A 11ª Promotoria de Justiça de Dourados, no Mato Grosso do Sul, está investigando a suspeita da ausência do município na criação de políticas públicas voltadas ao acolhimento de animais domésticos abandonados ou vítimas de maus-tratos. A situação é considerada crítica, com os abrigos operando em condições precárias e sustentados exclusivamente por doações. Um inquérito civil foi aberto, diante da ausência de informações sobre a existência de estrutura pública adequada para o recolhimento desses animais, os quais acabam sendo abrigados por organizações não governamentais (ONGs) e protetores independentes, sem qualquer apoio financeiro ou institucional da Administração Pública. A Comissão de Defesa dos Animais da OAB/MS, Subseção Dourados-Itaporã, também contribuiu com informações relevantes, apontando que foram visitados nove abrigos na cidade, sendo oito informais e uma associação regularizada, totalizando 93 cães e 337 gatos acolhidos. A Comissão ressaltou a ausência de apoio público e a necessidade urgente de programas de castração, conscientização e assistência aos protetores. Medidas requisitadas Diante do cenário, o Promotor de Justiça Amílcar Araújo Carneiro Júnior solicitou, em até 15 dias úteis, uma série de informações ao município, como a existência de abrigos públicos, a realização de chamamentos para parceria com ONGs, e a execução de programas como censo animal. Órgãos como o CCZ, Guarda Municipal, Polícia Civil, Polícia Militar Ambiental e Secretaria de Saúde também foram acionados para apresentar dados sobre ocorrências de maus-tratos e atendimentos realizados entre 2024 e 2025. O Promotor de Justiça destaca que o acolhimento de animais é parte integrante do direito ambiental, previsto na Constituição Federal, e que cabe ao Poder Público proteger a fauna e impedir práticas de crueldade. A investigação busca responsabilizar o Município por eventual negligência e assegurar políticas públicas eficazes na área. O inquérito também contará com apoio da Comissão de Direito dos Animais da OAB de Dourados/Itaporã, que ficou responsável por levantar o número de protetores e cuidadores de animais atuantes na cidade, tanto formais quanto informais. O objetivo é mapear o cenário real da causa animal no município e subsidiar futuras medidas.
Professor doutor que lecionava em universidades de Dourados é preso em ação contra pedofilia no Paraná
Nesta sexta-feira (15), a 1ª Delegacia de Polícia de Dourados, com o apoio do NUCRIA (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes) da Polícia Civil do Paraná, deu cumprimento a mandado de prisão preventiva em desfavor de O.L.V., de 44 anos, professor doutor que lecionava na UFGD e UEMS em Dourados. O investigado é suspeito da prática do crime de estupro de vulnerável contra uma criança de apenas quatro anos de idade. As investigações tiveram início após os pais da vítima flagraram o ato criminoso, ocorrido dentro da residência do investigado, vizinho da família. Segundo apurado, o autor atraiu a criança para sua casa e foi surpreendido cometendo o abuso. Durante a investigação, também foi verificado que o autor gravava vídeos da criança em momentos anteriores ao fato, cujo conteúdo será analisado pela perícia da Polícia Civil para verificar eventual prática de outros crimes. Diante da gravidade dos fatos e da necessidade de preservar a ordem pública, bem como evitar a reiteração criminosa, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, a qual foi deferida pelo Poder Judiciário. Após o crime, o autor evadiu-se de Dourados, sendo posteriormente localizado em Foz do Iguaçu (PR) com o apoio da Polícia Civil do Paraná. No cumprimento do mandado, os policiais encontraram o investigado em uma residência na região urbana de Foz do Iguaçu, onde também foram apreendidos um notebook e um aparelho celular, que serão periciados. As investigações continuam a fim de apurar a possível existência de outras vítimas e novos elementos de prova.
Secretaria de Educação e Conselho de Alimentação Escolar unem esforços por merenda de qualidade
O secretário municipal de Educação, Nilson Francisco da Silva, se reuniu com os novos membros do Conselho de Alimentação Escolar para colocar a pasta à disposição na busca de unir esforços para oferecer uma merenda de excelência na Rede Municipal de Ensino. “A determinação do prefeito Marçal Filho é para que a merenda escolar servida nas escolas e Ceims tenha qualidade de excelência”, enfatiza o secretário municipal de Educação. O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) é um órgão colegiado com funções fiscalizadoras, deliberativas e de assessoramento, criado para acompanhar e monitorar a aplicação dos recursos federais destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O secretário Nilson Francisco ressaltou o papel dos conselhos para o progresso da Educação. “Manter um diálogo permanente com os conselhos educacionais é fundamental para desenvolver políticas públicas que garantam efetivamente condições dignas de aprendizagem a todos os nossos estudantes”, explica. Durante o encontro, foi reforçado o compromisso de trabalhar em conjunto para assegurar uma alimentação escolar nutritiva e de qualidade, alinhada às necessidades dos estudantes e às diretrizes do PNAE. A Secretaria de Educação e o CAE seguirão unidos para garantir que os recursos sejam aplicados com transparência e eficiência, beneficiando toda a comunidade escolar.
Prefeitura inicia limpeza e revitalização do Monumento ao Colono, a ‘Mão do Braz’
A Prefeitura de Dourados iniciou nesta sexta-feira (15) os trabalhos de limpeza e revitalização do Monumento ao Colono, uma gigante estrutura erguida na Avenida Marcelino Pires, no final do primeiro mandato do então prefeito Braz Melo, em homenagem à Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND) e ao desenvolvimento da região. O prefeito Marçal Filho acompanhou o início dos trabalhos e lembrou que além dos distritos do Panambi, Vila São Pedro, Vila Vargas e Indápolis, o monumento também destaca os municípios que formavam a Colônia Agrícola, criada em 28 de outubro de 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas, consolidando o primeiro projeto de reforma agrária do Brasil. Enquanto a equipe da Secretaria Municipal Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) iniciava os trabalhos, o prefeito fazia uma live mostrando a situação em que se encontra o Monumento ao Colono, popularmente conhecido como Mão do Braz. “Esse aqui é o monumento que as pessoas mais identificam com Dourados e está todo sujo, pichado, está muito feio”, comentou o prefeito. “Faz 33 anos que foi construído e não me lembro de ter passado pela manutenção e revitalização que iremos realizar”, completou Marçal Filho. O prefeito ficou espantado com a situação do principal monumento do município. “Ele é simbólico, tem muita identidade com nossa cidade e deveria ter sido mais bem cuidado”, lamentou. “Perceba que o espaço onde estava escrito município de Juti nem está aparecendo mais, enquanto em outros pontos nasceram árvores, o mato tomou conta e a iluminação praticamente não existe”, enumerou Marçal Filho. “Vamos iniciar a revitalização lavando com máquinas de alta pressão, depois iremos pintar com as cores de Dourados e instalar iluminação diferenciada”, explicou o prefeito. De acordo com Marçal Filho, o Monumento ao Colono é o cartão de visita para quem chega em Dourados e deve estar sempre bem apresentável. “A gente vai plantar flores para deixar tudo bonito e a população vai perceber a mudança que faremos nesse monumento”, adiantou. “Vamos dar uma revitalizada total, vamos deixar isso aqui bonito, o pessoal que entrar em Dourados vai se encantar, mas quero pedir pra população ajudar a prefeitura a cuidar, não deixar ninguém danificar, nem pichar o monumento”, completou. “Em pouco mais de 7 meses de mandato estamos trabalhando com dedicação para deixar nossa cidade mais bonita e a população já está mais feliz, com auto-estima resgatada e com orgulho de Dourados”, finalizou. HISTÓRIA O arquiteto e urbanista Luiz Carlos Ribeiro foi o autor do projeto de construção do Monumento ao Colono. “Em 1991, a administração municipal teve a iniciativa de prestar a merecida homenagem a uma grandiosa e pouco lembrada página de nossa história, e deu o grande desafio de resumir numa só obra décadas de lutas, trabalho, sofrimentos e glorias de um povo”, explica. Ele conta que o trabalho procurou reunir fragmentos dessa história, sintetizando-a num marco/monumento que expressasse em si, para as gerações futuras, o que foi o passado de Dourados e região. Para Luiz Carlos Ribeiro o Monumento ao Colono é um marco para não se perder a raiz do desenvolvimento da região. Ele explica que o simbolismo de mãos saindo da terra é uma representação escultural do colono e seu trabalho com braços e mãos e que a obra feita em concreto é como se estivessem retirando do chão o que a terra produz e içando para os céus o fruto deste trabalho representado por lâminas de concreto aparente.
Marçal reforça importância da parceria com o TCE em prol da boa gestão pública
O prefeito Marçal Filho fez nesta sexta-feira (15) a abertura do evento “Diálogo com o Gestor: Programa Integrado pela Garantia dos Direitos da Primeira Infância”, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, e destacou a importância da conexão do órgão com os gestores municipais. A programação reuniu prefeitos, vereadores e autoridades de diversas cidades sul-mato-grossenses, no anfiteatro da Unigran, com o objetivo de fortalecer a interlocução entre os órgãos de controle e os gestores municipais. Na abertura, Marçal Filho destacou a relevância dessa aproximação. “É fundamental mantermos um diálogo constante com o Tribunal de Contas, tanto o Poder Executivo quanto o Legislativo. Essa troca de informações e orientações é essencial para aprimorarmos a gestão pública”, afirmou. O prefeito deu as boas-vindas aos participantes, ressaltando que o encontro é uma oportunidade de aprendizado e troca de experiências. “Este é um evento engrandecedor, que amplia nosso conhecimento”, enfatizou. “Nós, gestores, estamos aqui para agregar valor à nossa administração e reforçar essa parceria”, completou. Por meio de mensagem audiovisual, o conselheiro Waldir Neves reforçou o caráter orientativo do TCE. “Queremos ser um órgão parceiro, que auxilia na gestão dos recursos públicos. Aproveitem esta oportunidade para esclarecer dúvidas e dialogar diretamente com quem analisa as contas”, destacou.A programação contou com palestras, dinâmicas e momentos de interação. , O conselheiro Jerson Domingos apresentou o Programa Integrado pela Garantia dos Direitos da Primeira Infância, iniciativa que articula ações e políticas públicas voltadas para crianças de 0 a 6 anos. Entre as frentes de atuação estão fiscalização, capacitação, comunicação, mobilização e incentivo a boas práticas. Domingos enfatizou a importância do trabalho municipal voltado ao desenvolvimento infantil e elogiou a gestão de Marçal Filho. “O prefeito tem a oportunidade de reconstruir e resgatar a autoestima do cidadão douradense e já demonstra resultados importantes”, pontuou. O evento segue durante a tarde com debates sobre Controle Prévio nas Licitações, Lei 14.133/2021, pontos de análise e utilização do sistema e-Sfinge.
Dourados economiza mais de R$ 122 mil com serviços prestados pelo Aprova Digital
A modernização dos serviços públicos em Dourados segue gerando resultados expressivos. Desde a implantação do sistema Aprova Digital, há 30 dias, a Prefeitura já registrou 618 processos criados diretamente no formato digital, trazendo agilidade para contribuintes e servidores e garantindo uma economia de R$ 122.592,66 aos cofres públicos. Com a digitalização e automação das análises, 824 horas de trabalho foram liberadas para os servidores, que agora podem se dedicar a atividades mais estratégicas. Para os cidadãos, o impacto também é significativo, mais de 400 horas de deslocamento foram poupadas, com solicitações e acompanhamento de processos sendo feitos 100% pela internet. O uso da plataforma já evitou a impressão de 123.600 folhas de papel, preservando 12 árvores e liberando 10 m² de espaço físico que antes eram ocupados por arquivos. Além disso, 927 quilos de gás carbônico deixaram de ser emitidos e 1 milhão de litros de água foram economizados, gerando benefícios diretos para o meio ambiente. O Aprova Digital é uma solução de gestão e automação de processos que substitui trâmites manuais por procedimentos online, com o apoio de inteligência artificial. Com isso, serviços que antes levavam meses, como a aprovação de projetos e a emissão do Habite-se, agora têm o tempo de conclusão reduzido pela metade. Atualmente, a Prefeitura oferece 21 serviços digitais pela Secretaria de Planejamento e 23 pelo Instituto Municipal de Meio Ambiente, abrangendo desde aprovações de obras e licenciamento ambiental até solicitações de doação de mudas e autorizações diversas. O secretário municipal de Planejamento e diretor-presidente do Imam, Fábio Luís, destaca que a iniciativa é parte de uma estratégia maior de modernização da gestão pública, solicitada pelo prefeito Marçal Filho desde o início da gestão. “Estamos transformando a forma como a Prefeitura se relaciona com a população, tornando os processos mais rápidos, transparentes e sustentáveis”, ressaltou. Fábio Luís ressalta a economia gerada pelo sistema. “O Aprova Digital é um exemplo claro de que a tecnologia pode gerar ganhos para todos, para o cidadão, que tem mais comodidade, para os servidores, que ganham tempo e para a cidade, que economiza recursos e preserva o meio ambiente”, afirmou. Nesta primeira etapa da implantação do Aprova Digital pela Prefeitura de Dourados, 21 serviços da Secretaria de Planejamento e 23 do Instituto de Meio Ambiente poderão ser solicitados e acompanhados de forma 100% digital. São eles: Secretaria de Planejamento: Aprovação de projeto com Alvará; reforma com Acréscimo; Reforma sem acréscimo; Acréscimo de edificação; Regularização de edificação; Regularização com acréscimo; Substituição do projeto aprovado Alvará ou Habite-se; Alvará de construção para projeto aprovado; Alvará de reforma para-regularização. Baixa/Assunção de Responsabilidade Técnica: Aprovação de projeto sem alvará; Habite-se; Estudo de Impacto de Vizinhança-EIV; Vistoria de EIV; Autorização de Demolição; Análise de Projetos de Edificações e Parcelamento; Aprovação de Loteamento; Desmembramento/Remebramento/Retificação/Limites e confrontações; Investidura de área; Declaração de acessibilidade; Análise de projetos específicos. Instituto de Meio Ambiente: Licenciamento Ambiental; Taxa de Licenciamento; Notificação; Laudo de Constatação; Autos de Infração; Recurso de Notificação; Supressão arbórea; Doação de mudas; Declaração de supressão para árvores com data inferior a 15cm; Declaração para supressão de árvores de reflorestamento; Projetos de arborização de novos loteamentos; Redução de IPTU por cobertura arbórea; Levantamento de Fauna; Monitoramento de Fauna; Resgate e Afugentamento de Fauna; Monitoramento de água superficial; Levantamento Florístico; Visita em Unidade de Conservação; Pesquisa em Unidade de Conservação; Solicitação de Palestra; Programa de Educação Ambiental; Restituição de Taxas pagas; Suprimento de Fundos e de Viagem; Comunicação Interna. Para utilizar o sistema é preciso acessar o site e fazer o cadastro gratuito em https://dourados.aprova.com.br/home. Em caso de dúvidas na utilização, o usuário deve recorrer ao suporte técnico da própria plataforma, que funciona em horário comercial.
Câmara de Dourados faz auditoria e estuda mudar para prédio público
Após instaurar auditoria e suspender as obras de reforma e ampliação da sede do Legislativo por indícios de irregularidades e atrasos, a Câmara Municipal de Dourados iniciou um levantamento de prédios públicos municipais e estaduais visando transferir temporariamente as atividades legislativas, para encerrar a permanência no shopping onde a Casa de Leis funciona desde o início da obra, no primeiro semestre de 2023. A auditoria para emissão de parecer técnico sobre o projeto de Câmara foi iniciada há quase 20 dias pela empresa Maciel Assessores S/S, vencedora do processo licitatório realizado pela Casa. A expectativa é de que os trabalhos de levantamento e análise técnica sejam concluídos nas próximas semanas. Desde que assumiu a presidência, em janeiro deste ano, a vereadora Liandra Brambilla determinou um acompanhamento detalhado na execução das obras de reforma e ampliação da sede do Legislativo. A nova composição da mesa diretora tem, desde então, atuado em parceria com o Ministério Público Estadual através de levantamento e disponibilização de dados acerca dos trabalhos. “A obra de reforma e ampliação foi autorizada e iniciada na gestão passada. Ao assumir a presidência da Casa no começo do ano, convoquei a Mesa Diretora e nos debruçamos sobre o contrato e o modelo de execução da obra. Infelizmente, nos deparamos com diversos problemas. A situação era insustentável: uma obra muito atrasada, indícios de irregularidades e um gasto mensal de aluguel que poderia ser evitado. Nosso objetivo é proteger o dinheiro público e garantir que a Câmara funcione com mais acesso para a população”, afirma Liandra. De acordo com a presidente, a situação exige pulso firme. “Diante dos atrasos constantes na execução dos trabalhos, o que faz com que a Câmara pague aluguel, não vemos outra alternativa a não ser nos adaptar a nossa estrutura a um local público. Hoje o que vemos é um avanço tímido das obras, menos de um quarto dos trabalhos sendo entregues pela empresa”, destaca. O contrato nº 007/2024, firmado com a empresa Concresul Engenharia e Construções Ltda, previa a execução da reforma em ritmo bem diferente do encontrado pela atual gestão. Quando a obra foi oficialmente paralisada, em 22 de abril de 2025, o relatório do fiscal apontou apenas 23,42% da execução física concluída, contra um percentual esperado entre 64,09% e 72,88%.“Quando suspendemos a obra, já havia um atraso enorme. Não foi a suspensão que causou o atraso — ele já existia muito antes. Era preciso agir para não comprometer ainda mais o andamento e os recursos do contrato”, explica a presidente. Descumprimento contratualDe acordo com a presidência, após a paralisação, a Câmara ainda abriu processo para possível aditivo de prazo, solicitando à empresa um novo cronograma e as certidões de regularidade fiscal necessárias para prorrogar o contrato. “Apesar de notificações e prazos concedidos, a contratada permaneceu inerte, apresentando apenas um documento com “justificativas quanto à ausência temporária de certidões fiscais” — que não supriu as exigências legais”, explica. No parecer da Procuradoria da Câmara nº 036/2025, o jurídico reforçou que não havia amparo para o aditamento e constatou descumprimento da Cláusula XI do contrato, fundamentando a decisão nos artigos 77 e 78 da Lei nº 8.666/1993, que preveem rescisão unilateral em casos de descumprimento contratual.“Não se trata apenas de prazos, mas de legalidade. A empresa não comprovou as condições mínimas para continuar o contrato. Nosso dever é zelar para que cada centavo aplicado esteja amparado pela lei”,enfatiza Liandra. Rescisão e próximos passosCom base nas constatações, a Câmara pode optar pela rescisão unilateral do contrato. A empresa foi formalmente notificada e tem até 18 de agosto para apresentar defesa. Após este prazo, a presidência terá cinco dias úteis para analisar as manifestações e formalizar a decisão final.Enquanto isso, Liandra intensifica as negociações para transferir a sede temporária para um prédio público, o que poderá gerar economia imediata e aproximar a Câmara da população.“É inadmissível continuar gastando com aluguel enquanto temos prédios públicos subutilizados na cidade. Além da economia, mudar para uma estrutura mais acessível vai facilitar o contato dos cidadãos com seus representantes. Nosso compromisso é com a transparência, a eficiência e o respeito ao contribuinte”, reforça.
Elias Ishy pede união de forças para evitar fechamento do Hospital Indígena
Diante da possibilidade de fechamento do Hospital Indígena Porta da Esperança, nos próximos meses, por falta de aporte financeiro, o vereador Elias Ishy (PT) esteve na última quarta-feira (13) com o diretor da unidade, pastor Carlos Mas, para entender a situação do único hospital indígena do Brasil. Mantido pela Missão Evangélica Caiuá há 62 anos, o hospital está localizado na aldeia Jaguapiru, onde também foi inaugurada recentemente uma base do Samu Indígena (Serviço Móvel de Urgência). Dispõe de 30 leitos e oferece exames laboratoriais, radiografias, ultrassonografias, consultas médicas e pronto-socorro. Segundo o diretor, os recursos do SUS não cobrem as despesas, que apresentam déficit mensal superior a R$ 200 mil. “Recebemos mensalmente R$ 250 mil, incluindo verbas do Estado e do Município, mas estamos há quatro anos sem reajuste, o que gerou esse quadro alarmante”, afirmou. Ainda de acordo com o pastor Carlos, o hospital atende diariamente de 80 a 100 pacientes e desenvolve um projeto de combate à desnutrição infantil na aldeia, acompanhando famílias em situação de vulnerabilidade. O diretor colocou-se à disposição para apresentar dados sobre os atendimentos e os gastos orçamentários da unidade. Para Elias Ishy, é preciso um esforço conjunto entre os governos estadual, municipal e federal para evitar o fechamento. “Estamos conhecendo a realidade da atuação do município no atendimento aos indígenas, para buscar apoio e sanar definitivamente a questão financeira do hospital”, declarou.
Trump Assina Ordem Executiva para Proteger Interesses Americanos com Tarifas sobre a Índia
Donald Trump, assinou uma ordem executiva impondo uma tarifa adicional de 25% sobre bens importados da Índia, elevando o total de tarifas para 50%, em resposta à contínua compra de petróleo russo por Nova Délhi. A medida, que entrará em vigor em 27 de agosto de 2025, reflete a determinação de Trump em combater ações que considera prejudiciais à segurança nacional e à política externa dos EUA, especialmente no contexto da guerra entre Rússia e Ucrânia. A decisão, anunciada pela Casa Branca, é parte de uma estratégia mais ampla para pressionar países que, ao comprar petróleo russo, indiretamente financiam o conflito, enquanto reforça a liderança econômica americana e protege os interesses dos trabalhadores do país. A ordem executiva, baseada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) e na Lei de Emergências Nacionais, aponta que a importação de petróleo russo pela Índia representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA, ao sustentar a economia russa em meio às sanções ocidentais. A Índia, que importou cerca de US$ 52,7 bilhões em petróleo russo em 2024, segundo analistas da Brookings Institution, tornou-se um dos principais compradores de energia de Moscou, muitas vezes revendendo o petróleo no mercado global com lucros significativos. Trump, ao impor a tarifa adicional, busca desencorajar tais práticas, incentivando nações a alinharem-se com os esforços dos EUA para isolar economicamente a Rússia e promover uma resolução pacífica do conflito na Ucrânia. A tarifa de 50%, que inclui os 25% já impostos em julho de 2025, atinge uma ampla gama de produtos indianos, como têxteis, joias e automóveis, mas isenta setores estratégicos, como semicondutores e farmacêuticos, sob a Lei de Expansão Comercial de 1962. A decisão foi elogiada por defensores da política “America First”, que veem a medida como um passo firme para proteger a economia americana e pressionar aliados a adotarem posturas mais alinhadas com os interesses dos EUA. A Casa Branca destacou que a ordem executiva é flexível, podendo ser modificada caso a Índia ajuste suas políticas de importação ou enfrente retaliações comerciais, demonstrando o pragmatismo de Trump em negociações internacionais. A decisão também ocorre em um momento de negociações comerciais tensas, após a Índia rejeitar um acordo de paz proposto pelos EUA para a Ucrânia. Trump, em declarações anteriores, criticou a Índia por lucrar com o petróleo russo, afirmando: “Eles estão comprando grandes quantidades de petróleo russo e revendendo no mercado aberto. Isso não pode continuar.” A postura de Trump reflete uma abordagem direta para enfrentar desafios globais, priorizando a soberania econômica dos EUA e a pressão sobre nações que, na visão do presidente, contribuem para prolongar conflitos internacionais. A ordem executiva também sinaliza a outros países, como a China, que importa US$ 62,5 bilhões em petróleo russo, que ações semelhantes podem ser tomadas caso não se alinhem aos objetivos americanos. Enquanto a Índia classificou as tarifas como “injustas e não razoáveis”, a Casa Branca reiterou que a medida é necessária para proteger os interesses nacionais e promover a estabilidade global.








