A Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) participa da 4ª Semana Nacional do Registro Civil – “Registre-se!” oferecendo a emissão de um documento essencial para pessoas que nasceram em áreas rurais ou distritos de Mato Grosso do Sul e enfrentam dificuldades para obter o novo RG Nacional. A ação é realizada até sexta-feira (17), das 8h às 17h, no Ginásio da Unigran, localizado na Rua das Garças, 295, Centro de Campo Grande. Durante o mutirão, a Agraer disponibiliza a emissão da Certidão de Localização quanto ao Município para Pessoa Física, documento necessário para corrigir informações em certidões de nascimento ou casamento. O serviço é realizado pela Gerência de Regularização Fundiária e Cartografia (GRF), com atendimento das servidoras Thaís Orlando Marin, engenheira cartógrafa, e Ana Cristina Bergler, engenheira agrimensora. De acordo com o gerente da GRF, Jadir Bocato, a demanda surgiu a partir da implementação da nova Carteira de Identidade Nacional. “Quando foi criado o RG nacional, passou a ser obrigatório informar corretamente o município de nascimento. O problema é que pessoas mais velhas, principalmente aquelas que nasceram em áreas rurais, têm na certidão apenas o nome da fazenda ou do distrito, e isso não existe no sistema atual”, explica. Segundo Bocato, essa situação impede a emissão do novo documento. “Hoje, cada município tem um geocódigo. Quando a pessoa apresenta uma certidão com nome de fazenda ou vilarejo, o sistema não reconhece. Aí ela precisa retificar esse documento, mas o cartório exige uma comprovação oficial — e é aí que entra a Agraer”, completa. A solução encontrada foi adaptar um serviço que já existia para propriedades rurais. “Nós já emitíamos uma certidão para localizar imóveis rurais dentro dos limites municipais. Agora, fazemos esse mesmo trabalho para a pessoa física. A gente identifica onde ficava aquela fazenda ou distrito na época do nascimento, determina o município correspondente e emite a certidão”, detalha Jadir. Com o documento em mãos, o cidadão consegue retificar sua certidão em cartório e, posteriormente, solicitar o novo RG. “Esse processo garante segurança jurídica e permite que a pessoa regularize toda a sua documentação”, destaca. A participação da Agraer no evento foi articulada após diálogo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. “Muitos cartórios não sabiam a quem recorrer para obter esse tipo de informação. Quando apresentamos o serviço, houve um grande interesse em incluí-lo no mutirão para atender diretamente a população”, afirma o gerente. Em Campo Grande, os atendimentos são realizados em 16 estações de trabalho, reunindo diversos órgãos públicos e instituições parceiras. Entre os serviços oferecidos estão emissão de segunda via de certidões, regularização de CPF, emissão do novo RG, orientação jurídica e acesso a benefícios sociais. Serviço e cidadania A 4ª Semana do Registro Civil – “Registre-se!” é promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, por meio da Corregedoria-Geral de Justiça, e integra uma mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O objetivo é ampliar o acesso à documentação básica, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A ação tem como foco principal a erradicação do sub-registro civil e a garantia do direito à identidade, essencial para o exercício da cidadania. A expectativa para 2026 é ampliar ainda mais o número de atendimentos, após o crescimento expressivo registrado nas últimas edições. Em 2023, foram realizados 678 atendimentos. Já em 2025, esse número saltou para 6.020, representando um aumento de aproximadamente 888% no período. Para a Agraer, a iniciativa reforça seu papel social. “Esse é um trabalho que vai além das questões fundiárias. Estamos falando de identidade, de acesso a direitos. Quando ajudamos uma pessoa a regularizar seus documentos, estamos contribuindo diretamente para a inclusão social dela”, conclui Jadir Bocato. Comunicação Agraer
Novo leilão do Detran de Mato Grosso do Sul traz Toyota Bandeirante e mais 180 veículos
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu um novo certame que promete atrair tanto quem busca economia quanto entusiastas de veículos clássicos. Ao todo, estão sendo oferecidos 182 veículos para circulação, com destaque especial para uma Toyota Bandeirante, ano 1988, modelo muito cobiçado por colecionadores, que inicia com lance de apenas R$ 1.983,00. Além do clássico utilitário, o leilão conta com oportunidades para diversos perfis, incluindo um Kia Sportage LX3 (2011/2012), com lance inicial de R$ 14.412,00, e motocicletas de fabricação recente, como a Yamaha FZ25 Fazer (2024/2024). O lote de veículos para circulação é composto por 153 motocicletas e 29 automóveis. Sucatas e Inservíveis O leilão também é uma oportunidade para empresas do setor de desmonte e reciclagem. Na modalidade de sucata aproveitável, estão disponíveis 56 lotes (65 motocicletas e 49 automóveis). Já para o segmento de inservíveis, há um lote único contendo 47 motocicletas e 8 automóveis, com pesagem estimada em mais de 9,6 toneladas de material ferroso destinado à reciclagem. O certame é totalmente digital e os lances podem ser realizados até as 11h do dia 24 de abril, por meio do portal www.canaldeleiloes.net. No site, os interessados podem conferir fotos detalhadas de cada item, fotos e as regras de participação. Para quem não abre mão de avaliar as condições dos lotes de perto, a visitação presencial acontece nos dias 22 e 23 de abril em dois polos: Campo Grande, no Pátio da PMAX (Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade); e Dourados, na mesma empresa (Avenida Moacir Djalma Barros, 11.355 – BR-163, Km 266). O horário de visitação é das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30. Os editais completos estão publicados no Diário Oficial do Estado de quinta-feira (9), entre as páginas 134 e 155, e também podem ser acessados diretamente no portal oficial do Detran-MS. Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MS
Programa Centelha faz ideia inovadora virar empresa lucrativa com apoio da Fundect
Uma ideia inovadora desenvolvida ao longo da carreira de um pesquisador pode se transformar em empresa, gerar empregos e produzir soluções tecnológicas graças ao apoio de recursos públicos federais e estaduais. A trajetória da Selkis Biotech, sediada em Mato Grosso do Sul, se tornou um exemplo de como o apoio a projetos acadêmicos pode fazer a pesquisa científica virar um bom negócio. A empresa foi uma das selecionadas pelo Programa Centelha 2 – MS e atua na produção de peptídeos sintéticos, moléculas formadas por cadeias de aminoácidos que podem ser utilizadas em pesquisas biomédicas, desenvolvimento de medicamentos, vacinas e outras aplicações científicas. “A Selkis nasceu de uma ideia inicial que eu venho desenvolvendo ao longo da minha carreira de pesquisador, à medida que eu ia publicando artigos, me especializando em sínteses de peptídeos. É uma técnica bem definida, bem difundida, onde a gente consegue construir moléculas sintéticas”, explica o pesquisador e fundador da empresa, Ludovico Migliolo. Segundo Migliolo, o conhecimento acumulado ao longo de anos de pesquisa foi o ponto de partida para a criação da empresa. A iniciativa também surgiu da percepção de que muitos estudantes formados em pesquisa científica tinham dificuldades para encontrar espaço no mercado. “À medida que eu ia formando recursos humanos, esses alunos de mestrado e doutorado, o mercado não estava absorvendo. E com essa falta de absorção do mercado e tendo essa minha carreira, eu comecei pensar em como melhorar isso”, relata. Foi nesse momento que surgiu a oportunidade de participar do Programa Centelha. Com os recursos do programa, a Selkis conseguiu estruturar sua operação e iniciar a produção de peptídeos sintéticos em Mato Grosso do Sul. “Empreender em uma empresa como a Selkis, ainda durante a formação acadêmica, exige conciliar o rigor científico com uma visão estratégica de inovação. Trabalhar com uma equipe formada por pesquisadores em diferentes níveis de formação fortalece a multidisciplinaridade e permite que as decisões sejam baseadas em evidências”, afirma Pedro Henrique de Oliveira Cardoso, sócio da Selkis Biotech. Hoje a empresa mantém um estoque de reagentes, resinas e aminoácidos que permite realizar todo o processo de produção dessas moléculas, desde a síntese até a purificação e validação, garantindo alto grau de pureza. “O Centelha foi a principal subvenção econômica, a principal alavanca para jogar a gente para frente. Hoje a gente tem uma independência de produzir peptídeo dentro do Estado com a melhor qualidade possível”, afirma Ludovico. “A subvenção do Centelha econômica reduziu riscos iniciais e proporcionou maior segurança na transição da pesquisa para o mercado, fortalecendo a base científica do empreendimento”, completa Cardoso. Centelha 3 A terceira edição do programa será lançada no próximo dia 27 de março. O Centelha 3, como está sendo chamado, tem como objetivo apoiar ideias inovadoras ainda em fase inicial, especialmente nos estágios de ideação e prototipação, quando projetos costumam enfrentar maiores riscos tecnológicos e de mercado. A iniciativa é coordenada nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI. Em Mato Grosso do Sul, o programa é executado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). O edital prevê a seleção de até 47 propostas, conforme a disponibilidade orçamentária. Cada projeto poderá receber até R$ 89,6 mil em recursos de subvenção econômica, modalidade de financiamento que não exige reembolso. Além disso, cada iniciativa poderá contar com até R$ 45,5 mil em Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora, concedidas pelo CNPq. O investimento total previsto para esta edição é de R$ 6,3 milhões. Podem participar pessoas físicas com ideias inovadoras, como inventores, pesquisadores, professores e empreendedores, além de empresas nascentes com até 12 meses de existência. Todos os participantes devem submeter suas propostas como pessoa física e, caso sejam selecionados, deverão constituir uma empresa com CNPJ em Mato Grosso do Sul para receber os benefícios do programa. As inscrições estarão abertas de 27 de março a 11 de maio de 2026 e devem ser realizadas por meio do Sigfundect, disponível no site da Fundect. Nas duas edições anteriores do programa no estado, foram selecionadas 79 startups, que receberam mais de R$ 5,9 milhões em investimentos. Ao todo, 809 ideias foram submetidas nas etapas anteriores. Para a terceira edição, a meta é alcançar mil ideias inscritas. Comunicação Fundect
Bioparque Pantanal resgata peixes afetados pela decoada e fortalece pesquisas científicas
O Bioparque Pantanal resgatou peixes impactados pelo fenômeno da decoada no Pantanal. A expedição realizada em fevereiro no Rio Miranda, na região do Passo do Lontra, mobilizou uma equipe multidisciplinar de biólogos, veterinários e zootecnistas que garantiram segurança e bem-estar aos animais durante o transporte. A decoada é um evento típico do bioma pantaneiro, marcado pela redução drástica de oxigênio na água, o que impacta diretamente a sobrevivência das espécies aquáticas. Segundo o biólogo-curador do Bioparque, Heriberto Guimenes Júnior, o fenômeno ocorre a partir do contato da água com matéria orgânica em decomposição. “O processo acontece quando a água do rio extravasa para as margens e entra em contato com folhas, galhos e matéria orgânica. Esse processo gera uma intensa atividade bacteriana, que consome o oxigênio dissolvido na água. Como consequência, ocorre uma mortandade significativa de peixes, principalmente daqueles que não conseguem se deslocar rapidamente para áreas com melhores condições”, explica. Diante desse cenário, o Bioparque Pantanal realizou a expedição para resgatar indivíduos ainda vivos, mas em estado debilitado. Ao chegarem ao empreendimento, os animais passaram por um rigoroso protocolo de quarentena e foram acompanhados por profissionais que monitoraram o estado clínico e nutricional de cada animal. Foram resgatados exemplares cascudos (Loricaria spp. e Pseudohemiodon spp.) e bagres (Amaralia spp.), espécies que apresentam maior vulnerabilidade diante das alterações ambientais provocadas pelo fenômeno. Pesquisa Além do resgate, o trabalho integra um projeto de pesquisa científica voltado à compreensão dos impactos da decoada sobre a ictiofauna pantaneira. De acordo com Heriberto, o monitoramento dos animais resgatados permite gerar informações relevantes para a ciência. “A partir da reabilitação desses peixes, conseguimos acompanhar como ocorre a sobrevivência das espécies afetadas pela decoada. Esses dados são fundamentais para entender a dinâmica do fenômeno e contribuir para estratégias de conservação da fauna aquática”, comentou. Os estudos desenvolvidos devem resultar em publicações científicas e ampliar o conhecimento sobre os efeitos da decoada. A diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, ressalta que a iniciativa vai além de uma ação pontual de resgate, representando um compromisso contínuo com a ciência e a conservação: “Essa ação reforça o papel do Bioparque Pantanal como uma instituição comprometida não apenas com a conservação da biodiversidade, mas também com a produção de conhecimento científico aplicado. Ao resgatar esses animais, damos a eles uma nova chance de sobrevivência, ao mesmo tempo em que ampliamos nossa compreensão sobre fenômenos naturais como a decoada, que são próprios do Pantanal, mas que ainda demandam estudos aprofundados. Mais do que acolher esses indivíduos, nós os transformamos em fonte de aprendizado, contribuindo para estratégias mais eficazes de conservação da ictiofauna pantaneira. É a união entre cuidado, ciência e propósito, que orienta todas as nossas ações”. Eduardo Coutinho, Bioparque Pantanal
Wagner Moura integra lista dos mais influentes do ano da revista Time
O ator brasileiro Wagner Moura, que recentemente concorreu ao Oscar por sua atuação no filme O Agente Secreto, foi incluído na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026, escolhidos pela revista estadunidense Time. Ele aparece entre as personalidades consideradas como ícone mundial. Além de estar na seleção das pessoas mais influentes do mundo, Moura foi escolhido como uma das quatro capas da revista, ao lado da atriz Zoe Saldaña, do cantor Luke Combs e da atriz e comediante Nikki Glaser. No perfil dedicado ao artista, e intitulado: “Eu falo as coisas. Não tenho medo”. Wagner Moura quer lhe contar a verdade, a revista destaca o posicionamento político do ator, que não teria medo de dizer o que pensa. “Governos vêm e vão”, disse Moura em entrevista à Time, falando sobre os Estados Unidos, país onde vive atualmente. “Mas, para mim, este é o país que acolhe pessoas de todos os cantos, que foi construído sobre a imigração. Claro, o país está polarizado. Mas há uma diferença entre o governo que está no poder agora e a alma do país. Donald Trump representa muito do que os EUA são. Mas os EUA não são apenas isso, nem de longe. Este é o país de Martin Luther King, de Rosa Parks, de tantos outros lutadores pela liberdade que exportaram suas ideias para o resto do mundo.” A revista ainda descreveu o ator brasileiro como alguém que não usa redes sociais, ouve música em vinil e dirige seu próprio Fusca 1959. “Em um mundo cada vez mais digital, que parece se tornar mais inteligente apenas no sentido artificial, ele é o antídoto analógico que nem sabíamos que precisávamos”, diz a Time. Outros dois brasileiros na lista Outros dois brasileiros aparecem na lista de pessoas mais influentes da Time: os pesquisadores Mariangela Hungria da Cunha e Luciano Moreira. Mariangela Hungria da Cunha, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), já venceu a premiação do World Food Prize 2025, considerada a mais importante da agricultura mundial, conhecida como o “Nobel” da Alimentação e Agricultura. Ela está na lista de pioneiras pelo desenvolvimento de um trabalho com microrganismos que permitem que as plantações absorvam nitrogênio do ar de forma mais natural. Segundo a revista, as inovações científicas desenvolvidas por ela ajudaram os agricultores brasileiros a economizar cerca de US$ 25 bilhões por ano, além de evitar a emissão de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. Já o pesquisador Luciano Moreira foi escolhido na categoria inovadores pelo desenvolvimento e expansão de uma técnica que emprega mosquitos modificados para impedir a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. No ano passado, Moreira já havia entrado na lista Nature´s10, da revista Nature, por seus trabalhos ligados ao Aedes aegypti. Agência Brasil
Anvisa proíbe canetas emagrecedoras irregulares no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, a distribuição, a importação e o uso dos produtos. “Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não têm registro, notificação ou cadastro na Anvisa”, informou a agência. Em nota, a Anvisa destacou que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, “não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade”. Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese”. “Profissionais de saúde e pacientes que identificarem produtos das marcas e lotes citados podem entrar em contato com a agência, por meio dos canais de atendimento, ou com a vigilância sanitária local, utilizando os contatos disponíveis no portal da Anvisa.” Paraguai Na última segunda-feira (13), a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus que vinha do Paraguai com contrabando de canetas emagrecedoras e anabolizantes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O veículo vinha sendo monitorado por suspeita de transportar material ilegal. No momento da abordagem, havia 42 passageiros no ônibus, que foram conduzidos à Cidade da Polícia. Um casal que embarcou em Foz do Iguaçu, no Paraná, foi preso em flagrante, com grande quantidade de produtos de origem paraguaia colocados à venda irregularmente no território nacional, como anabolizantes e mil frascos de canetas emagrecedoras, contendo a substância tirzepatida.
Modelo de gestão projeta MS no cenário nacional, com protagonismo em conselhos estratégicos
Mato Grosso do Sul tem se destacado nacionalmente por um modelo de gestão pública baseado na eficiência, na integração entre áreas e na capacidade de transformar crescimento econômico em desenvolvimento social. Os números mais recentes evidenciam uma política estruturada na transversalidade: investimentos públicos estratégicos impulsionam a atração de capital privado, que, por sua vez, cria empregos, gera renda e contribui de forma direta na redução da pobreza e melhora da vida de todos os sul-mato-grossenses. Tal projeção do Estado o coloca em posição de reconhecimento institucional com diversos gestores públicos estaduais ocupando importantes cargos em instituições de representatividade no país, mostrando que o modelo integrado de Mato Grosso do Sul – que conecta investimento público, crescimento econômico e desenvolvimento social – resultam em políticas públicas que dão certo. Entre os gestores estaduais que ocupam posições de destaque em conselhos estratégicos está o coronel da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), Renato dos Anjos Garnes, que presidente o CNCG (Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares) – inclusive ele está à frente dos trabalhos do conselho em encontro que acontece durante essa semana em São Paulo (SP). “O protagonismo de Mato Grosso do Sul no cenário nacional é fruto de um Governo que decide com base em dados e eficiência técnica. A Polícia Militar de nosso Estado não é diferente, estando entre as PMs mais bem avaliadas de todo o país. E a eficiência de nossa gestão ultrapassa divisas e fronteiras”, comenta dos Anjos. O coronel ainda complementa que estando na presidência da CNCG ele consegue levar a experiência sul-mato-grossense de integração para que todo o país possa colher estratégias que otimizam o serviço público na ponta. “Essa visão sistêmica une sociedade e instituições, provando que a segurança da população é o nosso compromisso absoluto. Assim, potencializamos os recursos do Estado e transformamos decisões estratégicas em proteção real para as famílias. Mato Grosso do Sul é hoje vitrine para o Brasil”, conclui. Outro importante nome do primeiro escalão governamental de Mato Grosso do Sul que está à frente de conselho estratégico nacional é Flávio César de Oliveira, secretário estadual de Fazenda e atual presidente do Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal). No cargo desde fevereiro do ano passado, ele presidente a instituição pelo biênio 2025/2027. “Quando há sintonia entre as pastas, cooperação entre os secretários e alinhamento em torno de um projeto comum, o Estado ganha capacidade de resposta, melhora a qualidade das decisões e entrega mais à população. Isso se traduz em políticas públicas mais eficientes, em ambiente mais seguro para investir, em melhores condições para produzir, empreender e gerar oportunidades”, frisa Flávio. O secretário ainda frisa que “o que realmente importa” é o impacto direto que tais políticas exercem na vida das pessoas. “É justamente esse conjunto de fatores que tem feito com que Mato Grosso do Sul seja hoje visto, em todo o país, como um estado pujante, equilibrado, confiável e cada vez mais relevante no cenário nacional. Os resultados sul-mato-grossenses são fruto de uma visão de governo que compreende a gestão pública de forma integrada, responsável e orientada para resultados”, destaca Flávio, que completa. “Não por acaso Mato Grosso do Sul tem ocupado espaços estratégicos e contribuindo de forma ativa nas grandes discussões do Brasil. Isso é reflexo de um trabalho sério, de uma gestão madura e de um governo que entendeu que eficiência, diálogo e união de esforços são indispensáveis para transformar crescimento em benefício real para a sociedade”, finaliza Flávio ao analisar a gestão sul-mato-grossense. Além de Renato dos Anjos e Flávio César, também ocupam ou ocuparam cargos de destaque nacional o secretário-executivo de Comunicação, Frederiko Souza, atual presidente da CNSecom (Conselho Nacional das Secretarias Estaduais de Comunicação); o secretário de Educação, Hélio Daher, atual presidente do conselho fiscal do Consed (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação) e membro de comissões e comitês nacionais ligadas ao MEC (Ministério da Educação); a secretária-adjunta de Governo e Gestão Estratágica, Ana Carolina Nardes, ex-membro do Consad (Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração); além do próprio governador Eduardo Riedel, que preside o Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul) e o BrC (Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central). Políticas públicas que dão certo Mato Grosso do Sul atraiu R$ 81 bilhões em investimentos privados desde 2023, impulsionados por um ambiente de negócios favorável, infraestrutura, melhoria dos serviços e segurança jurídica. Esse cenário se reflete no desempenho econômico, com a segunda maior taxa de crescimento do PIB do país em 2023 (+13%) e projeção superior a 7% em 2025, além do avanço na abertura de empresas, que cresceu 29,9% no período (de 10.117 para 13.143), e da indústria de transformação, que lidera o crescimento nacional com alta de 179%. Os resultados econômicos caminham junto com avanços sociais. O Estado está entre os três com menor taxa de extrema pobreza do Brasil, com índice de 1,6% após registrar uma redução de 25%, além de liderar o ranking de menor desocupação de longo prazo. Em três anos, mais de 500 mil trabalhadores foram qualificados, fortalecendo a trajetória rumo ao pleno emprego. Esse desempenho é sustentado por investimento público consistente, que coloca o Estado na 6ª posição nacional. Os recursos são aplicados em áreas estruturantes. Na educação, 62% da rede está em tempo integral, houve crescimento de 40% na alfabetização e o Estado paga o melhor salário de professor do país. Já na saúde os repasses cresceram 160% entre 2019 e 2025, somando mais de R$ 8,6 bilhões, com alta de 416% na telemedicina, enquantona infraestrutura são R$ 3 bilhões em obras urbanas nos 79 municípios, além de saneamento com 76% de cobertura (meta de universalização até 2028) e investimentos em logística. Comunicação Governo de MS
COE cria Plano de Ação Incidente para enfrentamento da epidemia de Chikungunya
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, apresentou nesta quarta-feira (15) o Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, um documento de 36 páginas com um conjunto de medidas fundamentais para vencer o avanço da doença. “Plano de Ação considera o cenário epidemiológico caracterizado pela evidência de transmissão sustentada e expansão do agravamento da doença com com impacto significativo na rede de atenção à saúde, incluindo aumento da demanda por atendimentos, internações e potencial sobrecarga dos serviços”, explica Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE. O plano leva em consideração o fato de o município de Dourados abrigar a Reserva Indígena, o que impõe especificidades operacionais à resposta e demanda articulação permanente entre a gestão municipal e o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), que compartilham a condução das ações no âmbito do COE. “Essa integração é fundamental para assegurar a efetividade das medidas adotadas, respeitando as particularidades socioculturais e garantindo equidade no acesso às ações de saúde. O Plano de Ação de Incidente de Dourados traz uma abordagem estratégica, estruturado em eixos que organizam e orientam de forma integrada o planejamento, a operação, o monitoramento e a avaliação das ações, com foco no fortalecimento da resposta à chikungunya no território indígena e na zona urbana. A estratégia central fundamenta-se na ampliação do acesso, na qualificação da assistência e na redução da morbimortalidade, tendo a Atenção Primária à Saúde como eixo ordenador do cuidado, articulada de forma resolutiva com os demais níveis de atenção. Os eixos estratégicos direcionam intervenções prioritárias voltadas à organização da rede assistencial, ao fortalecimento da capacidade diagnóstica e à padronização dos fluxos, assegurando estratificação de risco, manejo clínico oportuno e encaminhamento ágil dos casos. De forma complementar, incorporam a integração entre os pontos da Rede de Atenção à Saúde, o desenvolvimento contínuo das equipes e a gestão qualificada da informação como pilares para a tomada de decisão. O plano estabelece uma lógica operacional dinâmica, baseada no acompanhamento sistemático do cenário epidemiológico e na capacidade de adaptação das ações, consolidando-se como instrumento estratégico para uma resposta coordenada, eficiente e orientada por evidências. A implantação do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para enfrentamento da Chikungunya (COE-Chikungunya) constitui medida estratégica prevista neste Plano de Ação de Incidente, integrando a resposta à emergência em saúde pública decorrente da transmissão do vírus chikungunya. ESTRATÉGIAS DO PLANO O Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya tem como estratégia assegurar a coordenação e execução eficiente das ações de resposta, por meio do planejamento estratégico, gestão de recursos, monitoramento contínuo e uso qualificado da informação. Os desafios do plano são: coordenar a governança e articulação institucional; planejar e executar ações prioritárias; monitorar indicadores e analisar cenários; integrar ações intersetoriais; coordenar recursos financeiros, contratos e equipes; garantir transparência e suporte logístico-operacional. O objetivo central do plano é coordenar a resposta à situação epidemiológica de Chikungunya, atuando na mitigação/redução da incidência e dos impactos à saúde pública, de forma integrada e articulada nos componentes da assistência e vigilância. O plano busca ainda fortalecer a organização da rede de atenção à saúde, de forma integrada à vigilância em saúde, para ampliação da capacidade de resposta técnica, operacional e logística no âmbito da gestão municipal, para assegurar o cuidado integral, oportuno e resolutivo às pessoas com suspeita ou confirmação de Chikungunya. Outros desafios são detectar oportunamente alterações no padrão de transmissão da doença, subsidiando a tomada de decisão e a implementação de medidas de controle; reduzir a ocorrência de casos graves e óbitos por chikungunya, por meio da implementação de estratégias direcionadas na rede de atenção à saúde, com ênfase no diagnóstico precoce e manejo oportuno dos casos; promover assistência adequada às pessoas acometidas, assegurando acesso oportuno ao diagnóstico, tratamento e ao manejo clínico qualificado. Em outra frente, o Plano de Ação de Incidente vai analisar o perfil epidemiológico e os determinantes dos casos e óbitos, com vistas à reorientação das ações de assistência e à prevenção de novos óbitos; apoiar na realização de ações de educação em saúde para eliminação de criadores do Aedes aegypti , e controle vetorial, em ação conjunta com Sesai no território indígena, Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Estado e município; realizar ações de controle vetorial e ações intersetorais para reduzir a disponibilidade de criadouros e a infestação no município, incluindo ações de controle focal. Por fim, o plano terá ainda a missão de ampliar em ação conjunta com o Estado através da Central de Regulação Estadual, a oferta de serviços de saúde (leitos, Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico – SADT, Recursos Humanos – RH) especialmente 20 no pólo indígena, e nas demais regiões do município de Dourados com grande circulação vetorial e aumento no número de atendimentos garantindo assistência imediata às pessoas afetadas.
Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027
O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional. O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO. O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos. Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC. O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada. Agência Brasil








