Pelas salas de aula do recém-reformado prédio do Centro Estadual de Educação Profissional Profª Evanilde Costa da Silva, em Dourados, alunos concentrados. Mesmo em uma noite fria no inverno douradense e após um longo dia de trabalho, lá estão eles – em sua maioria, mulheres, adultas, investindo tempo e energia em busca de novas oportunidades. Ivonete Brito Lopes é uma delas: com uma longa jornada de trabalho dentro de fora de casa, ela é aluna do curso de Assistente de RH, oferecido pelo programa Pronatec Mulheres Mil. E um detalhe chama a atenção: a dona de casa estuda ao lado da filha, Brenda, de 17 anos, aluna do mesmo curso. “Sempre corri atrás de estudar e aprender, porque acredito que os pais são espelho para os filhos. Já tinha feito outros cursos aqui, mas com ela é a primeira vez. Estou muito feliz e animada”, contou. No início, somente a filha conseguiu uma vaga. Como a família mora longe, Ivonete levava Brenda para o curso e aguardava do lado de fora da sala de aula, enquanto fazia crochê. Uma semana depois, surgiu uma vaga e ela finalmente foi matriculada. “Minha vida nunca foi fácil, mas sempre fiz a minha parte. Gosto de estudar, aprender coisas novas, e estimulo meus filhos a fazerem ao mesmo. Não quero que minha filha dependa de homem: quero que estude e conquiste as coisas por mérito próprio”, afirma, orgulhosa. O ânimo de Ivonete em estudar e ingressar em uma nova profissão não é algo raro no CEEP em Dourados, localizado em um prédio amplo bem em frente ao Parque Rego D’água, no jardim Água Boa. A localização é estratégica, no bairro mais populoso da segunda maior cidade do interior do Estado. Além de Dourados, a unidade atende ainda aos polos de Glória de Dourados, Jateí e Ponta Porã. Os cursos de qualificação profissional ou educação profissional técnica nível médio são oferecidos em várias áreas como recepcionista, assistente de recursos humanos, inglês, espanhol, cuidador de idosos, gestão de dados, copeiro e alimentação escolar. Tudo sem custo, oferecido pela Secretaria de Estado de Educação. A oportunidade não é privilégio de Dourados e região: a educação profissional está presente em 100% dos municípios de Mato Grosso do Sul, seja pelas unidades do CEEP – que também funcionam em municípios como Campo Grande, Chapadão do Sul e Naviraí, ou ainda por meio das unidades da Rede Estadual de Ensino. Em 2025, são 41 mil estudantes matriculados em cursos da educação profissional no Estado. Essa ampliação recorde foi possível graças ao investimento de mais de R$ 100 milhões. Além disso, a Secretaria de Estado de Educação caminha para atingir a meta de 50% dos estudantes de Ensino Médio cursando os itinerários da Educação Profissional – hoje são cerca de 45%. O objetivo estava previsto para 2027, mas deverá ser alcançado ainda em 2025. Autoestima e inclusão social Para a diretora do CEEP em Dourados, Alini Lima Nolasco, a oportunidade vai muito além da qualificação e formação de mão-de-obra. É uma questão social. “Nosso público vai desde os 14 até os 50 ou 60 anos, e para muitos esta é oportunidade de socializar novamente. Essa vivência social renova a autoestima e promove uma troca com os mais jovens, já que nossas turmas são bem mistas, com alunos das mais diversas idades”, avalia. O centro em Dourados foi fundado em 2017 e de lá para cá, já formou mais de 2 mil profissionais. Trabalho que é feito com empenho, dedicação e muito orgulho. “Temos muito cuidado ao selecionar os professores, para que sejam realmente especialistas em cada área. Hoje em nosso município existem muitas vagas de emprego, e muitas delas não são preenchidas pela falta da qualificação profissional. Nosso trabalho é preparar estes profissionais para que estejam aptos para o que o mercado de trabalho precisa”, acrescenta. A Cleozimira Bebete é aluna do curso de cuidador de idosos – profissão que descobriu durante a pandemia. É uma das mais ativas do curso, e não perde nenhuma aula. “Estou aprendendo muito mais e trocando experiências com os colegas. Todos nós temos muito a aprender e estou muito feliz em ter essa oportunidade”, afirmou, otimista. A Crislaine Lescano também soube dos cursos profissionalizantes por terceiros, e tratou logo de se matricular. “Achei muito interessante e como estudante de psicanálise, achei que aprender mais sobre cuidado de idosos me ajudaria nessa nova profissão. Já estou inclusive interessada em outros cursos”, garantiu, ao elogiar a estrutura do centro educacional. “O ensino aqui é muito bom, os professores são muito capacitados então está sendo uma ótima experiência”, completou. Como se matricular Os cursos oferecidos pelo CEEP vão desde qualificação, com curta duração – a partir de 160 horas – e cursos técnicos de 900 até 1.200 horas. As pré-matrículas abrem ao longo do ano, para as mais diversas áreas. No caso de Dourados, para acompanhar as oportunidades é preciso ficar de olho nas redes sociais, onde estas vagas são divulgadas. No Instagram, é só seguir a página @ceepdourados. As matrículas são feitas pelo portal da matrícula digital. Outras informações também podem ser obtidas pelo WhatsApp (67) 99610-5305. Ana Paula Amaral, Comunicação Vice-governadoria
Campanha Nacional de Coleta de DNA começa em MS com Dia D em Campo Grande
Na próxima terça-feira (5), Mato Grosso do Sul dará início às ações da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS). Escolhido como o Dia D da mobilização, o lançamento no estado acontecerá às 9h na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Campo Grande. A cerimônia marcará simbolicamente o início da campanha com a coleta de material genético de três familiares de pessoas desaparecidas. A ação integra uma força-tarefa nacional que acontece simultaneamente em todo o Brasil de 5 a 15 de agosto, com o objetivo de ampliar o Banco Nacional de Perfis Genéticos e, assim, facilitar a identificação de pessoas desaparecidas em todo o território nacional. Em Mato Grosso do Sul, a campanha será executada pela Polícia Civil, por meio da DHPP, e pela Polícia Científica, via Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF). Até o momento, duas pessoas já foram identificadas no estado a partir do cruzamento de perfis genéticos com restos mortais não identificados — um resultado que reforça a importância da tecnologia e da ciência forense na solução de casos antigos. “A campanha visa a identificação de corpos que estão no IMOL e de pessoas enterradas sem identificação. Com o fornecimento de material genético pelos familiares, é possível realizar o cruzamento desses dados visando a identificação dessas pessoas”, explica o delegado Rodolfo Carlos Ribeiro Daltro, titular da DHPP. Segundo Josemirtes Prado da Silva, diretora do IALF/PCiMS, o procedimento é simples e indolor. “Todas as nossas unidades estão preparadas para essa campanha, tanto em Campo Grande quanto nas 14 cidades do interior. A coleta é feita com um cotonete passado na parte interna da boca. Se a família tiver algum item do desaparecido, como escova de dentes, cordão umbilical ou dente de leite, também pode levar. Cada amostra ajuda a dar uma resposta para quem espera.” Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a campanha mobiliza delegacias especializadas, laboratórios de genética forense e autoridades estaduais para acelerar a análise de amostras pendentes e incentivar a participação de mais famílias. Em 2024, a ação coletou 1.645 amostras e possibilitou a identificação de 38 pessoas em diversos estados, como Pernambuco, Ceará, Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Para participar, é necessário que o familiar da pessoa desaparecida tenha um boletim de ocorrência registrado e apresente documentos pessoais no momento da coleta. Embora a mobilização nacional ocorra neste período, a coleta pode ser feita durante todo o ano nas unidades da Polícia Científica do estado. No mesmo dia, em Brasília, será lançado no Palácio da Justiça o caderno digital Transformando Números em Histórias, publicação que reúne relatos emocionantes de nove pessoas identificadas na campanha anterior, evidenciando que por trás de cada número, existe uma família em busca de respostas. Serviço: Dia D da Campanha Nacional de Coleta de DNAData: 5 de agosto de 2025 (terça-feira)Horário: 09hLocal: Sede da DHPP – Rua Dr. Arlindo de Andrade, 145, Bairro Amambaí, Campo Grande/MS Clique aqui e confira os locais de coleta no interior do Estado Comunicação Sejusp
Ações educativas do Detran-MS, voltadas para motociclistas, movimentam cidades do interior
Durante as últimas semanas de julho, o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) realizou diversas atividades educativas em diferentes cidades do interior do estado, com foco nos motociclistas. “Nossos gestores do interior se dedicaram à programação dos eventos e à busca por parcerias, sempre com a intenção de alcançar o maior número de motociclistas com sensibilização e orientação, buscando evitar mortes, vítimas e sinistros no trânsito”, afirmou Andrea Moringo, diretora de Educação para o Trânsito do Detran-MS. Em Corumbá, o Detran-MS e a prefeitura municipal realizaram uma simulação sobre os perigos da linha com cerol. Com o objetivo de proteger os motociclistas, foram distribuídas antenas corta-pipas. “Neste momento de recesso escolar, os números de acidentes com cerol sempre aumentam na cidade. Por isso, a intenção de trabalhar esse assunto com motociclistas e com a população local”, explicou Carlo David, gerente da Agência do Detran-MS de Corumbá. Em Coxim, os gestores em educação promoveram palestras e ações de sensibilização sobre o uso de álcool ao pilotar, utilizando óculos simuladores de embriaguez. A iniciativa, em parceria com a prefeitura municipal, foi levada a diversos públicos, entre eles funcionários de concessionárias de motocicletas, mototaxistas e até mesmo na própria agência do órgão, com motos entregadores. Em Dourados, uma motociata movimentou a cidade e contou com a participação de motogrupos. A ação arrecadou fraldas e produtos de higiene para o Lar do Idoso e percorreu diversas ruas da cidade, acompanhada pelos agentes da Gerência Especial de Fiscalização e Patrulhamento Viário do Detran-MS. Os agentes de fiscalização do Detran-MS também participaram de uma abordagem educativa na cidade de Naviraí, em parceria com a PMMS, GETRAN e Guarda Mirim. Em Paranaíba, os Patrulheiros Mirins também apoiaram a abordagem educativa aos motociclistas. Em Guia Lopes da Laguna, a abordagem de conscientização focou em um tema muito recorrente entre os motociclistas: o uso adequado dos equipamentos de segurança, como o capacete. De acordo com a Prefeitura, que foi parceira na ação, esse tipo de atividade colabora diretamente para a redução de acidentes, promove maior segurança nas vias urbanas e ainda contribui para a regularização de documentos e veículos. As ações voltadas para motociclistas permanecerão ao longo dos primeiros dias de agosto, em diversas cidades do interior. Emmanuelly Castro, Comunicação Detran
Fundect garante projeto em que aulas de matemática ganham vida com horta geométrica através do Pictec
Em Dourados, estudantes do ensino médio estão vendo a matemática brotar no quintal da sala de aula. Na Escola Estadual Floriano Viegas Machado, folhas verdes, canteiros e compostagem são as ferramentas de aprendizado do projeto Horta Geométrica: ensino e sustentabilidade. A iniciativa é coordenada pelo professor Heldo Aran, que tem ensinado aos estudantes, de forma prática, conceitos matemáticos e lições sobre meio ambiente, trabalho em equipe e alimentação saudável. A proposta nasceu do incentivo da Fundect (a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia) por meio do PICTEC (Programa de Iniciação Científica e Tecnológica de Mato Grosso do Sul). O diferencial inovador do projeto está justamente no formato dos canteiros: círculos, quadrados, triângulos e outras figuras geométricas auxiliam os estudantes a aprenderem geometria, literalmente, no chão da escola. “O projeto ensina matemática e sustentabilidade de forma prática, por meio de uma horta em formato geométrico. Dentre os objetivos, destacamos o ensino de forma aplicada, o que auxilia na assimilação do conteúdo e, consequentemente, no aprendizado”, explica o professor Heldo. Segundo ele, os estudantes participam de todas as etapas do projeto: da construção dos canteiros ao plantio, passando pela compostagem e o reaproveitamento de resíduos orgânicos. “Nossa escola não perde nada de resíduos, tudo é transformado em adubo para uso na horta. E os alunos estão criando gosto pelo estudo da matemática”, ressalta. Os alimentos produzidos – hortaliças e ervas medicinais – são aproveitados na própria escola. Os conceitos de sustentabilidade, ecologia, geometria, álgebra e até saúde são trabalhados em conjunto com diferentes disciplinas. A horta ainda se tornou um espaço de integração entre os alunos e também com os estudantes do ensino fundamental e da educação especial. “Alguns comentam que nunca haviam estudado matemática de forma prática. Segundo eles, isso ajuda no aprendizado, pois contextualiza a teoria de sala de aula”, relata o professor Heldo. “Além disso, eles têm a oportunidade de consumir alimentos de qualidade que são produzidos por eles.” Trabalho em equipe e aprendizado preparam para desafios futurosAline Freitas, uma das estudantes do projeto, diz que a horta foi uma porta de entrada para um novo jeito de aprender. “Esse projeto representa uma forma diferente de se envolver com a escola e de fazer algo útil de verdade. Ele me fez enxergar que dá pra aprender matemática de um jeito mais leve, ligado ao dia a dia, e ainda ajudar o meio ambiente.” Ela destaca ainda que aplicar os conteúdos em um espaço concreto facilitou o entendimento da disciplina. “Eu entendi melhor a geometria porque a gente aplicou tudo na prática. Além disso, estou aprendendo a trabalhar em grupo e sobre a importância da sustentabilidade também”. Outro estudante participante é Vitor Pires, que também vê na horta uma nova maneira de compreender a matemática e a natureza. “O projeto representa para mim uma forma de colocar em prática o que eu aprendi em aulas e também me ensina como é o funcionamento das plantas e as características específicas de cada uma”, explica. Vitor também acredita que o projeto contribui para sua formação pessoal e profissional. “Eu diria que é um ótimo aprendizado para a nossa fase adulta, já que muitos de nós provavelmente irão trabalhar com muitas pessoas e ter esse conhecimento e experiência de trabalho com pessoas vai melhorar o que há em nós, além de ter uma equipe incrível e muito bem harmônica”, analisa. O colega de projeto, Pedro Prado, ressalta a importância da troca de conhecimento durante as aulas na hora. “Meu aprendizado melhorou graças às apresentações e explicações que demos para os alunos mais novos, o que nos fez compreender mais sobre as figuras geométricas tridimensionais”, reflete. Agora é sua vez: PICTEC chega à 5ª edição com mais recursos e bolsas Criado em 2021, o PICTEC já atendeu mais de 2.300 estudantes e professores em 500 projetos de pesquisa em todo o Estado. Diante do sucesso das edições anteriores, a Fundect, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), lançou a 5ª edição do PICTEC (Chamada Fundect nº 24/2025 – PICTEC MS – Edição 5). O investimento previsto é de R$ 7,2 milhões com oferta de 1000 bolsas de R$ 400 para estudantes e de 250 bolsas de R$ 800 para professores-orientadores por um período de 12 meses. As inscrições seguem abertas até 5 de setembro de 2025, às 17h (horário de MS), pelo site da Fundect: www.fundect.ms.gov.br. Podem participar professores vinculados à Rede Estadual de Ensino, ao Colégio Militar e ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), que devem submeter propostas nas áreas de Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Energias Renováveis, Biodiversidade, Saúde Animal, Saúde Humana e Tecnologias Sociais e Assistivas. Comunicação Fundect
Ministro do Turismo garante hospedagem acessível para COP30 em Belém
Em meio a relatos de alta nos preços das acomodações em Belém durante o período da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o Ministério do Turismo realiza uma série de vistorias em obras de infraestrutura e na rede hoteleira da capital paraense. Para o chefe da pasta, ministro Celso Sabino, o argumento de que os preços cobrados na capital paraense são impraticáveis está sendo “mitigado e absolutamente superado”. Em entrevista, Sabino destacou que o governo federal está investindo mais de R$ 4 bilhões em obras na cidade em razão do evento. “Vai deixar um grande legado para o povo do Pará, especialmente para a região metropolitana de Belém.” Além de grandes hotéis, integram a lista, segundo ele, o Parque da Cidade e o porto na Ilha de Outeiro, onde ficarão atracados os navios que vão servir de acomodações para diversas delegações. “Estamos com milhares de leitos que vão ficar prontos agora em agosto. Alguns ainda nem começaram a ser disponibilizados. O governo brasileiro está atuando fortemente para que não haja nenhum argumento – inclusive esse de que não há leitos e de que os preços estão exorbitantes. Visitei hotéis aqui, hoje, que estão sendo entregues com diárias de R$ 2 mil ou R$ 3 mil”, disse. “Além disso, vai haver preços subsidiados para delegações de países com pouco poder aquisitivo”, completou. Questionado sobre sugestões feitas por delegações, incluindo a retirada de algumas sessões de trabalho da cidade de Belém, mantendo apenas a cúpula de líderes na capital paraense, Sabino respondeu que o governo tem trabalhado para que não haja qualquer tipo de empecilho para realização da conferência. “Estamos trabalhando para que não haja argumento algum para que a COP seja dividida ou não aconteça na cidade de Belém. Posso garantir a você que temos hospedagens e temos preços justos.” “Durante a COP em Sharm el-Sheikh, houve delegações que não quiseram ir para o Egito. Durante a COP em Dubai, houve delegações que não quiseram ir para Dubai. Aqueles que apostam contra a COP da floresta, a COP de Belém, vão perder”. Agência Brasil
Mega-Sena acumula para R$ 100 milhões
O prêmio da Mega-Sena acumulou para R$ 100 milhões. Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2896, realizado na noite de sábado (2), no Espaço da Sorte, em São Paulo. O próximo sorteio será na terça-feira (5). As seis dezenas sorteadas foram: 08, 09, 12, 16, 43 e 53. A quina teve 78 bilhetes premiados. Cada um receberá R$ 47.035,94. Os 6.363 acertadores da quadra terão o prêmio de R$ 950,41 cada. Para o próximo concurso da Mega-Sena, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de terça-feira pelo aplicativo Loterias Caixa e no portal Loterias Caixa. O jogo também pode ser feito nas casas lotéricas de todo o país. A aposta simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
Brasil vence Colômbia nos pênaltis e conquista a América pela 9ª vez
Em um jogo histórico, a Seleção Brasileira venceu a Colômbia nos pênaltis por 4 a 3 e conquistou a Copa América pela 9ª vez. O que se viu no campo do Rodrigo Paz Delgado foram as razões desta ser a maior rivalidade do futebol feminino sulamericano: um empate em 4 a 4 e duas seleções que pareciam se recusar a perder. Entre as heroínas da conquista brasileira, a primeira de Arthur Elias na Seleção, Marta, autora de dois gols na final e melhor jogadora do torneio, e Lorena, com dois pênaltis defendidos, simbolizam o poderio ofensivo e a solidez defensiva que dá a hegemonia ao Brasil. Amanda Gutierres, artilheira da competição, e Angelina também marcaram no tempo regulamentar. Não é à toa que a Copa América de 2025 teve em sua final a reedição da de 2022: Brasil e Colômbia há algum tempo aparecem um patamar acima das rivais sul-americanas. E a rivalidade, que já tinha aparecido no empate sem gols que fechou a fase de grupos, logo apareceu na final, que começou em ritmo acelerado como o da altitude de Quito. As duas seleções alternavam momentos de superioridade no início da partida, com chances de ambos os lados, mas quem chegou primeiro ao gol foi a Colômbia. O Brasil estava no ataque e a árbitra ignorou uma falta clara em Kerolin, deixando a bola livre para a Colômbia contra atacar. O time colombiano lançou na área e a bola sobrou para Izquierdo, que passou para Ramírez e dela para Caicedo chutar e abrir o placar. Com 1 a 0 no placar, as colombianas lançaram mão do expediente de provocações e entradas mais duras contra as brasileiras. Arthur Elias não esperou o intervalo para fazer as primeiras mudanças: botou Isa Haas na vaga de Fê Palermo e Amanda Gutierres na de Dudinha para dar mais experiência e pegada à equipe. Aos poucos o Brasil retomou o controle do jogo e passou a dominar as ações ofensivas. Até que em uma disputa de bola na área colombiana, Gio e Carabalí caíram juntas. A colombiana se descontrolou e desferiu uma cabeçada no rosto da camisa 11 da Seleção. A árbitra foi chamada ao VAR, onde viu a penalidade, mas não a agressão e puniu a colombiana apenas com o amarelo. Na cobrança, a capitã Angelina calmamente bateu no ângulo de Tapia e igualou tudo. Segundo Tempo A Seleção por pouco não virou o placar no primeiro lance do segundo tempo, com Gio. O Brasil tinha o controle do jogo, quando em uma bola dominada na defesa, Tarciane tentou o recuo justamente quando Lorena saía do gol. O toque enganou a goleira e entrou contra a própria meta. Sem tempo para se abater, o Brasil se reequilibrou e voltou ao ataque. Com a referência na área, Gio cruzou pela direita e encontrou Amanda Gutierres. Como uma autêntica camisa 9, ela dominou no peito deixando a bola à feição para bater cruzado e empatar. Um golaço da centroavante. Mas a Colômbia devolveu. No meio de campo, Ramírez tocou de calcanhar para Caicedo. A atacante partiu para o ataque tendo apenas Isa Haas à sua frente. A colombiana gingou e esperou a hora certa para devolver para Ramírez, que bateu na saída de Lorena e recolocou a Colômbia à frente aos 44 do segundo tempo. O gosto da primeira vitória sobre a Seleção e a primeira conquista continental já estava na boca das colombianas, que faziam a cera que podiam, ansiosas pelo apito final. Mas aos 51 minutos, em um lance mal afastado pela defesa, a bola procurou a maior de todas: Marta, que bateu de primeira, num bate-pronto de fora da área que encontrou o ângulo de Tapia. Um dos mais belos gols da carreira da Rainha, que levou a final para a prorrogação. Prorrogação Quanto mais o jogo passava, mais o cansaço demandava controle emocional das jogadoras. E vendo a energia das colombianas diminuir, o Brasil ditou o ritmo da prorrogação e teve calma para achar o espaço – e muita inteligência. Angelina lançou Marta na área, que, ao ver que não conseguiria cabecear, ajustou o corpo para empurrar a bola para o gol com o pé direito, surpreendendo Tapia. Foi a primeira vez que o Brasil esteve a frente no placar. Porém, a Colômbia não se rendeu. Caicedo teve um contra-ataque interrompido com falta de Isa Haas. Na cobrança, Leicy Santos teve calma e categoria para bater no ângulo, sem chances para Lorena. A decisão foi para a marca da cal. Pênaltis A decisão por pênaltis teve reviravoltas como a partida. Tarciane cobrou e colocou o Brasil na frente, mas Usme empatou. Na segunda Rodada, Tapia defendeu o de Angelina e Restrepo virou para a Colômbia. Amanda Gutierres fez o seu, e Paví isolou, empatando em 2 a 2. Mariza recolocou o Brasil na frente, abrindo caminho para Lorena brilhar e defender a cobrança de Leicy Santos. Marta levou a bola à cal para fechar o jogo, mas Tapia defendeu; Caicedo empatou em seguida. Jhonson, com muita categoria, e Bonilla converteram a primeira rodada de cobranças alternadas. Na segunda, Luany fez e Lorena agarrou o pênalti de Carabalí – e junto a nona Copa América do Brasil. CBF
SES conduz visita técnica no HR de Dourados e apresenta estrutura voltada à alta complexidade no Conesul
Com mais de uma centena de leitos, seis salas cirúrgicas, unidades de terapia intensiva e serviços de alta complexidade em áreas estratégicas como ortopedia, cardiologia e oftalmologia, o Hospital Regional de Dourados foi apresentado a gestores em saúde da região, em visita técnica realizada na manhã de sexta-feira (1º). A unidade, que integra a política de regionalização da atenção hospitalar do Governo do Estado, está em fase preparatória para iniciar os atendimentos. Ela irá reforçar o planejamento estruturado com base em evidências para ampliar o acesso e a resolutividade em Dourados e toda a macrorregião Conesul do Estado. Nesta manhã, a visita teve início pela Unidade I do complexo, seguida de apresentação técnica do perfil assistencial, realizada na Unidade III. O destaque foi para a estrutura instalada, os fluxos previstos e a capacidade operacional planejada. Diretores técnicos e representantes dos hospitais da região foram convidados para conhecer a estrutura e as capacidades do novo Complexo Hospitalar. “Essa aproximação entre os entes federativos, gestores e profissionais é fundamental para garantir um processo de implantação seguro, transparente e alinhado com a rede já existente. O Hospital é uma peça-chave na consolidação da regionalização e da nova arquitetura da saúde no Estado”, avaliou a secretária adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone. Hospital estruturado com base em dados epidemiológicos Segundo o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, a escolha dos serviços que serão ofertados pela unidade obedece a critérios técnicos e dados epidemiológicos da região. “A oferta do Complexo Hospitalar de Dourados foi definida com base em dados epidemiológicos. A estrutura e as especialidades foram planejadas a partir de evidências, com foco naquilo que a população realmente precisa, para oferecer a melhor assistência médico-hospitalar que venha ao encontro das necessidades da população”, pontuou. “E tivemos o zelo de só apresentá-lo aos gestores da unidade e região quando já estivesse pronto e com a organização social definida, que foi selecionada dentro dos maiores critérios de transparência, qualidade e boa formação profissional”, completou. O hospital contará com leitos clínicos, terapia intensiva — sendo 10 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) adulto e 10 de UTI pediátrica — e uma nova ala voltada a cuidados prolongados e atendimento cardiológico, incluindo serviço de hemodinâmica. A Unidade III funcionará como centro de especialidades diagnósticas, com foco em exames de alta complexidade e consultas especializadas, enquanto as demais unidades darão suporte à internação e aos procedimentos cirúrgicos. Durante a visita técnica, a superintendente de Atenção à Saúde da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Angélica Cristina Segatto Congro, enfatizou que o modelo proposto busca hierarquizar a rede hospitalar para ampliar a resolutividade e o uso racional dos recursos públicos. “A proposta é garantir que cada unidade hospitalar cumpra seu papel dentro de um sistema articulado, com foco na qualidade da assistência e na otimização dos serviços”, explicou Congro, que conduziu a apresentação técnica dos dados que embasaram a escolha dos serviços e o desenho da rede na macrorregião. Fases de implantação A estrutura do Complexo Hospitalar de Dourados está sendo implantada por etapas. A Unidade II dará continuidade à produção assistencial que já vinha sendo realizada no local, com reorganização de fluxos e introdução de novas tecnologias. A Unidade III funcionará como Centro de Diagnóstico e Especialidades Médicas, com exames como tomografia, ressonância magnética, ecocardiograma, polissonografia, mamografia e endoscopia, além de atendimentos especializados em cardiologia, neurologia, endocrinologia e otorrinolaringologia. Já a Unidade I será o eixo central do hospital geral, com leitos clínicos, UTIs e serviços cirúrgicos. Essa estrutura contará ainda com uma ala voltada a cuidados prolongados e procedimentos de alta complexidade em cardiologia. A ativação progressiva da unidade permite uma transição segura e sustentável, respeitando a maturação dos fluxos assistenciais e a disponibilidade de recursos humanos e tecnológicos. Participaram do encontro representantes da SES, do município de Dourados, da OS AGIR (responsável pela gestão da unidade), Cosems/MS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde), Auditoria Estadual, Núcleo Regional de Saúde, Hemocentro de Dourados, Conselho Municipal de Saúde de Dourados, Hospital Universitário da Grande Dourados, Hospital da Vida, Hospital Evangélico, Hospital da Missão Evangélica Caiuá, Cassems, Unimed, Serviço de Anestesiologia e Funsaúde. Danúbia Burema, Comunicação SES
SES alinha com instituições estratégicas modelo de resposta em saúde para o Corredor Bioceânico
A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) reuniu quinta-feira (31), na SSD (Superintendência de Saúde Digital), representantes da (Semadesc Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), do Corpo de Bombeiros Militar e da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) para alinhar as diretrizes técnicas do Estado no eixo da saúde pública ao longo do Corredor Bioceânico, no trecho que compreende o território sul-mato-grossense. O objetivo da reunião foi avançar na definição do modelo de resposta do SUS (Sistema Único de Saúde) em urgência, emergência e atenção básica para as regiões cortadas pela rota internacional – que liga o oceano Atlântico ao Pacífico – passando por Mato Grosso do Sul desde Bataguassu até Porto Murtinho. A SES integra o trabalho de levantamento técnico detalhado da estrutura de saúde nos municípios do corredor, mapeando unidades com atendimento de urgência 24h, além da presença de serviços considerados essenciais para casos agudos. A iniciativa deverá ser transformada em um sistema digital acessível ao público, integrando dados georreferenciados da rede pública de saúde. “O que estamos estruturando é um mapeamento completo da infraestrutura de saúde em todo o traçado do Corredor Bioceânico em MS. Já existe um trabalho preliminar sobre os pontos de entrada do sistema – unidades de pronto-atendimento e prontos-socorros – e estamos expandindo a identificação desse atendimento considerando-se quatro áreas estratégicas: ortopedia, cirurgia geral, pediatria e assistência materna. Com isso, o usuário terá clareza sobre onde buscar assistência, seja ele brasileiro ou estrangeiro”, explicou o assessor técnico-médico da SES, médico João Ricardo Tognini. “O Corredor Bioceânico é uma política de Estado e de integração continental. Ao garantir cobertura de saúde com base em dados e estrutura real, mostramos o compromisso de Mato Grosso do Sul com um modelo de desenvolvimento sustentável, seguro e centrado nas pessoas”, resumiu a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, destacando que o trabalho de mapeamento da rota fortalece a posição de Mato Grosso do Sul como referência em resposta integrada e cooperação regional. Plataforma interativa Além do mapeamento físico da rede, a SES também está organizando informações epidemiológicas regionais para subsidiar tanto o planejamento estadual quanto a interlocução com autoridades dos países vizinhos. A proposta é que os dados sejam disponibilizados por meio de uma plataforma digital amigável e interativa, que pode assumir o formato de aplicativo, sistema web ou integração com outras ferramentas tecnológicas já em uso. “A ideia é que o usuário em trânsito — como um caminhoneiro ou turista — consiga acessar pelo celular as informações de saúde da cidade onde estiver, como endereço de pronto-atendimento mais próximo e quais especialidades estão disponíveis. Estamos em fase de modelagem, mas a construção será pensada para acesso rápido, com linguagem clara e dados úteis. A base poderá ser integrada ao sistema de urgência que já é utilizado pelo Corpo de Bombeiros”, destacou o coordenador de Tecnologia da Informação da SES, Marcos Espíndola. A superintendente de Saúde Digital, Márcia Tomasi, reforçou que o trabalho é parte do compromisso da SES em garantir que a saúde acompanhe os eixos de desenvolvimento regional e integração internacional do Estado. “Essa é uma agenda estratégica para Mato Grosso do Sul. Estamos conectando vigilância, atenção, urgência e tecnologia da informação em uma proposta que beneficia não apenas quem vive nas cidades da rota, mas também os que circulam por ela. A saúde precisa estar presente onde o desenvolvimento avança, e esse é o papel da SES”, afirmou. “Esse trabalho tem impacto direto no cuidado com a população e no planejamento regional. Estamos integrando áreas da SES — como Vigilância, Urgência, Atenção e Saúde Digital — para entregar uma solução baseada em evidências, com foco em organização da rede e acesso qualificado à saúde”, afirmou a superintendente de Atenção à Saúde, Angélica Congro. Participaram ainda da reunião as superintendências de Atenção à Saúde, Vigilância em Saúde, Saúde Digital, Assessoria Técnica Médica da SES e representantes do Corpo de Bombeiros e da Semadesc. A apresentação da solução consolidada está prevista para o dia 30 de agosto, durante fórum técnico que reunirá ações estratégicas do Estado no contexto do Corredor Bioceânico. A expectativa é que, além da saúde, a plataforma possa futuramente agregar outros serviços de interesse público, como segurança, abastecimento e apoio logístico. Danúbia Burema, Comunicação SES








