O Governo de Mato Grosso do Sul se reuniu na tarde desta terça-feira (18) com 49 prefeitos para discutir as diretrizes e os próximos passos do programa MS Ativo Municipalismo 2. O encontro teve como foco o fortalecimento da parceria entre Estado e municípios, com a finalidade de ampliar demandas locais e prioridades para 2026. Durante o encontro, foram debatidas possibilidades de avanço em setores como infraestrutura urbana e expansão da capacidade de atendimento à saúde. Os gestores municipais ressaltaram a importância do diálogo direto com o governo estadual, destacando que o modelo de municipalismo adotado pelo Estado busca acelerar entregas e melhorar a qualidade de vida nas cidades sul-mato-grossenses. O governador Eduardo Riedel afirmou que o Estado manterá a cooperação ativa com as prefeituras e reforçou que o municipalismo seguirá como pilar da gestão. “Nosso compromisso é garantir previsibilidade para que cada município possa planejar, executar e entregar mais à população. O ‘MS Ativo Municipalismo 2’ nasce justamente da escuta, da transparência e da construção conjunta com os prefeitos. Seguiremos lado a lado, compartilhando responsabilidades e resultados”, declarou. Riedel ainda salientou que o MS Ativo 1 representa um investimento total de R$ 1,5 bilhão por parte do Estado, dos quais R$ 1 bilhão já foi executado. Os R$ 500 milhões restantes serão aplicados no início do próximo ano, em paralelo ao MS Ativo 2, que prevê mais R$ 1 bilhão em recursos. Dessa forma, 2026 começa com a conclusão do MS Ativo 1 e o início da execução do MS Ativo 2. O Governo reafirmou o compromisso de manter o planejamento conjunto, garantindo previsibilidade aos municípios e ampliando a transparência na execução das obras e ações previstas. O objetivo é que o MS Ativo Municipalismo 2 consolide uma nova etapa de desenvolvimento regional, com foco em resultados práticos, eficiência administrativa e integração entre Estado e prefeituras. O presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli, reforçou que o encontro aprofunda a pactuação entre Estado e municípios, especialmente diante do cenário econômico. Segundo ele, os debates incluíram a análise do andamento do MS Ativo 1 e do MS Ativo 2, além das perspectivas de execução e repasses previstos para 2026. “O MS Ativo 1 ainda terá repasses no ano que vem, e o MS Ativo 2 também terá 60% executado em 2026. Existem municípios com 70% do MS Ativo 1 executado, outros com 50%. O importante dizer é que vamos concluir o MS Ativo 1 dentro do cronograma e do orçamento e, ao mesmo tempo, avançar no MS Ativo 2”, esclareceu Tomazelli. A reunião, que contou com a participação e explicações dos secretários Maurício Simões (Saúde), Rodrigo Perez (Governo e Gestão Estratégica), Guilherme Alcântara (Seilog), Walter Carneiro (Casa Civil) e do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, encerrou-se com a pactuação de novas agendas técnicas. Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Executivo e Legislativo discutem mudanças para acelerar execução e ampliar impacto das emendas
O Governo do Mato Grosso do Sul, por meio da Casa Civil, apresentou nesta terça-feira (18) o novo cronograma para execução das emendas parlamentares do exercício de 2026. A reunião, realizada no Plenarinho da Assembleia Legislativa, reuniu deputados estaduais e representantes das equipes técnicas, com o objetivo de alinhar etapas, antecipar prazos e garantir maior eficiência na liberação dos recursos — especialmente diante das restrições impostas pelo calendário eleitoral. O planejamento prevê que os parlamentares realizem as indicações de 1º a 20 de dezembro. Após análises preliminares e técnicas, os beneficiários deverão registrar os planos de trabalho entre 26 de janeiro e 28 de fevereiro. A análise final desses documentos ocorrerá até 30 de abril. A meta do governo é efetuar o pagamento das emendas aptas até o dia 8 de maio, antes do período crítico de limitações eleitorais. Segundo a Casa Civil, o objetivo é concluir a execução ainda na primeira etapa. As indicações que não avançarem dentro do prazo terão uma segunda fase de tramitação, com pagamentos remanescentes programados para 4 de julho — exclusivamente para municípios, na modalidade fundo a fundo e custeio da saúde. “Nós já havíamos discutido esse cronograma juntamente com a Mesa Diretora da Assembleia, e hoje o deputado presidente Gerson trouxe o tema para o plenário, permitindo que todos os parlamentares contribuíssem com adequações, sugestões e propostas. Esse diálogo é permanente, é constante, e é exatamente o que nos permite evoluir a cada ano para melhor atender as demandas dos deputados e, principalmente, da população do Mato Grosso do Sul”, explicou o secretário de Estado da Casa Civil, Walter Carneiro Junior. Durante a reunião, técnicos reforçaram que um dos principais entraves do processo continua sendo a capacidade de execução dos beneficiários, sobretudo entidades com dificuldades estruturais para elaborar planos de trabalho. O Governo recomendou que os deputados avaliem esse fator no momento das indicações, a fim de evitar atrasos. Os parlamentares também aproveitaram o encontro para discutir ajustes no valor mínimo das emendas destinadas às áreas de Educação e Assistência Social, atualmente fixado em R$ 50 mil. Os deputados sugeriram a redução do piso, permitindo que os recursos sejam fracionados e alcancem mais escolas e instituições. A sugestão é que o limite para essas áreas seja de até R$ 500 mil por parlamentar. “O que buscamos hoje, com transparência e parceria, é garantir que todo esse recurso seja aplicado da melhor forma, dentro do prazo e com o máximo de efetividade. Seguiremos trabalhando ao lado da Assembleia Legislativa para aprimorar o processo e assegurar que as emendas cumpram seu papel nos municípios”, finalizou. A Casa Civil informou que as propostas serão analisadas tecnicamente junto às secretarias responsáveis, uma vez que valores menores geram maior volume de processos e exigem estrutura compatível para tramitação. O vice-governador destacou que o diálogo permanente entre Executivo e Legislativo tem ampliado a eficiência das políticas públicas e reconheceu a relevância das emendas parlamentares para os municípios. “Nos últimos anos, o valor destinado a cada deputado aumentou de R$ 1,5 milhão para R$ 4 milhões, reforçando o compromisso do Governo com o fortalecimento da atuação legislativa”, ressaltou. O encontro também foi marcado por elogios ao trabalho técnico das equipes envolvidas, que vêm aprimorando o fluxo operacional e contribuindo para elevar a taxa de execução das emendas, que no ano passado superou 70%. O Governo do Estado reiterou que continuará trabalhando para agilizar processos e garantir a máxima execução das emendas dentro dos prazos, atendendo às demandas dos parlamentares e das comunidades beneficiadas. Principais inovações As principais inovações são resultados do diálogo constante entre o Executivo e o Legislativo e reafirmam o esforço do Governo do Estado em aprimorar a execução das emendas, garantindo mais eficiência, transparência e impacto real para Mato Grosso do Sul. “Os principais ajustes definidos para o próximo exercício são três: a antecipação do início do cronograma para 1º de dezembro de 2025; o incremento de R$ 500 mil na cota parlamentar, exclusivamente para a saúde; e a elevação de 50% para 75% do percentual mínimo que deve ser destinado à saúde na modalidade fundo a fundo – custeio. São medidas que dão mais agilidade, fortalecem a saúde pública e aprimoram a execução das emendas”, explicou o superintendente das Emendas Parlamentares Estaduais e Federais, Édio Viegas. CRONOGRAMA 2026 – EMENDAS ESTADUAIS Beatricce Bruno, Comunicação Casa Civil
DOF apreende mais de 1,1 tonelada de maconha em Ponta Porã
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, nesta terça-feira (18), na MS-164, em Ponta Porã, um veículo GM Prisma carregado com 1.154 quilos de maconha. A equipe realizava patrulhamento pela rodovia, na zona rural do município, quando cruzou com o automóvel em alta velocidade, no sentido contrário. Os militares retornaram para realizar a abordagem, momento em que o condutor abandonou o veículo e fugiu a pé em direção a uma área de mata. Diligências foram realizadas, porém nenhum suspeito foi localizado. No interior do carro foram encontrados diversos tabletes de maconha. O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 2,4 milhões, foi encaminhado à Defron (Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados.
Coleta de lixo e farmácia do PAM mantém atendimentos no feriado prolongado
Na quinta-feira (20) é feriado nacional pelo Dia da Consciência Negra e, diante da determinação do prefeito Marçal Filho de alternar a comemoração do Dia do Servidor Público – que oficialmente é no dia 28 de outubro – para a sexta-feira, 21 de novembro, alguns serviços públicos não funcionarão nestas datas. Apesar do feriadão prolongado, alguns serviços serão mantidos normalmente, como a coleta de lixo e a Farmácia Municipal do Posto de Atendimento Médico (PAM). As Unidades Básicas de Saúde (UBS) estarão fechadas nos dias (20 e 21) e retomam o atendimento no dia 24. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Hospital da Vida (HV) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) mantém os serviços. A Farmácia do PAM, seguirá aberta, na quinta, sexta, sábado e domingo, das 07h às 17h. A coleta de lixo funciona normalmente durante esta semana. Os ecopontos não abrem na quinta-feira (20) e retomam os serviços a partir da sexta-feira (21). A limpeza pública da cidade para somente na quinta-feira (20) e será retomada na sexta-feira (21). A Secretaria de Assistência Social mantém a Casa da Acolhida sem interrupção nos serviços prestados à população vulnerável durante o feriado prolongado, bem como o plantão funeral prestado pela Pasta funcionará normalmente. O Hemosul estará fechado para doações de sangue e cadastro de medula óssea e retoma o atendimento na segunda-feira (24). O local abastece unidades de saúde de toda a região e necessita com urgência da doação de todos os tipos sanguíneos, em especial o O+, O-, B- e B+. O comércio poderá abrir normalmente no dia 20 de novembro, conforme acordo coletivo assinado durante convenção coletiva de trabalho. As agências bancárias não terão atendimento ao público no dia 20 de novembro e reabrem no dia 21 de novembro.
Valor Bruto da Produção Agropecuária de Mato Grosso do Sul cresce 23,6% e atinge R$ 76,3 bilhões
Mato Grosso do Sul deverá encerrar o ano com o valor da produção agropecuária superando R$ 76,3 bilhões, conforme a Carta de Conjuntura da Agropecuária, divulgada segunda-feira (17) pela Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Segundo o levantamento, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Estado deve crescer 23,68% em relação a setembro de 2024, quando somava R$ 61,7 bilhões. Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul mantém a 7ª posição no ranking nacional, respondendo por 5,42% do VBP do Brasil. Na composição da renda, a agricultura segue líder, representando 63,83% do VBP estadual — equivalente a R$ 48,71 bilhões, um avanço de 19,54% em comparação a 2024. A pecuária responde por 36,16% do valor total, com R$ 27,60 bilhões, crescimento de 31,71% na comparação anual. Entre os produtos, os destaques do VBP estadual são: soja 34,48%; bovinos 26,76%; milho 14,42%; cana-de-açúcar 11,63%; frango 4,38%; suínos 3,77% e outros com 9,56%. Produção agrícola em 2025 A pesquisa também aponta avanço na produção agrícola estimada para 2025, que deve atingir 76,93 milhões de toneladas, aumento de 2,27% em relação a outubro de 2024. A área colhida deve totalizar 7,56 milhões de hectares, alta de 5,58% no mesmo comparativo. Desse total, 24,74 milhões de toneladas correspondem a cereais, leguminosas e oleaginosas. Até outubro de 2025, foram colhidos 7,56 milhões de hectares, também representando alta de 5,58% frente ao ano anterior. Entre os maiores aumentos de produção estão: amendoim (1ª safra) 276%; sorgo 72% e arroz 42%. O sorgo é um dos destaques entre as culturas, com crescimento de quase 64% nesta safra saindo de 84 mil para 137,8 mil hectares. O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, frisou a importância da diversificação da matriz da produção. “Investimos na diversificação de culturas com a inserção de espécies como o amendoim e o sorgo, que hoje figuram como destaque na agropecuária estadual”, salientou. Pecuária O boletim aponta ajustes na produção pecuária. O maior crescimento ocorreu no rebanho de aves, que chegou a 125 milhões de cabeças, alta de 13,13%. Na sequência vem o bicho-da-seda, com 20 milhões de cabeças (+0,84%), além de outras categorias do setor, que somaram crescimento de 98,53%. Emprego no setor agropecuário Em setembro, o setor agropecuário registrou 100.125 trabalhadores empregados. O subsetor de Agricultura, Pecuária e Serviços Relacionados concentrou 83.194 desses trabalhadores (83,09% do total). O salário médio de admissão ficou em R$ 2.282,02. Entre janeiro de 2020 e outubro de 2025, o emprego no agro em MS cresceu 33,23%. Verruck destacou que os números reforçam a força e a organização da agropecuária sul-mato-grossense. “O crescimento expressivo do VBP e da produção agrícola e pecuária mostra que Mato Grosso do Sul permanece em trajetória sólida de expansão. Esse resultado é fruto direto do esforço dos produtores, da adoção de tecnologias e, principalmente, das políticas públicas implementadas pelo Governo do Estado. Trabalhamos para garantir segurança jurídica, infraestrutura, logística e incentivos que permitem ao setor crescer com sustentabilidade. Os dados comprovam que nosso planejamento está no caminho certo e que o agro segue sendo o grande motor do desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul.”, comentou. Confira o boletim completo aqui Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Mato Grosso do Sul prepara serviços para oferta da vacina contra bronquiolite a gestantes pelo SUS
Mato Grosso do Sul está com toda a rede de saúde estruturada para iniciar a vacinação contra a bronquiolite em grávidas a partir de 28 semanas de gestação. O imunizante que passará a ser disponibilizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) deve chegar ainda neste mês aos estados. Serão 1,8 milhão de doses distribuídas para todo o País como forma de combater o VSR (Vírus Sincicial Respiratório), que responde por 60% das pneumonias em crianças menores de 2 anos. A SES (Secretaria de Estado de Saúde) concluiu o treinamento das equipes, alinhou fluxos com os municípios e equipes das UBS (Unidades Básicas de Saúde) que iniciarão a aplicação assim que o Ministério da Saúde entregar as vacinas. Ainda não há confirmação do quantitativo por estado, mas a expectativa é que 100% do público-alvo de gestantes a partir da 28ª semana recebam uma dose do imunizante. “O alinhamento prévio com as equipes municipais permite que toda a rede opere com fluxo definido, garantindo segurança e eficiência na distribuição e aplicação. A rede está organizada para garantir que cada gestante receba a dose no tempo certo”, afirma a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone. Capacitação Durante a web-reunião realizada na última semana com coordenadores municipais de imunização, a SES repassou todas as orientações oficiais do informe técnico, garantindo que o início da campanha ocorra de forma padronizada em todo o Estado. Na ocasião, todos os municípios receberam informações acerca do fluxo de atendimento das gestantes, a importância da verificação da idade gestacional a partir de 28 semanas, a organização das salas de vacinação, o registro adequado das doses e a priorização do atendimento no pré-natal. As equipes também alinharam detalhes sobre triagem, acolhimento e padronização dos procedimentos, garantindo que a campanha comece de forma segura e uniforme em todo o Estado. Segundo o gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, MS está preparado para iniciar quando as doses chegarem. “Concluímos a capacitação dos municípios, revisamos todo o informe técnico e estruturamos a metodologia de aplicação. O Estado está plenamente preparado. Essa vacinação será determinante para reduzir internações e complicações por bronquiolite no início da vida”, ressaltou. Por que a vacina é essencial para prevenir bronquiolite? A proteção contra o VSR é considerada estratégica porque o vírus é a principal causa de bronquiolite e pneumonia em bebês — doenças que podem levar à internação e, em casos mais graves, à necessidade de suporte respiratório. A vacinação durante a gestação possibilita que os anticorpos passem para o bebê pela placenta, garantindo proteção desde o nascimento, período em que a criança é mais vulnerável a infecções respiratórias. Esse efeito é especialmente importante nos primeiros meses de vida, quando o bebê ainda não pode receber diretamente outros imunizantes contra o VSR. Além disso, ao vacinar gestantes, a estratégia nacional reduz o risco de surtos sazonais, diminui a carga sobre as emergências pediátricas e evita agravamentos que são comuns no pico de circulação do vírus. A recomendação é que a dose seja aplicada a partir da 28ª semana, garantindo a máxima transferência de anticorpos e proteção contínua até o nascimento. Danúbia Burema, Comunicação SES
Prefeitura é parceira da Unigran em ação que arrecada água e leite para vítimas de Rio Bonito
A Prefeitura de Dourados é parceira de uma nova mobilização de solidariedade destinada às famílias de Rio Bonito do Iguaçu (PR), que foram recentemente devastadas por um tornado. O esforço humanitário se desdobra em duas frentes de arrecadação e a mais nova iniciativa é a campanha “Um Natal de Esperança”, lançada pelo Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran) na noite desta segunda-feira (17). A campanha foca na arrecadação de itens de primeira necessidade: água e leite longa-vida. O lançamento foi marcado pela presença da mantenedora da Unigran, Cecília Zauith, a primeira-dama de Dourados, Patrícia Leite, as secretárias municipais Shirley Zarpelon (Assistência Social) e Gizelly Amaral (Esportes), o reitor Renato de Aguiar Lima, e a presidente da OAB Dourados/Itaporã, Edna Bonelli, além de representantes da Sicredi Centro Sul MS/BA e outras instituições. Em seu discurso, a primeira-dama, Patrícia Leite, destacou o significado do gesto neste período. “Este é um momento de dar acalento e amor”, enfatizou. “O final do ano pede solidariedade e cada litro de leite, cada garrafa de água, farão uma enorme diferença para as famílias que perderam tanto com o tornado”, prosseguiu. “Dourados mostra, mais uma vez, sua força e generosidade, abraçando essa causa e levando um pouco de esperança e amparo a quem mais precisa”, completou a primeira-dama. Esta nova ação se soma à campanha já em andamento, “SOS – Juntos por Rio Bonito do Iguaçu”, liderada pela 4ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Dourados/Itaporã, na qual a Prefeitura e diversas outras entidades também são parceiras, com arrecadação de outros itens essenciais como alimentos não perecíveis e fraldas. O objetivo das campanhas é arrecadar mantimentos para apoiar as pessoas vítimas da catástrofe que atingiu o município paranaense no último dia 7. As arrecadações seguem até o dia 25 de novembro, próxima terça-feira, e tem pontos de coleta espalhados estrategicamente por Dourados para facilitar a participação de toda a comunidade: Unigran, OAB, Corpo de Bombeiros, Parque dos Ipês, Câmara Municipal e Unifron.
Moraes vota por absolver general e condenar mais 9 réus do núcleo 3
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (18) pela condenação de mais nove réus do núcleo 3 das trama golpista liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, mas votou pela absolvição do militar de maior patente entre os acusados, o general Estavam Teóphilo. Os acusados são conhecidos como “kids-pretos”, militares que integraram o grupamento de forças especiais do Exército. Pelo voto de Moraes, dois dos réus devem responder por crimes mais leves, o coronel Márcio Nunes de Resende Júnior e o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior. Ambos devem ser condenados por incitação à animosidade das Forças Armadas e associação criminosa, segundo o ministro. Os demais – seis militares e um policial federal – devem ser condenados pelos cinco crimes aos quais foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR): organização criminosa armada, golpe de Estado, ataque violento ao Estado Democrático de Direito, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração do patrimônio tombado. O julgamento ocorre em sessão extraordinária da Primeira Turma do Supremo. Como relator, Moraes é o primeiro a votar no caso. Ainda devem votar no julgamento os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. A sessão foi suspensa para almoço. O núcleo 3 foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de praticar “ações táticas” para o golpe. Entre os atos praticados, segundo a denúncia, estão a disseminação de notícias falsas sobre as eleições, a pressão ao alto comando das Forças Armadas para aderirem ao complô e a ida efetiva a campo para monitorar e matar autoridades vistas como adversárias, incluindo o próprio Moraes, o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e seu vice, Geraldo Alckmin. “Está comprovado que houve esse planejamento e houve o ato executório. Só não se consumou [o plano de assassinato] por circunstâncias alheias à vontade [do grupo]”, afirmou Moraes. O ministro mencionou, por exemplo, a operação Copa 2022, um dos planejamentos golpistas apreendidos na investigação. Assassinatos Foram apresentadas ainda provas como a localização dos réus, obtidas por meio do acionamento de antenas de telefonia celular, e conversas no aplicativo de mensagem Signal, no que parece ser uma interação entre agentes já em campo para assassinar os alvos. O ministro frisou que ele próprio só não foi morto por causa de uma ordem para abortar a missão, em um recuo de última hora de Bolsonaro, que não havia conseguido, no mesmo dia, a adesão do comandante do Exército ao complô. Outro documento anexado ao processo é o plano Punhal Verde e Amarelo, igualmente apreendido pela PF, que previa o emprego “de armamento pesado” nas missões para matar autoridades, enfatizou Moraes. O ministro mostrou relatório da PF detalhando o material bélico apreendido na operação Tempus Verictatis, incluindo explosivos e armas e munições de grosso calibre. “Não há nenhuma dúvida de que isso seria usado em uma tentativa de golpe de Estado”, afirmou Moraes. No caso de Lula, “o plano de morte previa outra abordagem, como o envenenamento ou remédio que induzisse o colapso orgânico”, destacou o ministro. O presidente eleito estaria sendo monitorado por um dos policiais federais designados para sua equipe de segurança. Ditadura Em outro momento, ao comentar a chamada Operação Luneta, um terceiro plano golpista que foi encontrado pela PF, dessa vez mais amplo e conjuntural, Moraes afirmou ser “uma verdadeira ditadura o que [os réus] pretendiam com o apoio das Forças Armadas”. O ministro Flávio Dino disse que os passos previstos nesse plano de golpe se assemelham aos acontecimentos do golpe civil-militar de 1964. “Restrição à atuação do Supremo Tribunal, censura à imprensa, proibição de manifestações, prisão de opositores. É quase como uma adaptação do roteiro que se deu a partir de 1964 no Brasil”, observou. Absolvição e crimes mais brandos No caso dos réus Ronald Ferreira de Araújo Júnior e Márcio Nunes de Resende Júnior, tenente-coronel e coronel do Exército, respectivamente, Moraes votou para descaracterização dos crimes imputados pela procuradoria, afirmando não haver provas suficientes de que eles de fato faziam parte da organização criminosa que tentou o golpe. Os dois foram acusados de pressionar superiores hierárquicos a aderirem à trama golpista, mas as provas contra eles demonstram apenas que encaminharam mensagens pontuais. No caso do general Estevam Teóphilo, o ministro também disse não haver provas suficientes de que ele de fato participou do complô golpista. Moraes aplicou o princípio do in dubio pro reo, segundo o qual o réu deve ser absolvido em caso de dúvida razoável. Réus As defesas dos réus negaram a participação de cada um na trama golpista, e atacaram o trabalho da PF, que não teria investigado provas claras sobre a inocência de seus clientes. Saiba quem são os réus do Núcleo 3: Bernardo Romão Correia Neto (tenente-coronel) Estevam Theóphilo (general); Fabrício Moreira de Bastos (coronel); Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel); Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel); Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel); Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel); Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel); Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel); Wladimir Matos Soares (policial federal). Outros núcleos Até o momento, o STF já condenou 15 réus pela trama golpista. São sete condenados do Núcleo 4 e mais oito acusados que pertencem ao Núcleo 1, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O grupo 2 será julgado a partir de 9 de dezembro. O núcleo 5 é formado pelo empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora dos Estados Unidos, e não há previsão para o julgamento. Agência Brasil
Diretor de hospital e vereadores são alvos de operação na Operação Dirty Pix
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio de investigação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC/MPMS) em apoio à 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, deflagrou na manhã desta terça-feira, 18 de novembro de 2025, a “Operação Dirty Pix”, tendo como objetivo o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão, nos Municípios de Sidrolândia e Manaus (AM). A operação conta com o apoio operacional dos Grupos Especiais de Repressão ao Crime Organizado (GAECOs) deste Estado e do Estado do Amazonas. A vice-prefeita de Sidrolândia, Cristina Fiúza (MDB), e o ex-presidente do Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Breurer, foram presos nesta terça-feira (18) durante a Operação Dirty Pix, do Gecoc/MPMS (Grupo Especial de Combate à Corrupção, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul). Os dois eram alvos de mandados de busca e apreensão. Porém, agentes encontraram na casa de Cristina uma quantidade ainda não contabilizada de maconha, mas suficiente apenas para uso pessoal. Já na residência de Jacob, foi encontrada uma arma sem registro. Os dois foram conduzidos para a Delegacia de Polícia de Sidrolândia. A investigação identificou o desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos destinados ao Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa. O valor foi repassado pelo Governo do Estado à prefeitura de Sidrolândia para a compra de um aparelho de ressonância magnética e um autoclave hospitalar. Porém, parte dessa verba foi desviada pela direção do hospital e pela empresa fornecedora, a Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos (CNPJ 20.820.379/0001-93). A empresa ainda teria pago vantagens indevidas a vereadores. Os pagamentos eram feitos por meio de transferências Pix diretamente ou por meio de terceiros aos parlamentares e ao então presidente do hospital, Jacob Breure. São alvos da operação: O cumprimento dos mandados decorre de decisão judicial proferida no bojo de procedimento que apura os crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro.








