Câmara projeta nova sede em área pública e antigo prédio poderá ser cedido ao Previd

José Ricardo

A Câmara Municipal de Dourados estuda construir a futura sede em uma área pública localizada no Parque Arnulpho Fioravante e para isso busca dar uma nova destinação ao prédio em reforma na avenida Marcelino Pires. A medida tem como principal objetivo avaliar alternativas que proporcionem maior eficiência administrativa e melhor aproveitamento dos recursos públicos, considerando que estudos preliminares indicam a necessidade de futuras adequações e ampliações da estrutura atualmente em reforma para atendimento integral das demandas institucionais.

A nova sede poderá ser construída na esquina das ruas Joaquim Teixeira Alves e Coronel Ponciano, em área pertencente ao município, próxima à Guarda Municipal. A proposta, segundo a presidente da Câmara, vereadora Liandra Brambilla (PSDB), é investir em uma estrutura planejada para atender de forma definitiva a demanda da Casa de Leis, evitando futuras ampliações e adequações.

“Os estudos técnicos desenvolvidos até o momento apontam que a mera conclusão da obra da antiga estrutura não representaria uma solução definitiva para as necessidades futuras da Câmara Municipal. Mesmo após a finalização, seriam necessárias adequações e ampliações estruturais para comportar, de forma adequada, a expansão das atividades legislativas, administrativas e de atendimento ao cidadão, circunstância que motivou a análise de alternativas mais eficientes sob os aspectos técnico, operacional e econômico”, considera.

Paralelamente, a Câmara busca uma solução para que o imóvel da avenida Marcelino Pires continue cumprindo a função pública. Na terça-feira, a presidente acompanhou uma visita técnica realizada por representantes da diretoria e do Conselho Curador do Previd (Instituto de Previdência Social dos Servidores do Município de Dourados), que estudam a possibilidade de utilizar o espaço como futura sede própria da instituição.

As obras no local encontram-se paralisadas desde abril de 2025 em razão de questões técnicas, administrativas e contratuais que vêm sendo objeto de avaliações e análises pelos setores competentes.

Caso a proposta avance, o Previd poderá aproveitar toda a estrutura existente ou desenvolver um novo projeto, adequado às necessidades do Instituto.

Para Liandra Brambilla, a iniciativa busca conciliar eficiência administrativa, responsabilidade fiscal e preservação do patrimônio público, permitindo a avaliação de uma estrutura planejada para atender as demandas futuras da Câmara Municipal, ao mesmo tempo em que possibilita o aproveitamento da edificação atualmente em reforma por outro órgão da Administração Pública.

 “Estamos buscando uma alternativa que preserve o patrimônio público e evite desperdícios. O prédio possui uma estrutura física em boas condições e pode ser aproveitado para outra finalidade administrativa, reduzindo custos com futuras instalações do Previd”, destaca.

A presidente ressalta ainda que os estudos técnicos realizados apontam que, diante das necessidades atuais e futuras do Poder Legislativo, a estrutura atualmente projetada poderá demandar adequações e ampliações complementares para acomodar, de forma plena, gabinetes parlamentares, plenário, setores administrativos e áreas destinadas ao atendimento da população.

“A eventual destinação futura do imóvel atualmente em reforma dependerá da conclusão dos estudos técnicos, jurídicos, patrimoniais e orçamentários em andamento, observando-se sempre o interesse público, a preservação dos recursos já investidos e a busca pela solução mais vantajosa para a administração municipal”, afirma Liandra.

A construção da nova sede em área pública deverá gerar economia a longo prazo, já que o projeto será desenvolvido de acordo com as necessidades atuais e futuras da Câmara, reduzindo gastos com adaptações estruturais e ampliando a capacidade de atendimento aos cidadãos.

A Câmara Municipal também promove levantamentos técnicos e orçamentários para subsidiar a análise de viabilidade da futura sede, garantindo que qualquer decisão seja tomada com base em critérios de economicidade, planejamento e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

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