O Governo de Mato Grosso do Sul intensificou os preparativos para a temporada de incêndios florestais no Pantanal ao alinhar estratégias com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em uma reunião realizada em 26 de março de 2025, em Campo Grande. O encontro, detalhado pela Agência de Notícias do Governo do Estado, ocorreu no auditório da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e envolveu representantes estaduais e federais para definir um plano integrado de prevenção e combate às queimadas no bioma, que enfrenta previsões de seca severa em 2025. O secretário-executivo de Meio Ambiente da Semadesc, Artur Falcette, destacou os investimentos estaduais de R$ 50 milhões em infraestrutura, como 13 bases avançadas dos Bombeiros instaladas em 2024, e a aprovação da Lei do Pantanal, que regula o manejo do fogo. “Estamos em um momento de planejamento para antecipar uma temporada que pode ser tão crítica quanto a de 2020”, afirmou Falcette, referindo-se ao ano em que 3,9 milhões de hectares foram queimados. Ele solicitou ao MMA apoio com aeronaves adicionais, dada a dificuldade de acesso às áreas remotas do Pantanal, enquanto o estado já conta com duas aeronaves Air Tractor e um efetivo robusto do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS). André Lima, secretário extraordinário do MMA, elogiou a articulação estadual e prometeu reforçar a parceria com recursos federais, incluindo aviões de grande porte do Ministério da Defesa. “Estamos alinhando decisões políticas e operacionais para otimizar as estruturas disponíveis”, disse Lima, anunciando que o próximo encontro será em Cuiabá, Mato Grosso, na semana seguinte, para integrar ações com o vizinho estado pantaneiro. A antecipação da seca, normalmente concentrada no segundo semestre, foi um ponto de preocupação, exigindo adaptação precoce das equipes. A reunião também abordou lições de 2024, quando bases avançadas reduziram os danos para 479 mil hectares queimados, segundo o CBMMS. A colaboração interestadual e federal visa evitar a repetição de cenários extremos, fortalecendo a resposta a um desafio agravado por mudanças climáticas e estiagens prolongadas.
SUS Substituirá Papanicolau por Exame Molecular Mais Sensível Ainda em 2025
O Sistema Único de Saúde (SUS) começará a substituir gradualmente, ainda em 2025, o tradicional exame Papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV, mais sensível na detecção do papilomavírus humano (HPV), conforme anunciado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) em 26 de março de 2025. A mudança, detalhada pela Agência Brasil, integra novas diretrizes para o rastreamento do câncer de colo do útero e foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e pela Comissão de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas. A implementação aguarda apenas a avaliação final da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde para entrar em vigor. Com o novo exame, o intervalo entre as coletas passará de três para cinco anos quando não houver diagnóstico de HPV, mantendo a faixa etária de rastreamento entre 25 e 49 anos para mulheres sem sintomas ou suspeitas de infecção. O teste molecular, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2021, identifica subtipos específicos do vírus, como os oncogênicos 16 e 18, responsáveis por 70% das lesões precursoras de câncer, permitindo um acompanhamento mais preciso. Itamar Bento, pesquisador do Inca, explicou: “Se o teste de DNA-HPV for negativo, a mulher só repetirá em cinco anos; se positivo para tipos de risco, ela será encaminhada diretamente à colposcopia.” A substituição responde a limitações do Papanicolau, que apresentou baixa cobertura no Brasil entre 2021 e 2023, com apenas três estados atingindo cerca de 50% do público-alvo, segundo o Sistema de Informação do Câncer. Em regiões como Acre, Maranhão e Mato Grosso, mais da metade dos resultados demorou além de 30 dias para ser entregue, dificultando o início do tratamento no prazo legal de 60 dias. O novo protocolo prevê um rastreamento organizado, com busca ativa das pacientes e fluxos claros de atendimento, visando reduzir os cerca de 17 mil casos anuais de câncer de colo do útero, o terceiro mais incidente entre mulheres brasileiras. Especialistas acreditam que, combinado a altas taxas de vacinação contra HPV, o teste molecular pode ajudar a erradicar a doença em até 20 anos, aproveitando sua maior eficácia na detecção precoce e na prevenção de óbitos. A transição marca um avanço na saúde pública, alinhando o SUS a padrões internacionais de diagnóstico.
Silvicultura Abre Portas para Mulheres na Universidade e Impulsiona Desenvolvimento Sustentável em Mato Grosso do Sul
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) sediou, em 26 de março de 2025, o evento “Mulheres na Silvicultura: Caminhos para o Futuro Sustentável”, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) em parceria com a universidade e empresas do setor florestal. Realizado no auditório da unidade de Campo Grande, o encontro destacou o crescente papel das mulheres na silvicultura e sua contribuição para o desenvolvimento sustentável do estado, como reportado pela Agência de Notícias do Governo de Mato Grosso do Sul. O evento reuniu cerca de 200 participantes, incluindo estudantes, professoras, pesquisadoras e profissionais da área, com o objetivo de discutir os desafios e avanços da participação feminina em um setor historicamente dominado por homens. O secretário Jaime Verruck abriu a programação, enfatizando a importância da inclusão para a sustentabilidade: “A silvicultura é um dos pilares da economia verde de Mato Grosso do Sul, e as mulheres estão trazendo inovação e sensibilidade ambiental para esse campo.” Ele destacou que o estado, quarto maior produtor de eucalipto do Brasil, com cinco municípios entre os dez maiores plantadores nacionais, vê na diversidade de gênero um fator estratégico para crescer de forma responsável. Entre as palestrantes, a engenheira florestal Juliana Dias, gerente de uma unidade da Eldorado Brasil, compartilhou sua trajetória e defendeu a formação acadêmica como porta de entrada para mulheres no setor. “A universidade é o primeiro passo para quebrar barreiras e mostrar que a silvicultura não é só força física, mas ciência e planejamento”, afirmou. Outra participante, a estudante de Engenharia Florestal da UEMS, Mariana Lopes, relatou como o evento a inspirou a buscar especialização em manejo sustentável, área em que o estado já planta 1,2 milhão de hectares de florestas, segundo dados da Semadesc. A programação incluiu oficinas práticas e mesas-redondas sobre temas como manejo florestal, bioeconomia e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com foco na igualdade de gênero e na ação climática. Representantes da Suzano e da Eldorado Brasil apresentaram iniciativas de inclusão, como programas de trainee exclusivos para mulheres e parcerias com a UEMS para pesquisas em silvicultura sustentável, contribuindo para a meta estadual de neutralidade de carbono até 2030. O evento reforça o compromisso de Mato Grosso do Sul em alinhar crescimento econômico com responsabilidade ambiental e social.
Ceasa de Mato Grosso do Sul Registra Aumento de 105% no Volume de Produtos Importados do Exterior
A Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa-MS) anunciou em 26 de março de 2025 um crescimento expressivo de 105% no volume de produtos importados do exterior ao longo de 2024, conforme divulgado pela Agência de Notícias do Governo do Estado. O levantamento, apresentado pelo diretor-presidente da Ceasa-MS, Daniel Mamédio do Nascimento, aponta que frutas como maçã, pera, kiwi e ameixa, provenientes principalmente de países como Argentina, Chile e Uruguai, foram os grandes destaques desse aumento, impulsionado pela alta demanda no mercado interno e pela valorização do real frente ao dólar. Segundo Mamédio, o volume de produtos importados passou de 4,8 mil toneladas em 2023 para 9,8 mil toneladas em 2024, refletindo uma mudança nos padrões de consumo e na oferta disponível no estado. “Com o dólar mais baixo e a safra nacional enfrentando desafios climáticos, como secas em algumas regiões produtoras, houve um incremento significativo na entrada de frutas do Mercosul e até de países mais distantes”, explicou. A Ceasa-MS, localizada em Campo Grande, comercializou ao todo 131 mil toneladas de hortifrútis em 2024, com as importações representando cerca de 7,5% desse total, um salto em relação aos 3,6% do ano anterior. O relatório destaca ainda que São Paulo, Paraná e Minas Gerais continuam como os principais fornecedores nacionais, mas a participação de produtos estrangeiros tem crescido, especialmente em categorias como frutas frescas e exóticas. A valorização do real, que em março de 2025 estava cotado em média a R$ 5,10 frente ao dólar, facilitou as importações, enquanto a infraestrutura logística da Ceasa-MS, com câmaras frias e amplo espaço de armazenamento, suportou o aumento no fluxo. O titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, reforçou que o estado está se consolidando como um hub de distribuição regional, beneficiando-se da Rota Bioceânica para escoar e receber mercadorias. O aumento também gerou impactos econômicos positivos, com a movimentação de R$ 287 milhões em 2024 na Ceasa-MS, mas levanta debates sobre a dependência de produtos externos em um estado com forte vocação agrícola. A expectativa é que o volume importado continue a crescer em 2025, dependendo das condições climáticas e das políticas cambiais.
Infraestrutura de Vacinação em Mato Grosso do Sul Ganha Reforço com Aquisição de Novos Equipamentos
O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou em 26 de março de 2025, por meio da Agência de Notícias do Estado, a aquisição de novos equipamentos para fortalecer a infraestrutura de vacinação no estado. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) investiu R$ 1,2 milhão na compra de 50 novas câmaras refrigeradas, que serão distribuídas aos 79 municípios para aprimorar o armazenamento e a conservação de imunizantes. A entrega dos equipamentos está prevista para começar em abril, como parte de um esforço para garantir a eficácia das campanhas vacinais em andamento, incluindo a atual imunização contra a influenza. O coordenador da Rede de Frio da SES, Robson Amorim, destacou que as câmaras, com capacidade mínima de 300 litros e equipadas com baterias para até 72 horas de autonomia, assegurarão a manutenção da cadeia de frio mesmo em situações de instabilidade elétrica. “Com esses equipamentos, evitaremos perdas de vacinas e garantiremos que os imunizantes cheguem em perfeitas condições à população”, afirmou. A compra foi viabilizada com recursos próprios do estado e do Fundo Nacional de Saúde, com cada unidade custando cerca de R$ 24 mil, incluindo instalação e treinamento para as equipes locais. A iniciativa complementa a campanha contra a influenza, iniciada em 25 de março, que já abasteceu mais de 60% dos municípios com 84 mil doses até o momento. Além disso, o estado planeja adquirir mais 20 câmaras até o fim de 2025, totalizando 70 novos equipamentos, para substituir unidades obsoletas e atender às demandas de campanhas futuras, como a de multivacinação prevista para maio. O investimento reflete a prioridade do governo em manter altas coberturas vacinais, com o governador Eduardo Riedel enfatizando a saúde como um dos pilares de sua gestão. Mato Grosso do Sul, que já investiu R$ 2,4 bilhões em saúde pública em 2024, segundo dados da SES, segue consolidando sua infraestrutura para enfrentar desafios sazonais e emergenciais, como surtos de doenças respiratórias e arboviroses. A modernização da rede de frio é vista como essencial para sustentar o histórico de sucesso do estado em imunizações.
Programa Precoce MS Impulsiona Abate de Novilhos em Mato Grosso do Sul com Crescimento de 112% nos Últimos Anos
O programa Precoce MS, iniciativa do Governo de Mato Grosso do Sul, foi destaque na Dinapec 2025, em Campo Grande, ao apresentar um aumento de 112% no abate de novilhos precoces desde 2018, conforme divulgado pela Agência de Notícias do Governo do Estado em 26 de março de 2025. Em 2018, foram abatidos 722.217 animais dessa categoria, número que saltou para 1,534 milhão em 2024, evidenciando o impacto do programa na modernização da pecuária sul-mato-grossense. Mesmo com uma redução de área de pastagem e do rebanho, o estado registrou um crescimento de 13,8% no total de abates no último ano, ultrapassando 3,5 milhões de cabeças. Durante uma palestra na Dinâmica Agropecuária, o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico-Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, e o presidente da Associação dos Produtores de Novilho Precoce MS, Rafael Gratão, detalharam o sucesso do programa. Lançado em 2017 e reformulado em 2024, o Precoce MS incentiva a produção de carne de alta qualidade com benefícios fiscais e critérios de sustentabilidade, remunerando os produtores em mais de R$ 117 milhões no último ano. “Inserimos critérios ambientais e levantamos a régua para orientar os produtores a avançar na produção sustentável”, destacou Beretta, enquanto Gratão enfatizou a parceria entre o governo e a associação. O programa cadastrou 2.250 propriedades rurais e conta com 521 técnicos habilitados, que vistoriaram 657.224 animais abatidos em 26 frigoríficos nos últimos cinco meses de 2024, gerando R$ 43,1 milhões em incentivos. Desde 2017, mais de 500 produtores adotaram boas práticas agropecuárias, um salto em relação aos 50 iniciais. A meta agora é avaliar todas as 2.300 propriedades participantes, alinhando a pecuária à busca pela neutralidade de carbono até 2030, um objetivo estratégico do estado. Os resultados posicionam Mato Grosso do Sul como referência na produção de carne de qualidade, com novilhos precoces representando 40% dos abates em 2024, segundo dados da Biosul. A combinação de tecnologia, incentivos e sustentabilidade tem permitido ao estado produzir mais com menos área, consolidando sua liderança no setor pecuário nacional.
Vacinação contra Influenza Avança em Mato Grosso do Sul com Mais de 60% dos Municípios Abastecidos
A campanha de vacinação contra a influenza em Mato Grosso do Sul deu um passo significativo em 26 de março de 2025, com mais de 60% dos 79 municípios do estado já abastecidos com doses do imunizante, conforme divulgado pela Agência de Notícias do Governo do Estado. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou a entrega de 84 mil doses recebidas do Ministério da Saúde na segunda-feira, 24 de março, que estão sendo distribuídas desde então para atender os grupos prioritários em todo o território sul-mato-grossense. O gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, informou que 48 municípios já receberam suas cotas até o início desta semana, com o restante programado para os próximos dias. Além das vacinas, a SES disponibilizou mais de 1,1 milhão de seringas e agulhas para garantir a infraestrutura necessária à campanha. “Estamos prontos para iniciar a vacinação assim que as doses chegarem aos municípios”, destacou Moraes, enfatizando a importância de seguir as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para proteger grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades. A campanha, iniciada oficialmente em 25 de março, visa reduzir complicações, internações e mortes por influenza, uma infecção viral respiratória que circula intensamente no outono e inverno. A coordenadora estadual de Imunização, Ana Paula Goldfinger, reforçou que a meta é imunizar pelo menos 90% do público-alvo, que inclui trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, indígenas e idosos a partir de 60 anos, entre outros. A SES também orientou os coordenadores municipais a organizarem a logística conforme a demanda local, com acompanhamento rigoroso para assegurar o acesso à vacina. Mato Grosso do Sul se destaca por sua agilidade na distribuição, apoiada por uma logística eficiente que inclui transporte terrestre e aéreo para áreas remotas, como o Pantanal. O avanço reflete o compromisso do estado em manter altas coberturas vacinais, um esforço que ganhou ainda mais relevância após a inclusão da vacina contra influenza no Calendário Nacional de Vacinação em 2025, disponível o ano todo para grupos específicos.
Conceito de Saúde Única Ganha Destaque na Dinapec 2025 em Mato Grosso do Sul
A Dinâmica Agropecuária (Dinapec) 2025, realizada pela Embrapa Gado de Corte entre 24 e 26 de março em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, colocou em evidência o conceito de Saúde Única (One Health), uma abordagem que integra a vigilância da saúde humana, animal e ambiental. O evento, que ocorre em uma área de 30 hectares, destacou a importância dessa perspectiva em um estado líder no agronegócio, como reportado pela Agência de Notícias do Governo de Mato Grosso do Sul em 26 de março de 2025. A coordenadora de Saúde Única da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Danila Frias, ministrou uma palestra no Espaço Zimmer, enfatizando que Mato Grosso do Sul é pioneiro no Brasil ao ter um setor consolidado na SES dedicado a essa integração. “Atuamos com vigilância em saúde sob uma abordagem integrada, mostrando que proteger a saúde humana exige cuidar da saúde animal e ambiental”, afirmou Frias. Ela apontou a relevância de discutir o tema na Dinapec, dado o impacto do agronegócio na prevenção de doenças e na sustentabilidade, destacando parcerias com a Embrapa como um ganho estratégico para o estado. A feira contou com estações tecnológicas abordando temas como biossegurança, zoonoses como raiva e leishmaniose, e o controle de pragas como carrapatos, refletindo a aplicação prática da Saúde Única. Um exemplo apresentado foi o Projeto NAVIO, que leva assistência médica, odontológica e vigilância em saúde às comunidades ribeirinhas do Pantanal, consolidando-se como referência na saúde pública brasileira. A presença de equipes da SES, incluindo as gerências de Zoonoses e Doenças Endêmicas, reforçou a colaboração com o setor produtivo. Alunos da Rede Estadual de Ensino também participaram, conhecendo o conceito por meio de palestras e estações interativas. A assessora Daniela Ahad, das Rotas Biocêanica e da Celulose, destacou o potencial educativo: “Despertamos o interesse deles para que sejam multiplicadores dessa abordagem.” A gerente de Doenças Endêmicas, Jéssica Klener, alertou sobre o aumento de arboviroses como dengue e zika em áreas rurais, sublinhando a necessidade de vigilância integrada para proteger trabalhadores do agronegócio e a população em geral. Realizada desde 2006, a Dinapec 2025 é uma parceria entre a Embrapa, o Governo do Estado, via Semadesc, e o Sistema Famasul, com patrocínio de entidades como Sicoob e Marfrig. O evento reafirma o compromisso de Mato Grosso do Sul com a inovação agropecuária e a saúde sustentável.
Expocanas 2025 Revela Aumento na Produção de Bioenergia e Novos Investimentos em Mato Grosso do Sul
A terceira edição da Expocanas, maior evento de bioenergia de Mato Grosso do Sul, foi aberta em 25 de março de 2025, em Nova Alvorada do Sul, trazendo anúncios significativos para o setor sucroenergético. Durante a feira, que se estende até 27 de março, o governo estadual e a iniciativa privada divulgaram um aumento projetado de 11% na produção de etanol, alcançando 4,7 bilhões de litros, e de 30% na produção de açúcar, totalizando 2,6 milhões de toneladas para a safra 2025/2026. Além disso, a Atvos, uma das principais usinas do estado, anunciou a construção da maior planta de biometano com origem em vinhaça do mundo, com um investimento de R$ 350 milhões, reforçando a posição de Mato Grosso do Sul como líder em energia limpa. O evento, organizado pela Sulcanas com apoio da Biosul e do Governo do Estado, reuniu o governador Eduardo Riedel, secretários estaduais, parlamentares e lideranças do setor. Riedel celebrou os números da safra 2024/2025, que atingiu 4,2 bilhões de litros de etanol — 37% provenientes do milho —, e destacou o investimento da Atvos como um sinal de confiança no ambiente econômico local. “Temos construído um ambiente que gera confiança aos investidores”, afirmou, entregando a licença de instalação da nova planta ao executivo da Atvos, Bruno Serapião, ao lado do secretário Jaime Verruck, da Semadesc. A Expocanas, realizada em uma área de 180 mil metros quadrados às margens da BR-163, conta com mais de 120 expositores e espera atrair 8 mil visitantes diários. O presidente da Biosul, Amaury Pekelman, projetou que Mato Grosso do Sul pode se tornar o segundo maior produtor de etanol do Brasil em duas safras, graças ao foco em tecnologias como o biometano e à certificação de todas as 22 usinas do estado no RenovaBio, que evitou a emissão de 13,7 milhões de toneladas de CO2 entre 2020 e 2024. O setor, que emprega 30 mil pessoas diretamente e ocupa 800 mil hectares de cana em 42 municípios, responde por 17% do PIB industrial estadual. A nova planta de biometano em Nova Alvorada do Sul, que processará resíduos da cana-de-açúcar, alinha-se ao objetivo estadual de descarbonização, enquanto a feira reforça o papel de Mato Grosso do Sul na transição energética nacional, exibindo inovações em máquinas agrícolas e práticas sustentáveis.








