O HRD (Hospital Regional de Dourados) tem adotado uma iniciativa que vem tornando o momento da alta hospitalar ainda mais especial para os pequenos pacientes: a entrega do Certificado de Coragem. A ação é voltada às crianças atendidas na pediatria e reconhece, de forma simbólica, a força e a superação demonstradas durante o período de internação. A entrega dos certificados acontece desde o início do funcionamento do serviço de pediatria na unidade, em janeiro deste ano. Desde então, aproximadamente 60 crianças já foram homenageadas, recebendo o documento no momento da alta, em um gesto que busca transformar a experiência hospitalar em algo mais leve e acolhedor. De acordo com a gerente multiprofissional do hospital, Laryssa Hoff, ações como essa fazem parte de uma abordagem mais ampla de cuidado. “A pediatria exige um olhar atento não apenas para a condição clínica, mas também para o aspecto emocional das crianças e de suas famílias. O Certificado de Coragem é uma forma de valorizar esse momento de superação, tornando a alta hospitalar mais positiva e acolhedora”, destacou. Mais do que um reconhecimento simbólico, a iniciativa contribui para aproximar a equipe de saúde dos pacientes e seus familiares, fortalecendo vínculos e promovendo um ambiente mais humanizado dentro da unidade.
Investimento estadual, nova etapa da Praça dos Livros vai ampliar lazer e cultura em Campo Grande
Mais um espaço voltado ao lazer, convivência e incentivo à leitura começa a ganhar forma em Campo Grande. O Governo de Mato Grosso do Sul lançou, nesta quarta-feira (25), a licitação para a construção da segunda etapa da Praça dos Livros, localizada no Bairro Seminário, na região do Jardim Oracília. A nova fase do projeto prevê investimento estimado em R$ 1.011.634,69 e vai complementar a estrutura esportiva entregue pelo governo no ano passado, que conta com quadra poliesportiva e de areia, uma área até então voltada à prática de atividades físicas. Agora, a proposta é transformar o espaço em um ambiente ainda mais completo, voltado também à cultura e ao convívio social. A segunda etapa inclui a implantação de palco para eventos, arquibancada, bancos, banheiros, duchas, bicicletário, estante de livros, além da chamada “árvore de livros”, elemento simbólico que reforça o incentivo à leitura e à educação. A obra e todo o projeto da Praça dos Livros são de responsabilidade da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), vinculada à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), que atua desde a elaboração técnica até a execução e fiscalização dos serviços, garantindo qualidade, funcionalidade e atendimento às necessidades da população. Com projeto criativo, lúdico e vibrante, a Agesul buscou criar um espaço inovador, onde cultura, esporte, lazer e educação se fundem em um só. Um projeto multicultural que busca fornecer espaço de qualidade para as crianças de todas as idades. A licitação será realizada na modalidade concorrência eletrônica, com abertura marcada para o dia 14 de abril de 2026, às 9h30 (horário local), pelo critério de menor preço. Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara, o projeto vai além da obra física e reforça o papel dos espaços públicos na vida da comunidade. “Estamos ampliando um espaço que já é importante para a população, agregando cultura, lazer e convivência. É um ambiente pensado para as famílias, para os jovens e para incentivar a leitura, ocupando a cidade de forma positiva”, destacou. A Praça dos Livros é mais uma iniciativa do Governo do Estado voltada à valorização dos bairros e à criação de espaços públicos de qualidade, promovendo bem-estar, inclusão e acesso à cultura para a população de Campo Grande.
Expocanas: com 22 usinas em operação, MS se consolida como um dos principais produtores de energia limpa
Como referência nacional na produção de bioenergia, Mato Grosso do Sul se consolida como um dos principais estados produtores de energia limpa e renovável do Brasil, concentram 22 usinas em operação – todas produtoras de etanol hidratado, que cogeram bioeletricidade, e 14 delas exportam o excedente para a rede nacional de energia elétrica. Para fortalecer a atuação do Estado na área, a 4ª Expocanas é realizada desta quarta-feira (25) até sexta-feira (27), em Nova Alvorada do Sul, município reconhecido como o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil. O governador Eduardo Riedel participou da abertura do evento e destacou a importância da produção do município, que chega a 8,1 milhões de toneladas. “É um evento que começou pequeno e está na quarta edição, com dimensão estadual e nacional. Reflete o que vem acontecendo em termos de transformação energética no Estado. Pelo etanol, e geração de eletricidade pelo biometano. São grandes investimentos do setor industrial na área de biometano, que está no coração da nossa estratégia. A Expocanas é onde tudo isso começa, no campo, na produção, na eficiência produtiva”, disse Riedel. A Expocanas, consolidada como o principal evento do setor sucroenergético no Estado, se destaca como um importante espaço para geração de negócios, troca de conhecimento e fortalecimento da cadeia produtiva. Dados da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul) apontam que MS se consolida como um dos principais polos nacionais de produção de energia limpa e renovável, sendo o quarto maior produtor de cana-de-açúcar e de etanol, segundo maior produtor de etanol de milho, quinto maior produtor de açúcar e o quarto maior exportador de bioeletricidade do País. Na abertura do evento também foi apresentado o balanço da safra 2025/2026 e perspectivas da bioenergia, além da assinatura de concessão de incentivos fiscais para a indústria de beneficiamento de amendoim ‘MS Grãos Nuts’, que investirá cerca de R$ 30 milhões na implantação de uma unidade em Nova Alvorada do Sul. Na safra 2024/2025, Mato Grosso do Sul alcançou a produção de 4,3 bilhões de litros de etanol, dos quais 37% tiveram origem no milho. Para a safra 2025/2026, a projeção é de crescimento, com produção estimada em 4,7 bilhões de litros, sendo o milho responsável por 42% desse total – os dados de 2025/2026 serão apresentados no decorrer do evento. O setor também se destaca pela produção de 2,6 milhões de toneladas de açúcar e pela geração de 2.200 GWh em bioeletricidade — volume equivalente ao consumo residencial anual de todo o Estado. Com aproximadamente 800 mil hectares destinados ao cultivo de cana-de-açúcar e unidades industriais estrategicamente distribuídas, a cadeia produtiva está presente em 42 municípios. O segmento é responsável pela geração de cerca de 34 mil empregos diretos e movimenta mais de R$ 1,4 bilhão em massa salarial, posicionando-se entre os principais motores da economia industrial sul-mato-grossense, correspondendo a 18,9% do PIB industrial do estado (2023). Biometano O governador também visitou a planta de biometano da Atvos, uma das maiores produtoras de biocombustíveis do país. A empresa anunciou a construção de sua primeira planta de biometano, localizada em Nova Alvorada do Sul. O projeto, que avança na estratégia de diversificação de portfólio, representa uma nova etapa na atuação da companhia e conta com investimento superior a R$ 350 milhões. A partir do aproveitamento de subprodutos da cana-de-açúcar, como vinhaça e torta de filtro, a unidade terá capacidade estimada de produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra. “É o início de uma nova cadeia produtiva no Estado. E ajuda a transformar a matriz energética de Mato Grosso do Sul. O Estado se posicionou estrategicamente dentro de dois grandes temas globais, transição energética e segurança alimentar com sustentabilidade. O Mato Grosso do Sul tem crescido e está cada vez mais bem posicionado nessas duas áreas, com toda a cadeia produtiva do início ao fim, com a industrialização dessa base produtiva. Isso gera emprego, renda, capacidade de investimento, oportunidade para as pessoas, que é o que a gente quer ver”, finalizou Riedel. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Turismo de observação de aves ganha destaque na COP15 com registro raro em MS e reforça debate sobre conservação
Na terça-feira (24), a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur MS) contribuiu para a agenda do Conexão Sem Fronteiras, que faz parte das atividades da COP15 (15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres), realizada em Campo Grande, entre os dias 23 e 29 de março. A palestra ‘Turismo de Observação de Aves como Ferramenta de Conservação de Espécies Migratórias em MS’ foi apresentada por Edson Moroni, gerente de Estruturação e Inovação da Oferta Turística da Fundtur e cofundador da agência PassarinWeb; Geancarlo Merighi, diretor de Desenvolvimento do Turismo da Fundtur MS; e pelo ornitólogo e doutorando da UFMS, Alyson Melo, no Auditório Arara Azul da Casa do Homem Pantaneiro, localizado no Parque das Nações Indígenas. Os palestrantes evidenciaram as ações da Fundação de Turismo e de outras instituições de Mato Grosso do Sul voltadas à estruturação e promoção do segmento, destacando seu potencial estratégico tanto para a conservação das espécies quanto para a valorização dos destinos naturais do estado. O diretor Geancarlo Merighi explica que “existe um projeto de desenvolvimento do turismo desse segmento na Fundação de Turismo, que dá apoio técnico e orientação aos municípios de Mato Grosso do Sul para que eles possam desenvolver o turismo de observação de aves”. Segundo Moroni, a parceria entre instituições nas ações de promoção e divulgação do turismo de observação de aves é primordial para a conservação das espécies. “A Fundação de Turismo, juntamente com o Imasul e pousadas pantaneiras, promovem ações de conservação com a atividade de birdwatching. E os hotspots de observação de aves do estado, que são destaques no número de registro de espécies, representam os resultados dessa conservação”. Registro raro de espécie em MS Espécie ‘Mariquita-de-connecticut’. Ave registrada em MS só havia sido registrada uma vez no Amazonas. (Foto: Edvaldo Souza – ornitólogo) Durante a apresentação o ornitólogo e pesquisador Alyson Melo destacou um achado científico de grande relevância para o Brasil e para as estratégias de conservação de espécies migratórias. A espécie geothlypis agilis, conhecida como Mariquita-de-connecticut, foi identificada entre os municípios de Água Clara e Paraíso das Águas, em uma área de Cerrado stricto sensu. O registro foi realizado durante um trabalho de consultoria ambiental pelos pesquisadores Edivaldo Sousa e Maurício Neves Godoy. Segundo o pesquisador, trata-se de um registro extremamente raro no país. Levantamentos preliminares indicam que existem apenas dois registros oficiais anteriores da espécie no Brasil, concentrados na região amazônica. Após o avistamento, o pesquisador Maurício Neves Godoy relatou que “esse é o primeiro registro da espécie no Mato Grosso do Sul e também o mais ao sul já documentado. Trata-se de uma ave migratória do hemisfério norte, com área de invernada conhecida na Amazônia, sem indícios anteriores de deslocamento até regiões de Cerrado tão ao sul”. A ave foi observada em plumagem não reprodutiva, reforçando o caráter migratório do registro. A descoberta amplia o conhecimento científico sobre as rotas migratórias da espécie e evidencia a importância dos ambientes de Cerrado do estado como áreas potenciais de uso por aves migratórias. O achado ganha ainda mais relevância no contexto da COP 15, que tem como foco a conservação de espécies migratórias em escala global. A presença da espécie no estado reforça a necessidade de proteção desses ambientes e posiciona o Mato Grosso do Sul como território estratégico para estudos e ações de conservação. Após o anúncio do raro avistamento, Alyson Melo destacou também a importância da formação de guias de turismo especializados em observação de aves. “A parceria que existe entre o Instituto Mamede e a Fundtur para preparar mais guias para receber esse público é muito louvável, pois além de saber de aves, esse guia precisa saber de gente. Precisamos renovar nosso quadro de guias com essas qualificações”. Ao final da palestra, foi apresentado o vídeo ‘Pantanal Jam – Sons do Pantanal de Mato Grosso do Sul’, projeto que conecta arte, turismo e sustentabilidade e revela belezas sul-mato-grossenses ao mundo. “Este projeto, que reproduz os sons dos pássaros do Pantanal e os transforma em música, não é só uma campanha promocional do destino. É também um suporte de divulgação de projetos de conservação do Pantanal como o Projeto Arara Azul, SOS Pantanal, Onçafari e Instituto Homem Pantaneiro, que há décadas fazem um trabalho maravilhoso em Mato Grosso do Sul”, ressalta o diretor-presidente da Fundtur MS, Bruno Wendling. Programação Casa do Homem Pantaneiro Aberta ao público durante toda a semana, com várias atividades culturais e debates temáticos, a agenda está disponível gratuitamente. Confira o horário das atividades clicando aqui: Casa do Homem Pantaneiro Débora Bordin, Comunicação Fundtur MS
SES amplia uso de ferramentas digitais para comunicação direta com pacientes e integração de dados hospitalares
A SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da Superintendência de Saúde Digital, está ampliando o uso de tecnologias para melhorar o atendimento ao cidadão em Mato Grosso do Sul. Entre as novidades está a implantação de uma plataforma de mensageria que permitirá o envio de informações diretamente ao celular de pacientes atendidos nos hospitais regionais do Estado. A ferramenta será disponibilizada inicialmente para as unidades de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Ponta Porã, com o objetivo de facilitar a comunicação entre os serviços de saúde e os usuários do SUS (Sistema Único de Saúde). Por meio do sistema, o cidadão poderá receber orientações, avisos e informações sobre atendimentos e serviços disponíveis na rede pública. De acordo com a secretária-adjunta da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Crhistinne Maymone, a incorporação de soluções tecnológicas é essencial para modernizar a gestão e qualificar a assistência em saúde. “Estamos ampliando a utilização de ferramentas tecnológicas na saúde pública para dar mais agilidade aos processos, qualificar a gestão das informações e garantir um atendimento mais eficiente à população”. Prontuário eletrônico Outro avanço em desenvolvimento é a plataforma Rede Saúde, que funcionará como um prontuário eletrônico estadual. A proposta é integrar dados de atendimentos ambulatoriais, exames e internações em um único ambiente digital, acessível ao usuário. Com a ferramenta, o cidadão poderá acompanhar seu histórico na rede pública de saúde, reunindo informações sobre todos os serviços utilizados ao longo da vida. A integração dos dados está sendo feita de forma gradual, conforme as unidades hospitalares passam a aderir ao sistema. De acordo com o coordenador da CTEC (Coordenadoria de Tecnologia da Informação Estratégica) da Ses, Marcos Espíndola, a iniciativa busca dar mais transparência e agilidade no acesso às informações de saúde. “Estamos desenvolvendo soluções que permitam uma comunicação mais rápida e eficiente com o cidadão, garantindo que ele receba informações diretamente no celular sobre os serviços disponíveis e os atendimentos realizados”. Tema foi debatido em reunião com HRs Os avanços tecnológicos em benefício da saúde pública foram tema de reunião nessa semana na Superintendência de Saúde Digital da SES. Na ocasião, equipes de gestão e tecnologia dos hospitais regionais de Campo Grande e Dourados discutiram para alinhar a implementação das novas soluções e avançar na integração dos sistemas. O encontro teve como foco o compartilhamento de soluções digitais, a troca de experiências e o fortalecimento da comunicação entre as unidades, com o objetivo de aprimorar o monitoramento dos atendimentos e a qualidade dos serviços prestados à população. Danúbia Burema e André Lima, Comunicação SES
Imasul garante proteção permanente da Gruta do Lago Azul, um dos maiores patrimônios naturais do Brasil
Um dos cartões-postais mais emblemáticos do turismo de natureza brasileiro, a Gruta do Lago Azul, localizada no município de Bonito, conta com monitoramento permanente do Governo de Mato Grosso do Sul para garantir a preservação ambiental e o uso sustentável do atrativo. O trabalho é coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), por meio do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). No local, fiscais ambientais do Imasul realizam visitas técnicas regulares para assegurar a proteção do monumento natural e o cumprimento das normas ambientais que garantem a conservação da área. A estrutura de gestão da unidade é composta por dois fiscais ambientais, dois servidores administrativos, um técnico ambiental e um policial da Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul (PMA). Além do acompanhamento direto da gruta, a equipe também realiza ações de fiscalização em empreendimentos turísticos privados da região, como balneários e outros atrativos. O objetivo é garantir que o desenvolvimento do turismo ocorra de forma sustentável, respeitando os limites ambientais de uma das regiões mais sensíveis e valiosas do ecossistema sul-mato-grossense. Segundo o diretor-presidente do Imasul, André Borges, a presença permanente da equipe técnica reforça o compromisso do Estado com a preservação de um patrimônio natural de relevância internacional. “Bonito é uma referência mundial em turismo de natureza, e a Gruta do Lago Azul é um dos seus maiores símbolos. O trabalho do Imasul garante que a visitação aconteça de forma responsável, preservando o ambiente e assegurando que esse patrimônio continue encantando as futuras gerações”, destacou. O gestor da regional do Imasul em Bonito, Marcelo Brasil, destaca que o acompanhamento técnico contínuo é essencial para manter o equilíbrio entre turismo e conservação ambiental.“A Gruta do Lago Azul exige monitoramento permanente. Nossa equipe atua na orientação, fiscalização e no controle das atividades, garantindo que todas as normas ambientais sejam cumpridas e que a integridade desse monumento natural seja preservada”, afirmou. A fiscal ambiental do Imasul, Luciana Loro, explica que o trabalho de proteção envolve não apenas a unidade de conservação, mas também todo o entorno ambiental.“Além da fiscalização da unidade, também acompanhamos as atividades de empreendimentos turísticos da região, como balneários e atrativos particulares. O objetivo é garantir que o crescimento do turismo aconteça de forma sustentável e em harmonia com o meio ambiente”, ressaltou. Patrimônio natural, turístico e científico A Gruta do Lago Azul impressiona pela grandiosidade de sua formação geológica. O salão principal possui um piso inclinado que leva a um lago subterrâneo com mais de 50 metros de extensão. A entrada da caverna, com cerca de 40 metros de diâmetro, permite a incidência da luz solar, criando um espetáculo natural único. Entre os meses de setembro e fevereiro, a posição do sol provoca um fenômeno óptico que intensifica a coloração azul das águas — característica que deu origem ao nome do atrativo e que atrai visitantes de diversas partes do mundo. Além da beleza cênica, o local também possui grande relevância científica. No interior da caverna foram encontrados fósseis de grandes mamíferos que habitaram a região há mais de 12 mil anos, durante o período Pleistoceno, como preguiças-gigantes, tatus pré-históricos e tigres-dentes-de-sabre. Reconhecendo sua importância natural e científica, a Gruta do Lago Azul e as Grutas de Nossa Senhora Aparecida foram tombadas como monumentos naturais em 1978 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A atuação permanente do Imasul reforça o compromisso do Governo do Estado com a proteção dos recursos naturais e com a manutenção da integridade ambiental da Serra da Bodoquena, uma das regiões ecológicas mais importantes do Brasil. Gestão dos Monumentos Naturais fortalece conservação e turismo sustentável O Imasul desempenha papel estratégico na criação, implantação e gestão das Unidades de Conservação estaduais, com destaque para os Monumentos Naturais de Bonito: a Gruta do Lago Azul e o Rio Formoso. Essas unidades integram a categoria de Proteção Integral do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), cujo objetivo é preservar áreas naturais raras, singulares ou de grande beleza cênica. Nessas áreas, o uso dos recursos naturais é indireto, sendo permitidas apenas atividades como turismo ecológico, pesquisa científica e educação ambiental, sempre de forma controlada e compatível com a conservação. A gestão dessas unidades é realizada pela Gerência de Unidades de Conservação (GUC) do Imasul e envolve ações como elaboração de planos de manejo, regularização fundiária, implantação de infraestrutura, definição de equipes técnicas e formação de conselhos consultivos. O plano de manejo é um dos principais instrumentos dessa política, pois estabelece o zoneamento das áreas, as regras de uso público e as estratégias de conservação. Paralelamente, o Instituto realiza o monitoramento contínuo dos impactos ambientais para garantir que o turismo ocorra dentro de limites sustentáveis. Outro aspecto relevante é o ordenamento do turismo. Em Bonito, referência nacional em ecoturismo, a atuação do Imasul contribui para a organização do fluxo de visitantes e o controle dos impactos ambientais, fortalecendo um modelo de turismo sustentável reconhecido nacionalmente. As unidades também funcionam como espaços estratégicos para pesquisa científica e educação ambiental, ampliando o conhecimento sobre os ecossistemas locais e promovendo a conscientização sobre a importância da preservação dos recursos naturais. O Monumento Natural do Rio Formoso, criado em 2003, tem como objetivo proteger características naturais excepcionais e permitir atividades recreativas compatíveis com a conservação ambiental. Já o Monumento Natural da Gruta do Lago Azul se destaca pela proteção de um dos mais importantes patrimônios espeleológicos e turísticos de Mato Grosso do Sul. Com esse conjunto de ações, o Imasul consolida um modelo de gestão que integra conservação ambiental, turismo sustentável e desenvolvimento econômico, contribuindo diretamente para a proteção da biodiversidade e para a manutenção de Bonito como um dos principais destinos de turismo de natureza do Brasil. Comunicação Imasul
Vacinação contra influenza já pode começar nos municípios de MS; SES orienta início imediato
A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) orienta que os municípios já iniciem a aplicação da vacina contra a influenza, mesmo antes do Dia D da mobilização nacional, marcado para o próximo sábado, 28 de março. As doses da primeira remessa já foram entregues aos 79 municípios, permitindo que cada gestão local organize o início imediato da imunização em suas unidades de saúde. De acordo com a coordenadora estadual de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, a antecipação é estratégica devido ao momento atual. “A vacina chega em um cenário epidemiológico ruim para o Estado, onde já registramos uma circulação viral alta. Por isso, precisamos vacinar o maior número de pessoas o quanto antes, especialmente os grupos de maior vulnerabilidade”, destacou. A estratégia segue o calendário do Ministério da Saúde, que prevê a mobilização nacional até o dia 30 de maio. No entanto, o foco é garantir a proteção antes do período de maior circulação dos vírus respiratórios. A coordenadora reforça que o início imediato nas unidades não anula a importância da grande mobilização de sábado. “A manutenção do Dia D, no dia 28 de março, é fundamental. É o momento em que conseguimos captar e ofertar a vacina para um número muito grande de pessoas de uma só vez, ampliando rapidamente a nossa cobertura”, acrescentou Ana Paula. Dados e Público-Alvo A primeira remessa destinada a Mato Grosso do Sul conta com 80 mil doses, o que representa cerca de 6,5% da população-alvo estimada (aproximadamente 1,1 milhão de pessoas). A meta é vacinar, no mínimo, 90% de cada um dos grupos prioritários, com atenção especial aos “grupos de rotina”: A campanha também contempla trabalhadores da saúde, professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, entre outros grupos definidos pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações). Ações Estratégicas Para facilitar o acesso, o Estado prevê ações complementares, como atividades extramuros com o uso do Vacimóvel e mobilizações intensificadas em cidades polos como Corumbá, Dourados e Ponta Porã, em parceria com as prefeituras. A SES reitera que a vacinação é a ferramenta mais eficaz para evitar casos graves, internações e óbitos. A orientação é que o público prioritário não espere e procure a unidade de saúde mais próxima o quanto antes. André Lima, Comunicação SES
Dourados: Governo de MS disponibiliza 15 leitos exclusivos para atender pacientes com Chikungunya
O Governo de Mato Grosso do Sul disponibiliza, por intermédio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), 15 leitos exclusivos para o atendimento de pacientes com Chikungunya no HRD (Hospital Regional de Dourados). Do total, 10 leitos são adultos e 5 pediátricos, disponibilizados desde terça-feira (24). A medida tem caráter transitório e permanecerá vigente enquanto perdurar a necessidade assistencial e busca fortalecer a capacidade de resposta do hospital diante do aumento da demanda por atendimentos relacionados à doença. Atualmente, o HRD conta com 100 leitos, sendo 20 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), sendo que os leitos exclusivos para Chikungunya estão inseridos dentro dessa estrutura. De acordo com a diretora-geral do hospital, Andréia Alcântara, a organização da assistência é fundamental neste momento. “Estamos atuando de forma estratégica para garantir o atendimento adequado à população, organizando nossos fluxos internos e destinando leitos específicos para os casos de Chikungunya. Essa é uma medida importante para assegurar qualidade e segurança no cuidado aos pacientes”, destaca. Prevenção e cuidados Além da ampliação da assistência, a SES reforça a importância da prevenção como principal forma de enfrentamento da Chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e do Zika vírus. A infectologista do HRD, Renata Praça, alerta que a eliminação de criadouros do mosquito é fundamental para conter a disseminação da doença. “A principal forma de prevenção é evitar água parada em recipientes como garrafas, pneus, vasos de plantas e caixas d’água destampadas. Pequenas atitudes no dia a dia fazem toda a diferença na redução dos casos”, explica. A especialista também orienta que, ao apresentar sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e manchas na pele, a população deve procurar atendimento de saúde e evitar a automedicação. Comunicação SES*com informações do HRD
Periferia digital: Projeto Centelha ajuda a criar empresa que muda a vida de costureiras em MS
Uma ideia nascida na periferia, em meio a desafios sociais e econômicos, está conectando costureiras de diferentes regiões do país e transformando a forma como profissionais e clientes se relacionam. A trajetória da República das Arteiras mostra como o apoio à inovação pode impulsionar negócios, gerar impacto social e oportunidades de renda. Fundada em 2018 como um coletivo, a iniciativa atualmente é uma fashion tech que conecta costureiras e consumidores. A proposta é simples: aproximar quem precisa de serviços de costura, de diferentes especialidades, permitindo contato direto e negociação sem intermediários, por meio de uma plataforma. “Não basta ter uma boa ideia, você tem que ter recurso. E a gente empreende a partir da periferia sul de Campo Grande, uma das que tem o maior índice de violência”, afirma Ivani Marques da Costa Grance, fundadora da República das Arteiras. O apoio chegou com o Programa Centelha 1, que permitiu a transição do modelo presencial para o digital em um momento crítico. “O Centelha foi fundamental para não deixar o negócio morrer na pandemia. Eu perdi todo o chão de fábrica. Eu voltei para casa com minhas coisas debaixo do braço e uma ideia na cabeça”, relata. A ideia virou uma plataforma que funciona como uma vitrine virtual reunindo profissionais. O cliente pode buscar por localização e especialidade, entrar em contato diretamente com a profissional e negociar valores e prazos de forma simples. A República das Arteiras já impactou mais de 170 profissionais, ampliando a visibilidade de um trabalho que, muitas vezes, não era notado. Além da conexão entre profissionais e clientes, a iniciativa também atua na capacitação e no fortalecimento das costureiras, promovendo formação técnica e empreendedorismo. “Participar dos encontros realizados pela República das Arteiras permitiu que eu tivesse trocas importantes. Muitas vezes o cliente precisa de um serviço específico de costura que eu não forneço, mas minha colega sim, assim como elas me indicam também. A partir da influência da Ivani eu quis melhorar minhas técnicas, realizar novos cursos e agora ensino outras meninas e mulheres a costurar também. Nosso trabalho é solitário e invisível na maioria dos casos, por isso a conexão umas com as outras faz toda a diferença”, afirma Sandra Lopes, costureira integrante do coletivo. Centelha 3 A história da República das Arteiras é um exemplo de como o Programa Centelha contribui para transformar ideias em soluções concretas. A terceira edição do programa será lançada no dia 27 de março. Como nas edições anteriores, o Centelha 3 tem como objetivo apoiar ideias em fase inicial, nos estágios de ideação e prototipação. A iniciativa é coordenada nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI. Em Mato Grosso do Sul, o programa é executado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com a parceria de instituições locais como Sebrae MS, Senai-Fiems, Fecomércio-Senac, Ecossistema de Inovação e o Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS), que atuam no fortalecimento do ambiente de inovação e no apoio aos empreendedores. O edital prevê a seleção de até 47 propostas. Cada projeto poderá receber até R$ 89,6 mil em recursos de subvenção econômica. Além disso, cada iniciativa poderá contar com até R$ 50 mil em Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora, concedidas pelo CNPq. O investimento total previsto é de R$ 6,5 milhões. Podem participar pessoas físicas com ideias inovadoras, como inventores, pesquisadores, professores e empreendedores, além de empresas nascentes com até 12 meses de existência. Todos os participantes devem submeter suas propostas como pessoa física e, caso sejam selecionados, deverão constituir uma empresa com CNPJ em Mato Grosso do Sul para receber os benefícios do programa. As inscrições estarão abertas até 11 de maio de 2026 e devem ser realizadas por meio do Sigfundect, disponível no site da Fundect. Nas duas edições anteriores, foram selecionadas 79 startups, com mais de R$ 5,9 milhões em investimentos. Ao todo, 809 ideias foram submetidas. Para esta edição, a meta é alcançar mil ideias inscritas. Comunicação Fundect








