A Prefeitura de Dourados, por intermédio da Agência Municipal de Habitação de Interesse Social (Agehab), publicou no Diário Oficial do dia 28 de agosto de 2025 (nº 6451), edital dispondo sobre a abertura de cadastramento e atualização de dados para seleção de beneficiários do Programa Minha Casa Minha Vida, no âmbito do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), empreendimento Vida Nova, no bairro Cidade Jardim, com obra já em andamento e um total de 108 unidades residenciais. A inscrição ou atualização para concorrer à seleção deverá ser feita até o dia 28 de outubro de 2025, de forma online pelo sítio da Agehab: www.agehab.ms.gov.br , pelo link https://portal.dourados.ms.gov.br/index.php/habitacao/a-agehab__trashed/servicos/ ou, ainda, presencialmente, no horário das 7h30 às 13h30, na sede da Agehab, localizada na Rua Antônio Emílio de Figueiredo, 1910, Centro. Para participar da seleção, o candidato deve estar com dados atualizados, e a última atualização não poderá ter sido realizada em prazo superior a dois anos, da data do fechamento da inscrição estabelecida no presente edital. O candidato deverá estar com dados atualizados entre 28/10/2023 a 28/10/2025. Para o cadastramento presencial o pretendente deverá apresentar documentos pessoais originais, do titular e do cônjuge, se for o caso (RG, CNH, CTPS) e CPF; certidão que comprove o estado civil, Certidão de Nascimento (se solteiro), Certidão de Casamento (se casado), Certidão de Casamento com averbação do Divórcio, Certidão de Casamento com averbação do Óbito (se viúvo ou viúva); Certidão de Nascimento de filhos menores de 18 anos, se houver; Carteira de Trabalho. Também são solicitados comprovante de renda, holerite, do titular e do cônjuge, se houver; declaração do Beneficiário de Prestação Continuada (BPC), se houver; e comprovante de endereço atualizado. É condição obrigatória para participar do programa possuir renda bruta familiar mensal da Faixa Urbano 1, de no máximo R$ 2.850,00. Não poderá participar dos respectivos projetos o pretendente que já foi atendido em outro programa habitacional, seja federal, estadual ou municipal, quando o benefício se tratar de uma unidade habitacional completa, ou que seja proprietário de imóvel residencial. A ordem de serviço para o início das obras de construção das 108 moradias populares foi assinada no dia 18 de agosto, em ato que contou com as presenças do prefeito Marçal Filho, do secretário municipal de Habitação, Éder Felipe, e da secretária estadual de Habitação, Maria do Carmo. As unidades habitacionais fazem parte de uma parceria entre o governo federal, o governo do Estado e os municípios, por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), vinculado ao programa Minha Casa, Minha Vida. O empreendimento Vida Nova – Cidade Jardim terá investimento de R$ 21,6 milhões.
Heleno se distanciou de Bolsonaro e não sabia de golpe, diz advogado
A defesa do general Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), procurou demonstrar, nesta quarta-feira (3), que seu cliente teria se distanciado do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que, ao fim do mandato presidencial, o general mal se reunia com o mandatário. Por esse motivo, nunca conversou com Bolsonaro sobre qualquer tentativa de golpe. “Quando o presidente Bolsonaro se aproxima dos partidos do Centrão e tem sua filiação ao PL, inicia-se sim um afastamento da cúpula do poder”, disse o advogado Matheus Milanez, que representa Heleno, em sustentação oral durante o julgamento do caso. Nesta quarta, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) dá continuidade ao julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por uma trama golpista com o intento de reverter o resultado das eleições de 2022. O advogado de defesa destacou testemunhos de servidores do GSI, segundo os quais “houve uma clara redução da influência do general”. Dessa maneira, Milanez afirmou que Heleno nunca conversou com ninguém a respeito de eventual golpe de Estado. Como prova desse distanciamento, a defesa trouxe uma anotação da agenda particular do general, na qual ele escreve que o ex-presidente deveria tomar a vacina contra a covid-19, ato que Bolsonaro se negou a fazer durante a pandemia. O advogado rebateu ainda as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República sobre a participação de Heleno na trama golpista. Matheus Milanez cita, por exemplo, uma fala do general em que ele diz ser “necessário fazer alguma coisa antes das eleições”, durante uma reunião ministerial com Bolsonaro. Segundo a defesa, a frase teria, na verdade, conotação legalista e não golpista. “O que o general Heleno está trazendo aqui são falas até certo ponto republicanas: após as eleições não tem discussão, quem ganha a maioria dos votos leva”, observou o advogado. Segundo o defensor, o que o militar quis dizer foi que “não existe tentar fazer alguma coisa depois do resultado das urnas”. O advogado destacou que não foi anexado aos autos do processo nenhum diálogo sequer de Heleno com algum outro interlocutor da trama sobre o planejamento ou execução do golpe. A maior prova do envolvimento de Heleno seria uma agenda particular, cujas anotações não eram compartilhadas com ninguém. “Nós trouxemos provas de que ninguém sabia sequer que essa agenda existia. Nós provarmos que a agenda foi manipulada, com curiosos esquecimento de páginas e com manipulação de páginas e construções de linhas de raciocínio que não existem.” De acordo com Milanez, a Polícia Federal teria induzido a acusação ao erro. Julgamento O julgamento da Primeira Turma entrou no segundo dia, nesta quarta-feira, com a sequência das defesas de quatro réus, dos sete que compõem o núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Ontem foram ouvidas as defesas de outros três aliados do ex-presidente: o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid; o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem; o almirante Almir Garnier; e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Nesta retomada são ouvidas as sustentações dos advogados de Bolsonaro; do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira e do general Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022. Foram destinadas oito sessões para análise do caso, marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, quando deverá ser conhecida a sentença com a condenação ou absolvição dois oito réus que são julgados. O julgamento é realizado na sala de audiências da Primeira Turma, em um anexo do Supremo, e transmitido ao vivo por TV e Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube. Agência Brasil
Alvo de investigação, governador do Tocantins é afastado do cargo
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o afastamento do cargo, por seis meses, do governador do Tocantins, Wanderley Barbosa (Republicanos). Investigado por suspeita de envolvimento em fraudes na compra de cestas básicas durante a pandemia de covid-19, Barbosa está à frente do Executivo estadual desde outubro de 2021. O antecessor de Barbosa, o ex-governador Mauro Carlesse, também foi afastado por decisão do STJ, em outubro de 2021, por suspeitas de participação em um esquema de propinas e acabou renunciando ao cargo em março de 2022. O afastamento temporário de Barbosa foi divulgado na manhã desta quarta-feira (3), dia em que a Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da Operação Fames-19, para aprofundar as investigações acerca de supostos desvios de recursos públicos destinados ao enfrentamento da pandemia. A primeira fase da operação foi deflagrada em 21 de agosto de 2024, quando agentes federais executaram mandados judiciais de busca e apreensão em endereços ligados a Barbosa e a outros investigados. Ao ser alvo da primeira fase da operação da PF, Barbosa afirmou, em nota, que “na época dos fatos [investigados] era vice-governador e não era ordenador de nenhuma despesa relacionada ao programa de cestas básicas no período da pandemia”. Hoje, o político insistiu no argumento e classificou a determinação do STJ como “precipitada”. “É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2022 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesas”, reafirmou Barbosa, em nova nota. “Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado e a Controladoria-Geral do Estado instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes”, acrescentou. “Além dessas providências já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de governador, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população”, concluiu Barbosa. Operação Desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira, mais de 200 policiais federais estão cumprindo 51 mandados de busca e apreensão nas cidades de Palmas e Araguaína, no Tocantins, e também no Distrito Federal, em Imperatriz (MA) e João Pessoa (PB). De acordo com a PF, o objetivo da nova fase da Operação Fames-19 é “aprofundar as investigações sobre o desvio de recursos públicos voltados ao enfrentamento da pandemia de covid-19”, reunir novos elementos sobre o possível “uso de emendas parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos”. As investigações, sigilosas, tramitam no STJ. Mais de um ano após deflagrar a primeira fase da operação, a PF garante já ter reunido “fortes indícios” de que, entre os anos de 2020 e 2021, os investigados se aproveitaram do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas, entre outros itens. Segundo os investigadores responsáveis por apurar as suspeitas, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados, com prejuízo estimado superior a R$ 73 milhões aos cofres públicos. Os valores supostamente desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos. Agência Brasil
Operação contra golpe bilionário cumpre mandados em Dourados
A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (03/09), a Operação “EBDOX”, que desarticulou uma organização criminosa especializada no golpe do falso investimento. A ação foi coordenada pelo Distrito Federal, mas contou com apoio de forças policiais de vários estados, incluindo a equipe do SIG/NRI de Dourados, que participou diretamente do cumprimento dos mandados. Conforme apurado, Dourados foi uma das cidades-alvo da operação, que mobilizou 21 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária em São Paulo, Guarujá, Boa Vista, Curitiba, Entrerios (BA) e no município sul-mato-grossense. O golpe As investigações começaram em abril de 2024, quando vítimas do Distrito Federal foram atraídas para grupos de WhatsApp conduzidos por um homem que se apresentava como “doutor em economia pela USP”. Ele oferecia dicas de investimento e indicava a plataforma EBDOX, que prometia altos rendimentos. No entanto, quando os investidores tentavam sacar os valores, eram informados de um suposto bloqueio pela Polícia Federal e obrigados a pagar uma “caução” de 5% para liberar os recursos. Após o pagamento, a plataforma simplesmente saiu do ar, deixando os participantes no prejuízo. Uma das vítimas, moradora de Taguatinga (DF), perdeu mais de R$ 220 mil. Em um site de reclamações, já foram registradas mais de 400 denúncias contra a falsa empresa. Estrutura bilionária O grupo criminoso era comandado por cidadãos de origem chinesa, residentes no centro de São Paulo, que cooptavam brasileiros para interagir com as vítimas. Os integrantes recebiam catálogos com instruções em chinês e eram pagos em criptomoedas. A movimentação financeira do esquema impressiona: apenas uma das empresas envolvidas faturou mais de R$ 1 bilhão em 2024. Os recursos eram lavados por meio da compra de criptomoedas, créditos de carbono e até exportações de alimentos de Boa Vista (RR) para a Venezuela. Operação Com a operação deflagrada hoje, além das prisões e buscas, a Justiça autorizou também medidas de sequestro de valores ligados à quadrilha.
PF deflagra a Operação Zargun para desarticular braço político e financeiro de organização criminosa
Na manhã desta quarta-feira, 3/9, a Polícia Federal deflagrou a Operação Zargun com o objetivo de desarticular uma organização criminosa ligada à cúpula de uma das maiores facções do Brasil, especializada no tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de capitais. Trata-se de uma ação conjunta entre PF, MPF, MPRJ e PCERJ – por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (FICCO/RJ). Na ação de hoje, os policiais cumprem 18 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal e Estadual. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região também determinou o sequestro de bens e valores dos investigados, totalizando R$ 40 milhões, além do afastamento de agentes públicos, suspensão de atividades de empresas utilizadas para lavagem de dinheiro e transferência emergencial de lideranças da facção para presídios federais de segurança máxima. As investigações identificaram um esquema de corrupção envolvendo a liderança da facção no Complexo do Alemão e agentes políticos e públicos, incluindo um delegado da PF, policiais militares, ex-secretário municipal e estadual e um deputado estadual empossado em 2024. A organização infiltrava-se na administração pública para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas, além de importar armas do Paraguai e equipamentos antidrone da China, revendidos até para facções rivais. A operação integra os esforços da Operação Redentor 2, voltada à implementação das diretrizes do STF no âmbito da ADPF 635, com foco na ampliação dos recursos humanos e materiais destinados ao combate à criminalidade violenta no estado do Rio de Janeiro. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de armas e drogas, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
PF e Polícia da Irlanda combatem tráfico internacional de pessoas e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal, deflagrou nesta quarta-feira (3/9) a Operação Cassandra, para desarticular uma organização criminosa transnacional envolvida em crimes de tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, rufianismo, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro nacional e crimes tributários. A ação é realizada em cooperação internacional com a EUROPOL e a Garda National Protective Services Bureau, da Irlanda, que simultaneamente deflagrou a Operation Rhyolite, voltada a apurar crimes praticados pelo mesmo grupo criminoso naquele país. No Brasil, foram mobilizados 120 policiais federais e 7 servidores da Receita Federal, para dar cumprimento a 5 mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso. Além dos mandados, a Justiça Federal também decretou 13 medidas restritivas de direitos As investigações apontam que o grupo criminoso atua desde 2017, sendo especializado no tráfico internacional de mulheres para exploração sexual, exercendo rígido controle sobre as vítimas. Até o momento, foram identificadas cerca de 70 mulheres exploradas. Para ocultar e usufruir os altos ganhos ilegais, o grupo criminoso empregava diferentes mecanismos de lavagem de dinheiro, fraudes documentais e crimes financeiros. Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, rufianismo, lavagem de dinheiro, falsidade documental, crimes contra o sistema financeiro nacional e crimes contra a ordem tributária. Relação das Cidades com Mandados de Prisão (MPP) e Mandados de Busca e apreensão (MBA) no Brasil: Santa Catarina Florianópolis: 7 MBA e 1 MPP São José: 7 MBA e 3 MPP Camboriú: 1 MBA e 1 MPP Biguaçu: 2 MBA e 1 MPP Palhoça: 5 MBA São Paulo São Paulo: 1 MBA Franca: 1 MBA Baruerí: 1 MBA Rio de Janeiro Rio de Janeiro: 2 MBA e 1 MPP Paraná Curitiba: 1 MBA Mato Grosso Cuiabá: 1 MBA Minas Gerais Belo Horizonte: 1 MBA
Regionalização da saúde mental: MS expande rede de atendimento e projeta salto histórico em cobertura
Mato Grosso do Sul está promovendo uma expansão histórica na RAPS (Rede de Atenção Psicossocial), com crescimento passando de 33 CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) em 2022 para 40 unidades em 2025 — incluindo a recente habilitação do CAPS de Amambai — e previsão de 56 unidades até 2029. A meta é ampliar a cobertura de saúde mental para 69 municípios, alcançando 87% do território estadual. O motor dessa transformação é o novo PAR (Plano de Ação Regional), apresentado durante a 388ª reunião ordinária da CIB (Comissão Intergestores Bipartite) e aprovado por meio da Resolução CIB/SES nº 864, de 29 de agosto de 2025. Elaborado pela Gerência de Atenção Psicossocial, o plano estabelece a regionalização como eixo estruturante da RAPS, permitindo que municípios de pequeno porte se unam em arranjos regionais para habilitar serviços e acessar recursos federais e estaduais. “Com a regionalização, conseguiremos atender 13 municípios de pequeno porte que, sozinhos, não teriam condições de habilitar serviços. Esse modelo garantirá que todas as regiões do estado sejam contempladas”, destacou Carolina Andréa Palácios, gerente de Atenção Psicossocial. A superintendente de Atenção à Saúde, Angélica Cristina Segatto Congro, reforça que o PAR de 2025 será um divisor de águas: “Ele descentralizará os serviços, fortalecerá a rede de atenção e levará cuidado para municípios que historicamente não tinham acesso a esses dispositivos”, adianta. Serviços pactuados e articulação interinstitucional A construção do plano envolveu a Superintendência de Atenção à Saúde, a Coordenação de Áreas Temáticas e Saúde Mental e a Gerência de Atenção Psicossocial, em parceria com gestores e técnicos municipais. A promotora de Justiça Daniela Guiotti, do Núcleo da Saúde do MPMS, também atuou na articulação junto aos municípios, reforçando o compromisso intersetorial com a saúde mental. Entre os serviços pactuados estão: 17 novos CAPS, 3 CAPS regionalizados, 2 novos Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) regionais, 2 SRT municipais e 1 Unidade de Acolhimento Adulto (UA-A) municipal. A expansão foi viabilizada por uma resolução estadual estratégica que instituiu a regionalização como política oficial da RAPS. Essa medida garante contrapartida do governo estadual e viabiliza a implantação e manutenção dos serviços pactuados, mesmo em localidades com baixa densidade populacional. Segundo o Quadro 6 da Resolução CIB 2, os recursos são distribuídos de forma tripartite — federal, estadual e municipal — com valores expressivos: CAPS AD III podem receber até R$ 159 mil mensais, enquanto os Serviços Residenciais Terapêuticos regionais contam com cotas únicas de implantação de até R$ 100 mil. Essa engenharia financeira foi essencial para democratizar o acesso ao cuidado em saúde mental em todo o estado. “A atualização do PAR reforça a regionalização como eixo estruturante da RAPS. Nosso objetivo será ampliar o acesso, reduzir desigualdades entre municípios e assegurar que a expansão ocorra de forma planejada, técnica e pactuada com os gestores locais”, afirma Arielle Jheniffer dos Reis, coordenadora de Áreas Temáticas e Saúde Mental da SES. Danúbia Burema, Comunicação SES
MS oferece 1.250 bolsas de estudo para alunos e professores com pesquisas no Ensino Médio
Com foco no fomento à ciência, tecnologia e inovação, 1.250 bolsas de estudo são oferecidas em Mato Grosso do sul para estudantes e professores do Ensino Médio ou Técnico Integrado que estejam vinculados a escolas públicas estaduais ou federais sul-mato-grossenses. As bolsas fazem parte do Pictec (Programa de Iniciação Científica e Tecnológica), iniciativa da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia). Ligada à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a Fundect prorrogou para até 26 de setembro o prazo de inscrições no Pictec, que está em sua quinta edição. O programa começou em 2021 e já beneficiou mais de 2,4 mil estudantes e professores em 500 projetos de pesquisa em todas as regiões do Estado. Nesta edição, o investimento previsto é de R$ 7,2 milhões, com a oferta 1 mil bolsas de R$ 400 para estudantes e 250 bolsas de R$ 800 para professores-orientadores. Os recursos são pagos aos participantes por 12 meses. Entre os objetivos do programa estão o fortalecimento da ciência, a aproximação do conhecimento científico à educação básica, além de possibilitar que estudantes possam despertar vocações. Submissão Podem se inscrever no projeto os professores da Rede Estadual de Ensino, do Colégio Militar e do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). Eles devem submeter propostas no sistema SigFundect, nas áreas de Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Energias Renováveis, Biodiversidade, Saúde Animal, Saúde Humana e Tecnologias Sociais e Assistivas. A submissão das propostas deve ser feita exclusivamente pelos professores, até às 17h do dia 26 de setembro de 2025. As principais exigências do edital são: O edital completo da seleção está disponível no site www.fundect.ms.gov.br. Após a aprovação do projeto, o professor poderá indicar até quatro alunos bolsistas, devidamente matriculados em cursos de Ensino Médio ou Técnico Integrado da instituição. O resultado final está previsto para dezembro e as bolsas terão vigência de abril de 2026 a março de 2027. Comunicação Fundect
Aquidauana sediará a 2ª etapa regional dos Jogos Abertos de Mato Grosso do Sul 2025
A cidade de Aquidauana será palco da segunda etapa regional dos JAMS (Jogos Abertos de Mato Grosso do Sul) entre os dias 5 e 7 de setembro. A cerimônia oficial de abertura está marcada para o dia 5, às 18h, no Ginásio Poliesportivo José Campelo, em Aquidauana. A competição reunirá cerca de 324 atletas, representando os municípios de Anastácio, Aquidauana, Bela Vista, Corumbá e Jardim, nas modalidades de basquetebol, futsal, handebol e voleibol. Realizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer) e da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), o evento ganhou um novo formato em 2025. Pela primeira vez, os JAMS contam com seis fases regionais antes da etapa final, ampliando o calendário e garantindo maior participação de equipes da categoria adulta. Antes, os jogos eram disputados em uma única fase, com número reduzido de vagas, o que limitava o acesso de diversos municípios. Agora, com a regionalização, cada etapa classifica seus campeões para a fase final, tornando o torneio mais democrático e representativo. De acordo com o diretor-geral dos JAMS, Leandro Ferreira da Fonseca, também diretor de Gestão de Políticas de Excelência e Capacitação Esportiva da Fundesporte, a mudança fortalece a integração regional. “O novo formato aproxima os municípios e estimula uma rivalidade saudável. Em 2023, cada modalidade teve apenas oito equipes, o que deixou muitas cidades de fora. Agora, os campeões regionais garantem vaga na grande final”, destacou. A fase decisiva dos JAMS 2025 contará com os campeões de cada regional, além da cidade-sede e de uma equipe representante de Campo Grande. As próximas etapas regionais serão realizadas em Paranaíba, Maracaju, Coxim e Naviraí. No total, 43 municípios estão inscritos nas disputas deste ano. O boletim oficial da competição traz a programação completa, tabelas e resultados. Boletim 1 – JAMS Aquidauana A primeira etapa dos Jogos Abertos de Mato Grosso do Sul, foi realizada em Ponta Porã entre os dias 15 e 17 de agosto nas modalidades de basquetebol, handebol, futsal e voleibol nas categorias masculino e feminino. Classificados Basquetebol feminino – Ponta Porã Basquetebol masculino – Ponta Porã Handebol feminino – Ponta Porã Handebol masculino – Ponta Porã Futsal feminino – Antônio João Futsal masculino – Aral Moreira Voleibol feminino – Ponta Porã Voleibol masculino – Aral Moreira Bel Manvailer, Comunicação Setesc








