Você sabe exatamente onde procurar atendimento no SUS quando surge um problema de saúde? Entender como o sistema funciona na prática faz toda a diferença para receber o cuidado certo, no tempo adequado. O SUS (Sistema Único de Saúde) é organizado em Redes de Atenção à Saúde (RAS), que conectam UBSs (Unidades Básicas de Saúde), UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), hospitais, SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e outros pontos de atenção. Cada serviço tem uma função específica, mas todos atuam de forma articulada. No centro dessa organização está a Atenção Primária à Saúde, responsável por coordenar o cuidado e orientar o acesso aos demais níveis do sistema. Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, com trajetória profissional vinculada à própria construção do SUS em Mato Grosso do Sul, a organização dos fluxos de atendimento é fundamental para a sustentabilidade do sistema. “Quando o cidadão procura o serviço adequado, a rede funciona de forma mais equilibrada, garantindo prioridade a quem mais precisa, melhor uso dos recursos públicos e maior resolutividade no cuidado. Esse é um compromisso permanente do SUS com o acesso qualificado e com a eficiência da gestão”, destaca. Reconhecido como um dos maiores e mais complexos sistemas públicos de saúde do mundo, o SUS garante atendimento universal, integral e gratuito para toda a população brasileira. Ele acompanha o cidadão ao longo de toda a vida, desde ações simples de promoção e prevenção — como vacinação e acompanhamento da pressão arterial — até procedimentos de alta complexidade, como cirurgias especializadas e transplantes. Criado a partir da Constituição Federal de 1988, o SUS ampliou o acesso à saúde e transformou esse cuidado em um direito de todos. Para dar conta dessa diversidade de atendimentos, o sistema é organizado em níveis de atenção e funciona com responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios. Saber onde buscar atendimento em cada situação ajuda a evitar filas desnecessárias, agiliza o cuidado e fortalece toda a rede de saúde. Atenção Primária à Saúde: A porta de entrada do SUS A APS (Atenção Primária à Saúde) é a principal porta de entrada do SUS e, na maioria dos municípios, está presente nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Localizadas próximas às residências da população, essas unidades são o primeiro lugar que o cidadão deve procurar para cuidar da saúde no dia a dia. De acordo com a superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Karine Cavalcante, a UBS é o espaço onde o cuidado começa e se mantém ao longo do tempo. “A Atenção Primária acompanha o cidadão em todas as fases da vida. É na UBS que a população encontra orientação, prevenção, acompanhamento contínuo e o encaminhamento adequado quando há necessidade de outros serviços”, destaca. São nas UBSs que acontecem as consultas de rotina, o acompanhamento de crianças, gestantes e idosos, o controle de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, além de atendimentos médicos, de enfermagem e multiprofissionais. As UBSs também realizam atendimentos de urgências menos graves, além de ofertarem serviços como vacinação, pré-natal, atendimento odontológico, distribuição de medicamentos e ações coletivas de vigilância em saúde. As UBSs realizam ainda testes rápidos de HIV, sífilis, hepatites virais e gravidez, exames de rastreamento de câncer e ações de planejamento reprodutivo, como a distribuição de preservativos e a inserção de DIU. “Mais do que resolver demandas pontuais, a Atenção Primária conhece o território, cria vínculo com a população e coordena o cuidado dentro da rede”, reforça Karine. Quando há necessidade de consultas especializadas, exames ou atendimento hospitalar, é a equipe da UBS que faz o compartilhamento adequado, garantindo a continuidade do cuidado dentro da rede. Quando procurar uma UPA? As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) são indicadas para situações de urgência que precisam de avaliação imediata, mas que nem sempre demandam internação hospitalar. Elas funcionam todos os dias, durante 24 horas, e fazem parte da Rede de Atenção às Urgências e Emergências. Casos como febre alta (acima de 39°C), dor intensa, falta de ar, crises convulsivas, fraturas leves, ferimentos com sangramento sem controle e urgências clínicas, traumáticas ou psiquiátricas devem ser atendidos na UPA. O atendimento segue o protocolo de classificação de risco, o que garante prioridade aos casos mais graves, independentemente da ordem de chegada. Com complexidade intermediária, as UPAs resolvem grande parte das urgências. Quando o quadro exige atendimento especializado ou internação, o paciente é encaminhado para outro ponto da rede. Já nos casos menos graves, após o atendimento inicial, o usuário é orientado a continuar o acompanhamento na UBS do seu território. O papel dos hospitais no SUS Os hospitais integram os níveis de média e alta complexidade do SUS e são destinados a atendimentos que exigem maior estrutura, como internações, cirurgias, exames complexos e cuidados intensivos. Segundo a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, os hospitais são destinados aos atendimentos que exigem maior estrutura. “Os hospitais atendem os casos que realmente precisam de internação, cirurgias ou exames especializados. Por isso, o acesso acontece de forma organizada, por meio da regulação. Quando o paciente passa pela UPA ou por outro serviço e há indicação clínica, a equipe avalia o caso e faz o encaminhamento para o hospital mais adequado. Esse fluxo garante mais segurança ao paciente, evita deslocamentos desnecessários e contribui para que o SUS funcione de forma mais eficiente para todos”, destaca. Essa lógica segue o princípio da hierarquização do SUS, no qual cada serviço é acionado conforme a complexidade da necessidade de saúde apresentada pelo paciente. Quando acionar o SAMU? O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) deve ser acionado em situações graves e emergenciais, quando há risco imediato à vida e necessidade de atendimento rápido no local ou durante o transporte até uma unidade de saúde. O SAMU atua de forma integrada à rede de urgência, prestando os primeiros atendimentos e encaminhando o paciente para a UPA ou hospital, conforme a gravidade do caso. Um sistema que funciona em rede O SUS funciona como uma grande rede articulada,
Segurança pública reforça ações e orientações na volta às aulas em Mato Grosso do Sul
Com o início do ano letivo de 2026, as forças de segurança vinculadas à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) reforçam orientações e ações preventivas com o objetivo de assegurar um retorno às aulas mais seguro. Aproximadamente 172 mil alunos da Rede Estadual de Ensino retomam as atividades escolares em Mato Grosso do Sul na próxima semana. O período, marcado por alterações na rotina das famílias e pelo aumento da circulação de estudantes, demanda atenção de pais, responsáveis e de toda a comunidade escolar. A titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), delegada Daniella Kades de Oliveira Garcia, destaca que “a prevenção começa dentro de casa”. Segundo ela, manter um diálogo frequente com os filhos e com a direção da escola é fundamental para evitar conflitos e identificar situações de risco logo no início. “Entender que a escola é uma aliada na educação dos jovens é o primeiro passo para que eventuais problemas sejam superados com mais facilidade ao longo do ano letivo”, orienta. Entre os cuidados recomendados estão o acompanhamento da rotina escolar e a supervisão do uso de mochilas, cadernos e celulares. De acordo com a Polícia Civil, essa prática não configura invasão de privacidade, mas uma forma de cuidado que pode prevenir problemas mais graves, inclusive relacionados à saúde mental de crianças e adolescentes. Cuidados no trajeto e com desconhecidos Em relação ao trajeto entre casa e escola, a orientação é que pais e responsáveis façam o percurso ao menos uma vez com a criança, indicando locais mais seguros para circulação, como calçadas, áreas iluminadas e pontos adequados para atravessar vias públicas. Sempre que possível, o uso do localizador do celular também é recomendado, permitindo o acompanhamento do deslocamento. A Polícia Civil alerta ainda para que crianças e adolescentes evitem o uso de celulares e aparelhos eletrônicos durante o trajeto, mantendo-os guardados para não chamar a atenção de criminosos. Em caso de furto ou roubo, a recomendação é não reagir e procurar ajuda imediatamente. “Nunca conversar com estranhos e, em nenhuma hipótese, aceitar alimentos ou doces de pessoas desconhecidas”, reforça a delegada. Uso de celulares e redes sociais Outro ponto de atenção é o uso de celulares e redes sociais. Apesar de serem ferramentas importantes para estudo e comunicação, o uso excessivo pode prejudicar o desempenho escolar. A Polícia Civil orienta que pais e responsáveis utilizem mecanismos de controle parental e acompanhem de perto o acesso de crianças e adolescentes às plataformas digitais. Em situações de suspeita de violência, maus-tratos, conflitos escolares ou desaparecimento, o registro do boletim de ocorrência pode ser feito em qualquer delegacia. Casos mais específicos são atendidos pelas delegacias especializadas, como a DEPCA e a DEAIJ. Operação Volta às Aulas Para ampliar a segurança neste período, a Polícia Militar realiza a “Operação Volta às Aulas – 1º Semestre 2026”, entre os dias 26 de janeiro e 13 de fevereiro, em Campo Grande. A ação é coordenada pelo Comando de Policiamento Metropolitano e prioriza o policiamento ostensivo preventivo, com foco na orientação da comunidade escolar e no cumprimento dos protocolos de segurança. Segundo a PM, o objetivo é coibir situações que coloquem em risco alunos, professores e funcionários, além de promover um ambiente escolar mais seguro. O Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran) também atua com reforço no entorno das escolas, realizando policiamento, fiscalização e blitz educativas. A PM alerta para práticas como fila dupla, que comprometem a fluidez do trânsito e aumentam o risco de acidentes. “O trânsito é um espaço coletivo, e o respeito às regras cria um ambiente mais seguro e harmônico para toda a comunidade escolar”, destaca o comandante do BPMTran, tenente-coronel PM Augusto. Proerd As ações preventivas incluem ainda a continuidade do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), que seguirá em 2026 com atuação em escolas da capital. O programa é voltado a alunos da educação infantil e do 5º ano do ensino fundamental, com encontros conduzidos por policiais militares, abordando temas como autoestima, cidadania e prevenção à violência. As forças de segurança reforçam que a parceria entre família, escola e poder público é essencial para um ano letivo tranquilo e seguro. Escola Segura, Família Forte O retorno às aulas em Campo Grande, Dourados e Ponta Porã também conta com o apoio do Programa Escola Segura, Família Forte, desenvolvido em parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) e a Secretaria de Estado de Educação. Por meio da ronda escolar, a iniciativa atende milhares de alunos da rede estadual. Na primeira semana do ano letivo, todas as escolas recebem a visita de policiais militares, que apresentam à comunidade escolar as ações que serão desenvolvidas ao longo de 2026. Criado em 2017, o programa tem como foco a prevenção, a mediação de conflitos e a redução da criminalidade no entorno das unidades de ensino. A Sejusp-MS prevê ainda a ampliação da iniciativa para outros municípios, com a aquisição de novas viaturas ainda no primeiro semestre de 2026. Joilson Francelino, Comunicação Sejusp
Da cena ao laudo: Polícia Científica de MS orienta sobre a preservação do local do crime
Após o atendimento às vítimas, a preservação do local de uma ocorrência é decisiva para o esclarecimento dos fatos. A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul orienta a população sobre condutas que evitam a perda de vestígios e contribuem para a produção de provas periciais seguras. Em situações de emergência, a prioridade absoluta é salvar vidas. Acionar o socorro e proteger as pessoas envolvidas são medidas indispensáveis. Após esse atendimento inicial, preservar o local passa a ser fundamental para que a perícia realize a análise técnica com segurança. Concluído o atendimento, o trabalho pericial se baseia na identificação e análise de vestígios como manchas de sangue, fluidos corporais, marcas no solo, posição de objetos, fragmentos, sinais no ambiente e registros digitais. Alterações indevidas nesse cenário podem dificultar a leitura técnica e a análise pericial. Segundo a Polícia Científica, grande parte das interferências ocorre sem intenção. Circular pela área, tocar em objetos, recolher pertences, movimentar veículos ou registrar imagens para divulgação imediata são atitudes que, muitas vezes adotadas na tentativa de ajudar, podem dificultar o trabalho pericial. No ambiente digital, os cuidados também são necessários. Celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos armazenam informações relevantes para a apuração dos fatos. Preservar esses equipamentos sem manuseio indevido contribui para a adequada realização dos exames periciais. Atendimento aos 79 municípios e ações educativas Ao longo de 2025, a Polícia Científica realizou 95.274 exames periciais, com atendimento aos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, abrangendo as áreas de Criminalística, Medicina Legal, Análises Laboratoriais Forenses e Identificação. Paralelamente à atuação técnica, a Polícia Científica desenvolve ações educativas em escolas e universidades. Somente em 2025, foram realizadas mais de 100 palestras, participações em feiras e atividades formativas, conduzidas por servidores de diferentes áreas da instituição. As iniciativas têm como objetivo reduzir interferências em locais de ocorrência e orientar a população sobre a preservação de vestígios, contribuindo para a correta atuação pericial. O trabalho da Polícia Científica segue protocolos rigorosos, como a cadeia de custódia, que asseguram a integridade dos vestígios e maior segurança às decisões judiciais. A colaboração da população é essencial. Respeitar o isolamento do local e seguir as orientações das autoridades contribui diretamente para o esclarecimento das cenas periciadas, para a Justiça e para as famílias que aguardam respostas. Ações educativas voltadas à preservação de locais a serem periciados. Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS
SES antecipa repasse de recursos e reforça apoio à Santa Casa de Campo Grande
O pagamento foi realizado nesta terça-feira (28) por meio do Fundo Especial de Saúde de Mato Grosso do Sul ao Fundo Municipal de Saúde de Campo Grande, responsável pela gestão do hospital, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a manutenção dos serviços hospitalares de referência do SUS (Sistema Único de Saúde). O repasse, no valor de R$ 5 milhões, corresponde à primeira de três parcelas previstas no 46º Termo Aditivo ao Convênio nº 03-A/2021, firmado entre o Governo do Estado e a instituição, com recursos oriundos de emenda de bancada e destinados ao custeio da média e alta complexidade hospitalar. Ao realizar o pagamento de forma antecipada, a SES assegura maior previsibilidade financeira à Santa Casa, fortalecendo a capacidade de planejamento e contribuindo para a continuidade dos atendimentos prestados à população de Campo Grande e de todo o Estado. Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, a medida demonstra responsabilidade com a rede hospitalar e sensibilidade diante da relevância da Santa Casa para o SUS. “Estamos garantindo suporte financeiro em um momento estratégico, o que permite à instituição manter o funcionamento dos serviços, organizar seus compromissos e seguir atendendo a população com segurança e qualidade. A Santa Casa é uma referência para Mato Grosso do Sul, e esse apoio é fundamental para a sustentabilidade da assistência”, destaca. A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, ressalta que a iniciativa faz parte de uma atuação contínua da SES para fortalecer a rede hospitalar. “Esse repasse reforça nosso compromisso com a assistência de média e alta complexidade e com a estabilidade dos serviços prestados à população. Trabalhamos de forma planejada para garantir que unidades estratégicas tenham condições de manter o atendimento e a qualidade do cuidado”, afirma. Os recursos são aplicados em despesas vinculadas à atenção de média e alta complexidade, área essencial para o funcionamento da rede pública hospitalar e para o atendimento de pacientes regulados pelo SUS. André Lima, Comunicação SES
MS estrutura modelo integrado e fortalece combate à sonegação e recuperação de ativos
Mato Grosso do Sul dá mais um passo estratégico no fortalecimento das ações de combate à sonegação fiscal e à recuperação de ativos públicos. Nesta quarta-feira (28), foi realizada a primeira reunião do ano do Grupo Diretivo do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de Mato Grosso do Sul (CIRA-MS), instância responsável por definir diretrizes e coordenar a atuação integrada entre órgãos do Estado e do sistema de Justiça. O encontro aconteceu na Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ). Instituído pelo Decreto nº 16.676, de 24 de setembro de 2025, o CIRA-MS tem como finalidade propor medidas para o aprimoramento das ações e a ampliação da efetividade na recuperação de ativos de titularidade do Estado, especialmente em casos envolvendo ilícitos fiscais, crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial. A reunião marcou um avanço importante na consolidação do Comitê. Na pauta, os integrantes do Grupo Diretivo deliberaram pela aprovação do regimento interno do CIRA-MS e pela indicação dos membros que irão compor o Grupo Operacional, responsável pela execução das ações conjuntas, preventivas e repressivas. “O combate à sonegação estruturada e aos crimes contra a ordem tributária exige cooperação institucional, inteligência e respeito às competências de cada órgão. A Secretaria de Fazenda tem orgulho de presidir esse processo e de contribuir para um Estado mais justo, que protege o erário, fortalece a legalidade e garante concorrência leal para quem cumpre suas obrigações”, destaca o secretário de Fazenda, Flávio César Mendes de Oliveira, que preside o Grupo Diretivo. Para o secretário, o CIRA-MS simboliza uma mudança de patamar na atuação do Estado. A iniciativa reforça a justiça fiscal, protege os recursos públicos e contribui para a construção de um ambiente econômico mais equilibrado e transparente. “Mato Grosso do Sul fortalece sua governança fiscal e avança na construção de um modelo institucional moderno, cooperativo e eficiente no enfrentamento aos ilícitos que afetam a arrecadação e o interesse público”, complementa. O modelo institucional do CIRA-MS prevê uma atuação organizada em dois níveis. O Grupo Diretivo é responsável pelo estabelecimento das diretrizes estratégicas do Comitê. Já o Grupo Operacional atua na identificação e apuração de ilícitos, na proposição de ações integradas e na recuperação de bens e direitos obtidos ilegalmente. O Grupo Diretivo é composto pelo secretário de Estado de Fazenda, pelo superintendente de Administração Tributária da Secretaria de Fazenda, pelo procurador-geral do Estado, pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, pelo procurador-geral de Justiça do Ministério Público Estadual e pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. A Secretaria-Geral do Comitê é exercida pelo Ministério Público Estadual. A Secretaria de Estado de Fazenda exerce papel central na condução do CIRA-MS, não apenas por presidir o Grupo Diretivo, mas também por atuar como instância de triagem técnica das demandas que envolvam indícios de fraude fiscal e elevado potencial de lesividade ao erário, conforme previsto no decreto. “A consolidação do CIRA-MS é resultado de um trabalho que vem sendo construído há bastante tempo, com diálogo permanente e apoio das instituições que integram o Comitê. Hoje, esse esforço se concretiza em um modelo que será fundamental no enfrentamento à fraude e à sonegação estruturada. Estamos lidando com ações complexas, muitas vezes sofisticadas, que exigem cooperação institucional, inteligência fiscal e atuação integrada para que o Estado seja mais efetivo na proteção do erário e na promoção da concorrência leal”, afirma o superintendente de Administração Tributária da Sefaz-MS, Bruno Gouvêa Bastos. O decreto que institui o CIRA-MS estabelece que a atuação do Comitê deve respeitar integralmente as autonomias, atribuições e competências legais de cada órgão e instituição participante. O compartilhamento de informações segue rigorosamente as normas legais vigentes, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e, quando necessário, depende de autorização judicial. Além disso, o CIRA-MS poderá firmar convênios e acordos de cooperação com órgãos das esferas federal, estadual e municipal, ampliando o alcance das ações integradas e alinhando o Estado às melhores práticas nacionais no enfrentamento à sonegação estruturada e aos crimes econômicos.
Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo promove desenvolvimento com justiça social em MS
Promover o desenvolvimento sustentável aliado à justiça social, por meio de uma ação integrada entre os entes do Poder Público, setor produtivo e sociedade civil. Essa é uma das premissas do Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo em Mato Grosso do Sul, lançado nesta terça-feira (28) pelo Governo do Estado, por meio da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O evento aconteceu no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, e contou com a presença do secretário-adjunto da Semadesc, Artur Falcette; da procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS), Cândice Arosio; do secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho, Esaú Aguiar; da coordenadora da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MS), Janaína Carlin; além de representantes de instituições parceiras e da sociedade civil. A elaboração do Plano teve início em maio de 2025, conduzida pela Coetrae-MS, com orientação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e cooperação de diversas instituições. O documento estabelece diretrizes estruturadas em quatro eixos prioritários — governança, prevenção, repressão e proteção às vítimas — consolidando uma política pública de longo prazo para o enfrentamento do trabalho escravo contemporâneo no Estado. Para o secretário de Estado da Semadesc, Jaime Verruck, o Plano reforça o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento sustentável aliado à justiça social. “Não existe desenvolvimento econômico sem respeito aos direitos humanos. Esse plano consolida uma atuação integrada do Estado, envolvendo poder público, setor produtivo e sociedade civil, para prevenir, combater e erradicar o trabalho escravo, garantindo dignidade, proteção social e oportunidades aos trabalhadores”, destacou. A procuradora-chefe do MPT-MS, Cândice Arosio, ressaltou a importância do lançamento do Plano no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e reforçou a atuação conjunta das instituições. “O plano estadual visa alcançar esse objetivo a partir dos quatro eixos — governança, prevenção, repressão e proteção às vítimas — além do estabelecimento de responsabilidades entre os parceiros e instituições competentes, tratando o tema de forma mais efetiva. No âmbito do Ministério Público do Trabalho, nossa atuação vai além da função constitucional”, afirmou. Segundo o secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho, Esaú Aguiar, o Plano representa um marco estratégico na política estadual de trabalho e renda. “O enfrentamento ao trabalho escravo exige ações integradas, contínuas e estruturadas. O plano atua desde a prevenção e fiscalização até a qualificação profissional e a reinserção social das vítimas, reafirmando o compromisso do Governo do Estado com a dignidade humana e a justiça social”, disse. Já o secretário-adjunto da Semadesc, Artur Falcette, destacou a coragem institucional do Governo do Estado ao enfrentar o tema. “Trata-se de uma postura firme diante de questões sensíveis à sociedade. A meta do Governo é reduzir as desigualdades sociais e garantir que todos possam usufruir do desenvolvimento. O Plano é uma peça fundamental para tornar Mato Grosso do Sul cada vez mais inclusivo e capaz de devolver às pessoas o que elas merecem”, completou. Construção coletiva e atuação integrada A coordenadora da Coetrae-MS, Janaína Carlin, destaca ao longo de 2025, o MPT-MS, a Coetrae-MS, a OIT e demais instituições parceiras participaram de reuniões e oficinas para definição de ações, responsabilidades e de um cronograma de implementação do Plano, além do desenvolvimento de um fluxo estadual integrado de denúncia, planejamento, operações de resgate e atendimento pós-resgate das vítimas. O Plano organiza as ações governamentais em eixos claros, com definição de prioridades, responsabilidades e medidas voltadas à prevenção, à proteção das vítimas e à superação das situações de exploração. O Fluxo estabelece procedimentos padronizados que garantem atendimento integrado às vítimas, desde a denúncia e o resgate até o pós-resgate, assegurando acesso a direitos, proteção social, saúde, qualificação profissional e oportunidades de reinserção produtiva. “Esses instrumentos dialogam diretamente com a agenda estadual de desenvolvimento econômico. A ampliação das atividades produtivas, os avanços tecnológicos nos setores agropecuário e industrial e a diversificação da base econômica do estado reforçam a necessidade de assegurar que o crescimento venha acompanhado de trabalho formal, qualificado e seguro. O Plano e o Fluxo contribuem para criar maior previsibilidade institucional e segurança jurídica, ao mesmo tempo em que fortalecem a proteção aos trabalhadores”, frisou a coordenadora. Com duração prevista de dez anos, o Plano terá revisão intermediária no quinto ano de vigência, garantindo o monitoramento e a efetividade das metas estabelecidas. Entre as ações previstas estão a criação de um fundo estadual específico, o fortalecimento da fiscalização, o acolhimento pós-resgate e a reintegração socioeconômica das vítimas. Ações do Governo O Governo do Estado tem atuado de forma preventiva, concentrando esforços na erradicação da extrema pobreza, na ampliação do acesso ao trabalho formal e na qualificação profissional. Políticas de geração de emprego e renda, associadas ao desenvolvimento regional, reduzem a exposição de trabalhadores a formas precárias de inserção laboral e à migração forçada por ausência de alternativas locais. No campo da qualificação profissional, o Estado estruturou instrumentos que ampliam e organizam o acesso da população às oportunidades de formação, como a plataforma MS Qualifica Digital, que centraliza informações sobre cursos gratuitos, presenciais e a distância, ofertados por instituições públicas e parceiras. Ao facilitar o acesso à informação e à capacitação, essas ações contribuem para a inserção produtiva e para a redução da dependência de ocupações informais e de baixa remuneração. O Governo também dá atenção específica a públicos em situação de maior vulnerabilidade, com destaque para povos originários, por meio de ações de qualificação profissional adequadas às realidades territoriais e de acompanhamento de fluxos de migração laboral sazonal, como aqueles relacionados a atividades agrícolas em outras regiões do país. Essas medidas ampliam a proteção social e reduzem riscos de aliciamento e exploração. “Esse conjunto de iniciativas, articulado ao fortalecimento da Coetrae-MS, à implementação do Plano Estadual e à adoção do Fluxo Estadual de Atendimento às Vítimas, evidencia que o Mato Grosso do Sul tem avançado na construção de uma política pública integrada, voltada à prevenção do trabalho escravo contemporâneo, à promoção do trabalho digno e à consolidação de um desenvolvimento econômico socialmente responsável’, concluiu o titular da Semadesc,
Com cirurgias de cálculos renais a laser, HRMS garante procedimentos mais modernos e seguros no SUS
O HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) passou a realizar cirurgias de cálculos renais minimamente invasivas com o uso de tecnologia a laser, ampliando o acesso da população a procedimentos mais modernos, seguros e eficazes no SUS (Sistema Único de Saúde). A incorporação da técnica representa um avanço significativo na assistência urológica oferecida pela unidade, referência em média e alta complexidade no Estado. O uso do laser nas cirurgias de cálculos renais possibilita procedimentos menos invasivos, com maior precisão, menor risco de sangramento e recuperação mais rápida dos pacientes. De acordo com o médico urologista do HRMS, André Luis Alonso Domingos, a principal vantagem do laser está na precisão e na redução de complicações no pós-operatório. “Por se tratar de uma técnica minimamente invasiva, o paciente sente menos dor, apresenta menor perda sanguínea, não há risco de desenvolvimento de hérnia e, na maioria dos casos, recebe alta mais rapidamente, retornando às suas atividades em menos tempo”, explica. O médico destaca que, em média, o paciente submetido à cirurgia a laser recebe alta em até 24 horas. Já nos procedimentos convencionais, que exigem corte para a retirada dos cálculos, o tempo de internação pode chegar a quatro ou cinco dias. Ainda segundo o especialista, a tecnologia contribui para melhores resultados clínicos e muda a forma de abordagem dos casos. “É uma mudança total de paradigma. Entramos em uma nova etapa, na qual conseguimos tratar o paciente de forma mais precoce e adequada, evitando complicações futuras”, completa o urologista. As duas primeiras cirurgias de cálculos renais a laser no HRMS foram realizadas nesta semana. No primeiro procedimento, o paciente, de 77 anos, convivia há um ano e três meses com um cálculo urinário. Já o segundo paciente, um homem de 48 anos, apresentava cálculo em ureter superior e aguardava tratamento definitivo com o uso de um cateter duplo J há cerca de três anos. “O paciente tinha um cálculo que provocava cólica renal e vinha sendo tratado de forma parcial com um cateter duplo J. Agora, foi possível retirar o cateter, tratar o cálculo e resolver definitivamente o caso, graças à disponibilização do equipamento a laser no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul”, afirmou o médico Alexandre Bomfim, responsável pelo segundo procedimento. Para a diretora-presidente da Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Funsau), Marielle Alves Corrêa Esgalha, a implantação das cirurgias a laser reforça o compromisso do HRMS com a modernização da assistência hospitalar. “O hospital tem investido continuamente em tecnologia e inovação, com o objetivo de oferecer um atendimento cada vez mais qualificado, seguro e humanizado à população sul-mato-grossense”, destaca. Marielle ressalta que a aquisição de equipamentos modernos impacta diretamente na qualidade do cuidado prestado. “Investir em tecnologia é investir em saúde pública. Isso significa proporcionar melhores condições de trabalho aos profissionais e, principalmente, melhores resultados para os pacientes atendidos pelo SUS”, conclui. Patrícia Belarmino, Comunicação HRMS
MS registra 23 casos confirmados de dengue
Mato Grosso do Sul já registrou 577 casos prováveis de Dengue, sendo 23 casos confirmados, em 2026. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 3ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta quarta-feira (28). Segundo o documento, nenhum óbito foi confirmado em decorrência da doença ou está em investigação. Vacinação Ainda conforme o boletim, 223.322 doses do imunizante já foram aplicadas na população alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses do imunizante contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses. A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade. Chikungunya Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 666 casos prováveis, sendo 125 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Até o momento, nenhum caso da doença foi confirmado em gestantes. A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município. Confira os boletins: Boletim Epidemiológico Dengue SE 03- 2026 (1) Boletim Epidemiológico Chikungunya SE 03 – 2026 Kamilla Ratier, Comunicação SES
Com chuvas irregulares, dezembro teve metade do Estado abaixo e outra metade acima da média histórica
O regime de chuvas foi estritamente irregular em Mato Grosso do Sul no mês de dezembro, conforme demonstra o Monitor de Secas elaborado pelo Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Dos 50 pontos monitorados pelo Centro, 23 apresentaram registros de chuvas abaixo da média histórica, enquanto 26 ficaram acima e apenas 1 manteve-se dentro da média. Essa situação havia sido prevista pelos meteorologistas do Cemtec/MS ao fazerem o prognóstico do tempo para o Verão. Os dados mostravam que o regime de chuvas poderia ficar abaixo ou acima da média histórica, e ambas as situações acabaram ocorrendo. O maior volume de chuva foi observado no município de Mundo Novo, com um total acumulado de 439 milímetros, o que representa um 144% acima da média climatológica do período. Em Campo Grande, o acumulado de chuvas para o mês de dezembro ficou acima da média histórica nos cinco pontos de monitoramento, com percentuais que variaram de 18% a 40%, dependendo da região. Já os municípios com as menores quantidades de chuva (comparadas às médias históricas) foram: Paranaíba (-58%), Paraíso das Águas (-48%), Cassilândia (-47%), Chapadão do Sul (-47%), Camapuã (-45%), e Corumbá, na estação localizada na Fazenda São Cândido, com -40%. Acompanhando a variação de chuvas, as temperaturas também apresentaram grande amplitude térmica no mês de dezembro. A amplitude térmica é a diferença entre a temperatura mínima e a temperatura máxima registradas. Em Mato Grosso do Sul, no mês passado, a temperatura variou de 12,8°C até 39,8°C. A menor temperatura foi registrada em Aral Moreira, no dia 17 (12,8°C) e a maior (39,8°C) em Porto Murtinho no dia 1° de dezembro. Conforme a coordenadora do Cemtec/MS, Valesca Fernandes, para o trimestre de fevereiro a abril a análise do conjunto de modelos climáticos indica que a situação vá se repetir. “Em uma grande parte do Mato Grosso do Sul haverá um cenário de irregularidade na distribuição das chuvas. No entanto, a expectativa é de que, de modo geral, os volumes de chuva fiquem abaixo da média histórica”, afirmou. João Prestes, Comunicação Semadesc








