O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem como meta eliminar os impostos para americanos que ganham menos de 150 mil dólares por ano, segundo o secretário de Comércio, Howard Lutnick. Em entrevista à CBS, Lutnick revelou que essa é uma das prioridades da administração Trump, que busca aliviar a carga tributária de milhões de cidadãos. Ele destacou que o plano inclui também a extinção de impostos sobre gorjetas, horas extras e benefícios da Seguridade Social, como parte de uma reforma fiscal mais ampla. Lutnick explicou que o governo pretende compensar a redução na arrecadação com medidas como o aumento de tarifas sobre importações e o combate à evasão fiscal internacional. Ele citou exemplos como empresas americanas que registram propriedade intelectual em países como a Irlanda para pagar menos impostos, prática que classificou como prejudicial aos interesses dos EUA. A proposta, segundo ele, visa transferir o ônus financeiro para “estrangeiros”, preservando a renda dos trabalhadores americanos. A ideia já passou por uma etapa legislativa, com a aprovação de um pacote de cortes fiscais de 4,5 trilhões de dólares pela Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, em fevereiro de 2025. O projeto agora aguarda votação no Senado, onde enfrenta resistência de alguns parlamentares preocupados com o impacto no déficit orçamentário. Especialistas apontam que a medida beneficiaria mais de 90% dos americanos, considerando que, em 2022, cerca de 93% da população acima de 15 anos recebia menos de 150 mil dólares anuais, conforme dados do Censo dos EUA.
Rubio aborda vistos de estudantes e green cards para apoiadores do Hamas nos EUA
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, fez declarações enfáticas sobre a política de imigração em relação a estrangeiros que demonstrem apoio ao Hamas, grupo classificado como organização terrorista pelo governo americano. Em um pronunciamento recente, Rubio destacou que a entrada no país com um visto é um privilégio condicional, não um direito garantido. Ele afirmou que indivíduos que cheguem como visitantes, incluindo estudantes internacionais, podem ter seus vistos negados ou revogados caso sejam identificados como simpatizantes do Hamas. Rubio foi além, sinalizando que mesmo portadores de green cards – residentes permanentes legais – não estão isentos de consequências. Segundo ele, se essas pessoas se envolverem em atividades que indiquem suporte ao Hamas ou a grupos similares, o governo iniciará processos para deportá-los. A medida reflete uma postura rígida da administração Trump, que busca reforçar a segurança nacional diante de protestos e ações percebidas como ameaças internas. A declaração surge em um contexto de crescente monitoramento de estudantes estrangeiros e residentes nos EUA, especialmente após episódios de manifestações pró-Palestina em universidades americanas. O governo tem utilizado ferramentas como inteligência artificial para revisar redes sociais e identificar possíveis violações de leis imigratórias, uma iniciativa apelidada de “Catch and Revoke”. Um caso recente que ganhou destaque foi a detenção de Mahmoud Khalil, estudante palestino da Universidade de Columbia, cujo green card foi revogado por supostas ligações com atividades de apoio ao Hamas. A política tem gerado debates acalorados. Autoridades defendem que ela é essencial para proteger o país.
Hugo Motta sinaliza Eduardo Bolsonaro na presidência da Comissão de Relações Exteriores
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deve assumir a presidência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. A decisão, segundo Motta, segue a lógica regimental da Casa, que distribui os comandos das comissões com base no tamanho das bancadas partidárias. O PL, por ser a maior bancada federal, tem prioridade na escolha, e a indicação de Eduardo Bolsonaro reflete essa estrutura. Motta afirmou que seu papel, como presidente da Câmara, é limitado nesse processo. Ele destacou que a definição das lideranças das comissões é uma questão técnica, determinada pelo peso numérico de cada partido, e não por interferências diretas da presidência ou de outras legendas. A declaração foi feita em meio a debates entre parlamentares, especialmente após críticas de deputados do PT, que questionaram a escolha devido ao perfil político de Eduardo Bolsonaro. A confirmação da nomeação deve ocorrer em breve, alinhada ao cronograma de instalação das comissões permanentes. O PL já sinalizou que não abrirá mão da Comissão de Relações Exteriores, vista como estratégica, e mantém o nome de Eduardo Bolsonaro como preferência para o cargo. A movimentação tem gerado reações mistas no Congresso, com alguns parlamentares apontando possíveis impactos nas relações institucionais, enquanto outros defendem a decisão como parte do funcionamento democrático da Casa.
Temas Abordados na Reunião entre Trump e Martin na Casa Branca
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o Taoiseach da Irlanda, Micheál Martin, reuniram-se em 12 de março de 2025, na Casa Branca, durante as celebrações do Dia de São Patrício. O encontro tratou de temas bilaterais e globais, com destaque para os seguintes pontos: Relações Comerciais entre Irlanda e EUA Trump abordou o déficit comercial entre os dois países, apontando que empresas farmacêuticas americanas, como Pfizer e Eli Lilly, operam na Irlanda devido a incentivos fiscais. Ele também mencionou a decisão da União Europeia que obriga a Apple a pagar bilhões em impostos à Irlanda, levantando preocupações sobre o impacto disso. Martin destacou que essas empresas geram milhares de empregos no país, beneficiando ambas as nações. Investimento Pessoal de Trump na Irlanda Trump falou sobre seu resort de golfe em Doonbeg, no condado de Clare, enfatizando o dinheiro investido e o turismo gerado para a região. Martin reconheceu o empreendimento, notando que Trump é o único presidente americano a investir diretamente na Irlanda por meio desse projeto. Irlanda do Norte e o Acordo de Sexta-feira Santa Martin pediu apoio dos EUA para manter o Acordo de Sexta-feira Santa, essencial para a paz na Irlanda do Norte, destacando sua importância para os dois países. Trump disse estar familiarizado com o acordo e expressou interesse em revisitar a Irlanda, mencionando amigos na região. Tarifas da UE e Disputas Comerciais Trump comentou sobre as tarifas de €26 bilhões impostas pela UE sobre bens americanos, anunciadas no dia da reunião, e indicou a necessidade de discutir essa questão. Martin participou do diálogo sobre comércio transatlântico, mas não detalhou uma posição específica sobre as tarifas. Esforços de Paz Internacional Na entrega do bowl de trevo, Martin ofereceu colaboração entre Irlanda e EUA para promover paz na Ucrânia e no Oriente Médio, sugerindo um trabalho conjunto com parceiros internacionais. Trump ouviu a proposta, sem resposta detalhada registrada. Outros Pontos Trump fez uma breve observação sobre a crise habitacional na Irlanda, notando que muitas pessoas enfrentam dificuldades para comprar casas. Ele também elogiou os imigrantes irlandeses nos EUA, descrevendo-os como ótimas pessoas bem tratadas no país. Contexto A reunião incluiu a entrega cerimonial do trevo, parte da tradição do Dia de São Patrício. Protestos externos sobre o caso Enoch Burke ocorreram, mas não foram discutidos no encontro.
Putin Faz Primeira Visita a Kursk Desde Ataque Ucraniano em Meio a Contraofensiva Russa
O presidente russo Vladimir Putin visitou a região de Kursk, na fronteira com a Ucrânia, pela primeira vez desde o início da incursão ucraniana em agosto de 2024. A visita, realizada em 12 de março de 2025, ocorreu em um momento de intensificação da contraofensiva russa para retomar o controle total do território, que havia sido parcialmente capturado pelas forças ucranianas. Vestido com uniforme militar, Putin apareceu em um centro de comando em Kursk, onde foi recebido pelo chefe do Estado-Maior, Valery Gerasimov, que informou que 86% da área ocupada já foi recuperada, com 430 soldados ucranianos capturados. Putin ordenou a “destruição completa” das forças ucranianas remanescentes na região, exigindo rapidez na libertação total de Kursk. Ele classificou os militares ucranianos capturados como “terroristas”, sugerindo que não serão tratados sob as Convenções de Genebra, especialmente os mercenários estrangeiros. “No menor tempo possível, derrotaremos o inimigo entrincheirado”, declarou, segundo imagens da TV estatal russa. Gerasimov relatou que as tropas russas avançaram significativamente nos últimos dias, libertando 24 localidades e 259 quilômetros quadrados, enquanto as perdas ucranianas ultrapassariam 67 mil militares desde o início da operação. A visita coincide com negociações para um cessar-fogo de 30 dias, aceito pela Ucrânia em 11 de março após pressão dos EUA, que enviaram o enviado especial Steve Witkoff a Moscou no dia 13 para discutir com Putin. A incursão ucraniana, que inicialmente visava criar uma zona tampão e desviar recursos russos do leste da Ucrânia, perdeu força estratégica, com Kyiv cedendo terreno diante do avanço russo, agora reforçado por cerca de 12 mil tropas norte-coreanas. A retomada de Sudzha, a maior cidade da região, foi anunciada em 13 de março, consolidando a posição de Moscou antes das tratativas de paz.
Republicanos da Câmara Propõem Lei para Proibir Chineses de Obterem Vistos de Estudante nos EUA
Parlamentares republicanos da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos planejam apresentar, nesta sexta-feira, 14 de março de 2025, uma legislação que proíbe todos os cidadãos chineses de obterem vistos de estudante para o país. Liderada pelo deputado Riley Moore (R-WV), a proposta, intitulada Stop Chinese Communist Prying by Vindicating Intellectual Safeguards in Academia Act (ou Stop CCP VISAs Act), visa bloquear o que Moore descreve como uma “exploração” do programa de vistos estudantis pelo Partido Comunista Chinês (PCC). A medida reflete preocupações crescentes com segurança nacional e espionagem, mas já desperta críticas por seu alcance amplo e impacto potencial. Moore argumenta que os cerca de 300 mil chineses que entram anualmente nos EUA com vistos de estudante representam uma ameaça, citando casos como o de cinco ex-alunos da Universidade de Michigan, acusados pelo FBI em outubro de 2024 de fotografar exercícios militares conjuntos EUA-Taiwan em Michigan enquanto estavam em um programa com a Shanghai Jiao Tong University. “Convidamos o PCC para espionar nosso exército, roubar nossa propriedade intelectual e ameaçar nossa segurança nacional”, declarou Moore, pedindo o fim imediato desses vistos. Entre os possíveis coautores estão os deputados Andy Ogles (R-TN), Scott Perry (R-PA) e Brandon Gill (R-TX), embora a lista oficial de apoiadores ainda esteja em formação. A proposta intensifica uma tendência de restrições a estudantes chineses, iniciada no governo Trump com a Proclamação 10043 de 2020, que bloqueou vistos para indivíduos ligados à estratégia militar-civil da China. Em 2023-24, 123 mil chineses estavam em programas de pós-graduação nos EUA, muitos em áreas sensíveis como STEM, segundo dados recentes. Críticos, como a Asian Americans Advancing Justice (AAJC), condenam a medida como “profilaxia racial” e alertam para os danos econômicos e acadêmicos, já que esses estudantes contribuem com bilhões em mensalidades e talento às universidades americanas. A deputada Judy Chu (D-CA) também criticou, afirmando que “cortar caminhos de estudo para chineses tornará o país menos inovador”. O projeto precisa passar pela Câmara, pelo Senado e receber sanção presidencial para virar lei, enfrentando oposição significativa de grupos progressistas e da comunidade acadêmica. Enquanto isso, amplifica o debate sobre como equilibrar segurança e abertura em um contexto de tensões crescentes com a China.
Polícia Argentina Enfrenta Hooligans com Balas de Borracha e Gás em Protesto Violento em Buenos Aires
Na tarde de quinta-feira, 13 de março de 2025, a polícia argentina utilizou balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos d’água para reprimir um protesto violento no centro de Buenos Aires, próximo ao Congresso Nacional. A manifestação, inicialmente liderada por aposentados contra os cortes nas pensões promovidos pelo governo de Javier Milei, ganhou um caráter explosivo com a participação de hooligans — torcedores violentos de futebol conhecidos como “barras bravas” — de clubes como Boca Juniors, River Plate e Rosario Central, entre outros. O confronto resultou em ao menos 103 detenções e 46 feridos, incluindo 26 policiais, segundo relatório oficial do Ministério da Segurança. Os manifestantes, que incluíam organizações sindicais como a CGT e grupos sociais, protestavam contra o ajuste fiscal de Milei, que reduziu o valor real das aposentadorias e o acesso a medicamentos gratuitos. A situação escalou quando os hooligans, aliados à causa dos idosos, começaram a atirar pedras, pedaços de concreto e outros objetos contra as forças de segurança. Um carro da polícia foi incendiado, e barricadas foram erguidas na Avenida Callao, próxima ao Congresso. Em resposta, a polícia avançou com tanques e motos, dispersando a multidão que bloqueava vias, uma prática proibida pelo protocolo antipiquetes instituído por Milei em dezembro de 2023. A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, defendeu a ação policial, afirmando que “não se tolerará a interrupção do trânsito nem atos de vandalismo”. Ela anunciou medidas adicionais, como a proibição de entrada em estádios para torcedores identificados no protesto.
Escândalo de Vistos “Qualificados” Abala Reino Unido
Um escândalo envolvendo a emissão de vistos para trabalhadores “qualificados” está sacudindo o Reino Unido, com açougues halal e lojas de kebab no centro da controvérsia. Uma investigação recente revelou que esses estabelecimentos, tradicionalmente associados a atividades de baixa qualificação, emitiram centenas de vistos sob o programa Skilled Worker Visa, levantando dúvidas sobre a integridade do sistema migratório britânico pós-Brexit. Um único açougue halal teria patrocinado impressionantes 918 funcionários, enquanto o país enfrenta 1,7 milhão de cidadãos desempregados, segundo dados do Office for National Statistics (ONS) de fevereiro de 2025. A polêmica ganhou força após uma reportagem da GB News expor que 56 lojas de kebab e 83 negócios com “halal” no nome foram responsáveis por patrocinar esses vistos, transformando, da noite para o dia, fast-foods e açougues em “indústrias essenciais”. Críticos, incluindo vozes no X, questionam como tais setores passaram a ser elegíveis para um programa destinado a atrair profissionais altamente qualificados, como médicos e engenheiros. O sistema de pontos, implementado em 2021, exige oferta de emprego, fluência em inglês e um salário mínimo anual, mas parece ter sido flexibilizado para incluir ocupações que não se encaixam no perfil original. O governo britânico, liderado pelo trabalhista Keir Starmer, enfrenta acusações de negligência enquanto tenta equilibrar a redução da migração líquida — promessa de campanha — com a demanda por mão de obra em setores como varejo e alimentação. Em 2024, o Home Office emitiu 45 mil vistos sazonais para o agronegócio, mas a inclusão de açougues e kebab shops no Skilled Worker Visa sugere uma brecha explorada por empregadores. Especialistas apontam que o salário mínimo exigido, ajustado para £38.700 em 2025, pode ser contornado por isenções ou ocupações listadas como “em escassez”, embora kebab shops dificilmente se qualifiquem. A situação expõe um paradoxo: enquanto o desemprego britânico persiste, com 4,3% da força de trabalho sem ocupação (ONS, jan/2025), o país importa trabalhadores para funções que poderiam ser preenchidas localmente.
Rei Charles e Camilla Enfrentam Vaias no Serviço da Commonwealth e Gaitas de Fole Tentam Abafar Protestos
Na manhã de 10 de março de 2025, o Rei Charles III e a Rainha Camilla foram recebidos com fortes vaias ao chegarem à Abadia de Westminster, em Londres, para o tradicional Serviço do Dia da Commonwealth. O evento, que celebra os 56 países membros da organização, foi marcado por uma recepção hostil de parte do público presente, enquanto uma banda de gaitas de fole do templo hindu Shri Venkateswara tocava, aparentemente na tentativa de abafar os protestos. Vídeos compartilhados em redes sociais, como o X, capturaram o momento, mostrando os aplausos habituais misturados a um coro crescente de desaprovação. Ver no Threads A tensão reflete um descontentamento crescente com a monarquia britânica, intensificado por debates sobre o passado colonial da Commonwealth e a postura do rei diante de questões como reparações por escravidão, discutidas no último encontro de líderes em Samoa, em outubro de 2024. Charles, em seu discurso durante o serviço, reiterou a mensagem de união entre as nações, destacando a diversidade como força em tempos incertos, mas evitou menções diretas às controvérsias. A presença de manifestantes antimonarquia, embora pequena, ecoou críticas já vistas em visitas anteriores, como o confronto com a senadora indígena Lidia Thorpe na Austrália em 2024. O Palácio de Buckingham não comentou oficialmente as vaias.








