A Prefeitura de Dourados, por meio do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsea) e em parceria com instituições das áreas de alimentos, saúde, educação e assistência social, realiza no sábado, 17 de outubro, ação comemorativa em alusão ao Dia Mundial da Alimentação. A atividade acontece na Praça Antônio João, das 8h às 12h, e busca engajar a população que estiver circulando pelo comércio central.
O direcionamento da gestão Marçal Filho é abordar a conscientização e a sensibilização juntamente com a comunidade sobre a importância da alimentação saudável, além de valorizar a agricultura familiar, incentivar o combate ao desperdício e promover a sustentabilidade.
A população poderá acompanhar orientações sobre hábitos alimentares saudáveis e reaproveitamento de alimentos, com degustação de frutas e receitas especiais preparadas por estudantes dos cursos de Nutrição da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
Na área da saúde, profissionais realizarão aferição de pressão arterial e testes de glicemia para prevenção e controle do diabetes. Além disso, a equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) estará presente prestando orientações sobre direitos e garantias voltados às pessoas em situação de vulnerabilidade. Haverá ainda distribuição de mudas.
O presidente do Comsea, Flávio de Souza Silva, destaca a relevância do evento para o município. “O Dia Mundial da Alimentação é uma oportunidade para dialogar com a população e queremos levar orientação prática, informação de qualidade e acolhimento direto para a população”, destacou.
O evento é direcionado pela prefeitura e acontece em conjunto com instituições parceiras e a sociedade. A ação é gratuita e aberta ao público em geral. “Convidamos as famílias de Dourados e todos que estiverem pelo centro a participarem conosco desse momento especial de cidadania e saúde”, finaliza Flávio de Souza Silva.
DIA MUNDIAL
O dia 16 de outubro marca o Dia Mundial da Alimentação (DMA), que inspira anualmente uma campanha global da ONU de conscientização sobre a fome e a pobreza no mundo. Em 2024, o tema da iniciativa é o “Inovar hoje para nutrir o amanhã”.
No Brasil, a campanha está sendo trabalhada conjuntamente pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (WFP), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
O direito à alimentação é um direito humano juridicamente vinculante no direito internacional, consagrado no artigo 11 do Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC) em 1966. O PIDESC foi ratificado por 171 países, inclusive o Brasil, e pelo menos 45 países já reconheceram o direito a uma alimentação adequada em suas constituições, que é o caso do nosso país.
DESAFIOS ALIMENTARES
Contaminação: mais de 600 milhões de pessoas adoecem e 420 mil morrem a cada ano em decorrência do consumo de alimentos contaminados por bactérias, vírus, parasitas, toxinas e produtos químicos.
Pouca diversidade: embora mais de 6 mil espécies de plantas sejam cultivadas para alimentação, apenas 9 representam 66% da produção total de cultivos. Quase um terço das populações de peixes estão sobre-exploradas e 29% das raças de gado locais estão em risco de extinção.
Perda e desperdício: em escala global, 13% dos alimentos, avaliados em cerca de 400 bilhões de dólares, são perdidos desde a colheita até a venda no varejo, mas sem incluí-la. Outros 19% são desperdiçados nos níveis de varejo e consumo.
