Mato Grosso do Sul vai receber a vacina contra a chikungunya como parte da estratégia piloto do Ministério da Saúde. A inclusão ocorre após solicitação formal da SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), motivada pelo cenário epidemiológico registrado em Dourados, especialmente em território indígena. Antes mesmo da confirmação do envio das doses, o Estado já havia estruturado uma resposta técnica para pleitear a participação na estratégia nacional, inicialmente restrita a poucos municípios brasileiros. O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, destacou que a inclusão de Mato Grosso do Sul é resultado desse trabalho antecipado.“Desde o início, acompanhamos o avanço da chikungunya no Estado e, diante do agravamento do cenário em Dourados, estruturamos uma resposta técnica consistente para garantir a inclusão de Mato Grosso do Sul. Essa é uma medida baseada em evidências e na necessidade de ampliar a proteção da população”, afirmou. Estratégia piloto e articulação estadual A vacina contra a chikungunya já foi aprovada pela Anvisa e está em fase 4 de monitoramento, etapa que avalia a efetividade em condições reais de uso. No Brasil, o imunizante está sendo utilizado de forma controlada, dentro de uma estratégia piloto conduzida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Butantan, já implementada em municípios selecionados de diferentes estados. A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou que a inclusão do Estado foi construída de forma integrada entre as áreas técnicas da SES.“Essa é uma construção coletiva, que envolveu as equipes de imunização, vigilância e assistência. Trabalhamos de forma coordenada para apresentar um cenário técnico consistente, que demonstrasse a necessidade e a capacidade do Estado em participar dessa estratégia”, afirmou. Critérios técnicos e prioridade para Dourados A definição dos municípios que recebem a vacina segue critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, como situação epidemiológica, capacidade operacional e estrutura de vigilância. Nesse contexto, Dourados se enquadra como área prioritária, especialmente pelo impacto da doença nas comunidades indígenas. A Coordenadora de Imunização, Ana Paula Goldfinger, explicou que Mato Grosso do Sul não estava entre os territórios inicialmente contemplados.“Foram selecionados municípios em outros estados e, naquele momento, Mato Grosso do Sul não havia sido incluído. Por isso, elaboramos um documento técnico conjunto, envolvendo imunização e arboviroses, para demonstrar que o Estado reúne os critérios necessários para participação na estratégia”, destacou. Segundo ela, o cenário recente foi determinante para reforçar a solicitação.“A emergência no território indígena de Dourados, com ocorrência de óbitos por chikungunya, reforçou o pedido de inclusão com prioridade para a aldeia, considerando o risco e a necessidade de resposta rápida”, completou. Treinamento e início da vacinação O Ministério da Saúde já confirmou o envio de equipes para capacitação dos profissionais de saúde em Mato Grosso do Sul. A estratégia terá início pela população indígena, com treinamento específico nos territórios, voltado aos profissionais que atuam diretamente nessas comunidades. O gerente de Imunização, Frederico Moraes, destacou a importância da preparação das equipes.“O treinamento é fundamental para garantir a aplicação segura da vacina e o correto monitoramento dos casos, conforme os protocolos estabelecidos. A estratégia começa pela população indígena justamente pelo cenário epidemiológico mais sensível”, explicou. Além disso, o Instituto Butantan também realizará treinamento com equipes de sala de vacina no Estado, com agenda prevista para a próxima semana, reforçando a organização da rede para o início da vacinação. Perspectivas e ampliação Por se tratar de uma estratégia piloto, a vacinação contra a chikungunya ainda ocorre de forma restrita e monitorada no país. A expectativa é que, a partir dos resultados obtidos, haja ampliação progressiva da oferta do imunizante no SUS. Danúbia Burema e André Lima, Comunicação SES
Polícia Civil atualiza protocolo de atendimento a mulheres vítimas de violência em MS
O Governo do Estado, por meio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), publicou, nesta sexta-feira (20), Portaria Normativa que aprova o Protocolo Institucional de Atendimento às Meninas e Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero, estabelecendo novas diretrizes obrigatórias para todas as unidades policiais do Estado. O documento foi elaborado por comissão interna, analisado tecnicamente por setores especializados e aprovado pela Delegacia-Geral, passando a ter caráter normativo e vinculante. A atualização do protocolo tem como objetivo padronizar o atendimento policial, garantir acolhimento humanizado, evitar a revitimização e fortalecer a proteção integral das vítimas, alinhando a atuação da Polícia Civil à legislação vigente, às diretrizes nacionais de enfrentamento à violência contra a mulher e às políticas públicas estaduais de proteção. De acordo com a nova Portaria, o protocolo deve ser observado por todas as unidades da Polícia Civil, incluindo Delegacias de Polícia, Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, Delegacias que possuem Sala Lilás e demais setores que realizam atendimento ou procedimentos relacionados a casos de violência doméstica e de gênero. O texto normativo estabelece regras claras sobre acolhimento da vítima, escuta qualificada, avaliação de risco, solicitação de medidas protetivas, coleta de provas, atuação em flagrante, encaminhamento à rede de proteção e monitoramento de casos considerados de alto risco, com prioridade para situações que possam evoluir para feminicídio. Entre os pontos considerados mais relevantes está a obrigatoriedade de atendimento humanizado, a prioridade no registro das ocorrências, o uso do Formulário Nacional de Avaliação de Risco, a adoção de medidas imediatas de proteção quando há ameaça à integridade da vítima e a atuação integrada com serviços de saúde, assistência social e órgãos de defesa dos direitos da mulher. O protocolo também reforça a importância das Salas Lilás, espaços destinados ao atendimento reservado e especializado, e determina que todas as unidades policiais adotem medidas para evitar exposição da vítima, impedir contato com o agressor e garantir privacidade durante o atendimento. Segundo o delegado-geral, Lupérsio Degerone Lucio, a atualização do protocolo representa um avanço institucional no enfrentamento à violência doméstica e de gênero, assegurando maior uniformidade de procedimentos, segurança jurídica aos policiais e, principalmente, mais proteção, dignidade e respeito às mulheres atendidas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Para a supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do CNJ e ouvidora nacional da Mulher, a desembargadora Jaceguara Dantas, o protocolo é essencial para a proteção dos direitos humanos das mulheres. “A iniciativa adota uma perspectiva interseccional desde a acolhida humanizada, com o objetivo de evitar a revitimização, prevendo, inclusive, intérpretes e mediadores para mulheres indígenas e com deficiência. Além disso, estabelece estratégias preventivas ao feminicídio, reafirmando o compromisso institucional com a proteção das mulheres”, afirmou a magistrada, que também é conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo ela, o normativo consolida medidas fundamentais, como a aplicação da Avaliação de Risco, a busca ativa em até 48 horas e a imediata apreensão cautelar de armas de fogo — ações relevantes para evitar a revitimização e interromper o ciclo da violência, especialmente em contextos de manifesta vulnerabilidade. “O protocolo instituído pela Polícia Civil está plenamente alinhado ao Plano Estadual de Segurança Pública, às diretrizes do Programa Protege e às metas estabelecidas no contrato de gestão da Sejusp firmado com a Delegacia-Geral. Um dos desdobramentos é a capacitação de todos os policiais que atuam no atendimento à violência doméstica, garantindo o cumprimento das diretrizes”, finalizou o secretário de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira. Comunicação PCMS
Encontro entre governadores marca entrega de anteprojeto de ponte entre MS e Paraná
Às margens do Rio Paraná, onde hoje a travessia ainda impõe limites logísticos e operacionais, dois estados dão um passo decisivo para encurtar distâncias e impulsionar o desenvolvimento regional. Neste sábado (21), os governadores Eduardo Riedel e Carlos Roberto Massa Junior se reuniram no Porto São José, em São Pedro do Paraná, para a entrega do anteprojeto de infraestrutura que prevê a construção de uma ponte ligando Mato Grosso do Sul ao Paraná. O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, destacou a integração entre estados e o impacto estratégico da ponte sobre o Rio Paraná para o desenvolvimento regional, durante agenda conjunta com lideranças do Paraná. “Somos estados irmãos, crescemos juntos e nos desenvolvemos juntos. E, sem dúvida nenhuma, estamos nos espelhando muito no que o Paraná conseguiu realizar, em um modelo de gestão que prioriza o desenvolvimento, a seriedade e o trabalho dedicado às pessoas.” O empreendimento é considerado estratégico para a mobilidade entre os dois estados e deve criar uma nova alternativa logística de integração regional, com impacto direto no escoamento da produção e no fortalecimento da economia local. Atualmente, o trajeto entre o Mato Grosso do Sul e o Noroeste do Paraná exige desvio por território paulista, passando pela barragem de Primavera, onde há tráfego lento e restrições de peso para caminhões. Riedel ressaltou que a obra representa mais do que uma ligação física entre os territórios, sendo um vetor de competitividade e crescimento econômico. “Essa é uma obra que simboliza tudo isso: integração, desenvolvimento e geração de oportunidades. Quando fazemos investimentos dessa natureza, estamos gerando emprego, renda e melhorando a vida das pessoas.” O governador também enfatizou que o projeto está inserido em um planejamento mais amplo de infraestrutura, garantindo a conexão completa entre os estados. Com a nova ligação, a expectativa é reduzir em até 130 quilômetros a distância até o Porto de Paranaguá, um dos principais corredores de exportação do país. O anteprojeto prevê investimento estimado de R$ 1,37 bilhão, contemplando tanto a construção da ponte quanto os acessos viários, com prazo de execução de aproximadamente 48 meses a partir da emissão da ordem de serviço. O governador do Paraná, Ratinho Júnior, destacou o simbolismo da ponte sobre o Rio Paraná como um marco histórico para a integração regional e o desenvolvimento econômico entre os estados. “Estamos vivendo um momento histórico para a região. Essa ponte é um sonho antigo, não apenas para o Paraná, mas também para o Mato Grosso do Sul, criando uma nova rota de desenvolvimento para os dois estados.” Ele ressaltou o esforço conjunto entre governos, setor produtivo e lideranças políticas para tirar projetos estruturantes do papel, citando outras obras emblemáticas viabilizadas durante sua gestão. O vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá, Rogério Yabiku, destacou o papel do associativismo e da mobilização empresarial na viabilização do projeto sob a ponte do Rio Paraná, ressaltando os impactos positivos para a logística e o desenvolvimento regional. “Ficou a nosso cargo esse projeto da ponte, uma obra que vai melhorar significativamente a logística e impulsionar toda a economia da região. O mais importante de tudo isso é entender que essa é a casa do empreendedor. Nenhuma empresa cresce sozinha, e nenhuma cidade ou região se desenvolve sem cooperação. Não é à toa que somos reconhecidos como a capital nacional do associativismo.” Ele lembrou o esforço conjunto entre lideranças políticas e o setor produtivo para tornar o projeto realidade, enfatizando as dificuldades superadas ao longo do processo. O vice-prefeito de São Pedro do Paraná, Elço Fabiano, que está no exercício do cargo de prefeito, destacou a importância do momento histórico para o município e a presença de autoridades estaduais no anúncio de novos investimentos para a região. O gestor ressaltou ainda o impacto das ações governamentais no desenvolvimento local, especialmente em infraestrutura e habitação. Participaram ainda do encontro o deputado estadual Roberto Hashioka, os secretários Guilherme Alcântara (Seilog) e Rodrigo Perez (Governo e Gestão Estratégica), e o ex-governador Reinaldo Azambuja, além de lideranças locais e prefeitos de regiões do Paraná e Mato Grosso do Sul. Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Procon reúne distribuidoras para avaliar situação dos combustíveis em Mato Grosso do Sul
O Procon Mato Grosso do Sul realizou, na quinta-feira (19), reunião com a participação de oito distribuidoras e transportadoras de combustíveis que atuam no Estado. Foram debatidas a composição e a majoração do preço dos combustíveis, além dos efeitos do conflito no Oriente Médio no segmento. Estiveram representadas as empresas Cenze, Ciapetro, Ipiranga, Royal Fic, Simarelli, Small, Taurus e Vibra Energia. Em comum, houve relatos sobre o aumento nos custos de frete marítimo e rodoviário, além da restrição da oferta de combustíveis diante do aumento da demanda. As empresas posicionaram que, diante da crise e da instabilidade no fornecimento das refinarias, têm aumentado as importações dos produtos, o que impacta diretamente no preço final pago pelos consumidores. Há, ainda, preocupações com o custo de reposição dos estoques, a fim de garantir o abastecimento. Conforme o secretário-executivo do Procon Mato Grosso do Sul, Antonio José Angelo Motti, o entendimento das especificidades do segmento permitirá adequar processos internos, como o de fiscalização. Notificações recomendatórias também serão enviadas às empresas, em modelo similar ao adotado com postos de combustíveis. “Precisamos atuar com justiça, em nome da defesa do consumidor e para preservar a verdade”, destaca Motti. O diretor-executivo do Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul), Edson Lazaroto, destaca que a oscilação diária do preço internacional do petróleo tem reflexos “praticamente imediatos” nos postos. Assim, o diálogo intermediado pelo Procon possibilita compreender melhor esse cenário para orientar a população com transparência e responsabilidade. Também participaram da reunião a procuradora do Estado e chefe da Coordenadoria Jurídica da PGE no Procon, Carla Cardoso Nunes da Cunha, o diretor do Procon Chapadão do Sul e presidente do Cogemodc-MS (Colegiado de Gestores Municipais de Proteção, Orientação e Defesa do Consumidor de MS), Walder de Freitas, assim como gestores das áreas de superintendência, atendimento, fiscalização, orientação, pesquisa e gestão de processos do Procon Mato Grosso do Sul. Kleber Clajus, comunicação Procon/MS
Coletiva na Câmara detalha avanço da chikungunya e reforça medidas emergenciais em Dourados
A Câmara Municipal de Dourados sediou, neste sábado (21), uma coletiva de imprensa para apresentar a atualização das ações de enfrentamento à epidemia de chikungunya no município. O encontro foi realizado no Plenarinho da Casa de Leis e reuniu autoridades municipais, estaduais e federais da área da saúde. Participaram da coletiva o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo; a coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica, Daniele Tebet; a secretária-adjunta da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé; o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stábeli; o médico e chefe de gabinete da presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rivaldo Venâncio da Cunha; a presidente da Câmara, vereadora Liandra da Saúde (PSDB), e dos vereadores Isa Marcondes, Sargento Prates e Alex Cadeirante. Durante a agenda, foi apresentado um panorama atualizado da situação epidemiológica, bem como as medidas já adotadas e os próximos encaminhamentos após a publicação do decreto de emergência em saúde pública pelo prefeito Marçal Filho. De acordo com os dados mais recentes da Vigilância Epidemiológica, Dourados registra 1.099 casos notificados de chikungunya, sendo 546 confirmados e 380 ainda em investigação. Até o momento, foram confirmados quatro óbitos causados pela doença, todos entre a população indígena, incluindo idosos e uma criança de três meses. No território indígena, o monitoramento aponta 909 casos prováveis e mais de mil notificações, evidenciando a rápida disseminação do vírus. Durante a coletiva, a presidente da Câmara, Liandra da Saúde, destacou o papel institucional do Legislativo no enfrentamento à crise sanitária. “A Câmara está cumprindo sua função de promover o diálogo, garantir transparência e aproximar a população das informações oficiais. Esse é um momento que exige união de esforços e respostas rápidas para conter o avanço da doença”, afirmou. A coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica, Daniele Tebet, ressaltou que o Governo do Estado acompanha a situação desde os primeiros registros da doença no município. “Desde o início estamos monitorando de perto a situação, especialmente nas reservas indígenas. De forma imediata, deslocamos nossas equipes para Dourados, com o objetivo de garantir uma resposta mais rápida e assertiva. Observamos que a concentração dos casos não está apenas nas aldeias, mas também na área urbana, o que exige atenção redobrada de toda a população. É fundamental que todos estejam em alerta e participem desse enfrentamento”, destacou. O diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stábeli, reforçou a importância da atuação direta da população no combate ao mosquito transmissor. “O enfrentamento à chikungunya passa, necessariamente, pelo cuidado dentro das casas. A eliminação de água parada em quintais, terrenos e recipientes é uma das medidas mais eficazes para interromper a cadeia de transmissão. Precisamos do engajamento de toda a população para reduzir os focos do mosquito e proteger vidas”, alertou. Já o médico e chefe de gabinete da presidência da Fiocruz, Rivaldo Venâncio da Cunha, chamou a atenção para as diferenças entre dengue e chikungunya, além dos grupos mais vulneráveis. “A chikungunya tem como principal característica dores articulares intensas e persistentes, que podem evoluir para quadros crônicos. Diferentemente da dengue, ela tende a causar maior impacto na qualidade de vida dos pacientes. É fundamental atenção especial aos grupos de risco, como idosos, gestantes e crianças, que podem apresentar complicações mais graves”, explicou. Representando a Secretaria de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé destacou a importância da atuação conjunta e o protagonismo da Câmara na articulação das ações. “A participação dos vereadores e a criação do comitê emergencial demonstram o compromisso do Legislativo com a população indígena. Essa atuação integrada é essencial para que as ações cheguem de forma mais rápida e eficaz às comunidades que mais precisam”, afirmou. O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, agradeceu o apoio das instituições e reforçou a importância do trabalho coletivo. “Esse é um momento de união. O fortalecimento do enfrentamento à chikungunya depende da atuação conjunta entre os entes públicos, instituições e, principalmente, da colaboração da população. Cada ação conta para reduzir o avanço da doença em nosso município”, destacou. Prevenção e combate ao mosquito As autoridades reforçaram que a principal forma de conter o avanço da chikungunya é eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti. Medidas simples, como evitar o acúmulo de água parada em recipientes, manter caixas d’água fechadas, limpar calhas e descartar corretamente materiais inservíveis, são fundamentais para reduzir a proliferação do vetor. A orientação também é para que, diante de sintomas como febre alta, dores intensas no corpo e nas articulações, a população procure imediatamente atendimento nas unidades de saúde. Comitê Emergencial de Apoio à Reserva Indígena O Comitê Emergencial de Apoio à Reserva Indígena de Dourados, articulado pela Câmara Municipal, reúne instituições públicas e sociedade civil para fortalecer o enfrentamento à crise sanitária nas aldeias. A iniciativa coordena ações emergenciais, como apoio humanitário, mobilização de doações e reforço na assistência à saúde, diante do avanço da chikungunya e das dificuldades enfrentadas pelas comunidades indígenas. Campanha de arrecadação O comitê iniciou uma campanha emergencial para arrecadação de itens essenciais, com foco em: Pontos de arrecadação
Decretado situação de emergência da saúde pública de Dourados na guerra contra chikungunya
O prefeito Marçal Filho, decretou situação de emergência da saúde pública do município de Dourados nesta sexta-feira (20) em razão do avanço dos casos de chikungunya, tanto na área urbana quanto na Reserva Indígena. Desde que a situação foi diagnosticada pela Secretaria Municipal de Saúde, a Prefeitura de Dourados tomou a frente dos trabalhos e mobilizou as autoridades sanitárias estaduais e federais para o enfrentamento à epidemia da doença. A decisão foi tomada ainda na quinta-feira (19), durante reunião no Gabinete com autoridades da saúde municipal, estadual e federal. Participaram do encontro o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, o representante da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), Rodrigo Stábeli, além da gerente técnica estadual dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica, Danielle Galindo Martins Tebet e a conselheira técnica da Força Nacional, a médica Lucia Silveira. O decreto número 587, de 20 de março de 2026, que foi publicado em edição suplementar do Diário Oficial do Município, é necessário para viabilizar o acesso a recursos do Ministério da Saúde para combater a epidemia em Dourados. Para assinar o Decreto, o prefeito Marçal Filho considerou o disposto na Lei Federal nº 13.301, de 27 de junho de 2016, que autoriza a adoção de medidas de vigilância em saúde quando verificada situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito transmissor de doenças. Também foi considerado o avanço epidemiológico da chikungunya nas aldeias indígenas, conforme dados do Informe Epidemiológico Diário / Monitoramento do Surto de chikungunya no território indígena da SESAI, na qual até o dia 19 de março contava-se 936 notificações, 846 casos prováveis, 274 casos confirmados, 90 atendimentos hospitalares, 3 internações e 4 óbitos confirmados, inclusive em grupos vulneráveis, com maior concentração de atendimentos em Jaguapiru II, Bororó I, Bororó II e Jaguapiru I. O prefeito Marçal Filho considerou, ainda, as informações da Secretaria Municipal de Saúde acerca do avanço da chikungunya também no território municipal de Dourados, com aumento de casos confirmados, crescimento da demanda por consultas nas Unidades Básicas de Saúde e elevação da pressão sobre a rede assistencial. O Decreto número 587, de 20 de março de 2026, estabelece no seu Artigo 1º: Fica declarada Situação de Emergência em Saúde Pública no Município de Dourados, pelo prazo de 90 dias, em razão da epidemia de chikungunya na região da Grande Dourados, com repercussão direta e relevante no território municipal. O prazo de que trata o caput poderá ser prorrogado, mediante avaliação técnica da Secretaria Municipal de Saúde, enquanto perdurar o risco sanitário e assistencial. O Decreto de situação de emergência em saúde pública teve como fundamento o aumento expressivo do número de casos suspeitos, prováveis e confirmados de chikungunya; a ocorrência de hospitalizações, internações e óbitos associados à doença; a expansão da transmissão para além do território indígena, com impacto assistencial sobre o território municipal; o crescimento da demanda por atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, nos serviços de urgência e na rede hospitalar; a saturação ou risco de saturação da capacidade instalada de leitos e demais recursos assistenciais do município; a necessidade de adoção de medidas imediatas de vigilância, assistência, regulação, controle vetorial e mobilização da rede regional de saúde. A medida foi recomendada pela própria Força Nacional do Sistema Único de Saúde, que atua em cenários críticos de saúde pública no país. “A situação está muito grave e precisamos adotar medidas enérgicas para conter o avanço da doença, que começou pela Reserva Indígena e está se espalhando pelos bairros vizinhos”, enfatizou o prefeito Marçal Filho. A presença da equipe federal em Dourados tem como foco intensificar o controle do mosquito Aedes aegypti e reorganizar a rede de atendimento, com atenção especial às comunidades indígenas. Entre as ações estão o reforço no número de profissionais, ampliação da logística com viaturas, busca ativa de casos e intensificação das visitas domiciliares para eliminação de criadouros. A Força Nacional iniciou os trabalhos com sete profissionais, nesta quarta-feira, e deve ampliar o efetivo para 21 integrantes a partir de domingo. Segundo Rodrigo Stábeli, há indícios de subnotificação, já que muitos casos inicialmente tratados como dengue podem, na verdade, ser chikungunya. Ele destacou que a principal diferença entre as doenças está na dor intensa nas articulações. O especialista também reforçou que a participação da população é essencial no combate ao mosquito transmissor. “Se cada morador dedicar ao menos 10 minutos por semana para eliminar possíveis focos de água parada, será possível reduzir significativamente os casos”, afirmou. Ele alertou ainda que a vacina contra a dengue não protege contra a chikungunya e que a doença pode causar sequelas prolongadas, com dores incapacitantes. SITUAÇÃO PREOCUPANTE A médica Lucia Silveira, especialista na doença, afirmou que, apesar da rede de saúde ainda estar suportando a demanda, há risco de agravamento nas próximas semanas, principalmente devido à possibilidade de aumento de casos em municípios vizinhos, já que Dourados é referência para cerca de 35 cidades da região. O prefeito Marçal Filho destacou que a decisão de decretar emergência tem como objetivo antecipar medidas antes que o cenário se agrave. Ele lembrou que uma força-tarefa já atua há duas semanas na Reserva Indígena, com apoio do Governo do Estado e de órgãos federais, mas que agora os casos começam a crescer também na área urbana. O secretário de Saúde, Márcio Figueiredo, confirmou que o aumento, antes concentrado nas aldeias, já se espalha por bairros da cidade. Regiões como Jóquei Clube, Jardim dos Estados, Piratininga, Caiuás e Novo Horizonte, em pontos extremos da cidade, apresentam alta procura por atendimento com sintomas compatíveis com a doença.
PF realiza reunião de efetivo para atuação na COP15 em Campo Grande
A Polícia Federal realizou, nesta sexta-feira (20/3), reunião de alinhamento com o efetivo que atuará na segurança da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), a ser realizada em Campo Grande/MS, de 23 a 29 de março de 2026. O encontro teve como objetivo alinhar estratégias operacionais, reforçar protocolos de atuação e integrar as equipes envolvidas na missão, garantindo alto nível de prontidão para o evento internacional. Pela primeira vez, a Polícia Federal será responsável pela proteção da chamada Blue Zone, área interna do evento tradicionalmente sob responsabilidade exclusiva das Nações Unidas. A atuação ampliada representa um marco inédito e evidencia a confiança na capacidade técnica e operacional da Polícia Federal, que assumirá o controle integral da segurança em todas as áreas sensíveis da conferência. A medida reforça a expertise institucional consolidada, especialmente a partir da criação da Diretoria de Proteção à Pessoa. Durante a reunião, foram detalhadas as condições de trabalho, os procedimentos de acesso, o monitoramento de áreas estratégicas, a resposta a incidentes, os cuidados específicos necessários durante o evento, além da integração com demais forças de segurança e órgãos parceiros. A atuação coordenada visa assegurar um ambiente seguro e estável para todos participantes, autoridades e delegações internacionais. O planejamento contempla, ainda, a participação de brigadistas especializados, preparados para atuar em emergências, incluindo procedimentos de evacuação, caso necessário. Esses profissionais desempenham papel fundamental na preservação da integridade física dos presentes, reforçando a estrutura de segurança e a resposta rápida do evento. A iniciativa reafirma o compromisso da Polícia Federal com a excelência na execução de grandes operações e com a garantia da segurança em eventos de relevância internacional realizados no país.
Iniciado o preparo de pescados que serão comercializados na 2ª Festa da Páscoa
A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (Semaf) iniciou o preparo dos pescados que serão comercializados na 2ª Festa da Páscoa, que acontece entre os dias 3 a 5 de abril, no Parque Antenor Martins. A seleção dos piscicultores e associações participantes ocorreu por meio de chamada pública e, agora, a Prefeitura avança para a fase de despesca e abate dos peixes que serão ofertados durante o evento. Vale destacar que todo o processo segue critérios técnicos rigorosos, desde a origem dos pescados até a comercialização final, de forma também a valorizar a piscicultura local, um dos direcionamentos do prefeito Marçal Filho para esse trabalho. A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) é parceira nesta etapa, disponibilizando unidade de beneficiamento devidamente inspecionada pelo Serviço de Inspeção Municipal de Dourados (SIMD). No local, serão realizados o abate, a evisceração, o congelamento, a embalagem e a rotulagem dos pescados, garantindo qualidade e segurança alimentar ao consumidor. A Prefeitura, por meio da Semaf, estrutura toda a organização logística, incluindo o transporte dos peixes vivos até a unidade da UFGD, com veículo apropriado e cronograma definido conforme a capacidade de processamento. Já os piscicultores selecionados são responsáveis pela despesca, documentação sanitária, participação em treinamentos obrigatórios e execução do abate, sempre sob supervisão técnica.A UFGD também disponibiliza equipamentos, utensílios e câmara de congelamento, além de orientar quanto às boas práticas de manipulação. O objetivo é assegurar que todo o pescado comercializado atenda às exigências sanitárias municipais, estaduais e federais. Durante a Festa da Páscoa, os peixes serão vendidos já eviscerados e congelados, com preços previamente definidos conforme espécie e tipo de corte. Os valores estarão expostos de forma clara ao consumidor, em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor. A expectativa é atingir cerca de 15 toneladas de pescado preparado para comercialização, fortalecendo a produção local e garantindo alimento de qualidade à população.
680 litros de leite é entregue dentro das ações do Programa de Aquisição de Alimentos em Dourados
A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (Semaf), realizou a entrega de 680 litros de leite pasteurizado dentro das ações do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com distribuição via Banco de Alimentos do município. O produto será destinado às entidades cadastradas e ativas, que utilizarão o leite na preparação de refeições e também na distribuição direta a pessoas em situação de vulnerabilidade social, fortalecendo a segurança alimentar no município. O reforço na aquisição de alimentos destinados às famílias em situação de vulnerabilidade social atende determinação do prefeito Marçal Filho. “Os recursos estão disponíveis em convênios que firmamos com o Governo Federal, de forma que a prefeitura precisa ter agilidade para elaborar os projetos, encaminhar as compras, prestar contas dos gastos e, com isso, garantir a compra dos alimentos que, além de movimentar toda cadeia produtiva, gerando renda para os pequenos produtores e criadores, também alimenta quem mais precisa do poder público”, explica Bruno Pontim, secretário municipal de Agricultura Familiar. O PAA é uma iniciativa do Governo Federal, executada por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Prefeitura de Dourados. No Estado, conta ainda com o apoio do governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer). Para o ano de 2026, o programa contempla a participação de 24 produtores da agricultura familiar, selecionados por edital, com investimento individual de R$ 7,5 mil para o fornecimento de diferentes gêneros alimentícios. O aporte total de recursos chega a R$ 180 mil. O Banco de Alimentos de Dourados é o ponto de recebimento e distribuição dos produtos, garantindo que os itens cheguem às entidades cadastradas. Nesta primeira etapa, os quase 700 litros de leite já foram destinados a 14 instituições do município. Entre as entidades que receberam o produto estão o Lar dos Idosos, Ação Familiar Cristã, Associação Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Lar Ebenezer, Centro de Referência da Assistência Social (Cras) do Guaicurus, Associação dos Autistas da Grande Dourados, (Centro de Integração do Adolescente) Ceia Dom Alberto, Casa da Acolhida e Centro de Atendimento a Pessoa com Deficiência – Dorcelina de Oliveira Folador.








