A CBF realizará na terça-feira (14), às 14h, uma reunião institucional com os presidentes das federações estaduais e os vice-presidentes da própria entidade. Passada a Copa do Mundo Masculina, que fechou o ciclo do primeiro ano de gestão, o foco da entidade agora está em seu segundo ciclo, que tem como principal projeto a realização da Copa do Mundo Feminina, que acontecerá no Brasil, em 2027.
O encontro vai debater os projetos em desenvolvimento para o futebol brasileiro, entre eles a preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027 e o início do ciclo de trabalho para a Copa do Mundo de 2030.
A reunião também servirá como um balanço das ações estruturantes propostas no primeiro semestre de 2026. Entre os avanços, estão medidas há muito tempo aguardadas no futebol nacional, como a reforma do calendário, a criação do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), as mudanças e investimentos na arbitragem e o Grupo de Trabalho da Base, mecanismo fundamental para pensar um futuro vencedor para o futebol brasileiro.
“Nestes primeiros meses de gestão, demos início a mudanças estruturantes que o futebol brasileiro aguardava há muitos anos. Agora é o momento de consolidar esse trabalho, ouvir quem vive o dia a dia do futebol e construir, junto com clubes e federações, um projeto coletivo capaz de fortalecer o nosso esporte em todas as regiões do país. E com a Copa do Mundo Feminina temos oportunidade de deixar um legado histórico para o futebol brasileiro”, afirmou o presidente da CBF, Samir Xaud.
Para os personagens que compõem o ecossistema do futebol brasileiro, um dos principais avanços da atual gestão está justamente na descentralização das decisões e na ampliação da participação de clubes e federações na construção das políticas da entidade.
Presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Luciano Hocsman destaca que a atual gestão colocou em pauta temas estruturantes para o futuro do esporte e defende a continuidade desse processo de modernização.
“Desde o primeiro dia de trabalho da atual gestão, a CBF vem avançando em temas que já deveriam ter recebido atenção há muito tempo, como a modernização do calendário, o Sistema de Sustentabilidade Financeira e a profissionalização da arbitragem. Agora é importante dar sequência a esse trabalho. Destaco especialmente o Grupo de Trabalho da Base, que está fazendo um diagnóstico do futebol de formação no Brasil para orientar o desenvolvimento das próximas gerações, e a construção de uma liga única, em parceria com os clubes. São iniciativas fundamentais para fortalecer o futebol brasileiro e permitir que a nossa liga alcance o protagonismo que o país tem potencial para conquistar”, afirmou Hocsman.
Para o presidente da Federação Sergipana de Futebol, Milton Dantas, o momento atual da relação entre CBF, federações e clubes é inédito.
“A nossa avaliação, enquanto presidentes de federações, é que a CBF cumpre uma pauta positiva desde a chegada do presidente Samir Xaud e sua diretoria, e o reconhecimento dos clubes e das federações é uma prova disso, além da própria mobilização da torcida em prol da Seleção, como há muito tempo não se via”, disse Dantas.
Ex-presidente do Confiança, Dantas ressalta o quanto a CBF tem apoiado o crescimento e a manutenção dos clubes brasileiros, seja com a ampliação do calendário das equipes da base da pirâmide, garantindo maior longevidade às agremiações e melhores condições de trabalho para profissionais de diversas áreas, seja assumindo custos logísticos das competições organizadas pela entidade.
“Venho da realidade dos clubes e sei da importância que a CBF dá aos clubes hoje, sejam pequenos, médios ou grandes. Antigamente o olhar da entidade ficava apenas nos clubes de maior porte. Hoje, mesmo os que disputam a Série D contam com cotas e despesas pagas, assim como acontece nas outras divisões. A Série B, em seu momento mais difícil, quando os clubes demonstraram o prejuízo que tiveram com os contratos negociados por ligas, recebeu um apoio da CBF com um aporte extra de R$ 50 milhões. Hoje a CBF é irmanada com os clubes”, concluiu Dantas.
