A Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (DENAR), no âmbito da Operação Desarme, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, realizou apreensão de substâncias entorpecentes durante fiscalização em agência dos Correios, nesta quinta-feira (19), na Capital. A ação foi realizada em conjunto com a Subgerência de Segurança Corporativa dos Correios, com foco na repressão ao tráfico de drogas por meio de remessas postais. Durante as vistorias, foram identificadas 6 encomendas suspeitas, que, após verificação e análise preliminar, confirmaram conter substância entorpecente análoga à maconha dos tipos Skunk e Haxixe, conforme laudos técnicos preliminares. As remessas tinham origem em diferentes municípios do Estado de Mato Grosso do Sul, incluindo Coronel Sapucaia, Paranhos, Ponta Porã e Campo Grande, e possuíam como destino diversos estados da federação, como São Paulo, Espírito Santo e Santa Catarina, evidenciando a prática de tráfico interestadual de drogas por meio do sistema logístico postal. Ao todo foram apreendidos 8.978g (oito quilos e novecentos e setenta e oito gramas) de drogas.
DOF prende mulher transportando mais de 300 quilos de drogas
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, nesta quarta-feira (18), em Dourados, 290 quilos de maconha e 32 quilos de skunk que eram transportados em um Fiat Siena, conduzido por uma mulher de 31 anos. Na ação, um homem de 43 anos, que fazia a função de batedor, também foi preso. Os policiais faziam bloqueio na MS-379, quando abordaram a condutora do veículo. Durante vistoria, foram encontrados diversos tabletes de maconha no interior do automóvel e no porta-malas. A poucos quilômetros do local da abordagem, os policiais também abordaram o homem, que fazia a função de batedor, avisando sobre a presença de policiais na rodovia. Questionada, a mulher afirmou que receberia R$ 10 mil para levar a droga de Aral Moreira até a cidade de Sorocaba (SP). Já o homem disse aos policiais que receberia R$ 4 mil pelo serviço de batedor. A droga apreendida, avaliada em aproximadamente R$ 1 milhão, foi encaminhada à Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados.
Vale da Celulose reforça protagonismo no setor florestal e abre espaço para a diversificação com citrus e amendoim
O avanço das florestas plantadas e da indústria de celulose consolida Ribas do Rio Pardo como um dos principais pólos de desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. No entanto, o município inserido no chamado Vale da Celulose também entrou na era da diversificação e, com tecnologias, adequadas está se tornando também um polo de novas culturas, que incluem a citricultura e o amendoim. Ribas representa um novo momento do Estado, com mais de 460 mil hectares de florestas plantadas no município, liderando a expansão da silvicultura no Brasil e fortalecendo sua posição como referência em produção sustentável. Esta mudança no perfil sem perder o protagonismo da celulose foi destacada durante a palestra do secretário estadual Jaime Verruck, na abertura da ExpoRibas 2026 quarta-feira (18). Segundo o titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), nos últimos anos, Mato Grosso do Sul passou por uma transformação produtiva significativa, com a conversão de áreas de pastagens de baixa produtividade em lavouras, florestas plantadas e cana-de-açúcar. O modelo alia crescimento econômico à preservação ambiental, mantendo cerca de 38% do território com vegetação nativa. A expansão do setor florestal é um dos principais vetores desse desenvolvimento. A área de florestas plantadas saiu de 341 mil hectares em 2010 para aproximadamente 1,9 milhão de hectares na safra 2024/2025 – um crescimento de 565%. Atualmente, o Estado possui a segunda maior área de eucalipto do país e concentra cerca de 80% da expansão nacional registrada em 2024. “Esse ambiente favorável é resultado de políticas públicas voltadas à atração de investimentos, desburocratização e segurança jurídica, além de iniciativas que fortalecem a sustentabilidade e a inovação no campo. Isso é fruto de um trabalho que começou há mais de 10 anos com o programa Profloresta”, recordou. Mato Grosso do Sul também se destaca na adoção de sistemas produtivos integrados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). A indústria de celulose acompanha esse ritmo de crescimento e impulsiona a economia regional. Ribas do Rio Pardo abriga a maior fábrica de celulose em linha única do mundo, reforçando o papel estratégico do município dentro do corredor produtivo que inclui cidades como Três Lagoas, Água Clara, Brasilândia e Inocência. Atualmente, mais de 18 municípios possuem operações florestais no Estado. A cadeia produtiva gera mais de 20 mil empregos diretos e 12 mil indiretos, além de representar cerca de 17,8% do PIB industrial sul-mato-grossense. Outro destaque é a autossuficiência energética do setor, com a produção de mais de 780 megawatts de energia limpa. Verruck mostrou em sua apresentação que para garantir a gestão eficiente da atividade, o Governo do Estado investiu em ferramentas como o sistema MS Agrodata, que moderniza o cadastro, o monitoramento e a regulação da produção florestal, além de fortalecer a política de reposição de recursos naturais. As ações também estão alinhadas a estratégias de longo prazo, como o Plano Estadual de Desenvolvimento do Setor Florestal (Profloresta), que busca ampliar a base produtiva, diversificar a economia e consolidar a competitividade industrial. “O Mato Grosso do Sul construiu um ambiente extremamente favorável ao desenvolvimento do setor florestal, com segurança jurídica, políticas públicas consistentes e compromisso com a sustentabilidade. Ribas do Rio Pardo é hoje um símbolo desse novo ciclo de crescimento, baseado em inovação, geração de emprego e respeito ao meio ambiente”, destacou o secretário Jaime Verruck. O Estado também avança em sua agenda ambiental, com a meta de se tornar carbono neutro até 2030, alinhando suas políticas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com foco na preservação da biodiversidade, transição energética e enfrentamento das mudanças climáticas. Apesar dos avanços, desafios como logística, qualificação profissional, inovação tecnológica e gestão de recursos hídricos seguem no radar do Governo do Estado. “Por isso o governo mantém o diálogo permanente com o setor produtivo. “Com esse conjunto de iniciativas, Mato Grosso do Sul reafirma seu protagonismo no cenário nacional e se consolida como referência em desenvolvimento sustentável, competitividade e inovação no setor florestal”, salientou. ExpoRibas A ExpoRibas 2026, que celebra os 82 anos de emancipação política de Ribas do Rio Pardo, começou oficialmente terça-feira (17) com uma programação técnica voltada ao desenvolvimento econômico, à inovação e ao fortalecimento do agronegócio regional. Especialistas, gestores públicos e representantes do setor produtivo estão reunidos para discutir oportunidades e desafios que impulsionam o crescimento da região. A abertura oficial da feira contou com a presença do secretário da Semadesc, Jaime Verruck; do prefeito de Ribas do Rio Pardo, Roberson Moreira, o secretário-executivo de Desenvolvimento Sustentável, Rogério Beretta; e do diretor da Iagro, Daniel Ingold, autoridades políticas, lideranças rurais e empresariais e produtores. O secretário Jaime Verruck foi responsável pela palestra magna, na qual apresentou uma análise estratégica sobre o cenário de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e as oportunidades que se abrem com o avanço da industrialização e do agronegócio no Estado. Durante o evento, também foi lançado o Plano de Desenvolvimento de Ribas do Rio Pardo e realizada a posse da nova diretoria do Sindicarv — Sindicato das Indústrias Produtoras de Carvão Vegetal de Mato Grosso do Sul. A Semadesc participa até o dia 21 da feira agroindustrial com um estande institucional, apresentando suas ações, programas e projetos, além da atuação de suas vinculadas, como a Iagro, o Imasul e a Agraer. Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Mato Grosso do Sul inicia campanha de vacinação contra influenza com Dia D em 28 de março
O Governo de Mato Grosso do Sul, por intermédio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), inicia neste mês a Campanha de Vacinação contra a Influenza 2026 em todos os municípios sul-mato-grossenses. A mobilização segue até 30 de maio, com o Dia “D” marcado para 28 de março. A estratégia acompanha o calendário nacional do Ministério da Saúde e tem como foco a proteção dos públicos prioritários antes do período de maior circulação do vírus. A estimativa é que Mato Grosso do Sul receba 80 mil doses nesta primeira remessa, o que corresponde a 6,5% da população-alvo, estimada em 1,1 milhão de pessoas. A vacinação é voltada principalmente para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, professores e demais grupos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações. Para garantir o início simultâneo da campanha, a SES realizou alinhamento prévio com os municípios, organizando a distribuição das doses e as estratégias locais de imunização. Mobilização e estratégiaA coordenadora estadual de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, destaca que a campanha é uma das principais ações de prevenção em saúde pública e reforça a importância da adesão logo no início. “A vacinação contra a influenza é fundamental para reduzir complicações, internações e óbitos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Nosso objetivo é ampliar a cobertura vacinal em todo o Estado e garantir que a população prioritária esteja protegida no momento mais crítico de circulação do vírus”, afirmou. Como reforço, o Estado também aposta em estratégias extramuros, com uso do Vacimóvel e ações em municípios como Corumbá, Dourados e Ponta Porã, em parceria com as gestões municipais. No caso dos Vacimóveis, o atendimento será feito no decorrer da campanha, com previsão de que seja iniciado por grupos como os trabalhadores da saúde. De acordo com o gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, o planejamento antecipado foi essencial para a organização da campanha. “As equipes municipais já estão alinhadas e preparadas para iniciar a vacinação de forma estruturada, garantindo acesso à população desde o início da campanha”, explicou. No Dia “D”, a SES realizará ação específica voltada a idosos institucionalizados, com vacinação em instituição de longa permanência em Campo Grande. A Secretaria reforça a importância da adesão dos públicos prioritários já nas primeiras etapas da campanha, como forma de reduzir a pressão sobre os serviços de saúde e evitar casos graves da doença.
Plano Estadual de Esporte e Lazer de MS trará diretrizes do setor para os próximos 10 anos
O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de MS) e Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), irá realizar a Conferência Estadual de Esporte e Lazer de Mato Grosso do Sul nos dias 26 e 27 de março, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande. O evento tem como principal objetivo fortalecer e estruturar as políticas públicas voltadas ao esporte e ao lazer em todo o Estado. A conferência é aberta ao público e voltada a gestores públicos, profissionais de Educação Física, atletas, representantes de entidades esportivas de administração e prática, membros da sociedade civil, árbitros, profissionais da crônica esportiva e instituições de ensino superior. Entre os principais objetivos estão a reformulação do Sistema Estadual de Esporte e Lazer, a construção do Plano Estadual de Esporte e Lazer para o período de 2026 a 2035, a criação do Conselho Estadual de Esporte e Lazer, a reformulação do Fundo Desportivo Estadual e a mobilização dos gestores municipais para a realização das conferências municipais. A programação será pautada por eixos estratégicos considerados fundamentais para o desenvolvimento do setor, como o fortalecimento do esporte de formação educacional, a ampliação do esporte para toda a vida, a estruturação do esporte de excelência, além da garantia de inclusão e da integração entre municípios e instituições. Para o diretor-presidente da Fundesporte, Paulo Ricardo Martins Nuñez, o momento é estratégico para discutir o futuro do esporte no Estado. “Durante a conferência, vamos discutir temas fundamentais para a construção de uma política esportiva mais eficiente e participativa. É essencial compreender o papel das conferências municipais, avançar na estruturação do Sistema Estadual de Esporte e Lazer e reforçar a importância da participação social. Também será analisado o panorama atual do esporte em Mato Grosso do Sul, com a identificação de desafios e oportunidades, em consonância com a Lei Geral do Esporte”, destacou. Os participantes serão organizados em grupos de trabalho temáticos, com a missão de analisar e discutir documentos-base essenciais para o planejamento do setor. Entre os materiais que serão apresentados estão a minuta do Sistema Estadual de Esporte, a proposta do Plano Estadual de Esporte e Lazer (2026–2036), a minuta de criação do Conselho Estadual de Esporte e Lazer e a reformulação do Fundo de Investimento Esportivo. A iniciativa reforça o compromisso com o planejamento de longo prazo e a construção coletiva de políticas públicas que ampliem o acesso ao esporte e ao lazer, promovendo inclusão e contribuindo para o desenvolvimento social de Mato Grosso do Sul. Programação Data: 26/03Horário: 14h30 – Credenciamento Apresentação PalestrasOrganização dos grupos de trabalhoApresentação minutas Horário: 17h30 – Encerramento Data: 26/03 Horário: 19h30 – Abertura OficialCredenciamentoApresentação CulturalAberturaHino NacionalVídeo InstitucionalPronunciamentosPalestra com o Prof. Dr. Fernando Marinho MezzadriTema: Esporte como direito: os novos desafios legaisHorário: 21h30 – Encerramento Data: 27/03Horário: 8h – InícioDivisão de salasHorário: 11h30 – Encerramento Data: 27/03Horário: 14h – InícioLeitura e Aprovação das Deliberações Finais e MoçõesHorário: 18h – Encerramento Bel Manvailer, Comunicação Setesc
MS reforça combate ao crime organizado com atuação simultânea em operações nacionais e uso de tecnologia de ponta
Mato Grosso do Sul integra uma das maiores mobilizações de segurança pública do país. O Estado participou esta semana da 10ª edição da Operação MUTE, ao mesmo tempo em que executou, de forma paralela, a Operação Modo Avião, duas ações estratégicas de inteligência penal voltadas à desarticulação de organizações criminosas no sistema prisional. Coordenadas nacionalmente pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), em âmbito estadual, as operações foram conduzidas Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e sua Polícia Penal, por meio da Gisp (Gerência de Inteligência o Sistema Penitenciário). Em Mato Grosso do Sul, as ações têm como alvo as seis maiores unidades prisionais do estado, com a participação de centenas de policiais penais, entre operacionais do COPE (Comando de Operações Penitenciárias), que atuam na retirada e contenção dos internos, e servidores dos estabelecimentos penais, que realizam as vistorias, com acompanhamento de representante da Senappen. Os resultados oficiais desta fase serão divulgados, posteriormente, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. O diferencial desta etapa está no forte emprego de tecnologias avançadas, que elevam o nível das inspeções e ampliam a capacidade operacional das equipes. Entre as tecnologias utilizados estão o equipamento tático de revista eletrônica, o georradar de penetração no solo e o conjunto portátil de varredura (TTK), ferramentas que permitem identificar ilícitos ocultos com maior precisão e rapidez. O uso desses recursos integra um investimento superior a R$ 59 milhões realizado pela SENAPPEN em todo o país, voltado ao fortalecimento da segurança pública e ao aumento da efetividade das ações dentro das unidades prisionais. As operações têm como foco principal interromper as comunicações ilícitas utilizadas por organizações criminosas, especialmente por meio da retirada de aparelhos celulares que, de forma irregular, entram nos estabelecimentos penais e são usados para coordenar crimes fora dos muros. Além disso, as ações também combatem a entrada e circulação de outros materiais proibidos. Durante as ações, os policiais penais realizam revistas simultâneas em celas e pavilhões, com base em planejamento estratégico e dados de inteligência. O trabalho segue rigorosamente os princípios da legalidade, proporcionalidade e segurança da informação, assegurando eficiência operacional aliada ao respeito às normas vigentes. Considerada a maior operação de caráter nacional no sistema prisional, a Operação MUTE promove uma atuação integrada em todas as unidades da federação. A iniciativa fortalece a cooperação entre União, Estados e Distrito Federal no enfrentamento qualificado ao crime organizado. Já a Operação Modo Avião atua como um braço complementar e altamente estratégico, com foco direto na localização, inabilitação e apreensão de celulares. Por meio de técnicas de bloqueio de sinal e varreduras eletrônicas, a operação busca “silenciar” as comunicações ilegais, uma referência direta ao seu nome, impedindo que organizações criminosas mantenham articulações externas. De acordo com a direção a Agepen e sua Polícia Penal, mais do que apreensões, as operações representam uma estratégia contínua de fortalecimento do Estado dentro do sistema prisional, com a modernização dos procedimentos operacionais e o enfrentamento firme às organizações criminosas, demostrando que o combate ao crime começa também dentro dos presídios. Comunicação Agepen
Rodada de Negócios impulsiona artesanato de MS durante a Semana do Artesão 2026
A Semana do Artesão 2026, realizada entre os dias 18 e 25 de março, se consolida como uma das principais ações de valorização do artesanato sul-mato-grossense. A programação reúne feira de exposição, oficinas, palestras, rodada de negócios e apresentações culturais, promovendo a difusão da cultura e o fortalecimento da economia criativa no Estado. Aconteceu quinta-feira (19), Dia do Artesão, a Rodada de Negócios. A iniciativa é um dos projetos mais importantes do setor, pois contribui para que o artesanato seja comercializado durante todo o ano. A Rodada de Negócios cria oportunidades para que os artesãos de Mato Grosso do Sul estabeleçam contatos comerciais e fechem parcerias com lojistas de diferentes regiões do país. Além de dar visibilidade à produção artesanal local, conectando os artesãos sul-mato-grossenses a compradores e fortalecendo a identidade cultural do estado. O evento é promovido pelo Governode Mato Grosso do Sul, por meio da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul) em parceria com o Sebrae MS. Neste ano, foram inscritos 30 artesãos que receberam a visita de 10 compradores/lojistas dos Estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Bahia. Para Katienka Klain, gerente de desenvolvimento de atividades artesanais da FCMS, a Rodada de Negócios é uma oportunidade para divulgar o artesanato sul-mato-grossense. “A Rodada de Negócios é um projeto em que trazemos lojistas de varejo do Brasil inteiro para comprar o artesanato de Mato Grosso do Sul. Então é uma venda atacada, eles vêm, compram e a gente transporta pelo caminhão da Fundação de Cultura essas peças de artesanato. A gente tem feiras que são esporádicas, feiras nacionais, mas é na Rodada de Negócios que o lojista tem o contato, conhece, compra e leva para a sua loja. Com essas vendas, que são vendas de uma loja diária, sempre aberta, vendendo, ele está sempre comercializando, está sempre comprando e encomendando do lojista”, destacou. Ela também destaca o aumento da procura por artesanatos. “A gente chegou no ápice do digital e as pessoas estão resgatando o manual, então assim, quando você vai numa feira, você vê que as pessoas procuram o manual, a história, o crochê, o bordado, então a procura está muito grande e demanda também, e todos querem comprar uma história. No ano passado nós tivemos uma venda de R$600 mil reais na rodada”. A gerente da Unidade de Competitividade e Inovação do Sebrae/MS, Isabella Fernandes Montello destacou a força e o potencial do artesanato sul-mato-grossense no mercado. “Nós sabemos que o artesanato de Mato Grosso do Sul é um artesanato realmente desejado, muito bem posicionado no mercado, e a gente consegue ter vendas incríveis nessas rodadas e durante o ano. A gente sabe que é um setor que movimenta o negócio para o Mato Grosso do Sul. O fator principal é a origem, o nosso artesanato tem uma origem étnica muito forte, com artesanato indígena, inspirado na beleza da nossa natureza, da nossa flora e da nossa fauna. Isso faz com que ele seja realmente rico artisticamente e projeta cada vez mais o interesse dos compradores.” Marco Aurélio Saad Pulcherio, 64 anos, o CEO e Curador da Marco500, marca de alta decoração, destaca a importância das rodadas de negócios para que os artesãos ampliem suas vendas e alcancem outros estados e até o mercado internacional. “É uma chance que nós do atacado temos de ter acesso de uma forma rápida ao trabalho da região toda, normalmente os recortes são regionais, artesanato do pantanal, artesanato do estado, da cidade, por exemplo. Os lojistas são convidados vêem e conhecem o trabalho dos artesãos, e têm a oportunidade de negociar fazer encomendas é o grande propulsor desse artesão para além do ateliê. No meu caso eu tenho um olhar muito fechado porque eu trabalho no mercado de alta decoração, mas tem aqueles que vem comprar para lojas de souvenir, têxtil, eu tenho alguns reguladores para o meu negócio, mas tem os meus colegas, que trocamos figurinhas e as rodadas são boas para construir essas relações entre lojistas e artesãos”, frisou. Yani stamm hirsch, tem 42 anos, é de Naviraí e trabalha com artesanato extrativista recuperando madeiras de áreas queimadas do pantanal para fazer suas obras de arte. “O meu artesanato ele migrou por várias fases, hoje eu trabalho com uma parte de artesanato extrativista, que é uma arte que eu me apaixonei. Quando eu comecei foi com ele também, ele surgiu na minha vida pelo mesmo motivo que hoje eu dou aula para outras mulheres em situação de vulnerabilidade, porque é uma matéria-prima que você encontra na natureza e você pode transformá-la em uma obra de arte. Você não precisa gastar dinheiro para começar”. “Você consegue resgatar uma cápsula de uma semente e uma folha e ir trabalhando nela de uma forma bem econômica e fazer disso uma peça para vender, para ganhar dinheiro, para sustentar suas famílias e para poder também eternizar uma parte da natureza. Hoje nosso artesanato é baseado no artesanato extrativista. São madeiras recuperadas em áreas de incêndio do Pantanal, madeiras recuperadas em antigas fazendas e trabalhamos também com galhos, folhas, tudo de uma maneira muito sustentável”. Renato Stamm Hirsch dos Santos, de 16 anos, conta como começou no artesanato, inspirado pela mãe, ele é a segunda geração de artesãos extrativistas. “Eu comecei com 14 anos no Prospera MS e comecei artesanato, eu acho que é uma coisa que os jovens não estão muito ligados a profissão de artesão, meu plano é continuar no artesanato e motivar as pessoas jovens a fazer artesanatos”, destacou. Ele também trabalha com produção artesanal de erva de tereré: “Para as ervas de tereré eu faço a colheita no assentamento onde meu avô mora e fazemos a moda antiga, porque ela não tem conservantes, é 100% orgânica e é artesanal”. Bel Manvailer, Comunicação Setesc
Projeto ambiental fortalece recuperação ambiental em Bonito
A recuperação ambiental das margens do Rio Mimoso, em Bonito, é resultado de um trabalho técnico e institucional desenvolvido por meio do Projeto Águas de Bonito, iniciativa que reúne órgãos públicos, organizações da sociedade civil e produtores rurais em ações voltadas à proteção dos recursos hídricos da região. O projeto conta com a participação da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), por meio do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), em parceria com o Ministério Público Estadual, o Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), a Prefeitura de Bonito, o Sindicato Rural e proprietários de áreas localizadas na bacia do Rio Mimoso. A iniciativa surgiu a partir de um desafio comum enfrentado pelos órgãos ambientais: a grande extensão territorial e a diversidade de áreas naturais, que tornam complexa a fiscalização permanente de todos os ambientes sensíveis. Diante desse cenário, foi construída uma parceria institucional para ampliar a capacidade de diagnóstico e recuperação ambiental em propriedades localizadas na bacia do Rio Mimoso. O Projeto Águas de Bonito teve início em 2020, com a realização de vistorias técnicas e levantamentos ambientais nas propriedades rurais, etapa conduzida de forma conjunta pelo Imasul, IASB e Ministério Público. O objetivo foi identificar as principais áreas que apresentavam algum nível de degradação ambiental e propor soluções específicas para cada situação encontrada. Durante o diagnóstico, as equipes técnicas analisaram as condições ambientais de cada propriedade e definiram as medidas mais adequadas para recuperação das áreas. Em alguns casos, apenas o isolamento das áreas de preservação permanente foi suficiente para permitir a regeneração natural da vegetação. Em outras situações, foi necessário reposicionar cercas para afastar atividades produtivas das margens do rio, além da implantação de plantio de mudas nativas para recomposição da vegetação ciliar. Esse processo também contou com diálogo direto com os proprietários rurais, que aceitaram abrir suas áreas para as vistorias e contribuir com as ações de recuperação ambiental. A participação voluntária dos produtores foi considerada essencial para o avanço das medidas de conservação na região. O gestor regional do Imasul em Bonito, Marcelo Brasil, explica que a atuação do órgão ambiental esteve concentrada principalmente na fase técnica inicial do projeto. “O Imasul participou diretamente da etapa de diagnóstico ambiental, com vistorias nas propriedades e identificação das medidas necessárias para recuperar as áreas degradadas. A partir desse levantamento técnico foi possível definir quais soluções seriam aplicadas em cada local, sempre com foco na proteção das margens do rio e na recuperação da vegetação ciliar”, destacou. Com base nas informações coletadas durante essa fase inicial, foram elaboradas as propostas de recuperação ambiental que orientam as ações atualmente em execução no projeto. A etapa de implantação das medidas de recuperação, que inclui o plantio de mudas nativas, é executada pelo Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), organização não governamental que atua na conservação dos recursos naturais da região. A fiscalização ambiental do Imasul também acompanha o processo, verificando o cumprimento das medidas ambientais e garantindo que as intervenções ocorram de acordo com as orientações técnicas definidas no projeto. Para a fiscal ambiental do Imasul, Luciana Valle de Loro, a recomposição da vegetação nas margens dos rios é fundamental para manter o equilíbrio ecológico. “A recuperação das matas ciliares é uma das medidas mais eficazes para proteger os rios. A vegetação nas margens ajuda a evitar processos de erosão, contribui para a qualidade da água e garante abrigo para diversas espécies da fauna e da flora”, explicou. Além da recuperação ambiental, o projeto também tem papel importante na conscientização sobre a preservação dos recursos naturais, especialmente em uma região reconhecida nacionalmente pela biodiversidade e pelo turismo de natureza. Liliane Lacerda, executiva do IASB, destaca que a parceria entre as instituições tem sido essencial para os resultados alcançados pelo Projeto Águas de Bonito. “A cooperação entre o Imasul e o IASB mostra como a união entre poder público e sociedade civil fortalece a conservação ambiental. Enquanto o Imasul garante o suporte técnico e a segurança das ações, o IASB atua na restauração ambiental e na mobilização dos produtores. Esse trabalho conjunto tem avançado na proteção de nascentes, recuperação de áreas degradadas e melhoria da qualidade da água, com ações de longo prazo como restauração florestal, conservação do solo e educação ambiental”, resumiu. O reconhecimento do impacto positivo da iniciativa veio também em nível nacional. Em 2024, o Projeto Águas de Bonito foi vencedor na categoria “Elementos Naturais” da 22ª edição do Prêmio CREIA de Meio Ambiente – Troféu Siriema, conhecido como o “Oscar da Sustentabilidade”, promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (CREA-GO). A premiação destaca projetos que se sobressaem na conservação ambiental e no uso sustentável dos recursos naturais. O diretor-presidente do Imasul, André Borges, ressalta sobre a ação e demonstra como a atuação integrada fortalece a gestão ambiental no Estado. “O Projeto mostra que a união entre instituições públicas, organizações ambientais e produtores rurais é fundamental para ampliar a proteção dos nossos recursos hídricos. O Imasul contribui com o suporte técnico e a fiscalização, garantindo que as ações ocorram com base em critérios ambientais sólidos e com foco na preservação de longo prazo”, destacou. O prêmio reforça a relevância do trabalho desenvolvido em Bonito e evidencia como a integração entre instituições públicas, organizações ambientais e produtores rurais pode gerar resultados concretos na proteção dos rios, na recuperação de áreas degradadas e na preservação dos ecossistemas naturais do Mato Grosso do Sul. Gustavo Escobar, Comunicação Imasul
MS estabelece direcionamento estratégico do Afroturismo para fortalecer a diversificação da oferta
A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur MS), em parceria com o SEBRAE, SENAR, SubRacial e outras instituições parceiras, está conduzindo o Direcionamento Estratégico do Afroturismo no Estado, uma iniciativa que marca um novo passo na consolidação desse segmento como parte da estratégia de diversificação da oferta turística sul-mato-grossense. A ação vem sendo liderada pela Diretoria de Desenvolvimento do Turismo da Fundtur MS, com a parceria direta da SEC e SubRacial, que tem como objetivo apoiar a criação e fortalecimento de novos segmentos turísticos, ampliar oportunidades econômicas e fortalecer a governança entre os diferentes atores envolvidos no turismo cultural do estado. O processo reúne representantes de instituições públicas, empreendedores, lideranças culturais e organizações da sociedade civil para discutir caminhos estratégicos que permitam transformar a história, a memória e a identidade afro-brasileira em experiências turísticas estruturadas, respeitosas e economicamente sustentáveis. Entre as diretrizes discutidas estão ações voltadas à estruturação da oferta turística, capacitação de empreendedores, fortalecimento da governança e promoção do segmento no mercado, alinhando o afroturismo às políticas públicas de turismo do estado. Para o diretor-presidente da Fundtur MS, Bruno Wendling, o desenvolvimento do afroturismo representa uma oportunidade estratégica para ampliar a diversidade da oferta turística do estado. “O Afroturismo vem se consolidando em Mato Grosso do Sul como uma importante ação de diversificação da oferta turística, valorizando a cultura, a história e as contribuições da população negra na formação do nosso território”. A iniciativa também dialoga diretamente com empreendedores que vêm construindo experiências no segmento. Um exemplo é a atuação da empreendedora Thayná Cambará, da Bela Oyá Pantanal, que tem desenvolvido iniciativas voltadas à valorização da cultura afro-pantaneira. Segundo Thayná, o propósito do projeto é fortalecer a identidade cultural e ampliar o reconhecimento dessa história no turismo. “Nosso trabalho busca fortalecer a resistência cultural e ampliar a visibilidade da história e da identidade afro-brasileira no Pantanal, contribuindo para consolidar Mato Grosso do Sul como destino de experiências culturais afro-brasileiras no cenário nacional”. Para Edson Moroni, gerente de Estruturação e Inovação da Oferta Turística da Fundtur MS, o estado vem avançando na construção de políticas públicas voltadas ao segmento. “Mato Grosso do Sul vem trabalhando de forma estruturada para promover o destino também por meio do afroturismo. Recentemente o estado foi finalista no Prêmio Rotas Negras, ficando logo atrás de estados que há anos trabalham essa temática. Também tivemos o reconhecimento da Bela Oyá como empreendimento de destaque no afroturismo do estado”. Para Deividson de Deus Silva, subsecretário da Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial de Mato Grosso do Sul, esse processo de articulação institucional tem sido fundamental para consolidar o afroturismo no estado. “O direcionamento estratégico estabelecido por meio da cooperação técnica entre a Secretaria de Cidadania, a Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial e a Fundação de Turismo é essencial para o desenvolvimento do afroturismo em Mato Grosso do Sul. Hoje ele se revela uma ferramenta poderosa para revelar e valorizar a presença da população negra, que por muito tempo esteve invisibilizada. Esse processo busca resgatar memórias, fortalecer identidades e promover a população negra em todas as suas potencialidades. Quando falamos de afroturismo, falamos do fortalecimento das comunidades quilombolas, do empreendedorismo negro nos centros urbanos, das religiões de matriz africana e também da presença da população cigana, que carrega uma história e uma tradição importantes no estado. Falar de afroturismo em Mato Grosso do Sul é fortalecer essas identidades, essas narrativas e reconhecer a importância dessa população na construção da história e do território sul-mato-grossense”. Entre as iniciativas de promoção do segmento está o Guia Isto é Mato Grosso do Sul – Afroturismo, que reúne experiências, empreendimentos e iniciativas ligadas à cultura afro-brasileira no estado e tem sido uma importante ferramenta de divulgação do segmento. O material pode ser acessado gratuitamente através do link: fundacao-de-turismo-ms.rds.land/ebook-afroturismo Com o direcionamento estratégico em andamento, a expectativa é que novas experiências, roteiros e iniciativas surjam nos próximos anos, consolidando o afroturismo como um segmento emergente dentro da estratégia de diversificação turística de Mato Grosso do Sul. Comunicação FundturMS








