O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira (16), que costurou um acordo de cessar-fogo entre Líbano e Israel de dez dias a partir da noite de hoje. A trégua era uma das exigências do Irã para continuidade das negociações com os EUA. O parlamentar do Hezbollah, Ibrahim al-Musawi, disse à agência francesa AFP que o grupo respeitará o acordo se os ataques israelenses cessarem. O governo em Tel Aviv não se manifestou. “Acabei de ter excelentes conversas com o altamente respeitado presidente Joseph Aoun, do Líbano, e com o primeiro-ministro Bibi [Benjamin] Netanyahu, de Israel. Esses dois líderes concordaram que, para alcançar a paz entre seus países, iniciarão formalmente um cessar-fogo de 10 dias às 17h [horário de Brasília]”, disse Trump em uma rede social. Ainda segundo o chefe da Casa Branca, “ambos os lados querem ver a paz, e acredito que isso acontecerá, em breve!”. Apesar do anúncio envolver o governo libanês, ele não tem poder sobre o grupo Hezbollah, que funciona como espécie de partido-milícia ligado ao Eixo da Resistência, formados por grupos que se opõem às políticas dos EUA e de Israel no Oriente Médio, entre eles, o Irã. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, informou, em comunicado, que agradeceu Trump pelos esforços para se chegar a um cessar fogo no Líbano e garantir a paz permanente “para alcançar o processo de paz na região e desejou que ele continuasse esses esforços para um cessar-fogo o mais rápido possível”. Nas redes sociais, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, saudou o anúncio de Trump. “Acolho com satisfação o anúncio do cessar-fogo proclamado pelo presidente Trump, que constitui uma reivindicação libanesa central pela qual nos empenhamos desde o primeiro dia da guerra e que foi o nosso objetivo primordial no encontro de Washington na terça-feira”, disse. Representantes de Tel-Aviv e do Líbano se reuniram em Washington nesta semana pela primeira vez desde 1983, ano em que Israel invadiu o Líbano pela primeira vez. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não se manifestou sobre o suposto acordo. Segundo o jornal israelense The Times of Israel, os ministros do gabinete do governo receberam “com surpresa” a notícia. Netanyahu teria informado que concordou com o cessar-fogo à pedido do Trump. A oposição à Netanyahu criticou o cessar-fogo “imposto” à Israel. Outro portal de notícias de Israel, o Ynet, informou que um oficial militar do país disse que as tropas continuariam no território libanês, apesar do cessar-fogo. Entenda A atual fase da guerra que envolve Israel e Líbano teve início em outubro de 2023, quando o Hezbollah inicia ataques contra o norte de Israel em solidariedade ao povo palestino, diante dos massacres na Faixa de Gaza. Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar-fogo entre o grupo político militar xiita e Tel Aviv. Porém, tal acordo nunca foi respeitado por Israel, que continuava realizando ataques no Líbano. Com o início da agressão contra o Irã, em 28 de fevereiro, o Hezbollah voltou a atacar Israel em resposta às violações sistemáticas do cessar-fogo nos últimos meses e também em retaliação ao assassinado do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei. No dia 8 de abril, é anunciado o cessar-fogo da guerra no Irã, mas Israel continua com ataques no Líbano, desrespeitando novamente o acordo, dessa vez, costurado pelo Paquistão. O Irã vinha exigindo que o Líbano entrasse no cessar-fogo para continuar as negociações com os EUA, com a segunda rodada de conversas prevista para os próximos dias. História O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho. Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos. O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011. Agência Brasil
Gabinete itinerante: Governo de MS reúne setor produtivo para ouvir demandas e apresentar resultados
Com foco no desenvolvimento das cadeias produtivas de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado atua em ações que resultam no crescimento econômico aliado a geração de emprego e renda para a população. Diante disso, o governador Eduardo Riedel fez reuniões e atendimentos a representantes de diversas áreas do agronegócio nesta quinta-feira (16) durante 86ª Expogrande, realizada em Campo Grande. Logo às 7h30, Riedel se reuniu com produtores no estande da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). Ao todo, 13 entidades do agro estadual estavam representadas no encontro, onde foi formalizada a assinatura de protocolos de intenções envolvendo as secretarias de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e de Educação (SED), além da Famasul e Funar (Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural). O primeiro ato foi a entrega, por parte do setor produtivo, de documento consolidando as principais demandas do agronegócio sul-mato-grossense, reforçando o diálogo institucional entre Poder Público e cadeias produtivas. “São situações muito importantes entre o Governo do Estado e a Famasul. Primeiro é receber do setor organizado propostas e sugestões para um plano de governo, para manter o nosso setor cada vez mais competitivo. As propostas são muito alinhadas com aquilo que a gente pensa”, disse Riedel. Além disso, duas iniciativas foram tratadas na reunião. Uma delas objetiva a criação de um centro de ensino no Pantanal para ofertar educação gratuita com foco no ensino regular gratuito para a população da região. A ideia é em mútua colaboração aperfeiçoar estudos e métodos de trabalho para estabelecer bases preliminares de futura cooperação técnica e financeira para estruturar o funcionamento de tal centro, que será edificado pela Funar. “É um convênio para uma escola no Pantanal. A Famasul vai investir num equipamento em uma modelagem nova, no coração do Pantanal, e oferecer acesso à educação de qualidade e, principalmente, o significado de permanência de famílias, crianças por meio da educação. É um convênio transformador, que a gente consegue levar a infraestrutura e também é um sinal de manutenção da nossa cultura pantaneira”, afirma Riedel. Já a outra iniciativa tratada visa o desenvolvimento de ferramenta tecnológica voltada à regularização fundiária em áreas de fronteira. A ferramenta terá foco em leitura, interpretação e estruturação automática de documentos, incluindo reconhecimento de texto OCR e análise de assinaturas. “O convênio é para a ratificação dos títulos de faixa de fronteira. São 10 mil títulos. A gente pode usar inteligência artificial para agilizar o processo, que demoraria mais de dois anos e meio, mas vamos fazer em quatro, cinco meses. Também outra tecnologia sendo aplicada de uma maneira mais intensiva dentro do governo. A boa parceria público e privada, ela sempre dá bons resultados”, explica o governador. Na sequência dessas agendas, representantes da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) apresentaram dados atualizados da safra de soja. Segundo a entidade, até o dia 10 de abril, Mato Grosso do Sul já havia colhido cerca de 4,5 milhões de toneladas do grão. A região sul do Estado lidera os trabalhos, com 99,3% da área colhida, seguida pelas regiões centro (91,7%) e norte (82,7%). O preço médio da saca foi registrado em R$ 110,23. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MSEdição: Nyelder Rodrigues/Secom-MS
Na guerra contra a Chikungunya, Agentes de combate às endemias vistoriam 1.354 imóveis em apenas um dia
A Prefeitura de Dourados vistoriou nesta quarta-feira (15) um total de 1.354 moradias em busca de focos do mosquito Aedes aegypti e encontrou 204 imóveis fechados, o que tem acendido o alerta das autoridades sanitárias do município. As equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) já começaram a notificar os proprietários para que providenciem a limpeza desses imóveis e facilitem o acesso dos agentes de combate às endemias. Após a notificação, o passo seguinte é a aplicação de multa contra o proprietário e, em casos mais severos, as equipes podem pedir apoio da Defesa Civil para entrada forçada nesses ambientes. Todas as ações estão sendo definidas em reuniões diárias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pelo prefeito Marçal Filho para estruturar o enfrentamento à Chikungunya. Durante os trabalhos desta quarta-feira, os 70 agentes identificaram 24 focos do mosquito transmissor da doença e emitiram 56 notificações. Além disso, as equipes realizaram tratamento químico em 64 depósitos que tinham potencial para abrigar focos do Aedes aegypti. As ações foram concentradas nos bairros Santa Maria, Santa Herminia, Jardim Maracanã, Monte Sião, Jardim Canaã 1, Monte Líbano, Piratininga, Pelicano e imediações. Em outra frente, o Centro de Controle de Zoonoses pulverizou larvicida com veículo Leco em 126 quarteirões dos bairros Monte Sião, Jardim Carisma, Parque dos Coqueiros, Canaã III, Novo Horizonte, Cidade Jardim 1 e imediações. Também foram abertas 24 ordens de serviço e atendidas outras 39 ordens. Com as ações desta quarta-feira serão gerados 533 notificações e 80 autos de infração, além de 82 multas. Até esta quarta-feira (15), a Secretaria Municipal de Saúde havia recebido 305 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), também chamadas de “armadilhas” e os agentes de combate às endemias já tinham instalado 240 unidades nos bairros Assentamento Santa Fé, Assentamento Santa Felicidade, Jóquei Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória, Parque do Lago I e II e imediações. AÇÕES DE SAÚDE Enquanto as equipes do Centro de Controle de Zoonoses atuam nos bairros, as equipes de saúde comandadas pela Força Nacional do SUS tem atuado no atendimento aos moradores da Reserva Indígena de Dourados. Somente nesta quarta-feira o Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá) atendeu 38 pacientes da Aldeia Bororó e outros 38 da Aldeia Jaguapiru, além de quatro pacientes do Assentamento Boqueirão e um do Assentamento Nhuvera. Na Aldeia Bororó, a Equipe 1 realizou nesta quarta-feira, 26 atendimentos, sendo 18 em pacientes com sintomas de Chikungunya. Foram realizadas 10 coletas para exame PCR. Já a Equipe 2 atendeu 42 pessoas, sendo 27 com sintomas para Chikungunya. Também foram realizadas três remoções para o Hospital Universitário da UFGD e 20 coletas para exame PCR. Na Aldeia Jaguapiru, a Equipe 1 realizou 24 atendimentos e encontrou dois pacientes com Chikungunya crônica. A Equipe 2 realizou 18 atendimentos, sendo seis em pacientes sintomáticos para Chikungunya. Foi feita, também, uma remoção para o Hospital Porta da Esperança. O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) confirmou hoje a oitava morte em decorrência de complicações por Chikungunya em Dourados. Trata-se de um paciente de 63 anos, que era morador do Parque das Nações II e estava internado no Hospital Unimed. É o primeiro óbito de paciente que morava fora da Reserva Indígena de Dourados. Números do Informe Epidemiológico desta quinta-feira (16) revelam que a situação segue crítica nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Até o momento são 1.993 casos prováveis, 1.461 casos confirmados, 639 casos descartados, 532 casos em investigação, num total de 2.632 casos e 454 atendimentos hospitalares.
Para fortalecer cadeia produtiva da laranja, Riedel participa de remoção simbólica de murtas na Expogrande
Como parte das ações para fortalecer o agronegócio e em especial a cadeia produtiva da laranja em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado – apoiador da 86° edição da Expogrande – cumpre uma extensa agenda de trabalho na feira durante esta quinta-feira (16), com o ‘gabinete itinerante’. Entre as ações que contam com a presença do governador Eduardo Riedel, está a atividade simbólica de remoção de murtas no parque da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul). “Este ato de extração da murtafoi realizado para fortalecer a cadeia produtiva da citricultura da laranja. A murta é hospedeira de um vetor da maior doença da laranja que tem afetado os laranjais em São Paulo e outras regiões. A gente está fazendo um gesto retirando as murtas. Este ato garante sanidade para os nossos pomares de laranja”, explicou Riedel. A murta é uma planta ornamental, comum nas áreas urbana e rural. “Buscamos eliminar a murta de regiões onde a laranja está sendo plantada. Assim damos garantia para quem está investindo aqui, no aspecto sanitário. Mato Grosso do Sul tem feito a sua parte”, afirmou Riedel. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Tacuru: Zé Teixeira intercede por investimentos em esporte e trânsito
O deputado estadual Zé Teixeira, 2º vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, formalizou nesta semana reivindicações para atender demandas da população de Tacuru, no Cone Sul do Estado. As iniciativas, que abrangem desde o fomento ao esporte em comunidades indígenas até a reestruturação da mobilidade urbana, foram consolidadas após solicitações da bancada de vereadores. No campo social, o parlamentar acionou a bancada federal de Mato Grosso do Sul, enviando indicações aos deputados e senadores em Brasília para garantir recursos da União destinados à construção de um Centro Esportivo. O projeto visa atender diretamente as Aldeias Jaguapiré e Sassoró, prevendo uma estrutura completa com quadra coberta, campo de futebol, pista de atletismo e academia. A proposta encaminhada pelos vereadores Valmir, Ivan Montiel e Gordo Garay soluciona as deficiências do atual ginásio, que já não comporta o número de praticantes. Simultaneamente, a segurança no perímetro urbano também recebeu atenção prioritária. Zé Teixeira encaminhou requerimento ao Governo do Estado e ao Detran-MS solicitando a elaboração e execução de um projeto técnico de sinalização viária para a cidade. A medida atende a um pedido urgente do vereador Valmir, que aponta o déficit na sinalização vertical e horizontal como um risco crescente para motoristas e pedestres. A intenção é reduzir os acidentes e melhorar a fluidez do tráfego.
Ex-presidente do BRB acertou propina de R$ 146 mi, diz Polícia Federal
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa teria combinado com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o recebimento de propina estimada em R$ 146,5 milhões. A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão de Costa realizada hoje (16) pela Polícia Federal, na quarta fase da Operação Compliance. O valor seria recebido por meio de quatro imóveis de alto padrão em São Paulo e dois em Brasília. A Polícia Federal disse ter rastreado, até o momento, o pagamento de ao menos R$ 74 milhões. O restante da propina só não teria sido pago em razão de Vorcaro ter descoberto a abertura de procedimento investigatório na PF justamente sobre os pagamentos feitos a Costa. Segundo os investigadores, o banqueiro travou os repasses após ser informado sobre tal procedimento sigiloso. Ainda segundo a PF, Vorcaro recebeu de seu funcionário Felipe Mourão, em 24 de junho de 2025, uma cópia da investigação, por meio do aplicativo WhatsApp. A data é posterior à interrupção dos pagamentos, feita em maio, mas Mendonça deu crédito à versão da PF, afirmando que “o conjunto de elementos informativos colhidos até o momento aponta a alta probabilidade de que ele tenha tido ciência da instauração do procedimento antes do recebimento das respectivas cópias”. Além de Costa, foi preso também o advogado Daniel Monteiro, apontado como seu testa de ferro e que teria recebido, pessoalmente, R$ 86,1 milhões em proveito ilegal. A prisão preventiva dos dois foi feita com base na “permanência dos atos de ocultação patrimonial, o risco de interferência na instrução, a possibilidade de rearticulação da engrenagem financeira e jurídica do esquema, além da necessidade de assegurar a ordem pública, a ordem econômica e a efetividade da persecução penal”, escreveu Mendonça. A contrapartida para a propina seria que Paulo Henrique Costa usasse os recursos do BRB, banco controlado pelo governo do Distrito Federal, para comprar carteiras de crédito falsas do Banco Master. Até o momento, sabe-se que ao menos R$ 12,2 bilhões em carteiras ruins foram comprados, mas o número exato ainda não foi apresentado pelo BRB e pode ser maior. Desde que foi deflagrada, a Compliance Zero investiga a existência de uma engrenagem ilícita concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB. Defesa Em frente à casa em que Costa foi preso, o advogado Cleber Lopes disse que a defesa “não considera essa hipótese como válida”, referindo-se ao pagamento de propina. “A defesa considera que o Paulo Henrique não representa nenhum perigo para a instrução ou para aplicação da lei penal. Não há notícia de que ele tenha praticado qualquer ato que pudesse atentar contra a instrução criminal”, afirmou o defensor. Agência Brasil
APREENSÃO HISTÓRICA: Polícia Militar intercepta 3,6 toneladas de drogas
A Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira (16/04), realizou a maior apreensão de entorpecentes já registrada no município de Rio Negro. Durante a abordagem ocorreu durante policiamento ostensivo nas proximidades da rotatória da rodovia MS-430, onde um caminhão prancha foi interceptado. Os policiais identificaram indícios suspeitos na carga transportada. Após averiguação detalhada, foi localizado um grande volume de drogas escondido dentro de um tanque de combustível agrícola, estrategicamente colocado sobre o veículo, numa clara tentativa de burlar a fiscalização. A ocorrência contou com o apoio da equipe do Canil do Batalhão de Choque, com destaque para a cadela farejadora Kynay, que foi fundamental na localização do entorpecente. A equipe especializada, vinda de Campo Grande, prestou suporte técnico à operação. Dois homens, de 20 e 30 anos, foram presos em flagrante. Segundo informações, a carga ilícita, composta por aproximadamente 3,6 toneladas de maconha, teria saído de Porto Murtinho com destino à capital do estado. A expressiva apreensão representa um duro golpe contra o tráfico de drogas na região e reforça o comprometimento da Polícia Militar no combate à criminalidade. A ocorrência foi encaminhada às autoridades competentes para as devidas providências. Assessoria de Comunicação social do CPA6
Transição de equipe médica da UPA e Hospital da Vida será dia 5 de maio
A transição da equipe médica que atua nas áreas verde e vermelha do Hospital da Vida e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), bem como na linha de frente da pediatria da UPA, acontece no dia 5 de maio e vai garantir melhorias substanciais no atendimento aos pacientes. “A empresa que venceu a licitação já apresentou plano de trabalho para a Secretaria Municipal de Saúde e para a direção da Fundação de Serviços de Saúde (Funsaud), inclusive com os nomes dos médicos plantonistas e com o compromisso de reforçar o quadro de profissionais”, explica Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde. Ele lembra que a Funsaud publicou, no dia 17 de outubro de 2025, o edital para contratação de empresa especializada na prestação de serviços médicos em regime de plantão presencial, com atuação no Hospital da Vida (áreas verde e vermelha) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas que a empresa que presta serviço atualmente não participou do processo licitatório. “Essa empresa, que tem relação contratual com cerca de 50 médicos, poderia ter concorrido, apresentado sua proposta e, quem sabe, até vencido a concorrência pública, mas optou por não participar do certame licitatório”, ressalta Márcio Figueiredo. O secretário de Saúde frisa que a Funsaud não tem relação de emprego com os médicos da empresa atual, mesmo porque todos eles foram contratados e têm vínculo empregatício com a prestadora de serviços. “Dessa forma, não haverá demissão de médicos, como esses profissionais estão falando”, enfatiza. “Ademais, a empresa que venceu a licitação ofertou a continuidade dos trabalhos aos profissionais que já atuavam na escala, porém houve recusa por 95% deles”, continua. “A decisão de não trabalhar mais no Hospital da Vida e na UPA foi desses profissionais e não da Funsaud”, conclui Márcio Figueiredo. Ele ressalta que o pregão que escolheu a nova prestadora ocorreu no dia 3 de novembro de 2025, tendo a empresa Equipe Group, de Londrina (PR), como vencedora. “Atualmente, a empresa contratada, que é de Cuiabá (MT), recebe R$ 124,00 por hora trabalhada, enquanto o edital publicado pela Funsaud estabeleceu o valor de referência em R$ 137,83 por hora, mesmo assim a atual empresa não participou da licitação”, observa Márcio Figueiredo. “A empresa vencedora apresentou proposta no valor de R$ 93,00 por hora, representando uma redução aproximada de 25% em relação ao valor atualmente praticado”, completou o secretário. Márcio Figueiredo ressalta que a troca de empresa não ocorre por questões meramente de economia de recursos públicos, mas sim pela necessidade de licitar os serviços já que a atual empresa havia sido contratada pela Funsaud ainda no período da pandemia de Covid-19. “A população vai ganhar com a transição, mesmo porque os novos médicos das áreas verde e vermelha do Hospital da Vida, bem como na UPA, precisarão apresentar cursos de Suporte Avançado de Vida no Trauma (ATLS), Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) e Suporte Avançado em Pediatria (PALS)”, explica. De acordo com o secretário de Saúde, o curso PALS (Pediatric Advanced Life Support) é uma certificação essencial da American Heart Association (AHA) para médicos, enfermeiros e paramédicos, focada no atendimento avançado de emergências pediátricas. “O contrato anterior não tinha essa exigência de capacitação, mas colocamos no edital do ano passado e a empresa vencedora já apresentou os profissionais com essa certificação, o que irá proporcionar ainda maior qualidade nos serviços prestados”, observa Márcio Figueiredo. Outro detalhe importante é que o edital que selecionou a nova empresa exige que o médico supervisor tenha residência médica na especialidade de Emergência e, adicionalmente, pelo menos um dos cursos de ATLS, ACLS ou PALS. Já os médicos clínico-geral precisam ter, obrigatoriedade, no mínimo, um dos cursos ATLS, ACLS ou PALS.
Atletismo e judô abrem Jogos de Outono
A Prefeitura de Dourados, por meio da Fundação de Esporte de Dourados (Funed), inicia nesta quinta-feira (16) a programação dos Jogos de Outono 2026, com disputas nas modalidades de atletismo e judô. As competições deste primeiro dia também terão caráter seletivo para os Jogos Escolares Estaduais de Mato Grosso do Sul. As atividades começaram no período da manhã, às 7h, com as provas de atletismo no Parque Arnulfo Fioravanti. Já o judô será realizado no período da noite, a partir das 18h, no Ginásio Municipal de Esportes ‘Ulysses Guimarães’. A programação dos Jogos contempla modalidades individuais e coletivas, envolvendo atletas nas faixas etárias de 12 a 14 anos e 15 a 17 anos, movimentando o esporte estudantil e de base no município entre os meses de abril e junho. “Toda programação atende a determinação do prefeito Marçal Filho para que a Funed proporcione opções variadas de modalidades esportivas à juventude de Dourados”, explica Sandra Giselly Amaral, diretora-presidente da Fundação de Esportes. No decorrer da semana, a programação inclui outras modalidades, com premiações previstas conforme o cronograma divulgado pela Fundação de Esportes. O karatê abriu a agenda esportiva na terça-feira, dia 14, com premiação já realizada, na Academia Ramão Lopes. Nesta quinta-feira (16), o judô terá premiação das 19h às 19h30, no Ginásio Municipal. O atletismo segue também na sexta-feira (17), com entrega de medalhas das 11h às 11h30, no Parque Arnulfo Fioravanti. O vôlei de praia, cujas disputas estavam agendadas para esta quinta-feira, no Parque do Lago, foi adiada devido as condições das quadras de areia, prejudicas em função da chuva de ontem. Uma nova data será marcada. Na sexta-feira (17), a natação será disputada no Complexo Esportivo Jorge Antônio Salomão, o “Jorjão”, com premiação marcada para as 10h. Os Jogos de Outono de Dourados seguem até o mês de junho, reunindo diversas modalidades individuais, como vôlei de praia, judô, natação, xadrez, tênis de mesa e ginástica artística, além das modalidades coletivas, como voleibol, futsal, basquetebol e handebol. A diretora-presidente da Funed, Giselly Amaral explica que os Jogos de Outono 2026 têm como objetivo incentivar a prática esportiva, promover a integração entre escolas e fortalecer o esporte de base em Dourados, revelando novos talentos e estimulando hábitos saudáveis entre crianças e adolescentes. “A edição 2026 dos Jogos de Outono reforçam o compromisso da Prefeitura de Dourados com políticas públicas voltadas ao esporte, promovendo integração, oportunidades e valorização dos atletas locais”, enfatiza.








