Mato Grosso do Sul tem avançado de forma consistente na recuperação de pastagens degradadas e na consolidação de uma agropecuária mais produtiva, sustentável e alinhada às exigências dos mercados nacional e internacional.Em 2023, Mato Grosso do Sul possuía cerca de 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas passíveis de recuperação, conforme dados do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD). Esse cenário está associado, principalmente, à histórica expansão da pecuária extensiva, caracterizada por baixa taxa de lotação animal, manejo inadequado e ausência de reposição de nutrientes ao solo, fatores agravados pela predominância de solos arenosos e por longos períodos de seca. Entretanto, relatório recente elaborado pela Coordenadoria de Agricultura da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com base em dados do MapBiomas, aponta que, nos últimos anos, as áreas de pastagens com baixo vigor apresentaram redução significativa, passando de 6,2 milhões de hectares em 2010 para 2,9 milhões em 2024, uma queda de aproximadamente 52% no Estado. A redução é atribuída à adoção de novas tecnologias, ao fortalecimento das práticas de conservação do solo e à implementação de sistemas produtivos mais sustentáveis, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que atualmente supera 3,6 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul. Parte dessas áreas ainda está localizada no Pantanal, em regiões de campo nativo inseridas em zonas de uso restrito, consideradas áreas de resguardo ambiental e não passíveis de alteração, conforme a legislação ambiental vigente. Além disso, as análises baseadas em imagens de satélite sofrem influência da sazonalidade, especialmente em períodos de estiagem, o que pode impactar os índices de vegetação e a interpretação dos resultados relacionados ao vigor das pastagens. Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEMADESC), Jaime Verruck, o desafio vem sendo enfrentado com políticas públicas estruturantes e integração entre governo, produtores e setor produtivo. “Mato Grosso do Sul tem clareza do tamanho do desafio, mas também das oportunidades. A recuperação de pastagens degradadas é estratégica para aumentar a produtividade, reduzir a pressão por abertura de novas áreas e fortalecer uma agropecuária de baixa emissão de carbono. Estamos atuando com planejamento, base técnica e instrumentos financeiros para apoiar o produtor rural nessa transição”, destacou Verruck. Um destes instrumentos é o Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO) que no ano passado destinou mais de R$ 500 milhões somente em projetos de correção do solo e recuperação de pastagens dentro da modalidade FCO Rural. Na reforma de pastagens foram mais de R$ 180 milhões em 93 cartas consulta, e quase R$ 400 milhões em 170 projetos de correção do solo. “A melhoria nestes índices está relacionada a adoção de novas tecnologias e investimentos na recuperação das pastagens e correção do solo. Temos políticas públicas e obviamente estamos usando o Fundo Constitucional do Centro-Oeste que tem sido o grande financiador de recuperação de áreas degradadas”, complementou. Programas estruturantes impulsionam recuperação e produtividade O Governo do Estado atua de forma integrada por meio de programas como o Plano Estadual de Manejo e Conservação de Solo e Água (PROSOLO), que promove práticas conservacionistas, a recuperação da fertilidade do solo, a restauração de áreas afetadas por processos erosivos e a adequação de estradas vicinais, em parceria com prefeituras e produtores rurais. O Precoce MS incentiva a produção de carne bovina de alta qualidade, oferecendo bonificações aos produtores que adotam, entre outros itens, práticas de manejo sustentável das pastagens, a diversificação de espécies forrageiras, a reposição adequada de nutrientes e a análise da fertilidade do solo. Outro eixo estratégico é o Programa Estadual de Irrigação – MS IRRIGA, que incentiva o uso racional da água e a adoção de tecnologias de irrigação sustentáveis, possibilitando a recuperação e a intensificação de áreas agropecuárias, inclusive de pastagens. O Plano Estadual ABC+ também tem papel central nesse processo, ao estimular a adoção de tecnologias sustentáveis, como sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), plantio direto, uso de bioinsumos, manejo de resíduos e a intensificação sustentável da pecuária, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa. “Hoje, Mato Grosso do Sul é referência nacional em sistemas de ILPF, com mais de 3,6 milhões de hectares implantados. Isso mostra que é possível produzir mais, com eficiência, sustentabilidade e segurança ambiental, atendendo às demandas do mercado e da sociedade”, finalizou Jaime Verruck. Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Saúde de MS quer manter maior cobertura vacinal do país e ampliar leitos em hospitais regionais
Saúde pública de qualidade é prioridade da gestão estadual. Nesta quinta-feira (5) o governador Eduardo Riedel assinou contrato de gestão com a SES (Secretaria Estadual de Saúde). Entre as principais metas está o desafio de manter maior cobertura vacinal do país, assim como promover a reestruturação dos hospitais regionais do Estado. Na reunião a pasta apresentou 15 projetos, com 40 entregas previstas ao longo do ano. Entre as principais está a contratualização com empresa que vai conduzir a PPP (Parceria Público-Privada) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul). “Um destaque principal está a questão da contratualização com a operadora que venceu o leilão da PPP do Hospital Regional. Esse é um grande desafio que começa a partir desse ano. Esperamos que até princípio de março seja assinado o contrato e se iniciam os trabalhos nesta parceira privada”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões. Outra proposta é o projeto de ampliação do Hospital Regional de Três Lagoas. “Há uma expectativa da construção de mais um prédio ampliando o número de leitos (120 novos leitos). O hospital vem desempenhando bem na produção hospitalar, mas diante do amplo desenvolvimento econômico que está ocorrendo na região leste, nós nos preocupamos em ampliar a capacidade. Então a gente espera que o projeto de ampliação esteja pronto até o final do ano”. Simões também citou a entrega da última ala de internação do Hospital Regional de Dourados. “São mais 100 leitos, com uma unidade coronariana e um aparelho de hemodinâmica, no qual será o primeiro (aparelho) 100% SUS (Sistema Único de Saúde) de todo Conesul”. Destaque nacional Outro desafio firmado no contrato de gestão é manter a posição de Mato Grosso do Sul como o estado com maior cobertura vacinal do Brasil. “Ano passado ficamos em primeiro lugar em toda a União. Nosso foco é manter esse lugar a partir da implantação dos vacina móvel, que são 10 unidades móveis de vacinação que servirão para cobrir todo o Estado, inclusive comunidades que não estão na cidade, entre eles ribeirinhos, assentamentos, quilombolas pra que eles possam ter acesso a também a cobertura vacinal”. Também foi equipado todas as unidades básicas de saúde com salas de vacina novas. “Nós pretendemos oferecer uma estrutura para que todos os municípios possam manter a sua capacidade de dar a maior cobertura possível de vacinação”, completou o secretário. O Contrato de Gestão é um programa de sucesso nacional, com 11 anos de história. Ele define os projetos e metas de cada secretaria para o ano. O objetivo é construir propostas inovadoras que vão melhorar os serviços públicos, com resultados diretos na vida do cidadão. Leonardo Rocha, Comunicação Governo de MS
Defesa Civil de Mato Grosso do Sul se mobiliza após municípios serem afetados por chuvas intensas
Vários municípios de Mato Grosso do Sul vem enfrentando neste início de fevereiro os efeitos das chuvas intensas, com registros de alagamentos e elevação do nível de rios, causando danos à infraestrutura rural e urbana. Diante desse cenário a Defesa Civil Estadual mantém permanente acompanhamento da situação, atuando com apoio às defesas civis municipais. Entre os municípios mais impactados está Corguinho, onde o grande volume de chuva concentrado em curto período provocou alagamentos, danos em estradas, comprometimento de pontes e prejuízos em áreas urbanas. Em razão da situação, o município decretou situação de emergência. A Defesa Civil de Mato Grosso do Sul acompanha o caso em tempo real, com o apoio técnico e monitorando a evolução do cenário por meio do DGRD (Departamento de Gestão de Riscos e Desastres) e da Seção de Monitoramento e Alertas. O mesmo se repete no município de Terenos, onde a área urbana – distante do rio – segue preservada, mas há ocorrências na área rural. Já no município de Aquidauana as chuvas ocasionaram a elevação do nível do rio Aquidauana, mantendo o município em estado de atenção. Até o momento não há registro de transbordamento em área urbana, e o monitoramento hidrológico segue de forma contínua. Ali, existe uma atenção especial diante do alerta de emergência recente emitido pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), que se estende para os distritos de Camisão e Piraputanga, além de Palmeiras, distrito de Dois Irmãos do Buriti. O mesmo ocorre em Coxim. Campo Grande e apoio humanitário em Corumbá Em Campo Grande, foram registrados alagamentos pontuais em sete bairros, principalmente em vias públicas urbanas importantes. A atuação ocorre de forma integrada com a Defesa Civil municipal, que realiza atendimento às ocorrências e o monitoramento das áreas consideradas de risco. No município de Corumbá, afetado por fortes chuvas no fim de janeiro e início de fevereiro, a Defesa Civil prestou apoio humanitário, com articulação logística, suporte técnico e auxílio na distribuição de itens de primeira necessidade às famílias atingidas por alagamentos e enxurradas. A Defesa Civil Estadual segue em estado de prontidão, com monitoramento constante das condições meteorológicas e hidrológicas em todo o Estado. A orientação à população é para que evite áreas de risco, permaneça atenta aos alertas oficiais e siga as recomendações das autoridades locais. Elaine Paes, Comunicação Segov
Alerta de emergência é emitido para o distrito de Palmeiras após elevação do nível do rio Aquidauana
Após dois alertas serem emitidos para Aquidauana e Coxim devido a elevação dos rios Aquidauana e Taquari, respectivamente, o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), por meio da Sala de Situação do GRH (Gerenciamento de Recursos Hídricos), emitiu novo o Aviso de Evento Crítico. Dessa vez o risco foi detectado no distrito de Palmeiras, no território municipal de Dois Irmãos do Buriti. Ali, passa o rio Aquidauana, onde foi verificada elevação considerável do nível também naquele trecho. O comunicado foi registrado às 22h40 desta terça-feira (4). De acordo com as medições realizadas pela Plataforma de Coleta de Dados (PCD), o rio atingiu a cota de 661 centímetros às 22h30, superando o nível de emergência estabelecido em 650 centímetros, considerado patamar de inundação. A situação representa potencial para danos materiais significativos e riscos à integridade da população ribeirinha. O Imasul aponta que o aumento do volume do Rio Aquidauana está diretamente relacionado às chuvas registradas desde o último fim de semana na região. Mesmo com a previsão de redução do acumulado nos próximos dias, ainda são esperadas pancadas de chuva na bacia hidrográfica. Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) de Mato Grosso do Sul, há previsão de continuidade das precipitações entre os dias 4 e 5 de fevereiro de 2026. O cenário é reforçado por avisos meteorológicos nacionais: o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alerta com grau de severidade ‘perigo’ para o período. O CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) classificou a previsão de chuvas intensas como nível 2 para a mesma janela de tempo. Invasão de áreas próximas ao rio Com a elevação do nível, já foi observado o início do processo de invasão das águas em áreas lindeiras ao curso do rio, o que pode agravar o cenário caso as chuvas persistam e a vazão continue aumentando. O gerente de Recursos Hídricos do Imasul, Leonardo Sampaio, destacou que a situação exige atenção contínua das autoridades e da população local. “Estamos acompanhando o comportamento do rio em tempo real por meio das plataformas de monitoramento. O nível já ultrapassou a cota de emergência e pode provocar alagamentos em áreas ribeirinhas. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais e siga as recomendações da Defesa Civil”, afirmou. O diretor-presidente do Imasul, André Borges, ressaltou que o trabalho integrado entre os órgãos públicos é fundamental para reduzir riscos e proteger vidas. “Esse tipo de evento exige resposta rápida e articulada. O Imasul mantém o monitoramento permanente das bacias hidrográficas e já atua em conjunto com a Defesa Civil e demais instituições para antecipar medidas preventivas, minimizar impactos e garantir a segurança da população”, declarou. Comunicação Imasul
El Niño eleva risco de fogo no Pantanal, e MS assegura resposta estratégica com bases avançadas, aeronaves e tecnologia
A influência do fenômeno climático El Niño em Mato Grosso do Sul neste ano vai intensificar a possibilidade de ocorrências de incêndios florestais nos biomas do Estado, como o Cerrado, a Mata Atlântica e, especialmente, o Pantanal. O El Niño interfere no regime de chuvas e no padrão de temperatura e de ventos, elevando consideravelmente o risco de fogo na região. Em Mato Grosso do Sul o fenômeno atua de forma direta, deixando as temperaturas mais quentes – situação que em 2026 tem previsão de ocorrer durante o inverno – e provoca também irregularidades de chuva. Diante de tal cenário, o Estado já conta com uma estrutura de resposta ágil, que envolve tecnologia, mobilização com aeronaves e por terra nas bases avançadas, além de um planejamento com ações estratégicas de prevenção e combate aos focos. A meteorologista Valesca Fernandes, do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), explica que em todo o Estado, a situação deve se agravar nos próximos meses, após período de chuvas abaixo do esperado até janeiro. Mesmo com mudança do cenário desde o início de fevereiro, quando alguns municípios já superaram a média de chuva esperada para todo o mês, a situação ainda é de alerta. Os dados são consolidados a partir do monitoramento de 48 municípios, com informações da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) e Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). “Em relação ao El Niño, a época é de condições de neutralidade para o trimestre de fevereiro, março e abril. Porém, no segundo semestre, há um indício de retorno do fenômeno e que pode favorecer a ocorrência de temperaturas acima da média e as ondas de calor”, explica Valesca, que completa. “Essa situação casa exatamente durante o período seco, que seria quando a gente tem a umidade muito baixa. As condições das altas temperaturas, ondas de calor, baixo valor de umidade relativa do ar, todo esse cenário pode intensificar o aumento para a ocorrência de incêndios florestais”. O aumento dos eventos severos é uma das principais características causadas pelo El Niño, que interferiu na ocorrência das temperaturas mais quentes já registradas, entre 2023 e 2025. A previsão, de acordo com o Cemtec, é de que o El Niño deve se desenvolver entre o fim do outono e o início do inverno. De forma geral, o El Niño também vai influenciar o próximo período seco, que deve ser de chuvas irregulares e insuficientes, abaixo da média histórica. Capacidade de resposta Diante do cenário, o Governo de Mato Grosso do Sul tem previamento preparado ações de prevenção e combate aos incêndios florestais, para resposta ágil e eficiente em todos os biomas. O trabalho do Corpo de Bombeiros é realizado por terra e ar, com utilização de aeronaves para combate às chamas em locais de difícil acesso e transporte de equipes. A atuação também conta com uso de tecnologia, sendo os drones e as análises de georreferenciamento importantes aliadas para tornar o trabalho de controle e extinção do fogo mais efetivo. Na Operação Pantanal 2025, houve registro de redução expressiva no número de focos de calor e área queimada pelo fogo. A área queimada foi de pouco mais de 202,6 mil hectares em Mato Grosso do Sul, volume inferior ao registrado em 2024, quando mais de 2,3 milhões de hectares foram consumidos pelas chamas. Em ambas as situações, a atuação do Governo do Estado foi essencial para controle e extinção do fogo, com trabalho preventivo. A redução histórica resulta de um conjunto de fatores, incluindo a maior conscientização da população, o fortalecimento da atuação interinstitucional, a eficácia na resposta rápida aos focos de incêndios, além da qualificação técnica das equipes, com quase 1 mil brigadistas formados no ano passado, além de condições climáticas ligeiramente mais favoráveis, mesmo diante do déficit hídrico persistente. A atuação do Corpo de Bombeiros Militar na fase de preparação, com manejos preventivos do fogo, capacitações de bombeiros militares e formação de brigadistas, além do trabalho essencial realizado desde 2024 com instalação de bases avançadas no Pantanal, desempenharam papel essencial no tempo de resposta das equipes. Base avançada dos Bombeiros no Amolar contribui para atuação eficiente nos combates aos incêndios Já na fase operacional, os Bombeiros monitoraram 924 eventos de fogo detectados por satélite e combateram diretamente 88 deles, resultando em 1.105 ações de combate. No total, 1.298 militares foram mobilizados, com apoio de 60 viaturas para atender 4.391 ocorrências registradas, a maioria em regiões urbanas ou periurbanas. “É importante ressaltar que, ao longo de todo o ano, o Corpo de Bombeiros manteve um padrão consistente de qualidade no trabalho. Com as equipes em campo, nos ciclos da operação, em diversos casos conseguimos combater os focos de incêndio antes mesmo de serem registrados pelos sistemas de monitoramento via satélite”, explicou o subdiretor de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Cidadania lança Central de Orientação para levar políticas públicas e transformação local aos 79 municípios de MS
Com o objetivo de fortalecer a presença das políticas públicas em todo o Mato Grosso do Sul, a SEC (Secretaria de Estado da Cidadania) acaba de lançar a Central de Orientação à Cidadania e Gestão Pública, uma iniciativa estratégica voltada a garantir que as 79 cidades sul-mato-grossenses tenham suporte técnico e institucional para implementar ações que promovam a cidadania de forma efetiva e descentralizada. A proposta da pasta é clara: promover uma cidadania ativa, participativa e transformadora, em que o cidadão tem voz e presença nas decisões que impactam sua vida. “Cidadania é o direito de viver com dignidade, com acesso à saúde, educação, cultura, segurança e oportunidades. E tudo isso ganha força quando a população é ouvida”, ressalta a secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza. Além de suporte técnico e institucional, a Central oferece orientação estratégica a gestores públicos municipais, vereadores(as), conselhos, lideranças comunitárias, organizações da sociedade civil, grupos sociais e cidadãos interessados. Viviane Luiza destaca o papel estratégico de representantes locais como mediadores entre as demandas da sociedade e a gestão pública. Segundo a titular da SEC, essa atuação é essencial para municipalizar a cidadania, seja na proposição de leis, na fiscalização dos recursos destinados às ações sociais, no incentivo aos conselhos de direitos ou no fortalecimento do diálogo entre comunidades e órgãos estaduais. A secretária explica ainda que Mato Grosso do Sul conta com uma estrutura preparada para apoiar esse trabalho. “Com a Central de Orientação, temos ferramentas e uma equipe qualificada para atuar junto aos municípios, fomentando o municipalismo ativo por meio da cidadania. Nosso objetivo é fortalecer as políticas públicas locais, com foco na inclusão, na equidade, na valorização das diversidades e, principalmente, na promoção do desenvolvimento humano, do protagonismo local e da prosperidade nos territórios”, afirma. Do município de Ribas do Rio Pardo, o secretário de Esporte e Juventude, Charlin Castro, é um dos servidores públicos que têm colhido os frutos desse trabalho da Cidadania. “É muito importante destacar que o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cidadania, tem diversos mecanismos à disposição dos municípios. Por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude, por exemplo, capacitamos mais de 40 jovens aqui em nossa cidade para participar dos nossos conselhos municipais, por meio do Capacita PPJ, uma ação incrível da Secretaria da Cidadania”, compartilha. O secretário de Esporte, Turismo e Cidadania de Camapuã, Jerson Júnior, conheceu de perto o trabalho da Central. Em visita à SEC, o gestor enfatiza que a ferramenta vai facilitar o trabalho dos municípios, transformando a vida da população que está na ponta. “Falo, como gestor de uma pasta de uma cidade pequena, que a maior dificuldade está no conhecimento. A gente sabe que a gestão pública tem a parte burocrática, como prazos e documentação, e, com certeza, teremos na Central um ponto de auxílio para termos mais agilidade para desenvolver projetos e colocá-los em prática, efetivamente.” Para acessar Para utilizar os serviços da Central de Orientação à Cidadania e Gestão Pública, não há exigência formal de convênio ou termo de adesão. No entanto, é necessário estar vinculado à gestão pública municipal, a conselhos de direitos, a organizações da sociedade civil ou a coletivos e grupos sociais, ou ser cidadão(ã) interessado(a) em obter orientações sobre políticas públicas de cidadania em seu município. A Central se articula com os quatro pilares da gestão do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, destacando, em cada pilar: E ainda está alinhada ao Programa Cidadania em Rede, especialmente nos eixos de capacitação continuada, inserção econômica, participação social e fortalecimento da rede de atendimento, governança e intersetorialidade, além de contribuir diretamente para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, com destaque para os ODS: ODS 4 – Educação de qualidade; ODS 5 – Igualdade de gênero; ODS 10 – Redução das desigualdades; ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis; ODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes; ODS 17 – Parcerias e meios de implementação. Confira aqui como solicitar atendimento. Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania
Dentista gratuito em Mato Grosso do Sul: saiba como acessar esse serviço pelo SUS
Dor de dente não pode esperar. Uma gengiva que sangra, uma lesão que não cicatriza ou a necessidade de uma prótese dentária impactam diretamente na alimentação, na fala, na autoestima e até nas oportunidades de trabalho. O que muita gente ainda não sabe é que o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece uma rede estruturada de atendimento odontológico — que começa na unidade básica e pode chegar a serviços especializados e hospitalares. Em Mato Grosso do Sul, a rede de saúde bucal é organizada e fortalecida com apoio direto da coordenadoria de Saúde Bucal da SES (Secretaria de Estado de Saúde), que atua de forma contínua e colaborativa junto aos municípios para ampliar o acesso e qualificar o atendimento à população. Como funciona a rede em MS A porta de entrada para os serviços odontológicos é a APS (Atenção Primária à Saúde), por meio das Equipes de Saúde Bucal presentes nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e nas UOMs (Unidades Odontológicas Móveis). É ali que o cidadão pode agendar consultas, realizar restaurações, extrações, limpeza, orientações preventivas e receber acompanhamento regular. Quando há necessidade de procedimentos mais complexos — como tratamento de canal, cirurgias orais, atendimento a pacientes com necessidades especiais ou confecção de próteses — o usuário é encaminhado para os CEOs (Centros de Especialidades Odontológicas) ou para os Serviços de Especialidades em Saúde Bucal. Em situações específicas, o cuidado pode envolver a rede hospitalar. Por trás dessa estrutura está um trabalho técnico permanente. A coordenadoria de Saúde Bucal da SES apoia os municípios desde a adesão e implantação das estratégias da rede, orienta sobre fluxos de atendimento, organização dos serviços e integração com os demais pontos da rede de atenção à saúde. Também realiza o cofinanciamento de equipes de saúde bucal e CEOs, viabilizando repasses fundo a fundo para melhorar estrutura e funcionamento dos serviços. “O nosso papel, enquanto Estado, é garantir que os municípios tenham suporte técnico e financeiro para ofertar um atendimento cada vez mais resolutivo. Trabalhamos para organizar a rede, qualificar os profissionais e assegurar que o cidadão encontre no SUS um cuidado integral, que vai da prevenção ao tratamento especializado”, destaca o coordenador de Saúde Bucal da SES, Lucas Moura de Oliveira. O acompanhamento é contínuo: são monitorados indicadores de produção, qualidade dos registros nos sistemas oficiais e desempenho das equipes. O Estado também elabora notas técnicas, manuais e diretrizes assistenciais, orientando desde a carga horária dos profissionais até o cadastro correto das unidades no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde). Inovação e cuidado especializado Mato Grosso do Sul também tem investido em estratégias específicas. Entre elas está a organização da odontologia hospitalar e o apoio técnico para municípios que ofertam ou desejam implantar atendimento odontológico com sedação. Outro destaque é o serviço de Tele-Estomatologia, que auxilia no diagnóstico precoce de lesões suspeitas de câncer bucal. A ferramenta amplia o acesso ao especialista, reduz o tempo de espera e fortalece a linha de cuidado oncológico. “A Tele-Estomatologia é uma ferramenta estratégica, porque encurta distâncias e contribui para o diagnóstico precoce do câncer bucal, que faz toda a diferença no prognóstico do paciente. Nosso objetivo é que nenhum caso suspeito deixe de ser avaliado por falta de acesso ao especialista”, reforça Lucas. A atuação estadual inclui ainda apoio às ações de saúde bucal no sistema prisional, garantindo orientações técnicas, insumos e organização do cuidado para essa população. Anualmente, é realizado o levantamento epidemiológico conhecido como CPOD (Cariado, Perdido e Obturado em Dentes Permanentes), que subsidia o planejamento das ações e o fornecimento de kits de higiene bucal destinados às estratégias de promoção e prevenção desenvolvidas nos municípios. Viagens técnicas também fazem parte da rotina da Coordenadoria, promovendo diálogo direto com prefeitos, secretários municipais de saúde e coordenadores de saúde bucal para fortalecer a rede e ajustar estratégias conforme a realidade local. O resultado é uma relação baseada em cooperação técnica e financeira, monitoramento, educação permanente e inovação — sempre com foco na ampliação do acesso e na melhoria da qualidade do cuidado oferecido à população. Como o cidadão pode acessar os serviços O caminho é simples: Em caso de dúvidas, a orientação é procurar a Secretaria de Saúde do seu município para verificar a disponibilidade dos serviços na sua região. Do estado para o Brasil: o que é o Brasil Sorridente? A política que organiza a saúde bucal no SUS em todo o país é conhecida como Brasil Sorridente. Criado em 2004, o programa integra a Política Nacional de Saúde Bucal e estabelece diretrizes para ampliar o acesso, reduzir desigualdades e garantir atendimento desde ações preventivas até tratamentos especializados. O Brasil Sorridente está presente em todos os níveis de atenção à saúde — da atenção básica à média e alta complexidade — e dialoga com diversas políticas do Ministério da Saúde, como o Programa Saúde na Escola, ações voltadas às pessoas com deficiência, saúde do trabalhador, vigilância ambiental e fluoretação das águas de abastecimento público. Entre as principais metas estão: Na prática, isso se traduz no fortalecimento das Equipes de Saúde Bucal, na expansão dos Centros de Especialidades Odontológicas e na atuação dos Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias em todo o país. A saúde bucal vai muito além da estética. Está relacionada à prevenção de infecções, ao diagnóstico precoce de doenças como o câncer de boca e à qualidade de vida em todas as idades. Entender como funciona a rede e saber por onde começar é o primeiro passo. No SUS, esse caminho começa na unidade básica — e pode transformar não apenas um sorriso, mas a saúde como um todo. Kamilla Ratier, Comunicação SES
Sistemas do Detran são normalizados em todas as agências de Mato Grosso do Sul
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) informa que seus sistemas foram normalizados e o atendimento será restabelecido em todas as agências do Estado nesta quinta-feira (5). Os cidadãos que tinham agendamento para quarta-feira (4) em Campo Grande e não conseguiram ser atendidos em razão da indisponibilidade temporária dos sistemas, poderão procurar a agência ao longo do decorrer da semana, sem necessidade de novo agendamento. Não haverá cobrança de multa de recibo e, nos casos em que a vistoria esteja vencida, ela será revalidada. O Detran-MS reforça que nenhum cidadão terá qualquer tipo de prejuízo. O órgão informa ainda que os canais digitais, como a atendente virtual Glória, via WhatsApp pelo número (67) 3368-0500, o Portal de Serviços e o aplicativo Meu Detran MS, também voltaram a funcionar, podendo apresentar, pontualmente, pequenas instabilidades durante o processo de reinicialização. Para evitar novos episódios, a Diretoria de Tecnologia do Detran-MS já está implementando uma solução permanente, com o objetivo de impedir a recorrência dessa mesma falha no equipamento. O Detran-MS agradece a compreensão de todos e reafirma seu compromisso com a transparência e com a prestação de um atendimento cada vez mais acessível à população. Mireli Obando, Comunicação Detran
Secretaria de Estado de Saúde formaliza adesão e HRD passa a integrar Rede Nacional de UTIs Inteligentes
O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), assinou o Termo de Adesão e Compromisso à Rede Nacional Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão, no eixo de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) Inteligentes, iniciativa do Ministério da Saúde que conecta hospitais estratégicos para qualificar o cuidado intensivo no SUS (Sistema Único de Saúde). Com a formalização, o HRD (Hospital Regional de Dourados) passa oficialmente a integrar a rede nacional, após ter sido escolhido pelo Ministério da Saúde como unidade participante. Segundo o termo de adesão enviado pelo Ministério da Saúde, a escolha do hospital é feita, entre outros critérios, “considerando o papel deste hospital como unidade estratégica da Rede, com a responsabilidade na adoção, disseminação e consolidação de práticas baseadas em tecnologias digitais, inteligência artificial, telessaúde e integração de dados clínicos”. A adesão à Rede Nacional de UTIs Inteligentes dialoga diretamente com o perfil tecnológico do Hospital Regional de Dourados, que já nasceu 100% digital. Desde o início das atividades, ele opera com sistemas informatizados que integram todas as etapas do cuidado, do agendamento às internações, passando pelo prontuário eletrônico, checagem eletrônica à beira-leito e acesso digital a exames. Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, a assinatura do termo que oficializa a inserção de MS no seleto rol nacional marca um avanço concreto para o Estado. “A UTI Inteligente vai permitir decisões clínicas mais rápidas e precisas, ampliando a segurança e a qualidade do cuidado intensivo. É um passo histórico para o HRD e para o SUS em Mato Grosso do Sul”, afirmou. HRD 100% digital se alinha à transformação nacional do SUS Conforme o Ministério da Saúde, a Rede Nacional de UTIs Inteligentes será composta, nesta 1ª etapa, por 14 hospitais de 13 estados, abrangendo todas as regiões do país. O foco serão as especialidades de cardiologia e neurologia. Elas funcionarão de forma interligada em hospitais de: Manaus (AM), Belém (PA), Salvador (BA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Dourados (MS), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). Essas unidades de alta precisão terão serviços totalmente digitais, com monitoramento contínuo, integração entre equipamentos e sistemas de informação. A tecnologia auxiliará na previsão de agravos, apoiará decisões clínicas, otimizará avaliações e permitirá a troca de conhecimento entre especialistas em diferentes regiões. Também estarão conectadas a uma central de pesquisa e inovação. “A iniciativa coloca o Hospital Regional de Dourados no centro de uma estratégia nacional de transformação do cuidado intensivo, com mais segurança, tecnologia e qualidade assistencial”, ressalta a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro. Benefícios para os pacientes Entre os resultados esperados da UTI Inteligente no campo de atenção à saúde, estão: melhoria dos desfechos clínicos em pacientes críticos; redução da morbimortalidade e de eventos adversos evitáveis; otimização do tempo de internação e uso de recursos; e ampliação do acesso a especialistas por meio da telessaúde. O documento traz ainda que, no campo da inovação, espera-se a consolidação de um modelo assistencial sustentável, escalável e replicável no SUS. Segundo a Diretora Geral do HRD, Andréia Alcântara, integrar a Rede Nacional de UTIs Inteligentes, reforça o papel do hospital, uma unidade da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, na estratégia de modernização do SUS. “Essa adesão demonstra que o HRD está preparado para operar em um modelo de cuidado intensivo mais inteligente, integrado e seguro. É um avanço que amplia a cooperação entre instituições, fortalece decisões clínicas e projeta Mato Grosso do Sul no cenário nacional da saúde de alta precisão”, destacou. Danúbia Burema, Comunicação SES








