O presidente russo, Vladimir Putin, reuniu-se com Steve Witkoff, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em São Petersburgo, em 11 de abril de 2025, para discutir caminhos para um cessar-fogo na guerra entre Rússia e Ucrânia. O encontro, que durou mais de quatro horas, ocorreu na biblioteca presidencial da cidade e foi descrito pelo Kremlin como focado em “aspectos de um acordo para a Ucrânia”. A iniciativa reflete os esforços de Trump para mediar uma solução para o conflito, que já dura mais de três anos, mas também evidencia as dificuldades de conciliar posições opostas entre Moscou, Kiev e aliados ocidentais. Witkoff, um empresário do setor imobiliário sem experiência diplomática formal, emergiu como figura central nas negociações de Trump, que desde o início de seu segundo mandato, em janeiro, busca um acordo rápido para encerrar a guerra. O presidente americano pressiona por um cessar-fogo imediato, propondo uma pausa de 30 dias nas hostilidades, já aceita por Kiev, mas ainda sem aval de Putin. O líder russo condiciona avanços à retirada de sanções ocidentais e à resolução de questões como o controle de quatro regiões ucranianas – Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson – anexadas ilegalmente por Moscou em 2022, uma exigência rejeitada por Kiev. A reunião em São Petersburgo, a terceira entre Witkoff e Putin em dois meses, ocorre em um momento de tensões. Trump expressou frustração com a falta de progresso, escrevendo em sua plataforma Truth Social que “a Rússia precisa agir” para deter as mortes, que ele estima em milhares por semana. Enquanto isso, aliados da Ucrânia, reunidos na mesma data em Bruxelas, anunciaram mais ajuda militar a Kiev e questionaram a disposição de Moscou para a paz. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que “a agressão contínua da Rússia sugere que a paz está distante”, destacando ataques recentes, como o bombardeio em Kryvyi Rih, que matou 20 pessoas, incluindo nove crianças. O diálogo entre Witkoff e Putin também abordou a possibilidade de um encontro direto entre Trump e o presidente russo, embora o Kremlin tenha minimizado expectativas de avanços imediatos, classificando a visita como “não monumental”. A presença de Kirill Dmitriev, enviado econômico de Putin, nas conversas alimentou especulações sobre possíveis acordos comerciais, como investimentos conjuntos no Ártico, mas esses temas permanecem secundários diante do impasse militar. Dados do Centro para Ação Preventiva indicam que a Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, majoritariamente no leste, o que fortalece a posição de Moscou nas negociações, enquanto Kiev insiste na soberania total. O encontro reflete um esforço delicado para equilibrar diplomacia e pressão, com Trump apostando na reaproximação com a Rússia, enquanto enfrenta críticas de aliados europeus preocupados com possíveis concessões ao Kremlin. A busca por paz na Ucrânia continua marcada por desconfianças mútuas, mas a persistência do diálogo sinaliza um desejo, ao menos retórico, de evitar a escalada de um conflito que já custou centenas de milhares de vidas.
El Salvador Alcança Nível Máximo de Segurança em Alerta de Viagem dos EUA, Superando Países Europeus
Em um marco significativo, o Departamento de Estado dos Estados Unidos elevou, em 8 de abril de 2025, o alerta de viagem para El Salvador ao Nível 1, a classificação mais segura, que recomenda “exercer precauções normais”. A decisão coloca o país centro-americano à frente de nações europeias como França, Suécia, Reino Unido, Itália, Alemanha e Espanha, todas mantidas no Nível 2, que aconselha “exercer cautela aumentada”. A mudança reflete a redução drástica na violência em El Salvador, impulsionada pelas políticas do presidente Nayib Bukele, mas também levanta debates sobre os métodos empregados e os desafios de segurança enfrentados pela Europa. O alerta destaca que a atividade de gangues em El Salvador diminuiu significativamente nos últimos três anos, resultando em uma queda expressiva nos crimes violentos e homicídios. Dados do governo salvadorenho indicam que a taxa de assassinatos caiu de 107 por 100 mil habitantes em 2015 para 1,9 em 2024, um contraste marcante com o passado, quando o país era considerado um dos mais perigosos do mundo. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, atribuiu o progresso às medidas de Bukele, que incluem prisões em massa e a construção do Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), uma megaprisão que abriga milhares de detentos. A visita de Bukele à Casa Branca, marcada para 14 de abril, reforça a cooperação entre os dois países, incluindo o uso da prisão para deportados dos EUA. Enquanto isso, países europeus como França, Reino Unido, Itália, Alemanha, Espanha e Suécia permanecem no Nível 2 devido a preocupações com terrorismo e, em alguns casos, agitação civil. O alerta para a França cita o risco de ataques terroristas em locais turísticos e centros de transporte, enquanto o Reino Unido enfrenta ameaças de grupos extremistas e episódios isolados de violência na Irlanda do Norte. A Espanha também é mencionada por possíveis atos de terrorismo, e a Suécia, embora estável, é listada por riscos semelhantes. Esses fatores, segundo o Departamento de Estado, justificam maior cautela, mesmo em nações com infraestrutura robusta e índices de criminalidade relativamente baixos. O contraste é notável. El Salvador, que há menos de uma década registrava uma média de 18 homicídios diários, agora é comparado a países como Noruega e Suíça, também no Nível 1. No entanto, a transformação tem um custo. A Human Rights Watch reportou que as operações de Bukele resultaram em mais de 85 mil prisões desde 2022, muitas sem devido processo, com até 21 mil inocentes potencialmente detidos. Casos de maus-tratos e mortes em prisões também foram documentados, gerando críticas de organizações internacionais. Apesar disso, a população local e muitos observadores externos veem o modelo como eficaz, com o turismo em alta – 3,4 milhões de visitantes em 2024, segundo o Ministério do Turismo salvadorenho. Na Europa, os desafios são diferentes. Dados da Eurostat mostram que a taxa média de homicídios na União Europeia é de 0,9 por 100 mil habitantes, mas incidentes como os ataques terroristas em Paris (2015) e Londres (2017) mantêm a percepção de risco. A Alemanha, com 0,8 homicídios por 100 mil, enfrenta tensões relacionadas à migração, enquanto a Suécia, com 1,1, lida com crimes esporádicos em áreas urbanas. Esses números, embora baixos, contrastam com a narrativa de estabilidade absoluta, influenciando as classificações americanas. A elevação de El Salvador ao Nível 1 é um reconhecimento de resultados tangíveis, mas também um convite à reflexão sobre o equilíbrio entre segurança e liberdades individuais. Enquanto países europeus navegam suas próprias complexidades, o caso salvadorenho destaca como políticas decididas podem alterar rapidamente a percepção de um destino, para o bem ou para o debate.
Orçamento de 2025 É Sancionado com Foco em Equilíbrio Fiscal e Investimentos Prioritários
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, em 10 de abril de 2025, a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano, que define as receitas e despesas da União com um total de R$ 5,9 trilhões. A aprovação, publicada após análise técnica do Ministério do Planejamento e Orçamento, veio com apenas dois vetos, destacando-se como uma das sanções mais consensuais dos últimos anos. A lei estabelece um superávit primário de R$ 14,5 bilhões, alinhado à meta de resultado neutro prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e respeita os limites de despesa do Regime Fiscal Sustentável. Os vetos, que totalizam R$ 3,01 bilhões, foram justificados por questões técnicas. O primeiro, de R$ 40,2 milhões, cortou emendas parlamentares que destinavam recursos a obras rodoviárias em Rondônia e Pernambuco, por violarem a Lei Complementar 210/24, que proíbe localizações específicas em despesas discricionárias do Executivo. O segundo, de R$ 2,97 bilhões, atingiu o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), devido a alterações no Congresso que desrespeitaram o limite de 50% para operações reembolsáveis, conforme a Lei 11.540/07 e a Emenda Constitucional 135/2024. O deputado Bohn Gass (PT-RS), da Comissão Mista de Orçamento, defendeu a correção técnica dos vetos, destacando que a sanção libera obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com R$ 57,6 bilhões. O orçamento prevê um salário mínimo de R$ 1.518, com aumento real de 2,5% acima da inflação, beneficiando trabalhadores e programas sociais. As emendas parlamentares somaram R$ 50,4 bilhões, sendo R$ 24,6 bilhões para emendas individuais, R$ 14,3 bilhões para bancadas estaduais e R$ 11,5 bilhões para comissões permanentes. A saúde receberá ao menos R$ 228 bilhões, cumprindo o mínimo constitucional de 15% da receita líquida, enquanto o refinanciamento da dívida pública consome R$ 1,6 trilhão do total. A sanção destrava investimentos essenciais, como contratações de obras e reajustes salariais retroativos para servidores, pagos a partir de maio. O processo reflete um esforço para equilibrar demandas regionais e prioridades nacionais, mantendo a disciplina fiscal em um cenário de crescimento econômico moderado, com o PIB projetado em 1,99% para 2025, segundo o Boletim Focus. O texto final incorporou ajustes da Desvinculação de Receitas da União (DRU), reduzindo gastos vinculados, como os do FNDCT e do Fundo Nacional de Segurança Pública, para reforçar a reserva de contingência.
Atividade Econômica do Brasil Registra Crescimento Estável de 0,4% em Fevereiro
A economia brasileira apresentou um crescimento moderado em fevereiro de 2025, consolidando dois meses consecutivos de avanço. Dados divulgados pelo Banco Central em 11 de abril mostram que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,4% em relação a janeiro, já ajustado para variações sazonais. O resultado, embora menor que a alta de 0,9% registrada no início do ano, sinaliza uma trajetória de recuperação em meio a desafios como inflação persistente e juros elevados, que moldam o cenário econômico do país. O IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), reflete o desempenho de setores-chave como agropecuária, indústria e serviços, além da arrecadação de impostos. Em fevereiro, o destaque foi o setor agropecuário, que cresceu 5,6%, impulsionado por condições favoráveis no campo. Por outro lado, a indústria enfrentou uma retração de 0,8%, evidenciando as dificuldades impostas pelo encarecimento do crédito e pela desaceleração em algumas cadeias produtivas. O setor de serviços, que inclui atividades como comércio e transporte, manteve-se estável, contribuindo para o equilíbrio do índice. Na comparação com fevereiro de 2024, o crescimento foi mais expressivo, alcançando 4,1%, sem ajuste sazonal. No acumulado dos últimos 12 meses, o IBC-Br registra uma expansão de 3,8%, reforçando que a economia mantém fôlego, apesar das pressões. Esses números são usados pelo Banco Central para calibrar a política monetária, especialmente a taxa Selic, que subiu para 14,25% ao ano após novo aumento em março, refletindo a preocupação com a inflação, que atingiu 1,31% em fevereiro, segundo o IBGE. O desempenho de fevereiro ocorre em um contexto de expectativas cautelosas. Em 2024, o PIB brasileiro cresceu 3,4%, maior alta desde 2021, mas projeções do Boletim Focus apontam para uma expansão mais modesta em 2025, ao redor de 1,99%. Fatores como o aumento do dólar, incertezas globais e o impacto da política monetária restritiva desafiam a continuidade do crescimento. Ainda assim, a resiliência de setores como a agropecuária e o consumo das famílias, que subiu 4,8% no último ano, oferece alicerce para a estabilidade econômica. A trajetória da economia brasileira reflete um equilíbrio delicado, com avanços graduais que dependem de ajustes precisos nas políticas públicas e da confiança do setor produtivo. O resultado de fevereiro sugere que o país segue em movimento, mas com atenção redobrada às variáveis que podem definir o ritmo dos próximos meses.
Mato Grosso do Sul Moderniza Leitão Vida para Impulsionar a Suinocultura
O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou, em 10 de abril de 2025, durante a Expogrande, em Campo Grande, a reformulação do programa Leitão Vida, uma iniciativa que há 24 anos apoia a suinocultura no estado. Com um investimento de R$ 48 million até 2024, o programa agora ganha novas diretrizes para promover sustentabilidade, eficiência e competitividade na cadeia produtiva de suínos, que movimenta R$ 32 bilhões anuais e gera 32 mil empregos diretos. A cerimônia, realizada no Parque de Exposições Laucídio Coelho, contou com a presença do governador Eduardo Riedel e reforçou o potencial do estado para se tornar o quinto maior exportador de carne suína do Brasil. As mudanças, formalizadas no 3º Encontro Lideranças da Suinocultura, organizado pela Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores (Asumas), introduzem um protocolo de conformidade que classifica as propriedades em quatro níveis – obrigatório, básico, intermediário e avançado – com base em boas práticas produtivas. Essa estrutura incentiva melhorias em biossegurança, gestão ambiental e rastreabilidade, premiando os produtores mais alinhados com benefícios fiscais e financeiros ajustados ao desempenho. O programa já conta com 270 granjas cadastradas, responsáveis por 3,39 milhões de suínos abatidos em 2024, segundo dados da Asumas. Outra novidade é a digitalização completa dos processos de adesão e recadastramento, agora realizados pela plataforma de Serviços Eletrônicos da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). A medida aumenta a transparência e agiliza a gestão, enquanto regras mais rígidas, com penalidades para inconformidades, garantem o cumprimento dos padrões. Profissionais de assistência técnica passam a ter um papel central, sendo obrigatoriamente cadastrados e capacitados, com limite de atendimento a 20 propriedades para assegurar qualidade no acompanhamento. Organizações associativas também foram credenciadas para auditar as granjas, reforçando a confiabilidade do sistema. O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, destacou que as atualizações preparam o estado para mercados internacionais mais exigentes. “Queremos uma suinocultura que combine produtividade com responsabilidade ambiental e sanitária, pronta para competir globalmente”, afirmou. A senadora Tereza Cristina, presente no evento, apontou que a retirada da vacinação contra a febre aftosa pode abrir portas para a União Europeia, ampliando as exportações. O presidente da Asumas, Renato Spera, celebrou o fortalecimento do setor, que já transformou Mato Grosso do Sul em um polo promissor para a carne suína. A reformulação do Leitão Vida reflete uma visão estratégica que valoriza o agronegócio como motor de desenvolvimento, mas com raízes na responsabilidade e na inovação. Para os produtores, o programa é mais do que um incentivo financeiro: é a chance de consolidar a suinocultura como um pilar econômico sustentável, capaz de gerar riqueza sem comprometer o futuro.
Mato Grosso do Sul Lança Proleite MS para Transformar a Produção Leiteira
O Governo de Mato Grosso do Sul deu um passo ousado para revitalizar o setor leiteiro com o lançamento do Proleite MS, anunciado em 10 de abril de 2025, durante a Expogrande, em Campo Grande. Considerado o mais abrangente plano estadual já criado para o segmento, o programa destinará R$ 70 milhões ao longo de dois anos para fortalecer pequenos e médios produtores em 22 municípios que formam os polos leiteiros do estado. Com foco em tecnologia, capacitação e sustentabilidade, a iniciativa busca aumentar a produção em até 4 million liters anuais, melhorar a qualidade do leite e garantir renda estável para quem vive do campo. A proposta nasceu de um esforço conjunto com a Câmara Setorial da Cadeia do Leite, que mapeou os desafios enfrentados pelos produtores, como baixa produtividade, sazonalidade e alta informalidade. O governador Eduardo Riedel, presente no evento, destacou a importância de ouvir o setor. “Conheço os desafios dessa atividade. Este programa foi construído com quem entende do leite, para criar um ambiente onde o produtor prospere com dignidade”, afirmou, reforçando que o plano combina apoio técnico com incentivos práticos para transformar a realidade rural. Um dos pilares do Proleite é o melhoramento genético do rebanho. Em parceria com o Senar-MS, serão investidos R$ 4,3 milhões na distribuição de 2 mil doses de inseminação artificial, 1.200 embriões, 276 bezerras, 106 novilhas prenhes e 45 touros reprodutores até 2026, beneficiando cerca de 600 propriedades. Outro acordo, com a Associação de Criadores de Girolando, prevê R$ 4,95 milhões para fornecer matrizes leiteiras de alta qualidade. Essas ações visam produzir vacas mais eficientes, com leite mais nutritivo, reduzindo custos e aumentando a competitividade. O programa também apoia a indústria láctea por meio do Subprograma de Incentivo, que oferece benefícios fiscais e operacionais para modernizar laticínios e diversificar produtos, como queijos e iogurtes. Hoje, cerca de 50% da capacidade industrial do estado está ociosa, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), devido à falta de matéria-prima. Para resolver isso, o Extra Leite, outro braço do Proleite, destinará R$ 62,1 milhões em incentivos diretos aos produtores que adotarem boas práticas, com R$ 22,8 milhões no primeiro ano e R$ 39,2 milhões no segundo. A assistência técnica é uma prioridade, especialmente para quem produz menos de 100 litros diários. Em colaboração com o Sebrae-MS, o governo oferecerá consultoria e capacitação, além de incentivar a adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (e-SISBI), facilitando a comercialização legal do leite. Um decreto assinado durante o lançamento, parte do PACPOA-MS, reforça o apoio à venda de produtos de origem animal, ampliando o mercado para os produtores locais. O Proleite MS chega em um momento crítico, com a produção leiteira enfrentando quedas de até 48% no inverno, segundo estudos do setor, devido a problemas nutricionais e logísticos. A iniciativa é vista como uma resposta a essas dificuldades, com potencial para triplicar a produtividade em cinco anos, segundo o secretário Jaime Verruck. Para os produtores, como Alessandro Coelho, do Núcleo de Girolando, o programa é uma esperança há tempos aguardada. “O leite perdeu espaço no estado, mas agora temos um plano sólido para recuperar nosso lugar”, declarou.
Drive-Thru de Vacinação em Campo Grande Amplia Imunização Contra a Gripe com Horários Estendidos
O Governo de Mato Grosso do Sul tem intensificado esforços para proteger a população contra a influenza, e o drive-thru de vacinação montado em Campo Grande se destaca como uma estratégia prática e eficaz. Iniciado em 2 de abril de 2025, o ponto instalado no Quartel do Corpo de Bombeiros, na Rua 14 de Julho, já aplicou mais de 4,5 mil doses da vacina até 11 de April, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Com funcionamento até 17 de abril, a iniciativa oferece horários ampliados – das 18h às 22h de segunda a sexta e das 7h às 11h e das 13h às 17h nos fins de semana – para facilitar o acesso de quem busca se imunizar sem sair do veículo. A campanha prioriza grupos como idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, professores e pessoas com comorbidades, entre outros definidos pelo Ministério da Saúde. A alta adesão, especialmente nos fins de semana, reflete a confiança da população em um formato que combina comodidade e segurança. A SES reforça que a vacina trivalente, que protege contra as cepas H1N1, H3N2 e B, é essencial para reduzir complicações graves, internações e óbitos, especialmente em períodos de maior circulação viral. A estrutura do drive-thru, apoiada pelo Corpo de Bombeiros Militar, garante atendimento ágil e organizado, com equipes técnicas orientando os cidadãos. Além da Capital, o estado distribuiu 524 mil doses para os 79 municípios, acompanhadas de mais de 1,1 milhão de seringas e agulhas, assegurando que a campanha alcance todas as regiões. A meta é imunizar 90% dos grupos prioritários, um objetivo que exige engajamento coletivo para proteger tanto a saúde individual quanto a comunitária. A iniciativa reflete um esforço mais amplo para fortalecer a saúde pública em Mato Grosso do Sul, com ações que vão desde a logística eficiente até a mobilização social. Para muitos, o drive-thru não é apenas uma solução prática, mas um símbolo de cuidado com aqueles que mais precisam, promovendo a prevenção em um momento crucial do ano.
Zé Teixeira Defende Melhorias em Estradas e Equipamentos para o Campo em Mato Grosso do Sul
O deputado estadual Zé Teixeira (PSDB), figura atuante na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, reforçou seu compromisso com o fortalecimento das comunidades rurais ao apresentar, em 10 de abril de 2025, uma série de indicações voltadas para a infraestrutura e o agronegócio. Representando as demandas de Jateí, Ivinhema e Nova Andradina, o parlamentar solicitou investimentos que prometem impulsionar a economia local e melhorar a qualidade de vida no interior do estado, com foco em estradas vicinais e apoio aos pequenos produtores. Para Jateí, Zé Teixeira pediu ao Governo do Estado a execução de obras de cascalhamento nas estradas que dão acesso às fazendas Guaciara, Pica Fumo, Santa Paula e Santo Ângelo. A iniciativa, sugerida pelos vereadores Edison Paz e Laura Medeiros, visa facilitar o escoamento da produção agrícola, que inclui culturas como soja e milho, além de granjas de postura. Essas propriedades geram mais de 70 empregos diretos, sendo peças-chave para a economia da região. Estradas em más condições dificultam o transporte de grãos e insumos, impactando diretamente a renda das famílias que dependem do campo. Em Ivinhema, a solicitação foi direcionada à Associação dos Pequenos Produtores do Assentamento São Sebastião, atendendo a um pedido do vereador Claudião do Raio X. O deputado reivindicou a aquisição de um pulverizador agrícola a jato, equipamento essencial para aumentar a eficiência na aplicação de defensivos, reduzir custos com mão de obra e minimizar impactos ambientais. A ferramenta é vista como um reforço para a competitividade dos agricultores familiares, que enfrentam desafios para manter a produtividade em pequenas propriedades. Já para Nova Andradina, Zé Teixeira propôs obras de reparo e manutenção em estradas e pontes, além da revitalização de praças e espaços públicos, beneficiando tanto a população rural quanto urbana. A medida busca melhorar a trafegabilidade e a segurança viária, essenciais para o transporte escolar e o acesso a serviços básicos, além de valorizar o ambiente comunitário. O parlamentar destacou que essas melhorias fortalecem a infraestrutura de uma cidade que é polo econômico no Vale do Ivinhema, apoiando o crescimento sustentável da região. O trabalho de Zé Teixeira reflete uma visão prática, que enxerga no campo o motor do desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Suas indicações, baseadas em diálogos com lideranças locais, mostram um esforço para conectar as necessidades das comunidades rurais às prioridades do governo, promovendo soluções que equilibram progresso e responsabilidade. A expectativa agora recai sobre a resposta do Executivo estadual, que pode transformar essas demandas em ações concretas para o interior.
Paulo Corrêa Cobra Solução para Impasse com CCR na BR-163 em Mato Grosso do Sul
A rodovia BR-163, uma das principais artérias econômicas de Mato Grosso do Sul, voltou ao centro do debate público após uma audiência em Mundo Novo, no dia 9 de abril de 2025. O deputado estadual Paulo Corrêa, primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, expressou indignação com a concessionária CCR MSVia, responsável pela administração da via. Durante o evento, ele criticou duramente a empresa por não cumprir o contrato de duplicação, que deveria transformar os 806,3 quilômetros da rodovia em pista dupla, um projeto essencial para a segurança e o desenvolvimento do estado. A CCR assumiu a concessão em 2014, com a promessa de investir em melhorias proporcionais à arrecadação dos pedágios. No entanto, até 2025, apenas 150,4 quilômetros foram duplicados, apesar de a empresa ter arrecadado cerca de R$ 3,6 bilhões, contra R$ 1,9 bilhão investidos em obras. Corrêa destacou o impacto disso para os 21 municípios cortados pela BR-163. “A empresa lucra com os pedágios, mas deixa motoristas e moradores enfrentando trechos precários, com guard-rails que dificultam acessos e sem os investimentos prometidos”, afirmou, apontando para a frustração de comunidades que esperam há anos por progresso. O parlamentar também questionou a decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que aprovou a reestruturação do contrato e planeja um novo leilão para a concessão da rodovia. Para Corrêa, a medida levanta temores de que a CCR possa ser beneficiada novamente, mesmo após descumprir obrigações. Ele defendeu que o estado não pode aceitar mais décadas de promessas não cumpridas, especialmente em uma rodovia vital para o escoamento da produção agropecuária e o transporte de cargas, setores que sustentam a economia local. A audiência em Mundo Novo reuniu lideranças políticas, prefeitos e vereadores, que compartilharam relatos de dificuldades causadas pela lentidão das obras. A falta de duplicação tem sido associada a acidentes frequentes e gargalos logísticos, prejudicando motoristas e encarecendo o transporte. Corrêa reforçou que a Assembleia Legislativa seguirá pressionando por soluções, exigindo transparência e responsabilidade da concessionária e da ANTT. O debate sobre a BR-163 reflete uma preocupação mais ampla com a infraestrutura em Mato Grosso do Sul, onde a eficiência das estradas é crucial para manter a competitividade do estado. A cobrança por melhorias na rodovia é vista como uma defesa do interesse coletivo, em um momento em que a população clama por ações que priorizem segurança, desenvolvimento e respeito ao contribuinte.








