Em 15 de janeiro de 2026, a Polícia Civil, por meio a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON), no âmbito de diligências investigativas voltadas ao combate ao tráfico de drogas na região de fronteira, realizou a prisão em flagrante de um indivíduo suspeito de envolvimento com o comércio de entorpecentes e posse irregular de arma de fogo de uso permitido, crimes previstos no art. 33 da Lei nº 11.343/06 e no art. 12 da Lei nº 10.826/03. A operação teve início após informações de que o suspeito, já conhecido nos meios policiais por ocorrências anteriores, estaria utilizando sua residência para a negociação de grandes quantidades de entorpecentes, em especial cocaína, além de realizar vendas diretas a usuários que se deslocavam até o local para adquirir drogas. A equipe policial iniciou o monitoramento do imóvel e verificou a chegada de dois indivíduos, ambos com antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas. Durante a abordagem, um dos indivíduos tentou fugir e danificou seu aparelho celular, comportamento que reforçou as suspeitas de flagrante delito no local. Durante as buscas na residência, foram encontradas 11 porções de cocaína, totalizando 52 gramas, escondidas em um sofá e acondicionadas em uma luva infantil, além de 7 gramas de crack, localizadas em uma meia infantil. No mesmo terreno, foi apreendida uma arma de fogo do tipo revólver calibre .32, que, segundo testemunhas, havia sido ocultada pelo suspeito antes de fugir do local. Após a fuga inicial, o suspeito foi localizado em uma chácara próxima ao Anel Viário Norte, onde foi abordado e preso em flagrante. Durante revista pessoal, foram encontrados 15 gramas de cocaína em seu bolso. O indivíduo foi informado sobre seus direitos constitucionais e conduzido à DEFRON para a formalização da prisão em flagrante. As investigações prosseguirão para a tentativa de localização de outros comparsas e outras cargas de entorpecentes que poderiam estar sendo negociadas pelo grupo. A Polícia Civil reafirma seu compromisso no combate ao tráfico de drogas e demais crimes na faixa de fronteira, destacando a importância da colaboração da sociedade por meio de denúncias anônimas.
Polícia Civil prende homem em flagrante por tentativa de homicídio, após ter esfaqueado desfeto pelas costas em Dourados
Nesta quinta-feira, 15 de janeiro, a Polícia Civil, por meio dos policiais do Setor de Investigação Geral/Núcleo Regional de Inteligência – SIG/NRI de Dourados efetuaram a prisão em flagrante de M.A.G, 23 anos, após esse ter praticado uma tentativa de homicídio contra L.F.S., 23 anos, mediante golpes de facas nas costas. De acordo com a investigação, o autor estava enviando mensagens indesejadas para a namorada da vítima, que decidiu ir até sua residência tirar satisfações. Chegando ao local, os dois iniciaram uma discussão, e o autor partiu para cima da vítima com uma faca de aproximadamente 20cm de lâmina, golpeando-a pelas costas. Após ser atingida, a vítima ainda conseguiu fugir e solicitar a presença da Polícia Militar, que atendeu o local e acionou o Samu. O atingido foi conduzido à ala vermelha da emergência do Hospital da Vida em estado gravíssimo, tendo em vista a lesão causada pelo golpe. Diante da informação recebida, a equipe policial diligenciou e localizou o autor em uma residência no Jardim Monte Líbano, onde a faca ensanguentada também foi localizada. Ele confessou ter sido o autor do crime, foi detido e foi conduzido à sede do SIG para os procedimentos criminais cabíveis, onde foi autuado em flagrante.
Deputado Zé Teixeira solicita recuperação da “Quarta Linha” na MS-147
Nesta semana, o deputado estadual Zé Teixeira encaminhou um ofício ao diretor-presidente da Agesul, Mauro Azambuja, e ao secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, solicitando intervenções emergenciais na rodovia MS-147. O foco da reivindicação é o trecho conhecido como “Quarta Linha”, que liga o Distrito de Culturama, em Fátima do Sul, ao trevo do município de Vicentina. A iniciativa do parlamentar atende a um pedido formalizado pelo secretário distrital de Culturama, Arlindo Santana de Lima. Segundo o documento apresentado pelo deputado, a via apresenta um estado de conservação crítico, com buracos profundos, desníveis acentuados e um desgaste severo do pavimento asfáltico, o que coloca em risco a vida de motoristas e passageiros que trafegam pela região. A MS-147 é considerada uma artéria vital para o desenvolvimento regional. O trecho da Quarta Linha suporta um fluxo intenso de veículos pesados, sendo a principal rota para o transporte da produção agrícola e de insumos da agropecuária. “O asfalto está totalmente deteriorado, o que tem causado prejuízos financeiros aos usuários e, mais grave ainda, elevado o risco de acidentes. É fundamental que o Estado garanta a segurança nesta via”, pontuou o deputado.
Dourados avança em saneamento e saúde com pacote histórico de obras e investimentos
Na companhia de lideranças locais e regionais, o governador em exercício José Carlos Barbosa, o Barbosinha, protagonizou em Dourados uma agenda marcada por entregas concretas e novos compromissos que reforçam o saneamento básico e a estrutura de saúde do município. O conjunto de ações consolida um dos maiores volumes de investimentos recentes em água, esgoto e assistência hospitalar, com impacto direto na qualidade de vida da população. Entre as obras concluídas pela Sanesul está a execução de 37 mil metros de rede de distribuição de água no bairro Campo Belo, com 220 ligações domiciliares, investimento de R$ 3.2 milhões que amplia o acesso à água tratada e fortalece a infraestrutura urbana. Também foi entregue o novo almoxarifado, a guarita e a urbanização da sede da Regional da Sanesul, obra de R$ 2,1 milhões que moderniza a estrutura operacional da companhia no município. “A Sanesul tem um papel decisivo no desenvolvimento do Mato Grosso do Sul. Ao longo dessa caminhada, o saneamento esteve presente de forma firme e estruturante em todos os municípios que visitamos, porque só quem entende de saúde pública sabe o valor que esse investimento tem. Obras de saneamento são caras, muitas vezes invisíveis depois de prontas, mas salvam vidas.Em Dourados, por exemplo, saímos de menos de 20% de coleta e tratamento de esgoto para cerca de 90%. Isso exigiu coragem, planejamento e muito trabalho da Sanesul, com substituição de redes antigas, ampliação do sistema e investimentos que transformaram a realidade da cidade. Hoje, avançamos para a universalização, colocando Dourados em um patamar diferenciado no cenário nacional”, disse Barbosinha. Na área de produção e tratamento de água, foram realizadas melhorias na Estação de Tratamento de Água (ETA) do GEDEO, com adequação do sistema de guarda-corpo, reforma da torre de aplicação química e regularização do sistema de drenagem, totalizando R$ 1,8 milhão em investimentos. Outro avanço estratégico foi a reabilitação do poço tubular profundo DOU-021, no valor de R$ 1,4 milhão, assegurando maior segurança hídrica para Dourados. O esgotamento sanitário também recebeu atenção especial. A ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Laranja Doce elevou a capacidade em 40 litros por segundo, com melhorias de eficiência que chegam a 80 litros por segundo, em uma obra de R$ 23,2 milhões. Para atender o Hospital Regional, foi concluída a construção de uma estação elevatória de esgoto bruto, além de 3 mil metros de linha de recalque e 445 metros de rede coletora, com investimento de R$ 2,1 milhões. Outras frentes importantes incluem a execução de 11 mil metros de rede coletora de esgoto, 422 ligações domiciliares, construção de 1,1 mil metros de coletor no trecho Indaiá–Olinda, 1,8 mil metros de coletor tronco no Jardim Clímax e a implantação de uma elevatória de esgoto bruto no bairro Nações. As obras, somam R$ 2,2 milhões. No campo da eficiência e do planejamento para o crescimento urbano, foram concluídos os serviços de engenharia voltados ao atendimento do crescimento vegetativo da rede de distribuição de água, ligações domiciliares e redução de perdas, com investimento expressivo de R$ 32,7 milhões, reforçando o compromisso com a universalização do saneamento. Além das entregas, a agenda marcou a assinatura de duas ordens de início de serviço que ampliam ainda mais a cobertura de esgoto em Dourados. A primeira autoriza a execução de 31,7 mil metros de rede coletora e 1.247 ligações domiciliares nos bairros Altos do Indaiá e Santa Fé, no valor de R$ 8,7 milhões. A segunda contempla 36 mil metros de rede e 1.253 ligações domiciliares nos bairros Mônaco e Sitiocas, investimento de R$ 8,2 milhões. Além disso, o governador em exercício inaugurou a ampliação e reforma do escritório da Sanesul em Vila Vargas. A agenda foi concluída com uma supervisão técnica e a entrega de equipamentos ao Hospital da Vida, às 11 horas, na Vila Planalto. O aporte de R$ 3 milhões, realizado pela Secretaria de Saúde, inclui 48 camas hospitalares elétricas, 21 macas, 15 ventiladores pulmonares, oito eletrocardiógrafos portáteis, três perfuradores ósseos, dois eletrocardiógrafos Ritmus com cardio, dois aparelhos de ultrassonografia, duas mesas cirúrgicas elétricas, um arco cirúrgico, um aparelho de raio-X fixo e um móvel. O conjunto de obras e entregas reforça a integração entre saneamento básico e saúde pública, projeta Dourados para um novo patamar de infraestrutura urbana e consolida investimentos estruturantes que impactam diretamente o presente e o futuro da cidade. Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Teste do pezinho ampliado entra em funcionamento em MS
Desde 1º de janeiro, o teste do pezinho ampliado passou a ser ofertado em Mato Grosso do Sul pelo SUS, ampliando a detecção de mais de 40 doenças em recém-nascidos e fortalecendo a triagem neonatal no Estado. O exame integra o Programa Estadual de Triagem Neonatal, vinculado ao Projeto Bem Nascer MS, e representa um avanço na política de diagnóstico precoce e cuidado integral à saúde infantil. Com a ampliação, o Estado supera o modelo anterior, que possibilitava a identificação de apenas sete doenças. Principais avanços do teste do pezinho ampliado em MS: Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, a efetivação do teste reforça o compromisso do Governo do Estado com a primeira infância. “Estamos garantindo acesso gratuito a um exame fundamental, que permite identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida, assegurando tratamento oportuno e melhores perspectivas para as crianças e suas famílias”, destacou Maymone. A coleta do exame deve ser realizada, preferencialmente, entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê, período considerado ideal para a identificação precoce de alterações. Entre as doenças rastreadas estão a atrofia muscular espinhal (AME), imunodeficiências primárias, galactosemias e diversos distúrbios metabólicos. Segundo a gerente de Atenção à Saúde da Criança da SES, Cristiana Schulz, o diagnóstico precoce é determinante para a efetividade do cuidado. “Com o teste do pezinho ampliado, é possível iniciar o tratamento antes mesmo do surgimento dos sintomas, garantindo mais qualidade de vida e, em muitos casos, evitando complicações graves”, explicou Cristiana. As análises das amostras são realizadas pelo IPED/APAE de Campo Grande, laboratório de referência habilitado pelo Ministério da Saúde, que também oferece acompanhamento multiprofissional às crianças diagnosticadas. Como acessar o teste do pezinho ampliado: A coordenadora técnica da instituição, Josaine Palmieri, destaca que a ampliação fortalece a rede de cuidado no Estado. “Em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e o Governo do Estado, passamos a realizar o teste do pezinho ampliado, aumentando a prevenção, o diagnóstico precoce e o cuidado às crianças em todo o Mato Grosso do Sul”, afirmou Josaine. Atualmente, cerca de 3 mil testes do pezinho são realizados mensalmente em Mato Grosso do Sul, atendendo os 79 municípios. Para as famílias, a ampliação representa mais segurança e tranquilidade desde os primeiros dias de vida. Mãe da recém-nascida Mariana, de três dias, Ana Cláudia Araújo destacou a importância da iniciativa. “Essa ampliação faz toda a diferença para nós, mães, porque amplia o cuidado e traz mais segurança ao permitir um diagnóstico mais completo desde o início”, relatou. A avó da bebê Antonela, Alessandra Azambuja, também ressaltou o impacto positivo da iniciativa. “Hoje conseguimos acessar pelo SUS um exame muito mais completo, que antes só era possível no particular, com um custo alto. Isso significa mais prevenção, mais acesso e mais tranquilidade para as famílias”, afirmou. André Lima, Comunicação SES
Com forte demanda do campo, FCO teve recorde de financiamentos no Estado em 2025
O FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste) injetou R$ 3,240 bilhões em Mato Grosso do Sul no ano passado. O volume é recorde e teve forte demanda do setor rural, que concentrou 75% dos recursos disponibilizados, bem acima da média verificada em anos anteriores quando a distribuição ficava em torno de 60% para o FCO Rural e 40% para a linha FCO Empresarial. O repasse inicial da Sudeco (Superintendência para o Desenvolvimento do Centro-Oeste) a Mato Grosso do Sul foi de R$ 2,7 bilhões, porém com o aumento da demanda o valor foi sendo reajustado a maior até atingir R$ 3,2 bilhões. Na avaliação do secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Rogério Beretta, dois fatores podem ter contribuído para afastar o empresariado do financiamento: a taxa de juros, que acabou sendo maior devido ao aumento da Selic, e incertezas em relação à economia do País. Força do campo A maior parte dos recursos do FCO Rural foi direcionada a projetos de pequenos e médios empresários. Eles ficaram com 72% do volume aplicado nessa linha, enquanto os demais 28% foram distribuídos entre médios e grandes produtores rurais. Beretta destaca esse caráter do FCO, que prioriza o atendimento aos pequenos empresários do campo e da cidade. “A meta é aplicar no mínimo 50% em projetos de mini e pequenos empreendedores, e isso temos feito todos os anos”, salientou. Com relação à finalidade, destacam-se a correção de solo (17,15%) e a reforma ou recuperação de pastagens (13,68%). “O que é muito importante para o Governo que tem a meta de transformar Mato Grosso do Sul em Estado Carbono Neutro até 2030”, pontuou Beretta. O combate à degradação do solo é uma das medidas prioritárias da Agropecuária visando aumentar o sequestro e a retenção de C02 e contribuir para descarbonizar as atividades. Aquisição de matrizes bovinas de corte (12,5%), implantação de sistemas de irrigação (10,59%) e a compra de máquinas e implementos agrícolas (9,65%) foram outras demandas relevantes que completam o top cinco do ranking. Beretta chama a atenção, entretanto, para os investimentos em fruticultura (8,25%) e construção de armazéns agrícolas (7%), duas áreas prioritárias do governo. “O Estado tem buscado atrair investimentos em citricultura, o governador Eduardo Riedel entende que temos potencial para sermos o novo polo produtor de laranja e suco de laranja do país considerando os problemas que o maior produtor, São Paulo, tem enfrentado em suas lavouras. Esse aporte de recursos em fruticultura é a demonstração clara de que Mato Grosso do Sul caminha rapidamente para se consolidar como importante player desse setor”, completou. Já a ampliação da capacidade de armazenamento é uma necessidade constante, na medida em que a safra agrícola tem aumentado ano após ano no Estado. Ainda há um déficit considerável, mesmo com a crescente instalação de novos complexos. Na distribuição regional, o FCO Rural contemplou projetos de todos os municípios sul-mato-grossenses em 2025, com destaque para os municípios de Paranaíba (6,64%), Bataguassu (8,58%), Dourados (6,78%), Sidrolândia (6,27%) e Paraíso das Águas (6,18%). Nesse quesito, Beretta ressalta o caráter descentralizado dos investimentos, que chega com força aos pequenos e médios municípios, levando desenvolvimento e melhoria da renda. O papel da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) também foi citado pelo secretário executivo, “na elaboração de projetos para que os pequenos produtores rurais pudessem contrair os financiamentos”. FCO Empresarial Assim como a linha Rural, o FCO Empresarial beneficiou mais os mini e pequenos empresários (52% do total), enquanto os médio-grandes e grandes empresários ficaram com 10,6% do volume liberado. Essa linha já apresenta um caráter mais centralizador no quesito da distribuição regional, tendo em vista que as grandes cidades concentram a maior parte das empresas. Dessa forma, Campo Grande foi destino de 40% dos recursos e Dourados, a maior cidade do interior, de outros 13%. A principal finalidade do FCO Empresarial foi Capital de Giro (41,15%), compra de equipamentos (21,82%), construções (13,07%), reformas (8,03%) e aquisição de veículos (6,86%). Para 2026, a Sudeco já estabeleceu orçamento de R$ 3,1 bilhões a Mato Grosso do Sul, divididos meio a meio entre as linhas FCO Rural e FCO Empresarial. Em relação ao volume disponibilizado no início do ano passado (R$ 2,7 bilhões), houve um incremento de 14% de um ano para o outro, o que demonstra a força da economia sul-mato-grossense. “No ano passado fomos o único Estado da região que precisou de novos aportes de recursos porque o valor disponibilizado foi insuficiente para atender a demanda”, afirmou. João Prestes, Comunicação Semadesc
Programa Cinturão Ortopédico da SES registra quase 2 mil atendimentos de urgência em sete meses
O Programa Cinturão Ortopédico, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), contabilizou 1.983 atendimentos de urgência em ortopedia entre junho e dezembro de 2025, ampliando o acesso a serviços especializados e fortalecendo a assistência regionalizada no Estado. No período, os atendimentos foram executados principalmente nos municípios de Aquidauana, Coxim, Ribas do Rio Pardo, Sidrolândia, Maracaju e Bataguassu, com destaque para Aquidauana, que concentrou o maior volume de procedimentos ao longo dos meses analisados. A evolução mensal dos atendimentos demonstra crescimento progressivo ao longo do segundo semestre, especialmente a partir de agosto, evidenciando a ampliação do acesso e a consolidação do fluxo assistencial do programa. Para o Secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, o Programa Cinturão Ortopédico representa um avanço concreto na regionalização da assistência em Mato Grosso do Sul. “O programa reforça o compromisso da SES em garantir atendimento ortopédico de urgência mais próximo da população, com organização da rede, uso racional dos recursos e resposta rápida às demandas dos municípios. Esses resultados demonstram que a regionalização fortalece o SUS e melhora o cuidado ao cidadão”, destacou Simões. Para a responsável pela Gestão Estratégica da SES, Maria Angélica, os dados refletem a efetividade da organização regional da assistência. “Os números demonstram a importância do Cinturão Ortopédico como estratégia de organização da rede e de resposta rápida às urgências. Ao estruturar fluxos regionais e fortalecer os serviços de referência, conseguimos reduzir deslocamentos, otimizar recursos e garantir atendimento oportuno à população”, afirmou Maria Angélica. Principais causas dos atendimentos Entre os diagnósticos mais frequentes, segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), destacam-se: Os dados evidenciam a predominância de traumas ortopédicos de membros superiores e inferiores, reforçando a importância da organização regional da assistência para atendimento ágil e especializado. Municípios solicitantes O programa atendeu solicitações de diversos municípios do Estado, com maior volume proveniente de Miranda (218), Coxim (169), Nioaque (130), Maracaju (129), Bonito (109) e Bodoquena (96), entre outros. Fortalecimento da rede O Cinturão Ortopédico integra a estratégia da SES para descentralizar o atendimento ortopédico de urgência, reduzir deslocamentos desnecessários de pacientes e fortalecer a articulação entre os municípios e os serviços de referência. André Lima, Comunicação SES
Sorgo cresce forte na safrinha de MS e vira aposta estratégica com demanda das usinas de etanol
O avanço rápido do sorgo na segunda safra em Mato Grosso do Sul mostra que a cultura deixou de ser apenas uma alternativa para momentos de aperto e passou a integrar, de forma planejada, as decisões econômicas do produtor rural. Em apenas cinco safras, a área cultivada no Estado saiu de pouco mais de 5 mil hectares para perto de 400 mil hectares, um crescimento superior a 7.700%, conforme os levantamentos do SIGA (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio), ferramenta gerida pelo Governo do Estado, por meio da Semadesc em parceria com a Aprosoja. De acordo com o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, esse movimento “não é casual, é estratégia”. Segundo ele, a leitura dos últimos dados sobre o sorgo deixa claro que o fator decisivo para a expansão da oleaginosa é o mercado, especialmente a demanda criada pelas usinas de etanol de milho instaladas no Estado. As informações do SIGA apontam que a área plantada do sorgo em Mato Grosso do Sul passou de cerca de 5 mil hectares no início dos anos 2020 para quase 400 mil hectares na safra 2024/2025. Esses dados convergem com os números da Conab e do IBGE, que mostram o fortalecimento da cultura ao longo da década, mas é o SIGA que evidencia, com mais precisão espacial e recorte por safra, a velocidade e a distribuição desse crescimento dentro do território sul-mato-grossense. A virada mais clara acontece a partir da safra 2021/2022, quando os dados do SIGA mostram o sorgo começando a ocupar áreas maiores e a ganhar escala rapidamente. Depois de ajustes naturais, a cultura volta a avançar com força na safra 2024/2025, praticamente dobrando de tamanho. Para Verruck, esse comportamento confirma que o sorgo deixou de ser uma solução pontual e passou a fazer parte do planejamento da safrinha, sobretudo em áreas com janela curta após a soja, maior risco climático e necessidade de reduzir perdas produtivas e financeiras. Na avaliação do sacretário, a consolidação das usinas de etanol de milho foi determinante para essa mudança. “Embora o sorgo sempre tenha sido conhecido pelo produtor, sua expansão era limitada pela falta de demanda estruturada. Isso mudou quando as indústrias passaram a firmar contratos de compra, garantindo previsibilidade, escala e segurança econômica”, afirma. A leitura, segundo ele, mostra a expansão contínua da área plantada a partir do momento em que o mercado passou a dar sustentação à cultura. Conforme os dados do SIGA, na safra mais recente, cerca de metade de toda a área de sorgo de segunda safra no Estado concentrou-se em dez municípios, com destaque para Ponta Porã e Maracaju, seguidos por Bonito, Bela Vista e Sidrolândia. O desenho territorial indica que o sorgo avança justamente em regiões onde o milho enfrenta maiores limitações climáticas ou de janela de plantio, funcionando como instrumento de gestão de risco. Para o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, o SIGA mostra que o sorgo vem se firmando ao longo dos anos como alternativa viável para a segunda safra. “Por ser uma cultura mais resistente às intempéries climáticas e a problemas sanitários, o sorgo se encaixa melhor em áreas marginais, onde o milho teria mais dificuldade”, explica. Beretta acrescenta que os dados do SIGA ajudam a demonstrar como a entrada das usinas de álcool de cereais mudou a lógica do plantio. Com mercado garantido, contratos de compra e estrutura de armazenagem disponíveis, entraves históricos da cultura foram superados. “Essas condições, que antes eram obstáculos, hoje dão segurança ao produtor para investir no sorgo”, avalia. No cenário nacional, as projeções indicam que o Brasil deve ultrapassar 6,6 milhões de toneladas de sorgo na safra 2025/2026, com Mato Grosso do Sul ocupando a quarta posição entre os maiores produtores, conforme levantamento da Conab divulgado em dezembro de 2025. Para o secretário Jaime Verruck, o caso do sorgo no Estado mostra que quando há mercado, contratos e visão de longo prazo, a produtividade cresce, o risco diminui e o desenvolvimento se consolida. Nesse contexto, as usinas de etanol de milho cumprem papel estratégico ao integrar produção agrícola, bioenergia e sustentabilidade, fortalecendo cadeias locais e ampliando o uso eficiente do solo. Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc
MS registra 2 casos confirmados de dengue
Mato Grosso do Sul já registrou 132 casos prováveis de Dengue, sendo 2 casos confirmados, em 2026. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 1ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta quinta-feira (15). Segundo o documento, nenhum óbito foi confirmado em decorrência da doença ou está em investigação. Vacinação Ainda conforme o boletim, 201.633 doses do imunizante já foram aplicadas na população alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses do imunizante contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses. A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade. Chikungunya Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 131 casos prováveis, sendo 2 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Até o momento, nenhum caso da doença foi confirmado em gestantes. A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município. Confira os boletins: Boletim Epidemiológico Dengue SE 01- 2026 Boletim Epidemiológico Chikungunya SE 01 – 2026 Kamilla Ratier, Comunicação SES








