A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SEMC), alcançou um marco histórico com o número recorde de inscrições no edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). O Edital nº 002/2026, registrou a marca expressiva de 134 projetos culturais inscritos, consolidando-se como um dos processos seletivos mais participativos já realizados no município. “Em anos anteriores esse número ficava em torno de 80, quando muito, 90 inscrições, mas nesse segundo ano da gestão Marçal Filho e graças aos recursos que conseguimos garantir junto ao Governo Federal alcançamos esse recorde”, comemora Gisella Melo, secretária municipal de Cultura. O alto número de propostas inscritas reforça o potencial criativo do município e evidencia a importância das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cultura local. “Demonstra também a força do setor cultural douradense e o engajamento dos agentes culturais na busca por incentivo e valorização de seus projetos”, ressalta a secretária. “O mais importante é que os esforços que fizemos para aumentar o orçamento perante o Ministério da Cultura deram certo e agora poderemos atender um número maior de projetos”, ressalta Gisella Melo. Aberto em 24 de fevereiro, o período de inscrições encerrou nesta segunda-feira, 16 de março e o Edital mobilizou artistas, produtores e fazedores de cultura de diversas áreas, e contemplará múltiplas linguagens culturais, evidenciando a riqueza e a diversidade da produção cultural douradense. Ao todo, 21 projetos serão selecionados, reforçando o compromisso com o fomento à cultura local e a democratização do acesso aos recursos públicos. Um dos grandes diferenciais desta edição foi o investimento em formação. Nos dias 10 e 11 de março, a Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), promoveu uma Oficina de Elaboração de Projetos Culturais e Portfólio Artístico. A iniciativa foi pensada como uma oportunidade estratégica para capacitar os interessados em participar do edital, qualificando propostas e ampliando o acesso de novos agentes culturais. “Percebemos que parte dos agentes culturais tinha dificuldade na elaboração dos projetos em conformidade com o edital, mas essa formação que oferecemos em parceria com o Governo do Estado acabou capacitando esse público”, explica Gisella Melo. A oficina foi um sucesso de público, reunindo 95 participantes, entre artistas iniciantes e experientes, que tiveram acesso a orientações práticas e ao preenchimento dos formulários do edital, fortalecendo a participação e a qualidade das inscrições. A iniciativa buscou democratizar o acesso às informações e ampliar as oportunidades para que mais artistas e produtores pudessem participar do processo seletivo. Segundo Gisella Melo, o resultado desse conjunto de ações pode ser percebido pelo número recorde de inscritos. “Isso reflete não apenas o interesse da classe cultural, mas também a eficácia das políticas públicas voltadas à formação e ao fomento”, avalia a secretária. A gestão municipal reforça que o investimento na cultura é também investimento no desenvolvimento social e econômico, uma vez que o setor movimenta a economia criativa, gera renda e promove inclusão por meio da arte. “O expressivo número de inscrições consolida Dourados como um dos polos culturais mais ativos da região, reafirmando o compromisso do município com a valorização da produção artística e com a implementação efetiva das políticas públicas culturais”, finaliza Gisella Melo.
Municípios são convocados a liderar transformação antirracista durante lançamento do MS Sem Racismo
A manhã de terça-feira (17) marcou um novo capítulo na construção de políticas públicas de igualdade racial em Mato Grosso do Sul. Em uma live realizada pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, vinculada à SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), gestores de 79 municípios foram mobilizados para aderir ao Programa MS Sem Racismo e ao Plano de Metas Antirracistas. A atividade integrou a programação da campanha “21 Dias de Ativismo pela Eliminação da Discriminação Racial e Religiosa”, que propõe transformar datas simbólicas em ações concretas nos territórios. Além de apresentar diretrizes, o encontro reforçou a urgência de atuação local, considerando que cerca de 53% da população sul-mato-grossense é autodeclarada negra, o enfrentamento ao racismo estrutural e institucional exige capilaridade e compromisso coletivo. Durante a transmissão, o subsecretário Deividson Silva destacou que o programa representa um chamado à responsabilidade compartilhada. “Esse programa é fundamental para que os municípios assumam um compromisso efetivo na luta contra o racismo. É com muita satisfação que apresentamos essa proposta e contamos com a adesão de todos, somando forças com o Estado para que essa política seja, de fato, efetiva.” Deividson também reforçou o caráter prático do Guia de Adesão, que orienta desde a elaboração de decretos municipais até a implementação das ações, e citou municípios como Camapuã e Nioaque, que já iniciaram o processo. A secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, trouxe um olhar estratégico e sensível sobre a construção coletiva dessa política. Em sua fala, convidou os municípios a reconhecerem e sistematizar o que já é feito nos territórios. “Pensando nisso, convidamos vocês para que a gente comece juntos a trabalhar esses planos de metas. Muita coisa os municípios já realizam. A ideia é organizar tudo em um compilado, para que possamos avaliar passo a passo, mensurar e mostrar para a população o trabalho que está sendo entregue lá na base.” Viviane Luiza destacou que o MS Sem Racismo vai além do enfrentamento direto ao racismo, dialogando com outras dimensões da política pública. “Quando falamos do MS Sem Racismo, também estamos promovendo equidade de gênero, fortalecendo territórios e famílias. E isso só é possível quando os municípios caminham junto com o Estado, nessa parceria de elaboração e execução.” A secretária ainda reforçou o suporte oferecido pelo Governo do Estado aos municípios, por meio de uma central de orientação da SEC. “Vocês não estarão sozinhos. Criamos esta central, onde todos podem buscar orientação, não apenas sobre o programa, mas também sobre o plano de metas e tudo o que precisarem para a elaboração das ações. Nosso objetivo é fortalecer a gestão municipal nos territórios.” A construção coletiva também foi reforçada por representantes da sociedade civil. Advogada e integrante da Rede FortaleSer, Andrea Ferreira, destacou a importância da união entre instituições. “A Rede FortaleSer é essa união de forças entre secretarias e sociedade civil, com o objetivo de construir um Mato Grosso do Sul mais igualitário e acolhedor. Estamos nesse processo de luta para que todas as cidades se unam ao MS Sem Racismo e avancem conosco nessa agenda de igualdade racial.” Representando o movimento negro de Anastácio e Aquidauana, Orivaldo Medeiros, trouxe a perspectiva de quem vivencia diariamente os desafios do racismo, especialmente o religioso. “É uma felicidade ver esse decreto. A gente já vem atuando há muito tempo no combate ao racismo, inclusive religioso. Nosso movimento está se estruturando, com projetos voltados à população negra, e queremos muito ver essa política chegando aos municípios, como em Anastácio.” Instituído pelo Decreto Estadual nº 16.602/2025, o Programa MS Sem Racismo se consolida como uma política de Estado, com base legal, definição de responsabilidades e mecanismos de governança e monitoramento. Já o Plano de Metas Antirracistas estabelece diretrizes de longo prazo, garantindo continuidade e efetividade das ações. Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Imam já removeu centenas de árvores condenadas e plantou mais de 700 mudas
A Prefeitura de Dourados, por meio do Instituto Municipal de Meio Ambiente (Imam), avança no trabalho de supressão de árvores condenadas e no plantio de novas mudas em diversos pontos da cidade. O objetivo é garantir mais segurança à população e reduzir riscos de acidentes provocados pela queda de galhos ou de árvores comprometidas, especialmente em períodos de chuva e ventos fortes. As ações seguem determinação do prefeito Marçal Filho, com foco em manter a cidade arborizada de forma segura, compatível com o ambiente urbano e planejada para o futuro. Conforme levantamento do Imam, entre os meses de setembro e março, foram suprimidas 580 árvores condenadas e realizadas 450 destocas. As intervenções seguem as diretrizes do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU), com prioridade inicial na região central e, posteriormente, nos bairros adjacentes. Entre os critérios técnicos adotados para a supressão estão a localização em passeio público ou canteiro central e as condições fitossanitárias comprometidas das espécies. O diretor do Imam, Fábio Luís da Silva, destaca que todas as árvores removidas passaram por avaliação prévia de equipe especializada, com registro e georreferenciamento, garantindo rastreabilidade, controle das ações e transparência no manejo arbóreo. Em contrapartida, o município já realizou o plantio de 770 novas mudas, priorizando, sempre que possível, os mesmos locais onde houve a supressão, de modo a preservar a cobertura vegetal e a estrutura da arborização urbana. Em situações específicas, no entanto, o replantio não ocorre no mesmo ponto, especialmente quando há conflito com redes de serviços, acessibilidade ou outras estruturas urbanas. “Nesses casos, a equipe técnica seleciona um local alternativo adequado para o plantio”, explica o diretor. Todas as mudas utilizadas pertencem a espécies nativas dos biomas Cerrado e Mata Atlântica, em conformidade com as diretrizes de diversificação e adequação ecológica. O processo de plantio segue rigorosamente os parâmetros estabelecidos pelo PDAU, incluindo tamanho mínimo das mudas, preparo do berço, amarração e tutoramento, garantindo melhores condições para o desenvolvimento das árvores.O manejo arbóreo é executado de forma simultânea em três frentes de trabalho — supressão, plantio e destoca — estratégia que tem proporcionado maior eficiência operacional e melhor organização das equipes em campo. Em situações de remoções emergenciais devido a intempéries, o trabalho conta com apoio da Defesa Civil, Secretaria de Serviços Ubanos (Semsur) e Corpo de Bombeiros. AVANÇOS O Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU) de Dourados apresentou avanços significativos em 2025 e 2026. Atualmente, o Imam conta com estrutura administrativa específica para a gestão da arborização urbana, com equipe técnica responsável pelo planejamento, fiscalização e acompanhamento das intervenções. Também foram promovidas melhorias no viveiro municipal, ampliando a capacidade de produção e a qualidade das mudas destinadas ao plantio e à doação à população. Além disso, a implantação de sistemas de solicitação online tornou mais ágil o atendimento às demandas da comunidade, somada ao aperfeiçoamento do programa de doação de mudas. Outro destaque é a implantação do manejo arbóreo preventivo realizado pelo próprio município, permitindo atuação contínua e planejada. A iniciativa contribui diretamente para a segurança da população, a qualidade ambiental e a eficiência na gestão da arborização urbana, consolidando Dourados como uma cidade mais sustentável e preparada para o futuro.
Governo de MS impulsiona o agro com inovação e investimentos na abertura da 28ª TecnoAgro em Chapadão do Sul
O Governo de Mato Grosso do Sul reafirmou seu papel estratégico no fortalecimento do agronegócio durante a abertura da 28ª edição da TecnoAgro, realizada nesta terça-feira (17), em Chapadão do Sul. Com investimentos que somam mais de R$ 2,7 milhões destinados à realização do evento e ao desenvolvimento de pesquisas agrícolas, o Estado consolida sua atuação como indutor de inovação, produtividade e competitividade no campo Realizada entre os dias 17 e 19 de março, a TecnoAgro é considerada o maior evento de tecnologia agropecuária das regiões Norte e Nordeste de Mato Grosso do Sul, reunindo produtores, pesquisadores, empresas, instituições financeiras e especialistas em um ambiente voltado à difusão de conhecimento, geração de negócios e validação de tecnologias aplicadas à produção agrícola Durante a abertura, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou o papel estruturante do agronegócio para o desenvolvimento do Estado e a importância do apoio governamental às iniciativas que aproximam tecnologia e produção. “Quando o Estado investe em pesquisa, inovação e eventos como a TecnoAgro, ele está fortalecendo toda uma cadeia produtiva que gera emprego, renda e desenvolvimento. O produtor sul-mato-grossense é altamente eficiente e resiliente, e cabe ao poder público garantir as condições para que ele continue produzindo com competitividade, sustentabilidade e segurança”, afirmou. Com mais de 110 expositores e cerca de 280 marcas presentes, a edição de 2026 reforça o crescimento e a relevância do evento como vitrine tecnológica do agronegócio brasileiro, além de espaço estratégico para articulação entre ciência, mercado e produção. O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, ressaltou que o avanço tecnológico tem sido determinante para o crescimento do agro sul-mato-grossense, posicionando o Estado entre os mais competitivos do país. “Hoje Mato Grosso do Sul possui uma das maiores coberturas de estações meteorológicas do Brasil, o que permite ao produtor tomar decisões mais assertivas, reduzir riscos e aumentar a eficiência produtiva. O conhecimento já existe, o desafio é levar isso ao campo, e eventos como a TecnoAgro cumprem exatamente esse papel”, destacou. Segundo o secretário, o crescimento do setor é resultado de uma política consistente baseada em ciência, inovação e organização das cadeias produtivas, aliada à diversificação das culturas e à ampliação da agroindustrialização no Estado. A Fundação Chapadão, responsável pela realização do evento, atua há quase três décadas no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o campo e atualmente conduz pesquisas em uma área de aproximadamente 500 mil hectares de agricultura, com foco na sustentabilidade produtiva e no aumento da rentabilidade das culturas. Durante seu pronunciamento, o presidente da instituição, Ilton Henrichsen, destacou que a TecnoAgro representa muito mais do que um evento, sendo um elo direto entre pesquisa e tomada de decisão no campo. “A TecnoAgro se transformou em uma das principais vitrines tecnológicas do agronegócio brasileiro. Mesmo diante de desafios como custos elevados, cenário econômico e adversidades climáticas, seguimos avançando com tecnologia, pesquisa e parcerias. É aqui que o produtor encontra, na prática, soluções para aumentar sua produtividade com sustentabilidade e segurança nas decisões”, afirmou. Além da difusão de tecnologia, o evento também se consolida como uma grande plataforma de negócios, com participação ativa de instituições financeiras que ofertam linhas de crédito e condições especiais durante a feira, fortalecendo a relação entre produtores, empresas e fornecedores. Representando o município, o vice-prefeito Ernany Andrade destacou o impacto da TecnoAgro no desenvolvimento regional. “A TecnoAgro é um orgulho para Chapadão do Sul e para toda a região. É um evento que movimenta a economia, gera oportunidades e fortalece o produtor rural, conectando conhecimento, inovação e crescimento para o nosso município”, pontuou. Outro destaque da edição de 2026 é a ampliação da capacidade de pesquisa da Fundação Chapadão, com a implantação de uma nova estação experimental de 100 hectares, voltada à validação de tecnologias especialmente para as cadeias produtivas da soja e do milho, além da expansão de áreas de experimentação e novos estudos em fitopatologia, nematologia e bioestimulantes. O apoio do Governo do Estado à TecnoAgro integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da pesquisa agropecuária, incentivo à inovação tecnológica e ampliação da competitividade do agronegócio sul-mato-grossense. O Estado vem se destacando nacionalmente pelo crescimento sustentado do setor, pela organização das cadeias produtivas e pela capacidade de atrair investimentos em agroindústria, logística e tecnologia. Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria
Prefeitura amplia prestação de serviços através da assistente virtual “Doura”
A Prefeitura de Dourados ampliou a oferta de serviços digitais disponibilizados à população por meio da assistente virtual “Doura”, facilitando o acesso dos contribuintes a diversos atendimentos da área tributária e administrativa. A “Doura” pode ser acessada diretamente no site www.dourados.ms.gov.br ou através do WhattsApp número 67 99895-0137. “Com a atualização da Carta de Serviços, os cidadãos agora podem acessar, de forma rápida e prática, serviços relacionados ao IPTU, Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos, ISS Fixo e Alvará de Localização e Funcionamento diretamente pela assistente virtual”, explica Suelen Nunes Venâncio, secretária municipal de Fazenda. “A iniciativa busca simplificar processos e reduzir a necessidade de atendimento presencial”, completa a secretária. Os serviços prestados através da “Doura” são rápidos e seguros para o contribuinte, que não precisará mais se dirigir à Central de Atendimento ao Cidadão. “Além disso, também foram disponibilizados novos serviços para emissão de documentos oficiais, como certidões municipais e consulta de valor venal de imóveis, ampliando as possibilidades de atendimento digital oferecidas pela administração municipal”, ressalta Suelen Nunes Venâncio. De acordo com a Secretaria Municipal de Fazenda, a ampliação dos serviços representa mais um passo no processo de modernização da gestão pública e na melhoria do atendimento ao contribuinte. A secretária de Fazenda explica que o objetivo é tornar os serviços públicos cada vez mais acessíveis à população. “Nosso foco tem sido na busca de melhoria na qualidade do serviço público, prezando pela satisfação da nossa população”, enfatiza. “Com a ampliação da carta de serviços da assistente virtual, conseguimos oferecer mais agilidade e facilidade no acesso a informações e documentos importantes para o cidadão”, destaca Suelen Nunes. A Prefeitura reforça que a disponibilização desses serviços digitais contribui para maior rapidez no atendimento das demandas, além de proporcionar mais comodidade, transparência e eficiência na prestação dos serviços públicos municipais. “Estamos seguindo a determinação do prefeito Marçal Filho para dinamizar os serviços oferecidos à população e, ao mesmo tempo, gerar economia aos cofres municipais com menos uso de papel, de processos, de impressão”, argumenta a secretária municipal de Fazenda. ALVARÁ E ISS A Secretaria Municipal de Fazenda também alerta que vence no dia 20 de março o prazo para pagamento da Taxa de Localização e Funcionamento. A guia pode ser emitida através da assistente virtual “Doura” e o valor pode ser pago em parcela única ou dividido em três parcelas, com vencimento da 1ª parcela no dia 20 de março; da 2ª parcela no dia 20 de abril e a 3ª parcela no dia 20 de maio. “Os contribuintes que optarem pelo pagamento à vista, efetuado de forma integral até o dia 20 de março, terão desconto de 20% sobre o valor da taxa, conforme previsto no art. 287, §4º, do Código Tributário Municipal (CTM)”, explica Suelen Nunes Venâncio. As guias de recolhimento também podem ser emitidas diretamente pelo sistema Cidadão Web, disponível no endereço eletrônico: https://e-gov.betha.com.br/cdweb/03114-457/contribuinte/main.faces . Quem preferir pode retirar as guias presencialmente na Central de Atendimento ao Cidadão, localizada na Avenida Presidente Vargas, número 309, Centro, das 7h30 às 13h30. A Secretaria Municipal de Fazenda também ressalta que dia 20 de março é o prezo de vencimento do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza fixo mensal ocorre no dia 20 do mês subsequente ao de competência. Excepcionalmente, o imposto referente à competência de janeiro de 2026 terá vencimento em 20 de março de 2026. Os contribuintes que optarem pelo pagamento integral antecipado de todo o exercício de 2026, efetuado até o dia 20 de março de 2026, terão direito a desconto de 12%, conforme previsto no art. 250, § 7º, do Código Tributário Municipal.
Tuberculose ganha monitoramento mais estratégico com regionalização da saúde prisional
Com a nova metodologia, os indicadores passam a ser analisados por equipe, município e estado, ampliando a capacidade de gestão, planejamento e intervenção nos territórios. Atualmente, 70,4% das equipes de Atenção Primária Prisional estão classificadas como “regular” no indicador da doença, dado que orienta apoio técnico, reorganização de fluxos e aprimoramento dos registros assistenciais em um contexto de maior vulnerabilidade epidemiológica. A avaliação considera critérios como realização de quatro consultas médicas ou de enfermagem em seis meses, baciloscopia de controle, radiografia de tórax e testagem para HIV, medidas essenciais para diagnóstico oportuno, tratamento adequado e interrupção da cadeia de transmissão. Os indicadores integram o componente Qualidade da Atenção Primária à Saúde e foram apresentados pelo Ministério da Saúde no Seminário Nacional de Atenção Primária Prisional. A regionalização inaugura uma nova etapa na organização do cuidado em saúde no sistema prisional, permitindo análise detalhada por Unidade da Federação, município e equipe. Sistema entra em fase preparatória O sistema de avaliação dos indicadores ainda não está vigente. Ele foi lançado este ano, com seis itens de avaliação relacionados aos índices de qualidade. Ao longo de todo este ano, os indicadores permanecerão em fase de acompanhamento e avaliação. A contabilização oficial dos resultados começará apenas em janeiro de 2027. Assim, 2026 será um período destinado a treinamento, esclarecimento de dúvidas e alinhamento técnico sobre os indicadores de qualidade. Trata-se de um ano preparatório, de adaptação e consolidação dos processos, antes do início da contagem formal. Seis eixos que orientam a avaliação O monitoramento contempla seis indicadores considerados indutores de boas práticas: Resultados já observados Embora a tuberculose demande qualificação contínua, outros indicadores já apresentam desempenho expressivo. No acesso à Atenção Primária Prisional, 49,3% das equipes estão classificadas como “bom” e 16,5% como “ótimo”, somando 65,8% com desempenho satisfatório ou elevado, demonstrando avanço na ampliação de atendimentos individuais. No cuidado à gestação, 41% das equipes alcançaram classificação “ótimo”, considerando critérios como consultas por trimestre, testagem para IST, aferição de pressão arterial, avaliação odontológica e aplicação da vacina dTpa. Já no rastreio de IST, 72,7% das equipes estão na faixa “regular”, e na prevenção do câncer do colo do útero, 90,9% também se encontram nesse nível, indicando espaço para fortalecimento das estratégias assistenciais e qualificação contínua dos processos de cuidado. Base estruturada e governança fortalecida Atualmente, o país conta com 683 eAPP (equipes de Atenção Primária Prisional) cofinanciadas. O modelo foi consolidado pela Portaria GM/MS nº 7.799, de 20 de agosto de 2025, que alinhou o cofinanciamento das equipes prisionais aos componentes da Estratégia Saúde da Família, corrigiu distorções do formato anterior e incorporou recurso de implantação e componente de qualidade. Para a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, a regionalização representa avanço na governança do SUS (Sistema Único de Saúde). “A regionalização traz transparência, responsabilidade sanitária e maior integração entre Estado e municípios. Estamos qualificando a Atenção Primária no sistema prisional com base em evidências, garantindo que os recursos investidos retornem em cuidado efetivo e em melhores resultados de saúde para essa população”, afirma. Monitorar para avançar Para a gerente de Saúde do Sistema Prisional da SES, Martha Goulart, a regionalização fortalece a gestão do cuidado. “Quando conseguimos enxergar os indicadores por região e por equipe, temos condições reais de intervir, apoiar tecnicamente e reorganizar fluxos. No caso da tuberculose, esse acompanhamento mais próximo é fundamental para garantir diagnóstico oportuno, tratamento adequado e quebra da cadeia de transmissão dentro das unidades prisionais”, destaca. André Lima, Comunicação SES
Fundtur-MS inicia diagnóstico para fortalecer o turismo acessível e inclusivo na Serra da Bodoquena
A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur MS) iniciou um diagnóstico voltado ao mapeamento das condições de acessibilidade em empreendimentos turísticos da região da Serra da Bodoquena. A ação integra a primeira etapa do Projeto de Turismo Acessível e Inclusivo de MS, que neste momento contempla os municípios de Bodoquena, Bonito e Jardim. O levantamento busca identificar como os empreendimentos turísticos estão estruturados para receber pessoas com deficiência, pessoas idosas e visitantes com mobilidade reduzida. Entre os pontos analisados estão acessos externos, rotas internas acessíveis, banheiros adaptados, estacionamento, comunicação acessível, capacitação das equipes e práticas inclusivas de atendimento. As informações serão utilizadas para orientar ações futuras de qualificação do setor, apoio técnico aos empreendimentos e fortalecimento das políticas públicas voltadas à inclusão no turismo. Para o diretor-presidente da Fundtur-MS, Bruno Wendling, a iniciativa reforça o compromisso do Estado com um turismo mais democrático e preparado para receber todos os visitantes. “O turismo acessível é um caminho importante para tornar os destinos mais inclusivos e competitivos. Quando trabalhamos acessibilidade, estamos ampliando oportunidades, qualificando os serviços e garantindo que mais pessoas possam vivenciar as experiências turísticas do nosso estado com segurança, autonomia e qualidade”. O diagnóstico está sendo realizado por meio de um formulário direcionado aos empreendimentos turísticos da região, permitindo a construção de um panorama inicial sobre o nível de acessibilidade existente e os principais desafios enfrentados pelo setor. De acordo com Telma Nantes, coordenadora do Projeto de Turismo Acessível e Inclusivo da Fundtur, a participação dos empreendedores é fundamental para o sucesso da iniciativa. “Esse levantamento é um passo importante para compreendermos a realidade dos empreendimentos e identificarmos oportunidades de melhoria. A partir dessas informações, será possível desenvolver ações de capacitação, orientação técnica e fortalecimento da acessibilidade nos destinos turísticos do estado”, salienta. A iniciativa está alinhada às diretrizes da Lei Brasileira de Inclusão, ao Estatuto da Pessoa Idosa, à Agenda 2030 da ONU e às políticas nacionais e estaduais de turismo, que reconhecem a acessibilidade como elemento essencial para o desenvolvimento de destinos turísticos mais sustentáveis e inclusivos. Além de contribuir para a melhoria da infraestrutura e dos serviços, o projeto também busca fortalecer o posicionamento de Mato Grosso do Sul como um destino comprometido com a inclusão e com a ampliação do acesso ao turismo. Empreendimentos interessados em participar do diagnóstico e fazer a adesão ao programa podem responder ao formulário disponibilizado pela Fundtur MS (Diagnóstico do Turismo Acessível em Mato Grosso do Sul), contribuindo para a construção de um turismo cada vez mais acessível no estado. Fundtur MS
Projeto usa novas tecnologias contra enchentes na Capital
Nortear ações preventivas a partir de sistemas capazes de antecipar riscos causados pelos impactos das fortes chuvas em Campo Grande, que ocorrem em especial no período de verão. Esse é o objetivo de pesquisas realizadas desde 2017 com o apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia). Um exemplo desses estudos é o HidroEX – Extremos Hidrológicos em Múltiplas Escalas, realizado na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para desenvolver um avançado sistema de monitoramento e previsão de enchentes. Essa iniciativa que já está ajudando o município a monitorar as águas das chuvas – só em fevereiro foram mais de 300 mm, quantidade que não era registrada há 10 anos na Capital, conforme a Defesa Civil local. O projeto HidroEX – Extremos Hidrológicos em Múltiplas Escalas consolidou uma trajetória científica que hoje combina equipamentos de ponta, inteligência artificial e aplicação direta no planejamento urbano de Campo Grande, de acordo com o relatório apresentado para a Fundação. Segundo o coordenador do projeto, professor Paulo de Tarso, o apoio da Fundect foi fundamental para o crescimento da ideia. “Em 2017 a gente tinha basicamente um projeto pequeno, na época universal, do CNPq, que deu um start para a gente desenvolver os trabalhos nessa linha”, explica. Atualmente, o projeto também resultou em sistemas de alerta e aplicativos voltados a áreas específicas de inundação na cidade. Fase inicial Na fase inicial, os estudos utilizaram dados de chuva e de nível da água monitorados pela Prefeitura, com foco principalmente na Bacia do Prosa. A aprovação do HidroEX pela Fundect representou um ponto de inflexão nessa trajetória. “Depois do HidroEX, a gente conseguiu comprar equipamentos de ponta”, afirma o pesquisador, ao destacar que o projeto permitiu um impulso maior no desenvolvimento de novas pesquisas e tecnologias. Com o apoio da Fundect, o grupo passou a trabalhar com sensores sem contato com a água (não ficam submersos), radares, câmeras e modelos baseados em inteligência artificial. “Hoje a gente tem, por exemplo, um radar que mede nível de água ali no Prosa”, explica o coordenador, ao ressaltar que esses dados são utilizados na calibração de modelos hidrológicos e hidráulicos que contribuem para entender o comportamento das águas. Resultados Entre os resultados do HidroEX está o desenvolvimento de ferramentas inovadoras baseadas em deep learning (aprendizado de Inteligência Artificial), sistemas de alerta e aplicativos voltados a áreas específicas de inundação na cidade. “Foi desenvolvido um modelo de deep learning e usando câmeras com as quais é possível simplesmente, em qualquer ponto de um rio, gravar um vídeo e ter a ideia da altura da água e consequentemente da vazão”, relata o pesquisador. Segundo ele, esse é um dos subprodutos tecnológicos gerados a partir do projeto. Além disso, foram desenvolvidos modelos hidráulicos calibrados utilizados para subsidiar o planejamento urbano. De acordo com o coordenador, esses modelos permitem avaliar “as melhores descoberturas do solo na região para minimizar impactos de picos de cheia, de volumes de cheias”. Desdobramentos Os dados e resultados obtidos no HidroEX viabilizaram a aprovação de um novo projeto temático no CNPq, voltado a sistemas rápidos e antecipados de alerta de inundações. “Esse projeto tem contribuído ainda mais para a gente avançar nessas linhas que foram impulsionadas com o projeto do HidroEX”, afirma o pesquisador. Atualmente, o grupo trabalha com a integração de dados de modelos climáticos aos modelos hidrológicos para indicar áreas de inundação antes mesmo da ocorrência das chuvas. Outro resultado do projeto é o fortalecimento da relação com a Prefeitura de Campo Grande. Está em fase de formalização um convênio que prevê a manutenção e a gestão de uma rede de 54 pluviômetros distribuídos pela cidade, além da organização desses dados em um banco qualificado. Segundo o coordenador, essa estrutura permitirá apoiar decisões do poder público e o planejamento urbano. “Antes de iniciar um loteamento ou uma nova obra que vai impermeabilizar o solo, a gente pode simular e ver qual é o impacto disso dentro de um sistema, de uma bacia”, explica. Apoio da Fundect Ao avaliar o financiamento estadual, o pesquisador destaca que o apoio da Fundect foi determinante para a consolidação do projeto. “A Fundect foi extremamente importante nessa etapa pra gente, como eu falei, deu a impulsionada nos nossos trabalhos”, afirma. Ele também ressalta que a flexibilidade administrativa da Fundação permitiu a continuidade das pesquisas mesmo durante o período de atividades no exterior, garantindo o andamento do projeto e a atuação de estudantes e pesquisadores. “O HidroEX representa o que defendemos como política pública de ciência no Governo do Estado: partir de um problema real da sociedade, investir para gerar uma solução concreta. A Fundect possibilitou o salto tecnológico necessário para integrar monitoramento em tempo real, modelagem e inteligência artificial. O resultado é uma ciência que não fica restrita à universidade, mas que apoia o planejamento urbano, fortalece a gestão pública e contribui diretamente para reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida da população”, explica o professor Cristiano Carvalho, diretor-presidente da Fundect. Comunicação Fundect
ALEMS destaca legado de Chico Carvalho para pecuária de MS
O falecimento do pecuarista Francisco José de Carvalho Neto, aos 84 anos, motivou a apresentação de uma Moção de Pesar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (17). O autor da proposição, deputado Zé Teixeira, enfatizou a importância histórica de Chico Carvalho, conhecido como “Chico Ventania”, para a formação do plantel bovino brasileiro e o fortalecimento do agronegócio no Estado. Chico Carvalho foi o último elo vivo da expedição de 1962 à Ásia, uma epopeia que trouxe da Índia exemplares das raças Nelore, Gir e Guzerá. Essa contribuição genética foi o motor de uma transformação produtiva sem precedentes, garantindo ao Brasil a autossuficiência e a liderança na produção de carne. Sua visão técnica e o faro apurado para a seleção de matrizes e reprodutores ajudaram a definir as características de precocidade e rusticidade que hoje são o padrão do rebanho nacional. Com atuação destacada em Porto Murtinho, na Fazenda Arroio Sexto, o pecuarista tornou-se uma autoridade consultiva no setor. Sua presença em leilões e propriedades parceiras era vista como uma oportunidade de aprendizado para outros criadores, dado seu domínio sobre melhoramento genético. Associado da ABCZ desde 1984 e homenageado com o Mérito ABCZ em 2005, Chico manteve o rigor técnico como marca registrada de seu trabalho até o fim da vida. Ao propor a homenagem, Zé Teixeira reforçou que o trabalho de Chico Carvalho trouxe benefícios tangíveis para a economia de Mato Grosso do Sul, elevando o patamar da produção pecuária local. A moção, aprovada pelo plenário, será encaminhada aos familiares como registro oficial do reconhecimento do Parlamento Estadual à dedicação do pecuarista ao desenvolvimento do estado e do país.








