O governo da Jordânia anunciou em 23 de abril de 2025 a proibição completa das atividades da Irmandade Muçulmana no país, acompanhada do fechamento de seus escritórios e do confisco de seus bens. A decisão foi confirmada pelo Ministério do Interior e divulgada por agências internacionais de notícias, que relataram a medida como uma resposta a ameaças de segurança identificadas pelas autoridades.
Segundo informações oficiais, 16 integrantes da Irmandade foram presos na semana anterior sob a acusação de envolvimento em um plano de sabotagem que incluiria o uso de foguetes e drones contra alvos jordanianos. O governo afirmou que as investigações indicam conexões com redes de contrabando de armas e financiamento provenientes do exterior. As autoridades também associaram o grupo a ações anteriores consideradas riscos à segurança nacional.
A decisão representa uma das medidas mais rigorosas já adotadas pelo Reino Hachemita contra o movimento islâmico, que por décadas manteve presença política e social no país. A Irmandade Muçulmana, que já havia sido legalmente registrada na Jordânia, vinha enfrentando restrições progressivas desde 2016, quando o governo questionou sua legitimidade jurídica. A nova decisão encerra oficialmente suas atividades e determina o controle estatal sobre seus bens.
O Ministério do Interior informou que a medida busca preservar a estabilidade e prevenir ameaças à ordem pública. A Frente de Ação Islâmica, braço político do grupo, ainda não foi formalmente proibida, mas passou a ser monitorada de perto pelas autoridades de segurança. Especialistas em política jordaniana afirmam que a decisão reflete o aumento das tensões regionais e o esforço do governo em conter o avanço de movimentos considerados radicais.

