Imprensa reage às medidas do STF que inviabilizaram debate: agressão à liberdade

Três associações que reúnem emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas, se solidarizaram com a TV Globo na noite desta quinta-feira, 1º, e disseram que decisões judiciais interferiram no debate presidencial que seria realizado pela emissora representam “uma agressão à liberdade de imprensa”. O encontro acabou cancelado pela Globo.

Em nota, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) se disseram indignadas com a intervenção judicial nas regras previamente acordadas.

“As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos”, diz o texto.

“Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito dos cidadãos de terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate”, concluem as associações.

A Globo cancelou o debate após a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, proibir a exibição do púlpito vazio com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a realização de perguntas a ele, mesmo diante da ausência do candidato – o que estava previsto no regulamento assinado pelas campanhas.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, também determinou a presença do candidato Renan Santos (Missão). No início da semana, o presidente do TSE, Nunes Marques, já havia ordenado que a emissora convidasse Romeu Zema (Novo).

Pelo regulamento e pela legislação eleitoral, a Globo só seria obrigada a chamar os candidatos cujos partidos tenham no mínimo cinco parlamentares no Congresso Nacional. O Missão não tem nenhum parlamentar.

Até essa semana, eram contabilizadas as bancadas eleitas de cada partido. Em 2022, o Novo elegeu três deputados federais e nenhum senador. Portanto, não cumpriria a exigência.

O partido, no entanto, acionou o TSE para que valesse a bancada atual da legenda, que tem cinco deputados e um senador. Nunes Marques concordou com a tese e a Globo foi obrigada a convidar os candidatos do Novo para os debates sobre os governos estaduais na terça-feira, 29, e para o debate presidencial que seria realizado nesta quinta.

Agência Estado

Foto: Reprodução/TV Globo

Recentes

  • All Posts
  • Brasil
  • Cultura & Entretenimento
  • Esportes
  • Mato Grosso Do Sul
  • Meio Ambiente
  • Mundo
  • Tecnologia & Ciência
  • Turismo
    •   Back
    • América Latina
    • Estados Unidos
    • Europa
    • Ásia
    • Oriente Médio
    • África
    • Oceania
    • Vaticano
    •   Back
    • Dourados
    • Polícia
    • Política do MS
    • Regiões do MS
    • Agronegócio
    • Saúde no MS
    • Economia do MS
    •   Back
    • Futebol
    • Basquete
    • Vôlei
    • Automobilismo
    • Lutas
    • E-Sports
    • Esportes no MS
    • Outros Esportes
    •   Back
    • Bem-Estar Ambiental
    • Clima e Natureza
    •   Back
    • Música & Shows
    • Programação Cultural
    • Cinema, TV & Streaming
    • Famosos
    •   Back
    • Natureza & Aventura
    • Destinos no Brasil
    • Gastronomia
    • Turismo em Foco
    •   Back
    • Educação
    • Saúde
    • Segurança Pública
    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    •   Back
    • Inteligência Artificial
    • Inovação
    • Pesquisa e Ciência
    • Tecnologia e Sociedade

© 2026 Folha do MS. Todos os direitos reservados.