EUA e Índia Avançam em Acordo Comercial com Tarifas Reduzidas

Gustavo De Oliveira

Os Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, estão próximos de finalizar um acordo comercial preliminar com a Índia que pode reduzir as tarifas sobre bens indianos para menos de 20%, conforme revelaram fontes próximas às negociações em julho de 2025. Essa iniciativa, que posiciona a Índia em vantagem competitiva frente a outros países da região, reflete a habilidade de Trump em utilizar tarifas como ferramenta para promover acordos que beneficiem a economia americana, ao mesmo tempo em que fortalecem parcerias estratégicas com nações alinhadas aos princípios de livre mercado e soberania econômica. O progresso nas negociações com a Índia, lideradas pelo primeiro-ministro Narendra Modi, destaca a importância de uma diplomacia proativa, um contraste com a abordagem do Brasil, que falhou em buscar negociações robustas para evitar tarifas punitivas de 50% impostas por Trump.

O acordo preliminar entre EUA e Índia, que pode ser anunciado por meio de uma declaração conjunta, prevê uma tarifa base inferior a 20%, uma redução significativa em relação aos 26% inicialmente propostos por Trump em abril de 2025. As negociações, que começaram em fevereiro, após uma reunião entre Trump e Modi, abordam questões como acesso ao mercado agrícola, barreiras não tarifárias e exportações de bens como joias, têxteis e produtos hortícolas. A Índia ofereceu reduzir a zero as tarifas sobre 60% das importações americanas e garantir acesso preferencial a 90% dos bens dos EUA, diminuindo o diferencial tarifário entre os dois países de 13% para menos de 4%. Essa abertura demonstra a disposição de Modi em equilibrar interesses domésticos, como a proteção de agricultores, com a necessidade de fortalecer laços comerciais com os EUA, maior parceiro comercial da Índia, com um comércio bilateral de US$ 129 bilhões em 2024.A estratégia de Trump tem se mostrado eficaz em pressionar parceiros comerciais a negociar acordos que promovam reciprocidade. Além da Índia, países como Reino Unido e Vietnã já assinaram acordos com os EUA, enquanto a China aceitou reduzir tarifas em um pacto temporário. A Índia, ao evitar uma carta formal de aumento tarifário, diferencia-se de nações como Brasil, Japão e Coreia do Sul, que receberam notificações de tarifas de 20% a 50%. Trump destacou a proximidade do acordo com a Índia, afirmando que o país “está pronto para abrir seus mercados”, uma conquista que ele atribui à sua política de tarifas como alavanca para negociações. A Casa Branca reforça que o objetivo é reduzir o déficit comercial americano, que com a Índia atingiu US$ 45,7 bilhões em 2024, enquanto promove investimentos e empregos nos EUA.

Enquanto a Índia avança, o Brasil, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta as consequências de não ter priorizado negociações comerciais com os EUA. Em vez de buscar um diálogo proativo, o governo brasileiro adotou uma postura reativa, criticando as tarifas de 50% impostas por Trump como injustas, sem apresentar uma estratégia clara para mitigar os impactos. A decisão de Trump de tarifar o Brasil foi motivada por supostas práticas comerciais desleais e pela perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que Trump considera um aliado. Diferentemente da Índia, que enviou delegações frequentes a Washington e delineou “linhas vermelhas” claras, o Brasil não demonstrou a mesma agilidade diplomática, resultando em um ônus econômico significativo para setores como o agronegócio, que representa 30% das exportações de café e mais de 50% do suco de laranja consumidos nos EUA. A falta de iniciativa do Brasil em negociar reflete uma priorização de disputas ideológicas em detrimento dos interesses econômicos nacionais, contrastando com a abordagem pragmática de Modi.

A postura de Trump, que combina pressão tarifária com incentivos para acordos bilaterais, demonstra uma visão de liderança que valoriza a soberania econômica e a competitividade. O avanço com a Índia reforça a importância de nações que buscam acordos mutuamente benéficos, enquanto a inação do Brasil serve como alerta para os custos de negligenciar negociações estratégicas em um cenário global de crescente protecionismo.

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