O pagamento foi realizado nesta terça-feira (28) por meio do Fundo Especial de Saúde de Mato Grosso do Sul ao Fundo Municipal de Saúde de Campo Grande, responsável pela gestão do hospital, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a manutenção dos serviços hospitalares de referência do SUS (Sistema Único de Saúde). O repasse, no valor de R$ 5 milhões, corresponde à primeira de três parcelas previstas no 46º Termo Aditivo ao Convênio nº 03-A/2021, firmado entre o Governo do Estado e a instituição, com recursos oriundos de emenda de bancada e destinados ao custeio da média e alta complexidade hospitalar. Ao realizar o pagamento de forma antecipada, a SES assegura maior previsibilidade financeira à Santa Casa, fortalecendo a capacidade de planejamento e contribuindo para a continuidade dos atendimentos prestados à população de Campo Grande e de todo o Estado. Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, a medida demonstra responsabilidade com a rede hospitalar e sensibilidade diante da relevância da Santa Casa para o SUS. “Estamos garantindo suporte financeiro em um momento estratégico, o que permite à instituição manter o funcionamento dos serviços, organizar seus compromissos e seguir atendendo a população com segurança e qualidade. A Santa Casa é uma referência para Mato Grosso do Sul, e esse apoio é fundamental para a sustentabilidade da assistência”, destaca. A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, ressalta que a iniciativa faz parte de uma atuação contínua da SES para fortalecer a rede hospitalar. “Esse repasse reforça nosso compromisso com a assistência de média e alta complexidade e com a estabilidade dos serviços prestados à população. Trabalhamos de forma planejada para garantir que unidades estratégicas tenham condições de manter o atendimento e a qualidade do cuidado”, afirma. Os recursos são aplicados em despesas vinculadas à atenção de média e alta complexidade, área essencial para o funcionamento da rede pública hospitalar e para o atendimento de pacientes regulados pelo SUS. André Lima, Comunicação SES
MS estrutura modelo integrado e fortalece combate à sonegação e recuperação de ativos
Mato Grosso do Sul dá mais um passo estratégico no fortalecimento das ações de combate à sonegação fiscal e à recuperação de ativos públicos. Nesta quarta-feira (28), foi realizada a primeira reunião do ano do Grupo Diretivo do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de Mato Grosso do Sul (CIRA-MS), instância responsável por definir diretrizes e coordenar a atuação integrada entre órgãos do Estado e do sistema de Justiça. O encontro aconteceu na Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ). Instituído pelo Decreto nº 16.676, de 24 de setembro de 2025, o CIRA-MS tem como finalidade propor medidas para o aprimoramento das ações e a ampliação da efetividade na recuperação de ativos de titularidade do Estado, especialmente em casos envolvendo ilícitos fiscais, crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial. A reunião marcou um avanço importante na consolidação do Comitê. Na pauta, os integrantes do Grupo Diretivo deliberaram pela aprovação do regimento interno do CIRA-MS e pela indicação dos membros que irão compor o Grupo Operacional, responsável pela execução das ações conjuntas, preventivas e repressivas. “O combate à sonegação estruturada e aos crimes contra a ordem tributária exige cooperação institucional, inteligência e respeito às competências de cada órgão. A Secretaria de Fazenda tem orgulho de presidir esse processo e de contribuir para um Estado mais justo, que protege o erário, fortalece a legalidade e garante concorrência leal para quem cumpre suas obrigações”, destaca o secretário de Fazenda, Flávio César Mendes de Oliveira, que preside o Grupo Diretivo. Para o secretário, o CIRA-MS simboliza uma mudança de patamar na atuação do Estado. A iniciativa reforça a justiça fiscal, protege os recursos públicos e contribui para a construção de um ambiente econômico mais equilibrado e transparente. “Mato Grosso do Sul fortalece sua governança fiscal e avança na construção de um modelo institucional moderno, cooperativo e eficiente no enfrentamento aos ilícitos que afetam a arrecadação e o interesse público”, complementa. O modelo institucional do CIRA-MS prevê uma atuação organizada em dois níveis. O Grupo Diretivo é responsável pelo estabelecimento das diretrizes estratégicas do Comitê. Já o Grupo Operacional atua na identificação e apuração de ilícitos, na proposição de ações integradas e na recuperação de bens e direitos obtidos ilegalmente. O Grupo Diretivo é composto pelo secretário de Estado de Fazenda, pelo superintendente de Administração Tributária da Secretaria de Fazenda, pelo procurador-geral do Estado, pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, pelo procurador-geral de Justiça do Ministério Público Estadual e pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. A Secretaria-Geral do Comitê é exercida pelo Ministério Público Estadual. A Secretaria de Estado de Fazenda exerce papel central na condução do CIRA-MS, não apenas por presidir o Grupo Diretivo, mas também por atuar como instância de triagem técnica das demandas que envolvam indícios de fraude fiscal e elevado potencial de lesividade ao erário, conforme previsto no decreto. “A consolidação do CIRA-MS é resultado de um trabalho que vem sendo construído há bastante tempo, com diálogo permanente e apoio das instituições que integram o Comitê. Hoje, esse esforço se concretiza em um modelo que será fundamental no enfrentamento à fraude e à sonegação estruturada. Estamos lidando com ações complexas, muitas vezes sofisticadas, que exigem cooperação institucional, inteligência fiscal e atuação integrada para que o Estado seja mais efetivo na proteção do erário e na promoção da concorrência leal”, afirma o superintendente de Administração Tributária da Sefaz-MS, Bruno Gouvêa Bastos. O decreto que institui o CIRA-MS estabelece que a atuação do Comitê deve respeitar integralmente as autonomias, atribuições e competências legais de cada órgão e instituição participante. O compartilhamento de informações segue rigorosamente as normas legais vigentes, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e, quando necessário, depende de autorização judicial. Além disso, o CIRA-MS poderá firmar convênios e acordos de cooperação com órgãos das esferas federal, estadual e municipal, ampliando o alcance das ações integradas e alinhando o Estado às melhores práticas nacionais no enfrentamento à sonegação estruturada e aos crimes econômicos.
Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo promove desenvolvimento com justiça social em MS
Promover o desenvolvimento sustentável aliado à justiça social, por meio de uma ação integrada entre os entes do Poder Público, setor produtivo e sociedade civil. Essa é uma das premissas do Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo em Mato Grosso do Sul, lançado nesta terça-feira (28) pelo Governo do Estado, por meio da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O evento aconteceu no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, e contou com a presença do secretário-adjunto da Semadesc, Artur Falcette; da procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS), Cândice Arosio; do secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho, Esaú Aguiar; da coordenadora da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MS), Janaína Carlin; além de representantes de instituições parceiras e da sociedade civil. A elaboração do Plano teve início em maio de 2025, conduzida pela Coetrae-MS, com orientação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e cooperação de diversas instituições. O documento estabelece diretrizes estruturadas em quatro eixos prioritários — governança, prevenção, repressão e proteção às vítimas — consolidando uma política pública de longo prazo para o enfrentamento do trabalho escravo contemporâneo no Estado. Para o secretário de Estado da Semadesc, Jaime Verruck, o Plano reforça o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento sustentável aliado à justiça social. “Não existe desenvolvimento econômico sem respeito aos direitos humanos. Esse plano consolida uma atuação integrada do Estado, envolvendo poder público, setor produtivo e sociedade civil, para prevenir, combater e erradicar o trabalho escravo, garantindo dignidade, proteção social e oportunidades aos trabalhadores”, destacou. A procuradora-chefe do MPT-MS, Cândice Arosio, ressaltou a importância do lançamento do Plano no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e reforçou a atuação conjunta das instituições. “O plano estadual visa alcançar esse objetivo a partir dos quatro eixos — governança, prevenção, repressão e proteção às vítimas — além do estabelecimento de responsabilidades entre os parceiros e instituições competentes, tratando o tema de forma mais efetiva. No âmbito do Ministério Público do Trabalho, nossa atuação vai além da função constitucional”, afirmou. Segundo o secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho, Esaú Aguiar, o Plano representa um marco estratégico na política estadual de trabalho e renda. “O enfrentamento ao trabalho escravo exige ações integradas, contínuas e estruturadas. O plano atua desde a prevenção e fiscalização até a qualificação profissional e a reinserção social das vítimas, reafirmando o compromisso do Governo do Estado com a dignidade humana e a justiça social”, disse. Já o secretário-adjunto da Semadesc, Artur Falcette, destacou a coragem institucional do Governo do Estado ao enfrentar o tema. “Trata-se de uma postura firme diante de questões sensíveis à sociedade. A meta do Governo é reduzir as desigualdades sociais e garantir que todos possam usufruir do desenvolvimento. O Plano é uma peça fundamental para tornar Mato Grosso do Sul cada vez mais inclusivo e capaz de devolver às pessoas o que elas merecem”, completou. Construção coletiva e atuação integrada A coordenadora da Coetrae-MS, Janaína Carlin, destaca ao longo de 2025, o MPT-MS, a Coetrae-MS, a OIT e demais instituições parceiras participaram de reuniões e oficinas para definição de ações, responsabilidades e de um cronograma de implementação do Plano, além do desenvolvimento de um fluxo estadual integrado de denúncia, planejamento, operações de resgate e atendimento pós-resgate das vítimas. O Plano organiza as ações governamentais em eixos claros, com definição de prioridades, responsabilidades e medidas voltadas à prevenção, à proteção das vítimas e à superação das situações de exploração. O Fluxo estabelece procedimentos padronizados que garantem atendimento integrado às vítimas, desde a denúncia e o resgate até o pós-resgate, assegurando acesso a direitos, proteção social, saúde, qualificação profissional e oportunidades de reinserção produtiva. “Esses instrumentos dialogam diretamente com a agenda estadual de desenvolvimento econômico. A ampliação das atividades produtivas, os avanços tecnológicos nos setores agropecuário e industrial e a diversificação da base econômica do estado reforçam a necessidade de assegurar que o crescimento venha acompanhado de trabalho formal, qualificado e seguro. O Plano e o Fluxo contribuem para criar maior previsibilidade institucional e segurança jurídica, ao mesmo tempo em que fortalecem a proteção aos trabalhadores”, frisou a coordenadora. Com duração prevista de dez anos, o Plano terá revisão intermediária no quinto ano de vigência, garantindo o monitoramento e a efetividade das metas estabelecidas. Entre as ações previstas estão a criação de um fundo estadual específico, o fortalecimento da fiscalização, o acolhimento pós-resgate e a reintegração socioeconômica das vítimas. Ações do Governo O Governo do Estado tem atuado de forma preventiva, concentrando esforços na erradicação da extrema pobreza, na ampliação do acesso ao trabalho formal e na qualificação profissional. Políticas de geração de emprego e renda, associadas ao desenvolvimento regional, reduzem a exposição de trabalhadores a formas precárias de inserção laboral e à migração forçada por ausência de alternativas locais. No campo da qualificação profissional, o Estado estruturou instrumentos que ampliam e organizam o acesso da população às oportunidades de formação, como a plataforma MS Qualifica Digital, que centraliza informações sobre cursos gratuitos, presenciais e a distância, ofertados por instituições públicas e parceiras. Ao facilitar o acesso à informação e à capacitação, essas ações contribuem para a inserção produtiva e para a redução da dependência de ocupações informais e de baixa remuneração. O Governo também dá atenção específica a públicos em situação de maior vulnerabilidade, com destaque para povos originários, por meio de ações de qualificação profissional adequadas às realidades territoriais e de acompanhamento de fluxos de migração laboral sazonal, como aqueles relacionados a atividades agrícolas em outras regiões do país. Essas medidas ampliam a proteção social e reduzem riscos de aliciamento e exploração. “Esse conjunto de iniciativas, articulado ao fortalecimento da Coetrae-MS, à implementação do Plano Estadual e à adoção do Fluxo Estadual de Atendimento às Vítimas, evidencia que o Mato Grosso do Sul tem avançado na construção de uma política pública integrada, voltada à prevenção do trabalho escravo contemporâneo, à promoção do trabalho digno e à consolidação de um desenvolvimento econômico socialmente responsável’, concluiu o titular da Semadesc,
Com cirurgias de cálculos renais a laser, HRMS garante procedimentos mais modernos e seguros no SUS
O HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) passou a realizar cirurgias de cálculos renais minimamente invasivas com o uso de tecnologia a laser, ampliando o acesso da população a procedimentos mais modernos, seguros e eficazes no SUS (Sistema Único de Saúde). A incorporação da técnica representa um avanço significativo na assistência urológica oferecida pela unidade, referência em média e alta complexidade no Estado. O uso do laser nas cirurgias de cálculos renais possibilita procedimentos menos invasivos, com maior precisão, menor risco de sangramento e recuperação mais rápida dos pacientes. De acordo com o médico urologista do HRMS, André Luis Alonso Domingos, a principal vantagem do laser está na precisão e na redução de complicações no pós-operatório. “Por se tratar de uma técnica minimamente invasiva, o paciente sente menos dor, apresenta menor perda sanguínea, não há risco de desenvolvimento de hérnia e, na maioria dos casos, recebe alta mais rapidamente, retornando às suas atividades em menos tempo”, explica. O médico destaca que, em média, o paciente submetido à cirurgia a laser recebe alta em até 24 horas. Já nos procedimentos convencionais, que exigem corte para a retirada dos cálculos, o tempo de internação pode chegar a quatro ou cinco dias. Ainda segundo o especialista, a tecnologia contribui para melhores resultados clínicos e muda a forma de abordagem dos casos. “É uma mudança total de paradigma. Entramos em uma nova etapa, na qual conseguimos tratar o paciente de forma mais precoce e adequada, evitando complicações futuras”, completa o urologista. As duas primeiras cirurgias de cálculos renais a laser no HRMS foram realizadas nesta semana. No primeiro procedimento, o paciente, de 77 anos, convivia há um ano e três meses com um cálculo urinário. Já o segundo paciente, um homem de 48 anos, apresentava cálculo em ureter superior e aguardava tratamento definitivo com o uso de um cateter duplo J há cerca de três anos. “O paciente tinha um cálculo que provocava cólica renal e vinha sendo tratado de forma parcial com um cateter duplo J. Agora, foi possível retirar o cateter, tratar o cálculo e resolver definitivamente o caso, graças à disponibilização do equipamento a laser no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul”, afirmou o médico Alexandre Bomfim, responsável pelo segundo procedimento. Para a diretora-presidente da Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Funsau), Marielle Alves Corrêa Esgalha, a implantação das cirurgias a laser reforça o compromisso do HRMS com a modernização da assistência hospitalar. “O hospital tem investido continuamente em tecnologia e inovação, com o objetivo de oferecer um atendimento cada vez mais qualificado, seguro e humanizado à população sul-mato-grossense”, destaca. Marielle ressalta que a aquisição de equipamentos modernos impacta diretamente na qualidade do cuidado prestado. “Investir em tecnologia é investir em saúde pública. Isso significa proporcionar melhores condições de trabalho aos profissionais e, principalmente, melhores resultados para os pacientes atendidos pelo SUS”, conclui. Patrícia Belarmino, Comunicação HRMS
MS registra 23 casos confirmados de dengue
Mato Grosso do Sul já registrou 577 casos prováveis de Dengue, sendo 23 casos confirmados, em 2026. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 3ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta quarta-feira (28). Segundo o documento, nenhum óbito foi confirmado em decorrência da doença ou está em investigação. Vacinação Ainda conforme o boletim, 223.322 doses do imunizante já foram aplicadas na população alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses do imunizante contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses. A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade. Chikungunya Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 666 casos prováveis, sendo 125 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Até o momento, nenhum caso da doença foi confirmado em gestantes. A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município. Confira os boletins: Boletim Epidemiológico Dengue SE 03- 2026 (1) Boletim Epidemiológico Chikungunya SE 03 – 2026 Kamilla Ratier, Comunicação SES
Com chuvas irregulares, dezembro teve metade do Estado abaixo e outra metade acima da média histórica
O regime de chuvas foi estritamente irregular em Mato Grosso do Sul no mês de dezembro, conforme demonstra o Monitor de Secas elaborado pelo Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Dos 50 pontos monitorados pelo Centro, 23 apresentaram registros de chuvas abaixo da média histórica, enquanto 26 ficaram acima e apenas 1 manteve-se dentro da média. Essa situação havia sido prevista pelos meteorologistas do Cemtec/MS ao fazerem o prognóstico do tempo para o Verão. Os dados mostravam que o regime de chuvas poderia ficar abaixo ou acima da média histórica, e ambas as situações acabaram ocorrendo. O maior volume de chuva foi observado no município de Mundo Novo, com um total acumulado de 439 milímetros, o que representa um 144% acima da média climatológica do período. Em Campo Grande, o acumulado de chuvas para o mês de dezembro ficou acima da média histórica nos cinco pontos de monitoramento, com percentuais que variaram de 18% a 40%, dependendo da região. Já os municípios com as menores quantidades de chuva (comparadas às médias históricas) foram: Paranaíba (-58%), Paraíso das Águas (-48%), Cassilândia (-47%), Chapadão do Sul (-47%), Camapuã (-45%), e Corumbá, na estação localizada na Fazenda São Cândido, com -40%. Acompanhando a variação de chuvas, as temperaturas também apresentaram grande amplitude térmica no mês de dezembro. A amplitude térmica é a diferença entre a temperatura mínima e a temperatura máxima registradas. Em Mato Grosso do Sul, no mês passado, a temperatura variou de 12,8°C até 39,8°C. A menor temperatura foi registrada em Aral Moreira, no dia 17 (12,8°C) e a maior (39,8°C) em Porto Murtinho no dia 1° de dezembro. Conforme a coordenadora do Cemtec/MS, Valesca Fernandes, para o trimestre de fevereiro a abril a análise do conjunto de modelos climáticos indica que a situação vá se repetir. “Em uma grande parte do Mato Grosso do Sul haverá um cenário de irregularidade na distribuição das chuvas. No entanto, a expectativa é de que, de modo geral, os volumes de chuva fiquem abaixo da média histórica”, afirmou. João Prestes, Comunicação Semadesc
CBF define mandos de campo e confrontos das duas primeiras fases da Copa do Brasil
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sorteou nesta quarta-feira os mandos de campo da primeira fase da Copa do Brasil 2026, além de definir o chaveamento até a terceira fase. A competição começa no dia 18 de fevereiro, e os clubes da Série A só jogam a partir da quinta fase, prevista para o final de abril. Primeira fase Nessa fase, serão 14 confrontos envolvendo os 28 times de menor pontuação no Ranking Nacional de Clubes (RNC). Os duelos acontecem com as partidas marcadas para os dias 18 e 19 de fevereiro. Veja os confrontos (mandantes à esquerda): Segunda fase Na segunda fase são 88 clubes (74 já classificados previamente e os 14 que avançarem da etapa anterior). Os duelos ocorrerão em jogos únicos, com mando de campo definido no sorteio desta quarta. As partidas serão em 25 e 26/2 e 4 e 5/3. Veja os confrontos (mandantes à esquerda): Terceira fase Nessa fase, entram na competição Ponte Preta (campeã da Série C), Barra-SC (campeão da Série D), Paysandu (campeão da Copa Verde) e Confiança (vice-campeão da Copa do Nordeste), que se juntam aos 44 times classificados da etapa anterior. Os duelos serão em jogo único, com as datas definidas em 11 e 12 de março. Veja os jogos (mandantes à esquerda): Quarta fase Será composta pelos 24 classificados da terceira fase. Os confrontos e mandos de campo serão definidos em um chaveamento definido no sorteio da segunda fase. 4ª fase: 18 e 19 de março, em jogos únicos Quinta fase Nessa fase, os 12 classificados da fase anterior se juntam aos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro: Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Bragantino, Mirassol, Atlético-MG, Cruzeiro, Internacional, Grêmio, Athletico-PR, Coritiba, Bahia, Vitória, Remo e Chapecoense. Os duelos passam a ser disputados em jogos de ida e volta, com a ordem dos mandos e os confrontos definidos através de sorteio. Para a definição das partidas, serão divididos dois potes: os 16 melhores ranqueados enfrentam os 16 piores. As datas previstas são 22 e 23 de abril (ida) e 13 e 14 de maio (volta). Oitavas de final Confrontos e mandos de campo definidos em sorteio, com os 16 clubes podendo se enfrentar, sem restrições. Datas previstas: 1 e 2 de agosto (ida) e 5 e 6/8 (volta) Quartas de final Confrontos e mandos de campo definidos em sorteio. Os oito clubes podem se enfrentar, sem restrições. Datas previstas: 26 e 27 de agosto (ida) e 2 e 3 de setembro (volta) Semifinais Os confrontos seguirão chaveamento previamente definido no sorteio anterior, com a ordem dos mandos de campo definidos em sorteio. Datas previstas: 1 de novembro (ida) e 8 de novembro (volta). Final Decidida pela primeira vez em jogo único, em estádio ainda a ser definido pela CBF. Segundo o regulamento da competição, a entidade tem um prazo mínimo de 30 dias antes da partida para divulgar o local. A data prevista é 6 de dezembro.
Flamengo anuncia a contratação de Lucas Paquetá
Em vídeo divulgado pelo Flamengo nesta quarta-feira (28), nas redes sociais, o craque Lucas Paquetá anunciou que está voltando para o Rubro-Negro, onde começou a carreira. Um movimento histórico do CRF. Após semanas intensas de negociações, o clube carioca acertou a compra por 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões, na cotação atual). O jogador, que estava no West Ham, da Inglaterra, assinará contrato de cinco anos.
Dívida Pública sobe 18% em 2025 e supera R$ 8,6 tri
O forte volume de juros, somado às emissões de títulos publicos, fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em 2025. Segundo números divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Tesouro Nacional, a DPF encerrou o ano passado em R$ 8,635 trilhões, alta de 18% em relação aos R$ 7,316 trilhões registrados no fim de 2024. A maior parte da alta do endividamento federal justifica-se pela incorporação de juros, que somaram R$ 879,9 bilhões no ano passado. O restante da alta vem do fato de que, em 2025, o Tesouro emitiu R$ 439,06 bilhões a mais do que resgatou. Apenas em dezembro, a DPF subiu 1,82%. Apesar da alta, a dívida encerrou 2025 dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) do ano passado, que estabelecia que o indicador deveria chegar ao fim do ano passado entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões. No entanto, o PAF foi revisado em setembro do ano passado. O documento original estabelecia que a dívida pública poderia encerrar 2025 em até R$ 8,5 trilhões. A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 19,26% no ano passado, saindo de R$ 6,967 trilhões no fim de 2024 para R$ 8,309 trilhões no fim de 2025. Apenas em dezembro, a alta ficou em 1,76%. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 60,82 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis vinculados à Taxa Selic. A essa emissão líquida, somou-se a apropriação de R$ 82,82 bilhões em juros. Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 65,37 bilhões em títulos da DPMFi. Com o baixo volume de vencimentos de títulos prefixados em dezembro, os resgates foram menores e somaram R$ 4,55 bilhões. Beneficiada pela queda do dólar no ano passado, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) recuou 6,62% em 2025, passando de R$ 349,19 bilhões no fim de 2024 para R$ 326,07 bilhões no fim de 2025. Em dezembro, no entanto, o indicador subiu 3,53%. O principal fator foi a alta de 3,16% do dólar no mês passado, em meio a tensões provocadas pelo governo de Donald Trump, e o aumento nas remessas de divisas para o exterior antes da reforma do Imposto de Renda entrar em vigor. Colchão Após dois meses de alta, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) caiu em dezembro. Essa reserva passou de R$ 1,213 trilhão em novembro para R$ 1,187 trilhão no mês passado. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi a baixa emissão líquida (emissões menos resgates) no mês passado. Atualmente, o colchão cobre 7,33 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,507 trilhão em títulos federais. Composição Com a forte emissão de títulos corrigidos pela Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de novembro para dezembro: • Títulos vinculados a Selic: 48,14% para 48,25%; • Títulos corrigidos pela inflação: 26,1% para 25,93%; • Títulos prefixados: 22,07% para 22,05%; • Títulos vinculados ao câmbio: 3,7% para 3,76%. O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos • Títulos vinculados a Selic: 48% a 52%; • Títulos corrigidos pela inflação: 24% a 28%; • Títulos prefixados: 19% a 23%; • Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%. Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo. Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa das recentes altas promovidas pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa. Prazo O prazo médio da DPF oscilou de 4,08 anos em novembro para 4 anos em dezembro. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos. Detentores A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte: • Instituições financeiras: 32,88% do estoque; • Fundos de pensão: 22,76%; • Fundos de investimentos: 20,79%; • Não-residentes (estrangeiros): 10,35% • Demais grupos: 13,22%. Apesar da maior tensão no mercado financeiro em dezembro, a participação dos não residentes (estrangeiros) subiu em relação a novembro, quando estava em 10,05%. Em novembro de 2024, o percentual estava em 11,2% e tinha atingido o maior nível desde 2018. Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência). Agência Brasil








