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Netanyahu Celebra Ataques de Trump às Usinas Nucleares do Irã como um Marco Histórico

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou publicamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela decisão de autorizar ataques aéreos contra três instalações nucleares iranianas – Fordow, Natanz e Isfahan – em 21 de junho de 2025. Em um pronunciamento em vídeo, Netanyahu afirmou que a “ousada decisão” de Trump de atingir o coração do programa nuclear iraniano “mudará a história” e representa um passo crucial para a segurança global. “Primeiro vem a força, depois a paz”, declarou, destacando a doutrina de “paz através da força” compartilhada por ambos os líderes. A operação, que envolveu bombardeiros B-2 Spirit e bombas “bunker buster” GBU-57, foi descrita como um “sucesso espetacular” por Trump, que exigiu a rendição incondicional do Irã para evitar novos ataques.

Os ataques americanos, coordenados com Israel, marcaram a entrada direta dos EUA no conflito que começou em 13 de junho, quando Israel lançou uma ofensiva contra alvos nucleares e militares iranianos, matando comandantes como Hossein Salami e Mohammad Bagheri. Netanyahu, que há décadas pressiona por ações contra o programa nuclear do Irã, classificou a intervenção como um “marco” para neutralizar a ameaça de um Irã nuclear. “A história registrará que Trump agiu contra o regime mais perigoso com as armas mais perigosas”, afirmou, segundo o Valor Econômico. A operação, chamada “Midnight Hammer”, utilizou 14 bombas de 30 mil libras em Fordow, uma instalação subterrânea considerada a “joia da coroa” do programa nuclear iraniano, conforme a BBC.

O Irã, por meio da agência estatal IRNA, confirmou os ataques, mas minimizou os danos, alegando que as instalações foram evacuadas e que não havia material radioativo presente. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que não detectou aumento nos níveis de radiação, mas imagens de satélite da Maxar Technologies mostram crateras significativas em Fordow, sugerindo impactos substanciais. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, condenou a ação como uma “violação do direito internacional” e prometeu “consequências duradouras”, enquanto o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, permanece isolado em um bunker, temendo assassinatos, segundo a Reuters.

A resposta iraniana incluiu o lançamento de mísseis contra Israel, atingindo o Soroka Medical Center em Beersheba e ferindo mais de 70 pessoas, um ato que Netanyahu classificou como “terrorismo estatal”. Apesar de um cessar-fogo anunciado por Trump em 23 de junho, violações mútuas, como ataques iranianos a bases americanas no Qatar e novos bombardeios israelenses em Teerã, mantêm a tensão elevada. A AIEA alertou que ataques a instalações nucleares são “profundamente preocupantes” devido ao risco de desastres radiológicos, mas Netanyahu insistiu que a operação era necessária para impedir que o Irã, que enriqueceu urânio a 60%, adquirisse armas nucleares.

A decisão de Trump, apoiada por Netanyahu, reflete uma abordagem de força para conter um regime que, por décadas, desafia tratados internacionais e financia grupos como o Hezbollah e o Hamas. A parceria entre os dois líderes, consolidada por anos de alinhamento, como nos Acordos de Abraão, demonstra um compromisso com a segurança de Israel e a estabilidade regional. Enquanto o Irã enfrenta perdas militares e crise interna, com protestos crescentes e uma economia abalada por sanções, a ação de Trump e Netanyahu fortalece a posição de Israel, enviando um recado claro sobre a intolerância a ameaças nucleares.

Gustavo De Oliveira

Escritor

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