Chefe da Otan diz que grupo de 22 países se prepara para reabrir Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã

José Ricardo

Um grupo de 22 países composto por membros da Otan e aliados do Oriente Médio, da Ásia e da Oceania está preparando uma “iniciativa” para reabrir o Estreito de Ormuz e “assegurar” a navegação segura e livre de navios, segundo o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

O Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial, está fechado pelo Irã desde o início da guerra, no dia 28 de fevereiro.

“Desde quinta-feira, um grupo de 22 países está se unindo para garantir que o Estreito de Ormuz seja livre e reaberto o mais rápido possível. (…) O que precisamos fazer é trabalhar juntos”, afirmou Rutte em entrevistas à mídia dos EUA no domingo (22). O chefe da Otan revelou apenas alguns dos países que participarão da investida, veja mais abaixo.

No entanto, o secretário-geral da Otan não deixou explícito como essa abertura do Estreito de Ormuz aconteceria na prática, isso porque a presença militar de outros países além dos EUA e do Irã na região aumenta o risco de um alastramento ainda maior da guerra.

Em entrevistas às TVs norte-americanas “Fox News” e “CBS”, Rutte se limitou a dizer que os países estão em sintonia para “atender ao chamado” de Trump e “implementar a visão” do presidente norte-americano para garantir a reabertura do estreito o mais rápido possível.

Segundo Rutte, autoridades militares desses 22 países estão planejando de forma coordenada a investida. Ele não citou todos os países que integram o grupo, porém ele é composto em sua maioria por aliados da Otan.

Veja abaixo os integrantes do grupo que conhecemos até o momento:

  • Estados Unidos;
  • Reino Unido;
  • França;
  • Emirados Árabes Unidos;
  • Bahrein;
  • Japão;
  • Coreia do Sul;
  • Austrália;
  • Nova Zelândia.

A fala de Rutte ocorre em meio a críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a aliados da Otan por responderem de forma negativa ao pedido de navios militares para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz. A questão foi mais um ponto de atrito da já desgastada relaçentre Washington e a União Europeia nos últimos dias em meio à guerra no Oriente Médio.

 — Foto: Arte/g1

Foto: Arte/g1

G1

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