O governo da Hungria anunciou, em 17 de março de 2025, a doação de 4,6 milhões de euros para apoiar comunidades cristãs na Síria, uma iniciativa liderada pelo secretário de Estado para a Ajuda aos Cristãos Perseguidos, Tristan Azbej. O montante será destinado a missões sociais cristãs, programas humanitários e à construção de uma escola síria ortodoxa e de um centro comunitário religioso no país. O anúncio foi feito em Bruxelas, às vésperas de uma conferência internacional sobre o futuro da Síria, destacando a postura húngara de promover a estabilidade regional e facilitar o retorno de refugiados sírios. A doação faz parte do programa “Hungary Helps”, lançado em 2017 pelo governo de Viktor Orbán, que prioriza o auxílio a cristãos perseguidos ao redor do mundo, especialmente no Oriente Médio. Azbej enfatizou que o objetivo é fortalecer as condições para que os sírios permaneçam ou retornem à sua terra natal, reduzindo a pressão migratória sobre a Europa. “Para a estabilidade da Síria, devemos fazer tudo o que pudermos em termos de política e diplomacia”, declarou ele, reforçando a importância de proteger os direitos das minorias religiosas, incluindo os cristãos, que representavam cerca de 10% da população síria antes da guerra civil iniciada em 2011. A Síria, que já teve uma comunidade cristã de aproximadamente 2,3 milhões de pessoas, viu esse número cair drasticamente para menos de 1 milhão devido ao conflito, que deixou mais de 500 mil mortos e deslocou 6,8 milhões de pessoas, segundo dados da ONU. Nos últimos anos, a Hungria já investiu cerca de 28 milhões de euros em apoio aos cristãos sírios por meio de instituições religiosas, incluindo a reconstrução de escolas e igrejas. A nova contribuição de 4,6 milhões de euros também inclui assistência aos países vizinhos, como o Líbano, que abriga quase 2 milhões de refugiados sírios, para aliviar o fardo humanitário na região. A iniciativa ocorre em um momento delicado, com relatos de violência renovada na Síria após a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2024. Apesar das esperanças iniciais de que o novo governo interino, liderado pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham, protegesse as minorias, ataques contra cristãos e outras comunidades, como os alauítas, persistem. A Hungria, que se posiciona como uma nação “pró-paz e antimigração”, espera que sua ajuda humanitária sirva de exemplo para outros países ocidentais, incentivando uma abordagem que priorize a assistência local em vez da absorção de migrantes.
População de Dourados será beneficiada com ações de Zé Teixeira
Melhores condições para a educação, asfalto para os bairros, revitalização das praças e prevenção às doenças. Nesta semana, o deputado estadual Zé Teixeira apresentou na Assembleia Legislativa uma série de reivindicações para atender a população de Dourados, a maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul. O parlamentar encaminhou ao Governo do Estado um pedido de equipamentos para estruturação da Escola Estadual Maria da Glória Muzzi Ferreira. Conforme a direção, a escola precisa de equipamentos como aparelhos de ar condicionado, notebooks e data show para estruturar as salas de aula e laboratórios de informática, ciência e biologia. Zé Teixeira também pediu à Bancada Federal em Brasília o direcionamento de recursos da União para obras de reforma e a aquisição de playground infantil e aparelho de ar-condicionado para o CEIM Professor Guilherme Silveira Gomes, localizado no Bairro Jardim Água Boa. “O centro precisa urgentemente de reformas dos banheiros infantis, pois se encontram em precário estado de conservação, bem como a reforma da cozinha onde são preparadas as quatro refeições diárias que são oferecidas aos alunos da unidade”, explica. Para os moradores dos bairros Esplanada e Jóquei Clube, Zé Teixeira reivindicou o asfaltamento das ruas Bento Machado Lobo e Antônio Espíndola. O vereador Pepa justifica que atualmente a ausência de uma via de ligação direta entre os dois bairros gera dificuldade e aumento no tempo de tráfego, sobrecarga em vias alternativas e causa transtornos especialmente para os trabalhadores que se deslocam até o Distrito Industrial, obrigados a utilizar a BR-163 para chegarem ao trabalho. Já o vereador Laudir Munaretto pediu a intercessão do deputado Zé Teixeira junto ao Governo do estado e aos deputados federais e senadores para obras de reforma e revitalização dos parques e áreas de lazer em Dourados, incluindo os parques CEPER do BNH I, II e III Plano, o Parque Ambiental Rego D’Água e o Parque Arnulpho Fioravante. “A ausência de iluminação adequada e a falta de segurança têm transformado esses locais em pontos para práticas ilícitas, afastando as famílias, os esportistas e a juventude. Além disso, a precariedade da infraestrutura desses parques tem aumentado o risco de acidentes”, completa. Saúde – Os Agentes Comunitários de Saúde e Endemias desempenham um trabalho essencial de combate a doenças como a Dengue, a Chikungunya e a Zika. Em Dourados, o deputado Zé Teixeira busca mais equipamentos e recursos para obras de reforma e melhorias no sindicato da categoria (Sindracse). “A sede da instituição abriga capacitações e eventos formativos, sendo um ponto de apoio para a comunidade local, entretanto, sua estrutura física necessita de reforma, reparos e ampliação”, detalha Zé Teixeira. O deputado também solicitou ao Governo do Estado estudos para agilizar a entrega de smartphones destinados aos agentes e apoio para aquisição de insumos básicos e equipamentos de proteção individual (EPIs). “A intenção é suprir a carência hoje existente para os agentes da categoria, os equipamentos são essenciais na prevenção de riscos à saúde desses profissionais em suas atividades e permitem mais efetividade ao trabalho em campo”, finaliza. Adriano Furtado
Com valorização regional e reinauguração de prédio histórico, Semana do Artesão fomenta desenvolvimento
Com a participação de 150 artesãos de Mato Grosso do Sul, a Feira do Artesanato “Mãos que Criam”, é realizada no Armazém Cultural, em Campo Grande, como parte da “Semana do Artesão”, que valoriza a produção artística regional. O governador Eduardo Riedel e a primeira-dama Mônica Riedel visitaram o evento nesta sexta-feira (21) e também participaram da reinauguração da sede da superintendência do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em Mato Grosso do Sul. “Criar possibilidades e fomentar a economia em diferentes áreas é fundamental para o crescimento de todos. Uma feira como esta demonstra todo o potencial da produção de artesanato no Estado”, disse Riedel. A “Semana do Artesão” é uma ação estratégica para a valorização da cultura local e o desenvolvimento econômico sustentável do artesanato em Mato Grosso do Sul, inspirando novas gerações de artesãos. A feira do artesanato incluiu 40 artesãos do interior, incluindo representantes de oito etnias indígenas. Com eventos gratuitos e abertos ao público geral, o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da FCMS (Fundação de Cultura) e Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), realiza – de 19 a 25 de março – a 17ª Semana do Artesão, com parceria da Secretaria Executiva de Cultura da Prefeitura Municipal e do Sebrae/MS. Com exposições de artesanato, palestras, atrações culturais, oficinas para crianças e adultos, as ações ocorrem no Bioparque Pantanal, Armazém Cultural, escolas públicas de Campo Grande, Morada dos Baís e Assembleia Legislativa. O artesanato de Mato Grosso do Sul é produzido com matérias-primas locais, refletindo a criatividade e as tradições do povo. Tem como referências o Pantanal, as populações indígenas e as influências de outras culturas, dos vizinhos Paraguai e Bolívia, além da diversidade trazida por migrantes. Além da valorização e intercâmbio cultural, a Semana do Artesão promove a geração de emprego e renda, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida dos artesãos. Durante os dias de evento são apresentadas soluções de inovação, capacitações e atividades de fomento ao empreendedorismo. A indígena terena Elida Antônio, presidente da Associação de Mulheres do Mercado Municipal de Campo Grande, dividiu o espaço na feira do artesanato com outras mulheres de difentes etnias e aldeias do Estado. “Temos representantes guató, kinikinau, kadiwéu e terena. Eu sou da aldeia Cachoeirinha, em Miranda, e moro em Campo Grande há muitos anos. Está feira é de grande ajuda para mostrar a produção de artesanato das mulheres indígenas”. Com doces caseiros diversos, Angela da Rosa, 74 anos, veio de Bonito para a feira na Capital. “É uma oportunidade de mostrar, em outras cidades, o que produzimos no interior. Eu mesma faço os doces, inclusive tenho as frutas todas na minha propriedade”. Também participaram do evento o secretário Marcelo Miranda (Setesc), Eduardo Mendes (diretor-presidente da Fundação de Cultura), Alvira de Melo (presidente da Associação da Feira Central, Cultural e Turística de Campo Grande), e outras autoridades. Iphan Com investimento aproximado de R$ 1 milhão, o Governo Federal realizou as obras de requalificação e acréscimos construtivos no imóvel que integra o Complexo Ferroviário Histórico e Urbanístico da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, tombado pelo Iphan em 2009 e protegido nas esferas estadual e municipal desde a década de 1990. Construída provavelmente entre as décadas de 1930 e 1940, a edificação foi originalmente utilizada como escritório para engenheiros ferroviários da Rede Ferroviária Federal S.A. e doada ao Iphan em 2009 pela SPU-MS (Secretaria do Patrimônio da União). “A gente não tem como crescer, desenvolver e avançar, se não tivermos referências. E o Iphan tem este grande papel, fundamental, de cultivar as referências de todos nós”, disse Riedel, que também visitou a Feira Central. O projeto de requalificação preservou suas características arquitetônicas, incluindo a cobertura em telhas francesas, pisos de madeira, janelas basculantes de ferro e portas de madeira. Além da cerimônia de reinauguração, a programação conta com o lançamento da exposição fotográfica “Guardados Revelados: Quando uma fonte histórica nos abraça”, que apresenta registros da década de 1980, feitos pelo fotógrafo Chico Ribeiro, sobre a comunidade quilombola Tia Eva, de Campo Grande, atualmente em processo de tombamento constitucional.“Esta obra e a instalação do Iphan em um prédio histórico, é um trabalho de anos que de concretiza”, afirmou o superintendente do Iphan em MS, João Henrique dos Santos. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Ao celebrar o Dia da Água, Sanesul reforça compromisso com a segurança hídrica em MS
No Dia Mundial da Água, celebrado neste sábado (22), a Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) reforça seu papel na garantia da segurança hídrica nos 68 municípios onde opera. A empresa investe continuamente em infraestrutura e tecnologia para assegurar o abastecimento regular e de qualidade, sobretudo em períodos de estiagem, quando a demanda por soluções sustentáveis se intensifica. Uma das principais iniciativas é a perfuração de novos poços artesianos em locais onde os mananciais superficiais não são suficientes para suprir a população. Essa estratégia garante o acesso à água potável em regiões mais vulneráveis, promovendo qualidade de vida e desenvolvimento local. Além disso, a Sanesul amplia e moderniza ETAs (Estações de Tratamento de Água), essenciais para a potabilização da água captada. Essas unidades asseguram que a distribuição atenda aos mais altos padrões de qualidade e segurança sanitária. Atualmente, a Sanesul distribui 11,7 bilhões de litros de água tratada por mês, atendendo 664 mil ligações de água e 344 mil de esgoto nos 68 municípios sob sua concessão. Preservação ambiental e combate ao desperdício A segurança hídrica está diretamente ligada à conservação ambiental. Para isso, a Sanesul desenvolve programas de proteção de nascentes e mananciais, além de ações educativas que incentivam o uso consciente da água. A empresa realiza blitzes educativas para conscientizar a população sobre a importância desse recurso, incentivando práticas como evitar vazamentos, reduzir o consumo desnecessário e reutilizar a água sempre que possível. Outra frente de atuação inclui o reflorestamento de áreas estratégicas e a adoção de tecnologias sustentáveis na operação dos sistemas. Embora Mato Grosso do Sul já tenha a universalização do abastecimento de água, a Sanesul segue investindo na modernização de seus serviços. Entre as inovações estão sistemas inteligentes de detecção de vazamentos e controle remoto das estações de tratamento, tornando a distribuição mais eficiente e confiável. O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, ressalta a importância desse trabalho contínuo. “Nosso compromisso é garantir que a população de Mato Grosso do Sul tenha acesso à água de qualidade, independentemente das condições climáticas. Investimos constantemente para aprimorar os serviços oferecidos, trazendo inovações que melhoram a segurança hídrica e a qualidade de vida dos sul-mato-grossenses”, assegura o dirigente. Compromisso renovado no Dia Mundial da Água A data reforça a necessidade de valorização da água como recurso essencial para a vida. A Sanesul reafirma seu compromisso com a gestão eficiente e sustentável dos recursos hídricos, garantindo que Mato Grosso do Sul continue avançando na qualidade dos serviços e na preservação desse bem fundamental para as futuras gerações. Macromedição e controle de perdas No fim de 2024, a empresa inaugurou um moderno laboratório de macromedição no Complexo ‘Maria Cecília Barbosa’, em Campo Grande, consolidando seu compromisso com a modernização do saneamento e a redução de perdas de água. A macromedição é uma ferramenta essencial para a eficiência e sustentabilidade no setor, permitindo um controle rigoroso da produção e distribuição ao medir o volume de água em grandes blocos. Esse monitoramento é fundamental para identificar e corrigir perdas no sistema, seja por vazamentos, ligações irregulares ou falhas operacionais. Com dados mais precisos, a Sanesul poderá otimizar o uso de recursos, beneficiando tanto a empresa quanto os consumidores. Essa iniciativa fortalece a gestão hídrica e aprimora a eficiência do abastecimento no Estado. Alinhamento às diretrizes nacionais O Brasil enfrenta desafios hídricos significativos, especialmente em regiões com escassez de água e crescimento populacional acelerado. Segundo a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), o PNSH (Plano Nacional de Segurança Hídrica) destaca a necessidade de investimentos em infraestrutura e gestão sustentável para garantir a disponibilidade de água no futuro. Nesse contexto, a atuação da Sanesul está alinhada às diretrizes nacionais, priorizando soluções inovadoras para manter a eficiência no abastecimento. A universalização do saneamento, uma das metas do novo marco legal do setor, prevê que até 2033 todos os brasileiros tenham acesso à água tratada e coleta de esgoto. O compromisso da Sanesul reforça essa missão, garantindo que Mato Grosso do Sul continue sendo referência em gestão hídrica e serviços de qualidade. Comunicação Sanesul
Mato Grosso do Sul participa de Fórum Nacional com debate sobre avanços e perspectivas para o planejamento dos estados
Representantes das pastas de planejamento de todos os Estados brasileiros e do Distrito Federal participaram do XCII Fórum Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento, promovido pelo Conseplan (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento). O evento foi realizado em Vitória (ES), entre os dias 19 e 21 de março. Representando o Secretário de Governo e Gestão Estratégica de Mato Grosso do Sul, Rodrigo Perez, participaram do encontro o Secretário-Executivo, Thaner Castro Nogueira, e o Chefe de Gabinete da Segov, André Eiji Miyahara Lara. Durante os três dias de programação, especialistas e lideranças nacionais e internacionais debateram as melhores práticas em gestão e políticas públicas. O Fórum contou com reuniões de grupos de trabalho focados em temas cruciais como Investimentos Públicos, Monitoramento e Avaliação, Planejamento de Longo Prazo, Orçamento e Revisão de Gastos, além de Comunicação. Nesta edição, como inovação foi lançado a Comissão de Comunicação do Conseplan, que tem como objetivo fortalecer a divulgação das pautas de planejamento estratégico na gestão pública. A iniciativa busca destacar a importância de divulgar as boas práticas de gestão para promover maior eficiência e transparência. O evento destacou também painéis com especialistas de destaque, gestores públicos, além de representantes de instituições como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Durante o Fórum, foram apresentados cases de sucesso dos estados, promovendo uma troca de experiências e aprendizados valiosos. A solenidade de abertura contou com a presença da Secretária Nacional de Planejamento, Virgínia de Ângelis Oliveira de Paula, representando a Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, reforçando a importância do evento para o avanço da gestão pública no Brasil. Renata Brum, Comunicação Segem
‘Padrinho’ da Guarda Mirim, Barbosinha celebra convênio da entidade com Prefeitura de Dourados
Considerado o grande apoiador e patrocinador das ações da Guarda Mirim em Dourados ao longo de dez anos, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, participou hoje (21) de manhã da celebração de convênio entre a entidade e a Prefeitura de Dourados. O repasse de recursos ficou interrompido por quatro meses, afetando de forma preocupante as ações da entidade, mas segundo o município será retomado a partir do mês que vem. O convênio firmado com a Prefeitura de Dourados já foi publicado no Diário Oficial do Município e prevê a destinação de R$ 270 mil ao longo de 2025. O pagamento da primeira parcela, no valor de R$ 30 mil, já está previsto para o dia 23 de abril. A Guarda Mirim de Dourados foi fundada em 31 de março de 2015 e está prestes a completar 10 anos de atuação na cidade. Desde sua fundação, contou com o apoio irrestrito de Barbosinha, que enquanto deputado estadual repassou mais de R$ 700 mil para estruturação e funcionamento da instituição de utilidade pública. Com sede no bairro João Paulo II, a Guarda Mirim oferece atividades educacionais e esportivas a crianças e adolescentes de 13 a 16 anos, no contraturno escolar. Hoje, pelo menos 130 crianças são atendidas de forma gratuita. Durante o encontro, que ocorreu pela manhã no gabinete da Prefeitura Municipal, o presidente da Guarda Mirim, João Frazão, agradeceu pelo apoio e intervenção de Barbosinha nas tratativas com o município e disse que o vice-governador é o grande ‘paizão’ da entidade. “Hoje, a Guarda Mirim só existe por causa do Barbosinha, que desde a primeira conversa, ainda em 2015, apoiou e ajudou nossa entidade como pôde. Destinou recursos parlamentares e nunca falhou em nos ajudar no que fosse preciso. Sabíamos que, dessa vez, não seria diferente”, afirmou o presidente. Barbosinha agradeceu pelo reconhecimento e disse que sente orgulho por ser um padrinho da entidade, diante da relevância deste serviço para crianças e adolescentes que passam por ali todos os dias. “Quando a Guarda Mirim chegou ao João Paulo II, aquela região estava abandonada e o projeto trouxe uma nova realidade para aquela região. Hoje, além de tudo o que já é feito, como atividades esportivas e extracurriculares, também precisamos aprimorar com a oferta de cursos de formação, informática e línguas, além de ampliar o espaço e incrementar os serviços”, avaliou. “Fico muito feliz pela retomada do convênio, que havia sido interrompido pela gestão anterior Sem o município é absolutamente impossível executar projetos como esse”, completou. O prefeito Marçal Filho reconheceu a importância da entidade e disse que foi cobrado por Barbosinha para a retomada dos repasses. “Gostaria de ter atendido a entidade desde o início da gestão, pois jamais deixaríamos de fora um serviço tão importante como esse. As meninas e meninos de nossa cidade precisam de uma ocupação para sair de caminhos ruins e sabemos que a entidade atua fortemente nessa missão”, afirmou. A reunião no gabinete do prefeito Marçal Filho contou ainda com a presença da diretoria da Guarda Mirim, da presidente da Câmara de Vereadores, Liandra Brambilla, dos vereadores Edson Souza, Márcio Pudim e Pedro Pepa e representantes da Guarda Municipal de Dourados.
Para proteção da biodiversidade do Pantanal, projetos inovadores são apresentados ao Governo de MS
Iniciativas inovadoras de certificação de crédito de carbono e de biodiversidade realizadas no Pantanal sul-mato-grossense, foram apresentadas ao Governo do Estado, nesta sexta-feira (21). Em alusão ao Dia Internacional das Florestas, o governador Eduardo Riedel e representantes do setor produtivo de Mato Grosso do Sul conheceram dois projetos privados alinhados à política estadual de preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável. “É uma grande contribuição, de produção da natureza que abrange carbono, biodiversidade e água. E posiciona o Mato Grosso do Sul na agenda global de produção de alimentos e transição energética. É a materialização do conceito e da linha de trabalho”, disse Riedel. Com atuação direta na conservação da fauna e da flora pantaneira, o IHP (Instituto do Homem Pantaneiro) já tem trabalho reconhecimento com a primeira certificação de crédito de carbono comercializado no mercado voluntário e apresentou a implantação – inédita no país – de crédito de biodiversidade. O mecanismo inovador de pagamento por serviços ambientais, remunera proprietários e gestores de áreas por iniciativas de conservação e proteção do meio ambiente. “Esta iniciativa coloca o Mato Grosso do Sul na vanguarda, por valorizar e reconhecer, que além de vocação agropecuária, também é um estado de produção da natureza. O projeto é valoriza a onça-pintada, que vai gerar crédito e trazendo o mercado para valorizar aqueles que protegem a espécie”, afirmou o diretor-presidente do IHP, Ângelo Rabelo. O projeto visa a proteção da onça-pintada em uma área de 40,6 mil hectares da região da Serra do Amolar, onde vivem 57 famílias de quatro comunidades ribeirinhas – borda oeste do Pantanal sul-mato-grossense (reservas Federal Penha e Acurizal, Rumo Oeste e Engenheiro Eliezer Batista). A espécie (onça-pintada) é chamada de ‘guarda-chuva’, porque sua proteção engloba a preservação de diversas outras espécies da fauna, de plantas, além da conservação do território e da cultura pantaneira. “Esse é praticamente um dos primeiros créditos no mundo, de biodiversidade. No caso, especificamente sobre a onça, que é chamado projeto Jaguar, onde é avaliado o habitat natural desse animal, fazendo a certificação que existe um ambiente adequado para esse animal viver. Então esse é o crédito que você consegue certificar que aquele ambiente é adequado para aquela espécie”, disse o secretário Jaime Verruck (Semadesc). Outra ação apresentada foi o projeto de “Conservação Fazenda Cristal”, que tem como objetivo promover a conservação de formações primárias e secundárias manejadas de áreas nativas preservadas. O foco é garantir a restauração completa da vegetação com o propósito de aumentar o potencial de armazenamento de carbono em sua área, visando a redução dos efeitos do aquecimento global juntamente com o desenvolvimento social. O projeto Fazenda Cristal consiste em uma atividade de florestamento – conversão de área de pasto para uma formação nativa de bambu, planta com forte potencial de remoção de CO2 da atmosfera. “Para preservar e discutir a questão de crédito de biodiversidade, é fundamental e uma questão importante para que a gente mantenha toda a preservação. Está muito ligado à filosofia que foi estabelecida na estratégia do Estado e que está representada na lei do Pantanal”, disse Verruck. Também participaram da apresentação dos projetos o secretário-adjunto Artur Falcette (Semadesc), Cláudio Mendonça (superintendente do Sebrae MS) e Robson Del Casale (diretor de sustentabilidade da Fiems), além do sócio-diretor da Vert Ecotech (Fazenda Cristal), Milton Insuela Jr. Crédito de biodiversidade Diferente dos créditos de carbono, que focam na compensação e redução de emissões de gases de efeito estufa, os créditos de biodiversidade valorizam a proteção de espécies e ecossistemas, criando um mercado voluntário para que investidores contribuam com a conservação de habitats e espécies ameaçadas. A metodologia de créditos de biodiversidade foi elaborada pela ERA (Ecossystem Renegeration Associate). Os créditos de biodiversidade do projeto são quantificados com base em indicadores ecológicos, como saúde das chamadas espécies ‘guarda-chuva’, como é o caso da onça-pintada, além da qualidade do habitat e o conjunto de monitoramento e ações de conservação desempenhadas. Essa metodologia que prioriza a conservação, não a compensação, busca calcular os créditos utilizando como base a área a ser protegida, em hectares. O Dia Internacional das Florestas, é uma data criada pela ONU (Organização das Nações Unidas), para promover a conscientização sobre a importância das florestas e sua preservação para manutenção da biodiversidade. As comemorações deste ano têm como tema “Florestas e Alimentos”, destacando o papel fundamental das florestas na segurança alimentar, na nutrição e nos meios de subsistência. Para regulamentar as ações de reposição florestal em MS, o Governo do Estado estabeleceu critérios para exploração da vegetação nativa e consumo de matéria-prima florestal. A obrigação de reposição de florestas para aqueles que fazem a supressão da vegetação nativa é uma exigência federal e estadual, para preservação e proteção do meio ambiente. Para cumprir essa legislação, o governo prevê a concessão de crédito de reposição florestal de terceiros, além de plantio regular de florestas nativas ou exóticas e a previsão de recolhimento de valores para projetos públicos, a partir do Fundo Estadual de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Rupert Lowe, MP Independente, Impulsiona Debate sobre Deportações em Massa e Conquista Apoio Popular no Reino Unido
Rupert Lowe, atualmente um parlamentar independente representando Great Yarmouth, no Reino Unido, tem se destacado ao pressionar por um debate sobre deportações em massa de imigrantes ilegais e criminosos estrangeiros, uma questão que ele afirma ser amplamente apoiada pelos britânicos, mas pouco discutida no Parlamento. Em declarações recentes, Lowe afirmou: “A maioria dos britânicos apoia deportações em massa de ilegais e criminosos estrangeiros, mas quase ninguém levanta essa bandeira no Parlamento. Eu levanto e forcei o governo a debater algo crucial para tantos britânicos.” Sua postura firme e direta tem gerado uma onda de reações positivas entre cidadãos que se sentem representados por sua iniciativa. Ver no Threads Lowe, que perdeu o apoio do partido Reform UK em meio a controvérsias internas, incluindo alegações de bullying que ele nega veementemente, agora atua como independente. Sua suspensão do partido ocorreu após tensões com a liderança, incluindo Nigel Farage, que o acusou de “danificar a legenda” com comentários considerados extremos, como sua defesa explícita de deportações em massa. Apesar disso, Lowe mantém que sua posição reflete o sentimento popular, citando uma pesquisa recente encomendada por Adam Wren ao instituto JL Partners. O levantamento, divulgado em 15 de março de 2025, revelou que 68% dos britânicos apoiam a deportação de migrantes que cometeram crimes graves, enquanto 54% favorecem a remoção daqueles que entraram ilegalmente no país. A reação pública às ações de Lowe tem sido significativa. Britânicos expressaram apoio em plataformas online, com comentários como: “É impressionante você encarar isso sozinho!” e “Nunca nos perguntaram sobre migração em massa ou multiculturalismo!”. Outros elogiaram sua integridade, dizendo: “Você é íntegro, Sr. Lowe, os outros não!”, enquanto alguns chegaram a sugerir a criação de um novo partido político: “Monte um partido, Sr. Lowe, temos 4 anos!”. Esses sentimentos refletem uma frustração crescente com a falta de diálogo aberto sobre imigração, um tema sensível no Reino Unido desde o Brexit, em 2016, que prometeu maior controle das fronteiras. O governo britânico, liderado pelo Partido Trabalhista de Keir Starmer desde 2024, enfrenta desafios para responder às demandas de Lowe. Em 14 de março de 2025, o Home Office anunciou medidas como uso de pulseiras eletrônicas e toques de recolher para criminosos estrangeiros que não podem ser deportados imediatamente, mas a ausência de uma política clara de deportação em massa mantém a questão em aberto. Lowe forçou o tema ao Parlamento ao apresentar uma moção em 20 de março, exigindo um debate formal, algo que o governo ainda não agendou oficialmente, mas que já pressiona a agenda política. Enquanto Lowe ganha tração entre eleitores descontentes, sua saída do Reform UK e o colapso da estrutura local do partido em Great Yarmouth — com a renúncia de três líderes de filial em apoio a ele em 20 de março — sugerem que seu apelo vai além das divisões partidárias. Sua postura ressoa com uma parte da população que vê na imigração um impacto direto em serviços públicos e segurança, um eco das promessas não totalmente cumpridas do Brexit.
Senado Brasileiro Aprova Isenção de Vistos para Turistas de EUA, Japão, Austrália e Canadá
Em uma votação simbólica realizada em 19 de março de 2025, o Senado Federal do Brasil aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 206/2023, que suspende a exigência de vistos para turistas provenientes dos Estados Unidos, Japão, Austrália e Canadá. A medida, que agora segue para análise na Câmara dos Deputados, busca revogar um decreto do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinado em maio de 2023, que determinava a cobrança de US$ 80,90 (cerca de R$ 458,30) para a emissão eletrônica de vistos a partir de 10 de abril de 2025. O projeto, de autoria do senador Carlos Portinho (PL-RJ) e relatado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reflete uma tentativa de impulsionar o turismo no país. A proposta retoma uma política adotada em 2019 pelo então presidente Jair Bolsonaro, que dispensava a necessidade de vistos para cidadãos desses quatro países, independentemente da reciprocidade — ou seja, sem exigir que brasileiros recebessem o mesmo tratamento ao visitar essas nações. O governo Lula, ao assumir em 2023, justificou a retomada da exigência com o princípio da reciprocidade diplomática, já que EUA, Canadá e Austrália mantêm processos rigorosos de visto para brasileiros. O Japão, por outro lado, firmou um acordo recíproco com o Brasil em 2023, eliminando a necessidade de vistos para viagens de até 90 dias, o que foi mantido pelo Executivo. Defensores da isenção, como Portinho e Bolsonaro, argumentam que a burocracia dos vistos desencoraja turistas, prejudicando setores como hospedagem, alimentação e transporte. Dados da Embratur mostram que, em 2024, o Brasil recebeu 728 mil visitantes desses países, um aumento de 8% em relação a 2023, quando a isenção ainda vigorava. “Esse crescimento gerou empregos e fortaleceu pequenos negócios”, destacou Flávio Bolsonaro no relatório do PDL. A medida é apoiada por entidades do turismo, como o G20 do Turismo, que veem nela uma chance de posicionar o Brasil como destino mais acessível em um mercado global competitivo. A aprovação, no entanto, enfrentou resistência de senadores governistas, como Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Jaques Wagner (PT-BA), que votaram contra. Rodrigues classificou a isenção como “submissão a interesses externos”, enquanto Wagner defendeu que os US$ 87 por um visto válido por 10 anos não seriam um obstáculo significativo para quem viaja internacionalmente. O Ministério das Relações Exteriores também se posicionou contra, apontando que a isenção não trouxe um aumento expressivo de turistas — de 8,8% do total de visitantes em 2019 para 8,4% em 2024, segundo a Polícia Federal — e que a suspensão pode gerar custos extras, como reembolsos de vistos já emitidos. A decisão final agora depende da Câmara dos Deputados, onde o texto deve enfrentar debates intensos entre defensores do turismo e aqueles que priorizam a reciprocidade nas relações internacionais. Se aprovado, o Brasil manterá as portas abertas a esses turistas sem exigências adicionais, alinhando-se a uma visão prática que privilegia os benefícios econômicos sobre a simetria diplomática.








