Irmãos são alvo de operação por fraude financeira

José Ricardo

Nesta quarta-feira, 28, policiais iniciaram a segunda fase da operação em Campo Grande-MS.

A Polícia Civil da Deic de Rio Preto pertencente ao Deinter-5, por meio da 3ª Equipe da 2ª DIG e com apoio do Seccold, da Delegacia de Homicídios e do Grupo de Operações Especiais (GOE), deflagrou na última segunda-feira, 26, a primeira fase da Operação ‘Castelo de Cartas’.

A Civil deu início nesta operação em abril de 2025, na qual apurou a atuação de um grupo criminoso especializado em fraudes financeiras.

Em Campo Grande, os dois alvos são irmãos e pertencem à família Zahran, ligada ao ramo de energia e gás e que, segundo as investigações, usavam o sobrenome para aplicar golpes.

De acordo com o divulgado pela reportagem do Campo Grande News, um dos locais visitados foi condomínio Green Life na Avenida Nelly Martins, região da Vila Margarida, onde mora Gabriel Gandi Zahran Georges, um dos herdeiros do grupo Zahran, filho do ex-deputado Gandi Jamil e neto de Ueze Zahran.

Ele é investigado por vender empresas de fachada ao lado do irmão Camilo. Para atrair as vítimas, os dois prometiam retorno financeiro elevado, diz o delegado Fernando Tedde, da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de São José do Rio Preto (SP), que toca a investigação.

Gabriel foi levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde foi ouvido e liberado. Ao que tudo indica, as acusações mais sérias recaem sobre o outro irmão, Camilo Gandi Zahran Georges, que tem mandado de prisão em aberto e é considerado foragido, já que, até o momento, não foi encontrado.

Gabriel é o que exibe mais a vida de luxo nas redes sociais, com viagens, festas e pescarias, sempre cercado por muitos amigos. Camilo é mais reservado na vida pública.

Segundo o delegado, os dois irmãos pertencem ao grupo empresarial legítimo, mas não integram a administração dessas empresas e acabaram beneficiados pela influência da família no mercado. “Pelo que apuramos, eles até recebem dividendos, mas não participam da gestão. Ainda assim, criaram uma situação falsa de investimentos para movimentar dinheiro”, afirmou Tedde.

As vítimas, que são de várias cidades, sofreram prejuízos milionários ao investirem em companhias que existiam apenas no papel.

Por determinação judicial, foram expedidos mandados de prisão e de busca e apreensão, parte deles cumpridos na primeira fase da operação, principalmente em condomínios de alto padrão de Rio Preto.

O resultado das ações incluem uma prisão em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, a apreensão de quatro armas municiadas — três revólveres e uma pistola —, mais de R$ 250 mil em dinheiro, cheques e notas promissórias que somam mais de R$ 1,5 milhão, além de dez veículos de luxo.

Ainda segundo a Civil, também houve apreensão de joias e relógios de alto valor, incluindo sete modelos Rolex e um Cartier, dois iPhones de última geração, cartões bancários, máquinas de cartão e vasta documentação.

Todos os bens foram apreendidos e colocados à disposição da Justiça.

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