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Reino Unido Avança na Defesa com Teste Bem-Sucedido da Arma a Laser DragonFire

O Reino Unido marcou um avanço significativo em sua capacidade de defesa ao realizar, com sucesso, testes da DragonFire, sua primeira arma a laser de alta potência, projetada para neutralizar drones e outros alvos aéreos. Desenvolvida por uma parceria entre o Ministério da Defesa britânico e empresas como MBDA, Leonardo e QinetiQ, a tecnologia, avaliada em £100 milhões (cerca de R$ 630 milhões), foi testada em janeiro de 2024 no arquipélago das Hébridas, na Escócia, demonstrando precisão impressionante e eficiência operacional. A arma, que opera com feixes de luz na velocidade da luz, promete transformar estratégias militares ao oferecer uma alternativa econômica e eficaz aos mísseis tradicionais.

A DragonFire, classificada como uma arma de energia direcionada a laser (LDEW), utiliza um feixe de 50 kW para atingir alvos com precisão milimétrica, capaz de acertar uma moeda a 1 km de distância, segundo o Ministério da Defesa britânico. Durante os testes, o sistema destruiu drones a até 3,4 km, rastreando alvos em movimento com sensores avançados e uma câmera eletro-óptica. Diferentemente de munições convencionais, o laser não depende de projéteis físicos, eliminando limitações de estoque e reduzindo custos operacionais. Cada disparo, que custa cerca de £10 (aproximadamente R$ 60), equivale ao consumo de energia de um aquecedor doméstico por uma hora, uma fração do custo de mísseis como o Sea Viper, que pode chegar a £1 milhão por unidade.

O desenvolvimento da DragonFire reflete uma resposta às crescentes ameaças de drones e mísseis em conflitos modernos, como os observados no Mar Vermelho, onde ataques dos rebeldes Houthis expuseram a necessidade de soluções de defesa mais acessíveis. O secretário de Defesa britânico, Grant Shapps, destacou que a tecnologia “tem o potencial de revolucionar o campo de batalha, reduzindo a dependência de munições caras e minimizando danos colaterais”. A arma, ainda em fase de demonstração tecnológica, está sendo considerada para integração em navios da Marinha Real, veículos blindados do Exército e até aeronaves da Força Aérea, com previsão de entrada em serviço em 2027.

Apesar do sucesso, especialistas alertam para limitações. Chuva, neblina ou poeira podem dispersar o feixe, reduzindo sua eficácia, e a necessidade de manter o laser fixo no alvo por até 10 segundos em cenários dinâmicos representa um desafio. Além disso, a tecnologia exige fontes de energia robustas, como o Sistema de Armazenamento de Energia em Volante (FESS), ainda em desenvolvimento. Outras nações, como os EUA, que já testaram sistemas similares em navios, e a Rússia, que alega usar lasers contra drones ucranianos, também investem na corrida por armas de energia direcionada, sinalizando uma tendência global.

O Reino Unido planeja novos testes em 2025, incluindo simulações em ambientes hostis com militares do Exército, para avaliar a viabilidade da DragonFire em operações reais. A tecnologia, que combina inovação científica com pragmatismo militar, reforça a posição britânica na vanguarda da defesa, priorizando eficiência e sustentabilidade em um cenário global de ameaças em constante evolução.

Gustavo De Oliveira

Escritor

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