A curiosidade de hoje pode se transformar na profissão de amanhã. É o caso dos estudantes Isabelly Sanches Gama e Henrique Gonçalves de Souza. Os dois estudam na Escola Estadual Rita Angelina Barbosa Silveira, em Dourados e cursam o Técnico em Inteligência Artificial, oferecido pelo segundo ano consecutivo em parceria com a Escola de Inovação, Tecnologia e Desenvolvimento Educacional.
Henrique tem 17 anos, está no 3º ano e divide a rotina entre os estudos e o cuidado com o irmão mais novo, que busca todos os dias na creche. Isabelly tem 14, está no 1º ano e ajuda os pais nos afazeres de casa.
O antes e o depois
Henrique conheceu o curso pela divulgação na própria escola e encontrou inspiração no irmão que cursa Ciências da Computação. “Eu não imaginava o quanto aprenderia e me desenvolveria”. Agora, ele programa, desenvolve códigos e já aplica o que aprende fora da sala.
Isabelly foi movida pela curiosidade e se tornou a primeira da família a entrar nesse universo. “Aprendi a utilizar planilhas, desenvolvi jogos e tive contato com ferramentas que ampliaram minha visão sobre a tecnologia”, conta.
Para os dois, a inteligência artificial já faz parte do dia a dia, seja para tirar dúvidas, pesquisar ou criar imagens. Ele se imagina em uma carreira sólida na área de tecnologia. Isabelly quer trabalhar com tecnologia assim que concluir os estudos. Nenhum dos dois vê o curso como complemento. Veem como o começo de uma profissão.
“Recomendo essa formação para outros jovens”, diz Henrique. Isabelly concorda. “É uma oportunidade valiosa para adquirir conhecimentos e abrir portas no mercado de trabalho”.
Escola como porta de entrada
Muitos estudantes da EE Rita Angelina têm acesso limitado à tecnologia em casa. Para eles, o laboratório da escola é o principal espaço de aprendizagem, pesquisa e desenvolvimento de projetos e o primeiro contato mais profundo com programação.
O curso integra a formação geral à técnica, aplicando Matemática, Ciências da Natureza e Linguagens em situações práticas de programação e análise de dados.
Em uma região movida pelo agronegócio, pelo comércio e pelos serviços, o curso se torna uma maneira de aproximar os jovens das competências que o mercado mais procura.
Hoje, 82 estudantes estão matriculados no curso da Rita Angelina. Alguns egressos já seguiram para a universidade, na UFGD e na UEMS, e já atuam no mercado de tecnologia. A próxima história pode começar na sua casa.
Gilberto Junior, Comunicação SED
