A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) divulgou os resultados do primeiro ciclo do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) de 2026, realizado em janeiro, evidenciando um cenário de atenção para o risco de arboviroses no Estado. Os dados reforçam o alerta especialmente para municípios classificados em médio risco (índice de 1 a 3,9) e, principalmente, alto risco (acima de 4), que apresentam maior probabilidade de ocorrência de surtos e epidemias de doenças como dengue, zika e chikungunya. Municípios em alto risco exigem resposta imediata Entre os municípios com alto risco de infestação, estão: Rio Negro (8,80), Paranhos (8,20), Eldorado (7,00), Terenos (6,20) e Santa Rita do Pardo (6,00). Outras cidades como Maracaju (4,90), Vicentina (4,60) e Naviraí (4,10) também permanecem em situação de alerta, demandando intensificação imediata das ações de controle e mobilização local. Faixa de médio risco também preocupa Na classificação de médio risco, que já indica cenário de alerta, estão municípios como Anaurilândia (3,90), Água Clara (3,70), Ponta Porã (3,70), Bataguassu (3,50) e outros com índices próximos ao limite para alto risco. Campo Grande, com índice de 1,40, também se encontra nessa faixa, reforçando a necessidade de manutenção e intensificação das ações de vigilância. Municípios com índice zero também devem manter atenção Apesar de alguns municípios apresentarem índice zero, como Chapadão do Sul, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Itaquiraí, Japorã, Jaraguari e Juti, a SES alerta que esse cenário deve ser analisado com cautela. É fundamental verificar se o levantamento foi realizado de forma adequada e confrontar os dados com outros indicadores, como o monitoramento por ovitrampas, armadilhas utilizadas para identificar a presença do mosquito, disponíveis no boletim epidemiológico. Esse cruzamento de informações é essencial para garantir a confiabilidade dos dados e evitar uma falsa sensação de segurança. Monitoramento orienta ações e fortalece prevenção O LIRAa é uma ferramenta estratégica para identificar a infestação do Aedes aegypti e direcionar ações mais eficazes nos municípios, permitindo respostas rápidas e focadas nas áreas de maior risco. As informações subsidiam desde visitas domiciliares até ações de bloqueio, eliminação de criadouros e campanhas educativas. A SES também informa que um novo ciclo do LIRAa será realizado nas duas últimas semanas de maio, permitindo a atualização dos índices de infestação e o redirecionamento das estratégias de enfrentamento ao Aedes aegypti nos municípios. Autoridades reforçam alerta e responsabilidade coletiva A secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, destacou a importância do uso dos dados para antecipar cenários críticos.“Os municípios em médio e principalmente, em alto risco precisam intensificar imediatamente as ações de controle. Esses índices indicam maior probabilidade de surtos, e o enfrentamento precisa ser rápido, coordenado e contínuo, com apoio do Estado e participação ativa da população”, afirmou. Ela também reforçou a necessidade de manter a vigilância mesmo em cidades com bons indicadores.“Mesmo os municípios com índice zero devem analisar cuidadosamente os dados, confrontando com outros instrumentos, como as ovitrampas, para garantir que não haja subnotificação ou falhas no levantamento”, completou. O gerente estadual de Combate às Arboviroses, Márcio Luiz de Oliveira, destacou a atuação estratégica a partir dos dados do levantamento.“O Estado já utiliza essas informações para direcionar as ações de forma mais precisa, priorizando os municípios com maiores índices e intensificando o apoio técnico, as visitas de campo e as estratégias de eliminação de criadouros. O monitoramento permite respostas mais rápidas e eficazes no enfrentamento ao mosquito”, afirmou. Segundo ele, o momento exige mobilização contínua.“Estamos em um período favorável à proliferação do mosquito, e qualquer descuido pode resultar no aumento de casos. Por isso, é fundamental que municípios e população atuem juntos na eliminação de criadouros”, enfatizou. População é peça-chave no combate ao mosquito A SES reforça que o enfrentamento ao Aedes aegypti depende da participação de toda a população. A eliminação de recipientes que acumulam água, a limpeza de quintais e a atenção aos ambientes domésticos são medidas simples, mas essenciais para conter a proliferação do mosquito. A recomendação é manter a vigilância ativa em todos os municípios, independentemente do nível de risco, prevenindo a ocorrência de surtos e protegendo a saúde da população. André Lima, Comunicação SES
Operação descarta 10,4 toneladas de produtos impróprios para consumo em Campo Grande
O Procon Mato Grosso do Sul integrou, na sexta-feira (10), uma operação conjunta que resultou no descarte de 10,4 toneladas de alimentos impróprios para o consumo. Os itens estavam localizados em um depósito e duas conveniências na área central de Campo Grande. Participaram da ação equipes da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), da Vigilância Sanitária de Campo Grande e do SIM (Selo de Inspeção Municipal). Foi constatado pelos fiscais que os produtos, em sua maioria frios como queijos e embutidos, estavam com o prazo de validade vencido. Além disso, as empresas fracionavam os itens sem autorização do SIM e em ambientes com a presença de bolor nas paredes, balanças e prateleiras enferrujadas. O armazenamento também era feito sem a devida vedação, gerando risco de contaminação cruzada. Todo o material apreendido foi descartado conforme a legislação vigente. O montante totalizou 10.444,66 quilos de produtos considerados impróprios para o consumo, por representarem riscos à saúde e à segurança dos consumidores. As empresas fiscalizadas possuem um prazo de 20 dias para apresentar sua defesa junto ao Procon Mato Grosso do Sul, restando ainda responder a outros prazos previstos nos autos de infração lavrados pelas demais instituições participantes da operação. Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS
Detran-MS altera calendário de licenciamento 2026 para evitar transtornos aos cidadãos
O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) publicou, na edição desta segunda-feira (13) do Diário Oficial do Estado, a Portaria nº 209/2026, que altera o calendário anual de licenciamento de veículos para o exercício de 2026. A medida reorganiza os prazos de vencimento do licenciamento veicular das placas final 1 a 5, que passam a iniciar a partir de junho, às demais permanecem iguais. Finais 1, 2 e 3: junho; Finais 4, 5 e 6: julho; Finais 7 e 8: agosto; Final 9: setembro; Final 0: outubro. A alteração foi necessária para evitar transtornos aos cidadãos durante o processo de licenciamento. Isso porque o Detran-MS identificou algumas inconsistências na comunicação entre sistemas da SEFAZ (IPVA) e Detran-MS (Licenciamento) que, em alguns casos, poderiam impedir a emissão do CRLV-e para quem está com o pagamento da parcela em dia. “Essa alteração foi pensada para proteger o cidadão e evitar qualquer tipo de bloqueio indevido no licenciamento. Nosso objetivo é assegurar que quem está em dia com suas obrigações não enfrente dificuldades no acesso ao serviço”, destaca o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade. Com a mudança, o órgão busca garantir que cidadãos que estejam regulares, inclusive com parcelamentos em andamento, tenham garantido o direito de circular sem o risco de retenção dos veículos em fiscalizações. A medida reforça o compromisso do Detran-MS com a eficiência administrativa, a segurança jurídica e, principalmente, com a prestação de um serviço público mais justo, transparente e acessível à população. Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Governo de MS apoia obra emergencial e vai construir nova ponte de concreto sobre Rio do Peixe
O governador Eduardo Riedel vistoriou na manhã desta segunda-feira (13) a obra emergencial da ponte sobre o Rio do Peixe, no município de Rio Negro, que precisou ser feita depois das fortes chuvas que atingiram a cidade em fevereiro deste ano. A estrutura metálica provisória foi feita pelo Exército Brasileiro e vai contar com o apoio financeiro do Estado. Além desta ajuda, o Governo já tem a solução definitiva para o local, com a construção de uma ponte de concreto no valor de R$ 13,2 milhões. A assinatura da ordem de serviço para nova estrutura já foi assinada e as obras começam de imediato. Ela será construída no mesmo local da anterior, com 80 metros de extensão e dois metros a mais de altura, garantindo maior segurança e capacidade de vazão em períodos de cheia. A obra inclui também a execução dos acessos (encabeçamentos) e a retirada dos escombros da ponte que entrou em colapso. “Importante que já contratamos a obra definitiva. São R$ 13 milhões de investimento. Iremos construir a ponte do lado, no mesmo local, sendo um novo acesso para rodovia. O objetivo é a retomada do fluxo até melhor do que era antes, beneficiando as pessoas, veículos e toda região”, afirmou o governador. A ajuda e cooperação com as cidades que sofreram com desastres naturais é uma marca da gestão estadual. Estender a mão e ajudar a população que precisa de apoio nestes momentos difíceis é prioridade e essencial, já que se trata de mobilidade urbana, economia e segurança para os sul-mato-grossenses. A moradora Maria Aparecida Pereira agradeceu o empenho do Estado para resolver o problema. “Sempre uso esta ponte para seguir a São Gabriel do Oeste fazer compras e visitar minha filha. Foi um susto e um choque quando ela caiu. Vai ser construída outra e confiamos que vai ficar pronta logo”. Ação emergencial As chuvas fortes que atingiram Rio Negro tiveram um volume acumulado de 292,8 mm no período, o que elevou o nível dos rios e córregos da região, comprometendo a ponte sobre o Rio do Peixe, que fica na MS-080. Apesar das restrições impostas na época, alguns condutores descumpriram as medidas, o que gerou a queda completa da ponte no dia 22 de fevereiro. O Governo do Estado reconheceu a situação de emergência e mobilizou as equipes de imediato para a vistoria técnica e definição das primeiras medidas emergenciais. A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) realizou ações para garantir rotas alternativas, manter o transporte escolar e assegurar o escoamento da produção. Também foram iniciadas tratativas com a Prefeitura de Rio Negro e o Exército Brasileiro para a instalação de uma ponte metálica provisória. A estrutura fica pronta até o final do dia, para reestabelecer a travessia na rodovia. No valor de R$ 854,7 mil. O Governo do Estado já formalizou, por meio de ofício, solicitação de parceria com a União para viabilizar o custeio, com interveniência do Exército. O tráfego no local vai ser operado em sistema de pare e siga, com fiscalização do Exército durante toda a utilização da estrutura metálica e controle de carga limitado a 15 toneladas, com a devida sinalização. “Estamos aqui com o Exercício e sua equipe que prontamente nos atendeu com esta solução emergencial. Tiveram que mobilizar 140 toneladas de aço e ferro, assim como toda montagem. Também terá pare e siga dó Exército de maneira permanente”, ressaltou o governador. Além de contribuir com as ações imediatas, o Estado vai levar uma solução definitiva para o problema (ponte de concreto), fortalecendo a economia regional e pensando no bem-estar e na segurança das pessoas. Expectativa é que a obra fique pronta em oito meses. “Esta ponte que está sene liberada agora é de suma importância para cidade e depois vem a construção de concreto, que traz novamente a esperança de desenvolvimento nesta região, que infelizmente travou devido estas grandes chuvas, que atrapalharam o transbordo e escoamento da produção aos grandes centros”, disse o prefeito de Rio Negro, Henrique Ezoe. Leonardo Rocha, Comunicação Governo de MS
UEMS abre inscrições para auxílios permanência e alimentação para estudantes em vulnerabilidade
A UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) abriu inscrições para o processo de avaliação socioeconômica que possibilita o acesso aos auxílios permanência e alimentação. A iniciativa integra o Piae (Programa Institucional de Assistência Estudantil) e tem vigência prevista entre maio de 2026 e maio de 2027. As inscrições seguem até o dia 24 de abril de 2026, e devem ser feitas exclusivamente de forma online, por meio do sistema da assistência estudantil da universidade. O resultado preliminar está previsto para o dia 6 de maio, com período para ajustes na documentação até 12 de maio. A lista final de contemplados será divulgada a partir de 22 de maio. O objetivo é identificar estudantes de graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica e oferecer suporte financeiro que contribua para a permanência na universidade e para a garantia de necessidades básicas, como alimentação. Podem se inscrever acadêmicos regularmente matriculados nos cursos de graduação da UEMS que comprovem renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo e renda total familiar de até cinco salários mínimos. A seleção leva em consideração critérios como renda, condições de moradia, gastos com transporte e saúde, além de outros fatores sociais que compõem o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), utilizado para classificar os candidatos. DIVULGAÇÃO DE EDITAIS E DOS DEMAIS ATOS O edital prevê duas modalidades: Auxílio Permanência: voltado ao suporte geral para continuidade dos estudos;Auxílio Alimentação: destinado a auxiliar nas despesas com alimentação. Ao todo, são disponibilizados 492 auxílios permanência para cursos presenciais e 10 para EaD, e 238 auxílios alimentação para cursos presenciais e 10 para EaD. A ação faz parte da política de assistência estudantil da UEMS, que busca reduzir a evasão e promover condições mais igualitárias para a formação acadêmica, especialmente entre estudantes em situação de maior vulnerabilidade social. Comunicação UEMS
Prefeitura promove conscientização sobre segurança no trabalho durante “Abril Verde”
A Prefeitura de Dourados, por meio do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), está intensificando as ações do Abril Verde com uma estratégia que prioriza a atuação em campo e o contato direto com trabalhadores de diferentes categorias. A iniciativa reforça a conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, com foco na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. De acordo com Marlayne Wolf, coordenadora do Cerest, a proposta é levar informação e orientação. “A intenção é alcançar com atividades orientativas os trabalhadores de vários eixos de atuação”, aponta. O direcionamento da gestão Marçal Filho é trabalhar de forma a promover ambientes laborais mais seguros e saudáveis. Ao longo do mês de abril, equipes da Vigilância em Saúde do Trabalhador (Visat) estão percorrendo bairros e visitando tanto empresas quanto residências onde há atividades produtivas informais, como fabricação de pães e doces, serviços de manicure, serralherias e outros empreendimentos domésticos. O cronograma envolve ações nos dias 16, na região do Maracanã, e 22, no Novo Horizonte, ampliando o alcance da campanha em diferentes pontos da cidade. Um dos diferenciais da mobilização é a parceria com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que acompanham as equipes por conhecerem o território e facilitarem a identificação de trabalhadores informais, público considerado mais vulnerável. No dia 28 de abril, quando é celebrado o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, a programação inclui uma blitz educativa em parceria com a Guarda Municipal de Dourados (GMD), voltada especialmente aos motoentregadores, categoria exposta diariamente a riscos no trânsito. “O foco será orientação e sensibilização sobre práticas seguras durante o exercício da atividade a esses profissionais que enfrentam o trânsito constantemente”, explica Marlayne Wolf. Os dados reforçam a importância da iniciativa. Em 2025, Dourados registrou 1.757 notificações de acidentes de trabalho. Conforme a coordenação, a maioria desses casos envolve trabalhadores da construção civil e de empresas frigoríficas. “Somente no que tange a relação de agravos por LER/DORT, das 43 notificações registradas, 60% referem-se a trabalhadores do setor frigorífico”, cita a coordenadora do Cerest, Marlayne Wolf. Já em 2026, até o momento, são 310 notificações de acidentes de trabalho. Os números, no entanto, ainda são considerados subestimados, devido à subnotificação de casos. Diante desse cenário, o Cerest segue atuando de forma contínua no município, com inspeções em ambientes de trabalho e ações educativas que buscam reduzir riscos e fortalecer uma cultura de prevenção. O endereço do Cerest é avenida Weimar Torres, n 4225. O horário de atendimento é de segunda a sexta das 7h30 às 13h30. O contato é 2222-2076.
Município investiga mais uma morte por Chikungunya em Dourados
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e o avanço da doença no perímetro urbano do município, confirmou nesta segunda-feira (13) mais uma morte em investigação sob suspeita da doença. Trata-se de um homem que tinha 63 anos de idade, que estava internado no Hospital Unimed e era morador do Parque das Nações II, região onde foi diagnosticado o avanço mais forte da doença e, justamente, onde as equipes de saúde encontram dificuldade para realizar as ações preventivas. As notificações de casos suspeitos de Chikungunya dispararam na região do Parque das Nações II e mesmo assim parte dos moradores não colaboram com as ações de combate aos focos. “Não estamos conseguindo instalar as Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), espécie de armadilhas que funcionam com recipientes com água e uma tela impregnada com larvicida que chega a reduzir em até 66% os focos do mosquito Aedes Aegypti”, explica o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, coordenador do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública. O secretário revela que os agentes de controle de endemias estão encontrando dificuldades em instalar as armadilhas e também em fazer o controle dos focos. “Moradores estão impedindo a instalação das Estações Disseminadoras de Larvicidas por acreditarem que as armadilhas vão atrair o Aedes aegypti para dentro da casa ou do quintal deles, quando na verdade o mosquito já está lá e nossa intenção é conter os focos”, explica o secretário. O COE informou que agora são três mortes em investigação, entre elas uma menina de 10 anos, que estava internada no Hospital Regional de Dourados e não residia na Reserva Indígena. Até o momento, já foram registradas 6 mortes por Chikungunya em Dourados, todos moradores da Reserva Indígena. Uma morte de indígena ainda segue em investigação, enquanto as outras duas são de pessoas que moravam no Parque das Nações II. Números do Informe Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública apontam que a situação epidemiológica nas aldeias indígenas de Dourados segue grave com 2.012 casos prováveis registrados, 1.461 casos confirmados, 479 casos descartados, 545 casos em investigação, totalizando 2.485 notificações e 399 atendimentos hospitalares. “As equipes estão trabalhando intensamente no enfrentamento à epidemia na Reserva Indígena e também para conter o avanço da doença nos bairros de Dourados”, enfatiza Márcio Figueiredo. De forma geral, a situação epidemiológica em Dourados segue em alta, com 3.572 casos prováveis, 1.634 casos confirmados, 714 casos descartados e 2.652 casos em investigação. Dourados tem hoje 43 pacientes internados em razão de complicações por Chikungunya, sendo 6 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 16 no Hospital Universitário HU-UFGD, 5 no Hospital Cassems, 9 no Hospital Regional, 2 no Hospital Unimed, 2 no Hospital da Vida e 3 no Hospital Evangélico Mackenzie. O Informe Epidemiológico destaca, ainda, que a curva de positividade da Chikungunya em Dourados manteve-se em níveis extremamente elevados ao longo do período analisado, o que indica intensa circulação viral. “Ainda que haja leve redução, os valores permanecem muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica, sugerindo que a epidemia segue ativa. A taxa de positividade é um importante indicador da intensidade de transmissão, sendo que valores elevados refletem maior circulação do agente infeccioso”, destaca o documento.
Com alta circulação do vírus, SES cria fluxo emergencial para casos graves de chikungunya
Diante do avanço da chikungunya, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) instituiu um fluxo emergencial de regulação médica para casos graves da doença. A medida, oficializada por meio da Resolução SES/MS nº 555, publicada na terça-feira (7), estabelece prazos mais curtos para resposta assistencial, mecanismos excepcionais para garantir o atendimento oportuno de pacientes em estado crítico e diretrizes prioritárias para a Região de Saúde Centro-Sul e demais macrorregiões do Estado. A normativa estabelece que casos classificados como prioridades P1.0 e P1.1, considerados graves ou potencialmente graves, deverão ter decisão regulatória em até uma hora após a solicitação. O prazo é tratado como meta obrigatória para garantir resposta rápida e reduzir o risco de agravamento ou morte dos pacientes. A resolução também normatiza o uso da chamada “vaga zero”, recurso excepcional que permite a transferência imediata de pacientes críticos mesmo na ausência de leitos disponíveis, como forma de preservar vidas em situações extremas. A medida poderá ser adotada pelo médico regulador quando se esgotarem as alternativas convencionais de encaminhamento dentro do tempo clínico oportuno. A iniciativa ocorre em meio ao cenário de emergência em saúde pública decretado em Dourados, onde a epidemia de chikungunya segue ativa. Dados epidemiológicos recentes indicam taxa de positividade entre 72% e 79%, considerada elevada, além do registro de casos graves, gestantes acometidas e óbitos pela doença no município em 2026. Segundo a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, a medida busca dar mais agilidade e segurança à assistência em um momento de alta pressão sobre a rede. “Estamos estruturando um fluxo mais rápido, organizado e resolutivo para garantir que os pacientes graves tenham acesso ao atendimento oportuno no menor tempo possível. Essa resposta ágil é fundamental para salvar vidas, especialmente diante do cenário epidemiológico que enfrentamos”, afirmou. O fluxo emergencial prioriza a articulação entre as centrais de regulação municipal e estadual, com definição clara de responsabilidades e sequência de encaminhamentos. Em Dourados, o HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) será a primeira referência para os casos graves, seguido pelo HRD (Hospital Regional de Dourados). Na ausência de aceite ou resposta em tempo oportuno, a vaga zero poderá ser acionada para qualquer unidade com capacidade de atendimento. A resolução também detalha critérios clínicos para classificação dos pacientes, incluindo sinais de choque, desidratação grave, rebaixamento de consciência, insuficiência respiratória e condições de maior vulnerabilidade, como gestação, comorbidades e pertencimento a populações indígenas. Entre os objetivos da medida estão a padronização da resposta assistencial, a redução de gargalos na regulação, a ampliação do acesso a leitos de maior complexidade e a melhoria na comunicação entre os serviços de saúde. As unidades de origem deverão iniciar imediatamente as medidas de estabilização e manter contato contínuo com a regulação até a transferência do paciente. Para monitorar a efetividade do fluxo, a SES instituiu indicadores diários e semanais, como tempo de resposta, número de solicitações, percentual de casos atendidos dentro do prazo, negativas de vagas e óbitos antes ou durante a transferência. Relatórios operacionais também deverão apontar gargalos e orientar ajustes na rede assistencial. A medida tem caráter temporário e permanecerá vigente enquanto durar a situação de emergência epidemiológica. Após esse período, os fluxos regulatórios anteriores serão retomados. Kamilla Ratier, Comunicação SES
Dourados abre processo seletivo para agentes de endemias na guerra contra Chikungunya
A Prefeitura de Dourados está publicando, em edição suplementar do Diário Oficial nesta quarta-feira (8), o Edital nº 24/2026 que institui Processo Seletivo Simplificado (PSS) para contratação temporária de profissionais que irão atuar na Secretaria Municipal de Saúde. A medida tem como objetivo reforçar as ações de enfrentamento à epidemia de Chikungunya no município. A contratação ocorre em razão da situação de emergência em saúde pública declarada pelo Decreto Municipal nº 587, de 20 de março de 2026. O processo será realizado por meio do aproveitamento da lista de candidatos aprovados e remanescentes do Concurso Público nº 1/2024, respeitando rigorosamente a ordem de classificação. As vagas são destinadas à função de Agente de Combate às Endemias, profissionais que atuarão diretamente nas ações de vigilância, orientação à população, visitas domiciliares e controle do mosquito transmissor. De acordo com o edital, a convocação será feita por meio do Diário Oficial do Município. Os candidatos chamados deverão comparecer ao setor de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua Coronel Ponciano, nº 900, Parque dos Jequitibás, para apresentação da documentação exigida. A administração municipal reforça que a contratação possui caráter temporário e excepcional, válida apenas enquanto perdurar a situação de emergência. A medida não altera a ordem de classificação do concurso público vigente nem garante nomeação automática para cargo efetivo. Segundo a Prefeitura, a iniciativa busca garantir agilidade e eficiência na resposta à crise sanitária, ampliando as equipes de campo para reduzir os índices da doença e proteger a população. CONVOCAÇÃO Também na edição suplementar do Diário Oficial, a Secretaria Municipal de Saúde está convocando os candidatos para comparecerem ao Setor de Recursos Humanos da Secretaria. O atendimento será realizado na segunda-feira, 13 de abril de 2026, às 8h, na sede localizada na Rua Coronel Ponciano, nº 900, para apresentação da documentação exigida. A Secretaria reforça que o não comparecimento na data e horário estabelecidos poderá implicar em desclassificação, conforme as normas do edital. Os editais completos estão disponíveis no Diário Oficial do Município, edição suplementar desta quarta-feira, 8 de abril.








