Polícia Científica de Mato Grosso do Sul participa de curso nacional sobre Protocolo de Istambul

José Ricardo

Quando há suspeita de tortura, maus-tratos ou tratamento degradante, o laudo médico-legal precisa ir além da descrição de lesões. Cabe ao perito  registrar, com precisão técnica, sinais físicos, sintomas e elementos compatíveis com a violência relatada, para que a apuração tenha base concreta.

Foi com esse foco que a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul participou da 2ª Edição do Curso “Protocolo de Istambul – Manual para Investigação e Documentação Eficazes da Tortura e Outras Penas ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes”, promovido pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). A atividade foi realizada entre os dias 4 e 8 de maio de 2026, em Brasília.

Mato Grosso do Sul foi representado pelo perito médico-legista Guido Vieira Gomes, chefe do Núcleo Regional de Medicina Legal de Dourados. Com carga horária de 40 horas/aula, o curso reuniu profissionais de diferentes unidades da Federação.

Reconhecido como referência internacional, o Protocolo de Istambul estabelece parâmetros técnicos e jurídicos para a investigação de violações de direitos.

Para o legista, a principal contribuição da formação está no aprimoramento do olhar técnico do médico-legista diante de casos em que a violência nem sempre se apresenta de forma evidente.

“Situações degradantes podem ocorrer em diversos contextos, como nos casos de violência doméstica, abuso sexual e também envolvendo pessoas privadas de liberdade”, afirmou.

A programação teve abordagem prática e multidisciplinar, com conteúdos das áreas médica, jurídica e de direitos humanos. Além do aprofundamento técnico, os participantes trocaram experiências sobre a realidade da perícia nos estados, considerando diferenças regionais e desafios encontrados na rotina profissional.

A participação da Polícia Científica de MS reforça a qualificação dos serviços médico-legais e contribui para o aperfeiçoamento de laudos em casos nos quais a precisão do exame pode influenciar diretamente a apuração dos fatos e a resposta do sistema de Justiça.

Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS

Recentes

  • All Posts
  • Brasil
  • Cultura & Entretenimento
  • Esportes
  • Mato Grosso Do Sul
  • Meio Ambiente
  • Mundo
  • Tecnologia & Ciência
  • Turismo
    •   Back
    • América Latina
    • Estados Unidos
    • Europa
    • Ásia
    • Oriente Médio
    • África
    • Oceania
    • Vaticano
    •   Back
    • Dourados
    • Polícia
    • Política do MS
    • Regiões do MS
    • Agronegócio
    • Saúde no MS
    • Economia do MS
    •   Back
    • Futebol
    • Basquete
    • Vôlei
    • Automobilismo
    • Lutas
    • E-Sports
    • Esportes no MS
    • Outros Esportes
    •   Back
    • Bem-Estar Ambiental
    • Clima e Natureza
    •   Back
    • Música & Shows
    • Programação Cultural
    • Cinema, TV & Streaming
    • Famosos
    •   Back
    • Natureza & Aventura
    • Destinos no Brasil
    • Gastronomia
    • Turismo em Foco
    •   Back
    • Educação
    • Saúde
    • Segurança Pública
    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    •   Back
    • Inteligência Artificial
    • Inovação
    • Pesquisa e Ciência
    • Tecnologia e Sociedade

© 2026 Folha do MS. Todos os direitos reservados.