Em um pronunciamento firme, o deputado estadual Coronel David, do Partido Liberal (PL), abordou, em 7 de abril de 2025, um recente caso de violência em Campo Grande que terminou com a morte de Adriano Antero Batista, de 39 anos, no bairro Santo Eugênio. O parlamentar usou suas redes sociais para destacar a atuação da Polícia Militar em um confronto que envolveu um homem acusado de ameaçar sua ex-companheira e desafiar as autoridades. O caso, que ganhou atenção pela gravidade das acusações, reacendeu o debate sobre segurança pública e proteção às vítimas de violência doméstica no estado. Segundo informações oficiais, Adriano teria ameaçado matar sua ex-companheira a tiros, na presença dos filhos, por uma disputa de R$ 50. A vítima, temendo por sua segurança, deixou a casa com as crianças e buscou ajuda na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde registrou um boletim de ocorrência em 28 de fevereiro. Uma medida protetiva de urgência foi concedida, mas o agressor desrespeitou a ordem judicial, continuando a perseguir a mulher e chegando a ameaçar colegas no local de trabalho dela, armado. Na noite de 7 de abril, durante um patrulhamento de rotina, a Polícia Militar localizou Adriano, que tentou fugir, deixando para trás uma sacola com drogas e uma balança de precisão. Ao se esconder em uma residência e disparar contra os policiais, ele foi baleado, socorrido, mas não resistiu, falecendo na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Coronel David, conhecido por sua trajetória na segurança pública, elogiou a resposta da PM, classificando-a como uma demonstração de proteção efetiva. “Quem ameaça a vida de uma mulher e desafia a lei enfrenta as consequências. Aqui, a prioridade é proteger os cidadãos e garantir que a justiça prevaleça”, declarou o deputado, reforçando sua posição de apoio a ações policiais que visem coibir crimes, especialmente contra mulheres. Ele destacou que a segurança pública deve ser construída com firmeza e responsabilidade, sem espaço para leniência diante de comportamentos que ameacem a ordem e a dignidade. O caso expõe os desafios enfrentados por vítimas de violência doméstica, mesmo com medidas legais em vigor. Mato Grosso do Sul registrou, em 2024, mais de 7 mil casos de violência contra mulheres, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, o que sublinha a necessidade de políticas robustas e de uma resposta rápida das forças de segurança. A atuação da Deam e a concessão de medidas protetivas são passos importantes, mas episódios como esse mostram que a implementação dessas ferramentas exige vigilância constante. O pronunciamento do deputado reflete uma visão que valoriza a ordem e a proteção das vítimas, enquanto levanta questões sobre como prevenir a escalada de casos semelhantes. A morte de Adriano, embora trágica, é vista por muitos como um desfecho inevitável diante de sua resistência armada, mas também reforça a importância de fortalecer mecanismos que protejam as vítimas antes que situações cheguem a esse ponto. O debate segue aberto, com a sociedade sul-mato-grossense atenta às ações de suas autoridades na busca por um equilíbrio entre segurança e justiça.
Dourados Reforça Saúde Pública com Posse de 44 Novos Profissionais
A Prefeitura de Dourados deu um passo importante para fortalecer o atendimento na rede pública de saúde ao empossar, em 10 de abril de 2025, 44 novos profissionais aprovados em concurso público. A cerimônia, realizada com a presença do prefeito Marçal Filho, marcou a chegada de fisioterapeutas, nutricionistas, auxiliares de saúde bucal, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, farmacêuticos, cirurgiões-dentistas e técnicos de higiene bucal. Esses profissionais se juntam aos 33 médicos nomeados no dia anterior, totalizando 77 novos servidores que irão atuar em Unidades Básicas de Saúde (UBS), no Pronto Atendimento Médico (PAM), na Policlínica de Atendimento Infantil (PAI) e no Centro de Atenção Psicossocial (Caps). O reforço na equipe é parte de um esforço contínuo para melhorar a qualidade e a agilidade dos serviços de saúde no município. Marçal Filho deu as boas-vindas aos novos servidores, destacando o valor de um atendimento que priorize a humanização. “Vocês são essenciais para transformar a experiência de quem busca nossos serviços. A saúde exige cuidado e compromisso, e confio que farão a diferença na vida dos douradenses”, afirmou o prefeito, reforçando a importância de acolher a população com respeito e eficiência. A secretária-adjunta de Saúde, Terezinha Picolo da Silva, explicou que as posses decorrem de um concurso realizado no final de 2024, homologado em 20 de janeiro de 2025. Ela adiantou que novas convocações estão previstas para maio, sinalizando a continuidade do investimento na ampliação do quadro de servidores. “Estamos trazendo profissionais qualificados para atender em diferentes frentes, desde a atenção básica até os serviços especializados. Isso fortalece nossa rede e reduz o tempo de espera para consultas e procedimentos”, disse, mencionando também a importância da adesão à campanha de vacinação contra a influenza, que mobiliza o município. Os novos profissionais já começam a atuar nesta semana, distribuídos estrategicamente para cobrir as necessidades das unidades de saúde. A iniciativa responde a uma demanda antiga da população por mais acesso a atendimentos de qualidade, especialmente em áreas como saúde mental, odontologia e assistência primária. Para muitos dos empossados, a oportunidade representa não apenas uma conquista pessoal, mas a chance de contribuir para uma cidade que enfrenta desafios históricos na saúde pública, mantendo o foco no cuidado com as pessoas. A chegada desses servidores ocorre em um momento em que Dourados busca consolidar sua posição como referência em saúde no interior de Mato Grosso do Sul. A administração municipal tem priorizado ações como a capacitação de equipes e a modernização de unidades, visando um sistema mais robusto e próximo das necessidades da comunidade. A posse dos 44 profissionais é um reflexo desse compromisso, que valoriza a estabilidade e a dedicação de quem trabalha pela saúde coletiva.
Mato Grosso do Sul Investe na Juventude para Moldar um Futuro Sustentável
O Governo de Mato Grosso do Sul deu um passo ousado para fortalecer a formação de jovens talentos com o lançamento do programa de estágio MS Multiplica, anunciado em 10 de abril de 2025, no Bioparque Pantanal, em Campo Grande. A iniciativa, apresentada pelo vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, reformula o modelo de estágio estadual, colocando inovação, sustentabilidade e capacitação profissional no centro da estratégia. Com a participação de líderes estaduais e acadêmicos, o evento marcou o início de um novo ciclo que busca preparar a juventude para os desafios de um mundo em transformação, enquanto reforça o papel do estado como referência em gestão pública responsável. O MS Multiplica, coordenado pela Secretaria de Estado de Administração, com apoio de pastas como Educação e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), abriu o credenciamento para instituições de ensino superior participarem do processo seletivo de estagiários. O programa é estruturado para oferecer experiências práticas que vão além da teoria, conectando os jovens a projetos que priorizam boas práticas ambientais, sociais e de governança. Essa abordagem responde à crescente demanda por profissionais que combinem competência técnica com consciência ética, capazes de contribuir para um desenvolvimento que respeite os recursos naturais e as comunidades locais. Barbosinha destacou o caráter transformador da iniciativa durante o lançamento. Ele descreveu o programa como um espaço de troca, onde os estagiários não apenas aprendem, mas também trazem perspectivas frescas para o serviço público. “Estamos plantando sementes para uma nova geração de líderes que entendem a importância de equilibrar progresso e responsabilidade”, afirmou o vice-governador, reforçando que o projeto valoriza a energia criativa dos jovens. A fala reflete uma visão prática, que enxerga na juventude um pilar para construir um estado mais resiliente e alinhado com valores de longo prazo. A experiência de quem já participa do programa ilustra seus impactos. Um estudante de psicologia, que atua no Bioparque Pantanal, contou como o trabalho com acessibilidade ampliou sua compreensão sobre inclusão e sustentabilidade. Outro estagiário, do curso de fisioterapia, destacou o despertar para questões ambientais durante sua atuação em um centro de equoterapia. Esses relatos mostram que o MS Multiplica vai além da formação profissional, incentivando uma postura ativa diante dos desafios sociais e climáticos que o estado enfrenta, como a preservação do Pantanal e a gestão eficiente dos recursos naturais. O programa também se alinha a compromissos estaduais mais amplos, como a adesão à Agenda Ambiental na Administração Pública, formalizada em fevereiro de 2025. Com um decreto que atualiza as normas de estágio, o governo garante que os projetos desenvolvidos pelos estagiários tenham um viés inovador, contribuindo para metas como a redução de emissões e o fortalecimento de políticas públicas inclusivas. A iniciativa é vista como um investimento estratégico, que prepara jovens para assumirem papéis de liderança enquanto ajuda a consolidar Mato Grosso do Sul como um modelo de desenvolvimento sustentável no Brasil.
Kevin O’Leary Defende Tarifas de 400% Contra a China e Cobra Ação Firme dos EUA
Kevin O’Leary, conhecido investidor do programa Shark Tank, voltou a causar polêmica ao propor tarifas de 400% sobre produtos chineses em uma entrevista à CNN em 8 de abril de 2025. O empresário canadense, que também é chairman da O’Leary Ventures, justificou sua posição acusando a China de práticas comerciais desleais que, segundo ele, prejudicam os Estados Unidos há décadas. “Eles estão na Organização Mundial do Comércio (OMC) desde 2001 e nunca respeitaram as regras. Trapaceiam, roubam propriedade intelectual, fabricam e vendem de volta aqui”, declarou, apontando para um sistema que, em sua visão, favorece Pequim em detrimento de empresas americanas. O’Leary, que já havia defendido tarifas altas em outras ocasiões, intensificou seu discurso ao criticar a inação de governos anteriores. “Ninguém enfrentou a China – nem os europeus, nem administrações americanas por décadas. Eu faço negócios lá e estou farto. Falo por milhões de americanos que tiveram sua propriedade intelectual roubada”, disse ele. Para o investidor, o objetivo não é apenas punir, mas forçar uma negociação direta com o presidente chinês, Xi Jinping. “Quero Xi em um avião para Washington para equilibrar o jogo. Não é só sobre tarifas, é sobre usar o poder econômico dos EUA enquanto ainda o temos”, afirmou, destacando que os EUA representam 25% do PIB global e 39% do consumo mundial, uma vantagem que ele acredita ser temporária. A proposta de O’Leary surge em meio a uma escalada na guerra comercial entre EUA e China. Em 2 de abril, o presidente Donald Trump anunciou tarifas de 10% sobre mais de 180 países, com taxas adicionais de até 34% para a China, que subiram para 125% em 9 de abril após retaliações chinesas de 84%. O investidor, no entanto, considera as medidas atuais insuficientes. “Tarifas de 104% ou 125% não bastam. Precisamos de 400% para atingir setores com muitos empregos na China. Xi só se mantém no poder se o povo estiver empregado. Vamos pressionar até que ele ceda”, argumentou, sugerindo que o colapso econômico forçado traria Pequim à mesa de negociações em 48 horas. A China, por sua vez, mantém uma postura firme. O Ministério do Comércio chinês declarou que “não há vencedores em guerras comerciais” e que o país “lutará até o fim” para proteger seus interesses, enquanto Xi Jinping, em encontro com o premiê espanhol Pedro Sánchez em 8 de abril, alertou que as tarifas americanas poderiam isolar os EUA globalmente. Apesar disso, O’Leary insiste que a dependência chinesa do mercado americano dá aos EUA uma vantagem estratégica. “Somos o maior mercado consumidor do planeta. Se fecharmos as portas, a economia deles desmorona”, afirmou, rejeitando preocupações sobre os impactos domésticos das tarifas, como inflação ou aumento de preços ao consumidor. O discurso de O’Leary reflete uma visão de confronto direto, alinhada com sua experiência como empreendedor que já viu produtos de suas empresas sendo copiados na China sem possibilidade de recurso legal. Sua proposta, embora extrema, encontra eco entre setores que clamam por proteção contra a concorrência desleal, mas também levanta debates sobre os custos de uma guerra comercial prolongada. Enquanto os mercados globais oscilam com cada novo anúncio de tarifas, a pressão por uma solução definitiva entre as duas potências econômicas só aumenta.
Estados Unidos Aumentam Recompensa para 25 Milhões de Dólares pela Captura de Nicolás Maduro
Os Estados Unidos intensificaram sua pressão contra o líder venezuelano Nicolás Maduro ao elevar, em 10 de janeiro de 2025, a recompensa por informações que levem à sua captura ou condenação para 25 milhões de dólares. O anúncio, feito pelo Departamento de Estado americano, coincidiu com a posse de Maduro para um terceiro mandato presidencial, em uma cerimônia amplamente criticada como ilegítima por diversos países e marcada por sua posse diante de uma Assembleia Nacional controlada pelo regime. A medida reflete a postura firme de Washington, que não reconhece Maduro como presidente legítimo da Venezuela desde 2019 e o acusa de crimes graves, incluindo narcoterrorismo e tráfico de drogas. A recompensa, que anteriormente era de 15 milhões de dólares desde 2020, foi ajustada para destacar a “gravidade dos crimes” atribuídos a Maduro e o “risco contínuo” que ele representa à estabilidade internacional, segundo um alto funcionário americano. O aumento veio acompanhado de novas sanções do Tesouro dos EUA contra oito autoridades venezuelanas, incluindo o presidente da estatal petrolífera PDVSA, Hector Andres Obregon Perez, e o ministro dos Transportes, Ramon Celestino Velásquez Araguayan, acusados de sustentar o governo repressivo de Maduro. Além disso, o Departamento de Estado ofereceu 15 milhões de dólares pela captura do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e elevou para 25 milhões a recompensa por Diosdado Cabello, considerado o número dois do regime. Maduro enfrenta acusações nos EUA desde março de 2020, quando foi indiciado no Distrito Sul de Nova York por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e posse de armas, em um caso que o liga ao Cartel de los Soles, uma organização de tráfico composta por altos funcionários venezuelanos. As autoridades americanas alegam que ele coordenou o envio de toneladas de cocaína para os Estados Unidos em parceria com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), classificada como grupo terrorista. A rejeição internacional ao seu governo se intensificou após a eleição de 28 de julho de 2024, considerada fraudulenta por diversos países, que reconhecem o opositor Edmundo González como o verdadeiro vencedor com base em atas eleitorais públicas. A decisão americana ocorre em um momento de isolamento crescente de Maduro, que mantém apoio de aliados como China, Rússia e Irã, mas enfrenta sanções coordenadas de países como Canadá, Reino Unido e União Europeia, que também penalizaram oficiais venezuelanos no mesmo dia. Para quem possui informações sobre Maduro, o Departamento de Estado orienta que contate a embaixada ou consulado americano mais próximo, se estiver fora dos EUA, ou o escritório local da Drug Enforcement Administration (DEA) dentro do país, garantindo confidencialidade aos informantes. A elevação da recompensa é vista como um sinal simbólico e prático de que os EUA buscam aumentar a pressão sobre o regime, embora analistas questionem sua eficácia direta em destituir Maduro, dado seu controle sobre as forças armadas venezuelanas. O impacto da medida já se reflete nos mercados e na política internacional, com aliados de Maduro denunciando-a como parte de uma “guerra econômica” contra a Venezuela. Enquanto isso, o povo venezuelano, que enfrenta uma crise econômica e social há anos, observa a escalada desse confronto com uma mistura de esperança e ceticismo, à espera de mudanças que possam aliviar seu cotidiano.
Trump Eleva Tarifas contra a China para 125% e Concede Pausa de 90 Dias com 10% a 75 Países
Em uma decisão anunciada em 9 de abril de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a política comercial do país ao aumentar as tarifas sobre importações chinesas para 125%, com efeito imediato. A medida, justificada pela Casa Branca como resposta à falta de cooperação da China nos mercados globais, marca uma escalada nas tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Ao mesmo tempo, Trump autorizou uma pausa de 90 dias nas tarifas mais altas impostas a mais de 75 países que não retaliaram contra as políticas americanas, reduzindo suas taxas para um nível uniforme de 10% durante esse período. A estratégia reflete um equilíbrio entre pressão econômica e abertura para negociações, com impactos já sentidos nos mercados financeiros globais. A nova tarifa contra a China, que eleva o custo de bens importados de Pequim, foi uma reação direta à decisão chinesa de impor tarifas retaliatórias de 84% sobre produtos americanos horas antes. A troca de medidas intensifica um embate comercial que começou na semana anterior, quando Trump anunciou tarifas amplas sobre importações de mais de 180 países, incluindo uma taxa base de 10% e taxas recíprocas que variavam de 11% a 50% para 90 nações consideradas “infratoras” por práticas comerciais desleais. A China, que já enfrentava uma sobretaxa de 34% além de 20% relacionados ao combate ao tráfico de fentanil, agora vê suas exportações ao mercado americano sob uma das maiores barreiras tarifárias da história recente. A pausa de 90 dias para outros países foi apresentada como um incentivo ao diálogo. Trump destacou que mais de 75 nações, incluindo parceiros importantes como Japão, Coreia do Sul e membros da União Europeia, entraram em contato com autoridades americanas para negociar acordos comerciais. “Países que não retaliaram estão mostrando disposição para trabalhar conosco. Essa pausa é uma chance de corrigirmos desequilíbrios sem prejudicar quem quer negociar de boa-fé”, disse o presidente em um evento na Casa Branca, ao lado de pilotos de automobilismo. A redução temporária para 10% abrange a maioria dos parceiros comerciais, com exceção de China, Canadá e México – os dois últimos devido a tarifas específicas ligadas a questões de imigração e tráfico de drogas. Os mercados reagiram imediatamente à notícia. Após dias de quedas expressivas, Wall Street registrou uma recuperação histórica em 9 de abril, com o índice S&P 500 subindo 9,5%, o Nasdaq avançando 12,16% e o Dow Jones saltando quase 3 mil pontos, ou 7,87%. No Brasil, o Ibovespa fechou com leve queda de 0,04%, a 131.141 pontos, beneficiado pela tarifa reduzida de 10% aplicada ao país, considerada branda em comparação com outras nações. O dólar caiu globalmente, atingindo o menor nível em três anos, a US$ 1,1038 frente ao euro, refletindo a incerteza inicial e o alívio com a pausa. A China, por sua vez, respondeu com firmeza. O presidente Xi Jinping, em encontro com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez em Pequim, alertou que “não há vencedores em guerras comerciais” e que as tarifas americanas podem isolar os EUA internacionalmente. A imprensa estatal chinesa reforçou o tom, afirmando que o país “lutará até o fim” para proteger seus interesses, enquanto o Ministério do Comércio chinês anunciou que as tarifas retaliatórias de 84% entrarão em vigor a partir de 10 de abril. Economistas alertam que a escalada pode prejudicar cadeias globais de suprimento, elevar preços de bens de consumo e aumentar o risco de recessão, com previsões do Goldman Sachs apontando 45% de chance de uma crise econômica nos próximos 12 meses. No cenário doméstico americano, a decisão dividiu opiniões. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, defendeu a estratégia como um movimento calculado para forçar negociações, alegando que Trump planejou a pausa desde o início para pressionar a China. Líderes empresariais, como Jamie Dimon, do JPMorgan Chase, expressaram cautela, reconhecendo o potencial de turbulência econômica, mas destacando a resiliência do setor financeiro. Já o senador democrata Chuck Schumer criticou a abordagem, afirmando que Trump “cedeu à pressão após causar caos nos mercados”. No exterior, a União Europeia, que evitou tarifas mais altas ao adiar suas próprias medidas retaliatórias, viu a pausa como uma “porta aberta” para negociações, segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A política tarifária de Trump, que inclui a manutenção de taxas de 25% sobre automóveis, aço e alumínio, reflete uma visão de soberania econômica que apela a setores da base eleitoral americana, mas preocupa aliados globais. No Brasil, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou para possíveis impactos nas exportações, embora o agronegócio possa se beneficiar de um real desvalorizado. Enquanto o prazo de 90 dias avança, o mundo observa se a estratégia de Trump levará a acordos comerciais mais equilibrados ou a uma guerra comercial prolongada, especialmente com a China, que mostra poucos sinais de recuo.
Jovem É Vítima de Estupro no Parque Alvorada em Dourados; Suspeito Segue Foragido
Um crime chocante abalou a tranquilidade do bairro Parque Alvorada, em Dourados, Mato Grosso do Sul, na noite de 9 de abril de 2025. Uma jovem de 18 anos foi arrastada por um motoqueiro para uma área de mata e estuprada enquanto seguia a pé para a casa de um amigo. O caso, registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), expõe os desafios de segurança pública na região e reacende debates sobre a proteção das mulheres em espaços urbanos. Até o momento, o suspeito, que usava capacete para ocultar sua identidade, não foi localizado pelas autoridades. O ataque ocorreu por volta das 18h, quando a vítima caminhava sozinha por uma rua do bairro. Segundo relato policial, o agressor, que pilotava uma motocicleta, aproximou-se repentinamente, rendeu a jovem e a levou à força para um terreno coberto por vegetação. Após cometer o estupro, ele fugiu em alta velocidade, deixando poucas pistas para a investigação. A vítima, abalada, buscou ajuda e foi encaminhada à Depac, onde prestou depoimento e passou por exames médicos que confirmaram a violência sofrida. A Polícia Civil de Dourados assumiu o caso, mas a falta de identificação do suspeito complica as buscas. A investigação está em andamento, com a polícia analisando câmeras de segurança das proximidades e coletando depoimentos de possíveis testemunhas. A delegada responsável pelo caso na Depac informou que o uso do capacete pelo agressor é uma tática comum para evitar reconhecimento, o que reforça a necessidade de estratégias preventivas mais robustas. Enquanto isso, moradores do Parque Alvorada expressaram preocupação com a segurança local, cobrando medidas como maior patrulhamento e melhoria na infraestrutura urbana para evitar que tragédias como essa se repitam.
Governo de Mato Grosso do Sul Inova com Queima Prescrita para Proteger o Pantanal
Em uma iniciativa pioneira, o Governo de Mato Grosso do Sul deu início, em 6 de abril de 2025, a uma ação de queima prescrita no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, localizado entre os municípios de Aquidauana e Corumbá. Com o objetivo de proteger tanto o parque quanto as propriedades rurais do entorno, o Corpo de Bombeiros Militar do estado (CBMMS) implementou pela primeira vez essa técnica preventiva no Pantanal, visando preparar a área para a Temporada de Incêndios Florestais (TIF) de 2025. A unidade de conservação, que abrange 78,3 mil hectares, tornou-se a primeira na região pantaneira a adotar o Manejo Integrado do Fogo (MIF), uma estratégia que busca reduzir os riscos de incêndios devastadores. A queima prescrita consiste em um incêndio controlado e planejado, projetado para eliminar a vegetação seca acumulada, criando barreiras naturais que dificultam a propagação descontrolada do fogo durante os períodos de seca. Executada ao longo de uma semana, a operação envolveu 42 pessoas, incluindo bombeiros, servidores do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), representantes do Ibama/Prevfogo, ONGs e pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A ação foi cuidadosamente monitorada, com o uso de estações meteorológicas portáteis e drones, garantindo segurança e eficácia na redução da biomassa – material vegetal que serve como combustível em incêndios. O major Eduardo Teixeira, subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental do CBMMS, explicou que a técnica forma “mosaicos” no terreno, diminuindo a intensidade de eventuais chamas e facilitando o combate ao fogo. “Se um incêndio começar no parque ou em propriedades vizinhas, a propagação será menos agressiva, protegendo tanto a fauna quanto as áreas produtivas ao redor”, afirmou. André Borges, diretor-presidente do Imasul, órgão responsável pela gestão do parque, destacou o caráter estratégico da iniciativa. “Essa é uma medida fundamental para prevenir incêndios de grandes proporções, como os que já afetaram o Pantanal em anos anteriores, e preservar nosso ecossistema único”, disse. A preparação para a queima incluiu um treinamento entre os dias 3 e 5 de abril, coordenado pelo Instituto Terra Brasilis e financiado pelo Ministério do Meio Ambiente, Fundo Global para o Meio Ambiente e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A atividade capacitou peões, gerentes e proprietários de fazendas próximas, compartilhando boas práticas de manejo do fogo e reforçando a integração entre conhecimento técnico e saberes tradicionais dos pantaneiros. O estado, pioneiro na regulamentação do MIF em nível nacional desde 2021, planeja avaliar os resultados dessa ação para replicá-la em outras unidades de conservação, fortalecendo a prevenção em todo o Pantanal sul-mato-grossense. A operação ocorre em um contexto de crescente preocupação com os incêndios florestais, intensificados pelas mudanças climáticas e períodos de estiagem prolongada. Com o sucesso dessa primeira experiência, Mato Grosso do Sul dá um exemplo de como políticas públicas alinhadas à ciência e à participação comunitária podem proteger um dos biomas mais ricos do planeta, equilibrando conservação ambiental e segurança para as populações locais.
MS Cultural 2025 Eleva Mato Grosso do Sul a Palco de Destaque para Artistas Brasileiros
Mato Grosso do Sul está se preparando para um ano memorável em 2025, com uma agenda cultural que promete transformar o estado em um ponto de encontro para grandes nomes da música brasileira. A iniciativa MS Cultural, promovida pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), trará uma série de shows gratuitos ao longo do ano, abrangendo uma ampla diversidade de gêneros musicais. Anunciado em 10 de abril de 2025, o projeto busca consolidar a região como um polo de grandes espetáculos, oferecendo ao público experiências únicas e fortalecendo o acesso democrático à arte. A programação do MS Cultural será distribuída em eventos já tradicionais no calendário estadual, como o Campão Cultural, o MS ao Vivo, o Festival de Inverno de Bonito (FIB) e o Festival América do Sul (FAS). Entre os artistas confirmados estão ícones como Alcione, Jorge Aragão e Vanessa da Mata, além de nomes do pop contemporâneo, como Luísa Sonza e Liniker, e representantes do rock nacional, como Titãs e Samuel Rosa. O sertanejo também terá espaço com Guilherme & Santiago e o sul-mato-grossense Michel Teló, enquanto o forró de João Gomes e o samba do grupo Pixote completam um lineup eclético que reflete a pluralidade da música brasileira. Marcelo Miranda, secretário da Setesc, enfatizou o impacto transformador da iniciativa. “Estamos trazendo para Mato Grosso do Sul uma programação que valoriza nossa identidade cultural e conecta nosso público com grandes artistas do cenário nacional. Cada apresentação será uma celebração da arte, proporcionando momentos inesquecíveis para a população”, afirmou. Já Eduardo Mendes, diretor-presidente da FCMS, destacou a diversidade como um dos pilares do projeto. “O MS Cultural foi pensado para atender a todos os gostos e idades, com uma programação que transita entre diferentes estilos e referências musicais, promovendo inclusão e conexão genuína entre artistas e público”, disse. A lista de atrações inclui ainda Elba Ramalho e Maestro Spok, trazendo a riqueza do Nordeste, além de um tributo internacional ao Buena Vista Social Club com Ferrer, da Argentina. Outros nomes como Xamã, Os Garotin, Sandra Sá, Isabel Fillardis, Duduca & Dalvan, Seu Jorge e Atitude 67 também estão confirmados, prometendo uma agenda que celebra tanto a tradição quanto a inovação na música. Em 2024, artistas como Dudu Nobre, Falamansa, Chico César e Zeca Baleiro já marcaram presença no estado, pavimentando o caminho para um 2025 ainda mais grandioso. Os shows, todos com entrada franca, serão realizados em diferentes cidades, aproveitando a infraestrutura de festivais consolidados. O Campão Cultural, por exemplo, abriu o ano entre 27 de março e 6 de abril em Campo Grande, enquanto o FAS está agendado para 15 a 18 de maio em Corumbá, com destaque para a apresentação de Xamã no dia 16. O MS ao Vivo, com uma programação enxuta de seis shows entre maio e novembro, e o FIB, ainda sem data definida, completarão o circuito. Os locais e horários exatos serão divulgados em breve, permitindo que os moradores se organizem para aproveitar ao máximo essa celebração cultural. O MS Cultural 2025 não é apenas uma vitrine para grandes artistas, mas também uma oportunidade de reforçar a identidade sul-mato-grossense, marcada por influências regionais e uma rica mistura de tradições. Com o apoio do governo estadual, o projeto promete deixar um legado de acesso à cultura e entretenimento, conectando gerações e aproximando as pessoas por meio da música.








