Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), morreu nesta sexta-feira (6), em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela defesa dele. Mourão estava internado no centro de terapia intensiva (CTI) do Hospital João 23 desde a última quarta-feira (4), após tentativa de suicídio na prisão. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, havia suspeita de morte cerebral. Em nota, o advogado de Mourão, Robson Lucas, informou que o quadro clínico de Mourão se agravou e que o óbito foi declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado por volta das 10h do mesmo dia. Entenda Na manhã da última quarta-feira, Mourão foi levado para a carceragem da PF na capital mineira após cumprimento do mandado de prisão emitido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a corporação, o investigado atentou contra a própria vida e foi reanimado por policiais responsáveis pela custódia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e Mourão foi encaminhado para o hospital. De acordo com as investigações, Mourão atuava como ajudante do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, que também foi preso na quarta-feira durante operação da PF. Sicário, como era chamado pelo empresário, seria responsável pelo monitoramento e obtenção de informações sigilosas de pessoas consideradas adversárias dos interesses do banqueiro. Centro de Valorização da Vida Qualquer pessoa com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida deve buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos e educadores, e também em serviços de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, é importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias. Agência Brasil
Simpósio de Saúde Única abre prazo para submissão de trabalhos científicos em MS
Estão abertas as inscrições e a submissão de resumos para o IV Simpósio de Saúde Única, que será realizado nos dias 12 e 13 de maio de 2026, na UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), em Campo Grande, em formato presencial. Os interessados podem enviar trabalhos até o dia 31 de março de 2026. A proposta é reunir pesquisas, relatos de experiência e iniciativas alinhadas à abordagem “One Health – Saúde Única”, conceito que integra saúde humana, animal e ambiental. O simpósio é voltado a profissionais, gestores, pesquisadores e estudantes das áreas da saúde, meio ambiente, agricultura e ciência. Como forma de incentivar a participação científica, os cinco primeiros trabalhos selecionados para apresentação oral terão passagens e diárias integralmente custeadas pelo evento. Integração científica e inovação O encontro busca fortalecer a governança intersetorial e promover a troca de experiências sobre práticas inovadoras voltadas à promoção da saúde e à sustentabilidade, reunindo especialistas e instituições que atuam com a abordagem de Saúde Única. Para a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, a iniciativa reforça a importância da integração entre diferentes setores na construção de políticas públicas mais eficazes. “A abordagem de Saúde Única amplia a capacidade de resposta ao integrar conhecimento científico, gestão pública e atuação intersetorial. O simpósio fortalece essa governança e estimula a produção de soluções aplicadas à realidade”, afirma. A coordenadora de Saúde Única, Danila Frias, destaca que o evento consolida Mato Grosso do Sul como espaço de articulação técnica e científica no tema. “A Saúde Única depende da cooperação entre áreas do conhecimento e instituições. O simpósio cria um ambiente estratégico para essa conexão, incentivando o compartilhamento de experiências e o desenvolvimento de práticas inovadoras”, ressalta. Inscrições As inscrições e a submissão de trabalhos devem ser realizadas pelo link: https://www.even3.com.br/iv-symposium-one-health-saude-unica-688580/. André Lima, Comunicação SES
19ª Corrida Feminina celebra o Dia Internacional da Mulher neste domingo em Campo Grande
A 4ª edição do Festival de Verão acontece neste domingo (8) e promete movimentar o Parque das Nações Indígenas, das 7h às 11h. Com uma programação gratuita e distribuída por diferentes pontos do parque, o evento organizado pela Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de MS) e Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), convida a população para uma manhã dedicada ao esporte, ao lazer e à convivência ao ar livre. A abertura oficial da programação será com a 19ª edição da Corrida e Caminhada Feminina, organizada pela MR Sports. A prova integra as celebrações do Dia Internacional da Mulher. A programação começa justamente com a 19ª Corrida e Caminhada Feminina. A largada está prevista para as 7h, com a participação de cerca de 900 atletas. A prova contará com classificação geral e por faixa etária, além da premiação com troféus para as melhores colocadas. Elaine Siqueira Hernandes, de 58 anos, é educadora física e corre há 24 anos. Com uma longa trajetória nas provas de rua, ela fala com entusiasmo sobre a experiência que acumulou ao longo do tempo. “Já participei muitas vezes da Corrida Feminina e também de diversas meias maratonas, já até perdi as contas. Ao longo desses anos, conquistei muitos troféus. Agora estou treinando para a minha terceira maratona, que será em Lima, no dia 24 de maio. Minha história com a corrida é marcada por prazer, alegria e liberdade. Correr é sentir-se feliz, superar limites, enfrentar desafios e sentir o coração bater mais forte. É o que me faz sentir viva e forte.” Outra partipante é Lilia Moreno, de 30 anos, é enfermeira e marca presença pela segunda vez na Corrida Feminina. “Comecei a correr em 2023 quando estava participando de um processo seletivo e neste processo tinha corrida. Foi meu primeiro contato, comecei a correr e gostei. O esporte é um divisor de águas na vida de quem pratica, de quem gosta, é alívio para os dias ruins, é momento de pensar e refletir na vida. A corrida traz inúmeros benefícios, com certeza a estética é uma parte importante, você se sentir bem, se sentir saudável e bonita deixa qualquer mulher confiante”. Yasmin Calado, de 19 anos, estudante de odontologia, também está inscrita na competição. “Comecei a correr durante meu processo de emagrecimento e também por influência de outras pessoas. No entanto, acabei me apaixonando pelo processo e, hoje, corro não por estética, mas por amor ao esporte. Entrei em uma assessoria esportiva e, desde então, passei a gostar ainda mais de participar de provas e de me desafiar constantemente. A corrida nos desafia, muda nossos pensamentos e nos faz superar limites. Para mim, ela transformou e continua transformando minha vida a cada dia.” Festival de Verão Mais do que um encontro esportivo, o festival marca a abertura de uma agenda extensa de atividades que será desenvolvida ao longo do ano pela Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de MS). A proposta inclui ações recreativas, práticas esportivas e competições na capital e em municípios do interior, ampliando o acesso ao esporte e incentivando a participação da comunidade em diversas regiões do Estado. O Festival de Verão contará com uma apresentação especial do cantor Robertinho Meneses, ex-integrante do grupo Feitiço Moleque. A iniciativa reúne mais de 65 parceiros e oferece uma variedade de modalidades para todos os públicos, como fit dance, ritbox, calistenia, yoga, yoga em tecido acrobático, ciclismo, corrida de orientação, skate, patinação, kung fu, karatê, wrestling (luta olímpica), capoeira, entre outras. O evento contará ainda com estandes informativos de instituições como a DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), PROCON (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor), BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), CHOQUE (Batalhão de Polícia de Choque), CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de MS), SES (Secretaria de Estado de Saúde), entre outros órgãos parceiros. O Festival de Verão acontecerá no Parque das Nações Indígenas a partir das 7h da manhã. A entrada será pelo Portão Guató.Endereço: Av. Afonso Pena, s/n – Centro, Campo Grande Confira o croqui com a disposição do evento, (clique para acessar). Bel Manvailer, Comunicação Setesc
Da cena do crime ao laboratório: mulheres atuam na produção da prova pericial em MS
Na Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, mulheres participam de diferentes etapas da atividade pericial, desde o atendimento em locais de crime até análises laboratoriais, exames médico-legais e papiloscopia. Atualmente, elas representam cerca de 40% do efetivo da instituição. Antes que um exame médico seja realizado ou uma identificação seja confirmada, o trabalho técnico começa no local do fato. É ali que vestígios são identificados, registrados e preservados para subsidiar as investigações e orientar os exames que serão realizados posteriormente. Vestígios e dinâmica do crime A perita criminal Karla Gonçalves da Cruz, que ingressou na instituição em 2014 e atualmente trabalha no Núcleo de Perícias Externas, no setor de Crimes Contra a Vida, na Capital, explica que a preservação do local é a primeira preocupação da equipe. “Minha primeira preocupação é identificar a área onde se encontram os vestígios e verificar se essa região está devidamente isolada e preservada. Isso é fundamental para garantir que os elementos presentes no local sejam mantidos íntegros. ” Com mais de 11 anos de atuação, Karla já trabalhou no Núcleo Regional de Criminalística de Corumbá e no Departamento de Apoio às Unidades Regionais antes de integrar a equipe responsável pelos atendimentos em Campo Grande. Segundo ela, o trabalho no local exige atenção a todos os elementos presentes na cena, já que nem sempre é possível identificar de imediato quais terão relevância para a investigação. “Em muitos casos há grande quantidade de elementos no local e naquele momento ainda não é possível identificar completamente o que é relevante. Por isso é essencial realizar um levantamento detalhado e minucioso”, explicou. Parte do material coletado em locais de crime segue posteriormente para análises especializadas em diferentes áreas da perícia, como DNA, documentoscopia, balística e outras disciplinas técnicas realizadas em laboratórios da Polícia Científica por outras peritas e peritos criminais. Exames médico-legais Na medicina legal, os exames contribuem para esclarecer circunstâncias de diferentes ocorrências. A perita médica-legista Taís Cristina Zottis Barsaglini, que exerce atividades há três anos no Instituto de Medicina e Odontologia Legal e na Casa da Mulher Brasileira, destaca a importância da área na produção da prova técnica. “O exame médico-legal traz clareza e materialidade sobre os fatos. Ele pode documentar casos de violência física, sexual ou ainda esclarecer a causa de óbitos violentos, como acidentes de trânsito ou homicídios.” As conclusões são registradas em laudos técnicos elaborados a partir de evidências científicas. “Um laudo tecnicamente fundamentado reúne todas as conclusões com base em evidências e respeitando o passo a passo pericial para que seja confiável”, afirmou. Mesmo diante de situações difíceis, ela afirma que o foco permanece no rigor técnico. “Quando comecei a trabalhar nessa área percebi que é impossível não se sentir incomodada com algumas situações de violência e vulnerabilidade humana. Mas tento me manter focada nas evidências e nos fatos concretos. ” Digitais que revelam identidades A papiloscopia também integra a produção da prova técnica. A perita papiloscopista Juliana Cardozo da Silva, que ingressou na instituição em 2015 e já atuou em plantões de local de crime em Dourados e em Campo Grande, explica que o trabalho vai além da emissão de documentos de identidade. “Ele garante a existência civil da pessoa, assegura direitos e a situa perante a sociedade. É por meio dele que alguém passa a ter nome, registro, acesso a serviços e reconhecimento legal.” No contexto criminal, a atuação também inclui o levantamento de impressões digitais em locais de crime, etapa que pode contribuir para a identificação de pessoas envolvidas nas ocorrências. “Confirmar uma identidade pode inocentar alguém, esclarecer um crime ou permitir que uma família encerre um ciclo de dor. Por trás de cada impressão digital existe uma história”, afirmou. De acordo com Juliana, a análise exige atenção rigorosa aos detalhes. Muitas vezes, os peritos trabalham com fragmentos muito pequenos de impressões digitais que precisam ser comparados com precisão. “Observamos linhas, pontos característicos e pequenas bifurcações que são únicas em cada pessoa. É um trabalho que não permite pressa. ” Assim como ocorre em outras perícias de local de crime, os vestígios coletados podem gerar desdobramentos para análises complementares em diferentes núcleos especializados de identificação. Bastidores dos exames necroscópicos Parte da atividade ocorre nos bastidores. A agente de Polícia Científica Romilda Fleitas, que atua há dez anos nos exames necroscópicos, acompanha diferentes etapas do procedimento. “Quando o corpo chega aqui, a gente faz toda a recepção, confere a requisição, a cadeia de custódia e verifica se houve atendimento anterior em unidade de saúde ou pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Depois auxiliamos o médico-legista durante o exame e também ficamos responsáveis pela liberação do corpo para a funerária, sempre com autorização da família”, relatou. Segundo ela, a rotina também envolve o contato com familiares em momentos delicados. “Às vezes a família chega aqui em uma situação muito difícil e precisa entender que alguns exames são necessários. É um trabalho que exige responsabilidade e respeito com cada caso que chega até nós.” Romilda afirma que cada função dentro do instituto contribui para o resultado final do trabalho técnico. “Eu me vejo como uma peça dentro de uma engrenagem. Cada um faz a sua parte para que tudo funcione. ” Do levantamento de vestígios no local de crime às análises laboratoriais, passando pela identificação e pelos exames médico-legais, essas profissionais participam de diferentes etapas da atividade pericial que contribui para o esclarecimento de fatos e para a produção de provas utilizadas pela Justiça. Maria Ester Jardim Rossoni, Comunicação PCi-MS
DOF Investe em Tecnologia: Policiais Recebem Treinamento para Operar Drones na Fronteira
O Departamento de Operações de Fronteira (DOF) reafirma seu compromisso com a modernização e a eficiência no combate ao crime transfronteiriço. Como parte de sua estratégia de fortalecimento, policiais do Departamento foram submetidos a um treinamento especializado para a operação de veículos aéreos não tripulados (DRONES). A iniciativa visa equipar as guarnições com ferramentas de última geração para o monitoramento e a vigilância de áreas críticas. O uso desses equipamentos será fundamental para otimizar o combate ao tráfico de drogas, contrabando e outros crimes típicos da região de fronteira. O avanço tecnológico é tratado como prioridade estratégica pelo comando do DOF. O objetivo central é elevar a capacidade técnica das guarnições em campo e fortalecer o setor de inteligência da unidade. Com a visão aérea proporcionada pelos drones, o DOF ganha vantagem, permitindo um reconhecimento mais preciso do terreno e uma resposta mais rápida a atividades suspeitas, garantindo maior segurança tanto para os operadores quanto para a população.
Operário e Ivinhema enfrentam times de Goiás e Minas Gerais na Série D do Brasileiro
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta sexta-feira (6) os 16 grupos da Série D do Campeonato Brasileiro. Em 2026 a competição, que começa no primeiro fim de semana de abril, passa a ter 96 clubes participantes, entre eles Operário FC e Ivinhema FC, os representantes de Mato Grosso do Sul que vão encarar, na primeira fase, adversários de Goiás e Minas Gerais. Os jogos finais acontecem nos dias 6 e 13 de setembro. A divisão dos grupos, segundo a entidade, foi feita a partir de critérios geográficos, observando também questões logísticas, conforme imagem ilustrativa abaixo. Operário e Ivinhema estão no Grupo A11 e enfrentam Uberlândia-MG, Betim-MG, CRAC-GO e Abecat-GO. Se avançarem, Galo e Azulão do Vale enfrentam na segunda fase times do Grupo A12, formado por Porto-BA, Rio Branco-ES, Vitória-ES, Real Noroeste-ES, Tombense-MG e Democrata-MG. Segundo o regulamento, os clubes se enfrentam dentro dos grupos, em turno e returno. Os quatro melhores avançam para segunda fase, quando a competição passa a ser disputada em confrontos eliminatórios em ida e volta, até a final. Os clubes que cheguem à terceira fase asseguram, no mínimo, sua participação na Série D de 2027. Os quatro semifinalistas, assim como os vencedores dos playoffs – confronto entre os derrotados nas quartas de final -, garantem o acesso à Série C de 2027. O campeão irá se classificar de forma direta para a terceira fase da Copa do Brasil de 2027. Boas Cotas No Conselho Técnico da Série D do Brasileiro, realizado na quinta-feira (5), com participação de representantes dos 96 clubes, a CBF trouxe boas notícias, principalmente financeiramente. Nesta temporada, cada clube que disputa a primeira fase recebe R$ 500 mil. Conforme avançar, garante mais R$ 100 mil pela segunda fase, R$ 150 mil pela terceira e R$ 180 mil por fase até a semifinal. Os finalistas recebem mais R$ 300 mil cada. Adversários Na temporada, os adversários de Operário e Ivinhema fizeram campanha regulares nos seus respectivos estaduais. No Campeonato Mineiro, Uberlândia e Betim caíram na primeira fase, com campanhas semelhantes. Cada um fez nove pontos em oito jogos, com duas vitórias, três empates e três derrotas. No Campeonato Goiano, o Abecat terminou a primeira fase na quinta posição, com 14 pontos em oito jogos. Nas quartas de final, o time da cidade de Ouvidor enfrentou o Atlético Goianiense e foi eliminado com derrota por 3 a 0 em casa e empate em 1 a 1 na casa do adversário. Já o CRAC terminou a primeira fase em oitavo, com nove pontos em oito jogos. O time de catalão enfrentou o Goiás nas quartas de final e caiu com empate em 1 a 1 em casa e derrota, na volta, por 4 a 1. FFMS
Zé Teixeira defende endurecimento de leis e estrutura no combate ao feminicídio
O deputado estadual Zé Teixeira manifestou apoio à integração das forças de segurança de Mato Grosso do Sul no combate à violência doméstica. O parlamentar comemorou o balanço positivo da Operação Mulher Segura, que resultou em 68 prisões em flagrante e no cumprimento de 35 mandados de prisão entre o final de fevereiro e o início de março. Para o parlamentar, a eficácia das polícias Civil e Militar no “Dia D” da operação, realizado nesta quarta-feira (4), é um passo essencial para reduzir os índices de feminicídio que ainda desafiam o Estado. Zé Teixeira ressaltou o trabalho de campo realizado pelos 51 policiais militares e pelas equipes da Polícia Civil envolvidas na força-tarefa. A operação, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça, demonstrou a capilaridade da rede de proteção em Mato Grosso do Sul. Com a liderança da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campo Grande e o suporte de diversas unidades especializadas como o GARRAS e a DENAR, as ações alcançaram municípios como Dourados, Ponta Porã, Aquidauana e Bonito. Zé Teixeira ressalta que o sucesso dessas prisões e a fiscalização de 78 medidas protetivas de urgência pela Polícia Militar reforçam a necessidade de investimentos contínuos em equipamentos e inteligência policial. Neste mês dedicado às mulheres, o parlamentar reitera que a luta contra a violência familiar exige uma postura incisiva e leis cada vez mais rígidas. Como autor da Emenda Constitucional 87, em vigor desde 2021, que impede condenados por violência doméstica de ocuparem cargos ou empregos públicos no Estado, Teixeira defende que o enfrentamento ao crime deve ser prioridade permanente. A articulação entre o Poder Legislativo e as forças de segurança, segundo ele, é o caminho para garantir que as mulheres tenham a segurança necessária para romper ciclos de abuso e que o Estado ofereça uma resposta rápida e eficiente contra os agressores.
CBF confirma jogo do Operário na terceira fase da Copa do Brasil
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou nesta sexta-feira (6) a tabela detalhada referente à terceira fase da Copa do Brasil, com detalhes dos 24 confrontos, como datas, locais e horários. Único representante de Mato Grosso do Sul que segue na competição, o Operário FC enfrenta o Vila Nova-GO por vaga na fase seguinte, que garante cotas de R$ 1,07 milhão e R$ 1,68 milhão. A terceira fase acontece entre os dias 10 e 12 de março, em jogos únicos, com a possibilidade de decisão por pênaltis em caso de empate no tempo normal. O Operário joga mais uma vez longe dos torcedores. A partida está marcada para a próxima quinta-feira (12), às 18h (MS), no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia, e tem previsão de transmissão pela SporTV, Premiere e o canal GE no YouTube. Os dois times entraram na Copa do Brasil na segunda fase jogando como visitantes. O Galo eliminou o ASA-AL, em Arapiraca, com vitória por 2 a 1. Já o time goiano enfrentou o Velo Clube-SP, em Rio Claro, e avançou com vitória nos pênaltis por 4 a 2 depois de empate sem gols no tempo regulamentar. O classificado enfrenta, na quarta fase, o classificado entre Confiança-SE e Tombense-MG, que jogam na quarta-feira (11), no Estádio Batistão, em Aracaju (SE).
Mato Grosso do Sul consolida nova matriz produtiva e lidera crescimento da indústria de transformação no país
Mato Grosso do Sul consolida uma nova matriz produtiva e lidera o crescimento da indústria de transformação no país. Nos últimos dez anos, o Estado vem passando por uma transformação estrutural inédita. De uma economia baseada quase exclusivamente na agropecuária, Mato Grosso do Sul passou a ocupar posição de destaque nacional na agroindústria e na indústria de transformação. Atualmente, o Estado lidera o crescimento da indústria de transformação no Brasil. Segundo dados do IBGE, em uma década, o valor da transformação industrial (VTI) cresceu nominalmente 179% — a maior variação entre todos os estados brasileiros —, saltando de R$ 12,2 bilhões para R$ 34,0 bilhões no período. O VTI é um indicador que mede a riqueza gerada pelo processo produtivo, calculado a partir da diferença entre o valor da produção e o custo dos insumos consumidos. Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, o desempenho está diretamente associado à estratégia adotada pelo Governo do Estado de apostar na agregação de valor à produção primária, no fortalecimento da agroindústria e na incorporação da agenda verde como eixo estruturante do desenvolvimento, combinando crescimento econômico, sustentabilidade ambiental, inovação tecnológica e atração de novos investimentos. O Estado também se consolida como um dos protagonistas nacionais na transição energética e na agenda verde, com destaque para a produção de bioenergia. Atualmente, Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição no ranking nacional de produção de etanol, é o quinto maior produtor de açúcar e o segundo na produção de etanol de milho. “O desempenho coloca o setor como um dos pilares estratégicos do desenvolvimento econômico sul-mato-grossense”, avalia Verruck. Com 22 usinas em operação, sendo três de etanol de milho, e outras três novas plantas em implantação, o Estado mantém diálogo permanente com o setor produtivo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e da Biosul, para garantir um ambiente de negócios competitivo e sustentável. O Estado também tem o compromisso de se tornar território carbono neutro até 2030. No setor sucroenergético, já conta com uma plataforma própria de monitoramento de emissões e remoções de gases de efeito estufa, denominada Carbon Control. O presidente da Fiems, Sérgio Longen, afirmou que o desempenho recente de Mato Grosso do Sul está diretamente ligado à construção de um ambiente favorável aos investimentos e à atuação integrada das entidades do setor produtivo. “Estamos construindo há muito tempo esse ambiente de negócios em Mato Grosso do Sul. Não só a Federação das Indústrias, mas a Famasul, a Fecomércio, o Sistema S como um todo, fazendo com que o investimento privado chegue aqui e seja bem acompanhado. É muito difícil hoje implantar uma empresa em qualquer lugar do Brasil. E essa diferença de Mato Grosso do Sul, muitas vezes, não é entendida por outros estados, o motivo de sermos tão ágeis. Hoje, nós temos cerca de R$ 90 bilhões em investimentos privados em várias áreas. Isso é muito bem planejado. A implantação de uma empresa passa, primeiro, pela demanda empresarial. O empresário visita o Estado, procura conhecer os problemas que pode ter, como logística, mão de obra e energia. É uma série de ações construídas antes de o empresário finalizar a decisão de implantar a empresa em Mato Grosso do Sul”, afirmou o dirigente. De acordo com Longen, esse ambiente tem feito a diferença e os números confirmam esse movimento. “Mato Grosso do Sul cresce a dois dígitos, deixando, muitas vezes, até a China para trás”, disse o presidente. Ao comentar a mudança estrutural da economia estadual, Longen ressaltou o avanço da industrialização e da diversificação produtiva. “Antigamente, o Estado produzia basicamente grãos. Depois começamos a industrializar, com o álcool. Veio o etanol, depois o etanol de milho, depois o açúcar, depois a energia de biomassa. Agora são os biocombustíveis, é a neoindustrialização. Temos a evolução do etanol de milho e também de outros produtos, como o sorgo, que já está em pauta. Também avançamos na proteína. Somos grandes produtores de carne bovina, suína, de aves e de peixe. O Estado evoluiu muito. Mato Grosso do Sul se tornou um grande produtor de amendoim, fruto da rotação de cultura da cana e de muitos anos de pesquisa. Temos o melhor amendoim do Brasil”, destacou. Na avaliação do dirigente, a política de agregação de valor à produção local tem sido decisiva para atrair novos empreendimentos e consolidar o Estado como polo da indústria do agro. “O que chamamos hoje de indústria do agro é justamente transformar aquilo que Mato Grosso do Sul produz. Um exemplo é o etanol de milho com o DDG, subproduto da produção que hoje já é exportado, com valor agregado muito elevado. Essa transformação daquilo que produzimos no Estado tem sido prioridade para o setor privado, para o governo estadual e também para os municípios. Essa transformação tem um objetivo muito claro. Os pilares estão bem definidos e vêm sendo perseguidos para que o Estado continue nesse caminho. Esse esforço fez de Mato Grosso do Sul a bola da vez”, avaliou. Para materializar e comprovar, na prática, o ciclo de desenvolvimento industrial vivido por Mato Grosso do Sul, a trajetória da Metalfrio se apresenta como um dos exemplos mais representativos desse processo. A Metalfrio é uma empresa global, de origem brasileira, que está entre as líderes mundiais do setor de refrigeração comercial. Com um completo portfólio de produtos, atende às necessidades dos mais diversos tipos de estabelecimentos, levando a melhor tecnologia, durabilidade e o menor consumo de energia para você e seu negócio. Esta expertise, adquirida ao longo destes 60 anos, está presente em cada detalhe da linha de produtos, contribuindo para que marcas regionais e estabelecimentos comerciais se beneficiem com máxima eficiência, baixa manutenção, redução de custos operacionais e menor consumo de energia. A consolidação da companhia no Estado teve início em 2005, com a implantação da primeira fase da fábrica de refrigeradores e freezers em Três Lagoas, atividade central do negócio da empresa. Desde então, a operação foi ampliada em outras duas etapas, até








