Decreto editado em razão da severa epidemia de Chikungunya, com colapso da rede assistencial do município, foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial do Município, na tarde desta segunda-feira; Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública alerta para o avanço da doença. O avanço da epidemia de Chikungunya, que começou pela Reserva Indígena de Dourados e avançou para os bairros, levou o prefeito Marçal Filho a editar o Decreto número 638, de 20 de abril de 2026, declarando situação de calamidade em saúde pública no município em razão da severa epidemia, com colapso da rede assistencial. No dia 20 de março, o prefeito Marçal Filho já havia editado o Decreto número 587, declarando situação de emergência da saúde pública do município. Logo depois, no dia 27 de março, o prefeito editou o Decreto número 608/2026, declarando situação de emergência em Defesa Civil nas áreas afetadas pela epidemia de Chikungunya. Esse terceiro decreto, publicado na edição extraordinária do Diário Oficial, segue orientações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município. O Decreto 638/2026 também segue as diretrizes do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, um documento de 36 páginas com um conjunto de medidas fundamentais para conter o avanço da doença e superar a epidemia. Para decretar situação de calamidade em saúde pública no município, o prefeito Marçal Filho considerou, ainda, que Dourados apresenta um cenário epidemiológico crítico, com elevado número de notificações de chikungunya, ultrapassando os 6.186 casos prováveis e a taxa de positividade de 64,9%. Também foram levados em consideração, os dados técnicos do Departamento de Gestão do Complexo Regulador do Município de Dourados, que demonstram a extrapolação da capacidade instalada, com taxa de ocupação de leitos de internação em aproximadamente 110%, configurando impossibilidade de resposta assistencial oportuna até mesmo para casos graves. Além das internações por complicação da Chikungunya, o prefeito levou em consideração o agravamento do cenário de saúde pública pela demanda extraordinária decorrente de outras enfermidades, notadamente a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que pressiona simultaneamente o sistema público. O Decreto de Situação de Calamidade em Saúde Pública no Município de Dourados tem validade de 90 dias. A situação de calamidade em saúde pública ficou caracterizada em razão do aumento expressivo do número de casos suspeitos, prováveis e confirmados de Chikungunya; da ocorrência de hospitalizações e internações as quais extrapolam a capacidade instalada; da ocorrência de óbitos associados à doença; da expansão da transmissão para além do território indígena, com impacto assistencial sobre o território municipal; do crescimento da demanda por atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, nos serviços de urgência e na rede hospitalar; da saturação ou risco de saturação da capacidade instalada de leitos e demais recursos assistenciais do município; da necessidade de adoção de medidas imediatas de vigilância, assistência, regulação, controle vetorial e mobilização da rede regional de saúde. O Artigo 3º do Decreto 638/2026 estabelece que caberá à Secretaria Municipal de Saúde coordenar a resposta à calamidade, ficando autorizada a adotar as medidas excepcionais previstas no Art. 3º e no art. 4º do Decreto nº 587/2026, incluindo a requisição administrativa de bens, contratações emergenciais e o ingresso forçado em imóveis.
Dourados inicia no dia 27 de abril campanha de vacinação contra Chikungunya
Esquema vacinal foi anunciado nesta segunda-feira (20) pelo secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo; antes, os servidores da linha de frente da vacinação passarão por capacitação técnica, já que a vacina contra Chikunkunya traz uma variedade de contraindicações O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, anunciou hoje que a Secretaria Municipal de Saúde inicia no dia 27 de abril a campanha de vacinação contra o vírus da Chikungunya. A campanha faz parte das estratégias definidas dentro do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, um documento de 36 páginas com um conjunto de medidas fundamentais para conter o avanço da doença. “Nem todas as pessoas poderão tomar a dose em razão das contraindicações estabelecidas pelo Ministério da Saúde”, explica Marcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE. O primeiro caminhão com doses da vacina chegou em Dourados na noite da última sexta-feira (17). “Nesta quarta (22) e quinta-feira (23) vamos trabalhar na capacitação para todos os profissionais de enfermagem e vacinadores, preparando-os para esclarecer as pessoas sobre as restrições e identificar eventuais comorbidades antes de aplicação da vacina”, ressalta Marcio Figueiredo. “Esse esquema vacinal será mais lento, já que antes de receber a dose o público alvo precisa passar por avaliação do profissional de saúde”, alerta. Segundo o secretário municipal de Saúde, na sexta-feira (24) ocorrerá a distribuição das doses para todas as salas de vacinação do município, incluindo as unidades da saúde indígena. “Na segunda-feira (27) daremos início à vacinação em todas as unidades de saúde e no dia 1 de maio, Feriado do Dia do Trabalho, faremos uma ação de vacinação das 8h às 12h, em formato Drive-Thru, no pátio da Prefeitura de Dourados. De acordo com as regras definidas pelo Ministério da Saúde, apenas pessoas com mais de 18 anos e menos de 60 anos poderão receber a vacina contra Chikungunya. O imunizante, desenvolvido pela empresa farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan, busca prevenir a doença que é transmitida pelo Aedes aegypti. A meta é vacinar no mínimo 27% da população-alvo (moradores de Dourados de 18 a 59 anos), o que corresponde a cerca de 43 mil pessoas. Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025, a vacina começa a ser administrada de forma estratégica nas regiões de potencial risco de transmissão da doença nos próximos anos. No total, devem ser envolvidos cerca de 20 municípios de seis estados, conforme planejamento alinhado com o Ministério da Saúde. A seleção dos municípios considerou desde fatores epidemiológicos, relacionados à potencial ocorrência de casos de chikungunya em regiões onde o vírus já está circulando, até o tamanho populacional dos municípios e a facilidade operacional de se implementar uma nova vacina no sistema local de saúde em um curto prazo. Informativo Epidemiológico divulgado hoje pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública aponta que Dourados tem 4.972 casos prováveis da doença, com 2.074 casos confirmados, 1.212 casos descartados e outros 2.900 casos em investigação. Até o momento foram confirmadas 8 mortes em razão de complicações pela Chikungunya, sendo 7 delas de moradores da Reserva Indígena de Dourados. VACINA SEGURA A segurança da vacina e sua capacidade de gerar anticorpos foram demonstradas em estudos clínicos feitos nos Estados Unidos e no Brasil, publicados em revistas científicas internacionais. Nos EUA, aproximadamente 99% dos voluntários apresentaram resposta imunológica com anticorpos neutralizantes. As contraindicações seguem as orientações da bula aprovada pela Anvisa, incluindo pessoas imunodeficientes, imunossuprimidas, com hipersensibilidade aos componentes da vacina e gestantes. Além do Brasil, o imunizante já foi aprovado para uso no Canadá, Reino Unido e Europa. A Chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue e Zika. Costuma causar febre de início súbito (acima de 38,5°C) e dores intensas nas articulações de pés e mãos, além de dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele. Em casos mais raros, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e gerar problemas neurológicos. O principal impacto da Chikungunya é a dor nas articulações, que pode se tornar crônica, com duração de meses a anos. Sem um antiviral específico disponível, o tratamento é feito com antitérmicos e analgésicos, além de repouso e hidratação. Nos estudos clínicos, a vacina foi geralmente bem tolerada, com eventos adversos em sua maioria de intensidade leve a moderada, e induziu resposta imunológica após uma única dose. CONTA-INDICAÇÕES A vacina contra Chikungunya não pode ser aplicada em gestantes ou lactantes; em pessoas que façam uso de medicamentos imunossupressores, como corticóides em altas doses; pessoas com imunodeficiência congênita; pessoas que estão em tratamento de câncer com uso de quimioterapia e radioterapia; transplantados de órgão sólido; transplantados de medula óssea há menos de 2 anos; pessoas com HIV/Aids; pessoas com doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatóide; pessoas com duas dessas condições médicas crônicas: diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmia cardíaca, doença pulmonar crônica, doença renal crônica, obesidade (maior que IMC 30), doença hepática crônica, câncer (tratamento ou remissão). A vacina também não pode ser aplicada em casos de pessoas que tenham tido Chikungunya nos últimos 30 dias; que estejam em estado febril grave; que tenha recebido outra vacina de vírus atenuado nos últimos 28 dias; que tenha recebido vacina de vírus inativado nos últimos 14 dias. ESTUDOS COMPLEMENTARES A vacinação em regiões endêmicas (onde o vírus circula) será crucial para avaliar a efetividade do imunizante – ou seja, sua capacidade de reduzir casos da doença em contexto de mundo real. Para isso, o Instituto Butantan irá monitorar os casos positivos e negativos de chikungunya nos municípios participantes da estratégia, comparando os dados entre vacinados e não vacinados. É fundamental que toda a população de Dourados fique atenta aos sintomas da doença e procure uma unidade de saúde em caso de febre acompanhada de dor nas articulações e/ou dor no corpo. Isso contribuirá para que os
PF apreende cerca de uma tonelada de maconha em Ponta Porã
A Polícia Federal apreendeu, na noite da última sexta-feira (17/4), aproximadamente uma tonelada de substância análoga à maconha em uma área desabitada no município de Ponta Porã/MS. A ação teve início após o plantão da Polícia Federal receber uma denúncia anônima, informando sobre a existência de um possível depósito de entorpecentes em uma região com intensa movimentação suspeita. Ao chegarem ao local para averiguação, as equipes policiais constataram que o imóvel situava-se em uma área erma e sem ocupação aparente, informação que foi corroborada por moradores da vizinhança. Durante a inspeção técnica no perímetro, os agentes identificaram indícios da presença de material ilícito. Ao acessarem o interior do imóvel, confirmaram a existência da droga, que foi devidamente apreendida. Não houve prisões no local. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os envolvidos no crime de tráfico de drogas.
Pedro Juan Caballero receberá Santos de Neymar pela Sulamericana
A capital do departamento de Amambay já vive clima de grande expectativa para um dos eventos esportivos mais aguardados do ano na fronteira, que estava na definição.Foi oficialmente confirmado que o jogo de volta da Copa Sul-Americana entre o Deportivo Recoleta e o Santos FC será disputado no Estádio Río Parapití. A partida está marcada para terça-feira, 5 de maio, às 21h30. A confirmação foi feita pelo presidente do clube paraguaio, Luis Antonio Vidal, durante entrevista ao programa Fútbol a lo Grande, consolidando Pedro Juan Caballero como palco de um confronto internacional de grande relevância. Como parte de uma estratégia logística para evitar deslocamentos até Assunção, o Deportivo Recoleta decidiu fixar sua base de operações na região de fronteira. Antes do duelo continental, a equipe — conhecida como “Funebrero” — enfrentará o Cerro Porteño no sábado, 2 de maio, também no Estádio Río Parapití, em compromisso válido pelo Torneio Apertura da Associação Paraguaia de Futebol (APF). Após essa partida, o elenco permanecerá na cidade, intensificando a preparação para o confronto diante do Santos, o que deve movimentar ainda mais a economia local e a rotina esportiva da região. A confirmação do jogo gerou forte repercussão entre torcedores paraguaios e brasileiros, especialmente em cidades vizinhas como Ponta Porã, onde a paixão pelo futebol ultrapassa fronteiras. A presença do “peixe” – Santos, clube historicamente reconhecido por revelar grandes nomes do esporte, aumenta o entusiasmo popular. Entre os ídolos formados pelo time paulista estão Pelé, Robinho e Neymar Jr., o que reforça o peso histórico da equipe no cenário mundial. A expectativa é de casa cheia para o confronto, considerado por muitos como um momento histórico para Pedro Juan Caballero. Diante da participação do 2 de mayo na pré-libertadores, o jogo coloca novamente a cidade no centro das atenções do futebol sul-americano, consolidando sua importância estratégica e cultural no cenário esportivo do circuito sulamericano.
Ivinhema perde jogo e liderança isolada para o Betim na Série D do Brasileiro
Fim de invencibilidade e liderança para o Ivinhema FC na Série D do Campeonato Brasileiro. Pela terceira rodada, neste domingo (19), o Azulão do Vale recebeu o Betim-MG e acabou batido por 3 a 1 no Estádio Saraivão. O primeiro gol da partida saiu apenas nos acréscimos do primeiro tempo, com o lateral-esquerdo Pedro Henrique, aos 47 minutos, abrindo o placar para os mineiros. Na etapa final, a vantagem do Betim aumentou em um contra-ataque aos 33 minutos, com Paulo Henrique. O Ivinhema ainda ensaiou uma reação, com gol de Alison Costa cobrando falta aos 37 minutos, mas, Marcelo, aos 46 minutos, aproveitou um vacilo do sistema defensivo do Azulão e fechou o placar e 3 a 1 para o Betim. Grupo A11 Com o resultado, o Betim chegou aos sete pontos e tomou a liderança isolada do Ivinhema que, com seis pontos, caiu para terceira posição, já que tem saldo de gols pior que o Uberlândia-MG, com a mesma pontuação. Na outra partida da chave, Operário FC e Abecat Ouvidorense-GO empataram em 1 a 1 no Estádio Jacques da Luz, em Campo Grande. O Galo segue em quarto, com três pontos, e o Abecat divide a lanterna com o CRAC-GO, com um ponto cada. Na próxima rodada duelo sul-mato-grossense entre Ivinhema e Operário, domingo (26), às 17h, no Estádio Saraivão.
Operário empata mais uma em casa e segue sem vencer no Brasileiro Série D
Mais um jogo sem vitória do Operário FC na Série D do Campeonato Brasileiro. Pela terceira rodada, neste domingo (19), o Galo recebeu o Abecat Ouvidorense-GO em Campo Grande e ficou no empate em 1 a 1, o terceiro do time alvinegro na competição. No Estádio Jacques da Luz, o Operário até começou melhor, com mais posse de bola, mas na primeira chance real do time goiano, aos 35 minutos, o gol saiu. O meia Marquinhos recebeu na área e, mesmo marcado por três adversários, arrumou espaço para bater no canto esquerdo do goleiro Luiz Felipe para abrir o placar. No segundo tempo, o Galo voltou pressionando pelo empate e, na insistência, conseguiu aos 39 minutos. Na jogada pela direita, Luizinho cruzou por baixo, a bola passou por todo muito, mas Alex Choco conseguiu alcançá-la antes que saísse pela linha de fundo e mandar para pequena área. Eduardo Tanque foi mais rápido que a marcação e mandou para a rede. A pressão aumentou pelo segundo gol, mas aos 45 minutos, o zagueiro Guilherme Teixeira foi expulso por ter feito uma falta dura e desnecessária sobre o goleiro e deixou o Operário com dez jogadores. Ainda assim, nos acréscimos, Danilinho teve a chance da virada, mas o goleiro Bruno fez grande defesa, evitando o que seria o gol da primeira vitória operariana. Grupo A11 O resultado não mudou a situação do Operário que segue na quarta posição, agora com três pontos, enquanto o Abecat divide a lanterna com o CRAC-GO, ambos com um ponto. A liderança agora é do Betim-MG que, no Estádio Saraivão, venceu o Ivinhema FC por 3 a 1 e chegou aos sete pontos, deixando o Azulão do Vale e Uberlândia-MG juntos com seis. Na próxima rodada, duelo sul-mato-grossense entre Ivinhema e Operário, domingo (26), às 17h, no Estádio Saraivão.
Hospedagens têm até hoje para adotar check-in digital
Estabelecimentos de hospedagem – hotéis, pousadas, hostels e outros – têm até esta segunda-feira (20) para aderi à Ficha Nacional de Hóspedes (FNRH) Digital, conhecido como check-in digital. O novo modelo foi implementado gradativamente pelo Ministério do Turismo desde novembro de 2025 e elimina o uso de formulários em papel no processo de check-in, pretende agilizar a recepção de viajantes e reduzir os custos operacionais das empresas do ramo. Segundo o governo federal, a utilização do formulário digital será obrigatória. “A FNRH Digital permite que o turista realize o preenchimento antecipado e automático de dados por meio do sistema gov.br. O registro pode ser finalizado em segundos, a partir de um QR Code do hotel, de um link compartilhado ou de um dispositivo oferecido pelo estabelecimento”, destaca o Ministério do Turismo, em nota. No caso de estrangeiros, a nova FNRH Digital não exigirá a necessidade de uma conta gov.br. Para menores de 18 anos de idade ou de pessoas incapazes, brasileiros ou estrangeiros, o registro será associado à FNRH do responsável legal. Segundo o governo, o sistema está previsto na nova Lei Geral do Turismo (2025) e cumpre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “O Ministério do Turismo reforça que a adesão à plataforma requer adaptações por parte de hotéis e pousadas, independentemente de utilizarem sistemas de gestão próprios. A fim de auxiliar na preparação, o órgão organizou várias ações de orientação, como a publicação de um vídeo com as etapas do processo”, destacou a pasta. As orientações do ministério podem ser vistas aqui.
Irã volta a restringir passagem no Estreito de Ormuz
A Irna, agência de notícias oficial da República Islâmica do Irã, informou neste sábado (18) que o controle sobre o Estreito de Ormuz foi restaurado ao seu status anterior, com supervisão reforçada pelas Forças Armadas do país. O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã, tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, se referiu ao estreito como estratégico e citou que o local está “sob estrita gestão e controle das Forças Armadas”. Ele observou que o Irã havia concordado anteriormente, num ato “de boa fé” e seguindo acordos prévios feitos durante as negociações, em permitir a passagem controlada de um número limitado de petroleiros e embarcações comerciais pelo estreito. No entanto, os Estados Unidos (EUA), segundo ele, continuaram a “violar repetidamente os compromissos” acordados e a praticar “pirataria e roubo marítimo sob o chamado bloqueio”. “Portanto, o controle do Estreito de Ormuz retornou ao seu estado anterior”, reforçou. Ameaças A Agência Tasnim, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) , já havia informado que, caso o bloqueio naval dos Estados Unidos continuasse, o estreito voltaria a ser fechado, prejudicando a comercialização de 20% da produção de petróleo no mundo. Para os iranianos, a permanência dos navios estadunidenses na região é violação do acordo de cessar-fogo. Navios dos EUA estão posicionados no Oceano Índico a uma distância do Estreito de Ormuz de onde podem interceptar eventuais ataques do Irã. Cessar-fogo Na última quinta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter costurado um acordo de cessar-fogo entre Líbano e Israel, com duração de dez dias. A trégua era uma das exigências do Irã para continuidade das negociações. Em comunicado divulgado na sexta-feira (17), a Força Naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que uma “nova ordem” passaria a reger o estreito, fazendo referência ao cessar-fogo. No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a navegação pelo Estreito de Ormuz estaria completamente aberta durante o restante do cessar-fogo. “Em conformidade com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo”. Agência Brasil
Ações da Sejusp unem segurança, assistência e cultura da paz nas aldeias indígenas de MS
No Dia dos Povos Indígenas, comemorado domingo, 19 de abril, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) evidencia o avanço de políticas públicas voltadas às comunidades indígenas, pautadas na promoção da cidadania, no fortalecimento da segurança e, sobretudo, na construção de uma relação de confiança entre as forças de segurança e os povos originários. Com a terceira maior população indígena do país, Mato Grosso do Sul se destaca por iniciativas inovadoras, sendo o primeiro no mundo a promover uma formação que integra conceitos de Justiça Restaurativa, Policiamento Restaurativo e Policiamento Indígena, reunindo experiências nacionais e internacionais desenvolvidas no Canadá e nos Estados Unidos, adaptadas à realidade brasileira. Com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP), a formação é voltada exclusivamente a agentes de segurança pública estaduais — policiais militares e civis, bombeiros militares e peritos criminais — e teve sua primeira edição em Campo Grande, em fevereiro, quando 35 profissionais foram capacitados. O modelo propõe uma atuação baseada no diálogo, na escuta ativa e na reparação de danos, priorizando a construção de soluções conjuntas e a promoção da cultura de paz, em substituição a práticas exclusivamente punitivas. A partir da próxima quinta-feira (23), o curso contemplará mais cinco regiões do interior de Mato Grosso do Sul: Dourados, Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá. Na sequência das ações que percorrem as comunidades indígenas, o programa MS em Ação – Segurança e Cidadania, criado em 2023, será realizado em junho, no município de Nioaque; em agosto, em Ponta Porã; e em setembro, em Iguatemi. A iniciativa tem como objetivo levar serviços essenciais às regiões mais afastadas dos centros urbanos, promovendo inclusão social e acesso a direitos básicos. O mutirão envolve todas as instituições vinculadas à Sejusp e já percorreu aldeias localizadas nos municípios de Dourados, Amambai, Paranhos, Miranda, Caarapó, Japorã e Porto Murtinho, totalizando 41.921 atendimentos e 8.521 documentos emitidos. Entre eles, destacam-se 2.510 Carteiras de Identidade Nacional expedidas pelo Instituto de Identificação Gonçalo Pereira. Com mais de 40 serviços gratuitos ofertados em parceria com diversas instituições públicas e privadas, a iniciativa contempla atendimentos médicos e odontológicos, apoio jurídico, orientações de trânsito e regularização documental — uma das principais demandas identificadas nas comunidades indígenas. Presença permanente Como parte das ações estratégicas e permanentes, a Sejusp tem ampliado a atuação dos Conselhos Comunitários de Segurança Indígena (CCSInds), fortalecendo a participação direta das comunidades na construção de soluções para a segurança no interior das aldeias. Formados por representantes das próprias aldeias, os conselhos se reúnem para analisar demandas, planejar ações e acompanhar resultados, em articulação direta com a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar. Atualmente, o Estado conta com 18 conselhos implantados, com a doação de 16 veículos, contemplando 34 comunidades indígenas e alcançando 57.164 indígenas. A iniciativa fortalece a prevenção, a mediação de conflitos e a pacificação social, além de ampliar o diálogo intercultural e superar desafios como as barreiras linguísticas, promovendo uma comunicação mais efetiva entre as forças de segurança e as diferentes etnias. Proteção das mulheres indígenas Complementando as ações permanentes, o Promuse Indígena, desenvolvido pela Polícia Militar desde 2023, tem se consolidado como referência no enfrentamento à violência contra mulheres indígenas. Criado inicialmente para atender às aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados e Itaporã, o programa já chegou a comunidades indígenas de Amambai e será implantado, em breve, em Aquidauana. A iniciativa realiza a fiscalização de 100% das medidas protetivas envolvendo mulheres indígenas nessas localidades, além de desenvolver ações de orientação e prevenção dentro das aldeias. O trabalho contribui para o fortalecimento da rede de proteção e para a construção de vínculos de confiança entre a Polícia Militar e as comunidades indígenas, garantindo um atendimento mais humanizado e efetivo. Pela relevância e inovação, o Promuse Indígena conquistou reconhecimento nacional ao alcançar o 2º lugar no Prêmio de Boas Práticas em Segurança Pública do Consórcio Brasil Central. Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, o conjunto de ações desenvolvidas em Mato Grosso do Sul representa um novo paradigma na atuação das forças de segurança junto às comunidades indígenas. “Mais do que ampliar a presença do Estado ou ofertar serviços, estamos construindo uma relação sólida, baseada no respeito, na escuta qualificada e na confiança mútua. A segurança pública que defendemos é aquela que dialoga com as realidades locais, reconhece e valoriza as culturas e atua como instrumento de promoção da paz. Os resultados já alcançados demonstram que esse é o caminho: integrar esforços, acolher as especificidades e trabalhar lado a lado com os povos indígenas para garantir direitos, dignidade e proteção efetiva”, destacou o secretário. Joilson Francelino, Comunicação SejuspFoto: Matheus Carvalho/SEC








