A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (18), um homem de 53 anos que estava foragido da Justiça há 14 anos. A ação foi realizada de forma conjunta entre o Setor de Investigações Gerais (SIG) de Paranaíba, o Núcleo Regional de Inteligência (NRI) de Paranaíba e o Setor de Investigações Gerais (SIG) de Aparecida do Taboado. A captura ocorreu após os investigadores receberem informações de que o foragido teria se deslocado para a cidade. Com base nesses dados, foram realizadas diligências que resultaram na localização e prisão do indivíduo. Contra ele, havia um mandado de prisão preventiva expedido em 2011 pelo crime de tentativa de homicídio contra duas vítimas, ocorrido em Aparecida do Taboado. A ação conjunta entre os policiais civis de Paranaíba e de Aparecida do Taboado demonstrou a integração e cooperação entre unidades da Polícia Civil para o cumprimento de mandados judiciais e localização de foragidos. O trabalho coordenado entre as equipes foi essencial para o êxito da prisão, refletindo a eficiência e o comprometimento das forças de segurança. Relembre o caso: Em 8 de maio de 2011, por volta das 16h30min, na Rua Manoel Nunes Cardoso, no bairro Jardim Santo Antônio, em Aparecida do Taboado, o então investigado A. da S., utilizando um revólver calibre 38 niquelado, tentou contra a vida de I.R.F. e J.A.O. Na ocasião, A.S. trafegava de motocicleta quando se aproximou de I., que vinha em sentido contrário com sua filha pequena em uma bicicleta. Demonstrando a intenção de matá-lo, sacou a arma e efetuou um disparo. I. conseguiu se abaixar, mas o projétil atingiu J., que estava em frente à sua residência. Em seguida, A.S. disparou novamente, atingindo I. no braço e abdômen. Após os disparos, o autor fugiu utilizando a motocicleta. A investigação resultou na representação da Autoridade Policial pela prisão preventiva do autor, com parecer favorável do Ministério Público e decretação do mandado pelo Poder Judiciário ainda em 2011. Desde então, o homem permaneceu foragido. A prisão do foragido representa um avanço significativo na execução da Justiça e na resposta às vítimas. Mesmo após mais de uma década, a Polícia Civil manteve-se empenhada em localizar e responsabilizar autores de crimes graves.
Motor de MS: agronegócio deve puxar PIB do Estado, com previsão de crescer 5,5% neste ano
O PIB (Produto Interno Bruto) de Mato Grosso do Sul deve crescer 5,5% neste ano. A estimativa atualizada é da Resenha Regional do Banco do Brasil, relativa ao mês de junho. Com isso, o Estado deverá ter o segundo maior crescimento do PIB no país, atrás apenas de Mato Grosso, que tem previsão de acréscimo de 6,8% em 2025. A agropecuária é a âncora deste crescimento na riqueza do Estado, com estimativa de aumento de 17,9% no PIB em 2025. Já para a indústria, o PIB estimado é de 2,9%; no de Serviços, 3,1%. Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck destacou que a região Centro-Oeste mantém-se como a mais promissora em termos de crescimento econômico. Os estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul lideram esse movimento, impulsionados por perspectivas favoráveis para o setor agrícola, cujos efeitos positivos se estendem para os demais segmentos econômicos, especialmente a indústria alimentícia e os serviços associados à cadeia produtiva do agronegócio. O índice de 17,9% no PIB do agro sul-mato-grossense é o maior do Brasil, segundo o levantamento. Verruck lembra que no campo, a última projeção do Projeto SIGA-MS, da Semadesc, executado pela Aprosoja/MS, registrou área de soja de 4,524 milhões de hectares, com uma produtividade média ponderada de 51,78 sacas por hectare, e produção de 14,060 milhões de toneladas. Para o milho as perspectivas são ainda mais positivas. A estimativa apontou segunda safra de milho superior em comparação ao ciclo anterior, com uma área cultivada de 2,1 milhões de hectares. A produtividade média esperada é de 80,8 sacas por hectare, alinhada ao potencial produtivo observado nas últimas cinco safras do Estado. Com base nesses números, a expectativa é de uma produção total de 10,2 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 20,6% em relação ao ciclo anterior no Estado. “O cenário é otimista puxado pelo aumento na produtividade devido às condições climáticas favoráveis e à expansão na área de colheita de grãos, diferente do ano passado. Somos o segundo do país em PIB total e saímos de 4,4% para 5,5% por conta do avanço do agronegócio”, frisou o secretário. A diversificação de culturas no Estado, até pouco tempo conhecido como produtor do binômio ‘soja e boi’, também foi uma “virada de chave” nas cadeias produtivas estaduais. “Essa mudança está ajudando a melhorar o resultado da economia estadual. Tivemos nos últimos anos a entrada da citricultura que já tem pelo menos 30 mil hectares de plantio prospectados e em andamento, temos também o crescimento de áreas de amendoim em expansão onde antes havia pastagem degradada”, pontuou Verruck, que completa. “No amendoim, MS tem 42 mil hectares cultivados e já e o maior produtor do país, superando São Paulo. Toda esta mudança de cultura de plantio abre mais possibilidades para que novos empreendimentos venham para o Estado e gerem mais empregos”. No setor da indústria, a consolidação do Vale da Celulose, com a operação de quatro fábricas (sendo três em Três Lagoas, uma em Ribas do Rio Pardo), uma em construção em Inocência e outra em processos de licenciamento em Bataguassu, também puxaram o índice de crescimento do PIB. Pecuária Na pecuária, os primeiros resultados divulgados pelo IBGE referentes ao primeiro trimestre de 2025, o abate de bovinos, suínos e frangos em Mato Grosso do Sul, assim como em todo o Brasil, registrou um aumento em comparação com o mesmo período de 2024, segundo dados do IBGE. O abate de bovinos atingiu 9,87milhões de cabeças, representando um crescimento de 4,6% em relação ao primeiro trimestre de 2024, e um aumento de 1,9% em relação ao trimestre anterior. Além disso, o abate de frangos também apresentou crescimento, com 1,63 bilhão de cabeças abatidas, um aumento de 2,3% em relação ao primeiro trimestre de 2024. “Todos estes fatores contribuem para que o MS mantenha o foco de desenvolvimento voltado no Estado multiproteína e na agregação de valor a matéria-prima, industrializando os produtos daqui”, concluiu o secretário Jaime Verruck. As mais recentes revisões das projeções da produção agrícola feitas pelo IBGE e pela Conab apontam para um cenário amplamente favorável ao agronegócio brasileiro em 2025. A alta nas estimativas de colheita da soja e do milho da primeira safra – já praticamente encerrada em grande parte do país – e o bom andamento da semeadura do milho da segunda safra sustentam a expectativa de uma safra recorde. Na pecuária, também são esperados resultados positivos, especialmente na produção de aves e suínos. Embora haja previsão de recuo na produção de bovinos ao longo de 2025, os números do primeiro semestre indicam desempenho mais otimista. Diante desse quadro, a projeção de crescimento do PIB agropecuário foi elevada de 6,0% para 8,2%. Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Recapeamento avança no Grande Água Boa e ganha aprovação de moradores
A Prefeitura de Dourados deu início nesta quarta-feira (18) à aplicação da nova malha asfáltica em ruas do Jardim São Pedro, na região do Grande Água Boa. Os serviços de recapeamento estão concentrados nas ruas Pedro Rigotti e Adroaldo Pizzini, entre as vias Cafelândia e Bela Vista, abaixo da Rua Cuiabá. Com início em abril, o cronograma de obras do grande Água Boa avança em ritmo acelerado e o prefeito Marçal Filho acompanha de perto a execução do trabalho. As equipes iniciaram a semana com a remoção completa do asfalto antigo, seguido por novo preparo do solo e aplicação da camada asfáltica definitiva. “O objetivo é deixar o serviço com qualidade e durabilidade. Não faremos recuperação superficial que logo precisa ser refeito”, afirmou Marçal. Moradores da região elogiaram a iniciativa. Valdemir Castilho, que possui imóveis no cruzamento das ruas Bela Vista e Pedro Rigotti, disse que é a primeira vez que o local recebe uma obra completa. “Antes só faziam remendos e a água acumulava nos buracos. Agora, o asfalto está como um tapete”, avaliou. O comerciante Vanderlei Aparecido Sena, que tem ponto comercial na esquina da Bela Vista com Adroaldo Pizzini, também elogiou o serviço e cobrou a ampliação das frentes de recapeamento para outras regiões da cidade. Segundo ele, a obra que atende não só o Jardim São Pedro, mas também o Água Boa, Santo André e Vila Rigotti é exemplo do que pode ser levado para o restante da cidade. De acordo com o prefeito, a continuidade das obras depende de parcerias com o Governo do Estado e da captação de recursos junto à bancada federal de Mato Grosso do Sul. Marçal afirmou que a Prefeitura já tem projetos prontos de recapeamento apresentados aos deputados federais e senadores. “Queremos ampliar para outros bairros, porque Dourados tem um problema crônico de asfalto antigo, deteriorado. Tapa-buraco é paliativo. Vamos buscar os recursos necessários para fazer o serviço com qualidade e durabilidade, como está sendo feito aqui”, reforçou. O prefeito tem explicado que não fará serviço de má qualidade, para que seja refeito o serviço em pouco espaço de tempo, como acontecia em gestões passada. Um exemplo disso é a Via Parque, na Vila Cachoerinha. Com mais de 15 anos de existência, a via está em área com solo encharcado por margear o córrego Água Boa e nunca recebeu estrutura adequada para suportar o tráfego pesado. Agora, a Prefeitura executa escavações profundas, instalação de pedra rachão, manta geotêxtil e drenos laterais para escoar a água do lençol freático, uma solução para garantir durabilidade da nova malha asfáltica que vem sendo aplicada. Marçal Filho reforça que a estratégia é investir em soluções técnicas completas, evitando desperdício com obras paliativas. O compromisso, conforme o prefeito, é entregar infraestrutura que atenda de forma duradoura as necessidades da população.
Transação tributária: débitos da dívida ativa poderão ser renegociados com descontos de até 70%
O governo de Mato Grosso do Sul vai renegociar débitos inscritos em dívida ativa a partir do novo programa de transação tributária, aprovado em segunda votação pela Assembleia Legislativa. Além de incrementar a arrecadação, os acordos devem auxiliar milhares de contribuintes que buscam regularizar sua situação fiscal e continuar a empreender. As dívidas são relativas a débitos tributários, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e o IPVA (Imposto Sobre Propriedade de Veículo Automotor), e também aos não tributáveis. O processo de negociação será realizado pela PGE (Procuradoria-Geral do Estado), conforme as diretrizes de decreto do governador Eduardo Riedel. A procuradora-geral do Estado, Ana Carolina Ali Garcia, explica que o instrumento reflete uma administração pública moderna, que dialoga com a sociedade e busca a conformidade fiscal e a redução da litigiosidade. “Uma das novidades é a previsão da transação por adesão de dívidas de pequeno valor e a transação acerca de teses jurídicas já pacificadas nos tribunais superiores”, detalhou. Lei 6.032 A proposta aprovada pelo Legislativo modifica dispositivos da Lei 6.032, que estabelece justamente as condições e requisitos para que o Estado promova esse tipo de negociação. “A transação é um acordo que o Estado faz com o contribuinte. Diferente do REFIS, nesta modalidade nós analisamos a situação do devedor e do crédito para saber que tipo de acordo que a gente vai oferecer. Classificamos o débito como recuperável, de difícil recuperação ou irrecuperável. Analisamos o patrimônio, a capacidade de pagamento do contribuinte, e formulamos um acordo que seja adequado para aquela situação”, detalhou o chefe da PCDA (Procuradoria de Controle da Dívida Ativa), José Wilson Costa Júnior. Pelo texto, os descontos em multas e juros podem chegar a 65% do valor total dos créditos a serem transacionados, que sejam classificados como irrecuperáveis ou de difícil recuperação, em parcelas mensais de até 120 vezes. Quando a tratativa for com ME (Microempresas), EPP (Empresas de Pequeno Porte), MEI (Microempreendedores Individuais) e empresas em processo de recuperação judicial, liquidação extrajudicial e falência, os descontos podem chegar até a 70% do valor total da dívida e o pagamento poderá ser feito em até 145 parcelas. De acordo com a procuradora-geral do Estado, a proposta também contempla a possibilidade de transação, por adesão, nos casos de litígios tributários decorrentes de grande controvérsia jurídica, nas hipóteses de débitos que tratem de questões tributárias que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. Ainda conforme Ana Ali, os contribuintes que possuem débitos há mais de três anos, inscritos em dívida ativa, também podem aderir à negociação, no caso de processos de pequeno valor que não ultrapassem o valor limite de ajuizamento da ação. “O projeto regulamenta a transação tributária, que é a primeira fase de todo esse processo. A partir da aprovação da proposta no Legislativo, a especificação de cada negociação será detalhada nos editais”, explicou. Agora, a proposta segue para sanção do governador e a fase seguinte é a regulamentação via decreto e resolução da PGE. Fernanda Fortuna, Comunicação PGE/MS
MS e ONU iniciam planejamento para receber mais de 130 países em debates da COP15 de 2026
Equipes da ONU (Organização das Nações Unidas) e do MMA (Ministério do Meio Ambiente) realizam desde sábado (18) em Campo Grande visitas técnicas para planejar a COP15 das Espécies Migratórias – a Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres. O evento acontecerá em março de 2026 na capital sul-mato-grossense, com o planejamento ocorrendo desde já para os debates que serão realizados com a presença de representantes de mais de 130 países na cidade, reunindo cientistas, povos originários, comunidades tradicionais e a sociedade civil como um todo. Durante a COP15 em Campo Grande serão debatidos os desafios urgentes de conservação que acometem as milhares de espécies de animais silvestres que cruzam fronteiras internacionais. Nesse grupo estão desde antílopes a peixes, baleias a elefantes, morcegos a pássaros e até borboletas. As espécies migratórias atravessam grandes distâncias e ecossistemas, desempenhando papel crucial na manutenção da biodiversidade e do equilíbrio ecológico, são indicadores de saúde ambiental e essenciais para o funcionamento de seus habitats. Integram a equipe da CMS (Convenção sobre Espécies Migratórias da ONU): María José Ortiz Noguera (Legal Officer and Head of Conference Services), Tine Lindberg-Roncari (Conference Services) e Nader Ibrahim (Conference Services). Pelo Ministério do Meio Ambiente participam Camila Neves Soares Olivereira, coordenadora geral, e Rodrigo Marcos da Costa Braga, Analista Ambiental. As equipes estiveram reunidas com o secretário-adjunto da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Artur Falcette, e com a coordenadora de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da pasta, Ana Trevelin, para fazer o alinhamento final, encaminhamentos institucionais, definição sobre a comunicação do evento e para tratar da confecção de materiais e da organização em geral. “É uma oportunidade muito importante para Mato Grosso do Sul. Teremos todos os holofotes voltados novamente ao nosso Estado, para que a gente possa não só demonstrar o que a estamos fazendo do ponto de vista das políticas de desenvolvimento do Meio Ambiente, mas também como atuamos e podemos atuar na captação de recurso para ampliação de programas de referência que o Estado, tem como os programas de pagamento por serviços ambientais”, pontuou Falcette. A Semadesc é o ponto focal do Governo de Mato Grosso do Sul para a organização da COP15 Espécies Migratórias e, desde novembro de 2024, quando a Campo Grande ainda era candidata a sediar a Convenção, vem participando de reuniões de alinhamento com o MMA e a ONU, com objetivo de identificar demandas, locais apropriados para receber os delegados e atividades que devem integrar os espaços conhecidos como Zona Azul e Zona Verde. O anúncio de Campo Grande como sede da Convenção aconteceu em final de março. “Foi uma articulação conjunta do Governo do Estado com o Ministério do Meio Ambiente, que indicou o Mato Grosso do Sul para fazer a recepção do evento baseado nas políticas ambientais já estabelecidas em nosso Estado”, informou na época o titular da Semadesc, Jaime Verruck. Previsto para entre os dias 23 a 29 de março de 2026, em dois locais já pré-definidos. A Blue Zone (Zona Azul), onde os delegados dos países se reúnem para desenvolver a agenda oficial da Convenção, será no espaço de eventos Expo Bosque do Shopping Bosque dos Ipês. Já a Green Zone (Zona Verde), que concentra exposições, atividades culturais, praça de alimentação e outros atrativos, será na Vila Morena, área anexa ao Parque das Nações Indígenas nos altos da avenida Afonso Pena. A COP14 Espécies Migratórias ocorreu em Samarcanda, cidade do Uzbequistão, em fevereiro de 2024. A expectativa é de que o evento de 2026 traga a Campo Grande um público estimado entre 4 a 5 mil pessoas. O Governo de Mato Grosso do Sul está mobilizado, através de diferentes órgãos, para oferecer a estrutura necessária e construir agendas culturais e turísticas que serão disponibilizadas aos visitantes. João Prestes, Comunicação Semadesc
No Dia Mundial da Doença Falciforme, MS lança plano de trabalho para reforçar linha de cuidado e ampliar diagnóstico
No Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, celebrado em 19 de junho, Mato Grosso do Sul dá um passo importante no enfrentamento da condição com o lançamento de um plano de trabalho estruturado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde). A estratégia visa reforçar a linha de cuidado voltada aos pacientes, com ampliação do diagnóstico precoce, qualificação da rede pública e acompanhamento especializado em unidades de referência. Com 125 casos de doença falciforme registrados em 2024, a SES está comprometida em garantir o cuidado integral por meio de ações coordenadas e baseadas em evidências. Uma das medidas adotadas é a criação de um Grupo de Trabalho interinstitucional, coordenado pela Gerência de Equidade em Saúde. O foco é garantir o cuidado integral — desde o Teste do Pezinho, que permite a detecção ainda nos primeiros dias de vida, até o atendimento contínuo em serviços especializados, como o Hospital Regional Rosa Pedrossian, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian e o IPED/APAE (Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnósticos). Essas unidades realizam exames fundamentais para o diagnóstico e monitoramento da condição, como a eletroforese de hemoglobina, que identifica variantes como HbSS (anemia falciforme), HbSC e HbS-beta talassemia. No Hospital Regional, também está disponível o exame Doppler Transcraniano, indicado para prevenir AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais) em crianças de 2 a 16 anos com a doença. Acompanhamento em expansão Entre janeiro e maio de 2025, o ambulatório do Hospital Regional realizou 18 atendimentos. No Hospital Universitário, 66 pacientes com mais de 14 anos estão em acompanhamento — 40 mulheres e 26 homens. Já o IPED/APAE segue responsável por novos diagnósticos, mantendo um serviço especializado de excelência. Apesar dos avanços, a falta de informação ainda é um obstáculo. “Muitas pessoas desconhecem os sintomas, os riscos e até mesmo os serviços oferecidos pelo SUS. Isso contribui para diagnósticos tardios e agravamento do quadro clínico”, alerta a gerente de Equidade em Saúde da SES, Aparecida Queiroz Zacarias Silva. Formação continuada Para enfrentar esse desafio, a SES, em parceria com a Escola de Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser, lançou o curso autoinstrucional Doença Falciforme para além do Gene – Uma abordagem biopsicossocial. A formação tem 40 horas e está disponível gratuitamente na plataforma https://ead.saude.ms.gov.br, voltada a profissionais de saúde do SUS. A qualificação busca ampliar o conhecimento da rede e fortalecer um atendimento mais humanizado e sensível às especificidades da doença, que pode causar crises de dor, infecções, AVC e outras complicações graves desde o primeiro ano de vida. De 2020 a 2023, foram registrados 12 óbitos em decorrência da doença no estado. A Secretaria de Estado de Saúde está intensificando as ações voltadas às pessoas com Doença Falciforme, por meio da instituição do Grupo de Trabalho responsável pela elaboração da Linha de Cuidado da Pessoa com Anemia Falciforme, além de outras iniciativas direcionadas. Entre as medidas estão: ações preventivas, imunização, uso profilático de penicilina e orientações às famílias para o reconhecimento de sinais de alerta. Todas as ações seguem diretrizes fundamentadas em evidências científicas e no princípio da equidade. A concentração de casos em municípios como Três Lagoas (28), Bataguassu (18) e Inocência (9) reforça a necessidade de descentralizar os serviços e assegurar o acesso em todas as regiões do estado. Danúbia Burema, Comunicação SES
Junho Prata leva cidadania e dignidade ao presídio com o maior número de idosos em MS
O processo de envelhecer exige atenção, cuidado e respeito, independentemente do lugar onde se está. Em Mato Grosso do Sul, esse olhar tem chegado também às unidades prisionais, reconhecendo que a cidadania não termina com a perda da liberdade. Com esse compromisso, a SEC (Secretaria de Estado da Cidadania) e o Instituto Penal de Campo Grande deram início, nessa segunda-feira (16), às ações da campanha Junho Prata, voltada à valorização da pessoa idosa. A unidade concentra o maior número de internos idosos em todo o sistema prisional sul-mato-grossense. Cerca de 5,5% dos custodiados do IPCG têm 60 anos ou mais, o equivalente a 11% da população idosa em custódia no estado, segundo dados da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário). A abertura do Junho Prata, que neste ano tem o tema “Fortalecendo Laços: Saberes e Práticas Intergeracionais no Enfrentamento à Violência contra as Pessoas Idosas”, foi marcada por palestras com foco na saúde emocional, na valorização da vida e nos cuidados específicos com o envelhecimento no contexto prisional. Subsecretária de Políticas Públicas para Pessoa Idosa, pasta vinculada à SEC, Zirleide Barbosa, reforçou a importância de um olhar integral. “É fundamental pensar em políticas públicas que garantam dignidade, saúde emocional e física para essa população. O envelhecimento precisa ser respeitado em todas as esferas sociais, inclusive nas prisões”, explica. A ação também contou com a participação do capelão do Corpo de Bombeiros Militar, major Edilson dos Reis, que falou com sensibilidade sobre apoio espiritual e escuta ativa, especialmente na prevenção ao suicídio entre os custodiados. Segundo o diretor do IPCG, Leoney Martins, a campanha chega como um importante reforço às ações já desenvolvidas na unidade. “A campanha Junho Prata vem ao encontro dessa necessidade dos internos idosos, especialmente para firmarmos parcerias com outras instituições, como a Subsecretaria do Idoso, promovendo ações de inclusão, seja por meio de atividades lúdicas, frentes de trabalho ou pelos projetos em andamento voltados à educação”, ressaltou o dirigente. Leoney acrescentou ainda que está em articulação com a Secretaria de Educação para viabilizar a presença de um preparador físico, com o objetivo de desenvolver atividades esportivas específicas para os idosos fora dos pavilhões. “A ideia é conseguirmos, futuramente, até uma academia do idoso para eles. Estamos buscando esse apoio para oferecer um cuidado mais humanizado e completo dentro das possibilidades do sistema prisional”, concluiu. As ações voltadas à população 60+ são contínuas no IPCG, conduzidas pelo Setor Psicossocial da unidade. A programação inclui práticas culturais, reflexivas, esportivas e de lazer que contribuem diretamente para o bem-estar físico e emocional dos internos. Junho Prata A campanha Junho Prata é um marco no calendário estadual e propõe ampliar a conscientização da sociedade sobre a importância de combater todas as formas de violência contra a pessoa idosa, além de promover o respeito, a inclusão e a troca de experiências entre gerações. Instituído pela ONU como um alerta para conscientização e combate a atos de violência contra os idosos, a campanha em Mato Grosso do Sul leva o nome de Junho Prata e, desde 2018, é realizada pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Cidadania e demais parceiros. A abertura das ações no IPCG contou com a presença do diretor-geral da Polícia Penal, Anderson Moreno, e da psicóloga Patrícia Gabriela Magalhães, coordenadora do projeto com os internos idosos. Keila Oliveira, da Comunicação da Agepen
No Dia do Orgulho Autista, Bioparque Pantanal destaca histórias reais de inclusão
Espaço que abriga a maior biodiversidade aquática de água doce do mundo também se firma como referência em inclusão e acessibilidade. No Dia do Orgulho Autista, celebrado nesta quarta-feira (18), o Bioparque Pantanal mostra que é possível o acesso e a permanência de pessoas autistas no mercado de trabalho. Mais do que um centro de visitação, o Bioparque Pantanal tem se tornado palco de histórias reais de superação, acolhimento e protagonismo. Um desses exemplos é o de Luís Felipe Cuevas Andrade, bolsista do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) e estudante de Biologia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que está dentro do espectro autista. Para ele, ser autista é motivo de orgulho, não de limitação. “Tenho orgulho de ser quem sou. Tudo que consegui até aqui me deixa orgulhoso. Minhas dificuldades não são obstáculos, são características minhas que me ajudam a evoluir”, afirma Luís Felipe. Ele desenvolve uma cartilha em quadrinhos sobre fósseis do estado, unindo ciência, acessibilidade e linguagem inclusiva. Outro protagonista é Héctor Ishikawa, também autista e bolsista no Bioparque, que atua diretamente no setor de manejo ao lado dos médicos-veterinários. Sua dedicação, foco e competência se destacam nas rotinas diárias do cuidado com os animais aquáticos. “Ele tem um talento nato para o trabalho técnico e um senso de responsabilidade admirável. Sua presença fortalece a equipe e mostra como o ambiente inclusivo favorece o florescimento de habilidades únicas”, afirma o médico-veterinário, Edson Pontes. A engenheira eletricista Carolina Ferro é autista e possui superdotação, no Bioparque a profissional desenvolve pesquisas na área de automação e Inteligência Artificial. “Eu fui contratada na época da obra para fazer o levantamento do equipamento e a licitação. Fui muito bem recebida pelos engenheiros que já atuavam no Bioparque. Atualmente atuo em pesquisa para desenvolver novas tecnologias”, contou. O Bioparque tem investido em acessibilidade física, sensorial, comunicacional e atitudinal. Para a coordenadora de acessibilidade, Beatriz Marques Lunardi, isso representa um compromisso real com a diversidade. “Não basta ter rampas e elevadores. É preciso formar equipes preparadas, acolhedoras, com sensibilidade para atender cada pessoa como única. Isso muda a experiência de quem visita o Bioparque”, explica. A sala de acomodação sensorial também tem acolhido visitantes com Transtorno do Espectro Autista, como relatou Rafaela Molina, mãe da pequena Ana Beatriz, autista nível 2. “Foi acolhedor. Aqui receberam a Ana Beatriz do jeito certo. Ela se sentiu segura e respeitada”. Essas ações fazem parte do programa “Bioparque Para Todos – Iguais na Diferença”, idealizado pela diretora-geral Maria Fernanda Balestieri, que busca garantir o direito ao lazer, ao conhecimento e à participação plena de todas as pessoas. “No Bioparque Pantanal, nós não apenas abrimos portas, nós enxergamos pessoas.Entre nossos colaboradores, temos profissionais autistas que nos mostram, todos os dias, que a diferença é uma força. Com seu olhar único, sua sensibilidade e dedicação, eles enriquecem nossa equipe, nossos processos e nossa forma de ver o mundo. Acreditamos que a verdadeira inclusão vai além de abrir portas, é valorizar, respeitar e criar condições reais para que cada pessoa possa florescer com dignidade. É assim que construímos um Bioparque vivo, humano e verdadeiramente acessível”, destaca Maria Fernanda. Caio Henrique Romero e Gabriel Issagawa, Bioparque Pantanal
Jogos da Melhor Idade de MS começam com alegria, ritmo e dança de salão
Com muita animação e espírito esportivo, teve início nesta terça-feira (17) a edição 2025 dos Jogos da Melhor Idade de Mato Grosso do Sul. A cerimônia oficial de abertura aconteceu no Espaço Expo, localizado no Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande. A competição segue até esta quinta-feira (19), reunindo mais de 800 atletas com 60 anos ou mais. Promovido pelo Governo do Estado, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul) e da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), o evento é gratuito e aberto ao público. Nesta edição, participam delegações de 46 municípios, com disputas em nove modalidades esportivas, tanto individuais quanto em duplas. As provas de atletismo são realizadas no Parque Ayrton Senna. As demais modalidades — damas, dança de salão, dominó, malha, sinuca, tênis de mesa, truco e xadrez — ocorrem no Espaço Expo do shopping. Mais do que uma competição, os Jogos da Melhor Idade têm como propósito fortalecer o papel social do esporte na vida da pessoa idosa. A iniciativa busca instrumentalizar os municípios sul-mato-grossenses, sensibilizar a sociedade para novas formas de participação da população idosa e promover a autoestima, o convívio social e a troca de experiências entre gerações contribuindo para a qualidade de vida. O acesso ao esporte e ao lazer é um direito assegurado pela Política Nacional do Idoso e pelo Estatuto do Idoso. O secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, destacou o papel fundamental dos profissionais municipais na viabilização dos jogos. “A gente prepara tudo com muito carinho: os jogos, a hospedagem, a alimentação, a confraternização de vocês. Mas, se não houver o trabalho dedicado do profissional de Educação Física, do assistente social lá no município com o apoio de um prefeito que tenha a visão de valorizar a trajetória de vocês e usar o esporte como ferramenta de saúde e qualidade de vida, nada disso seria possível. Tenho certeza de que isso faz diferença até no número de atendimentos nos postos de saúde”. Durante a abertura, a diretora dos Jogos, Karina Quaini, também reforçou a importância do evento como ferramenta de valorização dos idosos. “Com mais de 800 inscritos, esta edição bate recorde. No ano passado, tivemos a participação de 35 municípios e cerca de 600 pessoas. A cada edição, superamos os números, e isso é reflexo da dedicação de vocês. Corremos atrás de recursos e orçamento para garantir que a qualidade do evento se mantenha, porque vocês merecem o melhor. Tudo isso aqui é para vocês”. Karina também emocionou o público ao relembrar um momento simbólico da cerimônia. “Enquanto ouvíamos o nosso hino e assistíamos às imagens no telão, eu pensava: tudo aquilo é graças a vocês. Vocês que dedicaram a vida inteira, trabalhando, educando filhos, produzindo e ajudando a construir o Mato Grosso do Sul como ele é hoje. Por isso, vocês merecem este reconhecimento, e muito mais”. Histórias que inspiram Aos 73 anos, Marisete D’Ávila, moradora de Amambai, é um dos muitos exemplos de entusiasmo e participação ativa nas atividades. Ela relata que o envolvimento com o esporte transformou sua rotina. “Comecei a participar há quase 25 anos. Na época, morava em Assunção e, depois que me mudei para Amambai, passei a integrar os grupos de dança, bocha e ginástica. Gosto muito de participar das atividades da terceira idade. Faço parte de quase tudo! Sou muito grata. O esporte me faz bem, me sinto jovem e sou muito feliz com tudo o que faço. Participar é uma alegria”. Já Eliude de Andrade Cavalheri, de 79 anos, moradora de Campo Grande, encontrou no voleibol adaptado uma nova paixão e uma forma de realizar um antigo sonho. “Sempre gostei de esporte. Mas, quando era mais nova, nunca conseguia jogar vôlei por causa da minha altura. Sempre fui baixinha. Quando entrei no Centro de Convivência do Idoso (CCI) e vi que tinha vôlei adaptado, me encantei. Comecei a jogar, participei também da bocha, da malha, da sinuca, fui campeã em várias delas. Faço tudo o que posso, adoro praticar esporte”. Mais recentemente, Eliude se descobriu em outra modalidade: o atletismo. “Desde sempre gostei de me movimentar. Mesmo quando meus filhos eram pequenos, eu dava um jeitinho de praticar. Quando vi que havia provas de corrida, comecei com 800 metros e logo percebi que meu forte era a velocidade. Quando a gente faz o que gosta, é diferente, né? Às vezes a gente tenta algo que não gosta tanto, aí complica”. Após a cerimônia oficial de abertura, as competições dos Jogos da Melhor Idade de MS deram início com a dança de salão. Texto: Bel Manvailer, Comunicação Setesc








