O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender publicamente a ideia de que o Canadá deveria se tornar o 51º estado americano, propondo a eliminação da fronteira de 5.525 milhas que separa os dois países, a qual ele descreveu como uma “linha artificial”. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 14 de março de 2025, em um contexto de crescentes tensões comerciais e políticas entre os dois vizinhos. Trump argumentou que a anexação seria benéfica para ambos, sugerindo que os canadenses teriam impostos reduzidos e maior segurança militar, enquanto os EUA se tornariam “maiores e mais fortes do que nunca”. Ver no Threads A proposta de Trump não é nova. Desde o início de seu segundo mandato, ele tem mencionado repetidamente a possibilidade de transformar o Canadá em um estado americano, uma ideia que ganhou força após suas vitórias em disputas comerciais recentes, como a suspensão da tarifa de energia de Ontário. O presidente também destacou que a integração eliminaria tarifas e outros entraves econômicos, beneficiando os dois lados. No entanto, ele não detalhou como essa unificação seria implementada, nem abordou as barreiras legais e políticas que uma medida tão radical enfrentaria, como a necessidade de aprovação tanto pelo Congresso dos EUA quanto por um processo político no Canadá, onde a soberania nacional é amplamente valorizada. A retórica de Trump tem gerado reações intensas no Canadá. O ex-primeiro-ministro Justin Trudeau, que deixou o cargo recentemente, já havia classificado a ideia como uma ameaça séria à soberania canadense, sugerindo que Trump busca enfraquecer economicamente o país para facilitar uma anexação.
Hamid Patel assume como presidente interino do OFSTED na Inglaterra e provoca discussões sobre liderança
Sir Hamid Patel foi nomeado presidente interino do Office for Standards in Education, Children’s Services and Skills (OFSTED), órgão responsável pela inspeção de serviços educacionais na Inglaterra, gerando amplo debate sobre sua liderança. O anúncio, confirmado pelo governo britânico na quarta-feira, 11 de março de 2025, ocorre após a saída de Dame Christine Ryan, que deixou o cargo no final de março após quatro anos e meio como chair, marcada por desafios como a revisão crítica da morte da diretora Ruth Perry em 2022. Patel, que ocupava uma posição no conselho do OFSTED desde 2019, assumirá o posto por até cinco meses, até que um substituto permanente seja encontrado.
Manifestantes invadem Trump Tower em Nova York e são detidos após ocupação do saguão
Na tarde desta sexta-feira, 14 de março de 2025, cerca de 200 manifestantes invadiram o saguão da Trump Tower, localizada na Quinta Avenida, em Nova York, em um protesto que terminou com a prisão de pelo menos 98 pessoas. O ato, organizado pela Jewish Voice for Peace, uma organização judaica progressista antissionista, foi motivado pela detenção de Mahmoud Khalil, um estudante palestino da Universidade de Columbia, preso no último sábado (8) por agentes do Departamento de Segurança Interna. Khalil, residente permanente nos EUA com green card, foi levado para um centro de detenção na Louisiana, acusado pelo governo Trump de ser um ativista pró-Hamas e líder de protestos contra a guerra em Gaza. Os manifestantes, muitos vestindo camisetas vermelhas com a frase “Não em nosso nome”, entraram no edifício por volta do meio-dia, hasteando faixas e gritando slogans como “Libertem Mahmoud, libertem todos eles!” e “Lutem contra os nazistas, não contra os estudantes”. A ação visava denunciar o que o grupo chama de repressão à liberdade de expressão e a tentativa do governo de deportar Khalil, cujo caso está sob análise judicial após uma ordem de um juiz federal de Nova York suspender temporariamente sua remoção. A presença policial foi rápida, com agentes usando força para retirar os ocupantes, que foram algemados e levados em ônibus. O incidente ocorre em um contexto de tensões crescentes, alimentado por políticas imigratórias rígidas da administração Trump, que prometeu deportar ativistas estrangeiros ligados a grupos considerados terroristas, como o Hamas. Trump celebrou a prisão de Khalil em suas redes sociais, chamando-o de “estudante estrangeiro radical” e prometendo mais ações semelhantes. A manifestação também reflete a polarização em torno do conflito Israel-Hamas, com a Jewish Voice for Peace afirmando que o governo usa o combate ao antissemitismo como pretexto para silenciar dissidências. Embora as autoridades locais confirmem as prisões, o número exato de detidos varia entre fontes, que mencionam entre 98 e 100 pessoas. Não houve relatos de feridos, e a Trump Organization não se pronunciou oficialmente. O caso Khalil, que envolveu a detenção do estudante na frente de sua esposa grávida, segue gerando controvérsia, com críticos questionando a legalidade da revogação de seu green card e apoiadores do governo defendendo a medida como necessária para a segurança nacional. A situação sugere que novos protestos podem surgir, dependendo do desfecho judicial.
Trump planeja usar Lei de 1798 para acelerar deportações em massa de migrantes ilegais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria prestes a invocar a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798 nos próximos dias como parte de sua estratégia para intensificar as deportações de migrantes ilegais, segundo informações que circulam em meios de comunicação. A decisão, que pode ser anunciada já nesta sexta-feira, 14 de março de 2025, visa acelerar um processo que tem enfrentado desafios desde o início de seu segundo mandato. A lei, aprovada durante a presidência de John Adams em um contexto de tensões com a França, concede ao presidente poderes para deportar ou deter cidadãos de nações consideradas inimigas sem necessidade de audiência judicial, mas sua aplicação exige a existência de um estado de guerra ou uma situação interpretada como “invasão ou incursão predatória”. Trump teria mencionado essa legislação durante a campanha, prometendo usá-la para desmantelar redes criminosas de migrantes, como a gangue venezuelana Tren de Aragua, e acelerar a remoção de milhões de indocumentados. A narrativa de “invasão” foi reiterada em seu discurso de posse, onde ele vinculou a imigração ilegal a uma ameaça à segurança nacional. Autoridades americanas indicam que a medida poderia atingir não apenas criminosos, mas também outros migrantes sem status legal, incluindo portadores de green cards ou vistos de estudante, dependendo da interpretação adotada. O plano também envolve a expansão de instalações como a base de Guantánamo para abrigar deportados e o uso de recursos militares para apoiar as operações, o que tem gerado debates sobre a viabilidade e os custos. Enquanto a Casa Branca sinaliza avanços, com voos de deportação já em curso, a oposição no Congresso e organizações de defesa dos direitos humanos preparam desafios judiciais, sugerindo que a implementação enfrentará resistência significativa nos tribunais.
Buscas em Portugal e Bélgica investigam corrupção no Parlamento Europeu com envolvimento da Huawei
Autoridades belgas e portuguesas realizaram operações de busca nesta quinta-feira, 13 de março de 2025, em uma investigação que aponta para um esquema de corrupção no Parlamento Europeu (PE) envolvendo a gigante chinesa de telecomunicações Huawei. As ações ocorreram em locais estratégicos, incluindo Bruxelas, Flandres, Valónia, na Bélgica, e em Portugal, com foco em possíveis subornos pagos a eurodeputados para promover interesses da empresa no bloco europeu. A operação, que mobilizou cerca de 100 agentes, resultou na detenção de várias pessoas para interrogatório, segundo o Ministério Público Federal belga. As buscas visam práticas de lobistas ligados à Huawei desde 2021, suspeitos de oferecerem vantagens financeiras a parlamentares em troca de apoio político. Entre os métodos alegados estão presentes de valor, como smartphones da própria Huawei, bilhetes para jogos de futebol e transferências de milhares de euros. Investigações indicam que uma empresa portuguesa pode ter servido como canal para esses pagamentos, o que levou à realização de buscas no país, incluindo a residência e o negócio de um consultor identificado como Nuno Wahnon Martins, detido na França e aguardando extradição para a Bélgica. Cerca de 15 eurodeputados, atuais e antigos, estão sob o radar dos investigadores, embora nenhum tenha sido formalmente identificado ou preso até o momento. O caso ganhou contornos internacionais, com a Huawei no centro das suspeitas, enquanto a empresa portuguesa em questão, possivelmente ligada a Wahnon Martins, é examinada por seu papel em supostas transações financeiras ocultas. As autoridades investigam crimes como corrupção ativa, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com a operação apelidada de “Operação Geração” pelas forças belgas. A Huawei, que mantém escritórios em Bruxelas e patrocina eventos como camarotes no estádio do RSC Anderlecht, ainda não se pronunciou oficialmente. O Parlamento Europeu declarou estar disposto a colaborar com as investigações, mas o episódio reacende debates sobre a vulnerabilidade da instituição a influências externas, especialmente após o escândalo Catargate de 2022. Enquanto isso, a Transparência Internacional criticou as medidas internas do PE contra corrupção como insuficientes, sugerindo que reformas mais robustas são necessárias para evitar novos casos.
Trump ameaça UE com tarifas de 200% em vinhos e champanhes após tarifa de 50% em uísque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua conta no Truth Social para criticar a União Europeia (UE) e anunciar uma resposta comercial contundente. Ele acusou o bloco de ser uma das entidades mais hostis e abusivas em matéria de impostos e tarifas, afirmando que a UE foi criada com o propósito de tirar vantagens dos EUA. A provocação veio após a imposição de uma tarifa de 50% sobre o uísque americano, aplicada recentemente pela UE, o que Trump classificou como uma medida injusta. Em sua postagem, datada de 13 de março de 2025, Trump exigiu a imediata retirada dessa tarifa, sob pena de os EUA retaliar com uma tarifa de 200% sobre vinhos, champanhes e outros produtos alcoólicos provenientes da França e de outros países da UE. Ele sugeriu que essa escalada beneficiaria as indústrias de vinho e champanhe americanas, que poderiam ganhar espaço no mercado interno diante da restrição de concorrentes europeus. A ameaça reflete a estratégia de Trump de usar tarifas como ferramenta de negociação, uma prática recorrente desde seu retorno à presidência em janeiro de 2025. A disputa comercial começou a se intensificar após a UE adotar medidas retaliatórias contra tarifas americanas em setores como aço e alumínio, impostas no início de março. A decisão europeia de taxar o uísque americano, um produto icônico dos EUA, foi vista como uma resposta direta às políticas protecionistas de Trump. Especialistas apontam que a ameaça de tarifas de 200% pode afetar significativamente exportadores franceses, como os produtores de Bordeaux e Champagne, que dependem fortemente do mercado americano. A postura de Trump já provoca reações na Europa, com líderes como o presidente francês Emmanuel Macron prometendo discutir o assunto em uma reunião emergencial da UE. Enquanto isso, produtores americanos de bebidas alcoólicas monitoram a situação, divididos entre os que apoiam a medida como proteção ao mercado interno e os que temem uma guerra comercial que prejudique exportações de outros produtos.
Deputados de Milei bloqueiam votação de projeto que restringiria poderes do presidente
Parlamentares do partido La Liberdad Avanza, liderado pelo presidente argentino Javier Milei, adotaram táticas de obstrução para impedir a votação de um projeto que buscava limitar os poderes do Executivo na Câmara dos Deputados da Argentina. O incidente ocorreu em 12 de março de 2025, durante uma sessão marcada por tensões e confrontos físicos entre legisladores. A proposta em discussão visava reduzir as chamadas “faculdades delegadas” de Milei, que permitem ao presidente tomar decisões sem aval direto do Congresso em áreas como economia e administração pública. A sessão foi suspensa sem data definida para retomada, deixando o futuro da proposta incerto. Enquanto o governo celebra a paralisação como uma vitória tática, opositores criticam a postura como um ataque à democracia legislativa. O episódio reforça os desafios de Milei em governar com uma base limitada no Congresso, onde seu partido controla apenas cerca de 15% das cadeiras.
Lavrov critica França e Alemanha por atrasar paz e armar Ucrânia
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, classificou como “muito vergonhoso” o comportamento da França e da Alemanha em relação ao conflito na Ucrânia. Em declarações recentes, ele acusou os dois países de usarem negociações como pretexto para ganhar tempo, permitindo o envio de mais armas a Kiev, em vez de promoverem uma solução pacífica. A crítica foi feita durante uma coletiva de imprensa em Moscou, no dia 12 de março de 2025, enquanto o chanceler russo comentava a postura europeia diante da guerra que já dura três anos. Lavrov afirmou que os líderes francês e alemão, Emmanuel Macron e Olaf Scholz, respectivamente, têm priorizado o fortalecimento militar da Ucrânia em detrimento de esforços genuínos para encerrar o confronto. Ele sugeriu que essa abordagem revela uma hipocrisia do Ocidente, que, segundo ele, prega a paz enquanto intensifica o apoio bélico ao governo de Volodymyr Zelensky. O ministro também fez referência aos acordos de Minsk, de 2014 e 2015, mediados por França e Alemanha, alegando que esses pactos foram descumpridos e usados como distração enquanto a Ucrânia se preparava para ações militares. A declaração ocorre em um momento de tensões renovadas, com a Rússia enfrentando sanções e condenações internacionais por sua invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. Por outro lado, Paris e Berlim têm defendido suas ações como parte de um esforço para garantir a segurança europeia e apoiar a soberania ucraniana contra o que descrevem como agressão russa. Macron, em particular, tem se posicionado como um dos articuladores de uma possível força de paz europeia, ideia rejeitada por Moscou. O conflito segue em um impasse, com avanços militares russos em algumas áreas e resistência ucraniana sustentada por equipamentos e financiamento ocidentais. As palavras de Lavrov refletem a narrativa do Kremlin, que frequentemente acusa o Ocidente de prolongar a guerra ao fornecer armamentos, enquanto líderes europeus argumentam que o apoio à Ucrânia é essencial para conter a expansão russa.
Trump suspende 4,6 milhões de cartões de crédito do governo por 30 dias e reativa alguns com limite de 1 dólar no plano do DOGE
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que determina a suspensão por 30 dias de aproximadamente 4,6 milhões de cartões de crédito corporativos utilizados por funcionários do governo federal. A medida, anunciada como parte do plano de eficiência do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado por Elon Musk, visa revisar gastos e aumentar a transparência no uso de recursos públicos. Após o congelamento inicial, parte dos cartões foi reativada com um limite de apenas 1 dólar, tornando-os praticamente inoperantes para compras significativas. A decisão foi implementada em 26 de fevereiro de 2025, com o objetivo declarado de transformar a gestão financeira federal, focando em contratos, subsídios e empréstimos. Segundo o texto da ordem, exceções foram previstas para cartões usados em serviços críticos, como resposta a desastres naturais, segurança nacional e operações militares, desde que aprovadas pelos chefes das agências em consulta com os líderes do DOGE. A suspensão veio após a descoberta de que esses cartões processaram cerca de 90 milhões de transações em 2024, totalizando 40 bilhões de dólares, segundo dados da Administração de Serviços Gerais (GSA). Inicialmente, Trump buscou cancelar todos os 4,6 milhões de cartões, mas a medida enfrentou resistência judicial. Uma decisão da juíza federal Loren L. AliKhan bloqueou o corte total, levando o governo a adotar o limite de 1 dólar como alternativa. A estratégia tem sido defendida por aliados como uma forma de coibir desperdícios, como gastos com itens supérfluos identificados em auditorias anteriores, mas críticos apontam que a medida causa transtornos operacionais. Agências como o Serviço Nacional de Parques e o Pentágono relataram dificuldades para adquirir suprimentos básicos, enquanto laboratórios da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) enfrentam atrasos em pesquisas. O plano do DOGE também inclui a revisão de contratos e propriedades federais, com a venda de ativos subutilizados, como o prédio da antiga Webster School em Washington, D.C., que rendeu 4,1 milhões de dólares. A administração Trump afirma que essas ações já geraram economias iniciais, embora algumas estimativas do DOGE, como a alegação de 8 bilhões de dólares economizados em um contrato do ICE, tenham sido corrigidas para valores menores, como 8 milhões. O governo promete relatórios periódicos para detalhar os avanços, enquanto o debate sobre os impactos continua no Congresso e na sociedade.








