CBF Afastou Assistente de Arbitragem Após Denúncia de Assédio na Série A1

Gustavo De Oliveira

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou no domingo, 23 de março de 2025, o afastamento do assistente de arbitragem Claiton Tim, da Federação Gaúcha de Futebol, até a conclusão das investigações sobre sua conduta durante a partida entre Juventude e América, válida pela primeira rodada do Brasileirão Feminino A1. O jogo, disputado no sábado, 22 de março, em Bento Gonçalves (RS), terminou empatado em 1 a 1, mas foi seguido por uma denúncia grave: atletas do América Mineiro registraram um boletim de ocorrência acusando Tim de assédio sexual antes do início da partida.

Segundo nota oficial do América, divulgada no mesmo domingo, o assistente teria utilizado o rádio comunicador para proferir “palavras e piadas de cunho sexual” dirigidas às jogadoras, em conversas com outros membros da equipe de arbitragem. O clube classificou o comportamento como “absolutamente inaceitável” e informou que enviará um ofício à CBF na segunda-feira, 24 de março — data atual —, detalhando o ocorrido e cobrando medidas. Após o jogo, as atletas procuraram a polícia local, formalizando a denúncia na delegacia de Bento Gonçalves, o que levou a equipe de arbitragem a prestar esclarecimentos às autoridades.

A CBF reagiu rapidamente, afastando Tim das funções e prometendo rigor na apuração. Em comunicado, a entidade afirmou que, caso as acusações sejam confirmadas, o assistente será banido permanentemente da arbitragem. Além disso, a Comissão de Arbitragem da CBF informou que solicitará ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e às autoridades policiais uma investigação detalhada do caso. A árbitra da partida, Jenifer Alves de Freitas, do Rio de Janeiro, relatou na súmula que, ao fim do jogo, policiais que faziam a segurança a abordaram para informar sobre a intenção de uma atleta do América de registrar a ocorrência contra um dos assistentes.

O episódio gerou forte repercussão no futebol feminino brasileiro, com o Juventude, adversário na partida, emitindo uma nota de solidariedade às jogadoras do América e condenando os atos relatados. O caso expõe desafios persistentes na criação de um ambiente seguro para as atletas e reforça a necessidade de medidas mais firmes contra assédio no esporte. Enquanto a investigação segue, a CBF reiterou seu compromisso com a luta contra qualquer forma de violência ou discriminação no futebol.

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