A assinatura nesta terça-feira (14) em Brasília (DF) da autorização federal para Mato Grosso do Sul contratar crédito junto ao BIRD (Banco Mundial), no valor de U$S 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão), representa uma mudança de paradigmas na gestão de infraestrutura e logística sul-mato-grossense. O ato aconteceu no Palácio do Planalto – a autorização do Legislativo estadual para dar andamento no acordo concedida em novembro de 2024. Desenvolvido pelo EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) e pela Seilog (Secretaria de Infraestrutura e Logística), o projeto prevê manutenção proativa, de maneira contínua e preventiva, adequação à resiliência climática e segurança viária das rodovias do Estado. O modelo é amplamente utilizado em países que utilizam recursos de financiamento de organismos multilaterais, de maneira a reduzir custos e otimizar o recurso público, garantindo longevidade e segurança do investimento. Além disso, a iniciativa garante acesso sustentável e seguro com a implantação de uma metodologia preventiva para a gestão da infraestrutura rodoviária, e também prevê a melhoria das características físicas por meio de contratos baseados em critérios de desempenho. “É um projeto que vai requalificar 730 km de pavimento em rodovias estaduais no Vale do Ivinhema, como a MS-141, a MS-145 e a MS-147. Mais de 20 municípios serão contemplados com esse modelo inovador de PPP [Parceria Público-Privada] em que o vencedor da licitação vai fazer a melhoria asfáltica dessa região e também a manutenção das mesmas por 10 anos após a restauração”, explica o governador Eduardo Riedel, durante a assinatura da contratação do crédito. Riedel também conta que a assinatura desta terça-feira foi uma conquista para Mato Grosso do Sul que vai poder transformar um grande volume de recursos em infraestrutura para as pessoas que moram na região do Vale do Ivinhema. “Agora que estamos autorizados pela União, que é a avalista, temos que aprovar no Senado em tempo hábil para assinar o contrato com o Banco Mundial. Nossa bancada já se articulou para termos esse resultado”, frisa o governador, logo após visita ao Senado. Além do governador Eduardo Riedel, também participaram do ato o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez, parlamentares que compõem a bancada federal de Mato Grosso do Sul em Brasília, e o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Modelo inovador No modelo Crema (Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias) cabe à empresa contratada a responsabilidade não apenas pela execução das obras, mas também pela manutenção do pavimento por um período determinado. Complementando, a modalidade DBM (Design, Build, Maintain) agrega ainda a etapa de elaboração do projeto, permitindo maior controle de qualidade, redução de custos e otimização dos prazos. “O Rodar MS representa um avanço importante na forma como o Estado cuida da sua malha rodoviária. Estamos saindo de um modelo reativo para uma atuação planejada, com foco em prevenção, durabilidade e segurança. Esse trabalho, conduzido de forma integrada entre a Seilog e o EPE, permite que a gente una capacidade técnica, planejamento e inteligência de gestão para garantir rodovias mais seguras, eficientes e preparadas para os desafios climáticos. É uma construção conjunta que fortalece a infraestrutura e traz resultados concretos para quem depende das estradas no dia a dia”, destacou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara. Já a secretária de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni, explica que, com aprovação do Governo Federal, o projeto que permite contratação de crédito junto ao Banco Mundial será ainda enviado para aprovacão do Senado Federal, que emitirá uma resolução autorizando a contratação da operação de crédito. Após isso, o Estado estará apto a assinar a operação com o Banco Mundial. “Após a assinatura do contrato, serão cinco anos de implantação. Será um programa que estabelece uma nova metodologia de manutenção de curto, médio e longo prazo. A finalidade é perpetuar a iniciativa, porque, se você faz uma boa rodovia com um bom modelo de gestão, ao longo dos anos os investimentos serão mais adequados e menos onerosos ao Estado”, destaca Eliane. O Rodar MS também busca gerar oportunidades socioeconômicas para o Estado, integrando aspectos sociais e ambientais (ESG), estimulando a descarbonização da logística de transportes e ampliando a segurança no acesso a ambientes de ensino. Outros objetivos são a melhoria da eficiência na gestão técnica, ambiental, administrativa e operacional da malha rodoviária, bem como o aperfeiçoamento da gestão do transporte por meio da aquisição de equipamentos, sistemas e capacitação de servidores. Comunicação Governo de MS
Prefeitura avança na Eulália Pires com obras para acabar com alagamentos
A Prefeitura de Dourados iniciou novas intervenções na Rua Eulália Pires, na região da Cohab e Vila Cachoeirinha, com o objetivo de eliminar pontos históricos de alagamento e melhorar o escoamento da água da chuva. As ações fazem parte de um conjunto de obras de drenagem urbana que vem sendo executado em diferentes bairros da cidade. Na semana passada, a administração municipal já havia lançado melhorias no final do Parque Alvorada, com foco em resolver enchentes nas proximidades do Mosteiro Santa Maria dos Anjos, das Irmãs Clarissas. Nesta terça-feira (14), o prefeito Marçal Filho acompanhou de perto o andamento dos trabalhos na Eulália Pires. Ao todo, são três frentes de intervenção em um trecho de aproximadamente 300 metros. A primeira obra ocorre no cruzamento com a Rua Teófilo Rodrigues, em frente à Escola Municipal Elza Farias. No local, onde antes existia apenas uma boca de lobo simples no meio da via, está sendo construída uma boca de dragão que atravessa toda a pista, ampliando a capacidade de captação da enxurrada. Além disso, o sistema de vazão subterrâneo está sendo reforçado e o desnível da via será corrigido. De acordo com o secretário municipal de Serviços Urbanos, Luiz Roberto Martins, os problemas são consequência de estruturas antigas que não acompanharam o crescimento urbano. “São obras de décadas atrás, feitas quando havia menos moradias e pouca pavimentação. Hoje não suportam o volume de água das chuvas e precisam ser readequadas”, explicou. O prefeito também destacou que a gestão tem priorizado a correção desses gargalos históricos. “Estamos enfrentando falhas antigas de engenharia, muitas com mais de 20 ou 40 anos. Nosso objetivo é resolver de forma definitiva esses pontos que causam transtornos à população”, afirmou. Durante a vistoria, moradores relataram ao prefeito os impactos dos alagamentos. O comerciante Eliton Tesche, que tem um estabelecimento na esquina da obra, afirmou que a enxurrada frequentemente inundava toda a rua no entorno. “A boca de lobo não dava conta e a água subia pela calçada”, contou. As outras duas intervenções na Rua Eulália Pires estão previstas para os cruzamentos com as ruas José Moreira dos Santos e Ernesto de Matos Carvalho, nas proximidades da Escola Municipal Arthur Campos Mello. Em um dos pontos será instalada uma nova boca de dragão ao longo da via. No outro, a boca de lobo será retirada do centro da pista e reposicionada nas laterais, com maior capacidade de captação. Segundo o secretário Luiz Roberto Martins, após a conclusão das obras na região, as equipes devem seguir para novos pontos críticos da cidade, como a Rua General Osório, dando continuidade ao plano de combate a alagamentos em Dourados.
João Fonseca vence algoz de Buenos Aires na estreia e vai às oitavas de final em Munique
João Fonseca conquistou vitória inédita na estreia do ATP 500 de Munique, na Alemanha, nesta terça-feira. Praticamente dois meses após a derrota na abertura do ATP 250 de Buenos Aires, o brasileiro se vingou do chileno Alejandro Tabilo (45º do mundo e ex-top 19), de 28 anos, com triunfo por 7/6 (1) e 6/3. – Sabia que seria díficil, Tabilo saca muito bem, tinha perdido para ele duas vezes. Fiz boas devoluções, estava bastante frio, o que torna difícil também, mas estou feliz como lutei hoje. Quem se adaptar melhor vai ter melhores resultados – celebrou o brasileiro, que também havia sido derrotado pelo rival no ATP 250 de Bucareste, em 2024. Com o triunfo desta terça, João Fonseca vai subindo quatro posições no ranking mundial, assumindo o 31º lugar.
Operário fica no zero com o CRAC, em Catalão, pela Série D do Brasileiro
Mais um empate do Operário FC na Série D do Campeonato Brasileiro. Pela segunda rodada, neste domingo (12), o Galo enfrentou o CRAC, no Estádio Genervino da Fonseca, em Catalão (GO), e o jogo terminou igual em 0 a 0. O placar passou em branco muito graças à excelente atuação do goleiro Luiz Felipe, com excelentes defesas, parando o ataque goiano, principalmente no segundo tempo. O resultado não muda a situação do time sul-mato-grossense que segue na quarta posição do Grupo A11, agora com dois pontos, enquanto o time goiano vem em seguida, com um. Nas outras partidas da chave, sábado (11), o Ivinhema FC conquistou um excelente resultado ao vencer, fora de casa, o Uberlândia-MG por 2 a 1 e se isolar na liderança com seis pontos. A segunda posição é do Betim-MG que, em casa, venceu o Abecat-GO, por 1 a 0, e agora tem quatro pontos. Na próxima rodada, domingo (19), às 16h, o Operário recebe o lanterna Abecat no Estádio Jacques da Luz, em Campo Grande. Nos outros jogos, o Ivinhema enfrenta o Betim no Estádio Saraiva e, no Parque do Sabiá, sábado (18), jogam Uberlândia e CRAC.
COE confirma sétima morte por Chikungunya em Dourados e alerta a população
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e o avanço da doença no perímetro urbano do município, confirmou nesta terça-feira (14) a sétima morte em decorrência de complicações da doença e alertou a população para a importância de todos entrarem nessa guerra contra o mosquito Aedes aegypti. “Infelizmente as pessoas estão relativizando o problema e percebemos que muitas famílias não estão levando essa epidemia a sério”, lamentou o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que é coordenador-geral do COE. O paciente que teve a morte confirmada por Chikungunya tinha 77 anos, era do sexo masculino, indígena, com comorbidade (câncer) e morreu no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá). Ele apresentou os primeiros sintomas para a doença em 10/02/2026, foi a óbito em 14/03/2026. É a sétima morte de morador da Reserva Indígena de Dourados, onde estão concentrados o maior volume de diagnóstico da doença, com 2.012 casos prováveis, 1.461 casos confirmados, 479 casos descartados, 545 casos em investigação, num total de 2.485 notificações e 399 atendimentos hospitalares. Na sexta-feira passada (10), o COE havia confirmado a sexta morte em decorrência da doença. A vítima, do sexo masculino, tinha 55 anos, foi internada no Hospital da Missão Caiuá no dia 1 de abril e faleceu no dia 3 de abril em razão de complicações pela doença. Na segunda-feira, o COE informou que outras três mortes continuam em investigação, entre elas uma menina de 10 anos, que estava internada no Hospital Regional de Dourados e não residia na Reserva Indígena, bem como um homem que tinha 63 anos de idade, que estava internado no Hospital Unimed e era morador do Parque das Nações II, região onde foi diagnosticado o avanço mais forte da doença. O Informe Epidemiológico divulgado nesta terça-feira (14) aponta que Dourados tem hoje 40 pacientes internados com Chikungunya, sendo 2 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 21 no Hospital Universitário HU-UFGD, 5 no Hospital Cassems, 8 no Hospital Regional, 1 no Hospital Unimed, 1 no Hospital da Vida e 2 no Hospital Evangélico Mackenzie. Em números gerais, o município tem 3.681 casos prováveis de Chikungunya, com 1.701 casos confirmados, 780 casos descartados, 2.760 casos em investigação, com uma taxa de positividade de 68,6%.
Governo de MS e LIDE discutem desenvolvimento econômico na Expogrande
O desenvolvimento do agronegócio, da agroindústria e da economia de Mato Grosso do Sul foram abordados durante o Fórum LIDE Agro Expogrande, um dos principais encontros de lideranças do agronegócio dentro da programação oficial da Expogrande. O governador Eduardo Riedel e a primeira-dama Mônica Riedel participaram da abertura do evento realizado na manhã desta terça-feira (14). “Realizamos diversas ações para captar recursos e empresas para se instalarem em Mato Grosso do Sul, a partir de uma visão estratégica. Diante de uma agenda global de transição energética, segurança alimentar e sustentabilidade, são três grandes temas que o Estado se colocou como player global na produção e industrialização”, disse Riedel. Com a presença de lideranças empresariais, autoridades públicas e representantes do setor produtivo, o encontro também teve como destaque o processo de diversificação da matriz produtiva de Mato Grosso do Sul e o cenário agroindustrial global, com seus desafios e oportunidades. Como parte da programação serão realizados os painéis “Mulheres do Agro” – que reúne executivas, produtoras rurais e lideranças femininas para debater o protagonismo das mulheres na gestão e na inovação do setor –, e “Brasil e Mato Grosso do Sul: Potência Agroindustrial no Cenário Global” – que discute os desafios e oportunidades para ampliar a competitividade e a presença do agronegócio brasileiro nos mercados internacionais. O encontro reuniu importantes lideranças do setor produtivo, consolidado como um espaço qualificado para o debate de políticas públicas, investimentos, inovação e desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro. Como parte das atividades da Expogrande, o Governo do Estado por meio da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul), realiza reuniões e encontros com representantes de diversas cadeias produtivas e segmentos econômicos. Também participaram do evento o presidente do LIDE MS, Aurélio Rocha, além do presidente da Acrissul, Guilherme Bumlai e o presidente da FIEMS e chairman do LIDE MS, Sérgio Longen, além de outras lideranças nacionais ligadas ao setor produtivo. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Escorpiões dentro de casa: como evitar acidentes e o que fazer em caso de picada
Com o aumento das temperaturas e a ocorrência de chuvas, cresce também a presença de escorpiões em áreas urbanas e, com isso, os acidentes com esses animais peçonhentos. Pequenos, silenciosos e muitas vezes escondidos dentro de casa, eles representam um risco real à saúde, principalmente para crianças e idosos. Saber como agir rapidamente pode fazer toda a diferença. A SES (Secretaria de Estado de Saúde) orienta a população que, em caso de picada de escorpião, a recomendação é clara: procurar atendimento de saúde imediatamente. A vítima deve ir até a unidade mais próxima, seja uma UBS (Unidade Básica de Saúde) ou uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), para avaliação clínica. No SUS (Sistema Único de Saúde), o atendimento é organizado de forma que, após os primeiros cuidados, o paciente seja encaminhado, se necessário, para unidades de referência que dispõem do soro antiescorpiônico. Antes de sair de casa, a recomendação é simples: lavar o local da picada com água e sabão e manter a calma. Não é indicado fazer torniquetes, cortes, perfurações ou aplicar qualquer tipo de substância no local, pois essas práticas podem agravar o quadro. Nem todos os casos exigem o uso do soro. O tratamento é indicado principalmente para situações moderadas ou graves, conforme avaliação médica. Por isso, a ida rápida a um serviço de saúde é fundamental para definir a conduta adequada. Se for possível, sem risco, levar o escorpião ou uma foto do animal pode ajudar na identificação da espécie e na avaliação do caso. No entanto, essa medida não deve atrasar a busca por atendimento. Crianças e idosos exigem atenção redobrada Acidentes com escorpiões tendem a ser mais perigosos em crianças, especialmente as menores, e em idosos. Nesses grupos, o veneno pode provocar reações mais intensas e evolução rápida, com sintomas como vômitos, sudorese, alterações cardíacas e outros sinais de gravidade. Por isso, o atendimento deve ser ainda mais ágil. Como o SUS atende esses casos no Estado Em Mato Grosso do Sul, a rede pública de saúde está estruturada para atender esse tipo de ocorrência. As unidades básicas e de urgência realizam o primeiro atendimento e, quando necessário, acionam a regulação para encaminhamento a hospitais de referência. O soro antiescorpiônico não está disponível em todas as unidades, mas em pontos estratégicos da rede estadual, definidos para garantir acesso rápido e seguro ao tratamento. Essa organização permite que o paciente receba assistência adequada conforme a gravidade do caso. Prevenção começa em casa Evitar o aparecimento de escorpiões é a forma mais eficaz de reduzir acidentes. Medidas simples podem ajudar: Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica da SES, Karyston Adriel Machado da Costa, a maior parte dos acidentes pode ser evitada com mudanças simples no ambiente doméstico. “Os escorpiões se adaptam facilmente ao meio urbano e encontram abrigo e alimento dentro das residências. Por isso, manter o ambiente limpo, sem entulhos e com os acessos vedados, é fundamental para reduzir a presença desses animais e prevenir acidentes”, destaca. O período de calor e chuva favorece a reprodução e a atividade desses animais, aumentando o risco de sua presença em residências e, consequentemente, a ocorrência de acidentes, especialmente em áreas urbanas. Atendimento rápido salva vidas A SES destaca que, embora muitos casos sejam leves, a evolução pode ser imprevisível. Por isso, não é recomendado esperar os sintomas piorarem. A avaliação profissional é essencial para garantir o tratamento correto e evitar complicações. Saiba onde é disponibilizado o soro na rede de saúde do Estado: Hospitais de Referência para atendimento – Mato Grosso do Sul (2) Kamilla Ratier, Comunicação SES
MS Irriga fortalece qualificação técnica e impulsiona uso sustentável da água no campo
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), tem avançado na consolidação do programa MS Irriga como uma das principais estratégias para ampliar a produtividade com sustentabilidade no campo. Um dos pilares fundamentais da iniciativa é a capacitação continuada de profissionais que atuam diretamente na assistência técnica e no desenvolvimento das propriedades rurais. Com foco nos 26 municípios que integram o Polo de Agricultura Irrigada do Centro-Sul do Estado, o programa tem como objetivo desenvolver e aperfeiçoar as competências técnicas de profissionais ligados à irrigação, especialmente em pequenas e médias propriedades. A proposta é garantir que esses técnicos estejam preparados para atuar no dimensionamento, instalação, operação, manutenção e otimização de sistemas irrigados, promovendo o uso eficiente da água e fortalecendo a produção sustentável. Na semana passada o dia de campo foi realizado em Dourados na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), para os alunos inscritos na capacitação em irrigação do módulo II de pecuária com foco em pastagens. As capacitações são realizadas em formato híbrido, com aulas virtuais e presenciais, instrutores de diversas regiões do Estado e também especialistas de fora de Mato Grosso do Sul. Além da formação teórica, os módulos contam com atividades práticas e dias de campo em instituições parceiras que possuem estrutura e expertise na área. Em 2025, o programa já capacitou 35 técnicos em Pecuária Leiteira, em parceria com a Agraer, e outros 50 profissionais no Módulo I, voltado à Fruticultura e Hortaliças. Já em 2026, o Módulo II, com foco em Pecuária e manejo de pastagens, foi concluído no dia 9 de abril, qualificando 55 técnicos. O público-alvo das capacitações inclui técnicos de nível médio em Agropecuária e profissionais de nível superior nas áreas de Engenharia Agronômica, Engenharia Agrícola, Zootecnia, Medicina Veterinária e áreas afins, vinculados à AGRAER, ao SENAR e também à iniciativa privada. Segundo o secretário-executivo de Desenvolvimento Sustentável, Rogério Beretta a proposta do MS Irriga vai além da formação técnica. “A expectativa é que os profissionais capacitados atuem como multiplicadores do conhecimento, levando aos produtores rurais práticas mais eficientes e sustentáveis de irrigação. Com isso, o programa contribui diretamente para o aumento da produtividade, o uso racional dos recursos hídricos e a redução de riscos na produção agropecuária”, salientou. De acordo com o gestor do programa, engenheiro agrônomo Sandro Cardoso, as atividades práticas têm papel estratégico dentro da capacitação. No Módulo I, o dia de campo foi realizado no Centro de Excelência do SENAR, em Campo Grande. Já o Módulo II contou com atividades na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), instituição escolhida pela sua infraestrutura e capacidade técnica. Para o próximo ciclo, o Governo do Estado trabalha na viabilização do Módulo III, com foco em grandes culturas como soja e milho, previsto para ocorrer entre os dias 4 de agosto e 16 de setembro, com atividades práticas planejadas na Embrapa Agropecuária Oeste. De acordo com o secretário da Semadesc, Artur Falcette, a definição dos temas e áreas prioritárias do programa foi construída de forma colaborativa, a partir das demandas apresentadas pelas associações integrantes do MS Irriga, com validação dos parceiros envolvidos. “A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Estado em posicionar Mato Grosso do Sul como referência nacional em irrigação, aliando inovação, qualificação profissional e sustentabilidade no campo”, concluiu. O que é o MS Irriga O Programa Estadual de Irrigação de Mato Grosso do Sul foi criado pelo Governo do Estado para fomentar a expansão da área irrigada de forma sustentável. Ele visa aumentar a produtividade e diversificar a produção, oferecendo incentivos fiscais, agilidade no licenciamento/outorga e crédito facilitado, visando irrigar 4 milhões de hectares. O programa prevê entre seus benefícios a isenção tributária, agilidade na regularização ambiental e apoio ao planejamento hídrico. O programa também facilita o acesso a recursos do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) através do Banco do Brasil. O MS Irriga inclu capacitações técnicas, mapeamento de áreas (diagnóstico de bacias) e pesquisa para produção sustentável. Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Hospital Regional de Ponta Porã realiza primeira captação de órgãos
Referência em saúde pública na região de fronteira sul, o HRPP (Hospital Regional de Ponta Porã) realizou na noite de segunda-feira (12) o seu primeiro procedimento de captação de órgãos. A ação, que mobilizou equipes multidisciplinares e uma logística complexa, possibilitou a doação de dois rins, duas córneas e um fígado, beneficiando pacientes que aguardam na fila de transplantes do SUS (Sistema Único de Saúde). A doadora era uma jovem de 32 anos. O procedimento foi resultado de uma cooperação técnica entre a OPO (Organização de Procura de Órgãos) de Dourados, a equipe e-DOT (Equipe de Doação para Transplantes) do HRPP e um grupo especializado de Campo Grande, liderado pelo cirurgião Gustavo Rapassi, diretor clínico da Fratello Transplantes. Toda a ação teve apoio da CET/ (Central Estadual de Transplantes), garantindo suporte integral à doação. A Central é responsável por gerenciar todas as etapas em âmbito estadual, desde a notificação do potencial doador até a distribuição dos órgãos, além de coordenar a logística que envolve aeronaves, transporte terrestre e equipes especializadas. A captação, que aconteceria no fim da tarde, foi realizada às 23h15 devido à instabilidade meteorológica. O clima adverso impediu o pouso de uma aeronave da Força Aérea Brasileira, que se deslocava de Brasília, exigindo readequação de toda a logística da operação. Estrutura e apoio permanentes De acordo com a coordenadora da CET/MS, Claire Carmen Miozzo, um dos grandes avanços recentes foi a melhoria na confirmação do diagnóstico de morte encefálica. “Historicamente, a maior dificuldade era o fechamento do diagnóstico, especialmente pela ausência de exames como a arteriografia. Hoje, com esse recurso disponível, o processo se tornou mais ágil e seguro”, explica. Para o diretor técnico do Regional de Ponta Porã, o médico Antonio Martinussi, o ato de solidariedade da família transformou o luto em esperança. “Este procedimento oferece um novo significado para a perda. Um momento tão doloroso passa a ter outro sentido ao saber que vidas serão salvas.” A enfermeira responsável pela e-DOT, Gemana Fortaleza, destacou que este é apenas o primeiro passo para o fortalecimento das ações de doação e transplantes de órgãos na região. Gestão e infraestrutura O êxito da operação reflete o processo de modernização do hospital. Desde agosto de 2025, o HRPP é gerido pelo Instituto Social Mais Saúde e conta com uma estrutura de 117 leitos (incluindo UTI), centro cirúrgico com três salas e um corpo clínico de aproximadamente 100 profissionais. Além do atendimento de urgência e emergência, a unidade também realiza atendimentos ambulatoriais. Para o diretor-geral do hospital, Alex Cruz, o pioneirismo reforça o papel estratégico da unidade para o Mato Grosso do Sul. “Promover esta captação fortalece nosso compromisso com o cuidado humanizado e a assistência de alta complexidade. O HRPP se firma como uma referência de qualidade para o Estado.” Protocolos de segurança O sistema de doação de órgãos no Brasil segue normas rigorosas. A doação só ocorre após a confirmação da morte encefálica e a autorização familiar. Em conformidade com os protocolos de ética médica, a identidade dos doadores e receptores, bem como o destino dos órgãos, permanecem em sigilo. “Reforçando que todo esse processo só é possível graças ao gesto de solidariedade das famílias, que, mesmo em um momento de dor, optam por salvar outras vidas por meio da doação”, finaliza a coordenadora da Central de Transplantes de MS. Comunicação SES*com informações do HRPP








