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Argentina Alcança Menor Taxa de Pobreza em Sete Anos com Reformas de Milei

A Argentina registrou, no primeiro semestre de 2025, uma taxa de pobreza urbana de 31,6%, a menor desde 2018, segundo estudo da Universidade Torcuato Di Tella, baseado em dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC). A redução drástica, de 52,9% no início de 2024 para 31,6%, reflete o impacto das políticas econômicas implementadas pelo presidente Javier Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023 com a promessa de reverter décadas de crise econômica. Além disso, a taxa de indigência caiu de 18,2% para 7,4% no mesmo período, enquanto o salário médio no setor privado cresceu 10,4% entre dezembro de 2023 e maio de 2025, superando a inflação, que atingiu 1,6% em junho de 2025, o menor nível em cinco anos.

As reformas de Milei, caracterizadas por cortes expressivos nos gastos públicos, redução de subsídios e desregulamentação econômica, foram fundamentais para estabilizar a economia argentina. Após herdar uma inflação anual de 211,4% em 2023, o governo conseguiu reduzi-la para 39,4% no acumulado de 12 meses até junho de 2025, um feito notável que trouxe alívio aos argentinos acostumados a preços em constante escalada. A desvalorização do peso e a eliminação de barreiras ao comércio fortaleceram a competitividade do mercado, permitindo que os salários reais recuperassem poder de compra, especialmente para os trabalhadores de baixa renda. O crescimento econômico de 7,7% em abril de 2025, comparado ao mesmo mês do ano anterior, reforça a eficácia dessas medidas, que também incluíram a privatização de empresas estatais e a redução de 36.000 empregos públicos, gerando um superávit fiscal inédito em 14 anos.

A política de austeridade de Milei, embora inicialmente criticada por seu impacto social, demonstrou resultados concretos. A queda na pobreza, que beneficiou cerca de 10 milhões de argentinos, foi impulsionada pela estabilidade de preços e pelo aumento real dos salários, com destaque para o fortalecimento da iniciativa privada. A liberalização econômica atraiu investimentos, especialmente em setores como agricultura, que cresceu 80,2% no último trimestre de 2024 após uma seca severa, e mineração, com interesse crescente em reservas de lítio. Essas conquistas, segundo analistas, refletem a visão de Milei de reduzir o peso do Estado e devolver aos cidadãos a liberdade de prosperar em um mercado mais aberto e competitivo.

O sucesso das reformas também é evidenciado pela confiança renovada na economia. Um levantamento da Gallup, realizado em dezembro de 2024, mostrou que a aprovação de Milei se mantém acima de 50%, com a confiança no governo dobrando em relação a 2023. A estabilização do peso e a redução do hiato entre o câmbio oficial e o paralelo, que caiu de 37% em julho de 2024 para 15%, sinalizam um ambiente econômico mais previsível. Apesar de desafios persistentes, como a informalidade trabalhista, que ainda afeta 42% dos trabalhadores, e a perda de 79.000 empregos formais entre março de 2024 e março de 2025, as políticas de Milei criaram as bases para um crescimento sustentável, projetado em 4,5% para 2025 pelo JP Morgan.

A Argentina de Milei demonstra que a coragem de implementar reformas estruturais, mesmo diante de resistência inicial, pode transformar uma economia marcada por décadas de instabilidade. A redução da pobreza e da inflação, aliada ao crescimento dos salários, é um testemunho do impacto positivo de políticas que priorizam a liberdade econômica e a responsabilidade fiscal, oferecendo aos argentinos a perspectiva de um futuro mais próspero.

Gustavo De Oliveira

Escritor

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