O policial do Batalhão de Choque, Fábio André Hoffmeister Ramires, preso durante a deflagração da operação nesta terça-feira (9), pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), em Terenos, foi transferido por ‘inconveniência’. A transferência foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (10), um dia depois da operação, que teve também como alvo o prefeito de Terenos, Henrique Budke (PSDB). “Transferir, por inconveniência da permanência na OPM, o 3º SGT QPPM FABIO ANDRE HOFFMEISTER RAMIRES, do BPMChoque / CPE / Campo Grande-MS, para o Comando-Geral / Diretoria de Gestão do Presídio Militar Estadual (DGPME) / Campo Grande-MS, com base no inciso III, art 20 do Decreto 1.093/81”. A decisão foi assinada pela subcomandante Neyde Nunes Barbosa Centurião. A prisão do sargento se deu por mandado de prisão preventiva assinado pelo desembargador Jairo Roberto de Quadros. A acusação é financiar, constituir ou integrar organização criminosa. Conforme informações públicas oficiais, Fábio entrou nos quadros da PM como aluno-bolsista, em outubro de 2008. Atualmente, tem remuneração de R$ 9.319,13, conforme o Portal da Transparência do Governo de MS. Na ação, o prefeito Henrique Budke (PSDB) foi preso, apontado como o chefe da organização criminosa. No total, foram cumpridos 16 mandados de prisão. Segundo as investigações, o esquema envolveu fraudes que superam os R$ 15 milhões. Entre os presos, estão: Arnaldo Santiago, Sansão Inácio Rezende, Nadia Mendonça Lopes, Orlei Figueiredo Lopes, Genilton da Silva Moreira, Eduardo Schoier, Fernando Seiji Alves Kurose, Henrique Wancura Budke, Hander Luiz Corrêa Chaves, Fábio André Hoffmeister Ramires, Sandro José Bortoloto e Valdecir Batista Alves. Ligação com Terenos Antes de ingressar nos quadros da PM, Hoffmeister já tinha afinidade com obras. Em 2007, chegou a trabalhar como ‘mestre’ na Belter Construções Ltda. Inclusive, naquela época, também representava a empresa em contratos públicos. As ligações com Terenos se aprofundam a partir de sua esposa, Jucelia, que afirma em suas redes sociais ser natural da cidade do interior. Datada de 1993, a Tercam já teria tido sede em Terenos, mas foi transferida para Campo Grande depois. Consta nos dados da Receita Federal que a empreiteira recebeu aporte de R$ 300 mil do casal, o chamado capital social. Mesmo lotado em Campo Grande, Fábio mantém ligações com o município centro do escândalo. Em outubro de 2022, o PM é iniciado na Grande Loja Maçônica de Mato Grosso do Sul, unidade de Terenos. Midiamax
Polícia Civil incinera aproximadamente 12 toneladas de drogas em Campo Grande
Na manhã desta quarta-feira (10), em trabalho que finaliza todo o trâmite do combate ao tráfico de drogas, a Polícia Civil, por intermédio da DENAR (Delegacia Especializada na Repressão ao Narcotráfico), realizou a incineração de entorpecentes em Campo Grande. Ao todo foram queimados 12 toneladas de maconha e 373 kg de cocaína. A incineração faz parte de um trabalho rotineiro executado pela Delegacia Especializada. As drogas são provenientes de apreensões de todas as forças de segurança do município. Como prescreve a Lei de Drogas (Lei 11.343/06), estiveram presentes ao ato de incineração o Delegado Titular da DENAR, Hoffman D’Avila Candido e com toda equipe da Delegacia Especializada; a Promotora de Justiça Daniele Borguetti Zampieri De Oliveira, Peritos Oficiais do IALF e Fiscais da Vigilância Sanitária.
Operação Vaga Zero cumpre mandados contra desvios milionários no transporte da saúde em MS
O Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso Do Sul, por intermédio da 7ª Promotoria de Justiça da Comarca de Três Lagoas, deflagraram em conjunto, na manhã desta quarta-feira (10), a 2ª fase da Operação Vaga Zero para o cumprimento de 5 mandados de busca e apreensão em investigação que apura crimes de organização criminosa, peculato-desvio e contratação direta ilegal envolvendo a Secretaria Municipal de Saúde de Selvíria. As ordens judiciais, expedidas pelo Poder Judiciário, foram cumpridas na sede da Secretaria Municipal de Saúde, no Centro de Especialidades Médicas (CEM) e em residências de servidores públicos e particulares investigados. As diligências têm por objetivo coletar provas relativas a contratos administrativos firmados a partir de 2022, por inexigibilidade de licitação, para a prestação de serviços médicos de sobreaviso e transporte intermunicipal de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em situações de urgência e emergência. Conforme elementos já levantados, há indícios de superfaturamento de valores e de pagamento por serviços não prestados, com fixação de quantitativos de transferências muito acima da realidade local. A apuração identificou dois contratos consecutivos, ambos no valor aproximado de R$ 1,45 milhões cada, com objetos semelhantes e cláusulas que, segundo os levantamentos, apresentam sobrepreço e fragilidade na execução. Um dos contratos foi firmado com uma empresa que, segundo diligência em campo realizada pelo DRACCO, sequer funcionaria de fato: no endereço informado como sede, há apenas uma construção em andamento, sem qualquer atividade empresarial compatível com o serviço contratado. A investigação apura, também, a possível utilização de empresas de fachada e vínculos ocultos entre gestores públicos e prestadores de serviço. Entre os alvos estão servidores que ocupavam – à época dos fatos – cargos de direção e fiscalização na área de saúde, e foram afastados em recente Operação Deflagrada pela Polícia Federal, além de médicos vinculados ao Município. A operação integra um conjunto de medidas cautelares destinadas a estancar eventuais danos ao erário e assegurar a continuidade da apuração, que permanece sob sigilo para preservação das provas e da efetividade das diligências. A operação foi desencadeada pelo DRACCO e pelo MP de Três Lagoas, contando com apoio da DRP de Três Lagoas, através das equipes do SIG.
Câmara cria Frente Parlamentar pela construção de novo prédio do Hospital da Vida
A Câmara Municipal de Dourados oficializou, na noite de terça-feira (09), a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Construção do Novo Prédio do Hospital da Vida, composta pelos vereadores Marcelo Mourão (presidente), Franklin Schmalz (vice-presidente) e Ana Paula Benitez Fernandes (secretária). A iniciativa reuniu parlamentares, representantes da sociedade civil, especialistas da área da saúde e entidades de classe, que destacaram a urgência de uma nova estrutura hospitalar para atender Dourados e toda a região sul de Mato Grosso do Sul. Propositor da Frente Parlamentar, o vereador Marcelo Mourão ressaltou que o atual prédio do Hospital da Vida, construído na década de 1970, está obsoleto e não atende mais às necessidades da população. “Precisamos plantar a boa semente e hoje a gente está fazendo isso. O nosso hospital municipal precisa de um prédio novo. Não adianta colocar móvel novo numa casa que tem goteira. Está na hora de conversar sobre isso e construir um prédio adequado para a nossa cidade. A frente é um grupo de trabalho aberto: todos podem participar – usuários do SUS, prefeitos da região, lideranças políticas e entidades. Ninguém está excluído”, afirmou. Mourão destacou ainda que o grupo elaborou uma carta coletiva convidando o prefeito de Dourados, Marçal Filho, a integrar a frente de trabalho. “É um gesto simbólico, mas muito importante, mostrando que queremos ajudar a viabilizar esse sonho coletivo”, completou. O arquiteto Anderson Molina se colocou à disposição para elaborar um projeto de construção. Segundo ele, o maior desafio será pensar em uma estrutura de longo prazo. “O hospital não pode ser construído para atender Dourados apenas por cinco ou dez anos. É preciso projetar algo que sirva para os próximos 30 ou 50 anos, considerando o crescimento da cidade e as exigências técnicas da saúde. Ainda é cedo para falar em valores, mas sabemos que será um investimento de grande porte.” Apoio do Ministério da Saúde O superintendente estadual do Ministério da Saúde, Ronaldo de Souza Costa, afirmou que a União tem sido parceira de Dourados, citando entregas recentes como o Centro de Especialidades, Centro de Diagnóstico e o SAMU Indígena. “Esperamos que essa frente traga soluções definitivas para os leitos hospitalares da região. O SUS deve garantir integralidade, universalidade e equidade. O governo federal está aberto a discutir investimentos, tanto em construção quanto em custeio, mas é preciso organizar a rede para que a produção de serviços corresponda aos recursos já aplicados. O SUS precisa ser fortalecido como sistema público e estatal”, destacou. Desafios diários O médico Dr. Majid Mohamad, que atua no Hospital da Vida, relatou as dificuldades enfrentadas diariamente. “A estrutura está precária. Faltam insumos básicos, como compressas para cirurgias. Muitas vezes, precisamos usar a criatividade para não deixar um paciente sem atendimento. Isso frustra os profissionais e prejudica os pacientes. Apoio essa iniciativa porque ela é, acima de tudo, pelo bem-estar da população.” A enfermeira Jociane de Souza Marques, que trabalha no Hospital da Vida desde 2011, reforçou a importância da nova estrutura. “O Hospital da Vida é referência para Dourados e outros 33 municípios, atendendo pacientes críticos de toda a região. Precisamos de um espaço adequado, baseado em dados e planejamento, para dar condições dignas de trabalho e atendimento. A estrutura atual não comporta mais essa demanda.” Participação de entidades e lideranças Representando o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Dourados (CODED), Ronaldo Ramos defendeu o fim de reformas paliativas. “É hora de parar com puxadinhos. A cidade precisa de uma nova estrutura, pensada para atender a população de forma duradoura. O CODED estará junto nessa luta.” Já Jonathan Willian Silva, ouvidor do SUS e do Conselho Municipal de Saúde, destacou o anseio da comunidade. “O que a população pede é um ambiente acolhedor, que dê dignidade aos pacientes e profissionais. Esse hospital não pode ser só um sonho, precisa se tornar realidade.” A OAB Dourados/Itaporã, representada pela advogada Diva Maria Valente, também se somou ao movimento. “É um projeto ousado e necessário. Precisamos de um prédio novo, não apenas de reformas. A OAB é parceira e estará presente nas próximas discussões.” O superintendente do Hospital Universitário da UFGD/Ebserh, Hermeto Paschoalick, ressaltou a importância do Hospital da Vida como campo de prática e de atendimento emergencial. “Hoje, se alguém sofre um acidente grave, o melhor lugar para estar é no Hospital da Vida, porque lá estão profissionais experientes e capacitados. Mas eles merecem uma estrutura adequada. Em nome da UFGD e da Ebserh, reafirmo nosso compromisso de colaborar com esse processo.” O vereador Franklin Schmalz, vice-presidente da Frente, lembrou que o novo hospital será resultado de disputas e de prioridades. “Precisamos envolver a sociedade e evitar erros do passado, como a destinação de recursos para uma maternidade que não era prioridade. Esse debate precisa ser amplo, técnico e participativo. Nosso mandato está à disposição para ajudar a construir esse projeto e buscar os recursos necessários.” Próximos passos Ao final da sessão, os vereadores e representantes presentes assinaram, junto com o público, o documento de criação da Frente Parlamentar e o pedido oficial de construção de um novo prédio para o Hospital da Vida, que será encaminhado ao prefeito de Dourados, Marçal Filho. Segundo Marcelo Mourão, a mobilização marca o início de um esforço conjunto entre o poder público, profissionais da saúde, entidades e sociedade civil para transformar em realidade uma demanda histórica: um hospital moderno e estruturado para atender Dourados e toda a região sul do estado.
Potência Verde: ações de preservação e sustentabilidade de Mato Grosso do Sul são destaques nacionais
As ações do Governo de Mato Grosso do Sul voltadas à preservação do Pantanal e a agenda MS Carbono Neutro 2030 foram apresentadas pelo secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia), durante o CNN Talks – Potência Verde, realizado segunda-feira (8) em São Paulo (SP). O debate reuniu autoridades, especialistas e lideranças do agronegócio para debater temas ligados à agricultura regenerativa, bioenergia e clima em preparação para a COP30, que acontece em novembro, em Belém (PA). O secretário de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez, também participou do evento. Segundo Verruck, Mato Grosso do Sul se consolidou como referência nacional e internacional na conservação do Pantanal ao adotar medidas estruturantes em conjunto com produtores, comunidades tradicionais e o Governo Federal. Entre as ações, estão a criação de uma lei estadual específica para o bioma, a implantação do Fundo Clima Pantanal e o primeiro programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), com mais de R$ 30 milhões destinados a produtores que optam por manter áreas nativas preservadas. “O Pantanal tem hoje 81,3% da vegetação nativa preservada, e isso é resultado de um processo coletivo que envolveu 97% do território privado. Criamos instrumentos como o manejo integrado do fogo, já transformado em lei federal, e lançamos iniciativas inovadoras, como créditos de carbono e de biodiversidade. Essa construção coletiva garante que o Pantanal continue sendo um patrimônio único do Brasil e do mundo”, afirmou o secretário. Carbono Neutro 2030 Jaime Verruck também apresentou os avanços da estratégia MS Carbono Neutro 2030, que prevê tornar Mato Grosso do Sul o primeiro estado brasileiro a neutralizar suas emissões de carbono. O programa inclui iniciativas como a rastreabilidade da produção de carne carbono neutro, em parceria com a Embrapa e a Marfrig, a expansão da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que já alcança mais de 3 milhões de hectares, e investimentos superiores a R$ 1 bilhão em projetos de biometano para descarbonização do transporte. “Estamos construindo políticas públicas sólidas que envolvem tanto o setor produtivo quanto a indústria. Hoje, mais de 500 empresas estão cadastradas no sistema Carbon Control, que exige o balanço de carbono das atividades licenciadas no Estado. Essa é uma ação que valoriza nossa produção e dá competitividade ao Mato Grosso do Sul no cenário global”, ressaltou. O secretário chamou atenção para a necessidade de melhorar a forma como o Brasil apresenta suas iniciativas ambientais no cenário internacional. “Temos muito conteúdo e ações consistentes, mas ainda falamos para nós mesmos. Falta uma modelagem de comunicação capaz de demonstrar ao mundo que o Brasil já faz, de forma sustentável, aquilo que muitas vezes é questionado lá fora. Essa dificuldade de traduzir nossas práticas acaba gerando compreensões distorcidas sobre o agronegócio brasileiro”, avaliou Verruck. Reconhecimento nacional O trabalho desenvolvido por Mato Grosso do Sul também recebeu destaque no evento. O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, elogiou a política de PSA implementada pelo Governo do Estado. “Não dá mais para o produtor rural, que preserva 220 milhões de hectares em área privada no Brasil, não receber nada por isso. Mato Grosso do Sul está quebrando esse paradigma. O Estado é craque [por conta da remuneração oferecida ao produtor para abrir mão do direito de desmatar e preservar a vegetação nativa]”, afirmou Piai, que preside o Conseagri (Conselho Nacional de Secretários de Agricultura). O CNN Talks também marcou a estreia da série ‘Rota Bioceânica’, produzida pela emissora, que acompanha os avanços do corredor logístico que vai ligar o Brasil ao Oceano Pacífico, reduzindo em até 30% o custo de frete e 17 dias no tempo de transporte para a Ásia. Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc
SES apresenta soluções para saúde no interior e reforça parceria regional entre municípios
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) participou, na última semana, da II Conferência do Comitê Regional de Hospitais, na Costa Leste do Estado, com contribuições decisivas para aprimorar o atendimento hospitalar nas regiões de interior, incluindo regiões de fronteira e áreas vulneráveis de Mato Grosso do Sul. Representando a Secretaria, o médico João Ricardo Tognini e a superintendente de Gestão Estratégica, Maria Angélica Benetasso, apresentaram abordagens complementares sobre os desafios da saúde no interior e na fronteira, reforçando a importância da regionalização e da pactuação interfederativa. Em sua palestra “Urgência e Emergência na Fronteira e Interior: Garantia de Acesso e Equidade”, João Ricardo reforçou que a regulação precisa estar centrada no paciente — e não apenas na vaga. “A regulação precisa ser centrada na pessoa. É preciso contar com leitos disponíveis, mas, sobretudo, com uma avaliação clínica qualificada sobre quem realmente necessita deles. O paciente não é um número: é uma urgência concreta que exige decisão médica responsável”, afirmou. Isso significa que a regulação deixa de priorizar apenas a vaga disponível e passa a ser guiada pela avaliação clínica, garantindo que cada paciente seja encaminhado ao serviço mais adequado, no momento certo. Na prática Além da regulação, ele apresentou projetos em andamento pela SES que buscam melhorar a resolutividade dos serviços. “Esses protocolos são ferramentas que fortalecem a atuação dos profissionais da ponta. Quando o médico sabe o que fazer, com segurança e respaldo técnico, o paciente é atendido mais rápido e com mais qualidade”, ressaltou. Entre eles: * Protocolo cardiológico de fibrinólise para IAMCSST (Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST), que permite iniciar o tratamento ainda na unidade de origem, reduzindo riscos e tempo de espera. * Fluxos clínicos padronizados para apendicite, colelitíase e pneumonia comunitária, que organizam o atendimento e evitam encaminhamentos desnecessários. Ele também destacou a necessidade de redes assistenciais adaptadas à realidade dos municípios menores. “As cidades pequenas têm demandas reais e precisam de soluções próprias. A regionalização é o caminho para isso”, enfatizou. Regionalização Na sequência da programação, a superintendente de Gestão Estratégica da SES, Maria Angélica Benetasso, ministrou a palestra “Regionalização da Saúde e Pactuação Interfederativa: Caminhos para a Efetividade”. Com base no PDR 2024 (Plano Diretor de Regionalização) e nas diretrizes do Programa Estadual de Incentivo Hospitalar, ela explicou como a regionalização organiza os serviços de saúde em níveis hierárquicos, respeitando a capacidade de cada hospital e garantindo o uso adequado da rede. “A pactuação entre municípios e Estado é o que torna possível um SUS que funciona. Quando todos trabalham juntos, o cuidado chega onde precisa, com dignidade e eficiência”, destacou. Entre os pontos trazidos por Maria Angélica estiveram a classificação dos hospitais, que organiza as unidades por complexidade e perfil assistencial, direcionando cada paciente ao atendimento mais adequado; o planejamento integrado entre União, Estado e municípios, que garante a distribuição eficiente de recursos e serviços; o financiamento sustentável e a gestão participativa, que asseguram recursos e decisões alinhados às necessidades da população; e o uso de tecnologia e inovação, como telemedicina e sistemas digitais, que ampliam o acesso e tornam a rede hospitalar mais eficiente. O evento reuniu gestores, profissionais de saúde e autoridades locais, e também contou com apresentações culturais, como a da Banda Marcial Cristo Redentor, criando um ambiente de troca, aprendizado e construção coletiva. Danúbia Burema, Comunicação SES
Com foco na economia e geração de empregos, Governo de MS reforça apoio ao setor varejista do Estado
O governador Eduardo Riedel participou nesta terça-feira (09) da abertura do SuperAMAS 2025, feira de negócios voltada para as novidades do comércio varejista de gêneros alimentícios no Estado. Durante evento destacou o apoio ao segmento que gera empregos e contribuição para economia regional. “A busca pelo crescimento do Estado passa pela parceria com o setor privado, ninguém faz nada sozinho. Sempre estamos atrás de resultados positivos, em uma ação conjunta com a sociedade. Temos que agradecer aos empresários que acreditam no Mato Grosso do Sul e ajudam a alavancar nossa economia. Nós vamos lutar até o final para não aumentar um real de imposto para garantir competitividade para o Estado”, afirmou o governador. Riedel aproveitou a agenda para elogiar a estrutura e potencial do evento. “A SuperAMAS é o reflexo do que se tornou o setor. Não apenas na sua complexidade, mas na sua força e pujança. Um dos maiores geradores de empregos no Estado, trazendo sempre novidades e um ambiente agradável ao cliente. Isto é fruto da modernidade do segmento. Muito feliz por ver uma feira deste porte”. Realizado pela AMAS (Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados) e Sindsuper (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios), o evento é produzido no formato de congresso começando nesta terça-feira (9) e seguindo até quinta (11). Ele reúne as principais empresas do varejo de alimentos e seus fornecedores. “Estamos muito orgulhosos de estar realizarmos esta edição de 2025, que já é um sucesso. Cada nova edição recebemos o desafio de torná-la cada vez melhor, trazendo inovações, novidades e oportunidades de muito conhecimento. Temos que agradecer nossos expositores e patrocinadores, que mais uma vez acreditaram neste projeto. Este é um setor que gera empregos e bem-estar para sociedade, em um segmento cada vez mais forte”, afirmou o presidente da AMAS, Denyson Prado. A feira está na 32° edição e vai contar com aa presença de varejistas dos ramos de supermercados, hipermercados, atacarejos, mercearias, minimercados, bares e restaurantes, hotéis, padarias, laticínios e doces, açougues e peixaria, perfumaria e higiene, bebidas, tabacarias e conveniências, além do setor de hortifruti e outros produtos alimentícios. A programação inclui palestras e painéis com empresários renomados do Estado, que ajudaram e contribuem para o desenvolvimento do setor. Também haverá visitas técnicas para os associados e outras ações voltadas ao segmento. O evento realizado no Bosque Expo, em Campo Grande, tem a parceria do Governo ddo, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Fundada em 1981, a AMAS é uma entidade que representa o setor de supermercados em todo o Estado de Mato Grosso do Sul. Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
PRF constrói em Dourados a maior delegacia do Brasil
Dourados ganhará, a partir do próximo mês, a maior e mais moderna delegacia da Polícia Rodoviária Federal do Brasil. A obra, iniciada em março de 2024 em um terreno de 1 hectare doado pela Prefeitura de Dourados, localizado nos fundos do Estádio Douradão, tem conclusão prevista para outubro, quando a corporação se muda para o novo prédio. A inauguração oficial está marcada para acontecer em novembro, com a presença do alto comando da PRF, autoridades federais, estaduais e municipais. O investimento total na obra foi de R$ 7,5 milhões, provenientes de emendas da bancada federal e executados por meio de licitação do Governo Federal. A responsável pela obra é a construtora JP Engenharia, com sede em Dourados e que tem se destacado pela execução rápida dos projetos. A nova delegacia da Polícia Rodoviária Federal, por exemplo, foi construída em apenas um ano e meio, tempo muito inferior a maioria das obras públicas que se arrastam por anos, ignorando os prazos de conclusão. O prédio terá 1.220 metros quadrados de área construída e abrigará setores administrativo e de inteligência, núcleo tático, alojamentos masculino e feminino, academia, auditório com capacidade para 104 cadeiras, amplo estacionamento, área de treinamento e até heliponto. Com a nova estrutura, a Delegacia Especializada de Fronteira, já reconhecida nacionalmente pelo trabalho na segurança pública e por números recordes de apreensões, se consolidará como centro de referência e de troca de conhecimento com outras forças policiais. Segundo o chefe da PRF em Dourados, inspetor Waldir Brasil, a nova sede potencializará o papel estratégico do município. “Essa obra vem agregar a todo trabalho que já está sendo feito”, enfatizou. “Dourados tem uma importância estratégica, e com a nova sede da Especializada, agentes de segurança de outras Unidades da Federação virão até nossa cidade para conhecer e entender o policiamento de fronteira, além, é claro, de receber treinamento especializado”, destacou. Atualmente, a PRF funciona em um prédio alugado, no Jardim Rasslem, que já não comporta a demanda de um dos maiores grupamentos operacionais do país. Somente em 2025, a unidade já apreendeu 109 toneladas de maconha, 1,5 tonelada de cocaína, recuperou 88 veículos provenientes de roubo e furto e retirou de circulação 1 milhão de pacotes de cigarros contrabandeados. A PRF atua de forma integrada com outras forças de segurança em pontos estratégicos das rodovias que cortam o estado, corredores do tráfico de drogas e contrabando. Com a entrega da nova sede, Dourados se fortalece ainda mais como um dos principais pontos de combate ao crime organizado e de proteção das fronteiras do Brasil. “Essa obra é fruto da parceria da Polícia Rodoviária Federal com a Prefeitura de Dourados e o Governo Federal, que liberou os recursos assegurados por emendas federais”, explica Waldir Brasil.
MPMS investiga falhas graves em novo sistema de regulação de saúde em Dourados e risco de prejuízos à população
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 10ª Promotoria de Justiça de Dourados, instaurou um procedimento administrativo para acompanhar a substituição do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg) pelo Complexo Regulador Estadual (Core) na Macrorregião de Saúde de Dourados. De acordo com o Promotor de Justiça Amílcar Araújo Carneiro Júnior, a medida foi motivada por denúncias anônimas recebidas pela Ouvidoria do MPMS, que apontaram lentidão, falhas técnicas e insegurança no sistema Core, além de prejuízos à população em razão da transição. Segundo os relatos, o Sisreg é mais rápido, prático e seguro, com integração nacional e constante evolução, enquanto o Core apresenta dificuldades operacionais mesmo após uma década de implantação. Durante visita técnica realizada em abril de 2025 à Central de Regulação de Dourados, o MPMS constatou diversas fragilidades no sistema. Foi identificado que o Core exige a inserção manual de mais de 56 mil pacientes já cadastrados no Sisreg, o que pode alterar a ordem de atendimento nas filas. Além disso, houve perda de autonomia local, pois a regulação passou a ser feita pela Central de Campo Grande, dificultando a gestão regional. O sistema também não permite a inclusão de procedimentos sem código Sigtap, como ultrassons específicos e videonasofibroscopia, e não possibilita a correção de erros de CID sem que seja necessário negar a solicitação e reinserir os dados. Foram ainda identificadas falhas na integração, com perda de registros entre 2017 e 2019, e constatado que o Core está desconectado da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), ao contrário do Sisreg, que será substituído pelo e-SUS Regulação, sistema oficial do Ministério da Saúde. O MPMS requisitou esclarecimentos à Secretaria Municipal de Saúde e ao Conselho Municipal de Saúde, mas, até o momento, não houve resposta conclusiva. A Prefeitura informou que a adoção do Core foi determinada pela Secretaria de Estado de Saúde, que também foi oficiada para prestar informações. Diante da ausência de justificativas técnicas e da inércia dos órgãos responsáveis, o MPMS decidiu evoluir a notícia de fato para um procedimento administrativo, com o objetivo de acompanhar a viabilidade, os impactos e a legalidade da substituição do sistema de regulação, garantindo o direito à saúde e a eficiência na gestão pública. O MPMS reforça que o direito à saúde é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal, e que qualquer mudança nos sistemas de regulação deve preservar a transparência, a equidade e a qualidade no atendimento à população.








