Zé Teixeira revela apreensão do setor produtivo para ano de 2026

José Ricardo

Enquanto as projeções nacionais indicam recordes de safra, a realidade da porteira para dentro revela uma história diferente, marcada pela cautela e pela apreensão. Quem faz o alerta é o deputado estadual Zé Teixeira, reconhecido como o principal representante da classe produtora no Parlamento sul-mato-grossense. Ao analisar o cenário para 2026, Zé Teixeira desenha um panorama que exige o fortalecimento do produtor rural. Para o parlamentar, que carrega em seus mandatos a marca da defesa intransigente do direito de propriedade, o ano que se aproxima trará custos de produção ainda elevados somados a uma instabilidade jurídica que volta a assombrar regiões produtivas do Estado, como a Grande Dourados e o Cone Sul.

O primeiro ponto de atenção levantado pelo deputado é econômico. Acompanhando relatórios de entidades como a CNA, o deputado destaca que o produtor está descapitalizado. “O cidadão comum ouve falar em safra recorde e acha que tudo está muito bem no campo. É um engano. Para 2026, o nosso desafio é sobreviver com margens de lucro apertadas. O custo para plantar e criar continua altíssimo, os juros dificultam o crédito e o preço da saca ou da arroba não acompanhou essa subida. Não adianta batermos recordes de produtividade se a conta não fechar no final. Tem muito produtor pagando para trabalhar e isso é insustentável”.

Na questão fundiária, o cenário também é preocupante. Com a indefinição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Marco Temporal se arrastando para 2026, o deputado teme um novo ciclo de invasões, incentivadas pela impunidade e pela morosidade federal. Conhecedor profundo da realidade de regiões como Dourados e Caarapó, Zé Teixeira reforça que o Legislativo precisa atuar como um escudo, cobrando ações enérgicas de segurança pública, já que a solução definitiva em Brasília parece distante.

“Nós não podemos aceitar que, em pleno 2026, Mato Grosso do Sul ainda viva sob a lei do medo. A indefinição do Marco Temporal em Brasília virou combustível para invasões aqui no Estado. Como representante do setor, minha posição sempre foi clara: não existe diálogo com a terra invadida. O direito de propriedade é cláusula pétrea da Constituição. O produtor que acorda cedo, gera emprego e coloca comida na mesa não pode ficar refém de movimentos políticos fantasiados de causa social. Aqui no Estado nós vamos continuar cobrando tolerância zero com a ilegalidade”, afirma.

A preocupação de Zé Teixeira reflete décadas de atuação. Desde seus primeiros mandatos, o deputado se consolidou como o porta voz do setor produtivo sul-mato-grossense dentro da Assembleia. Para 2026, ele garante que continuará atento contra projetos e ações que prejudiquem o setor e ameacem a segurança no campo. “O agro não para. Trabalhamos todos os dias. A defesa do setor também não pode parar. Seja na briga por pontes e melhores estradas para escoar a safra ou na tribuna contra as invasões, o produtor sabe que aqui tem um parceiro de todas as horas”, finaliza o deputado.

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