A cidade de Aquidauana se prepara para sediar a partir desta quinta-feira (26) o Pantanal Tech MS 2025, um dos principais eventos voltados ao agronegócio sustentável, inovação tecnológica e conservação do bioma pantaneiro. A iniciativa, promovida pelo Governo de Mato Grosso do Sul através da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) será realizada até domingo (29), na unidade universitária da UEMS no município. Marcada para acontecer às 9h30 de quinta, a abertura oficial contará com a presença de autoridades, representantes de instituições parceiras e produtores locais, além do governador Eduardo Riedel. Com expectativa de reunir mais de 20 mil participantes, a programação abrange palestras, vitrines tecnológicas, oficinas, painéis temáticos, feiras, apresentações culturais e encontros acadêmicos. Reitor da UEMS, Laércio Alves de Carvalho expressa o entusiasmo da universidade com o evento. “O Pantanal Tech MS tem a expectativa de receber mais de 20 mil pessoas nos dias de evento. Nós temos aqui como maior objetivo o grande encontro da produção sustentável do Pantanal”, ressalta, completando em seguida. “São os atores que trabalham com a produção sustentável do Pantanal, então esse é o grande objetivo, onde nós vamos ter aqui palestras, vamos ter feiras, vamos ter agricultura familiar, pecuária, agricultura, economia criativa, shows, muita interação entre a sociedade e a comunidade acadêmica e os produtores, com o único objetivo de produzir de forma sustentável no Pantanal”. A programação completa pode ser acessada no link https://www.pantanaltechms.com.br/programacao-completa. Conferências e debates estratégicos Ao longo dos dias, a Arena Paxixi e outros espaços recebem uma série de conferências e mesas redondas com especialistas renomados. Temas como “Empreendedorismo, Inovação e Sustentabilidade”, “Tecnologia Plataforma FPS – Fazendas Pantaneiras Sustentáveis”, “Sustentabilidade Ambiental”, “Tecnologia para Produção Sustentável”, “Manejo de Áreas Úmidas”, “Inovações em Genética e Reprodução Animal”, “Políticas Públicas para a Sustentabilidade” e o promissor “Mercado de Carbono e Pagamento por Serviços Ambientais” são aprofundados, oferecendo insights e caminhos para o desenvolvimento regional. Vitrines Tecnológicas Um dos pontos altos do evento são as Vitrines Tecnológicas. Espalhadas pelo campus da UEMS, essas vitrines oferecem demonstrações práticas de soluções de ponta. Os visitantes podem conhecer o “Marco Legal do Carbono”, sistemas de “Pecuária Pantaneira de Baixo Impacto”, o “Meliponário UEMS”, inovações em “Controle Biológico”, “Tecnologia para Nutrição de Culturas”, o projeto “Capim Forte” com biotecnologia da Pantabio, “Sistemas de Integração Pecuária-Floresta”, e avanços em “Manejo e Conservação do Solo e da Água”, entre outras. As visitações ocorreram nos seguintes dias e horários: dia 26, das 13h às 16h; dia 27, das 8h às 11h e das 13 às 16h; e dia 28, das 8h às 11h. Saiba mais em https://www.pantanaltechms.com.br/vitrines-tecnologicas. Painel Pecuária No Pavilhão Buriti, o Painel Pecuária funciona como um hub central para tudo que envolve a produção animal. Este espaço multifacetado abriga as “Dinâmicas de Pecuária”, com demonstrações práticas de equipamentos e técnicas (como o NutriOpt On-site Adviser, Método Shiva de IA e avaliação de carcaça por ultrassom), além das “Conversas de Cocho” – almoços tecnológicos e mesas redondas que discutem nutrição do rebanho, manejo de pastagens e gestão. O “Beef-Papo” complementa com debates sobre rastreabilidade, certificação, pecuária orgânica e o promissor setor do novilho precoce. Encontros técnico-científicos e setoriais O evento também sedia o “I Encontro Técnico-Científico do Pantanal Tech MS e IX Workshop das Pós-Graduações em Zootecnia e Ciência Animal de MS”, promovendo a integração entre academia e setor produtivo. Com apresentação de pôsteres e debates sobre “Desafios e Potencialidades da Integração Academia e Produção Animal”, o encontro aborda temas como Produção Animal, Aquicultura, Ciência Florestal, Direito e Economia Rural. Encerramento com imersão cultural e ecológica No seu último dia, 29 de junho, o Pantanal Tech MS propõe uma experiência única de “Contemplação, Gastronomia e Cultura”. Os participantes são convidados a explorar as belezas naturais e o patrimônio cultural da região do Paxixi, com passeios ecológicos, degustação da culinária local e atividades de turismo de aventura. Serviço Pantanal Tech MS 2025Dias: 26 a 29 de junho de 2025Local: Unidade Universitária da UEMS AquidauanaMais informações na página do evento: https://www.pantanaltechms.com.brEntrada gratuita. Comunicação UEMS
MPMS apura políticas públicas para erradicar trabalho infantil na fronteira
A fim de combater o trabalho infantil e ampliar oportunidades de inclusão social, a 2ª Promotoria de Justiça de Ponta Porã instaurou procedimento administrativo, para apurar, junto aos municípios de Aral Moreira, Antônio João e Ponta Porã, a implementação de políticas públicas destinadas à erradicação do trabalho infantil e à profissionalização de adolescentes. A medida também abrange a verificação de ações voltadas à qualificação profissional e à inserção de pais e responsáveis no mercado de trabalho. De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o procedimento administrativo atende às disposições constitucionais e legais que garantem os direitos de crianças e adolescentes à proteção integral, à profissionalização adequada e ao direito fundamental de não serem submetidos a formas precárias e ilegais de trabalho. O órgão reforça que tais ações são fundamentais para romper ciclos de vulnerabilidade social e promover o desenvolvimento das famílias em situação de risco. Os municípios terão o prazo de 15 dias úteis para apresentar relatório detalhado à 2ª Promotoria de Justiça de Ponta Porã, informando se existem programas em andamento com esse objetivo. Caso não existam, a administração municipal deverá esclarecer se há iniciativas em curso para a criação dessas políticas públicas e, se for o caso, apresentar propostas ou medidas já planejadas. A iniciativa foi instaurada com base em normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), da Constituição Federal, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e em resoluções do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que determinam a atuação ativa do MPMS na fiscalização de políticas públicas voltadas à infância, juventude e cidadania. O MPMS lembra que a legislação brasileira proíbe o trabalho de menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14 anos, e que é dever dos entes públicos promover alternativas seguras de inserção social e profissional, respeitando a condição peculiar de desenvolvimento de crianças e adolescentes.
MPMS obtém condenações que somam mais de 56 anos de prisão em desdobramento da Operação Planilhas
Deflagrada em 2020 pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a operação “Planilhas” resultou na condenação de 11 acusados de envolvimento em uma facção criminosa que atuava de forma estruturada e hierarquizada para a prática de tráfico de drogas, roubos e homicídios. Ao todo, a pena somada dos condenados é de 56 anos. A Justiça acolheu integralmente a pretensão punitiva do MPMS, condenando todos os réus nos termos solicitados. A decisão reconheceu a materialidade e a autoria dos crimes, com base em interceptações telefônicas que comprovaram a atuação dos réus dentro da facção criminosa e na identificação dos acusados por meio do material apreendido. Além disso, as defesas não apresentaram provas robustas que pudessem afastar as acusações. A sentença destacou que, por se tratar de crime formal de organização criminosa, basta a celebração do “contrato de sociedade” entre os membros e a facção criminosa para caracterizar o delito, independentemente da prática concreta de outros crimes. Seis acusados foram condenados pelo crime de organização criminosa com uso de arma de fogo e exercício de função de comando, com penas de 6 anos, 10 meses e 14 dias de reclusão, em regime fechado. Outros três réus foram condenados pelo crime de organização criminosa com uso de arma de fogo, sem exercício de função de comando, com penas de 5 anos, 8 meses e 6 dias de reclusão, em regime fechado; 4 anos, 2 meses e 22 dias de reclusão, em regime semiaberto; e 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto. A decisão favorável obtida pelo MPMS representa mais um importante desdobramento do trabalho rigoroso da instituição no combate à criminalidade no Estado. O MPMS reuniu provas contundentes que comprovaram a atuação dos réus na organização criminosa, e a condenação demonstra o papel do MPMS no enfrentamento à violência e às facções criminosas. MPMS
PRF e Denar apreendem 2 toneladas de maconha no Mato Grosso do Sul
APolícia Rodoviária Federal (PRF), em ação conjunta com a Delegacia de Repressão aos Crimes de Narcóticos da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (DENAR), apreendeu 2.003 Kg de maconha, nesta segunda-feira (23), em Sidrolândia (MS). Dois homens foram presos e um veículo recuperado. Durante ações conjuntas de inteligência entre as instituições, foi identificado que dois veículos transportavam drogas. Os veículos foram localizados em uma residência no perímetro urbano de Sidrolândia. Na região, os policiais civis abordaram um VW/Gol , ocupado pelo condutor e um passageiros, ambos confessaram que uma caga de maconha era transportada em um Honda/HRV e um Honda/Civic, que estavam estacionados na casa. No local os policiais encontraram os tabletes de maconha e descobriram que o Honda/HRV possuía registro de roubo/furto. Ninguém foi encontrado na residência. A droga e os presos foram encaminhados à Denar em Campo Grande (MS).
A PRF encerra Operação Corpus Christi e Festejos Juninos com menos sinistros de trânsito e feridos
Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou neste domingo (22) a Operação Corpus Christi e Festejos Juninos. Em cinco dias de fiscalização reforçada nas rodovias federais de todo o país, o objetivo da PRF foi evitar sinistros de trânsito, mortes e feridos, além do combate à direção de veículos sob efeito de álcool. De quarta-feira (18) até domingo (22), a PRF registrou redução no número de sinistros de trânsito, feridos e leve aumento de mortes nas rodovias federais. A comparação é com a Operação Corpus Christi do ano passado, realizada entre os dias 29 de maio e 2 de junho de 2024. As estatísticas preliminares mostram que nos cinco dias de operação foram registrados 946 sinistros de trânsito, com 98 mortes e 1.062 feridos. Sinistros de trânsito Mortes Feridos Operação Corpus Christi e Festejos Juninos – 18/6 – 22/6 de 2025 946 98 1.062 Operação Corpus Christi – 29/5 – 2/6 de 2024 1092 96 1.270 Apesar do reforço na fiscalização e do tema da operação, muitos motoristas foram flagrados sob efeito de álcool ou foram autuados por recusa ao teste do etilômetro, que detecta a presença de álcool no organismo. Infrações relacionadas a alcoolemia (constatação) – Art. 165 – CTB Infrações relacionadas a alcoolemia (recusa) – Art. 165-A – CTB Operação Corpus Christi e Festejos Juninos – 18/6 – 22/6 139 839 Nos cinco dias de operação, 21.442 foram flagrados acima do limite de velocidade e 619 condutores foram autuados por ultrapassagem em local proibido. A PRF não descuidou do enfrentamento à criminalidade. Numa única ação, a PRF fez a maior apreensão de cocaína do ano, uma das maiores da história da corporação, e a maior da história da PRF na Paraíba. Durante fiscalização no município de Alhandra (PB), a PRF apreendeu 1, 3 toneladas da droga escondida num caminhão. Ao longo dos cinco dias de operação, foram apreendidos 1.669 kg de cocaína, 18 armas de fogo, 7,4 toneladas de maconha e um total de 576 pessoas foram detidas pela PRF. 17 anos da Lei Seca Além de reforçar a fiscalização nas rodovias federais, a PRF aproveitou a operação para conscientizar os motoristas sobre a importância de não dirigir sob efeito de álcool. Na sexta-feira (19), a Lei Seca completou 17 anos. Desde que entrou em vigor, a Lei 11.705/2008 estabelece tolerância zero para a presença de álcool no organismo dos condutores, com penas administrativas e até prisão. Os motoristas flagrados embriagados ou que se recusam a fazer o teste de alcoolemia são autuados. A infração é de natureza gravíssima, com penalidade de multa no valor de R$2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
Prefeitura conclui terceira etapa de obra contra alagamentos no Parque Alvorada
A Prefeitura de Dourados concluiu a terceira etapa das obras de drenagem no Parque Alvorada, com a instalação de novas bocas de dragão no cruzamento das ruas Monte Alegre com Menote Marques de Mattos, nas imediações do Parque Alvorada. A intervenção integra um plano da atual gestão para acabar com os alagamentos frequentes na região, problema que afeta moradores há décadas. Na manhã desta terça-feira (24), o prefeito Marçal Filho esteve no local e destacou a importância da obra. “Fizemos um serviço com qualidade para resolver definitivamente um problema antigo”, enfatizou o prefeito, que elogiou o serviço de recomposição da malha asfáltica, já que foi preciso escavar para realizar a obra e depois recompor o asfalto. “A recomposição foi muito bem feita, deixando o asfalto nas mesmas condições em que estava antes de a obra ser iniciada”, continuou. “É essa qualidade que estamos implantando nos serviços públicos que estão sendo levados à população pela nossa gestão”, completou Marçal Filho. As bocas de dragão funcionam como grandes ralos instalados nas vias, captando a água da chuva e direcionando para galerias subterrâneas. A obra também incluiu a construção de uma caixa de passagem para melhorar o escoamento das águas que descem do Parque Alvorada em direção à Rua Monte Alegre e à Avenida Guaicurus. Ainda está em andamento a ligação da tubulação de drenagem na boca de dragão da Rua Afonso Pena. De acordo com o secretário de Serviços Urbanos, Luiz Roberto Martins, o Beto, esse trabalho deve ser finalizado em até 15 dias, encerrando o projeto por completo. O cronograma teve início em janeiro, pela Rua Afonso Pena, e passou pela Avenida Júlio Marques de Almeida na segunda etapa. Segundo o secretário, todo o material utilizado atende padrões técnicos exigentes para garantir durabilidade e segurança. “Essas estruturas foram projetadas para suportar grandes volumes de água. Após a conclusão, vamos continuar monitorando a região e, se necessário, faremos novos ajustes”, explicou. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, que desde o início do ano vem atuando para fortalecer a infraestrutura urbana e melhorar a qualidade de vida dos moradores de Dourados.
Trump Libera China para Comprar Petróleo do Irã e Busca Impulsionar Exportações Americanas
Em 24 de junho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a China está autorizada a continuar comprando petróleo do Irã, uma decisão que surpreendeu analistas e autoridades globais. A declaração, feita por meio de sua plataforma Truth Social, veio horas após a confirmação de um cessar-fogo entre Irã e Israel, mediado pelos EUA após semanas de tensões no Oriente Médio. Trump destacou sua esperança de que a China também aumente suas compras de petróleo americano, afirmando: “A China agora pode continuar a comprar petróleo do Irã. Espero que eles também estejam comprando muito dos EUA. Foi uma grande honra fazer isso acontecer!” A decisão marca uma mudança em relação à política de “pressão máxima” adotada por Trump no início de 2025, que visava reduzir as exportações de petróleo iranianas a zero para conter o programa nuclear de Teerã. Em maio, Trump havia ameaçado sanções secundárias a qualquer país ou empresa que comprasse petróleo iraniano, com foco especial na China, que importa cerca de 1,6 milhão de barris por dia do Irã, representando quase 90% das exportações de petróleo do país, segundo dados da Administração de Informação de Energia dos EUA de 2023. A China, que não reconhece as sanções americanas, utiliza uma rede de navios “fantasmas” e intermediários para adquirir o petróleo iraniano com descontos significativos, gerando entre 30 e 40 bilhões de dólares anuais para Teerã. O anúncio de Trump ocorre em um contexto de negociações nucleares com o Irã, que foram adiadas em maio por “razões logísticas”, conforme informado pelo Ministério das Relações Exteriores do Omã, mediador das conversas. A Casa Branca esclareceu que as sanções contra o Irã não foram formalmente suspensas, mas analistas, como Scott Modell, da Rapidan Energy, interpretam a declaração como um sinal de enforcement mais brando, possivelmente para evitar uma escalada de tensões com a China em meio à guerra comercial. “A ameaça de sanções perdeu força após as tarifas impostas à China, que reduziram o receio de Pequim com penalidades financeiras”, explicou Modell. A decisão também reflete preocupações com os preços globais do petróleo. Após o ataque iraniano à base americana de Al-Udeid, no Qatar, em 23 de junho, que não resultou em vítimas, Trump exigiu que os preços do petróleo fossem mantidos baixos, alertando que altas poderiam “jogar nas mãos do inimigo”. O cessar-fogo entre Irã e Israel, anunciado no mesmo dia, reduziu temores de interrupções no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial. Como resultado, os preços do petróleo caíram 6%, com o barril de Brent fechando a 67,14 dólares e o WTI a 64,37 dólares, segundo a CNBC. Críticos da decisão, como o ex-embaixador americano na Arábia Saudita, Robert Jordan, questionaram a lógica de Trump, argumentando que a liberação do petróleo iraniano não garante que a China comprará mais dos EUA, já que apenas 2% das importações chinesas de petróleo vêm dos Estados Unidos, contra 13,6% do Irã. A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo, expressou preocupação com a medida, temendo impactos em sua fatia de mercado. Enquanto isso, o governo chinês, por meio do porta-voz Guo Jiakun, reiterou que tomará medidas de segurança energética baseadas em seus interesses nacionais, rejeitando sanções unilaterais dos EUA. A declaração de Trump parece equilibrar interesses econômicos e diplomáticos, mantendo a estabilidade no mercado de energia enquanto sinaliza uma abertura para negociações com o Irã e a China. Para observadores atentos, a ênfase na exportação de petróleo americano reflete uma visão pragmática, priorizando a economia doméstica e a influência dos EUA no comércio global, sem abrir mão de valores como a soberania e a segurança energética.
Banco Central Eleva Selic para 15% e Acende Alerta para Economia Brasileira
O Banco Central do Brasil anunciou, em 18 de junho de 2025, a elevação da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, alcançando 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006, quando a taxa estava em 15,25%. A decisão, tomada por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom), liderado por Gabriel Galípolo, marca a sétima alta consecutiva desde setembro de 2024, totalizando um aumento de 4,5 pontos percentuais. Embora o Copom sinalize uma possível pausa no ciclo de altas, a manutenção de juros elevados por um “período bastante prolongado” levanta preocupações sobre o impacto na economia, especialmente para famílias e empresas que enfrentam crédito mais caro e crescimento econômico ameaçado. A justificativa do Banco Central para o aumento da Selic é o combate à inflação persistente, que permanece acima da meta de 3% estabelecida para 2026. Segundo o Boletim Focus, do próprio BC, a projeção do IPCA para 2026 é de 4,5%, no limite superior da meta, enquanto a inflação acumulada em 2024 já ultrapassa 5,25%. O Copom destacou a resiliência da economia, com mercado de trabalho aquecido e pressões inflacionárias em serviços, como fatores que dificultam a convergência da inflação para a meta. A ata da reunião, publicada em 24 de junho, reforçou um tom cauteloso, indicando que a taxa de 15% será mantida por tempo prolongado para avaliar os impactos do aperto monetário, sem descartar novos ajustes caso o cenário piore. A alta da Selic tem consequências diretas para os brasileiros. O custo do crédito, como financiamentos e empréstimos, fica mais elevado, desencorajando consumo e investimentos. A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) criticou a decisão, chamando-a de “inaceitável” para o setor produtivo, que enfrenta dificuldades de acesso a capital em um contexto de desigualdades regionais. “O setor produtivo não pode continuar sendo o fiador do ajuste econômico”, afirmou a Fiec, destacando que o Brasil agora tem o segundo maior juro real do mundo, atrás apenas da Turquia, segundo o O Globo. Para as famílias, o impacto será sentido com força no segundo semestre, com aumento nas prestações de dívidas e redução do poder de compra, conforme alertou o economista-chefe do Banco Inter. No mercado financeiro, a reação foi mista. O Ibovespa caiu, pressionado por ações de empresas sensíveis aos juros, como Magazine Luiza (-5,35%) e bancos, enquanto a curva de juros mostrou ajustes, com analistas prevendo a Selic estacionada em 15% até o fim de 2025, segundo a Broadcast. A valorização do real frente ao dólar, observada recentemente, pode ser um efeito colateral positivo, mas insuficiente para contrabalançar os desafios domésticos. O ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, defendeu a alta como necessária para recuperar credibilidade e conter expectativas inflacionárias desancoradas, mas analistas alertam que a política monetária contracionista pode frear a economia, que já mostra sinais de desaceleração. Enquanto a renda fixa, como CDBs e Tesouro Selic, ganha atratividade com retornos próximos a 15% ao ano, a poupança continua rendendo menos que a inflação, com retorno real de apenas 2,14%, segundo a Istoé Dinheiro. Investidores são incentivados a buscar alternativas como LCIs e LCAs, isentas de Imposto de Renda, mas com menor liquidez. No entanto, a alta da Selic penaliza setores dependentes de crédito, como indústria e varejo, e pode agravar o desemprego, que, embora baixo, enfrenta pressões em um mercado de trabalho menos dinâmico. A decisão do Copom, embora vise estabilizar a inflação, impõe um custo elevado à economia. A combinação de juros altos, inflação persistente e incertezas globais, como a escalada do conflito no Oriente Médio, cria um cenário preocupante. A promessa de uma pausa nas altas traz alívio parcial, mas a manutenção prolongada da Selic em 15% sinaliza tempos difíceis para consumidores e empresas, que enfrentam um ambiente de crédito restritivo e crescimento econômico ameaçado.
Reza Pahlavi Clama por Revolta Popular Contra o Regime Islâmico do Irã
Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi, intensificou sua campanha contra a República Islâmica, convocando os iranianos a saírem às ruas para derrubar o regime teocrático que governa o país desde a Revolução de 1979. Exilado nos Estados Unidos há mais de quatro décadas, Pahlavi acusou o governo liderado pelo aiatolá Ali Khamenei de arrastar o Irã para uma guerra devastadora e de ser composto por líderes “criminosos e incompetentes”. Em um pronunciamento em Paris, em 23 de junho de 2025, ele declarou que o regime está à beira do colapso, enfraquecido por ataques militares israelenses e americanos, além do crescente descontentamento interno, marcado por greves e protestos. Sua chamada por um “levante nacional” visa encerrar o que ele descreve como “46 anos de guerra contra a nação iraniana”. Pahlavi, que era príncipe herdeiro quando a monarquia foi deposta, afirmou que a República Islâmica perdeu a capacidade de controlar o país, com relatos de que Khamenei está escondido em um bunker em Teerã, enquanto famílias de altos oficiais preparam sua fuga. “Este é o nosso momento de Muro de Berlim”, declarou, comparando a situação atual à queda do comunismo na Europa Oriental. Ele acusou o regime de destruir a economia iraniana, com uma inflação que atingiu 40% em 2024, e de desperdiçar recursos nacionais em programas nucleares e apoio a grupos como o Hezbollah, enquanto a população enfrenta desemprego e escassez. A repressão violenta de protestos, como os de 2022 contra a obrigatoriedade do hijab, que resultaram em mais de 500 mortes, segundo a ONU, reforça a imagem de um governo que prioriza o controle sobre o bem-estar dos cidadãos. O ex-príncipe anunciou a criação de uma plataforma segura para que militares, policiais e funcionários do regime possam desertar e se unir à oposição, prometendo um papel para aqueles que “escolherem a nação” em um futuro Irã democrático. Ele também apresentou um plano de transição em três fases – emergencial, de consolidação e de normalização – que inclui a reconstrução econômica e a estabilização social nos primeiros 100 dias após a queda do regime. Pahlavi enfatizou que não busca restaurar a monarquia, mas liderar uma transição para um governo secular e eleito, garantindo que “todas as vozes, republicanas ou monarquistas, terão espaço para debater”. A fragilidade do regime foi exacerbada pela recente campanha militar de Israel, apoiada pelos EUA, que destruiu instalações nucleares em Natanz, Fordow e Isfahan, matando figuras-chave como o general Mohammad Bagheri. A resposta iraniana, limitada a ataques de mísseis contra Tel Aviv, revelou a incapacidade de Teerã de sustentar um conflito prolongado. A economia, já devastada por sanções que reduziram as exportações de petróleo em 70% desde 2018, enfrenta agora danos adicionais, com cortes de energia e deslocamentos populacionais em cidades como Isfahan. Pahlavi destacou que a unidade do povo iraniano, combinada com a desmoralização das forças de segurança, cria uma oportunidade única para a mudança. Embora sua mensagem tenha ecoado entre a diáspora iraniana, com vídeos de suas falas alcançando milhões de visualizações, Pahlavi enfrenta desafios. A oposição interna permanece fragmentada, e muitos iranianos, especialmente os mais jovens, veem com ceticismo a figura de um ex-príncipe ligado à monarquia, cujo governo foi marcado por repressão e corrupção. A revolução de 1979, que derrubou seu pai após protestos contra a autocracia e a influência ocidental, deixou cicatrizes que dificultam a aceitação de Pahlavi como líder. Ainda assim, sua crítica ao regime ressoa com uma população exausta de décadas de isolamento, crise econômica e repressão. A República Islâmica, sob Khamenei, enfrenta sua maior crise existencial desde sua fundação. A incapacidade de responder eficazmente aos ataques externos, aliada à erosão do apoio interno, expõe um regime que sobrevive mais pela força do que pela legitimidade. Pahlavi, ao convocar um levante, aposta na insatisfação popular para acelerar sua queda, prometendo um Irã livre do jugo teocrático e reintegrado à comunidade internacional.








