Denúncias levaram à apreensão de mais de mil pares de tênis com indícios de falsificação, na terça-feira (7), em Campo Grande. A loja, localizada na área central, teve a atividade comercial suspensa temporariamente pelos fiscais do Procon Mato Grosso do Sul. Entre as irregularidades identificadas estão o alvará de localização e funcionamento vencido, a venda de tênis sem a devida nota fiscal de origem, com ausência de informações obrigatórias, como numeração e identificação do fabricante, além de indícios de falsificação, considerando que tais produtos imitam marcas originais de calçados e induzem o consumidor ao erro. Ao todo foram apreendidos 1.232 pares de tênis, entre adultos e infantis. A ação teve por objetivo proteger a vida, saúde e segurança dos consumidores contra os riscos de produtos considerados nocivos, conforme prevê o CDC (Código de Defesa do Consumidor). Todos os itens apreendidos serão encaminhados à Receita Federal. A empresa terá ainda 20 dias para apresentar sua defesa junto ao Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos). Como denunciar Para o registro de uma denúncia, o consumidor pode recorrer ao telefone 151, aplicativo MS Digital ou ao site www.procon.ms.gov.br. O processo permite o anonimato, contudo é sempre necessário informar o endereço do local denunciado e, quando possível, enviar fotos e vídeos que comprovem sua denúncia. Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS
Governo de MS vai iniciar nova etapa de recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai, em Corumbá
O Governo de Mato Grosso do Sul dará início a uma nova etapa de recuperação estrutural da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, com investimento de R$ 11.727.912,21. A obra será executada pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), por meio de termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A intervenção prevê a recuperação completa dos elementos estruturais da ponte, com correção de patologias e falhas construtivas identificadas ao longo do tempo. O objetivo é garantir mais segurança, durabilidade e confiabilidade a uma das principais ligações de acesso ao município e à região pantaneira. Nesta etapa, serão realizados serviços técnicos especializados para reforço e reabilitação da estrutura. Durante a execução, o tráfego funcionará em sistema de pare e siga em tempo integral, com apoio de plataformas metálicas para passagem de veículos. Após a emissão da Ordem de Início de Serviço (OIS) e a instalação do canteiro de obras, estão previstas interdições programadas a cada 21 dias, preferencialmente aos finais de semana e no período noturno, para reduzir impactos aos usuários. O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara, destacou a importância da obra para a região. “Estamos avançando para uma recuperação completa da estrutura, com soluções definitivas e tecnologia adequada. Essa ponte é estratégica para Corumbá e para todo o Pantanal, e nosso compromisso é garantir segurança e durabilidade para quem depende dela diariamente”, afirmou. A ponte já havia passado por uma intervenção anterior (vide fotos acima) promovida pelo Governo do Estado, com a execução de reparos emergenciais. Na ocasião, foram utilizadas técnicas especializadas, incluindo o trabalho de alpinistas para acesso a pontos elevados e de difícil alcance, permitindo a estabilização inicial da estrutura. Com a nova etapa, o Estado consolida uma solução definitiva para a ponte, reforçando a infraestrutura logística em um dos principais corredores de integração regional, fundamental para o escoamento da produção, o turismo e a mobilidade da população pantaneira. Luciana Bomfim, Comunicação Seilog
Aldeias de Dourados recebem reforço no atendimento em meio à emergência por chikungunya
A resposta à emergência em saúde pública provocada pelo avanço da chikungunya em Dourados tem mobilizado uma força-tarefa integrada entre a SES (Secretaria de Estado de Saúde) e a Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde). Há 19 dias no município, as equipes atuam tanto no atendimento direto à população quanto na reorganização da rede assistencial, com foco especial nas comunidades indígenas. Na terça-feira (7), a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, recebeu o diretor-geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, e sua equipe para dar continuidade no alinhamento das ações. Desde o decreto de emergência, o trabalho tem sido estruturado em duas frentes principais. A primeira é o reforço na linha de frente, com atendimento à população aldeada da Reserva de Dourados, que abrange as aldeias Jaguapiru e Bororó, além de comunidades indígenas em áreas de retomada. Ao todo, quatro unidades básicas de saúde concentram a cobertura assistencial nessas localidades. A segunda frente envolve a reorganização dos processos de atendimento e a qualificação dos profissionais de saúde. A estratégia inclui o treinamento de equipes médicas que atuam tanto nos hospitais do SUS quanto na rede suplementar, ampliando a capacidade de diagnóstico e manejo clínico da chikungunya, considerada uma doença ainda recente na região. O plano de contingência adotado prioriza a identificação precoce de casos graves, o manejo adequado da dor, um dos principais sintomas da doença, e a regulação dos pacientes para leitos hospitalares, quando necessário. Os encaminhamentos são realizados para unidades de referência, como o Hospital Universitário e o Hospital Regional de Dourados, garantindo assistência conforme a gravidade de cada caso. De forma integrada às ações assistenciais, o enfrentamento à doença também inclui medidas de controle vetorial. Em articulação com a Defesa Civil estadual e a Marinha do Brasil, estão sendo realizadas a instalação de telas em caixas d’água, aplicação de inseticidas químicos e biológicos, que não comprometem a potabilidade da água, além de limpeza de terrenos e borrifação no entorno das residências, com o objetivo de reduzir a proliferação do mosquito transmissor. A atuação integrada entre os entes federal, estadual e municipal tem sido apontada como fundamental para conter o avanço da doença. A presença simultânea da Força Nacional do SUS e o apoio logístico e assistencial da SES reforçam a capacidade de resposta do sistema de saúde diante de um cenário considerado atípico pela elevada circulação do vírus. A secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, destaca que a união entre as instituições tem sido decisiva para fortalecer a assistência à população. “Estamos atuando de forma integrada com a Força Nacional do SUS e o município de Dourados para garantir uma resposta rápida e eficaz. Esse trabalho conjunto permite não apenas ampliar o atendimento durante a emergência, mas também qualificar a rede de saúde para o manejo adequado da chikungunya, especialmente nas áreas mais vulneráveis, como as comunidades indígenas”, afirma. A superintendente de Atenção à Saúde, Angélica Congro, reforça que o foco da assistência já começa a avançar para além da fase aguda da doença. “Estamos acompanhando uma redução dos casos nas aldeias e, neste momento, nosso olhar também se volta para a fase crônica da chikungunya. Isso envolve garantir o seguimento adequado dos pacientes, com manejo da dor e reabilitação, especialmente com o apoio da fisioterapia, além de manter a organização da rede para evitar agravamentos”, explica. A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, destaca a importância da qualificação das equipes e da organização dos fluxos assistenciais. “Temos trabalhado na capacitação contínua dos profissionais e na estruturação dos fluxos de atendimento, desde a atenção básica até os leitos hospitalares. Isso garante mais agilidade no diagnóstico, melhor condução dos casos e segurança para o paciente, além de deixar um legado importante para o enfrentamento de outras arboviroses”, pontua. O diretor-geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, também ressalta a importância da atuação conjunta. “Quando enfrentamos uma emergência em saúde pública, é fundamental atuar de forma interfederativa. O que está acontecendo aqui no Mato Grosso do Sulvem demonstrando que o governo federal, o governo do estado e o governo municipal têm somado esforços para superar essa emergência, cuja positividade do vírus é algo que nunca vimos no Brasil. Todo o apoio do governo do estado, seja por meio da Secretaria de Estado de Saúde, que chegou em tempo oportuno ao território, seja pela atuação da Defesa Civil, demonstra que essa união está voltada à proteção da população de Mato Grosso do Sul”, pontua. Com as ações em andamento, a expectativa é não apenas ampliar o atendimento durante o período emergencial, mas também deixar como legado uma rede mais preparada para o enfrentamento de arboviroses, com profissionais capacitados e fluxos assistenciais mais eficientes. Kamilla Ratier e André Lima, Comunicação SES
Trump recua e aceita suspender ataques ao Irã por duas semanas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que concordou em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”. Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que apresentou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã. “Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, e nas quais eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva sendo enviada esta noite para o Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, eu concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump nas mídias sociais. “Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla”, disse Trump. Segundo Trump, uma proposta de 10 pontos foi apresentada para um acordo e que “acredita que é uma base viável para negociar”. Irã O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araqchi, informou nesta terça-feira (7), em nota oficial, que seu país irá cessar os ataques, desde que não sofra ataques e ameaças. A mensagem foi divulgada após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter concordado em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”. Araqchi disse ainda que haverá trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz nas próximas duas semanas em coordenação com as Forças Armadas iranianas. “Durante duas semanas, a passagem segura através do Estreito de Ormuz será possível com a coordenação das forças armadas do Irã e tendo em conta as restrições técnicas existentes”, diz a nota do ministro iraniano. Ameaça Mais cedo, Trump ameaçou acabar com “uma civilização inteira” hoje caso os iranianos não reabrissem o Estreito de Ormuz. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã. Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta. Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares. Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade. Agência Brasil * Com informações da Reuters
Governo avalia uso do FGTS para quitar dívidas, diz Durigan
A equipe econômica avalia permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas, como parte de um novo pacote de crédito em elaboração. A informação foi confirmada nesta terça-feira (7) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo o ministro, a proposta está em discussão conjunta com o Ministério do Trabalho e Emprego, comandado por Luiz Marinho, que demonstra preocupação com possíveis impactos sobre o fundo. Durigan afirmou que o uso do FGTS ainda está em análise e não há definição sobre o formato da medida. “Se acharmos que é razoável para financiamento de dívidas, isso vai ser admitido”, disse, após reunião com parlamentares do PT na Câmara. Pacote contra endividamento O plano em estudo pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como foco reduzir o endividamento das famílias e ampliar o acesso ao crédito. A proposta deve atender principalmente pessoas de baixa renda, trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas. Entre as medidas analisadas está a concessão de garantia da União para renegociação de dívidas, o que pode facilitar a obtenção de melhores condições de pagamento, como juros mais baixos. O programa também pode prever descontos de até 80% sobre o valor total das dívidas, além de incluir débitos como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Restrições e alcance Outra frente em discussão é a criação de restrições para apostas online (bets) para beneficiários do programa, como forma de evitar novo endividamento. A proposta também deve contemplar pessoas com contas em dia, mas com alto comprometimento da renda, permitindo a migração para linhas de crédito mais baratas. Apesar do avanço nas discussões, o pacote ainda não foi fechado. A expectativa do governo é anunciar as medidas nos próximos dias. Inadimplência O debate ocorre em meio a um cenário de alto endividamento no país. Dados recentes apontam que mais de 80% das famílias brasileiras têm algum tipo de dívida, sendo que quase um terço está com pagamentos em atraso. O governo tem dialogado com bancos, fintechs e instituições financeiras para viabilizar o programa, que deve ter formato mais simples do que iniciativas anteriores de renegociação.
Trump ameaça eliminar civilização de 3 mil anos
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou nesta terça-feira (7) o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã, caso o país não reabra o Estreito de Ormuz. Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade. Agora, o presidente da maior potência militar e nuclear do planeta vem, repetidamente, ameaçando destruir o Irã como nação, dizendo que vai devolver o país à “idade das pedras”. Em entrevista à Agência Brasil, o professor de direito internacional da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) Gustavo Vieira avaliou que as ameaças de Trump são gravíssimas e colocam em risco toda a paz mundial. “Essa fala vai contra todas as bases que fundam o direito internacional, que busca a coexistência das nações. Isso é uma ameaça de um crime de genocídio, de crimes contra a humanidade e de guerra que já foram categorizados desde o Tribunal de Nuremberg e estão normatizados pelo Estatuto do Tribunal Penal Internacional Permanente”, explicou o especialista. Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares. Vieira ponderou que é desproporcional aniquilar uma nação para poder abrir o Estreito de Ormuz. “O legado disso para a comunidade internacional é muito preocupante. A gente vai ver uma escalada de investimentos em armas e sistemas de defesa”, completou. Para a professora de direito internacional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Elaini Silva, a ameaça de Trump viola a Carta da ONU. “É a imagem da barbárie. Quando a ameaça é mais do que um uso da força pontual para coação, mas de extermínio de um povo, já estamos falando de crimes tão graves que podem envolver a responsabilidade pessoal dos governantes”, disse Elaini Silva, doutora pela Universidade de São Paulo (USP). A avaliação do antropólogo Paulo Hilu, coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF), é de que guerra e as ameaças de Trump têm o efeito de fortalecer a República Islâmica devido ao nacionalismo da população. “Os iranianos são uma sociedade com uma identidade nacional e com uma consciência nacional muito forte. Então, essa ideia de que o Irã vai ser destruído, humilhado ou subjugado, obviamente, faz com que as pessoas prefiram apoiar qualquer regime que defenda a soberania nacional”, disse. O antropólogo acrescentou que, ainda que a ameaça de Trump não se concretize, a destruição já está em curso. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) calcula que 160 monumentos históricos tenham sido danificados ou destruídos pelos ataques dos EUA e de Israel. Trump evita comentar crime de guerra Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta. “Você está se comprometendo a cometer um crime de guerra?”, disse o profissional de imprensa em áudio captado pela transmissão oficial. O presidente apenas virou o rosto e pediu novas perguntas aos jornalistas. “O que mais?”, desconversou. Em coletiva de imprensa no mesmo dia, um jornalista do New York Times questionou Trump se ele não estaria violando o direito internacional ao ameaçar atacar infraestruturas civis. O presidente estadunidense acusou o jornal de “falta de credibilidade” e disse que não permitiria que o Irã desenvolva armas nucleares, uma das tantas justificativas da guerra. Porém, mesmo os serviços de inteligência dos EUA apontam que Teerã não buscava desenvolver esses armamentos. Na mesma postagem em que promete um genocídio no Irã, Trump diz que não quer que isso aconteça, “mas provavelmente acontecerá”. “Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo”, completou. Contraditoriamente, Trump finaliza o comunicado pedindo para Deus abençoar “o grande povo do Irã”. Agência Brasil
CBF promove reunião histórica com clubes das Séries A e B para iniciar debate sobre criação da Liga do Futebol no Brasil
A CBF realizou nesta segunda-feira (6), no Rio, uma reunião inaugural com representantes dos clubes dos Brasileiros Séries A e B e das Federações Estaduais para o início do debate sobre a criação da Liga do Futebol no Brasil. Em uma iniciativa histórica para a construção coletiva do fortalecimento do produto ‘futebol brasileiro’, a entidade reuniu as principais lideranças do país a fim de promover um espaço qualificado de discussão sobre o tema. “Hoje foi um dia histórico para o futebol brasileiro. Pela primeira vez, as Séries A e B se reuniram com a CBF para discutir um tema que vai definir o nosso futuro: a criação de uma liga única. Este é um momento que exige responsabilidade, visão e, principalmente, união. A formação de uma liga única tem um objetivo muito claro: valorizar o futebol brasileiro”, ressaltou o presidente da CBF, Samir Xaud. No evento, a CBF apresentou estudos conduzidos desde os primeiros meses da atual gestão para mostrar todo o potencial inexplorado do futebol brasileiro, cuja primeira divisão nacional, apesar disso, é a sexta liga mais valiosa do mundo. A análise foi aprofundada a partir da imersão internacional na Europa, em janeiro, em que a comitiva brasileira conheceu conceitos, modelos de governança e estratégias das ligas e federações de Inglaterra, Alemanha e Espanha para temas como fair play financeiro, tecnologia e profissionalização da arbitragem. Compararam-se diferentes questões estruturantes do Brasileirão com os principais campeonatos nacionais do mundo e perceberam-se as áreas em que no Brasil ainda carecem de melhorias: calendário, tempo de jogo, estádio (público, segurança e infraestrutura), transmissão, comunicação e redes sociais, marketing, êxodo de jovens talentos, governança do regulamento e situação financeira dos clubes. Contudo, antes de dar início a todo este processo, a CBF atendeu as recentes manifestações de diversas entidades desportivas e clubes para organizar uma solenidade cujo objetivo é começar as conversas a respeito de uma liga única no Brasil, movimento visto pela entidade como um passo necessário para a evolução do futebol brasileiro. Posicionando-se como mediadora e uma das lideranças no debate, a CBF reitera que a liga, acima de tudo, pertence aos clubes. “Nada do que desejamos para o futebol brasileiro será possível sem união. Não haverá avanço sem união. E união exige maturidade, diálogo e concessões de todos os lados. A liga precisa ser dos clubes. Esse é um princípio fundamental, inegociável. A CBF estará presente, com papel ativo como mediadora e uma das lideranças do processo. Mas as decisões precisam ser construídas e deliberadas pelos clubes”, frisou Gustavo Dias, vice-presidente da CBF. A entidade considera também que a liga nascerá ainda mais fortalecida em razão da série de transformações que a CBF tem promovido no futebol brasileiro, a exemplo da reestruturação e racionalização do calendário do futebol profissional masculino, da implementação do Fair Play Financeiro e da profissionalização e investimento em tecnologia na arbitragem. “Essas reformas não são acessórios; são fundamentos. Sem elas, qualquer modelo de liga nasceria frágil, incapaz de entregar o valor que todos nós desejamos. Por isso, mesmo sabendo da importância da liga, optamos por construir primeiro as bases que garantissem sua sustentabilidade”, destacou Samir Xaud. A partir desta reunião inaugural, a CBF, que prioriza o diálogo antes da tomada de qualquer decisão, colherá soluções e ideias de clubes e federações estaduais para avançar nas discussões sobre a criação da Liga do Futebol no Brasil.
Fluoretação da água passa a ser monitorada como ação estratégica de saúde em MS
A ampliação da fluoretação da água em Mato Grosso do Sul entra em fase de implementação, com atuação direta da SES (Secretaria de Estado de Saúde) no monitoramento da qualidade da água e no acompanhamento dos sistemas de abastecimento nos municípios, garantindo o cumprimento dos parâmetros sanitários e a segurança da população. A medida segue cronograma definido na Resolução Conjunta nº 001/2026, publicada neste mês no Diário Oficial do Estado. Mais do que a definição de prazos, a nova etapa transforma a fluoretação em uma ação estruturada dentro da vigilância em saúde ambiental, integrando rotinas já executadas pela SES em todo o MS. O trabalho envolve o acompanhamento constante dos sistemas de abastecimento, análise de parâmetros microbiológicos, físicos e químicos da água, além da avaliação de riscos e realização de inspeções sanitárias. A medida também amplia o escopo de atuação da vigilância, que passa a incorporar de forma mais direta o controle da fluoretação como estratégia de prevenção em saúde coletiva, especialmente no enfrentamento à cárie dentária — uma das doenças mais prevalentes no país. Segundo a gerente de Qualidade da Água para Consumo Humano da SES, Gabriela Faria Conzolino, a ampliação da fluoretação reforça uma política pública baseada em evidências e com impacto direto na população. “Com eficácia amplamente comprovada, reconhecida nacional e internacionalmente como uma das estratégias mais eficazes nesse campo, a medida atua diretamente na prevenção da cárie dentária, sobretudo entre as populações mais vulneráveis, promovendo acesso universal, segurança sanitária e equidade em saúde”, complementa. Articulação com municípios Nos 79 municípios, a atuação da SES em relação ao controle da qualidade da água ocorre de forma articulada com as equipes locais, que recebem suporte técnico para garantir a correta aplicação dos parâmetros estabelecidos e o cumprimento das normas sanitárias. O acompanhamento inclui ainda a investigação de possíveis agravos relacionados à qualidade da água e o monitoramento contínuo dos indicadores de saúde. No caso da resolução sobre fluoretação, as medidas abrangerão os 67 municípios atendidos pela Sanesul. Em Campo Grande, a concessionária Águas de Guariroba já implementou a medida. E nas demais 11 cidades do Estado, permanece o suporte da SES às secretarias estaduais, que possuem sistemas autônomos de abastecimento. Resolução estabelece expansão gradual no Estado Publicada pela AGEMS em conjunto com a SES no dia 18 deste mês, a Resolução Conjunta nº 001/2026 foi elaborada em conformidade com a Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde. Ela prevê a ampliação da fluoretação seguindo cronograma definido, com implementação progressiva. A normativa estabelece diretrizes técnicas e prazos para garantir a universalização do acesso à água fluoretada, alinhando a regulação dos serviços de abastecimento às ações de vigilância em saúde e às políticas de prevenção adotadas no Estado. Para o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica da SES, Karyston Adriel Costa, a resolução marca um avanço na integração entre regulação e saúde pública, ao consolidar a fluoretação como parte das ações permanentes de vigilância. “A fluoretação passa a ser acompanhada de forma mais qualificada dentro da vigilância em saúde, o que permite não apenas ampliar o acesso, mas garantir que essa política seja implementada com segurança e efetividade. É uma medida que atua diretamente na prevenção e na melhoria da qualidade de vida da população”, afirma. Com a implementação do cronograma especificamente nessas cidades atendidas pela Sanesul, a SES reforça seu papel na coordenação e no acompanhamento das ações, assegurando que a ampliação da fluoretação ocorra de forma gradual, segura e alinhada às necessidades regionais. Danúbia Burema, Comunicação SES
Articulação garante transporte escolar seguro e acessível em Itaporã
A frota do transporte escolar de Itaporã recebeu um reforço estratégico nesta segunda-feira (06) com a entrega de um novo ônibus zero quilômetro para a Rede Municipal de Ensino (REME). Viabilizado por meio de emenda parlamentar, o veículo chega para oferecer mais segurança e dignidade no deslocamento diário dos estudantes, eliminando barreiras de acesso com um sistema completo de acessibilidade para cadeirantes. O ato de entrega, realizado no Paço Municipal, reuniu o deputado estadual Zé Teixeira (PL), o deputado federal Dagoberto Nogueira e o prefeito Tiago Carbonaro, além de lideranças da Câmara Municipal de Vereadores. O novo ônibus tem capacidade para 22 passageiros e é do tipo “Onureia Piso Alto”, modelo projetado para suportar as condições das rotas escolares com eficiência e conforto. Para o deputado estadual Zé Teixeira, a chegada do veículo é resultado de uma articulação política focada em resultados práticos para a comunidade. “Este é um investimento essencial que garante qualidade no transporte dos nossos alunos e tranquilidade para os pais. Seguimos trabalhando com responsabilidade e compromisso pelo futuro de Itaporã, garantindo benefícios diretos à população”, afirmou o parlamentar durante a cerimônia. A recepção do veículo foi acompanhada por uma comitiva de vereadores e autoridades locais, reforçando o alinhamento político em busca de novos recursos para a cidade. O prefeito Tiago Carbonaro ressaltou que a união entre os poderes é o que permite ao município avançar em áreas prioritárias como a educação. Segundo ele, o empenho dos deputados nas esferas estadual e federal tem sido determinante para a modernização dos serviços públicos em Itaporã. Ao encerrar a solenidade, o deputado Zé Teixeira fez questão de pontuar a origem dos recursos, reforçando que a entrega não deve ser vista como um “favor” do Governo Federal. O parlamentar destacou que o veículo é fruto de uma emenda direta do deputado federal Dagoberto Nogueira e, acima de tudo, um retorno do esforço fiscal dos cidadãos. “É importante que a população saiba que esse ônibus foi viabilizado por quem trabalha. O dinheiro que compra esse equipamento vem do imposto pago pelo trabalhador de Itaporã. O nosso papel é garantir que esse recurso volte para a cidade em forma de educação de qualidade”, concluiu Teixeira. Por Adriano Furtado com informações da Prefeitura de Itaporã








