Com o objetivo de fortalecer a governança e promover o alinhamento estratégico entre as secretarias estaduais, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul realizou, na manhã dessa terça-feira (1º/7), no auditório do Bioparque Pantanal, o 1º Encontro da Rede de Gestão Estratégica. O evento reuniu mais de 250 participantes, entre líderes públicos, gestores e especialistas em políticas públicas. Coordenada pela Secretaria-Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo (Segem), com apoio da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) e da Fundação Escola de Governo (Escolagov), a iniciativa visa fomentar o intercâmbio de informações entre os agentes públicos, criando um ambiente colaborativo voltado à eficiência na gestão pública e à entrega de melhores resultados à população. Durante a abertura, o secretário-executivo da Segem, Thaner Castro Nogueira, explicou que a Rede de Gestão Estratégica é um ambiente criado para consolidar a sinergia entre pessoas, projetos e os objetivos do Estado. “Buscamos otimizar processos, reduzir a burocracia e fortalecer a cultura da eficiência. A proposta de valor é clara: gestão pública mais eficaz por meio do engajamento ativo e do alinhamento estratégico entre as instituições”, afirmou. Com o tema “10 Anos do Contrato de Gestão”, o encontro destacou esse instrumento como elemento-chave para a modernização e o acompanhamento das metas estratégicas do governo estadual. A programação foi estruturada em três painéis temáticos, reunindo secretários de Estado, técnicos e especialistas em gestão pública. Com a contribuição dos setorialistas que monitoram os contratos de gestão e a mediação dos trainees de gestão pública, os debates reforçaram o espírito colaborativo e a construção conjunta de soluções para uma gestão mais integrada, eficiente e orientada a resultados. Temas abordados nos painéis Painel 1 – Contrato de Gestão e Estratégia de Governo – Mediado pelo secretário Thaner Castro Nogueira, contou com a presença do vice-governador Barbosinha, do secretário Rodrigo Perez, da Segov, e do secretário Jaime Verruck, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). Os participantes abordaram os desafios da gestão contemporânea, a transversalidade das metas entre as secretarias e a importância do contrato de gestão como elo entre planejamento e entrega. O vice-governador destacou: “O governo precisa funcionar como uma orquestra: meu trabalho depende do seu. É preciso conexão para que as políticas públicas alcancem seus resultados”. Já o secretário Rodrigo Perez ressaltou a importância da eficiência exercida no dia a dia e do legado de governança futura, “Temos que saber gerenciar as diferentes demandas, técnicas e políticas para entregar o que as pessoas querem e precisam”. Enquanto o secretário Jaime Verruck alertou para o papel do Estado frente a temas estratégicos como inteligência artificial e reforma tributária, “Temos que sempre olhar lá para a frente e ver que quanto mais diverso é o nosso Estado, mais é desafiador”. Painel 2 – Transversalidade da Estratégia no Governo de MS – Sob mediação de Mateus Abrita, coordenador de Estudos, Análises e Riscos da Segem/Segov, participaram a secretária Patrícia Cozzolino, da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), o secretário Marcelo Miranda, da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) e o controlador-geral Carlos Eduardo Girão, da Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul (CGE-MS). O debate centrou-se nos mecanismos de planejamento orçamentário, monitoramento de resultados e articulação entre áreas para viabilizar a execução dos contratos de gestão. Painel 3 – Boas Práticas do Contrato de Gestão – Mediado pelos trainees de gestão pública da Segem, o painel contou com as contribuições da gerente de projeto da Sad, Cárita Marilhants – Superintende de Patrimônio, Gestão Documental e Frotas; da ponto focal da Sed, Silvana Batista – Coordenadora de Tecnologia e Inovação; e do setorialista da Segem, Fábio Henrique Fernandes. Neste bloco foram apresentados experiências e aprendizados na implementação do modelo, reforçando sua efetividade no cotidiano da administração estadual. O encontro reafirma o comprometimento do Governo de Mato Grosso do Sul com a inovação e a modernização da gestão pública, por meio de estratégias que conectam pessoas, processos e resultados. A Rede de Gestão Estratégica se consolida como instrumento essencial para o avanço das políticas públicas, alinhando eficiência institucional com as demandas da sociedade. Renata Brum, Comunicação Segem.
Imasul orienta sobre abertura de aceiros e procedimentos para atividades isentas de licenciamento
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) está reforçando as orientações voltadas aos produtores rurais quanto à abertura de aceiros e à regularização de atividades isentas de licenciamento ambiental por meio do Sistema SIRIEMA – plataforma digital que reúne os registros e declarações ambientais. A iniciativa integra as estratégias de prevenção a incêndios florestais no Estado, com foco especial na Área de Uso Restrito da Planície Pantaneira (AUR-Pantanal), uma das regiões mais suscetíveis à propagação do fogo durante o período seco. Normas para construção de aceiros A construção de aceiros está regulamentada pela Resolução SEMADE nº 9/2015, pela Resolução SEMADESC nº 063/2024 e pelo Decreto “E” nº 10/2025, e deve seguir diferentes exigências conforme a largura da faixa aberta. Aceiros de até 10 metros são isentos de licenciamento ambiental e podem ser feitos com o uso de maquinários ou ferramentas manuais, sem necessidade de emissão de qualquer documento junto ao Imasul. Para aceiros de até 30 metros, também não há exigência de licenciamento, mas recomenda-se a emissão da Declaração Ambiental Eletrônica (DAE) por meio do SIRIEMA, medida que reforça a segurança jurídica do produtor. Já os aceiros com até 50 metros de largura somente são permitidos durante o período de vigência do Estado de Emergência Ambiental, compreendido entre 27 de março e 23 de setembro de 2025, e demandam protocolo eletrônico de um Informativo Genérico (formulário descritivo de acero para 50 metros: https://www.imasul.ms.gov.br/formularios-e-termos-de-referencia-licenciamento-ambiental) acompanhado de mapa da propriedade com a delimitação das áreas a serem desmatadas, arquivo em formato .kmz, Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e outros documentos técnicos exigidos. Procedimentos no sistema SIRIEMA Para realizar corretamente os procedimentos, o produtor deve acessar o site do Imasul (www.imasul.ms.gov.br), clicar na aba “Sistemas” e selecionar o SIRIEMA. Dentro da plataforma, é necessário realizar o cadastro da pessoa física ou jurídica, inserir os dados do imóvel rural e acessar o sistema com login e senha. Após esse passo, o produtor poderá preencher o formulário da Declaração Ambiental Eletrônica, selecionar a atividade correspondente e emitir o documento. Nos casos de aceiros de 50 metros, deve-se fazer o download do modelo do Informativo Genérico (formulário descritivo), preenchê-lo corretamente, anexar os documentos solicitados e protocolar o pedido eletronicamente no próprio sistema. Penalidades e cuidados com APPs O Imasul alerta que o descumprimento das normas estabelecidas pode acarretar sanções previstas na legislação ambiental, como multas, interdição da área, responsabilização administrativa e outras penalidades. Também é expressamente proibido o depósito de restos vegetais ou de material de desmonte em Áreas de Preservação Permanente (APPs), sob pena de autuação. Tipos de uso do fogo no meio rural Outro ponto importante destacado pela autarquia é a diferença entre os tipos de uso do fogo no meio rural. A queima prescrita é aquela planejada, prevista em planos de manejo, com objetivos definidos de conservação ambiental ou pesquisa científica. Já a queima controlada corresponde ao uso do fogo monitorado para fins agrossilvipastoris, como limpeza de pastagens e resíduos agrícolas. Por outro lado, o incêndio florestal é caracterizado pela propagação descontrolada do fogo sobre áreas de vegetação, podendo ser provocado por ação humana ou por fatores naturais, e constitui crime ambiental. Importância dos aceiros e registros eletrônicos A correta abertura dos aceiros e a formalização dos registros no sistema SIRIEMA não são apenas exigências legais, mas medidas fundamentais para garantir a regularização ambiental das propriedades e contribuir com a proteção do bioma pantaneiro, especialmente em períodos de estiagem prolongada. A adoção dessas práticas é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e os produtores rurais, sendo decisiva para a redução dos focos de incêndio e seus impactos sociais, econômicos e ambientais. Mapa de Áreas Prioritárias para Queima Prescrita Como reforço a essa política de prevenção, o Imasul publicou recentemente a Portaria nº 1.575, de 25 de junho de 2025, que institui o Mapa de Áreas Prioritárias para Queima Prescrita na AUR-Pantanal. O documento foi elaborado com base em dados fornecidos pelo Sistema de Inteligência do Fogo em Áreas Úmidas (SIFAU), levando em conta o acúmulo de material combustível e a frequência histórica de focos de calor. A portaria também apresenta a relação das propriedades inseridas nessas áreas, identificadas por meio do número de inscrição no Cadastro Ambiental Rural de Mato Grosso do Sul (CAR-MS). Plano de Manejo Integrado do Fogo Essas ações estão alinhadas à Resolução SEMADESC nº 107, de 18 de junho de 2025, que atualizou os dispositivos da Resolução SEMADE nº 9/2015, incorporando os critérios do Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) como ferramenta de planejamento ambiental. Esse plano poderá ser apresentado por produtores, instituições públicas e privadas ou organizações da sociedade civil, com o objetivo de compatibilizar o uso do fogo com os aspectos ecológicos, culturais e socioeconômicos dos territórios. A nova regulamentação também prevê que a queima prescrita poderá ser licenciada de forma individual ou integrada ao PMIF, desde que observados os critérios técnicos estabelecidos. Para áreas de até 10 hectares destinadas à capacitação de pessoal habilitado em manejo integrado do fogo, o licenciamento será isento de taxas e simplificado, desde que devidamente registrado no Imasul. Desburocratização do licenciamento ambiental Complementando esse conjunto de medidas, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 16.638, de 18 de junho de 2025, que estabelece diretrizes para a desburocratização do licenciamento ambiental em Mato Grosso do Sul. Entre as mudanças, destacam-se a isenção de custos para atividades de proteção ambiental como a queima prescrita, o manejo de fauna e pesquisas em Unidades de Conservação; a redução de 50% nos custos para pequenos produtores e assentados da reforma agrária, mediante comprovação junto à AGRAER; e a dispensa do recolhimento de taxas para pareceres técnicos emitidos pelo Imasul em processos de natureza federal ou municipal relacionados a ações ambientais prioritárias. Todas as informações atualizadas, manuais de preenchimento, formulários e acesso ao sistema estão disponíveis no site oficial do Imasul: www.imasul.ms.gov.br. Comunicação Imasul
Com gol de Gonzalo García, Real vence a Juventus e avança às quartas de final do Mundial
Nesta terça-feira, o Real Madrid venceu a Juventus por 1 a 0, pelas oitavas de final do Mundial de Clubes. Gonzalo García marcou o único gol da partida realizada no Hard Rock Stadium, em Miami. Com o resultado, o Real Madrid confirmou a vaga nas quartas de final da competição e enfrentará o vencedor do duelo entre Borussia Dortmund e Monterrey, que acontece ainda nesta terça-feira, às 22h (de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Apesar de o adversário do Real Madrid ainda não ter sido definido, o duelo das quartas de final já tem data, horário e local. A bola rola no próximo sábado, às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Governo de MS anuncia pavimentação de rodovias em Angélica e Nova Andradina
Um aviso de lançamento de licitação foi recebido com alegria e otimismo por moradores do município de Angélica, na região do Vale do Ivinhema. O informe foi publicado na edição desta segunda-feira (30) do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul, e trata da seleção de empresas para elaboração de projeto executivo de engenharia para obras de pavimentação em duas importantes rodovias naquela região: a MS-141 e MS-473. A obra, tão aguardada pelos moradores locais, tem extensão aproximada de 89 quilômetros, passando pelos municípios de Angélica e Nova Andradina. Para o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, o anúncio da licitação para elaboração do projeto destas rodovias é o início da materialização de um sonho. Barbosinha chegou em Angélica em 1975, foi prefeito do município aos 23 anos, onde ainda tem importantes raízes familiares e afetivas, e compartilha do sentimento de alegria e otimismo ao ver uma obra tão importante chegando ao município. “Esta licitação representa o primeiro grande passo para a concretização de um antigo sonho — meu e de muitos que me antecederam. É um marco que coloca Angélica definitivamente na rota do desenvolvimento”, comemorou. O aviso de licitação publicado pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) prevê a elaboração de projeto executivo de engenharia, incluindo Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para implantação e pavimentação das rodovias MS-141, trecho desde o entroncamento da BR-267 até a MS-274, e MS-473, até o município de Nova Andradina. O valor estimado para a elaboração dos projetos é de R$ 3,9 milhões. A abertura dos envelopes da concorrência eletrônica já está marcada para o dia 21 de agosto. Atual vice-prefeito de Angélica, Paulo Conconi também comemora o investimento previsto pelo Governo de MS. “A pavimentação da rodovia MS-141 é um sonho de toda a população de Angélica. Sou morador da cidade há 60 anos e sempre sonhei com este projeto acontecendo”, afirmou. “Utilizo bastante a rodovia e com a pavimentação irá melhorar muito o deslocamento até Casa Verde e a BR-267. Assim como a pavimentação da MS-473, que liga até o município de Nova Andradina, facilitando o acesso de Angélica a outros centros”, avaliou. Quem também comemora o anúncio do investimento é o lavrador Jocelim Teles da Silva, filho de Josué Teles e Angelina Cardoso – alguns dos moradores mais antigos da cidade. Prestes a completar 77 anos, ele celebra com ansiedade e expectativa a pavimentação de uma rodovia que na infância era um pequeno caminho em meio à mata, até o rio Ivinhema. “Quando meu pai chegou aqui, na década de 60, essa estrada era um ‘trieiro’ em meio aos campos. A gente fica muito contente e espera isso com o maior amor e carinho para dar um impulso à nossa região”, afirmou, ao já sonhar com a conclusão da obra – hoje em fase de planejamento. “Agradecemos muito ao esforço do José Carlos para sair essa rodovia na nossa região. Para mim, que já vou fazer 77 anos, peço a Deus que eu fique mais um pouco nessa vida e possa andar por essa estrada já asfaltada. Vai ser uma emoção muito grande!!”
Com foco na eficiência e redução de filas, Governo de MS apresenta nova estratégia de financiamento da Saúde no Estado
Em uma iniciativa para reduziras as filas por diagnósticos, procedimentos e cirurgias, o Governo de Mato Grosso do Sul apresentou nesta terça-feira (1º) à Alems (Assembleia Legislativa do Estado) um novo modelo de financiamento para os HPPs (Hospitais de Pequeno Porte) do Estado. A proposta, detalhada pelo secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, visa incentivar financeiramente a produção de serviços e, consequentemente, ampliar o número de atendimentos em 66 hospitais do interior do Estado. A reunião, realizada na Sala da Presidência da ALEMS, contou com a presença do presidente Gerson Claro e de deputados estaduais. Gerson Claro elogiou a proposta do governo, destacando que se trata de uma solução que já obteve sucesso em São Paulo e que busca uma regulação mais eficiente para a saúde sul-mato-grossense. “Parabenizo o Governo do Estado pela proposição e por nos ouvir, vir aqui conversar com os deputados, com uma solução que está sanando as filas em São Paulo e gostaríamos de avançar a conversa sobre uma regulação mais eficiente”, ressaltou. O secretário Maurício Simões Corrêa explicou que o novo modelo de financiamento será implementado por meio de resolução governamental, sem a necessidade de um projeto de lei neste primeiro momento. “Vamos propor uma mudança de paradigma no modelo de financiamento para os hospitais do interior”, afirmou o secretário. O programa será baseado em duas linhas de financiamento: Incentivo Fixo: Um repasse para que as unidades mantenham sua estrutura aberta e em funcionamento. Incentivo Variável: Uma bonificação diretamente relacionada à produção de serviços, sejam eles diagnósticos ou terapêuticos. Essa abordagem busca estimular os hospitais de pequeno e médio porte, que muitas vezes não realizam procedimentos de baixa e média complexidade por falta de incentivo, desafogando assim os grandes centros hospitalares que hoje acumulam esses atendimentos. Ampliação de investimentos e foco na oferta contínua A expectativa é que o novo programa amplie os investimentos nos hospitais, com um acréscimo inicial de 20% a 30% dos recursos já aplicados. Esse valor poderá ser ainda maior, dependendo da disponibilidade orçamentária do estado. O programa visa ser perene com o objetivo de criar uma oferta contínua de atendimento e combater a demanda reprimida, ou seja, as filas. “Com essa oferta contínua de atendimento de pequeno e médio porte teremos uma maneira de combatermos a demanda reprimida a esses hospitais que, muitas vezes, não se sentem motivados a realizar procedimentos e enviam os pacientes para Campo Grande inflando os hospitais de alta complexidade”, enfatizou o secretário Maurício Simões. Conforme o secretário estadual de saúde, todos os municípios do interior, no caso, prefeitos, secretários municipais e gestores de hospitais já foram informados sobre o novo programa e demonstraram grande interesse. Os procedimentos previstos para serem incentivados nesses hospitais incluem: Para ilustrar o impacto do novo modelo, o secretário mencionou um exemplo prático: hospitais do interior com Unidades de Terapia Intensiva (UTI) que, atualmente, recebem financiamentos díspares do estado. Com a nova lógica, esses hospitais entrarão em igualdade de condições, recebendo um valor fixo por dia por leito de UTI em atividade. Isso cria uma métrica clara para o financiamento, estimulando a ampliação de atendimento e a melhoria da estrutura. A iniciativa representa um passo significativo do Governo de Mato Grosso do Sul para otimizar os recursos na saúde e garantir que mais cidadãos tenham acesso a atendimentos e tratamentos necessários, desafogando o sistema e melhorando a qualidade de vida da população. Helton Davis, Comunicação SES
Inspetor Cabral cobra ala específica para atendimento psiquiátrico na UPA
Durante a 22ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Dourados, realizada na segunda-feira (30), o vereador Inspetor Cabral (PSD) apresentou indicação cobrando, com urgência, a implantação de uma ala específica para atendimento psiquiátrico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A medida também prevê a criação de protocolos de segurança, capacitação de servidores e melhorias na triagem de pacientes com transtornos mentais. A solicitação ocorreu após episódios graves registrados recentemente na unidade. No dia 25 de junho, um servidor foi agredido com uma mordida por uma paciente em surto. No dia 29, um paciente psiquiátrico foi flagrado portando um canivete e uma arma de brinquedo e, neste mesmo episódio, foi encontrado praticando ato libidinoso com a acompanhante no interior da UPA. “Esses fatos escancaram a ausência de estrutura mínima e protocolos adequados para acolher pacientes psiquiátricos em crise. Estamos falando da segurança de servidores, pacientes e acompanhantes. É inaceitável que os profissionais da saúde sigam expostos a esse nível de risco”, enfatizou o vereador. Na indicação, Cabral solicita a criação ou adaptação de uma ala específica na UPA, com isolamento e contenção física apropriada; a capacitação dos profissionais da saúde para atuação em situações de crise envolvendo transtornos mentais; a presença de vigilância armada ou especializada em períodos de maior risco. Além disso, o parlamentar solicita a elaboração e aplicação de protocolo de triagem e revista prévia em casos de entrada de pacientes com indicativos de surto psicótico ou histórico de violência. “Não se trata apenas de uma demanda técnica ou jurídica, mas de uma medida de proteção à vida. O caos instaurado em episódios recentes deixa claro que precisamos agir agora, com firmeza e responsabilidade”, finalizou o parlamentar.
Prefeitura amplia força-tarefa para diminuir poluição visual dos fios de internet e telefonia
Foco da administração municipal é trabalhar para deixar a cidade mais bonita e prevenir acidentes com fios soltos em calçadas e ruas; prefeito Marçal Filho acompanhou o início dos trabalhos na manhã desta terça-feira A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos (Semsur), amplia a força-tarefa que busca eliminar fios de telefonia e internet obsoletos que estejam expostos nas calçadas e nas ruas. O prefeito Marçal Filho acompanhou a ação feita pela equipe técnica, que na manhã desta terça-feira (01) se concentrou na Avenida Marcelino Pires, cruzamento com a Rua General Osório.O combate a poluição visual e ação como forma de prevenção de acidentes foram pontos destacados pelo prefeito Marçal Filho como benefícios para a cidade. “Esse emaranhado de fios sem uso, uns caídos, outros amarrados em placas de sinalização, deixam a cidade feia, com o aspecto de bagunçada e, ainda, pode representar riscos de acidente para a população que transita na calçada ou mesmo nas ruas”, enfatizou. “Estamos eliminando isso e solicitamos que as empresas responsáveis façam a sua parte”, ressaltou o prefeito.Desde o início da fiscalização, no começo do ano, 725 empresas já receberam notificação preliminar, 265 foram notificadas com auto de infração e 48 boletos referentes a multas pela não remoção dos fios foram emitidos e as empresas responsáveis podem ter o CNPJ inscrito na Dívida Ativa do município.As empresas de telefonia e internet devem seguir as normas estabelecidas pelo Código de Posturas do Município e pela Lei Municipal nº 4.522/2020, que regulamenta a ocupação da infraestrutura da rede elétrica por prestadoras de serviços. As exigências incluem manutenção periódica, retirada de fios desativados e a correta identificação dos cabos.Vale ressaltar ainda que a Energisa, como empresa que tem a concessão da gestão dos postes em Dourados, possui a Normativa 009, que também instrui empresas sobre a forma correta que devem compartilhar os seus cabos nos postes da rede elétrica.O secretário-adjunto da Semsur, Ângelo Augusto Gomes destaca que além de seguir as normativas destacadas na lei municipal, as empresas precisam estar atentas à manutenção preventiva. Em recente reunião, a gestão abordou esses pontos com representantes legais de empresas e agora segue o trabalho para tornar Dourados mais bonita e segura.“O prefeito Marçal Filho pediu uma solução definitiva para esse problema, então a gente fez uma reunião técnica na semana passada com essas empresas, pedimos os planos de ação dessas empresas e algumas já nos deram a devolutiva que estão trabalhando dentro das recomendações”, explica Ângelo Gomes. Quem não estiver atendendo, a prefeitura vai fazer a retirada dos fios, vai notificar e vai multar”, alerta.A partir do prazo de notificação a empresa responsável terá 30 dias para a resolução do problema e, caso não o faça, a multa corresponde a 30 Uferms, cerca de R$ 2.700 por notificação.A população pode ajudar a administração municipal na fiscalização denunciando este tipo de situação pelo telefone 0800 999 2040 ou (67) 9 8163-0446.
Oitava fase da Operação Mute reforça vistorias em presídios de Mato Grosso do Sul
Unidades prisionais de Mato Grosso do Sul estão passando por rigorosas inspeções, nesta semana, como parte da 8ª fase da Operação Mute, a maior mobilização coordenada simultaneamente em penitenciárias de todo o Brasil. A ação é liderada pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e tem como principal objetivo desarticular a comunicação entre membros de facções criminosas, contribuindo diretamente para a redução da violência nas ruas. No estado, a operação é conduzida pela Gisp (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário) e pela DOP (Diretoria de Operações) da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), com apoio tático do COPE (Comando de Operações Penitenciárias) e acompanhamento de um representante da Senappen. As primeiras unidades a receberem a operação foram o IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) e a Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas. Durante a operação, os policiais penais realizam revistas minuciosas em celas e pavilhões, com foco principal na apreensão de aparelhos celulares – ferramentas frequentemente utilizadas para articular crimes fora das muralhas. A ação reforça a importância da atuação estratégica da inteligência penitenciária como ferramenta na prevenção e enfrentamento ao crime organizado. A expectativa é de que, com o avanço das ações ao longo da semana, o controle sobre as comunicações ilícitas seja ainda mais eficaz. A operação também evidencia a atuação integrada entre os entes federativos no enfrentamento ao crime. A Operação Mute já se consolidou como uma das mais importantes estratégias de combate ao crime nas penitenciárias brasileiras, impactando diretamente a dinâmica das facções criminosas e ampliando a proteção à sociedade. Assessoria de Comunicação da Agepen/MS.
Saúde na rua: consultórios ampliam cuidado e reforçam SUS para população em situação de vulnerabilidade em MS
Após mais de uma década desde sua primeira edição, o II Encontro Estadual das Equipes de Consultórios na Rua foi realizado nos dias 26 e 27 de junho de 2025, em Campo Grande, e reuniu as cinco equipes que atuam no estado — duas em Campo Grande, além de Corumbá, Ponta Porã e Três Lagoas. O encontro foi promovido pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da Gerência de Equidade em Saúde, e marcou um importante momento de fortalecimento das ações de saúde voltadas à população em situação de rua. Com uma programação intensa, o evento mobilizou profissionais, gestores, pesquisadores e parceiros institucionais, reafirmando o compromisso do estado com os princípios do SUS (Sistema Único de Saúde): universalidade, integralidade, intersetorialidade e equidade. A programação incluiu rodas de conversa com representantes de diversos setores, como universidades, Defensoria Pública, assistência social e movimentos sociais, reforçando a necessidade de articulação entre políticas públicas para garantir o cuidado integral a quem vive em situação de rua. Palestras A conferência de abertura, com o tema “A clínica na rua: especificidades e desafios da APS com a população em situação de rua”, foi conduzida pelo psicólogo sanitarista Marcelo Pedra, da Fiocruz Brasília. Pedra destacou que os Consultórios na Rua são dispositivos da APS (Atenção Primária à Saúde) que constroem cuidado no vínculo, na escuta e na presença constante no território, ampliando a potência da clínica como espaço de transformação e pertencimento. Em seguida, o destaque foi para a fala de Vanilson Torres, representante do CNS (Conselho Nacional de Saúde). Defensor do MNPR (Movimento Nacional da População em Situação de Rua), Vanilson trouxe reflexões sobre o papel do controle social, criticou práticas higienistas e reafirmou a centralidade da rua como espaço legítimo de participação e formulação de políticas públicas. Também integrou a programação a sanitarista Iasmin Oliveira, técnica da Política de Promoção da Equidade em Saúde do Rio Grande do Sul. Iasmin compartilhou a experiência de Porto Alegre e o funcionamento do CIAMP-Rua (Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua) Estadual do RS, considerado referência nacional na articulação intersetorial e na construção de políticas públicas voltadas à população em situação de rua. Durante o segundo dia, o evento promoveu uma escuta das equipes por meio da metodologia da Matriz Fofa (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças). A oficina permitiu a identificação dos principais desafios, valorização das potências e elaboração de propostas que serão sistematizadas no “Caderno da Rua”, documento que subsidiará decisões da gestão estadual. “Mato Grosso do Sul tem se destacado nas contribuições e formulações para a construção da nova Política Nacional de Atenção à Saúde da População em Situação de Rua, que será publicada em breve pelo governo federal. A recente publicação do CIAMP-Rua Estadual é uma conquista que mostra o engajamento do Governo do Estado na construção de políticas efetivas de equidade, e a SES tem participação ativa nesse processo. Este encontro reforça nosso compromisso com a saúde integral e com o fortalecimento das equipes que atuam nos territórios”, afirma a sanitarista da SES, Lesly Lidiane Ledesma Abastoflor. Comunicação SES








