Dourados registra 1,8 mil casos prováveis de Chikungunya

José Ricardo

Dourados enfrenta um cenário de emergência em saúde pública diante do avanço da Chikungunya no município. Dados atualizados nesta sábado (28), pela prefeitura, apontam crescimento expressivo de casos, aumento de internações e pressão sobre a rede de atendimento.

De acordo com o informe epidemiológico, já são 1.848 casos prováveis da doença, sendo 785 confirmados. Outros 936 seguem em investigação, enquanto 296 foram descartados. Ao todo, a maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul contabiliza 2.144 notificações. A taxa de positividade chama atenção: 75,5% das pessoas testadas tiveram resultado positivo.

A evolução dos casos indica avanço consistente da doença nas últimas semanas. A partir da semana epidemiológica sete, foi observado crescimento progressivo da transmissão, com pico recente. Apesar de uma aparente queda na semana 12, o dado ainda pode refletir atraso na atualização das notificações, comum em cenários de epidemia.

O reflexo desse avanço já é sentido na rede de atendimento. Na UPA, o número de pacientes atendidos diariamente aumentou a partir de 23 de março. Desde então, a média passou para 436 atendimentos por dia, acima dos 302 registrados nos 11 dias anteriores, o que sugere relação direta com a alta dos casos de Chikungunya.

Outro dado sensível é o registro de óbitos. Até o momento, cinco mortes por Chikungunya foram confirmadas no município, sendo duas vítimas bebês e outras três idosas.

Nas aldeias, a transmissão segue ainda mais intensa. O levantamento aponta 1.355 casos prováveis, 674 confirmações, 229 descartes e 681 ocorrências em investigação, somando 1.584 notificações. Além disso, há nove pacientes internados com diagnóstico confirmado e 428 atendimentos hospitalares relacionados à doença.

Diante desse quadro, especialistas alertam para a necessidade de atenção redobrada, tanto no monitoramento dos sintomas quanto nas medidas de prevenção. A eliminação de criadouros do mosquito transmissor segue sendo a principal estratégia para conter o avanço da doença.

O cenário atual indica não apenas o crescimento da Chikungunya, mas também o risco de sobrecarga ainda maior no sistema de saúde caso a transmissão continue em alta nas próximas semanas.

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