A Polícia Federal atuou em cooperação policial internacional que resultou na prisão de um brasileiro foragido da Justiça brasileira na República Cooperativa da Guiana. O investigado possuía Difusão Vermelha da INTERPOL, com base em mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Estado do Pará. A partir do compartilhamento de informações entre as autoridades envolvidas, foi possível localizá-lo em território guianense e viabilizar sua captura. Segundo as investigações, o preso é apontado como integrante de grupo criminoso envolvido em roubo ocorrido no município de Tailândia/PA, em 2025, mediante grave ameaça e restrição da liberdade das vítimas. As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado do Pará contribuíram para a identificação e localização do foragido, permitindo sua inclusão nos mecanismos internacionais de busca. Exercendo as atribuições da INTERPOL no Brasil, a Polícia Federal coordenou as ações de cooperação policial internacional que possibilitaram a prisão do investigado na Guiana e sua posterior transferência ao país. A operação contou ainda com a colaboração da Polícia Civil de Roraima e da Polícia da Guiana. O preso foi entregue às autoridades brasileiras para os procedimentos legais cabíveis e permanecerá à disposição da Justiça.
Dia Mundial do Meio Ambiente: decisões do STF fortalecem proteção ambiental no Brasil
Nesta sexta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, o Supremo Tribunal Federal (STF) relembra decisões que, nos últimos anos, consolidaram a proteção ambiental como um direito fundamental previsto na Constituição e reforçaram o dever do Estado de preservar os recursos naturais para as atuais e futuras gerações. Ao julgar temas relacionados às mudanças climáticas, ao combate ao desmatamento, à proteção dos biomas brasileiros e aos direitos dos povos indígenas, o STF vem construindo uma jurisprudência que aproxima meio ambiente, saúde pública, direitos humanos e desenvolvimento sustentável. As decisões reafirmam que a preservação ambiental é uma obrigação permanente dos poderes públicos. Essa atuação também dialoga com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e com os objetivos da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê metas voltadas à proteção dos recursos naturais, ao desenvolvimento sustentável, ao enfrentamento das mudanças climáticas e à preservação da biodiversidade. Confira as principais decisões do STF sobre meio ambiente: Fundo Clima Em 2022, o STF determinou a retomada do funcionamento do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), mecanismo do governo federal criado em 2009 para financiar projetos de enfrentamento às mudanças climáticas. Na ADPF 708, partidos políticos alegavam que, desde 2019, o fundo estava sem executar recursos destinados a projetos ambientais. Para o Plenário, o contingenciamento não se justificava diante do grave contexto ambiental brasileiro: em 2021, o desmatamento havia aumentado mais de 22% e alcançado uma área de 13.235 km², a maior em 15 anos. A Corte reiterou que o combate às mudanças climáticas integra os deveres constitucionais do Estado brasileiro e que os compromissos internacionais assumidos pelo país reforçam essa obrigação. Fundo Amazônia Decisão semelhante foi tomada em relação ao Fundo Amazônia, criado em 2008 para captar doações e financiar projetos de combate ao desmatamento e de preservação da Amazônia Legal. Segundo os partidos que apresentaram a ADO 59, em 2020, havia mais de R$ 1,5 bilhão represados, e as atividades estavam interrompidas, mesmo com os aumentos exponenciais de desmatamento e incêndios na região. No julgamento, também em 2022, o Tribunal determinou a retomada da gestão e da aplicação dos recursos do fundo, avaliando que alterações promovidas no seu formato, desde 2019, impediram o financiamento de novos projetos, o que configura omissão do governo em seu dever de preservar a Amazônia. Queimadas e desmatamento na Amazônia e no Pantanal A questão chegou ao STF em 2020, no mesmo contexto de aumento das queimadas e do desmatamento, na ADPF 743, em que um partido político questionava a insuficiência das políticas públicas de prevenção e combate a incêndios e ao desmatamento na Amazônia Legal e no Pantanal. A Corte reconheceu falhas estruturais na execução de políticas de enfrentamento das queimadas e determinou a elaboração e a implementação de planos de combate a incêndios e desmatamento, o fortalecimento de órgãos de fiscalização e a coordenação entre União e estados da Amazônia e do Pantanal. O STF passou a acompanhar o cumprimento dessas determinações, realizando audiências e expedindo novas ordens para garantir a efetividade da decisão. A ADPF 743 tornou-se um dos principais processos ambientais estruturais do STF. Ainda sobre a mesma questão, no julgamento da ADPF 760 e da ADO 54, em 2024, o Plenário reconheceu falhas estruturais na política de proteção à Amazônia Legal e determinou que o governo federal assuma um “compromisso significativo” em relação ao tema, adotando medidas efetivas para reduzir o desmatamento na região. Garimpo ilegal na Amazônia Ao julgar as ADIs 7273 e 7345, o STF derrubou um trecho da Lei 12.844/2013, que estabelecia a presunção de legalidade do ouro produzido em áreas de garimpo e a boa-fé do comprador. O entendimento foi o de que a medida prejudicava a efetividade de controle da atividade de garimpo, inerentemente poluidora, além de facilitar e incentivar o comércio de ouro obtido por garimpo ilegal. A decisão determinou a adoção de mecanismos mais rigorosos para a fiscalização da cadeia de comercialização do minério e para o combate ao garimpo ilegal. Em decisão recente, na última terça-feira (2), o ministro Flávio Dino determinou que a União elabore um plano de retirada do garimpo ilegal do território indígena dos Cinta Larga, em Rondônia e Mato Grosso. A medida foi tomada no MI 7516. Segundo o ministro, a Terra Indígena Roosevelt, onde estão os Cinta Larga, é alvo da atuação de garimpeiros de várias regiões do país, muitos deles ligados a organizações criminosas. Povos indígenas e preservação ambiental Em 2009, no julgamento da PET 3388, o Supremo validou a demarcação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, e determinou a retirada de não indígenas que ocupavam a região, especialmente produtores rurais de arroz. A decisão reconheceu que a proteção dos territórios indígenas contribui para a conservação de importantes áreas naturais do país. Em 2023, o Supremo rejeitou a tese do marco temporal para a demarcação de terras indígenas, ou seja, fixou que a data da promulgação da Constituição Federal (5/10/1988) não poderia ser utilizada para definir a ocupação tradicional da terra por essas comunidades. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 1017365, Tema 1.031 da repercussão geral, um dos maiores da história do STF. Antes da publicação dessa decisão, porém, o Congresso Nacional aprovou a Lei 14.701/2023, restabelecendo a aplicação do marco temporal às terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas em 5/10/1988. Partidos políticos e entidades de defesa dos direitos indígenas recorreram então ao Supremo tanto para contestar a lei quanto para defender sua validade. No julgamento da ADC 87 e das ADIs 7582, 7583 e 7586, o Plenário derrubou trechos da lei e reafirmou que os direitos territoriais indígenas são originários e anteriores à própria formação do Estado brasileiro. A decisão tem reflexos na proteção ambiental, já que as terras indígenas estão entre as áreas mais preservadas do país. Em decisão recente, o STF determinou que a União apresente um plano para a retirada de invasores da Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará. A medida foi tomada na ADPF 991, em que, em 2024, o STF homologou um plano do governo federal com medidas de proteção a indígenas isolados e de recente contato. O ministro Edson Fachin, presidente do STF e relator do caso, também determinou a criação de um comitê voltado à proteção de povos indígenas isolados e de recente contato, diante do avanço das invasões, do desmatamento e da exploração ilegal na região. Conama, manguezais e restingas Nas ADPFs 747, 748 e 749, o Supremo anulou normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que flexibilizavam a proteção de manguezais, restingas e áreas costeiras. Para a Corte, as mudanças representavam um retrocesso ambiental e colocavam em risco
Fachin nega suspeição de Kassio para decidir sobre CPI do Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou pedido de quatro senadores para declarar a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques para julgar um mandado de segurança que pede a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. A decisão foi proferida na quarta-feira (3). A ação foi protocolada em março deste ano e ainda não houve decisão do ministro, que é relator do caso. Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) alegaram que o ministro tem relação de amizade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos investigados no caso Master, e possui “interesse direto” no caso. Fachin negou o pedido de suspeição do relator e disse que a questão deveria ser levantada cinco dias após a escolha do relator. “É incontroverso que os autos da MS nº 40.823 foram distribuídos por sorteio em 26 de março de 2026. Nada obstante, esta arguição de suspeição somente foi ajuizada nesta Suprema Corte em 12 de maio de 2026. Portanto, extrapolou em mais de um mês o término do prazo regimental para deduzir a pretensão, configurado em 31 de março de 2026”, explicou Fachin. Os senadores alegam suposta omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não leu o requerimento de instalação da comissão. O documento foi protocolado no dia 26 de novembro de 2026. De acordo com os parlamentares, o requerimento conta com 53 assinaturas, superando os 27 apoiamentos mínimos para criação da CPI, equivalente a um terço do total de 81 senadores.
Investimentos do Detran-MS em engenharia de trânsito buscam salvar vidas em cidades da região central de MS
O trânsito das cidades é um organismo vivo que reflete diretamente a segurança de quem nele circula. Sabendo que a proteção da vida humana depende de soluções técnicas robustas, o DETRAN-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) deu início a uma profunda transformação na mobilidade urbana na região central de Mato Grosso do Sul, envolvendo intervenções simultâneas nos municípios de Inocência, Rio Verde de Mato Grosso e na capital, Campo Grande. A diretora de Engenharia do Detran-MS, Maria Moura explica que o órgão desenhou projetos específicos para a realidade de cada localidade. “Longe de serem meras intervenções estéticas, essas ações reestruturam o cotidiano urbano ao combater os principais fatores de risco das vias, como o excesso de velocidade e os conflitos gerados por cruzamentos mal sinalizados”, afirma. Para tirar o planejamento do papel e de forma integrada nessas três cidades, o investimento global realizado foi de 1.961.740,54. Em Inocência, por exemplo, o tráfego central está sendo completamente redesenhado por meio de um sistema integrado de circulação em mão única, uma medida primordial para eliminar pontos críticos de colisão frontal. Esse novo modelo ganha o suporte de sinalização técnica em rotatórias, para distribuir o fluxo de veículos; além da implantação de faixas elevadas destinadas a garantir a acessibilidade de pedestres. Seguindo essa mesma premissa de que a engenharia de trânsito de planejada para cada cidade, o projeto executivo em Rio Verde de Mato Grosso priorizou a moderação da velocidade média de circulação urbana. As frentes de trabalho espalharam-se pelo município com a implantação estratégica de novas faixas elevadas e lombadas, neutralizando os principais pontos de conflito e oferecendo uma travessia segura aos pedestres. Na capital, Campo Grande, a modernização acompanha a dinâmica, estendendo-se desde a ampla sinalização na infraestrutura de atendimento da Sede do Detran-MS até o Parque dos Poderes. “Visando o bem-estar e a proteção de quem utiliza o espaço público para o esporte e o lazer, o projeto viabilizou faixas elevadas adicionais e o fornecimento de um ordenamento viário que inclui lombadas modulares de borracha e cavaletes zebrados refletivos. Essas ferramentas dão suporte logístico e operacional direto para a fiscalização de trânsito em ações como o projeto “Amigos do Parque”, assegurando que a população usufrua das vias com risco reduzido”, detalha engenheiro Lúcio Adeur Xarão Jorge, Gerente de Engenharia de Trânsito do Detran-MS. “Cada placa instalada, cada faixa pintada e cada alteração de sentido de fluxo convergem para o mesmo objetivo humanitário: garantir que o cidadão possa transitar com a certeza de que a engenharia trabalha para guiar seus passos, ordenar as ruas e, acima de tudo, salvar vidas”, finaliza Maria Moura. Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MS
FICCO/MS captura integrante de organização criminosa na fronteira com o Paraguai
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) capturou um investigado apontado como integrante de organização criminosa na região de fronteira entre Brasil e Paraguai. O homem foi localizado durante diligências realizadas pelas equipes da força-tarefa. No momento da abordagem, apresentou documentos falsificados na tentativa de ocultar sua identidade. Após os procedimentos de identificação, foi constatado que havia contra ele mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal de Taguatinga/DF, no âmbito de investigação relacionada à atuação em organização criminosa. O capturado foi encaminhado à Polícia Federal para os procedimentos de praxe, permanecendo à disposição da Justiça. Também serão apuradas as circunstâncias relacionadas ao uso de documentação falsa. A FICCO/MS é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal Estadual, Polícia Penal Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande, atuando de forma integrada no combate ao crime organizado em Mato Grosso do Sul.
Ancelotti adianta titularidade de Igor Thiago e Paquetá contra o Egito para testar “nova alternativa”
Carlo Ancelotti anunciou Igor Thiago e Lucas Paquetá como titulares da Seleção Brasileira no amistoso deste sábado (6) com o Egito, em entrevista coletiva na manhã desta sexta (5), em Nova Jersey. O objetivo do treinador é testar “uma nova alternativa” no último compromisso da Amarelinha antes da estreia na Copa do Mundo. “É o último jogo para fazer teste. Paquetá representa um jogador importante para nós, porque tem característica diferente dos outros meias. Quero testá-lo e testar o Igor Thiago no jogo de amanhã. Acho que o sistema com os quatro na frente está bastante consolidado. Quero testar uma nova alternativa no último teste”, adiantou o treinador. A dupla já escalada para o jogo balançou as redes na goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, no Maracanã, no último domingo (31), e terá a oportunidade de responder à confiança do italiano. Ancelotti confirmou também o lateral-esquerdo Douglas Santos entre os 11 iniciais e que o goleiro Weverton atuará no segundo tempo. Com um plantel de jogadores que estão em momentos físicos diferentes – alguns se recuperaram há pouco tempo de lesão e outros que acabaram de terminar a temporada ou que acumularam um tempo maior de inatividade antes de se apresentar à Amarelinha – a comissão técnica está atenta ao controle de carga dos jogadores. “Amanhã, temos 11 mudanças, vou aproveitar as 11 mudanças na segunda parte. Pode ser que alguns jogadores precisem jogar mais, que tenham saído de lesão anteriores, como Raphinha, Bruno, pode ser que eu dê um pouco mais de minutos a eles, mas todos vão jogar”, disse Ancelotti, que ainda revelou a possibilidade de Gabriel Magalhães ser poupado por estar “cansado” após a disputa da final da Champions League pelo Arsenal. Brasil e Egito se enfrentam neste sábado (6), às 19h (de Brasília), no Huntington Bank Field, em Cleveland.
Pesquisa aponta variação de até 266% em itens de festa junina em Campo Grande
Pesquisa do Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), revela que, entre os produtos tradicionais nas festas juninas, pode haver variação de preços de até 266% em Campo Grande. Nas prateleiras, a canela em pó apresentou a maior disparidade entre os 13 supermercados pesquisados. Uma marca do produto, de 10 gramas, registrou 266% de diferença de preços entre os estabelecimentos. Outros itens demandam atenção nas gôndolas, como o amendoim cru de 400 gramas, com oscilação de 146,43% nos preços, o pé de moleque de 306 gramas (118,68%), a cachaça de 965 ml (101,37%), o pacote de fubá de 500 gramas (100,29%) e o vinho tinto suave de 750 ml (85,27%). Para quem busca montar um cardápio baseando-se nos valores médios, a paçoca rolha de 210 gramas sai por cerca de R$ 10,38. Já no caso das canjicas amarela e branca de 500 gramas, os custos médios são de R$ 4,33 e R$ 5,54, respectivamente. Os dados, coletados nos dias 25 e 26 de maio, estão sujeitos a alterações e confirmam a necessidade de se comparar os preços, além de sugerir que a compra no comércio local reduz custos com o deslocamento. Recomenda-se, ainda, que os consumidores fiquem atentos ao prazo de validade dos produtos e sempre exijam a emissão da nota fiscal. Serviço Pesquisa Itens para Festa Junina (Campo Grande): https://tinyurl.com/yk5hpzmj Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS
MS mantém estabilidade nos índices de obesidade infantil e reforça ações de prevenção
O Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, lembrado na quarta-feira (3), chama a atenção para um problema que impacta a saúde e o desenvolvimento de crianças em todo o país. Associada a fatores como alimentação inadequada, redução da atividade física e aumento dos comportamentos sedentários, a obesidade infantil eleva o risco de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, além de comprometer a qualidade de vida. Diante desse desafio, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) reforça a importância da prevenção e do acompanhamento precoce como estratégias fundamentais para garantir o crescimento e o desenvolvimento saudáveis das crianças. O primeiro passo para identificar e prevenir a obesidade infantil é o acompanhamento regular do crescimento e do desenvolvimento nas unidades básicas de saúde. Por meio de uma avaliação antropométrica simples, com a aferição de peso e altura, os profissionais conseguem identificar o estado nutricional da criança e monitorar possíveis alterações ao longo do tempo. Essas informações são registradas na Caderneta da Criança e permitem acompanhar a curva de crescimento, ferramenta fundamental para detectar precocemente situações de sobrepeso e obesidade. Quando identificadas alterações, as equipes de saúde podem iniciar orientações e intervenções adequadas para cada caso. De acordo com o gerente de Alimentação e Nutrição da SES, Anderson Holsbach, o acompanhamento contínuo é essencial para a promoção da saúde infantil. “A família tem papel fundamental nesse processo. Ao levar regularmente a criança à unidade de saúde, é possível monitorar seu crescimento e desenvolvimento e identificar precocemente qualquer alteração no estado nutricional. Quanto mais cedo ocorre essa identificação, maiores são as possibilidades de promover mudanças que favoreçam a saúde da criança”, explica. Entre os fatores que contribuem para o aumento da obesidade infantil estão as transformações no estilo de vida observadas nas últimas décadas. Se antes as brincadeiras ao ar livre e a prática espontânea de atividades físicas faziam parte da rotina das crianças, atualmente o tempo dedicado às telas ocupa parcela significativa do dia. Somado a isso, o acesso facilitado aos alimentos ultraprocessados tem influenciado diretamente os hábitos alimentares. Produtos como biscoitos recheados, salgadinhos, refrigerantes e bebidas açucaradas apresentam alta densidade calórica e baixo valor nutricional, favorecendo o ganho excessivo de peso. “Vivemos em um ambiente que muitas vezes dificulta escolhas saudáveis. Temos o aumento do acesso aos alimentos ultraprocessados, o encarecimento dos alimentos in natura e minimamente processados, além de comportamentos cada vez mais sedentários. São fatores que compõem o chamado ambiente obesogênico, que favorece o desenvolvimento da obesidade”, destaca Holsbach. O conceito de ambiente obesogênico engloba ainda fenômenos como os desertos alimentares — locais com pouca oferta de alimentos saudáveis —, os pântanos alimentares, caracterizados pela grande disponibilidade de produtos ultraprocessados, e a redução de espaços urbanos destinados à prática de atividades físicas. A prevenção, entretanto, começa nos primeiros anos de vida. O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos recomenda que não seja ofertado açúcar nessa faixa etária. Além disso, o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuado, de forma complementar, até os dois anos ou mais, é reconhecido como importante fator de proteção contra a obesidade infantil. Segundo Anderson Holsbach, os hábitos desenvolvidos dentro de casa têm influência direta sobre as escolhas alimentares das crianças. “A criança aprende observando. Quando a família consome frutas, verduras e legumes regularmente, prepara as refeições em casa e valoriza os alimentos in natura, ela contribui para a formação de hábitos mais saudáveis. Incluir as crianças no preparo dos alimentos também fortalece essa relação positiva com a alimentação”, afirma. Dados do SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional), referentes às crianças acompanhadas pela Atenção Primária à Saúde em Mato Grosso do Sul, mostram que os índices de obesidade entre crianças de 0 a 5 anos permaneceram estáveis entre 2021 e 2025, com média de 4,92% no período. Em 2021, o percentual foi de 5,90%; em 2022, 4,75%; em 2023, 4,67%; em 2024, 4,50%; e em 2025, 4,77%. Entre as crianças de 5 a 10 anos, também foi observada estabilidade, com discreta redução no percentual de obesidade, que passou de 9,49% em 2021 para 9,04% em 2025. A obesidade grave na mesma faixa etária também apresentou queda, passando de 5,76% para 5,37% no período. Embora os números indiquem estabilidade, a SES ressalta que o monitoramento permanente continua sendo fundamental para evitar o avanço da doença e promover melhores condições de saúde para a população infantil. Como parte dessa estratégia, a obesidade infantil integra os temas prioritários trabalhados pela Secretaria no âmbito do PSE (Programa Saúde na Escola), especialmente nos eixos de promoção da alimentação saudável e incentivo à atividade física. A SES também atua por meio da CAISAN (Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional), estabelecendo metas voltadas à promoção da alimentação adequada e saudável e ao fortalecimento da segurança alimentar e nutricional. Além disso, a Secretaria desenvolve ações de Educação Permanente em Saúde para profissionais dos municípios, fortalece as atividades de Vigilância Alimentar e Nutricional e apoia a implementação da EAAB (Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil), contribuindo para a construção de hábitos mais saudáveis desde a infância. Kamilla Ratier, Comunicação SES
Governo de MS executa R$ 7,1 milhões do PAA em seis meses e supera meta estabelecida pela União
Diante do desafio de executar, em um curto espaço de tempo, os recursos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) disponibilizados pelo Governo Federal, Mato Grosso do Sul mobilizou sua rede de assistência técnica, municípios e organizações parceiras e alcançou um resultado superior às execuções anteriores do programa no Estado. Entre novembro de 2025 e maio de 2026, o Governo do Estado aplicou R$ 7.102.723,89 dos R$ 9,3 milhões previstos no convênio, o equivalente a 78% dos recursos disponíveis. A execução foi coordenada pela SEAF (Secretaria-Executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais) da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Quando foi recebida a orientação do Governo Federal sobre o prazo necessário para a utilização dos recursos, a administração estadual estruturou uma força-tarefa envolvendo equipes da Semadesc, da Agraer, das prefeituras municipais e de entidades locais para garantir que os investimentos chegassem aos agricultores familiares e às instituições beneficiadas pelo programa. O resultado consolidou um dos melhores desempenhos já registrados pelo PAA em Mato Grosso do Sul, tanto pelo volume de recursos executados quanto pela rapidez na operacionalização das ações. Os recursos foram distribuídos em três editais: PAA Indígena, com R$ 5 milhões; PAA Hortaliças e Sementes, com R$ 3,1 milhões; e PAA Quilombola, com R$ 1 milhão. Ao todo, cerca de 1.165 agricultores familiares foram cadastrados nos editais, contemplando 34 municípios sul-mato-grossenses. A iniciativa fortalece a produção local, gera renda no campo e amplia as oportunidades de comercialização para pequenos produtores rurais, comunidades indígenas e quilombolas. Para o secretário Artur Falcette, da Semadesc, o resultado demonstra a capacidade de articulação do Estado e o compromisso com as políticas públicas voltadas à agricultura familiar. “Quando fomos informados pelo Governo Federal sobre a necessidade de acelerar a execução dos recursos, estruturamos um trabalho integrado envolvendo a SEAF, a Agraer, os municípios e as organizações parceiras. O resultado mostra a eficiência dessa mobilização. Conseguimos executar mais de R$ 7 milhões em apenas seis meses, fortalecendo a agricultura familiar e garantindo que os alimentos chegassem às famílias que mais precisam”, destaca. A secretária-executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais, Karla Nadai, ressalta que o desempenho alcançado foi resultado do empenho coletivo de todas as instituições envolvidas. “O desafio era grande porque trabalhávamos com um prazo bastante curto para operacionalizar os editais, mobilizar os produtores, organizar a logística e efetivar as entregas. O comprometimento das equipes técnicas, dos municípios, da Agraer e dos próprios agricultores foi fundamental para que conseguíssemos superar as expectativas e alcançar um dos maiores índices de execução já registrados pelo programa no Estado”, afirma. Até o momento, foram adquiridas aproximadamente 831 toneladas de alimentos da agricultura familiar, abrangendo cerca de 60 tipos de produtos, entre eles leite pasteurizado, pães, biscoitos, doces, rapadura, melado, frutas, mandioca, batata-doce, hortaliças, verduras e legumes diversos. Os alimentos são destinados a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional por meio da rede socioassistencial e dos equipamentos públicos de segurança alimentar, beneficiando instituições como Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), escolas indígenas, entidades assistenciais, unidades de acolhimento, asilos e organizações que atendem públicos em situação de vulnerabilidade social. Para a coordenadora de Compras Institucionais da SEAF/Semadesc, Maria Tainara Carneiro, o resultado é fruto da união de esforços em torno de um objetivo comum. “Esse resultado histórico é fruto da dedicação e do compromisso de muitas pessoas. Agradecemos aos prefeitos, secretários municipais, gestores das prefeituras, servidores públicos, equipes da Agraer, técnicos da Semadesc e, principalmente, aos agricultores familiares, que acreditam e fazem o programa acontecer diariamente. O sucesso do PAA é resultado da união de esforços para fortalecer a agricultura familiar e garantir alimento de qualidade para quem mais precisa”, afirma. “Com os resultados alcançados, o PAA reafirma seu papel estratégico na promoção da inclusão produtiva, na geração de renda para agricultores familiares e no combate à insegurança alimentar em Mato Grosso do Sul”, finaliza o secretário Artur Falcette. Marcelo Armôa, Semadesc








