O município de Laguna Carapã, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, comemora hoje 33 anos de emancipação político-administrativa. Feriado municipal, a data será celebrada com grande show da dupla João Bosco & Vinicius, que se apresenta na cidade a partir das 22h. O evento é o pontapé inicial para a programação da Festa do Pé de Soja Solteiro, realizada na cidade no próximo fim de semana, de 25 a 27 de abril. O prefeito de Laguna Carapã, Itamar Bilibio, disse que a apresentação é mais um presente da Prefeitura Municipal para os lagunenses, abrindo as celebrações que devem se estender ao longo de todo o fim de semana. “A celebração do aniversário de nossa cidade é sempre uma data importante, e já que estamos todos animados com o Pé de Soja, decidimos antecipar as comemorações com esse grande show”, afirmou. “Um evento de graça, em um feriado, para abrir definitivamente as comemorações e garantir muita alegria e celebração para toda a família”, acrescentou. A apresentação começa a partir das 22h, próximo ao ginásio de esportes Agenor Nava. Pé de Soja Solteiro Laguna Carapã se prepara para sediar mais uma edição do tradicional Concurso Pé de Soja solteiro, evento famoso na região e que atrai produtores de todo o Brasil e até dos países vizinhos, como Paraguai e Argentina. Este ano, o produtor responsável pelo pé de soja com maior número de vagens com sementes será premiado com uma moto 0km. Uma novidade desta edição é a premiação também dos trabalhadores das lavouras e propriedades rurais do município, que concorrerão ao sorteio de outra moto 0km. A festa conta ainda com ampla programação que mexe com a rotina da cidade, incluindo exposição de produtos e maquinários agrícolas, praça de alimentação, parque infantil e shows musicais. A entrada é franca. A festa começa na sexta-feira, dia 25 de abril, com apresentação das duplas Pedro Paulo & Alex e Edy Britto & Samuel. No sábado, 26, será a vez da cantora Naiara Azevedo e a dupla Henrique & Diego, apresentações que devem atrair o maior público para o parque de exposições Colorindo Pezzarico. No domingo, 27, é a vez dos cantores Panda, Renan Diego e Dom Ramon Sanfoneiro do Pantanal.
Com bases avançadas em várias áreas do Pantanal, Governo de MS prepara combate aos incêndios e apoia comunidades
Para a proteção do Pantanal, a maior planície inundável do mundo com mais de 98 mil km² de extensão em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado prepara e executa a Operação Pantanal 2025, que inclui investimentos diversos, treinamento das equipes para atuar nos incêndios florestais e ainda a instalação das bases avançadas em áreas remotas do bioma, que permitem ações de combate ao fogo de maneira rápida e ágil. Desde o ano passado, como parte do ‘plano estadual de manejo integrado do fogo’, onze bases avançadas foram instaladas pelo CBM (Corpo de Bombeiros Militar) e passaram a operar em diferentes regiões do Pantanal, em locais de difícil acesso e com histórico de incêndios florestais. É às margens do Rio Paraguai, a 1 km da divisa do com o Mato Grosso, na região da Serra do Amolar, em um local conhecido como Barra do São Lourenço, que a pantaneira Vicentina Íris de Souza, 68 anos, afirma se sentir segura com a presença dos bombeiros na comunidade. A beleza exuberante do local praticamente intocado fica a quase 220 quilômetros de Corumbá, rio acima, em direção ao estado vizinho. “Se a gente precisa de alguma coisa eles estão sempre prontos. Eu achei muito bom eles aqui. Eles socorrem a gente no que podem, a gente também socorre no que podemos”, disse a senhora enquanto a equipe que atua na base avançada colaborava com o corte de lenha. “Meu marido fez uma cirurgia e não consegue segurar o machado, mas os bombeiros estão aqui do nosso lado, e trouxeram a motosserra. É uma diferença grande que faz na vida da gente. Eu me sinto maravilhada”. As gentilezas entre ‘vizinhos’ são práticas comuns no dia a dia pantaneiro e rendeu até um punhado de mandioca como agradecimento aos bombeiros. Enquanto estão na região da Barra do São Lourenço, eles foram acionados pela população em algumas ocasiões, quase sempre para ajudar com afazeres diversos e na lida. A base avançada da Serra do Amolar é uma das mais emblemáticas da Operação Pantanal, em funcionamento desde maio do ano passado, os militares mantiveram as atividades sem interrupção, para transformar a casa – onde funcionava a escola do local – em um ponto de apoio seguro, além de ter possibilidade de atuação rápida no trabalho de controle e extinção das chamas. “Quando estabelecemos as bases avançadas, inicialmente pensou-se nas atividades de prevenção aos incêndios florestais, educação ambiental, e diminuir o tempo de resposta, trazendo a estrutura para mais próximo. Mas a riqueza da interação com essa comunidade local, ela é muito maior, ultrapassa qualquer estratégia desenhada para essa região. Acaba sendo muito maior do que qualquer atividade de resposta. Interagir com a comunidade faz toda a diferença”, afirma a tenente-coronel do CBM-MS, Tatiane Dias de Oliveira Inoue. A instalação desta e das outras dez bases avançadas em todo o Pantanal sul-mato-grossense tem grande importância nas ações de combate ao fogo na planície. Um dos casos mais representativos foi um grande incêndio florestal que ocorreu no ano passado, com origem no estado vizinho. E a atuação rápida da equipe que estava na base da Serra do Amolar impediu um grande desastre ambiental na área. “Quando a gente diminui o tempo de resposta dos incêndios florestais, diminuímos a área que ele atinge. Em abril de 2024, havia um incêndio que estava vindo do Mato Grosso, e aceleramos a instalação dessa base do Amolar. A guarnição foi atuar junto com o pessoal do outro lado do Mato Grosso, não esperamos chegar ao nosso estado. Mesmo assim, pelas condições atmosféricas, esse incêndio ultrapassou a margem e atingiu apenas 9 hectares. A gente fez um cálculo e se tivesse que deslocar, com a estrutura do município de Corumbá, que era a referência até então, esse incêndio poderia, num dia, atingir mais de 200 hectares, então a gente preservou essa natureza e a gente pretende preservar ainda mais com as outras bases avançadas”, disse a tenente-coronel. Toda a estrutura das bases foi organizada para atender áreas específicas e delimitar o tempo de resposta, em situações de incêndios florestais, com agilidade. “Nós temos uma identificação das chamas com bastante agilidade, especialmente com o uso do sensor remoto e por comunicação com os residentes, que informam a gente praticamente no surgimento do foco. A dificuldade de acesso às regiões do Pantanal, onde esses focos costumam acontecer, criou o cenário no qual a presença antecipada dos bombeiros permitiu sucesso no controle das chamas num raio aproximado de 25 km desse entorno. E além desse raio, a gente chega muito mais rápido nos locais de incêndio. Nós conseguimos mobilizar nossas equipes entre 3 e 4 horas, e antes demorava 7 a 8 horas de deslocamento”, explicou o subdiretor da DPA (Diretoria de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira. Na Operação Pantanal 2025 serão instaladas onze bases avançadas, com estrutura de alimentação, água potável, geradores, que possibilitam o bombeiro militar atuar com mais eficiência com local para carregar drones e para fazer pequenas manutenções nos equipamentos utilizados. O posicionamento das equipes no terreno segue estudo da DPA, para estar próximo de regiões onde a ocorrência do fogo é mais comum, e a vegetação é mais sensível. “As bases também são posicionadas conforme a predominância do vento durante a temporada de incêndios florestais. Temos algumas bases nas margens dos rios São Lourenço e Piquiri para evitar que eventuais incêndios passem do Mato Grosso para o Mato Grosso do Sul. E todas são usadas como apoio para as equipes ao longo do Rio Paraguai, no Forte Coimbra. E para combater inclusive os incêndios que vêm da Bolívia”, explicou o major Teixeira. Presença e atuação Na Escola Municipal Rural de Educação Integral Polo São Lourenço e Extensões, que fica no Aterro do Binega, no Alto Pantanal, os alunos reconhecem a importância de ter os bombeiros por perto, pois já passaram por situações difíceis no período de incêndios florestais intensos. O local tem 32 alunos, alguns deles moram na unidade escolar, e vão para casa no fim
Primeira do Brasil com cotas indígenas em todos os cursos, UEMS promove cidadania e transforma vidas
Uma sala de sapé foi o palco onde aquele professor leigo, com o Ensino Médio recém completo, iniciou uma carreira que, mais tarde, atravessaria o Atlântico. Nascido em 1971 em uma pequena aldeia indígenas no interior de Mato Grosso do Sul, Tonico Benites só pode estudar até o 5º ano em sua terra e, como era corriqueiro ali, teve que seguir para o corte de cana. Porém, foi aos 21 anos que a educação começou mudar sua vida e fez despertar uma trajetória marcante, de um homem que saiu do corte de cana, concluiu os estudos com supletivo e começou a dar aulas na aldeia Jaguapiré, onde tinha que ser multifunções: professor, diretor, merendeiro e até vigia da escola, localizada em uma área de pós-conflito. Foram anos de luta até que, já com magistério de nível médio concluso, ele ingressou no curso Normal Superior da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e começou então a ensaiar seus voos mais altos. Deslocando-se por conta própria de Iguatemi até Dourados, ele deu os primeiros passos para, lá no futuro, chegar ao pós-doutorado na França e na Alemanha. “Sou filho da UEMS, por onde ando carrego o nome da universidade. Ela faz parte da minha trajetória acadêmica”, declara Benites, um dos muitos exemplos de superação de barreiras a partir das oportunidades geradas pela educação e pela valorização da pesquisa, além do fomento de ações para abrigar as populações mais vulneráveis. O pioneirismo da UEMS na inclusão e valorização cultural dos povos indígenas fez com que ela fosse a primeira universidade brasileira a conceder reserva de vagas, no quantitativo de 10%, para os povos originários em todos os cursos de graduação da instituição. Em 2024 a instituição teve 615 indígenas matriculados nos cursos de graduação oferecidos ali – sendo 570 no formato de aulas presenciais e 45 no modelo de ensino à distância. Isto mostra o compromisso da universidade e do Governo de Mato Grosso do Sul em oferecer melhores oportunidades de futuro e educação aos povos que fazem parte da história do Mato Grosso do Sul e seguem contribuindo de maneira relevante para a sociedade como um todo, a partir de riqueza cultural única e da promoção de reflexões sociais importantes. A educação transforma vidas As dificuldades de Tonico para concluir a faculdade, claro, eram muitas, mas ele persistiu. Incentivado por professores que o encorajavam e o ajudavam, ele mesmo sem bolsa ou outro auxílio conseguiu se formar e seguir em frente, trazendo holofotes para a educação escolar indígena e educação intercultural em seus estudos até hoje. “Todo professor que tive na época sempre me encorajou, sempre permitiu didaticamente um espaço para repensar, para refletir sobre a educação, história da educação, a forma que foi introduzida na educação escolar na comunidade indígena e por isso a minha monografia foi sobre educação escolar indígena na comunidade Guarani Kaiowá”, explica Benites. “Abordo como foi a chegada, qual a dificuldade e qual avanço, tanto do ponto de vista de quem estava levando e na visão indígena também como é como ver a importância da escola, escolarização. Segui até o mestrado e continuo discutindo a educação escolar indígena,ou seja, a educação para indígena, a educação intercultural”, conclui o hoje professor da UEMS. Além disso tudo, um forte legado está construído: a UEMS se tornou referência para outros indígenas, tonto que a filha de Tonico hoje curso Letras na universidade, e o trabalho de Benites auxiliou no desenvolvimento de sua aldeia, que agora conta com mais de 400 alunos na escola local, reconhecida como Escola Polo, ofertando até o Ensino Médio. Já a aldeia Jaguapiré cresceu: de 300 habirantes no período em que ali só tinha a escola improvisada de sapé, saltou para atuais para 1 mil moradores. “Foi uma experiência riquíssima, porque eu vi a transformação acontecer. Isso foi a história da comunidade e eu acompanhei, pois quando comecei dar aula não tinha sala de aula por conta do conflito, mas hoje todos os direitos que a comunidade tem estão sendo respeitados”, finaliza. É um ledo engano pensar que a história de Tonico é a única. Muitos outros indígenas puderam contar ao longo de praticamente duas décadas com a UEMS para alavancar suas carreiras a partir do Ensino Superior. Desde 26 de dezembro de 2002, a universidade tem implantada por lei a reserva de 100% de vagas aos indígenas em todos os cursos. Assim, Mato Grosso do Sul o único estado que tem uma legislação que garante o acesso aos povos indígenas à educação pública superior, o que é considerado um grande avanço nas políticas públicas voltadas ao setor. Em 2002, a UEMS ofereceu o primeiro curso específico para indígenas: Curso Normal Superior Indígena, com turmas em Aquidauana (para Terena) e em Amambai (para Guarani e Kaiowá). A Universidade também é protagonista na criação do primeiro Curso de Pedagogia Intercultural (Licenciatura), ofertado na unidade em Amambai. Essa graduação foi primeiramente ofertada para professores guarani e kaiowá que estejam atuando nas escolas municipais de Amambai e Caarapó. Já em 2023 foram aprovados o curso de Agroecologia Intercultural para os Povos Indígenas do Pantanal (bacharelado) em Aquidauana, assim como o curso de Agroecologia Intercultural (tecnológico) para Amambai; e de Agroecologia Intercultural (tecnológico) para Indígenas Apenados em Regime Semiaberto e Indígenas não Apenados de Dourados. Propaganda na TV muda a vida de Leosmar Um comercial na TV destacando o Vestibular UEMS com cotas para negros e indígenas foi decisivo para que Leosmar Antonio mudasse de vida. Indígena Terena, nascido na aldeia Cachoeirinha em Miranda, ele cresceu em contato com saberes tradicionais e chegou a estudar em internato na Fundação Bradescom durante o Ensino Fundamental. Já o Ensino Médio foi concluído em escola urbana. Como tantos outros, várias barreiras tiveram que ser superadas por Leosmar, que sem conhecer ninguém em Dourados, sozinho, se mudou para a cidade ao ser aprovado no curso de Ciências Biológicas da UEMS. Para se sustentar, trabalhou até como servente, até conseguir o Vale Universidade Indígena. “A UEMS foi a pioneira no país a instituir essa
Papa Francisco Morre aos 88 Anos, Anuncia Vaticano
O Papa Francisco, líder da Igreja Católica e primeiro pontífice latino-americano, faleceu aos 88 anos na manhã de 21 de abril de 2025, Segunda-feira de Páscoa, às 7h35 (horário de Roma, 2h35 de Brasília), em sua residência na Casa Santa Marta, no Vaticano. O anúncio foi feito pelo cardeal Kevin Farrell, camerlengo da Câmara Apostólica, em uma declaração transmitida pelo canal oficial do Vaticano. Nascido Jorge Mario Bergoglio em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, Argentina, Francisco assumiu o papado em 13 de março de 2013, após a renúncia de Bento XVI, tornando-se o primeiro jesuíta, o primeiro sul-americano e o primeiro não europeu em mais de 1.200 anos a ocupar o cargo. A saúde de Francisco foi um tema recorrente nos últimos anos. Em 1957, ainda jovem, ele teve parte de um pulmão removido devido a uma infecção respiratória grave. Nos últimos dois anos, enfrentou problemas recorrentes, incluindo bronquite, pneumonia bilateral e crises respiratórias que exigiram ventilação mecânica não invasiva. Em 14 de fevereiro de 2025, foi internado no Hospital Policlínico Agostino Gemelli, em Roma, com bronquite, mas o quadro evoluiu para uma infecção polimicrobiana complexa e pneumonia nos dois pulmões. Durante os 38 dias de internação, o pontífice passou por momentos críticos, incluindo uma crise respiratória em 28 de fevereiro, quando os médicos consideraram interromper o tratamento. Apesar de receber alta em 23 de março, Francisco fez poucas aparições públicas, com sua última ocorrência na bênção de Páscoa em 20 de abril.
Trump Celebra Páscoa e Reforça Importância da Fé Cristã em Mensagem aos Americanos
Em 20 de abril de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou uma mensagem de Páscoa que destacou a fé cristã como um pilar fundamental da identidade americana. Publicada em suas redes sociais e amplamente noticiada por veículos como o Washington Examiner e o Christian Post, a declaração foi dirigida especialmente aos cristãos, a quem Trump desejou “um feriado feliz, belo e abençoado”. Em suas palavras, ele enfatizou a relevância espiritual do momento, afirmando: “À medida que nos aproximamos deste alegre domingo, América é uma nação de believers. Precisamos e queremos Deus. Com Sua ajuda, fortaleceremos nossa nação.” A mensagem ressoou com muitos de seus apoiadores, que veem na retórica de Trump um retorno a valores tradicionais em um país marcado por debates culturais e políticos. O presidente, que retornou à Casa Branca em janeiro de 2025 após vencer as eleições de 2024, usou a Páscoa para reforçar sua conexão com a base conservadora cristã, um grupo que desempenhou papel crucial em sua vitória eleitoral. A declaração também incluiu uma crítica implícita à secularização, com Trump sugerindo que a fé é essencial para enfrentar os desafios nacionais, embora sem detalhar políticas específicas. O pronunciamento ocorreu em meio a celebrações da Páscoa em todo o país, com milhões de americanos participando de cultos, procissões e eventos comunitários. A data, que marca a ressurreição de Jesus Cristo no calendário cristão, é um dos feriados mais significativos dos Estados Unidos, onde cerca de 63% da população se identifica como cristã, segundo pesquisa do Pew Research Center de 2020. Trump, que frequentemente menciona sua fé presbiteriana, aproveitou a ocasião para projetar uma imagem de unidade, ainda que suas palavras tenham gerado reações mistas em um cenário político polarizado.
Crise nas Forças Armadas Britânicas: 15 Mil Soldados Deixam o Serviço em 2024
As Forças Armadas do Reino Unido enfrentam uma crise sem precedentes, com cerca de 15 mil militares abandonando o serviço no ano de 2024, conforme dados do Ministério da Defesa britânico (MoD) divulgados em dezembro. Esse êxodo, o maior desde a década de 1990, reflete um descontentamento generalizado com salários insuficientes, condições precárias de moradia e os impactos negativos na vida familiar. Apesar de esforços do governo, como um aumento salarial de 6% – o maior em 22 anos –, a saída de pessoal superou o recrutamento, que atraiu pouco mais de 12 mil novos membros no mesmo período, resultando em uma redução líquida da força militar. A insatisfação com os salários é um dos principais fatores por trás dessa debandada. Embora o aumento de 6% tenha elevado o salário inicial para £25.200 (cerca de US$30.800), alinhando-o ao salário mínimo nacional, os soldos militares permanecem entre os mais baixos do setor público britânico. Em termos reais, o salário de soldados rasos aumentou apenas 1,9% desde 2011, contra 13,4% para médicos júniores e 10,1% para motoristas de trem, segundo análises do jornal The Telegraph. Essa disparidade, combinada com o alto custo de vida no Reino Unido, tem levado muitos militares a buscar oportunidades no mercado civil, onde encontram melhores remunerações e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. As condições de moradia militar também alimentam a crise. Relatórios apontam que milhares de famílias vivem em alojamentos com problemas graves, como mofo, infiltrações, infestações de pragas e sistemas de aquecimento deficientes. Um relatório de 2021 do National Audit Office classificou o sistema habitacional militar como discriminatório, e mais de 2.000 militares iniciaram ações judiciais contra o MoD, exigindo até £15.000 cada por condições “inaceitáveis”. Mais de 20.000 reclamações formais foram registradas desde 2022, e cerca de 4% das moradias militares, ou 2.000 unidades, são classificadas como “não decentes”, o pior nível do MoD. Essas condições afetam especialmente as famílias, levando muitos soldados a abandonarem a carreira para proteger o bem-estar de seus entes queridos. O impacto na vida familiar é outro ponto crítico. A geração Z, que compõe grande parte dos novos recrutas, prioriza qualidade de vida, incluindo acesso a Wi-Fi rápido, banheiros privativos e acomodações modernas. No entanto, muitas bases militares oferecem instalações ultrapassadas, com quartos compartilhados e pouca privacidade, o que gera descontentamento. Além disso, a falta de perspectivas de carreira para cônjuges e as longas separações devido a exercícios militares ou destacamentos desmotivam os soldados. O ex-coronel Phil Ingram, em entrevista ao Daily Mail, descreveu as condições de algumas bases como “geralmente atrozes”, destacando que a manutenção inconsistente agrava a insatisfação. A crise de retenção também é agravada por mudanças nas expectativas culturais. O general Mike Jackson, ex-chefe do Exército, já observava que soldados buscam desafios operacionais, mas a ausência de conflitos significativos e a repetitividade de exercícios monótonos, como os realizados em Salisbury Plain, levam muitos a questionarem seu propósito na carreira militar. Enquanto isso, o mercado civil oferece oportunidades mais atraentes, especialmente para jovens que valorizam flexibilidade e bem-estar. Um estudo da Universidade Comenius de Bratislava reforça que a geração Z busca equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, algo que a rigidez da vida militar nem sempre proporciona. O governo britânico tentou responder à crise com medidas como bônus de retenção para especialidades críticas e a promessa de um Comissário das Forças Armadas para defender os interesses dos militares e suas famílias. No entanto, as saídas continuam a superar as entradas, com 7.778 dos 15.119 abandonos em 2024 classificados como “saída voluntária”. A força total do Exército Britânico caiu para 72.510 soldados, o menor número desde as Guerras Napoleônicas, e projeções indicam que pode chegar a 73.000 em 2025. Líderes militares, como o ex-chefe do Estado-Maior Patrick Sanders, alertaram que o Exército está “pequeno demais para sobreviver a uma guerra”, enquanto o ministro da Defesa, Al Carns, admitiu que as forças poderiam ser “esgotadas” em seis meses em um conflito semelhante ao da Ucrânia. Enquanto o Reino Unido enfrenta crescentes tensões globais, a redução de sua capacidade militar levanta preocupações sobre a segurança nacional. A combinação de baixos salários, moradias inadequadas e o impacto na vida familiar continua a afastar soldados, desafiando o governo a repensar suas estratégias para restaurar a confiança e o orgulho nas Forças Armadas.
Conor McGregor Expõe Visão para a Irlanda em Entrevista com Tucker Carlson
Conor McGregor, ex-campeão do UFC e figura controversa, detalhou sua visão para “salvar a Irlanda” em uma entrevista de quase uma hora com o comentarista americano Tucker Carlson, gravada em Dublin no dia 15 de abril de 2025 e transmitida no dia 18 pelo canal do apresentador no YouTube. Realizado na histórica Freemasons’ Hall, o diálogo abordou temas como imigração, política e a identidade cultural irlandesa, com McGregor defendendo medidas rígidas para lidar com o que ele considera ameaças à nação. A entrevista, que atraiu cerca de 15 mil espectadores em seu pico, gerou debates intensos, especialmente após McGregor afirmar que a Irlanda está “perdendo sua essência” devido à imigração em massa e à má gestão governamental. McGregor, que anunciou em março de 2025 sua intenção de concorrer à presidência da Irlanda, usou a entrevista para delinear um plano que resumiu em frases contundentes: “Cometeu crime em nosso solo? Fora. Entrou ilegalmente no país? Fora. Tem histórico criminal? Fora. Recusa se assimilar? Fora.” Essas declarações, amplamente divulgadas em posts nas redes sociais, refletem sua postura linha-dura contra a imigração irregular e o que ele chama de “erosão da cultura irlandesa”. Ele acusou o governo de usar recursos públicos para enriquecer interesses privados e promover uma “invasão migratória” que, segundo ele, sem evidências concretas, estaria “substituindo” os irlandeses nativos. Durante a conversa, McGregor criticou o sistema político irlandês, alegando que a exigência de apoio de quatro conselhos locais ou 20 membros do Oireachtas (parlamento irlandês) para concorrer à presidência torna a Irlanda “não democrática”. Carlson, ex-apresentador da Fox News e conhecido por suas posições conservadoras, reforçou o argumento, questionando como um país com tais regras poderia ser considerado uma democracia. McGregor concordou, sugerindo que as elites políticas controlam o processo para excluir vozes dissidentes como a sua. Ele também expressou apoio ao presidente americano Donald Trump, com quem se encontrou na Casa Branca em 17 de março, mas fez uma crítica inesperada às tarifas comerciais de Trump, dizendo que “tarifas não são boas para ninguém” por aumentarem os custos para os irlandeses. A entrevista não passou sem controvérsias. McGregor fez afirmações não verificadas, como a de que não há hotéis disponíveis em Wexford devido à ocupação por solicitantes de asilo, o que foi desmentido por buscas em sites de reservas hoteleiras. Ele também acusou o governo de usar “táticas de intimidação” e a mídia tradicional de promover uma agenda contra a identidade irlandesa, sem apresentar provas específicas. Carlson, por sua vez, comparou a emissora pública RTÉ à mídia estatal da Coreia do Norte e sugeriu, sem embasamento, que propagandas em Dublin não mostram irlandeses, o que classificou como uma campanha para “fazer os brancos odiarem a si mesmos”
EUA Propõem Alívio de Sanções à Rússia em Esforço por Cessar-Fogo na Ucrânia
Os Estados Unidos apresentaram, em 17 de abril de 2025, propostas a aliados europeus para viabilizar um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, incluindo o alívio de sanções contra Moscou em troca de um cessar-fogo duradouro. Segundo a Bloomberg, as discussões, realizadas em Paris, delinearam um plano que manteria os territórios ucranianos atualmente ocupados pela Rússia – como Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia, Kherson e a Crimeia, anexada em 2014 – sob controle de fato de Moscou, sem reconhecimento formal por parte dos aliados europeus. A proposta, que não aborda as aspirações da Ucrânia de ingressar na OTAN, foi descrita como um “congelamento” do conflito, não uma solução final, e exige mais diálogo com Kiev. O enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, sugeriu que ceder o controle de quatro regiões ocupadas seria o caminho mais rápido para um cessar-fogo, embora o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky tenha acusado Witkoff de propagar narrativas russas. O plano enfrenta resistência significativa. A União Europeia, que impõe sanções robustas contra a Rússia, exige aprovação unânime de seus 27 membros para qualquer alívio, o que torna a liberação de ativos russos congelados – avaliados em € 260 bilhões – um processo complexo. Autoridades europeias enfatizam que a Rússia deve cessar hostilidades e que a Ucrânia precisa de garantias de segurança para qualquer acordo avançar. O governo Trump, que busca cumprir a promessa de campanha de encerrar a guerra rapidamente, expressou frustração com a falta de progresso. O secretário de Estado Marco Rubio alertou, em 18 de abril, que os EUA podem abandonar os esforços de mediação em “dias” se não houver avanços, enquanto Trump ameaçou sanções adicionais à Rússia, incluindo tarifas sobre exportações de petróleo, caso Moscou não coopere. Dados do Centro para Ação Preventiva estimam que a Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, fortalecendo sua posição nas negociações. Apesar disso, o Kremlin rejeitou propostas anteriores, argumentando que não abordam as “causas do conflito”, como a expansão da OTAN. A proposta americana inclui o reconhecimento de fato da Crimeia como russa, um ponto sensível para Kiev, que insiste na recuperação de todos os territórios. A Ucrânia aceitou um cessar-fogo de 30 dias, proposto em março em Jeddah, mas a Rússia não reciprocou plenamente, com violações mútuas relatadas. O plano também enfrenta críticas por potencialmente legitimar ganhos territoriais russos, o que aliados como o Reino Unido e a França, que planejam uma “coalizão dos dispostos” para garantir a segurança ucraniana, veem como perigoso.
Meloni e Trump Reforçam Laços em Reunião na Casa Branca com Foco em Comércio e Valores Compartilhados
Em uma visita marcada por gestos de afinidade política, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em 17 de abril de 2025. Durante o encontro, Meloni declarou seu objetivo de “tornar o Ocidente grande novamente”, adaptando o lema “Make America Great Again” de Trump para expressar uma visão compartilhada de fortalecimento da civilização ocidental. A reunião, a primeira de um líder europeu com Trump desde a imposição de tarifas comerciais no início de abril, destacou discussões sobre comércio, defesa, imigração e a guerra na Ucrânia, mas também revelou tensões, especialmente quanto à postura do presidente americano sobre o conflito ucraniano. Meloni, líder do partido Irmãos da Itália, foi recebida com entusiasmo por Trump, que a elogiou como uma “líder fantástica” que “conquistou a Europa”. A primeira-ministra, única chefe de governo europeia presente na posse de Trump em 20 de janeiro, buscou posicionar-se como uma ponte entre os EUA e a União Europeia (UE), em um momento de incertezas causadas pelas tarifas de 10% impostas por Trump aos produtos europeus, após uma pausa de 90 dias em taxas mais altas de 20%. A Itália, com um superávit comercial de € 40 bilhões com os EUA, tem muito a perder em uma guerra comercial, especialmente em setores como moda, alimentos (como queijo Parmigiano Reggiano e presunto de Parma) e vinhos, que sustentam pequenas e médias empresas, base eleitoral de Meloni. No Salão Oval, Meloni enfatizou valores comuns, afirmando que ambos compartilham a luta contra “a ideologia woke e DEI [diversidade, equidade e inclusão] que quer apagar nossa história”. Ela defendeu uma “nacionalismo ocidental” – termo que admitiu ser impreciso – para unir os dois lados do Atlântico em torno de uma civilização compartilhada, em vez de divisões geográficas. Trump, por sua vez, reiterou que não está com pressa para fechar acordos comerciais, destacando que as tarifas estão “enriquecendo” os EUA. Apesar disso, ele sugeriu que um acordo com a UE seria “fácil” e confirmou aceitar um convite de Meloni para visitar Roma, onde poderia encontrar outros líderes europeus, embora sem compromissos firmes. A guerra na Ucrânia foi um ponto de divergência. Quando questionada por um jornalista italiano sobre a afirmação de Trump de que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky seria responsável pelo conflito, Meloni interrompeu sua intérprete para evitar que sua resposta, que chamava Vladimir Putin de “invasor”, fosse traduzida diretamente na presença de Trump. Em vez disso, ela destacou em inglês o compromisso da Itália em aumentar seus gastos com defesa na OTAN, que atualmente estão em 1,49% do PIB, abaixo da meta de 2% exigida pela aliança e muito aquém dos 5% sugeridos por Trump. O presidente americano, por sua vez, suavizou sua retórica, dizendo que não responsabiliza Zelensky, mas que o conflito não teria ocorrido em seu primeiro mandato. A visita de Meloni foi coordenada com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e discutida com líderes como o chanceler alemão Olaf Scholz, refletindo seu papel como mediadora. Contudo, gerou apreensão entre aliados europeus, que temem que a proximidade ideológica com Trump leve a acordos bilaterais que enfraqueçam a unidade da UE. Meloni negou negociações específicas, como um suposto acordo entre a Starlink de Elon Musk e Roma, mas anunciou que empresas italianas investirão € 10 bilhões nos EUA e que a Itália aumentará importações de energia americana. A reunião, que incluiu um almoço no Gabinete da Casa Branca com o vice-presidente JD Vance e outros membros do governo Trump, foi descrita como calorosa, mas sem avanços concretos. Meloni voltou a Roma para receber Vance no dia seguinte, 18 de abril, enquanto Trump planeja assinar um acordo de minerais com a Ucrânia na semana seguinte, um tema abordado na coletiva. A habilidade de Meloni em navegar entre Trump e a UE será testada nos próximos meses, à medida que o prazo de 90 dias para as tarifas se aproxima, em julho de 2025.








