Quem vai de Campo Grande para Bonito ou circula pela região de Águas do Miranda deve se programar com antecedência. A ponte sobre o Rio Miranda, na rodovia estadual MS-345, ficará totalmente interditada das 13h de segunda-feira, 15 de junho, até as 7h de terça-feira, 16 de junho, para a execução de concretagem dos reforços estruturais da obra de recuperação da travessia. A interrupção temporária é necessária para garantir a segurança dos usuários e permitir a execução adequada dos serviços, já que esse tipo de intervenção exige paralisação total do tráfego durante o período de cura e estabilização do concreto. Durante esse intervalo, o trânsito será completamente bloqueado na ponte. Para quem segue de Campo Grande para Bonito, a rota alternativa recomendada é pela rodovia MS-178, no acesso por Guia Lopes da Laguna. A obra de recuperação estrutural da ponte foi iniciada pelo Governo de Mato Grosso do Sul e é executada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), com investimento de R$ 3.309.408,68. A intervenção inclui o recondicionamento de pontos estratégicos, reforço estrutural e adequações técnicas para restabelecer a estabilidade da ponte, construída pelo Exército Brasileiro em 1967, antes da pavimentação da rodovia. A estrutura é considerada estratégica para a mobilidade da região, atendendo moradores, produtores rurais e o fluxo turístico em direção a Bonito. Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara de Carvalho, a obra foi planejada para recuperar completamente a estrutura e adequá-la à demanda atual da região. “É uma recuperação estrutural completa, feita com critérios técnicos rigorosos. Nosso objetivo é entregar uma ponte recondicionada, segura e preparada para atender a demanda atual e futura da região”, afirmou. Após o período de interdição total, a ponte voltará a operar com as restrições já adotadas no trecho: sistema pare e siga, tráfego em meia pista e circulação limitada a veículos leves, caminhonetes e caminhões de pequeno porte, com peso máximo de até 10 toneladas, sendo permitida a passagem de um veículo por vez. A Agesul reforça a orientação para que motoristas e transportadores acompanhem os avisos oficiais e programem os deslocamentos com antecedência para evitar transtornos. Luciana Bomfim, Comunicação Seilog
Governo de MS debate agronegócio, inovação e logística em reunião com delegação da Nova Zelândia
O Governo de Mato Grosso do Sul recebeu, nesta quarta-feira (10), a delegação oficial da Nova Zelândia em agenda institucional voltada ao agronegócio, inovação, sustentabilidade e logística internacional. A reunião foi conduzida pelo vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e agrupou representantes do governo neozelandês, empresas ligadas à tecnologia agropecuária e integrantes da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). A visita integra a missão oficial organizada pela New Zealand Trade and Enterprise (NZTE), agência do governo da Nova Zelândia responsável pela promoção internacional de negócios, investimentos e comércio exterior. Durante o encontro, foram discutidos temas estratégicos para os dois territórios, especialmente ligados à pecuária de corte, rastreabilidade, tecnologia aplicada ao campo, sustentabilidade e à Rota Bioceânica como eixo de integração logística e comercial. Ao apresentar o cenário sul-mato-grossense, Barbosinha destacou que Mato Grosso do Sul vive um processo de transformação econômica sustentado pela inovação, pela sustentabilidade e pela modernização das cadeias produtivas. “Mato Grosso do Sul vem ampliando sua presença nos mercados internacionais a partir de uma agenda baseada em sustentabilidade, tecnologia e segurança alimentar. A troca de experiências com países que possuem forte tradição em inovação agropecuária é importante para ampliar o diálogo técnico e acompanhar as transformações globais do setor”, afirmou. O vice-governador também ressaltou os avanços ambientais do Estado. Mato Grosso do Sul reduziu em 51% as emissões de carbono na agropecuária entre 2006 e 2022, possui cerca de 4,7 milhões de hectares de pastagens passíveis de recuperação e trabalha com a meta de se tornar carbono neutro até 2030. Um dos principais temas da reunião foi a cadeia da carne bovina, segmento em que Mato Grosso do Sul e Nova Zelândia possuem forte relevância internacional. O Estado abriga um dos maiores rebanhos bovinos do país e vem ampliando investimentos em produtividade, rastreabilidade e sustentabilidade no campo. Já a Nova Zelândia é reconhecida mundialmente pelos sistemas de produção a pasto e pelas tecnologias aplicadas à gestão pecuária. O secretário da Semadesc, Arthur Falcette, destacou que o encontro fortalece a aproximação técnica em áreas estratégicas para o desenvolvimento agropecuário sul-mato-grossense. “A Nova Zelândia possui experiência consolidada em manejo sustentável, produtividade e tecnologia aplicada ao agro. Mato Grosso do Sul também vive um momento de modernização das cadeias produtivas e essa troca de experiências contribui para ampliar a visão sobre soluções sustentáveis e inovação no campo”, pontuou. Outro eixo debatido foi a Rota Bioceânica, considerada uma das principais obras de integração logística da América do Sul. O corredor internacional conectará Mato Grosso do Sul aos portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina, reduzindo distâncias e ampliando a competitividade das exportações brasileiras para os mercados asiáticos. O vice-chefe de Missão da Embaixada da Nova Zelândia, Jon Preston, destacou o potencial de Mato Grosso do Sul no cenário internacional do agronegócio e da sustentabilidade. “Mato Grosso do Sul demonstra grande capacidade de integrar produção, sustentabilidade e inovação. Existe muito interesse em conhecer as iniciativas desenvolvidas pelo Estado, especialmente nas áreas de produtividade agropecuária, gestão pecuária, rastreabilidade e tecnologia aplicada ao campo”, afirmou Preston. Em 2025, Mato Grosso do Sul exportou US$ 8,2 milhões para a Nova Zelândia, com destaque para produtos ligados às cadeias agroindustrial e florestal, como resíduos vegetais, forragens e celulose. Já as importações são concentradas em equipamentos técnicos e instrumentos especializados. A reunião foi encerrada com a reafirmação do compromisso do Governo do Estado em manter o Estado conectado aos grandes debates internacionais ligados ao agronegócio, sustentabilidade e inovação. Para o vice-governador, o fortalecimento do diálogo institucional e da troca de experiências contribui para preparar o Estado para os desafios globais do setor produtivo. “O mundo discute hoje segurança alimentar, sustentabilidade e produção responsável, e Mato Grosso do Sul tem mostrado que é possível avançar nesses três pilares ao mesmo tempo. Assim, vamos construir um ambiente de desenvolvimento equilibrado, aberto ao diálogo internacional e preparado para os desafios que o futuro do agronegócio exige”, concluiu o vice-governador Barbosinha. Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria
Com novo eixo em energia renovável, MS entrega licença de instalação para produtora de biocombustíveis
O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul entregou a licença de instalação para a primeira unidade da Atvos, produtora de biocombustíveis e uma das líderes na transição energética no Brasil. A licença entregue pelo governador Eduardo Riedel, nesta terça-feira (10), autoriza o início das obras da nova planta e marca um importante avanço na estratégia de diversificação da companhia. Esta é a primeira unidade voltada à produção de etanol de milho, que será integrada à unidade Santa Luzia, será instalada em Nova Alvorada do Sul. “A estratégia do Mato Grosso do Sul tem funcionado para atrair investimentos lastreado nessa boa relação e confiança construídos com o setor privado, e numa demanda global de energia limpa. Isso significa emprego, renda, desenvolvimento para as pessoas, quando associada a educação, nível médio salarial mais alto. A Atvos faz um investimento importante numa nova planta de etanol de milho, dentro do complexo que eles já têm da planta de bioenergia de cana-de-açúcar junto com biometano”, disse Riedel. O documento, emitido pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), é resultado de uma série de estudos ambientais e de engenharia que viabilizaram a implantação do projeto e representa um passo fundamental para o início da fase de construção. Com a autorização, a Atvos deve iniciar as obras no segundo semestre deste ano. A nova planta faz parte da estratégia de diversificação da companhia, com o milho se consolidando como um novo vetor de crescimento, complementar à cana-de-açúcar e integrado a outras rotas renováveis desenvolvidas pela companhia, como o biometano. Juntas, essas soluções fortalecem a estratégia da companhia de integrar diferentes rotas renováveis e ampliam sua contribuição para a segurança energética e a descarbonização. “O investimento é mais de R$ 1 bilhão. E a Atvos tem um compromisso com o Mato Grosso do Sul, que é Estado mais relevante em termos de produção e a gente acredita muito que traz o desenvolvimento para as comunidades. A produção deve crescer aproximadamente 50%. E com isso se torna uma planta que traz bioenergia de forma ampla, com biometano, etanol, milho e cana”, disse o vice-presidente de Operações da Atvos, Wilson Lucena. Durante a fase de obras, o empreendimento deve gerar cerca de 2 mil empregos, fomentando a economia local e o desenvolvimento regional. A iniciativa reforça o compromisso com a geração de emprego, renda e desenvolvimento nas regiões onde atua. “A licença de instalação autoriza a iniciar a obra, que deve começar no segundo semestre. É uma planta que leva entre 18 e 24 meses para estar operacional, mas tem um período importante de construção, com geração de 2 mil empregos diretos”, disse Lucena. Com capacidade de processar 642 mil toneladas de milho por ano, a unidade produzirá 273 mil metros cúbicos de etanol, além de 183 mil toneladas de DDG (coproduto de alto valor proteico para nutrição animal) e 13 mil toneladas de óleo de milho. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
PRF apreende 4 toneladas de maconha em Ponta Porã
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 4.000 quilos de maconha, nesta terça-feira (9), em Ponta Porã (MS). Durante fiscalizações na BR-463, os policiais avistaram um caminhão parado às margens da rodovia com um pneu estourado. A equipe realizou buscas pelo condutor do veículo, mas ninguém foi encontrado. Próximo ao caminhão a equipe sentiu forte odor de maconha, sendo realizada uma vistoria no veículo. No compartimento de carga foi encontrada grande quantidade de maconha e skunk.
Comissão de Constituição e Justiça aprova PEC que reduz maioridade penal
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10), por 44 votos a 18, a admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC 32 e apensadas) que reduz a maioridade penal dos atuais 18 para 16 anos de idade. A análise da admissibilidade pela CCJ é apenas o primeiro passo na tramitação do tema na Câmara. Se aprovada, a proposta ainda precisa passar por uma comissão especial e pelo Plenário, em dois turnos de votação. Proposta originalA proposta principal (PEC 32/15), do ex-deputado Gonzaga Patriota (PE), previa originalmente a plena maioridade civil e penal aos 16 anos. Isso significa que, além de responderem por crimes como adultos, os jovens passariam a ter todos os direitos da vida adulta: poderiam casar, celebrar contratos e obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O texto tornava ainda o voto obrigatório aos 16 anos e reduzia a idade mínima para se candidatar a cargos como o de vereador. Mudanças no texto originalMas o parecer do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), retirou as modificações na esfera civil, prevendo exclusivamente a punição criminal de jovens com mais de 16 anos. Assis explicou que retirou a parte dos direitos civis para garantir que a PEC tratasse apenas de um assunto, evitando “confusão jurídica”. Outras propostasAlém da proposta principal, Assis também recomenda, no parecer, a admissibilidade de duas outras PECs apensadas. Uma delas (PEC 8/26) sugere a redução da maioridade penal apenas em casos excepcionais, como crimes hediondos ou crueldade extrema, após avaliação técnica do jovem. Já a outra (PEC 9/26) propõe a redução geral para 16 anos em todos os crimes e estabelece que adolescentes de 12 a 16 anos também respondam criminalmente se cometerem crimes com violência, grave ameaça ou contra a vida. Vontade popularSegundo o Coronel Assis, a aprovação da proposta atende à vontade da população. “Aqui existem representantes do povo que não querem fazer a vontade do povo”, criticou. “Qual é a diferença no clamor por justiça da pessoa que tem um ente querido vítima de homicídio por uma pessoa de 18 ou 19 anos ou de uma pessoa de 17 ou 16 anos?”, indagou o relator. Crítica às mudançasA deputada Samia Bomfim (Psol-SP) criticou as mudanças feitas por Coronel Assis. Segundo ela, o texto original era “menos pior”. “Porque, ao menos nele, havia uma redução da maioridade não só do ponto de vista penal, mas também do ponto de vista eleitoral. Nessa ele restringiu somente para penal.” Ela classificou a mudança como “aberração”. “Porque ele [o adolescente] vai ser tratado como adulto do ponto de vista penal, mas do ponto de vista cível, vai seguir sendo lido, tratado pela justiça brasileira como um adolescente, que ele é”, explicou. Levantamento nacionalO deputado Tadeu Veneri (PT-PR) citou dados de um levantamento nacional de 2023 para explicar que a minoria dos jovens infratores, 12%, comete assassinatos. Segundo ele, a justificativa de que é a população que pede a mudança não é suficiente. “A população pede, muitas vezes, que o Congresso e aqueles que roubam aqui dentro também sejam presos, e nem por isso são presos. A população pede que não tenhamos mais emendas parlamentares. O que o povo quer nessa hora não vale”, criticou. Crescimento da violênciaO deputado Mendonça Filho (PL-PE) lembrou que outra proposta do mesmo teor já foi aprovada na Câmara, mas acabou arquivada no Senado. “E eu, mais uma vez, defendo a PEC da redução da maioridade penal. A sociedade brasileira hoje se vê sitiada, ilhada pelo crescimento da violência”, afirmou. Segundo ele, hoje, 25% da população brasileira vive sob a influência direta de milícias, do tráfico de drogas e de organizações criminosas que dominam territórios. “Infelizmente, boa parte do exercício do comando dessas organizações criminosas se faz inclusive com aliciamento de menores de 18 anos”, disse. O que diz o ECAAtualmente, jovens que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos. Essas medidas estão previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e funcionam como ferramentas de responsabilização e reinserção social para jovens de 12 a 18 anos. O ECA estabelece seis medidas principais, que progridem conforme a gravidade da conduta: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida — executadas em regime aberto —, além dos regimes de semiliberdade e internação, este último restrito a crimes com violência ou reiteração grave. Fonte: Agência Câmara de Notícias
Projeto de lei garante vagas em contratos públicos para vítimas de violência doméstica
O deputado estadual Zé Teixeira (PL) apresentou nesta quarta-feira (10) um projeto de lei que reserva 2% das vagas de trabalho em contratos públicos estaduais para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A medida alcança editais de licitação e contratos de serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra. A iniciativa entrega um benefício imediato para garantir a autonomia financeira necessária para que as mulheres consigam romper o ciclo de abusos, reconstruam suas vidas e evitem agressões continuadas que, frequentemente, terminam em feminicídio. O parlamentar acredita que a dependência econômica constitui o obstáculo central para o fim do vínculo com o agressor. Ao estabelecer a cota, a proposta atua de forma preventiva. A comprovação da vulnerabilidade ocorrerá mediante apresentação de certidão de medida protetiva de urgência emitida pelo Poder Judiciário ou por encaminhamento oficial de órgão da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. O texto assegura o sigilo absoluto sobre os dados pessoais e o histórico das trabalhadoras, obedecendo rigorosamente à Lei Geral de Proteção de Dados. A inserção no mercado de trabalho por meio das contratações públicas figura como a ferramenta mais ágil e eficiente para interromper a violência. Diante disso, a matéria consolida dados de um estudo do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Local da Universidade Católica Dom Bosco e a experiência prática de servidores do Legislativo que atuaram na assistência de acusação em julgamentos de crimes contra a vida no Estado. A constatação técnica indica que as medidas de proteção perdem força se a vítima não possuir meios próprios e sustentáveis de subsistência. A tramitação da matéria resguarda a segurança jurídica das empresas e a organização do Estado. A proposta isenta as contratadas de penalidades e libera as vagas para o público geral caso não existam candidatas inscritas ou qualificadas para preencher a cota. O texto obedece à simetria federativa com a Nova Lei de Licitações e segue o entendimento pacificado pelo Supremo Tribunal Federal, preservando a competência legislativa do Parlamento sem gerar novas despesas aos cofres públicos ou alterar a estrutura do Poder Executivo estadual. O projeto de lei de Zé Teixeira também incentiva a responsabilidade social da iniciativa privada. As empresas que adotarem o mesmo percentual de contratação de forma voluntária em seus quadros receberão o título de Parceira da Mulher Sul-Mato-Grossense, outorgado pela ALEMS. A redação obedece às diretrizes da Política Nacional de Linguagem Simples para garantir que gestores públicos e pregoeiros compreendam e apliquem a regra imediatamente, promovendo dignidade, segurança e oportunidades reais para a população de Mato Grosso do Sul.
Liandra solicita retomada da Casa-Abrigo para mulheres vítimas de violência em Dourados
A vereadora Liandra da Saúde (PSDB) encaminhou solicitação à secretária municipal de Assistência Social, Shirley Flores Zarpelon, e ao secretário de Estado da Cidadania de Mato Grosso do Sul, José Francisco Sarmento Nogueira, para retomada das atividades da Casa-Abrigo em Dourados, destinada ao acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. No documento, a parlamentar destaca a importância do serviço para garantir proteção às mulheres que enfrentam situações de risco iminente, bem como aos seus filhos, que muitas vezes também são vítimas diretas ou indiretas do ciclo de violência dentro do ambiente familiar. Segundo Liandra, a violência contra a mulher continua sendo uma realidade preocupante e exige ações efetivas do Poder Público para assegurar acolhimento, proteção e suporte às vítimas. Ela ressalta que muitas mulheres não possuem condições de permanecer em suas residências após sofrerem agressões ou ameaças, ficando expostas a novos episódios de violência e até mesmo ao risco de feminicídio. “A Casa-Abrigo representa um instrumento fundamental da rede de proteção às mulheres, oferecendo acolhimento temporário em local seguro e sigiloso para aquelas que precisam se afastar do agressor, garantindo também a segurança de seus filhos”, enfatiza. Além de proporcionar proteção física, o serviço oferece acompanhamento psicossocial, orientação jurídica e encaminhamento para diversos atendimentos necessários ao processo de reconstrução da autonomia e da dignidade das vítimas. A vereadora também chama atenção para os impactos da violência doméstica sobre crianças e adolescentes, que frequentemente convivem com situações traumáticas dentro de casa. Para ela, a retomada da Casa-Abrigo fortalece não apenas as políticas públicas voltadas às mulheres, mas também a proteção da infância e da família. No pedido encaminhado às autoridades, Liandra destaca ainda que a reativação do serviço contribuirá para o cumprimento da legislação de proteção às vítimas de violência doméstica e familiar, além de demonstrar o compromisso do município e do Estado com a defesa dos direitos humanos e a promoção da segurança das famílias. “Nosso pedido enfatiza a relevância social da Casa-Abrigo como um dos principais mecanismos de acolhimento e proteção para mulheres em situação de vulnerabilidade e risco”, finaliza Liandra.
Servidores da Câmara de Dourados recebem capacitação em primeiros socorros
Com o propósito de capacitar os servidores para a atuação inicial em situações de emergência e promover um ambiente de trabalho mais seguro, a Câmara Municipal de Dourados, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, realizou nesta terça-feira (9) treinamento de primeiros socorros voltado aos profissionais que atuam no atendimento ao público. A capacitação foi ministrada pelo cabo Peterson, do 2º Grupamento de Bombeiros Militar. Durante o treinamento, foram abordadas diversas situações de emergência, como engasgo, parada cardiorrespiratória, técnicas de compressão torácica e ventilação, além de ocorrências neurológicas, como crises convulsivas e desmaios. Os participantes também puderam esclarecer dúvidas sobre AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto, crises de asma e episódios de ansiedade. A capacitação contou ainda com atividades práticas e simulações realistas. Os servidores aprenderam técnicas de desobstrução das vias aéreas, como a manobra de Heimlich, e participaram de exercícios de reanimação cardiopulmonar em manequins utilizados para treinamento, simulando situações reais de atendimento. “Nós trabalhamos algumas emergências e situações que exigem uma atuação rápida, aumentando as chances de sobrevida da vítima e reduzindo possíveis sequelas”, destacou o cabo Peterson. Para a servidora Piedra dos Santos Roza, o treinamento é essencial, especialmente para quem atua diretamente no atendimento ao público. “Com conhecimento técnico e treinamento adequado, os servidores podem prestar auxílio imediato em situações de emergência, porque a vida não espera”, afirmou. Uma nova etapa da capacitação será realizada na próxima quinta-feira (11), com o objetivo de oportunizar a participação do maior número possível de servidores do Poder Legislativo.
Souza sugere novas tecnologias para evitar cortes no asfalto durante obras de saneamento
O avanço da infraestrutura urbana em Dourados reforça a importância da busca por soluções modernas que conciliem a ampliação das redes de saneamento com a preservação do patrimônio público. Nesse sentido, durante a 19ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Dourados, nesta segunda-feira (8), o vereador Edson Souza (União Brasil) apresentou indicação à Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) e secretarias competentes, solicitando estudos técnicos voltados à implantação de Métodos Não Destrutivos (MND), especialmente a tecnologia de Perfuração Horizontal Direcional (HDD). De acordo com o vereador, o objetivo da proposta é frear o ciclo tradicional de “rasgar o asfalto” para a manutenção e expansão de redes de água e esgoto, um método que hoje compromete os investimentos feitos na malha viária da maior cidade do interior do estado. “Atualmente, a maior parte das intervenções subterrâneas em Dourados exige a abertura de valas a céu aberto. Esse modelo convencional gera um impacto imediato no dia a dia da população, pois são bloqueios de trânsito que travam o fluxo de veículos e pedestres, poeira, ruído e barreiras físicas que afastam clientes de lojas e residências e mesmo com a recomposição, o pavimento cortado perde a homogeneidade, facilitando o surgimento de ondulações e infiltrações no futuro”, afirmou. Com os constantes investimentos em pavimentação e recapeamento asfáltico ocorrendo por toda a cidade, o foco agora se volta para as concessionárias de serviços públicos, especialmente a Sanesul. A meta é garantir que as vias recém-recuperadas não sejam danificadas por intervenções que poderiam ser feitas de forma subterrânea e limpa. “Assim, a Perfuração Horizontal Direcional surge como a principal alternativa para modernizar a engenharia urbana em Dourados. Em vez de escavar quilômetros de ruas, a tecnologia permite instalar tubulações por meio de perfurações guiadas por computador sob a terra, sem interferir na superfície”, justifica o documento. A indicação solicita ainda que a diretoria da Sanesul, em parceria com a Prefeitura de Dourados e demais concessionárias de energia e telecomunicações, estabeleça diretrizes urgentes para viabilizar o uso do MND sempre que houver compatibilidade técnica e econômica.








