Aprendizado moderno e eficaz. Foi assim que um trabalho feito com ajuda da IA (Inteligência Artificial) foi capaz de colocar estudantes do ensino em tempo integral, no centro de uma investigação histórica na Escola Estadual Maestro Heitor Villa Lobos, em Campo Grande. Antes de abrir qualquer ferramenta, o estudante Yazo Leonardo, do 9º ano, pegou um lápis e desenhou uma charge com crítica sobre um problema ambiental.
Só depois, recorreu à IA para buscar referências e colocar lado a lado a versão humana e a artificial. O exercício virou aula de História na escola, onde as metodologias ativas transformaram estudantes do Ensino Fundamental e Médio Integral em investigadores do passado.
O lápis antes da máquina
A produção de charges foi feita em duas etapas. Na primeira, os estudantes criaram desenhos autorais relacionando conteúdos históricos a temas do presente. Na segunda, escreveram prompts para que a IA ajudasse a aprimorar os elementos visuais, sem tomar lugar das ideias de quem criou.
“Usamos IA para nos dar referências de ideias. E nós desenhamos e usamos a IA para comparar a versão humana com a da inteligência artificial”, conta Yazo. A professora de História, Mariely Zambianco, explica o limite que orienta o trabalho.
“A inteligência artificial é utilizada como ferramenta de apoio para aprimorar aspectos visuais das produções, sempre preservando a autoria, a criatividade e a identidade desenvolvida pelos alunos.”
