de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, e precisam ser fortalecidos com recursos diretos para continuar enfrentando o crime organizado”, afirmou Videira. Com fronteiras secas com dois países produtores de entorpecentes — o Paraguai, na região de Ponta Porã, e a Bolívia, no município de Corumbá —, MS é rota central do tráfico internacional e, como consequência, tem uma das maiores taxas de encarceramento do país. Para o secretário, a legislação atual penaliza duplamente os estados: além do custo da repressão, eles não têm acesso garantido aos frutos das apreensões. Outro projeto do pacote que teve destaque nas discussões foi a proposta de tipificação do crime de extorsão quando praticado por organizações criminosas, como milícias. O texto propõe pena de 8 a 15 anos de prisão para casos em que grupos obrigam moradores a contratar serviços ou pagar “taxas” sob coação. Atualmente, o Código Penal prevê pena de 4 a 10 anos para o crime de extorsão, sem agravante específico quando cometido por facções ou milícias. “A criminalidade organizada tem imposto um regime de terror em muitas comunidades brasileiras. Precisamos dar respostas concretas, com leis que reflitam o grau de ameaça que essas organizações representam para o Estado e para a população”, afirmou Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública do DF e presidente do Consesp. A reunião, que segue até esta quinta-feira (3), inclui visitas técnicas em Brasília e debates sobre uma série de medidas consideradas estruturantes para a área de segurança. Entre elas, mudanças na audiência de custódia, regras para prisão em flagrante e uma nova composição para o Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social — que passaria de mais de 50 integrantes para 18, com foco na atuação direta de forças policiais e órgãos do sistema de Justiça. Outro ponto central do pacote aprovado é a proposta de endurecimento no tratamento de presos em flagrante por crimes graves. O texto estabelece que, em casos com pena superior a quatro anos ou que envolvam violência, o juiz deverá manter a prisão por até 60 dias. A audiência de custódia passaria a ter exclusivamente a função de avaliar a legalidade da detenção, não mais a possibilidade de soltura imediata, como ocorre hoje. Outros destaques do pacote aprovado: – Criação do crime de obstrução de Justiça, com pena de 2 a 8 anos, mesmo sem uso de violência;– Tipificação do domínio de cidades, prática associada ao “novo cangaço”, com penas de até 30 anos;– Aumento da pena para homicídio de agentes públicos, de 20 a 40 anos de prisão;– Regras claras para investigação colaborativa entre órgãos de fiscalização e segurança;– Aumento do percentual das apostas esportivas (bets) destinado à segurança pública: de 13,6% para 18%, sendo 12% para fundos estaduais e 6% para o fundo penitenciário. O pacote de propostas infraconstitucionais será complementado, segundo os secretários, pela PEC da Segurança, atualmente em tramitação na Câmara. A PEC estabelece diretrizes gerais para a segurança pública, enquanto os projetos apresentados pelo Consesp visam detalhar e operacionalizar essas diretrizes no cotidiano dos órgãos de segurança. “A aprovação unânime deste pacote mostra que o Brasil pode construir políticas públicas sólidas e alinhadas entre União, estados e municípios. As propostas são técnicas, equilibradas e absolutamente urgentes”, disse Avelar. Comunicação Sejusp
Com mais chuvas e baixas temperaturas, junho deste ano teve redução de 92,8% da área queimada no Pantanal
A melhor distribuição de chuvas e as baixas temperaturas contribuíram para quase zerar os focos de incêndios no Pantanal no mês de junho, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados constam no Informativo Cicoe/Pemif divulgado quinta-feira (3). Conforme o Boletim, todos os números relativos ao controle de incêndios florestais ficaram bem abaixo do verificado no mês de junho do ano passado. A área queimada no Pantanal em junho de 2024 foi de 595.728 hectares, tendo sido registrados 2.753 focos de calor. Em junho desse ano a área queimada no bioma ficou em 42.840 hectares, com 50 focos de calor catalogados. Redução de 92,8% na área e 98,2% no número de focos. Não houve nenhum incêndio em terras indígenas localizadas no Pantanal ou no bioma Cerrado em junho deste ano, enquanto que no mesmo mês do ano passado foram queimados 56.574 hectares nessas localidades, sobretudo na Terra Indígena Kadwéu, localizada no Pantanal. Nas unidades de conservação dos dois biomas também se verificou queda drástica na área queimada: de 9.198 hectares em junho de 2024 para 952 hectares em junho de 2025, redução de 89,6%. Preparo e vigilância “Além do somatório das experiências acumuladas nos anos críticos em ações de prevenção, preparação e respostas aos incêndios florestais, desde 2019, o Corpo de Bombeiros Militar, em 2025 passou a tratar a ocorrência como uma questão permanente e que se estende pelo ano todo. Desde primeiro de janeiro as equipes estão realizando ações de prevenção nas áreas mais críticas, realização de queimas prescritas nas unidades de conservação estadual, e já formou mais de 600 brigadistas particulares para atuar no bioma Pantanal”, informa o secretário executivo do Cicoe/Pemif, tenente coronel Leonardo Congro. Ele relata ainda que, recentemente foram finalizados cursos de off road aos condutores de viaturas de incêndios florestais, conhecimento necessário para conduzir com mais habilidade pelo terreno pantaneiro. Também nesse ano foram formados mais 27 combatentes florestais, que são bombeiros militares especialistas em prevenção e combate a incêndios florestais, e que passarão a comandar equipes para atuar nos três biomas (Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica). No total o Estado já tem 99 combatentes formados. Inclusive, Leonardo Congro afirma que Mato Grosso do Sul cederá dez combatentes florestais para integrar o grupo de 100 de todo Brasil que será enviado ao Canadá para apoiar as ações de combate a incêndios naquele país. Alerta Os meteorologistas do Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) alertam para a escassez de chuvas em todo Mato Grosso do Sul no período de 1 a 17 de julho. A combinação de estiagem com temperaturas máximas de 30°C e umidade relativa abaixo de 30% formam o ambiente propício para propagação de incêndios florestais, por isso o Corpo de Bombeiros se mantém em prontidão. A previsão para o trimestre de julho a setembro mostra que grande parte do Estado estará em nível entre “Alerta” e “Atenção” para ocorrência de incêndios florestais. Em alguns municípios das regiões Norte, Nordeste e Leste observa-se municípios em níveis de “Alerta Alto”. João Prestes, Comunicação Semadesc
MS registra 6.796 casos confirmados de dengue
Mato Grosso do Sul já registrou 13.789 casos prováveis de Dengue, sendo 6.796 casos confirmados, em 2025. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 26ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta quinta-feira (03). Segundo o documento, 16 óbitos foram confirmados em decorrência da doença e outros 7 estão em investigação. Nos últimos 14 dias, Taquarussu registrou incidência média de casos confirmados para a doença. Já os óbitos registrados ocorreram nos municípios de Inocência, Três Lagoas, Nova Andradina, Aquidauana, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Iguatemi, Paranhos, Itaquiraí, Água Clara, Miranda e Aparecida do Taboado. Entre as vítimas, 5 delas possuíam algum tipo de comorbidade. Vacinação Ainda conforme o boletim, 167.101 doses do imunizante já foram aplicadas na população alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses do imunizante contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses. A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade. Chikungunya Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 13.163 casos prováveis, sendo 5.428 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). O documento também confirma 60 casos da doença em gestantes. Conforme o boletim, 12 óbitos foram confirmados em decorrência da doença nos municípios de Dois Irmãos do Buriti, Vicentina, Naviraí, Terenos, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia, Glória de Dourados e Maracaju. Entre as vítimas, 8 delas possuíam algum tipo de comorbidade. A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município. Confira os boletins: Boletim Epidemiológico Dengue SE 26- 2025 Boletim Epidemiológico Chikungunya SE 26 – 2025 Helton Davis, Comunicação SES
PRF apreende 49 Kg de prata no Mato Grosso do Sul
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 49,2 Kg de minério de prata, nesta quinta-feira (3), em Corumbá. Os policiais fiscalizavam na BR-262, quando abordaram um Honda/Civic. O motorista disse que teria ido até Corumbá comercializar semi-jóias, mas demonstrou nervosismo durante a entrevista. Desconfiada, a equipe realizou uma busca no veículo e encontraram vários pacotes com grande quantidade de prata metálica. Questionado, o homem confessou ter pego o material em Corumbá e não possuía qualquer documentação legal da mercadoria. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal em Corumbá.
Viva Mulher já registrou mais de 800 mulheres vítimas de violência em 2025
O Viva Mulher – Centro de Atendimento à Mulher em Situação de Violência em Dourados – registrou 819 atendimentos, no primeiro semestre de 2025. Os dados são da Prefeitura de Dourados que, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, coordena o espaço de acolhimento, que oferece acompanhamento psicossocial e jurídico, por meio da Defensoria Pública de Defesa da Mulher, às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. De forma multidisciplinar, o serviço conta com psicóloga, assistente social e disponibiliza orientação jurídica nas áreas civil, trabalhista, criminal e da família. Atualmente o Centro faz o acompanhamento de dezenas de mulheres e, mantém o atendimento diário para casos encaminhados via órgãos públicos, no entanto, atende também ‘porta aberta’, ou seja, a mulher pode procurar o serviço de forma espontânea sem agendamento . Em 2025, dados do Monitor da Violência Contra a Mulher da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que foram registrados 17 feminicídios em Mato Grosso do Sul, destes, um ocorreu em em Dourados. Foram registrados ainda em Dourados, 86 estupros e 898 casos de violência doméstica (qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial). A secretária de Assistência Social Shirley Flores Zarpelon destaca que diante dos altos índices de casos registrados no município e na região, essa dura realidade precisa ser combatida e também enfrentada de forma sensível, após os registros de ocorrências. “A violência contra a Mulher é uma dura realidade que enfrentamos e quando ocorre a violência física ou psicológica, o centro conta com uma equipe que que faz o atendimento integral à essa mulher, buscando fazer com que ela consiga sair desse ciclo de violência, com as orientações técnicas, sendo o objetivo principal minimizar os impactos das ações sofridas”, disse. O Centro, que é subordinado politicamente à Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para a Mulher, atua também em parceria com as outras secretarias municipais, buscando dar apoio maior as vítimas, ‘caso a caso’. “Durante o acompanhamento identificamos as demandas e encaminhamos quando necessário para os serviços de saúde, assistenciais, secretaria de Educação ou outros órgãos públicos”, pontua. Outro ponto destacado pela secretária Shirley Flores Zarpelon é que as vítimas contam com encaminhamento para ações que incentivam capacitação de mão de obra ou direcionamento para vagas de emprego, dentro do norte de que ter a própria renda, pode auxiliar as mulheres a saírem do ciclo de violência doméstica. “Temos cursos de capacitação nos nossos Centros de Referência da Assistência Social (Cras), também contamos com parcerias nesse sentido e apoiamos com encaminhamentos para vagas de emprego”, cita. O serviço especializado conta com atendimento sigiloso para ofertar apoio e fortalecimento emocional para essa mulher. O endereço é Rua Hyran Pereira de Matos, 1520 – Vila Mary. O contato para mais informações é: (67) 3424-5268. PATRULHA MARIA PENHA Dentro das ações de prevenção a Violência Contra a Mulher, o prefeito Marçal Filho institui em Dourados a Patrulha Maria da Penha, por meio da Lei nº 5.335/2025, publicada em abril, no Diário Oficial voltada ao atendimento e à proteção de mulheres em situação de violência doméstica. A patrulha é composta por servidores da Guarda Municipal, com atuação voltada à proteção, prevenção, monitoramento e fiscalização de casos. Entre as atribuições estão o acompanhamento de vítimas em cumprimento de decisões judiciais e o apoio em situações de descumprimento de medidas protetivas. O atendimento pode ser solicitado via telefone 199.
CCZ de Dourados participa de simpósio para o bem-estar animal
A equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Dourados participou na noite desta terça-feira (02) de um importante simpósio realizado no município de Caarapó e que teve como tema “Bem-estar Animal e Políticas Públicas”. A participação do grupo de Dourados teve como principal objetivo a capacitação dos colaboradores e servidores do CCZ, promovendo o aprofundamento do entendimento sobre o bem-estar animal e o debate sobre como implementar políticas públicas eficazes voltadas à proteção e cuidado com os animais em Dourados. Durante o simpósio, temas fundamentais foram abordados, como a “Posse responsável”, reforçando o papel do tutor no cuidado com o animal, incluindo vacinação, alimentação, abrigo adequado e atenção à saúde; “Denúncias e identificação de maus-tratos”, esclarecendo o que é legalmente considerado maus-tratos e como orientar a população a denunciar. O simpósio também debateu temas como “Controle populacional”, destacando a importância da castração como ferramenta ética e necessária para o controle da população animal e prevenção de abandonos; e “Conscientização social”, discutindo ações educativas que levem à construção de uma cultura de respeito e cuidado com os animais. A equipe do CCZ reforça que, embora o órgão historicamente tenha sido associado ao controle e recolhimento, há um movimento crescente de integração com as pautas de bem-estar animal, reconhecendo que animais e seres humanos devem viver em harmonia. “Uma sociedade evoluída é aquela que trata com respeito, tanto as pessoas quanto os animais. Por isso, todos os setores públicos e a população precisam caminhar juntos na construção de um município mais justo e consciente”, destaca a coordenadora do CCZ Dourados, Priscila da Silva.
Ação conjunta entre DOF e CGPA resulta na apreensão de veículos carregados com quase 2,2 toneladas de drogas
Uma operação conjunta entre o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e a CGPA (Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo), resultou na apreensão de dois veículos, um VW Saveiro e outro GM Captiva, nesta quarta-feira (02), em Ponta Porã. Na ação, ninguém foi preso. Policiais militares do DOF realizavam bloqueio entre a MS-164 e MS-270, Trevo do Copo Sujo, quando dois veículos, que se aproximavam da fiscalização, desrespeitaram a ordem de parada e tentaram empreender fuga. Foi iniciado acompanhamento com apoio aéreo da CGPA, resultando na apreensão da Saveiro com 1 tonelada de maconha e da Captiva com aproximadamente 1,2 tonelada do mesmo entorpecente. Durante acompanhamento, os autores abandonaram os veículos e empreenderam fuga em meio a mata. Foram feitas buscas no local pelos policiais do DOF e CGPA, porém ninguém foi localizado. A ocorrência foi registrada e entregue, juntamente com os entorpecentes e veículos, na DEFRON (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) em Dourados. O prejuízo estimado ao crime foi de aproximadamente R$ 4,4 milhões.
Laudir Munaretto cobra manutenção urgente e reforça importância da estrutura no Parque dos Ipês
Durante a 22ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Dourados, realizada na última segunda-feira (30), o vereador Laudir Munaretto (MDB) fez um apelo à administração municipal, solicitando a imediata manutenção e reforma dos banheiros públicos localizados no Parque dos Ipês, um dos cartões-postais mais simbólicos e democráticos da cidade. O parlamentar destacou que o espaço é palco frequente de feiras livres, eventos culturais, apresentações artísticas e esportivas, sendo um dos pontos de maior circulação e acessibilidade de Dourados. “É um espaço do povo, usado por famílias, comerciantes, visitantes e trabalhadores. Manter a dignidade desse local é garantir respeito a quem frequenta e trabalha ali”, afirmou. Além da manutenção dos banheiros, Laudir também se posicionou contra a retirada das tendas que cobrem o espaço da feira. Para ele, as coberturas são fundamentais para proteger feirantes e consumidores do sol e da chuva, contribuindo com o conforto, segurança e continuidade das atividades ao longo do ano. O vereador ainda reforçou que, com investimentos pontuais e estratégicos, o Parque dos Ipês pode se tornar um polo de referência regional em eventos abertos, cultura e lazer. “A infraestrutura já existe. Basta um olhar mais cuidadoso, mais próximo, para que pequenos reparos e melhorias se tornem grandes ganhos à população”, afirma. O apelo de Munaretto foi feito com respeito, mas com a firmeza de quem conhece as necessidades da cidade e ouve diariamente os clamores dos munícipes. A pauta é urgente e necessária, e o vereador espera sensibilizar o Executivo para que as providências sejam tomadas com brevidade. “A população espera, e merece, um espaço público com estrutura, segurança e condições dignas de uso. A cidade agradece quando suas prioridades são ouvidas e atendidas”, concluiu Laudir.
Marina Silva atribui aumento das queimadas a incêndios criminosos e seca extrema
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, atribuiu o aumento das queimadas no Brasil a incêndios criminosos e à seca extrema, em audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (2). Com sete horas de duração, a audiência foi marcada por clima tenso, e a ministra considerou que foi alvo de várias grosserias e que foi “terrivelmente desrespeitada” por deputados. “De fato, nós tivemos em 2024 um aumento dos incêndios no Brasil. Esse aumento de incêndio se deu em função de um extremo climático e não afetou apenas o Brasil, afetou o mundo inteiro”, afirmou a ministra. “Qualquer pessoa que não seja negacionista sabe que a seca com baixa precipitação, temperatura alta, perda de umidade potencializa os incêndios”, completou. Ela observou que muitos incêndios foram provocados de forma criminosa, citando notícia segundo a qual os inquéritos da Polícia Federal sobre incêndios criminosos triplicaram em 2024. “Ou seja, nós tínhamos ali uma retroalimentação perversa: a seca extrema, incêndios criminosos, materiais a ponto de combustão”, salientou. Conforme a ministra, as providências tomadas pelo ministério incluíram articulação com os governadores, aumento de 30% de brigadistas nas operações do Ibama e do ICMBio em relação ao governo anterior; e aumento de recursos para combater o problema. Ela estima em R$ 1,5 bilhão o valor destinado ao combate desses incêndios, frente a menos de R$ 400 milhões no governo Bolsonaro. “Fizemos uma verdadeira força-tarefa no País para evitar uma situação de completo descontrole”, garantiu. Controvérsia sobre desmatamento Presidente da comissão e autor do requerimento de audiência, o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) afirmou que, sob a gestão de Marina Silva no Meio Ambiente, o desmatamento na Amazônia aumentou 482%. “As queimadas bateram recorde, e sua resposta tem sido o silêncio ou a burocracia”, criticou. “Aqui, a senhora trouxe uma explicação para as queimadas do Brasil jogando a culpa em São Pedro, e o Ministério do Meio Ambiente nada faz diante do crescimento das queimadas e do desmatamento, desmatamento este praticamente liberado pelo ‘seu’ Ibama para construir a estrada do COP30. Vergonhoso, ministra”, afirmou Nogueira. “Que ironia cruel, um evento climático internacional sendo viabilizado à custa de desmatamento em plena floresta Amazônica”, disse ainda o parlamentar, sobre a construção de uma rodovia na Amazônia para receber a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30). Ações contra desmatamentoA ministra rebateu. “O Ibama aumentou sua capacidade de fiscalização em 96%, o ICMBio aumentou sua capacidade de fiscalização em mais de 200%, nós aumentamos os nossos orçamentos, fizemos concursos, temos inúmeras operações, milhares de operações quando envolve terra indígena, desmatamento, exploração de madeira”, enumerou Marina. “Foi graças a esses esforços, sob orientação do presidente Lula, que tem compromisso de desmatamento zero até 2030, que nós tivemos o resultado de redução do desmatamento de 46% na Amazônia nos dois primeiros anos e de 32% no Brasil inteiro nos dois primeiros anos de governo do presidente Lula”, completou Marina Silva. Nesses dois anos, segundo ela, o agronegócio cresceu 15% e a renda capita cresceu cerca de 11%. A ministra acrescentou que houve retomada do plano de combate ao desmatamento que o governo anterior tinha abandonado, e retomada do Fundo Amazônia, que ficou desativado durante quatro anos. Ainda conforme ela, na Amazônia, a queda acumulada dos alertas de desmatamento em junho de 2025, comparada a junho de 2022, foi de 65% (menor índice para junho desde 2015). “Pela primeira vez, temos uma situação em que o desmatamento por incêndio [52%] tem sido maior do que o desmatamento por corte raso [48% das áreas desmatadas]”, informou ainda. Sobre a estrada para a COP30, a ministra explicou que não é o Ibama quem licencia a estrada, e sim a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará, e sugeriu aos deputados que recorram a essa secretaria para explicações, caso discordem da estrada. “São 13 km, um pequeno trecho, e pela lei ambiental consolidada você até pode ter uma licença dentro de uma área protegida, desde que atendendo os regramentos estabelecidos”, informou. Confisco de gadoRodolfo Nogueira criticou ainda o confisco de mais de 9 mil cabeças de gado pelo Ibama “de forma arbitrária, sem clareza dos critérios, sem respeito à propriedade privada, sem diálogo com os produtores”. Ele sugeriu o investimento em programas de regularização, orientação e apoio técnico ao produtor. “Criminalizar quem produz não é política pública; é perseguição ideológica”, opinou. Para ele, o produtor rural tem sido tratado como inimigo pelo governo. Além disso, o presidente da comissão criticou a falta de iniciativas do ministério para combater a invasão de javalis às lavouras. Defesa do IbamaA ministra defendeu a atuação do Ibama e disse que apenas 2,6% dos imóveis rurais concentram 60% das irregularidades e que o confisco de gado só ocorre em propriedades com operações comprovadamente fora da lei, depois de alerta e aplicação de multas. Conforme a ministra, há decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) respaldando as ações. “Não há como você cumprir com a função, numa cultura de muitos crimes ambientais que vão sendo praticados em relação ao desmatamento, à exploração de madeira, a garimpo e a incêndios criminosos, se o agente público vai lá e não cumpre com sua função institucional”, avaliou. Ela observou ainda que quem se sente prejudicado tem a possibilidade de recorrer em relação à penalidade aplicada. Sobre a invasão de javalis nas lavouras, a ministra disse que o Ministério do Meio Ambiente está fazendo um plano nacional de prevenção, controle e monitoramento do javali. “Nós estamos fomentando a pesquisa, a avaliação de eficiência dos métodos para fazer esse manejo adequado e estamos fazendo estímulos a novos protocolos de manejo. Os animais não devem servir de alvo para aqueles que gostam de treinar tiros, tem um código de ética que precisa ser observado”, acrescentou. AcusaçõesO deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), que também pediu a audiência, acusou a ministra de ser “adestrada” e usar a mesma tática das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e dos grupos terroristas palestino Hamas e libanês Hezbollah. Além disso,








